-pedromilagres-efi Sertidão do Cer

Desejos, promessas, roupa branca e mudanças. Simples convenções sociais, mas que momentaneamente demonstra a sensibilidade do ser humano. Ao invés de só fazer promessas e comemorar de ano em ano, que tal criarmos pequenos e longos ciclos pessoais?


Kısa Hikaye Tüm halka açık.

#vida #ciclos #anonovo #festividades
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Feliz ano novo?

Feliz ano novo! Feliz ano novo? E se o ano não for novo? Um ano nunca é novo...!

É curioso como pregamo-nos/pregavam-nos à novidade, à mudança, e o tempo parece intrínseco a tudo. Apregamo-nos/Apregam-nos a ideia de ano novo para tentar forjar novos ciclos para a permanência da vida. Um ano se encerra, outro começa, um ciclo se fecha, outro se inicia, e pregamo-nos/ pregam-nos sempre a ideia de uma mudança contínua. Queremos ser melhores que o ano anterior, fazer diferente o que deu errado. Continuamente, prosseguimos alimentando o grande ciclo da autossuperação. A literatura, a filosofia e os mais velhos estão aí para nos confirmar.

Há quem prefira pensar no ciclo vicioso dos anos. “Tenho 23 anos, farei 24”, “quero chegar logo aos 30”, “a expectativa de vida é 72,8 anos”, “quero viver até os 120”. Passamos a contar tanto os nossos anos, e tudo isso nos leva a metas inalcançáveis e, por fim, esquecemos que ao final a única salvação que nos espera é a cova.

Sim! Isso é verdade! Mas prefiro não ser tão cético, já que viver ciclos nos fazem aventurar a sensações, buscar prazeres, acreditar, mesmo que levemente, em um lado bom do ser humano. Sem eles, talvez nossas vidas seriam eternas manhãs rezadas pela morte.

Torçamos para que a greve da dona Morte permaneça apenas nos contos de Saramago. Graças as atividades desta bela dama de prata, nos esforçamos para viver os ciclos. Não nos esqueçamos de Elegia 1938 de Drummont, para nos lembrar sempre da melancolia de se viver em meio às máquinas, e da impossibilidade de sozinho dinamitar a ilha de Manhattan. Lembremos, além disso, de não ser a mesma massa que ignora seu grande Elefante de pano, até porque possivelmente amanhã seremos nós a sê-lo.

Perguntemos aqui: por que a senhora Morte de Saramago, a Elegia e o Elefante de Drummont? Para nos lembrar que a melancolia faz parte dos ciclos e são elas que os atribuirão sentido.

As datas e números simbolizam os ciclos, mas é só o tempo, os sentimentos e as experimentações que terão a capacidade de legitimar nossa vida!

04 Ocak 2020 15:59:30 1 Rapor Yerleştirmek Hikayeyi takip edin
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Son

Yazarla tanışın

Sertidão do Cer "Querido diário...." Sou um mero vagante curioso pelo mundo que não se contentou apenas em pesquisar. Vim de um lugar, no interiorzinho de Minas Gerais, onde várias forças confluiram para que eu não chegasse onde estou, mas cheguei! Então, aqui nada mais é que uma fuga do ringue (ou será uma extensão dele?). Aparentemente, cada texto é uma inquietação do meu eu tentando se achar em meio ao carretel interno de sentimentos, formalismos e rebeldias, e tentando deixar pegadas pelo mundo.

Yorum yap

İleti!
Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Gostaria de parabenizá-lo, em nome do Time de Verificação, pela verificação de suas histórias, além de deixar minhas impressões sobre esta em particular. Achei bastante interessante a forma que resolveu abordar a questão do ciclo da vida e da renovação do ano (talvez não novo hahaha). Gostei da referência a Saramago. As Intermitências da Morte é um livro muito especial para mim e que mudou demais a forma que eu encarava a literatura antes. E, realmente, melhor deixá-la agir por paixão lá naquele mundo dela hahaha. A solidão de Elefante, a melancolia (e até desespero) de Elegia são coisas que ninguém quer, mas que estão aí há muito tempo e quem é que sabe quando vão acabar? Fazem parte do ciclo e temos de saber lidar com essas coisas. Com relação à gramática, gostaria apenas de deixar alguns apontamentos para uma talvez futura correção: "a mudança e, o tempo aparece intrínseco a tudo" em vez de "a mudança e o tempo aparece intrínseco a tudo"; "e esquece, que ao final, quem nos espera é a cova" em vez de "e esquece que ao final quem nos espera é a cova" (ou "ao final" pode ficar entre vírgulas). São coisas pequenas, mas que poderão certamente melhorar a experiência de leitura. Sucesso com suas histórias.
February 06, 2020, 13:57
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