dicaryophillus Dianthus

Viktor era o que poderíamos dizer de "o filho mais novo do imperador": rebelde, se relacionava com quem aparecesse na frente, sempre metido em confusões e nada confiável. Enfim, ele era tudo o que um imperador não deveria ser e tudo bem, porque esse não era seu destino. Até que em um fatídico dia, seu irmão mais velho veio a falecer e a coroa migrou para a cabeça do mais novo, trazendo junto de si a responsabilidade que o Vitor jamais imaginou. E, com isso, precisa aprender em pouco tempo, o que o irmão levou a vida inteira para se habituar. Entretanto, obviamente, o rei não jogaria seu caçula em meio aos lobos e o deixaria se virar...Vossa majestade, fez questão de contratar aquela que mostraria ao mais novo, o que era ser um imperador.


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Capítulo 01 - Ela

Há luto pelas paredes e saudade incrustrada nas pessoas.

Meus passos contra a grama saem abafados, de qualquer forma, não é como se eu estivesse usando saltos para fazer um barulho estrondoso. Há um forte cheiro de grama molhada e não é preciso que eu coloque muita atenção sobre ela, para perceber que está realmente molhada. Não me lembro de ter chovido durante o final da noite e o início da madrugada, por tanto deve ser algo que só ocorreu por essas bandas.

Termino de atravessar o quintal gramado extenso e paro em frente a porta dos fundos do belíssimo palácio, me preparo mentalmente para o que irá me aguardar depois dessa porta e todo o meu futuro que será mudado a partir de agora.

Não sei se estou pronta, mas sei que preciso entrar e sei que depois que eu entrar nesta residência, precisarei deixar o meu passado para trás.

Trancá-lo a sete chaves em um cofre e jogá-lo no oceano, como se nunca tivesse existido.

Como se eu nunca tivesse vivido antes daqui.

Dou dois toques sobre a madeira e aguardo alguém atender. O rei disse que teria alguém pronto para me atender e me apresentar o palácio, junto do lugar em que eu irei ficar. Entretanto, acho que ele deve ter se esquecido da minha pessoa e até que é algo totalmente justificável, visto que além dele ser o imperador, ele também deve estar com tudo muito corrido, visto que seu herdeiro morreu um ano antes de ser coroado.

Para alguns pode parecer muito tempo e que dá certinho de se organizar para colocar o outro filho no trono e não é bem assim que as coisas funcionam, o príncipe irá precisar ser educado (até porque ele não tem uma reputação boa, na verdade é uma reputação bem ruim), conhecer as alianças que o reino já possuí, além de se apresentar para o círculo real e saber a parte jurídica do reino.

Conhecer as pessoas que trabalham para ele e saber quem se deve confiar e quem não se deve sequer mencionar o sobrenome.

E é para isso que estou aqui.

Irei ensinar o príncipe a se tornar um imperador.

A porta finalmente se abre e uma mulher, que deve ter a minha idade, me encara de cima abaixo. Tudo bem que minha bota está com o solado um pouco sujo, apesar de ser preta, ainda é possível ver um pouco da lama que ficou, já que eu fiz questão de raspá-la no cantinho de uma pedra, e a pode ocorrer da minha camiseta de botões estar com uma pequena parte para fora da calça e meus cabelos estão presos em um coque, que há essa altura...Já foi mais ajeitado.

- A carruagem quebrou na vinda para cá e optei por vir a pé. - Por algum motivo desconhecido por mim, eu me explico a mulher que acena em um gesto de cabeça. - Vim em nome do rei e ele me pediu para entrar pela porta dos fundos.

- Senhorita Antonella, estou certa? - questiona a senhorita.

- Sim, Antonella Pereira, conselheira real - revelo mais um pouco, para que ela tenha certeza de que está falando com a pessoa certa - Vim para ficar por alguns meses.

- Entre, senhorita Pereira. - E finalmente ela abre um espaço para que eu possa entrar no palácio. - Por favor, me acompanhe.

A sigo por alguns corredores e passo por algumas salas, que de vista parecem serem de descanso ou de receber visitas. Em nenhum momento ela para e me apresenta a alguém, apesar de durante o caminho termos esbarrado em algumas pessoas que ficaram me olhando com curiosidade, e ela não fala nada sobre os cômodos pelos quais passamos.

Eu poderia puxar assunto, tentar saber sobre mais a fundo, entretanto estou tão cansada da longa caminhada, com essa bolsa pesada pendurada no meu ombro e pensando nas minhas roupas que ficaram na carruagem sendo guardadas por um dos guardas reais, que se dispôs a ir me buscar da estação e me trazer até aqui. Mesmo que, no final, acabei vindo sozinha, já que ele teve que ficar para cuidar das coisas enquanto eu iria buscar por ajuda.

Estou cansada. Quero apenas entrar no meu quarto, tomar um longo banho e dormir um pouco. Porque eu ainda vou ter que lidar com tanta coisa, terei que conhecer o príncipe rebelde e criar um plano de abordagem real para ensiná-lo modos e como lidar com certas situações. Basicamente, ter que ajudar o rei a tornar o seu filho, o imperador que ele é.

Vou ter um trabalhão com esse príncipe, dado a carta que seu pai me enviou e os rumores que ouvi na estrada para cá, além das atitudes que afirmam que ele teve.

Paramos em frente a uma porta dupla branca de madeira, exatamente igual as outras cinco que vimos nesse corredor. Ela tira uma chave única do bolso e destranca a porta, para em seguida colocar o objeto na minha mão e dizer: - Esse é o seu quarto, que o rei indicou, a última porta deste corredor é o quarto do príncipe. Vou avisar alguns guardas sobre o problema que deu na carruagem e em breve trarei suas malas e alguma coisa para você comer.

- Tudo bem, muito obrigada - digo em um tom gentil e de despedida, acreditando que ela não tenha mais nada a acrescentar, só que então:

- E uma última coisa... - Ela hesita e eu aceno para que continue, tentando encorajá-la a terminar sua fala. - O príncipe Viktor pode parecer alguém que não se importa com nada e ninguém, no entanto, eu acredito que ele seja apenas uma pessoa extremamente machucada, sabe.

- Está me pedindo para não ser tão dura com ele? - indago e ela não hesita em concordar - Tentarei meu melhor e, a propósito, qual o seu nome?

- Pode me chamar de Nanda, afinal, todos me chamam assim mesmo.

Olha só, talvez ela não seja alguém de poucas palavras e, sim, alguém que só irei conseguir ter uma conversa proveitosa, se tivermos um pouco de intimidade. Torço para que, com o nosso convívio, possamos nos tornar boas amigas.

Eu concordo e me despeço dela, com o melhor sorriso que consigo entregar em um momento cansativo. E antes que eu possa pisar no meu quarto, ela me chama, mesmo já tendo dado alguns passos em direção a escadaria, muito provavelmente para voltar ao seu trabalho.

- E, senhorita Antonella, não se esqueça que a morte do príncipe herdeiro ainda é muito recente. - Há tristeza em sua voz, tristeza da qual já identifiquei antes, numa parte do meu passado que deixo para trás. - Todos ainda estão passando pelo luto de ter perdido um futuro rei promissor, uma pessoa jovem, que sempre esbanjava sorrisos para todos, como também fazia todos a sua volta sorrirem.

Movimento minha cabeça para cima e para baixo, concordando com tudo que ela disse e mostrando de forma gentil que compreendo seu luto. Observo ela se virar e voltar ao seu caminho, dessa vez com os ombros abaixados e a coluna um pouco curvada, além dos passos curtos e lentos.

Me abraço e olho ao meu redor, vendo pela primeira vez o clima que ronda o lugar em que ficarei hospedada.

Há luto pelas paredes e saudade incrustrada nas pessoas que aqui residem.

31 Aralık 2021 16:40:00 0 Rapor Yerleştirmek Hikayeyi takip edin
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Sonraki bölümü okuyun Capítulo 02 - Ele

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