emy_midgar Emy Zavaes

Uma SongFic tomarry baseada na música Monstros do cantor Jão. - E o inimigo fora aquele que mais lhe cuidou.


Hayran Kurgu Books 13 yaşın altındaki çocuklar için değil.

#tomarry #voldemort #harrymort #harry #comensaisdamorte
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Capítulo único

Estou perdido. A dor em meu coração ainda pulsa, me aterrando à dura realidade.

Não tenho meus pais. Não posso dizer sentir falta daquilo que nunca tive. Eu era um bebê, o que eu poderia lembrar daquela época?

Não vivo com minha família, vivo com parentes. Para ser família, precisa haver cuidado e carinho. Os Dursley são os únicos parentes vivos.

É aquele intervalo entre o quinto e o sexto ano. Perdi Sírius, minha ultima chance de ter uma família. Ele se preocupava comigo. Ele direcionou seus cuidados ao seu único afilhado. Tinha Lupin, mas por algum motivo, não consegui a intimidade que tinha com Padfoot. Sirius me prometeu que assim que seu nome fosse limpo, nós viveríamos juntos. A esperança que eu acreditava ter se esvaído, se reavivou com força total. Algumas vezes, ele me confundia com meu pai, e eu não podia culpa-lo. Culpei Azkaban e a quem o condenou sem um julgamento adequado. Saint Mungus podia cura-lo, ou pelo menos trazer uma parte de seu cérebro de volta para que acidentes como esse não ocorressem novamente.

Vendo-o cair através do véu me quebrou. O mundo havia parado. Meu coração falhou algumas batidas. Meu ouvido estava zumbindo. Um silêncio ensurdecedor se espalhou sob meu ser. Eu podia sentir algo quebrando, se danificando dentro de mim. Uma parte de mim se foi, e eu não sei dizer o que foi, exatamente.

Eu fui mandado de volta à Rua dos Alfeneiros. Pela primeira vez, desejei que meus parentes gritassem comigo. Me dessem as listas ridiculamente longas com tarefas. Eu desejava por algo que me trouxesse alguma normalidade. Não sei quem falou com eles, mas seja quem for, contou sobre meu falecido padrinho. Duda poderia vir e esfregar sal na minha ferida, eu certamente o agradeceria. Pelo visto, eles não são tão burros quanto eu imaginava. Talvez tenham percebido que o pior seria se me deixassem em paz, então estão seguindo o caminho mais fácil para eles e o mais doloroso pra mim. Sádicos.

Tenho tentado dormir desde que me trancaram nesse quarto. Mas é impossível. Todas as dores acumuladas latejam por todo o meu ser. Seja corpo, mente e até alma.

Sinto um nó na minha garganta.

Algo quer sair, mas o quê?

Duda foi dormir na casa de Piers.

Vernon foi num jantar da empresa e levou Petúnia.

O silêncio da casa me incomodava. Há uma floresta próxima ao parque que costumo ir. Lá, tenho apenas a presença dos animais silvestres.

Com o turbilhão de coisas que passavam por minha mente, me perdi da trilha. Não sei onde estou. Não sei para onde ir. Pela posição da lua, parece ser tarde. Vernon e Petúnia devem estar em casa. Não sei quanto tempo levará para darem conta da minha ausência. Cedo ou tarde, não importa. Eles apenas agradecerão.

Sem varinha, sem capa... Nada magico. Tenho apenas a roupa do corpo comigo.

Meus pés doem, meu corpo reclama da exaustão. Sento nas raízes de uma árvore e me recosto nela.

Tento dormir. Mas é tão difícil como qualquer outro dia.

É madrugada. Ouço passos. Folhas sendo pisadas por pesadas botas. Não posso discernir apenas pelos sons o numero de pessoas. Sei que eles caminham em minha direção. Não consigo sentir medo.

Os passos param. Olho para cima e vejo um pequeno grupo de pessoas.

— Harry Potter...

É Voldemort. Ou melhor, Tom Riddle. Sua aparência é diferente daquela do ministério.

Há comensais o flanqueando. Posso ver Greyback, Dolohov, os Lestrange, Avery e alguns outros.

— Olá.

A voz treme ao sair.

— Curioso o que descobri.

Apenas o olho.

— O ritual em que seu sangue foi usado quebrou a proteção de Lilian Potter.

Eu suspeitei, quando ele pôde me tocar. Mas porquê demorar tanto?

— Eu não esperava encontra-lo no meio de uma floresta enquanto ia até a casa de seus parentes.

O deixo com seu monólogo. O que mais eu poderia dizer ou fazer?

Voldemort me analisa assim que acaba de vaguear.

— Você não tem dormido?

Apenas encolho meus ombros em resposta.

Debaixo da minha cama os monstros me impedem de dormir.

Qual é o plano dele? Por qual motivo ele ainda não me matou?

Parecendo ler todos os meus pensamentos, ele retorna sua fala.

— Não desejo mata-lo. Seria um desperdício de poder. Faz tempo que não admiro a força mágica de alguém.

Ele volta a me analisar.

— Sua magia é bruta e desejo molda-la.

Eu deveria dizer algo agora?

Tiro o sapato de meu pé. Eles são de segunda mão e já não há mais uma sola descente. Apenas me machuca.

O olho e espero que diga algo.

— Você está sozinho. Pode sentir o vazio?

Me sinto só desde criança.

Mesmo com gente ao meu redor.

— Desejo fazer uma troca justa.

Espero por algo mais, mesmo depois de seu longo silencio.

— Deixe-me moldar sua magia. Deixe-me usar sua magia.

Penso no que receberei.

- E eu não o deixarei só.

Eu podia ter ficado surpreso com a ultima frase. Mas além de não entender o que vinha por trás daquilo, eu sentia como se não me importasse com mais nada.

- Claro, um prisioneiro não pode ficar sozinho.

Tentei ser mordaz, mas não surtiu o efeito.

Ele apenas permaneceu neutro.

O que há com essa cara?

- Uma guerra custa caro e traz apenas dor de cabeça.

Ao menos concordamos em algo.

- Se você aceitar tal acordo, nenhuma guerra implodirá enquanto eu estiver no comando.

Isso me chamou a atenção.

Eu devia ser a esperança do mundo mágico. Devia lutar por esse povo. Devia guerrear, sabia disso. Isso foi cravado em mim desde que conheci a magia.

- E o que acontece com as outras pessoas?

Ele deu um aceno. Parece que gostou de minha pergunta.

- Eles precisam de um pulso firme. Leis precisam ser mudadas. O ministério precisa ser refeito. Não precisa se preocupar com a política. A matança "por nada" acabará.

Eu devia perguntar por mais. Mas estou cansado.

Aceitando seu acordo, eu não me prenderia a uma outra causa, mas à alguém totalmente diferente do que já estou acostumado a conviver.

Sempre lutei por liberdade, mas ser livre me fez só.

Eu penso. Tento calcular tudo. Mas na verdade, não entendo muito bem dessas coisas. Apenas dou um tempo de mais silencio.

Ele parece saber que sou pobre nesse tipo de assunto, mas ele ainda me deixa com meus pensamentos. O homem faz sua presença ser sentida, ele não me deixa só. Um sentimento de compreensão e entendimento parece nos envolver.

O encaro.

Eu tenho fogo no olhar.

Me levanto das raízes onde estive durante todo esse tempo.

Seguro sua mão estendida.

A magia entendeu nosso acordo e sentiu que concordei com o que foi dito. Ela nos circula e logo a sinto se acalmar.

Durante nossa troca, os comensais ficaram calados. Nem Bellatrix Lestrange ousou dar sua louca gargalhada.

Seus seguidores abriram espaço e ele me guiou à uma clareira que eu não sabia existir.

As folhas fazem barulho enquanto ando ao lado do lorde das trevas mais temido de toda a história bruxa.

De pés descalços vou à caça.

Ele me olha e estende uma pulseira. Meu pulso é segurado de uma forma que eu não esperava. Parecia que ele havia pegado como se estivesse com medo de me quebrar.

- Eu já estou quebrado.

Talvez ela não tenha percebido esse detalhe, já que seu olhar direcionado para mim era de total surpresa.

Ou talvez ele não esperasse que eu soubesse já estar quebrado. Isso faz alguma diferença na atual situação?

Ele ainda coloca a pulseira em meu pulso com cuidado.

- Isso é uma chave de portal. Sempre te levará de volta à mansão.

Para voltar, eu preciso sair.

Ele me dará essa liberdade toda?

Não. Talvez ele tenha pensado que se alguém tentasse me sequestrar, eu teria algo para me levar de volta.

Ainda penso em tudo isso.

Sua promessa de não me deixar só me atrai. Sei que estou quebrado, mas ainda desejo ter alguém apenas para mim.

Desculpe, pai, mãe. Eu juro que tentei, mas vocês não estão aqui. Perdoe-me Padfoot.

- Diga 'lar'.

E eu digo, sem hesitação.

Sinto um puxão no umbigo. A magia está me levando embora da clareira.

Para encontrar o meu lugar.

O meu tempo é passado conhecendo uma parte do lugar. Recebi um quarto, uma sala de estar apenas para o meu uso, e até mesmo consegui roupas novas. Almocei apenas com ele. Nem um de seus comensais jamais dividiram uma refeição com ele.

Quando a noite caiu, eu adormeci no sofá.

Acordei com alguém me carregando, olhei para cima e vi que, ainda me levando ao meu quarto, seus olhos me estudavam.

Ele poderia ter usado magia, mas já não tento entender o que ele quer de mim.

Quando ele me coloca em minha nova cama, não posso evitar de o segurar mais apertado.

Ele é Voldemort. Mas ele quem cuidou de mim desde Sirius. Se for sincero, nem meu padrinho teve todo esse cuidado.

Seus olhos em encaram novamente.

Não foi apenas o cuidado que me fez o segurar.

Sua magia negra me cercou e eu me senti aliviado. Me trouxe o sentimento de segurança que eu sentia apenas no armário debaixo das escadas. Era úmido. Era escuro. Mas era eu. Apenas eu conseguia ficar naquele espaço. Era o meu lugar seguro e vejo que o lugar mudou.

Sua magia se enrolou na minha e eu me senti leve.

Entendendo quando nem eu mesmo entendi completamente, ele deitou em minha cama e deixou que eu me acomodasse ao seu lado.

Não resistindo, passei um de meus braços envolta de sua forma maior que a minha e enfim pude relaxar.

Eu abraço a escuridão.

Eu estava em casa. Minha magia se conectou com a dele e agora ela entendia que ele era a segurança para nós.

Pensei que enquanto lutava pela luz, lá seria o meu lugar. Mas quem me fez sentir tão seguro quanto o atual lorde das trevas da grã Bretanha? Ninguém, essa é a resposta.

Eu segurei a escuridão. Me aconcheguei na escuridão. Relaxei na escuridão.

Confiei na escuridão.

Que sempre se fez o meu lar.

Os meses passaram, e por uma decisão minha, não soube do mundo exterior.

Eu fui treinado. Fui alimentado. Recebi a atenção e cuidado que sempre desejei.

Quando precisava, emprestava minha magia à Voldemort.

Aprendi sobre os feriados neopaganistas. Eles são comemorados desde o ínicio da civilização bruxa. São uma forma de agradecer e reavivar a mãe magia e suas irmãs por ter nos dados essa benção como tantas outras.

Voldemort chamou alguns comensais, já que íamos comemorar um deles na floresta.

Os lobisomens de Greyback estavam conosco.

Uma enorme e linda fogueira queimava durante a celebração.

Havia alguns filhotes me puxando para uma brincadeira deles. Eles conseguiram e então me joguei na bagunça quando tive a permissão de Voldemort.

Ele sabia que esses filhotes gostavam de brincar comigo e ele sabia que eu gostava de passar um tempo cuidando deles. Eu considerava os lobos órfãos como meus, Voldemort não reclamou.

Agora eu corro com meus lobos.

Com toda a magia viva dançando em minha pele, perdi minhas inibições e festejei da maneira que a magia controlava meu corpo. Eu permiti, pois naquele momento, eu já não precisava mais estar no controle.

Danço ao redor do fogo.

Certo tipo de escuridão ainda me faz lembrar dos meus medos. Mas hoje eles já não me assustam tanto quanto antes.

Por um breve momento, paro na borda da clareira e encaro o nada. Há apenas escuridão.

Sinto um leve arrepio quando minha mente fornece olhos flutuando na densa escuridão da floresta.

Bem nos olhos vejo os monstros.

Que insistem em me encarar.

Balanço a cabeça e volto para a clareira. Voldemort não gosta quando eu sumo sem avisar antes.

No fim, quando o encontro, ele apenas estende seus braços e caminho até ele.

Ele sabe como me tratar em qualquer tipo de situação. Ele entende o meu desejo por ser mais que Harry Potter. Ele compreende que eu quero ser conhecido apenas por Harry.

Quero que se for para ser conhecido no mundo, que seja por algo que eu fiz conscientemente, e não por algo que eu fiz quando bebê.

Voldemort é o primeiro a saber disso e a não zombar de mim.

Quando ele estuda as leis que deseja mudar, ele pede minha opinião.

Nunca pediram minha opinião ou perguntaram o que eu queria.

A primeira e única vez que disse aos meus colegas de Hogwarts sobre o que eu desejava do mundo mágico, riram. Disseram que nada poderia mudar e eu devia estar satisfeito que o mundo bruxo não era tão preconceituoso quanto o trouxa.

Sempre me acharam louco.

Por querer ser mais um pouco.

Quando chegamos na mansão, a magia da festa ainda dançava sob nossas peles.

Eu estava feliz.

Parecia que tudo estava dando certo.

Me emocionei com isso, afinal, nunca algo deu tão certo na minha vida.

Algumas lágrimas escaparam de meus olhos, Voldemort viu mas não se preocupou. Ele sabia que não precisava.

Ainda tenho medo de algumas coisas e tenho receio de falar em algumas situações, mas eu não mudaria o que percorri até aqui.

Sei que tenho os meus monstros.

Mas continuo a caminhar.

Mais um tempo passou. A única coisa que eu sabia era que a ordem estava um alvoroço.

Sinto uma pontada de tristeza por deixa-los pensar que o pior aconteceu comigo.

Voldemort conversou comigo. Eu entendi o que era esperado de mim.

Não vou desistir agora. Eu recebi muito, o que ele me pede, não é uma grama do quanto ele me deu.

Hoje era o dia. O ministério fora tomado pela facção das trevas e estava na hora de aparecermos para o público.

Eu não era mais um de seus comensais. Eu tenho uma posição privilegiada. Sou um igual. Afinal, foi com nosso poder mesclado que ele conseguiu dominar a Grã Bretanha.

Ele nos aparatou no ministério, numa área reservada à entrevistas.

Os comensais já haviam preparado tudo.

Era a primeira vez que eu saia para o mundo bruxo. Eu desfrutei bem do meu tempo apenas na mansão.

Voldemort havia dito que eu devia vir pois eu havia o ajudado com varias reformas nas leis.

Foi difícil convencê-lo, mas Voldemort sabia usar as palavras.

Voldemort o ensinou como lidar com esse tipo de situação e deixou claro que tudo o que ele tinha hoje, foi merecido.

É estranho ouvir isso de um lorde das trevas, ainda mais receber todas as coisas boas, mas apenas eles se entendiam.

Claro, o passado ficava no passado. Eles não mexiam nele, não era preciso. A familiaridade da magia os conectava de uma forma que sentimentos podiam ser trocados.

Foi Voldemort quem respondeu às perguntas dos diversos repórteres. Harry apenas acrescentava algumas coisas. Ele apenas observava o choque em vários rostos quando o reconheceram.

Ele não nutria um sentimento por esses abutres. Eles tornaram sua vida ainda mais complicado ao decorrer dos anos.

Então Harry mostrou como eles não lhe deram valor. Ele mostrou e provou que ele era mais do que eles um dia pensaram dele.

Ninguém viu isso chegando. E agora, não podiam fazer nada. A esperança de que o menino-que-sobreviveu os ajudasse havia sido pisoteada.

Após toda as perguntas serem respondidas, Voldemort o levou de volta para a mansão.

- Eu vi alguns Weasley hoje.

Voldemort o olhou e depois assentiu.

- Você quer vê-los?

Veio a pergunta quase que inesperada. Eles não haviam conversado sobre esse tópico. Não havia muita conversa quando um deles achava o assunto desnecessário.

- Aquela não era a minha vida.

O lorde das trevas não falou. Os dois sabiam que era verdade. Ele não interromperia o jovem. Deixar que o outro coloque os sentimentos em palavras era o melhor curso.

- Estou bem aqui. Não consigo sentir falta de uma mentira.

- Foi um leve comentário...

Não houve mais trocas de palavras. Não era necessário.

Havia uma memória fresca na cabeça de Voldemort.

Ele havia feito uma promessa ao jovem. O homem nunca imaginou que faria uma promessa sem esperar algo em troca. O jovem o mudara, sem nem perceber.

Harry subiu as escadas e andou calmamente até o seu quarto. O dia fora agitado e ele queria apenas descansar.

Quando acordou, foi pelo barulho de um elfo domestico deixando uma nota em sua mesa de cabeceira.

Era Voldemort. Ele pedira para ele se arrumar para o acompanhar num jantar.

Ele deu um longo bocejo e se dirigiu ao banheiro para se arrumar.

Quando desceu as escadas para a sala principal, ele viu o homem arrumado com vestes sociais do melhor tecido encontrado no mundo bruxo.

- Acompanhe-me?

Como resposta, ele ligou seu braço ao do homem e o deixou que os aparatasse ao destino.

O jantar havia sido divino. Ele aprendeu a apreciar essas maravilhas que o lorde das trevas lhe apresentou.

Quando chegaram em casa, apenas os dois, sozinhos na mansão, Voldemort o levou para a sala de estar que apenas os dois tinham permissão para entrar.

Era um lugar intimo, onde eles conversaram e um apoiou o outro em momentos difíceis.

Quando eles se aconchegaram como faziam em algumas ocasiões, Voldemort quebrou o silêncio.

- Eu prometi algo. E apenas agora percebi que estou contente por ter feito isso.

Harry esperou. Tanto tempo convivendo juntos o ajudou a saber quando falar e quando permanecer quieto.

- Não faço isso apenas pela promessa, mas eu desejo isso.

Harry o olhou e deu um sorriso encorajador, mesmo não imaginado o que viria.

- Harry, não sei como fazer isso, então entenda que é automático tudo o que sair pela minha boca.

- Compreendo, Voldemort.

- Por favor, me chame de Marvolo.

Surpreso, ele apenas acenou positivamente com a cabeça.

- Prometi que lhe daria uma família, hoje vejo que desejo fazer parte disso.

Sem conseguir fazer a pergunta, ele apenas tirou um aliança do bolso de sua capa e apresentou ao jovem.

- Você é jovem de acordo com nossas leis, mas você já passou por tanto e sua magia já se ligou à minha. Ninguém foi capaz de se envolver sem ficar com graves sequelas.

Segurando uma das mãos, ele perguntou um simples "posso?", ao que o jovem respondeu balançando a cabeça.

Quando a aliança foi depositada carinhosamente em seu dedo, uma miríade de emoções atravessou seu rosto.

- Não perguntarei se você tem certeza de que quer continuar com isso.

- Eu sou um lorde das trevas.

O agora, Marvolo, respondeu.

Os anos se passaram e Harry teve o que sempre desejou.

Ele aprendeu a amar, era casado com alguém que cuidava dele, ele não precisava estar no controle de tudo, tinha alguns conhecidos que o visitavam de tempos em tempos, tinha um lar, e o mais importante, teve dois filhos com aquele que amava.

Ele nunca se arrependera nem em um único momento de ter aceitado a proposta de Marvolo naquele dia na floresta.

Quando Voldemort finalmente aceitou ser acolhido pela morte, ele conseguiu o que sempre desejou, a imortalidade.

Foi um presente, já que morte considerou Harry como seu herdeiro. Não havia ninguém que morte consideraria mais digno. A entidade sabia que Harry era um ser único.

Não querendo ficar sozinho, ele pediu tal favor a morte. Então ele e Marvolo sempre visitavam seus filhos e descendentes quando podiam. Eles pulavam de cabeça em tempos aleatórios. Voldemort porque gostava de recolher conhecimentos à muito esquecidos e Harry porque achava divertido.

Numa das viagens, eles caíram no dia em que Dumbledore o deixou na porta dos Dursley.

Sendo entidades, os bruxos estavam alheios sobre suas presenças. Ele olhou para tom com seus grandes olhos verde e disse suavemente, mas com a voz embargada.

- É tão claro agora. Eu queria poder dizer para aquela criança que ainda não vê.

Marvolo beijou o topo da cabeça de seu marido e fechou os olhos.

O mais velho abriu os olhos quando sentiu Harry deixando o seu lado.

De longe, ele o viu se sentar na soleira da porta e acariciar as bochechas do bebê.

Com um aperto no peito, ele beijou a testa de seu eu jovem.

- É tão claro agora. Eu sei que vai doer. Mas isso é necessário pra quem você vai ser.

E com uma bola na garganta, ele se juntou ao seu marido novamente.

Era hora de conhecer seus pais e conversar com Sírius.

Eu espero que eles possam entender. Quando pensei estar quebrado além do reparo, Marvolo não juntou meus cacos, ele me renovou com novas peças e cuidou para que essas não pudessem ser danificadas novamente.

Ele é o meu amor e o alguém que jamais abrirei mão. Esse homem cuidou dos meus monstros e me ensinou a doma-los.

26 Mart 2021 15:14:49 1 Rapor Yerleştirmek Hikayeyi takip edin
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Son

Yazarla tanışın

Emy Zavaes Me chame de Zavaes. O que você encontrará aqui serão Fanfics. Me encontre também nos seguintes lugares: Wattpad,SocialSpirit e FF.net:emy_midgar AO3: nely_midgar

Yorum yap

İleti!
Bárbara Souza Bárbara Souza
Só tenho uma coisa a dizer: A M E I Bixo, sem estruturas para essa escrita maravilhosa. Parabéns, eu amei.
May 15, 2021, 06:24
~