inory12 Inory 12

Após a morte de sua mãe, Hidan começou a ter alucinações com um homem que se denomina Satã que lhe seguia para todos os cantos em que ia, no entanto, será que ele realmente é apenas uma alucinação ou algo realmente sobrenatural estava colado em Hidan? E qual a ligação disso com sua infância esquecida?


Фанфик Аниме/Манга 18+. © Imagem de キンタル, edição minha.

#shortfic #slow-burn #SatãKakuzu #KakuDan #KakuHi #KakuHidan #kakuhida
0
1.1k ПРОСМОТРОВ
Завершено
reading time
AA Поделиться

Abençoado seja Hidan.

A pequena criança albina corria pelo pátio da igreja, algumas senhoras olhavam feio, outros riam, mas ele não ligava para isso e continuava a correr com seu ursinho pardo em mãos. Hidan não conseguia ficar longe do ursinho, nem mesmo sua mãe ou pai conseguiam tirar o brinquedo da criança.

Distraidamente, a criança tropeçou no chão e seu ursinho caiu longe, perto da floresta que rodeava. Hidan, mesmo com medo, adentrou a floresta a procura pois ele amava demais aquele ursinho.

— Crianças santas não deveriam andar sozinhas pela floresta.

Os olhos púrpuras arregalaram em medo e desviou para onde ouvira isso e viu um homem de pele azul e olhos pequenos sorrindo gentilmente. Sua mãe dizia para nunca falar com estranhos, mas ela também falava que não podia entrar na floresta, a criança recuou, com medo. O homem pareceu perceber o receio da criança e colocou as mãos para trás.

— Não precisa ter medo — Explicou — Eu sei onde seu ursinho está!

O medo pareceu sumir de Hidan — Onde está? — Perguntou, se aproximando do homem estranho.

— Venha, eu te mostro. — O homem disse, pegando na mão de Hidan e o guiando para dentro da floresta — Meu nome é Kisame.

— O meu é Hidan. — Respondeu o menino.




Por algum motivo, ele não morria. Sua mãe morrera antes dele e seu pai muito antes ainda e ele continuava aqui, seu irmão mais novo estava entrando na faculdade e ele aqui, desolado por seus pais terem morrido antes dele. Pois naquele dia era para Hidan ter morrido afogado no lago.

Hidan chorava baixinho ao lado do corpo morto de sua mãe, como ele contaria para seu irmão que a mãe deles tinha morrido, por fim, da doença crônica que ela tinha e Hidan apenas viveu para cuidar dela. A mulher loira, tão branca quanto Hidan, porém ainda quente, o choque foi tão grande que o albino não percebera os médicos entrando junto com enfermeiras que o arrastava para longe da mãe para começar a fazer o RCP.

Demorou muito, no entanto, a mulher não voltou e o mundo de Hidan desabou por completo. Ele amava tanto a sua doce mãe, as memórias boas dela vieram em sua mente fazendo seu coração se despedaçar, por nunca mais poder fazer todos esses momentos novamente com ela. Ele não escutava absolutamente nada do que a médica dizia, o luto bateu muito forte nele.

Quando finalmente liberaram Hidan, ele não se sentia bem para dirigir seu carro, então simplesmente tacou o foda-se e foi andando até sua casa. O que parecia burrice, pois estava nevando, mas o que ele tinha a perder? Sim, ele ainda tinha seu irmão mais novo.

— Como vou contar isso pra ele? — Se questionou, baixinho, colocando o capuz e seguindo em frente.

E era isso que ele precisava agora, tentar seguir em frente. Ao chegar em casa, ele tirou a bota e o casaco e pegou seu celular no bolso olhando para a tela por muito tempo, tomando coragem para ligar para Ryuki, céus, deus deveria odiar muito ele pôr o colocar nessa situação tão frustrando que, com certeza, ele não sabia lidar.

Depois de 4 minutos, parado em pé e olhando para o celular, ele começou a discar o número que sabia decorado e colocou perto do seu ouvido, batendo o pé incessantemente, para no fim a chamada cair e Hidan jogar o celular no chão e subir para seu quarto, a casa estava mais fria que o normal.

Ele adentrou no quarto e se jogou de cara na cama, respirando profundamente e olhou para o lado, vendo um urso pardo de pelúcia que ele amava tanto quando era criança.

— Kuzu… — Ele chamou o ursinho, e o pegou.

Hidan não se lembrava muito bem do motivo de, quando criança, colocou o nome do urso de Kuzu, mas sua mãe lhe contou que foi depois do episódio do lago, que Hidan não parava de chamar por alguém chamado Kakuzu. Ele não se lembrava muito bem, ele tinha apenas 3 anos na época e agora com seus 21 anos, não tinha como ele lembrar.

Estava muito frio dentro de casa.

Encolheu-se na cama, abraçando o ursinho e adormeceu.



A pequena criança adentrou o lago, afinal, o homem azulado chamado Kisame tinha lhe dito que seu ursinho estava ali, e realmente estava, de longe dava para se ver o brinquedo boiando sobre a água e sem pensar muito o pequeno Hidan correu para a lagoa e tentou nadar até o brinquedo, no entanto, Hidan não sabia nadar.

O terror se instalou na pequena criança, que inutilmente se debatia para voltar a nadar para a terra, mas sentiu algo puxar seu pé e logo afundou no lago enquanto Kisame sorria sadicamente.”



Hidan acordou em supetão, suando frio e sentindo que seu coração sairia para fora de sua cavidade torácica. Ele colocou a mão sobre o peito e respirou fundo, tentando se acalmar, por que ele estava se lembrando daquele dia? Logo agora? Hidan sentiu raiva e se levantou, indo para o banheiro, mas ao tocar o chão percebeu que estava congelando.

Foi então que ele olhou para o espelho e viu seus lábios azuis e sua pele, sempre alva, agora pálida. Na medida que seu coração se acalmava o frio se instalava e então correu para o aquecedor da casa. Chegando lá, viu que estava no modo congelar, quem diabos colocou aquela porra no frio? Aliás, ele lembra que quando chegou em casa, estava realmente frio.

O albino revirou os olhos e colocou para aquecer e foi até a entrada da casa, pegar seu celular jogado no chão que milagrosamente ligou. Eram 4 da manhã, certo, ainda não dava para ligar para Ryuki e tinha muita ligação perdida do irmão, Hidan bufou, faria seu irmão esperar por não atender ele quando precisava.

Ele voltou para o seu quarto e foi direto para o banheiro, fazer sua higiene costumeira. Ao sair, desceu para a cozinha e fez seu café da manhã, mas como Hidan odeia café ele preferiu fazer um chá bem quente com ovos e bacon, só de imaginar isso o estômago de Hidan roncou.

Então ele escutou a televisão ligar de repente, pulando de susto — Que porra? — Ele exclamou, caminhando até a televisão.

“Ontem foi a noite mais fria depois de 4 anos, um record batido…!” Anunciou a meteorologista do jornal, apontando para o mapa da cidade. Hidan engoliu a seco, por um milagre, novamente, ele não morreu, foi o que ele pensou, mas tirou isso da mente, não era possível isso, não tinha como ele enganar a morte naquele estado.

— E ainda tenho que lidar com um idiota que não sabe usar o aquecedor, lamentável.

Hidan virou-se para a voz em alerta, vendo um homem negro de manto preto com as pernas cruzadas sentado em seu sofá, ele tinha linhas costuradas na linha da boca e dois grandes chifres sobre seus cabelos longos castanho-escuro. O albino tinha tantas perguntas, mas a primeira coisa que perguntou foi:

— Por que caralhos você tem chifre? — Ele apontou, o homem o olhou surpreso, parecia que não era para isso tá acontecendo. No entanto, o albino percebeu que essa não era a verdadeira questão — Na real, quem é tu? Como entrou na minha casa? Se você for um mendigo, pode sair, não tenho trocados…

— Você fala demais. — O outro homem reclamou.

Hidan sentiu uma veia da sua testa saltar — Responda as minhas perguntas seu filho da puta! — Ele apontou — Quem é você?

O homem passou um tempo encarando Hidan, como se estivesse analisando a situação e ao mesmo tempo que isso deixou o albino desconfortável o irritou profundamente, ele não era bom em esperar respostas. Mas quando ia questionar novamente, o homem desligou a TV e levantou-se, andando até o arco da sala.

— Não deixe o aquecedor no frio, você pode morrer novamente. — E em um passe de mágica a imagem do homem sumiu, fazendo Hidan olhar, primeiramente, confuso, depois horrorizado.

Ele andou até o arco e procurou o homem no corredor, mas nenhum sinal dele. A porta da frente parecia intacta, o mesmo com a dos fundos, ele checou o quintal e depois foi a cozinha, procurando para no final achar absolutamente nada.

— Eu só posso tá ficando louco… — Hidan comentou consigo — Será esquizofrenia? — Se perguntou, divagando sozinho até que sentiu um cheiro de queimado e ver o seu delicioso bacon ser queimado na frigideira.




Por mais que a cidade estivesse coberta de neve, o clima estava agradável, mesmo que Hidan odeie frio e neve, ele é uma pessoa de calor, por se sentir mais confortável, no frio ele precisava usar bilhões de roupas e isso ele sempre odiou desde criança. Ele só estava ali pelo motivo de que chamaram ele para uma entrevista de emprego que ele estava precisando muito.

Mas ele ainda estava pensativo sobre outra coisa, dois dias atrás apareceu um homem misterioso em sua sala sem mais nem menos e sumiu da mesma forma, ele achava que ele poderia está delirando de fome ou algo assim, mas o ocorrido fora tão real que ele se questionou sobre seu delírio.

— Ah porra! — Ele colocou a mão sobre o rosto, o que estava acontecendo com ele? Não dava para simplesmente pirar agora.

— Se você continuar assim, no mínimo, o emprego não será seu.

Novamente Hidan deu um pulo de susto e voltou-se para o homem e percebeu que o mesmo é bem alto — Caralho, não aparece assim do nada! — Enquanto o homem lhe olhava com indiferença, as pessoas ao redor se assustaram com Hidan — O que tão olhando porra? — Ele gritou.

As pessoas se assustaram e voltaram rapidamente a suas atividades — Eles não conseguem me ver. — Comentou o homem.

O albino revirou os olhos — Então tô ficando louco?

Mesmo que a roupa de frio do mais alto escondia sua boca, dava para perceber que ele sorriu em deboche — Depende do ponto de vista.

— Enfia o ponto de vista no cu. — O albino falou irritado e voltou a andar.

O homem, ainda com um olhar indiferente, seguiu Hidan. A caminhada fora silenciosa por parte do mais alto, já para Hidan estava sendo um inferno, se ele realmente estava ficando louco, que fosse, pelo menos, uma alucinação mais divertida, não um homem alto, forte, com chifres longos e cabelos longos e bonitos com olhos que Hidan adoraria ter sobre ele e…

O albino corou com os pensamentos obscenos, isso é demais, fantasiar com a própria alucinação? Isso é além da sanidade mental, portanto, se amaldiçoou. Ele andou mais um pouco e chegou em frente a uma cafeteria e adentrou sem muito receio, chegando até o balcão e se apresentando.

— Er… a sala fica por ali, nos fundos. — O balconista apontou.

Hidan estranhou o receio do outro garoto, mas nada falou, apenas andou até onde o menino apontou. Ele nem perdeu o próprio tempo de ler o nome que tinha no crachá, estava muito ocupado sendo seguido por sua alucinação que não abrira a boca até agora. Hidan pensava que ter alucinações fosse mais ensurdecedor, ou talvez o homem que sua mente criou fosse apenas calado demais.

— Não é uma alucinação Hidan. — Comentou.

Hidan sentou na cadeira de metal, esperando — Resolveu abrir a boca, alucinação-san?

O homem sentiu uma veia saltar de sua testa, mas nada falou, deixando Hidan muito mais irritado.

— A não, você fala isso e nem vai me explicar nada? — O albino cruzou as pernas — Pelo menos me fale seu nome caramba.

O homem deu a ele aquele mesmo olhar de quando estavam na sala, sendo analisado, afinal, qual o problema do homem lhe falar seu nome? Ou sua mente é tão louca que não teve a capacidade de dar um nome para a alucinação? Hidan teria que escolher?

— Ainda não é hora disso. — Respondeu o homem.

— Como assim porra? — Perguntou, confuso, mas ao ver que o homem continuou em pé e analisando o local, o albino revirou os olhos — Então você continuará sendo alucinação-san.

Hidan cruzou os braços, emburrado, odiava ficar sem entender a situação que estava, mesmo que muitas vezes isso acontecia, não pelo motivo dele ser burro ou algo assim, o albino só gostava de ver as coisas de forma mais simples e coisas complexas demais não funcionava para ele, no caso, sua alucinação estava sendo uma dessas complexidades.

Ele foi tirado de seus pensamentos quando foi chamado por alguém e adentrou na sala e viu uma mesa de madeira e alguns armários ao redor. A mesa tinha algumas molduras de fotos e um abajur bonito.

— Sente-se Sr. San. — Pediu o entrevistador.




A entrevista estava indo bem, pelo menos para quem estava entrevistando Hidan pois o mesmo estava tendo um infarto pela sua alucinação parada ao seu lado e observando tudo com muito julgamento. Tudo o que o entrevistado falava, o homem bufava ou revirava os olhos e de vez em quando desviando o olhar para o próprio Hidan, questionando o albino silenciosamente.

Hidan queria falar com sua alucinação para ela simplesmente parar de ser um pau no cu, mas não dava com o entrevistador logo adiante.

— Esse é o contrato, pode ler se quiser.

— Eu nã-

— Lê. — Mandou sua alucinação.

Hidan sentiu a veia da testa saltar, irritado. O albino pegou o papel e viu que a alucinação veio ler junto, Hidan não entendia nada do que estava lendo, era palavras muito complicadas e isso é chato.

— Esse salário é muito baixo, peça mais. — Apontou o homem.

Hidan abriu a boca para retrucar, mas fechou logo em seguida, lembrando que não estavam sozinhos. A alucinação revirou os olhos, pensando em como Hidan era um idiota.

— Apenas fale, ele também sabe disso e está querendo te dar um golpe. — Ele cruzou os braços e olhou afiadamente para o entrevistado — Além de está traindo a própria esposa com a balconista.

Um olhar confuso foi depositado em seu rosto, agora a alucinação estava tentando adivinhar a vida dos outros? Não falaria nada disso, ainda queria o emprego.

— Eu já falei, não sou uma alucinação — Disse impaciente — E faça logo o que estou falando.

O albino engoliu a seco, bem, existiam outras cafeterias no mundo — Você não acha que o salário está baixo?

— Não se preocupe com isso, seu salário aumentará no próximo mês, prometo.

— É mentira. — Comentou a alucinação.

— Eu acho que você está mentindo para mim — Apontou Hidan — Vamos, você sabe melhor do que eu que para o cargo que estou indo isso de longe não é o salário que eu deveria ganhar.

O homem engoliu a seco, pela postura de Hidan e suas escolhas de respostas, pensou que o garoto não entendia nada do mundo e era apenas um idiota desesperado por emprego.

— Ele acha que você é idiota. — Zombou o homem.

Outra veia saltou de sua testa, Hidan queria que sua alucinação saísse do seu pé.

— Além disso, não parece que você é muito fiel. — Apontou o albino e vendo o olhar do entrevistador fechar Hidan pediu ajuda de sua alucinação mentalmente.

— Ele tem uma foto da família sobre a mesa — Comentou a alucinação — Mas não está usando aliança e tem uma marca de batom no pescoço.

O albino olhou de relance para o pescoço do entrevistador e realmente tinha uma marca de batom, céus, sua alucinação era um gênio.

— Muito corajoso me acusar disso em sua entrevista de emprego — Riu o entrevistador — Mas isso é um absurd-

— Você tem uma marca de batom no pescoço, está sem aliança e curiosamente você tem a foto da sua família.

O homem diante de Hidan o olhou em surpresa e engoliu a seco, nervoso — Você é mais inteligente do que parece Sr. San. — Comentou o entrevistador, que estendeu a mão para Hidan — O que você acha de aumentar em 40%?

O albino olhou de relance para sua alucinação, esperando falar algo, mas como não veio nada e apertou a mão do entrevistador, cujo nome é Danzou — Fechado.




— Caramba alucinação-san, você é incrível. — Disse Hidan, não se importando das pessoas na rua o olhando de forma torta — Eu não tinha percebido aquela marca de batom, ou que ele traia a mulher, como você sabia na verdade?

— Você fala demais. — Disse o mais alto — E eu sabia por que lido com pessoas daquele naipe todos os dias.

— Como assim? Você não é só uma alucinação? — Perguntou Hidan, curioso.

— Já falei que não sou uma alucinação. — Falou irritado.

— O que você é então caralho?

De frente a sua casa, o albino parou e esperou a resposta do mais alto que simplesmente suspirou cansado, Hidan sempre foi insistente desde que se lembrava dele quando criança. Não havia mudado nada, só falava palavrão demais e ficou mais alto do que ele esperava.

— Satã. — Respondeu.

6 мая 2020 г. 1:25:59 0 Отчет Добавить Подписаться
0
Прочтите следующую главу Os chifres não são de mentira Hidan.

Прокомментируйте

Отправить!
Нет комментариев. Будьте первым!
~

Вы наслаждаетесь чтением?

У вас все ещё остались 4 главы в этой истории.
Чтобы продолжить, пожалуйста, зарегистрируйтесь или войдите. Бесплатно!

Войти через Facebook Войти через Twitter

или используйте обычную регистрационную форму