sweet-mary Mary

"Não escondo de ninguém o quanto amo o mar, posso me perder no quebrar de ondas desse infinito azul e recobrar as forças quando quem pede silêncio é Minh'alma, todavia mergulhar é uma atitude que demanda certa coragem porque uma vez dentro da água, as chances de me afogar são inevitáveis."


Любовные романы современный Всех возростов.

#recomeço #mulher #inspiração #prosa-poética #poesia #sentimentos #cautela #coração-partido #amar-de-novo #amor
Короткий рассказ
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(a)mar

N/A: Fiquei triste porque ontem perdi seguidores e eu não postei nada que fosse ofensivo, presumo que meus seguidores estejam dispostos a aguardar por minhas postagens, não o contrário. Eu sigo com o maior carinho todo mundo que me segue de volta e nunca implorei comentários, como nunca o farei. Estou liberando muito material meu por amor porque neste momento é tudo que tenho condições de oferecer: meu amor e minhas palavras.

Sério, não me siga se você não gosta de mim, nem que eu poste histórias. Eu já saí do Wattpad justamente porque queria postar num lugar onde fosse livre. Só queria desabafar isso porque fiquei muito magoada. Preparo tudo com carinho e não ganho um centavo, então, claro, dói escrever e ninguém dar valor, mas, por outro lado, eu amo o que eu faço e espero que meus seguidores também.

De qualquer forma, fiquem na paz!


Curitiba, 15 de junho de 2017.


O tempo está correndo mais depressa e por pouco não perdi a hora de novo, obrigada por guardar um espaço para mim neste assento e por ser você.

Sou assim mesmo, desajeitada, ansiosa e intensa. Nem todos que se sentam ao meu lado compreendem o meu jeito de sentir as coisas, então está tudo bem, porque eu estou bem com relação a isso, aprendi a viver para mim e não para eles.

Tudo bem se você quiser segurar minha mão por entre as suas, aprecio o gesto, o calor da sua alma acalenta a minha. Uma viagem sempre se torna mais agradável quando estamos acompanhados de alguém que deseja a nossa presença mais do que tudo.

Porque eu desejo a sua muito antes de crer que seria possível...

É preciso me valer da precaução. Aos poucos gosto mais de você mais do que jamais imaginei, no entanto os olhos ainda não revelam o fulgor, a cautela o encobre para que meu riso se mantenha vivo e eu tenha a chance de refletir sem me tendenciar.

Isso se chama sensatez!

Não escondo de ninguém o quanto amo o mar, posso me perder no quebrar de ondas desse infinito azul e recobrar as forças quando quem pede silêncio é Minh'alma, todavia mergulhar é uma atitude que demanda certa coragem porque uma vez dentro da água, as chances de me afogar são inevitáveis.

Posso colocar pé ante pé na areia molhada e avançar com a consciência de que ir até o fundo é seguro. A ação naturalmente gerará uma consequência, boa ou ruim. Discernir significa que eu respondo por mim.

Uma vez dentro do mar, o destino é incerto!

O fingimento é um dom natural do ser humano e da mesma forma que eu me apresento indiferente a fim de me proteger da chuva de verão que chega de repente, é breve, mas deixa rastros de destruição mesmo depois que o sol volta a brilhar.

Pois sim, eu realmente gosto de você e não escondo minha franqueza com relação ao medo de ser um sonho efêmero e se esfumaçar numa realidade sisuda.

Você é empática e concorda comigo que minha metáfora não visou enfeitar o texto. Sei que seu entendimento lúcido e maduro sobre as coisas foi um dos motivos que me ajudaram a te enxergar no meio do caos de um ciclo em construção.

Essa moça risonha que te escreve custou a recuperar o seu dom de contar histórias e ver graça nas pequenas coisas. Por um bom tempo, quem diria, o riso se calou e à beira do precipício esteve, tão próxima de se reduzir literalmente ao pó.

Assim me encontrei numa noite de julho há dois anos. Afogada. Mergulhei em ondas perigosas e sobrevivi por milagre.

Sabe, aquele que me levou até o fundo do mar me prometeu que não me deixaria só, contudo me abandonou na chuva e mesmo sabendo que cometeu uma grande covardia, jamais calculou os danos dessa em mim.

Por isso acredite em mim quando eu te afirmo que existe um antes e depois, tão nítido quanto as faixas brancas na estrada cheia de espinhos. A dor de pisar neles nem se comparava a um coração partido.

Eis que são feridas duras na alma. Que ardem tanto quanto uma fogueira acesa e destroem as pilhas de lenha até não restar uma cinza sequer.

O céu era dessa cor, meus versos tinham em si um aspecto sorumbático e repetitivo.

Eu era cinza.

Totalmente cinza.

Resumida a nada.

Minhas feridas deixaram-me exposta, invitaram os burburinhos da minha face oculta, aquela que os bons modos encobrem com distinção.

Sabe aquele sofrimento pelo qual você está passando e tem noção de que ninguém jamais poderá te ajudar?

Ninguém poderia!

Aquela dor pertencia a mim e tudo que dizia respeito a ela. Era de extrema importância enfrentar aquilo com tudo o que restava de mim (e era tão pouco que cabia numa simples lágrima).

Sabe, derrubei uma cordilheira de pranto por quem não moveu nem um dedo para contê-lo. O peito rugiu de desespero. Ninguém por mim senão Deus. E a culpa. O remorso. A rejeição. Ser indiferente foi o meu artifício para me fortalecer sozinha. Aprender aos poucos a conviver com os cacos de uma história na qual minha participação foi boicotada.

Não me importar?

Um notável sinônimo!

Hoje tenho a forma de uma rocha. Pelo menos vista de longe, molhada pelas ondas. Sobrou muito pouco da inocência, então me contento em admirar a beleza do mar a certa distância, tomando cuidado para não me afogar outra vez.

15 апреля 2020 г. 0:00:27 2 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

Mary Curitibana, futura jornalista, escritora em constante progresso, escorpiana com ascendente e lua em peixes. Apaixonada por todas as singelezas da natureza, onde se encontra o olhar compassivo de Deus. Em matéria de livros, filmes e músicas, minha lista tende a crescer, mas sempre há aqueles que têm um espacinho especial no meu coração. Prazer, eu sou a Mary.

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Antónia Noronha Antónia Noronha
O mar também é um dos elementos da natureza que me atrai. Tem qualquer coisa de calma e serenidade. Nunca tinha pensado num paralelismo entre o mar e o amar. Realmente, nós só mergulhamos quando sabemos nadar e no amor só vamos quando no fundo sabemos que sabemos lidar com tudo o que vem com ele. É como dizes, é com cautela, com sensatez. Às vezes, mesmo sabendo nadar, pensamos que aguentamos com aquelas ondas mexidas e lá nos afogamos um bocadinho. No amor é o mesmo, às vezes atiramo-nos de cabeça, sem freio. e por vezes acabamos por nos magoar, quase morremos. Por isso preferimos caminhar apenas na areia molhada, com com medo de (a)mar :)

  • Mary Mary
    O mar é maravilhoso, porém faz muitos anos que não o vejo senão de longe. Moro numa região distante do litoral e agora a minha distância é ainda maior, enquanto durar a pandemia... depois de uma onda nos engolir, o medo de (a)mar se agiganta... preferimos caminhar na areia molhada, ponderando os riscos... não sei, tenho a impressão que depois que temos o coração partido pela primeira vez, algo dentro de nós muda... superar um coração partido é extremamente difícil e consegui-lo sem deixar de (a)mar, ainda mais... obrigada sempre pela leitura! =) 3 weeks ago
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