zahir Zahir Fernweh

Com tudo que vem acontecendo no mundo, era mais do que óbvio que o Brasil seria afetado, quando o vírus nos atinge, uma quarentena se inicia e é de responsabilidade pública que ela seja efetuada corretamente. Então fica a dica: #FicaEmCasa


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#ficaemcasa #historiasdecuarentena #fiqueemcasa
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Prólogo

"3… 2… 1… FELIZ ANO NOVO!", foi o que todos gritaram naquele dia, em 01 de Janeiro de 2020.

"2020 será incrível!" "2019 foi uma desgraça, não tem como ficar pior", foi o que todos disseram e pensaram naquela virada de ano.

01 de Janeiro de 2020. Austrália.

Mais de pelo menos três mortes, por incêndio causado pelo calor intenso da área.

02 de Janeiro de 2020. EUA.

Estados Unidos lança um míssil no Irã.

Um homem morreu nas Filipinas após ser infectado pelo coronavírus. Foi a primeira morte registrada fora da China.

15 de Fevereiro 2020. França.

Turista chinês de 80 anos morre na França após contrair o COVID-19 na China, já sendo o terceiro caso confirmado fora da Ásia.

26 de Fevereiro de 2020. Brasil.

Mais de 40 países já confirmaram casos do novo Coronavírus, incluindo a China. Primeiro caso confirmado no Brasil, em SP, em 26/02/20.

07 de Março de 2020. Mundo.

Mais de 101.988 casos confirmados pelos mundo, com cerca de 3.000 mortos. Enquanto a China passou a ter menos de 100 contaminados por dia.

Um jovem de pele negra, olhos verdes e cabelo cacheado, com corpo do tipo mesomorfo, entrou em um apartamento, uma cobertura em um edifício no centro da cidade de São Paulo; ele era grande, tão grande que o recém formado em arquitetura nunca poderia o pagar sozinho, por isso esse apartamento era em conjunto. O aluguel era dividido entre ele e mais algumas outras pessoas, que o mesmo desconhecia.

Ele carregou sua mala para dentro e fechou a porta, andando pela ampla sala.

“Incrível… Esse lugar foi muito bem planejado, olha esse piso… Carvalho, com certeza.” pensou, apreciando o ambiente e foi surpreendido por uma garota, que saiu da cozinha, com uma calça moletom e topper, os fios loiros presos em um coque e a pele branca molhada de suor.

— Quem é você?— questionou ela, arqueando as sobrancelhas, sem parecer se importar com o outro a observando.

— Sou um dos moradores.— disse, desviando o olhar.

— Ah, sei. Me chamo Irina, prazer.— disse, sorrindo, comendo o cupcake que estava em sua mão.

— Nicolas, prazer.— disse, cumprimentando ela.

— Então, o que fez você alugar uma cobertura em conjunto? Qual quarto você alugou?— questionou.

— Eu terminei minha faculdade tem pouco tempo, saí da casa dos meus pais e vim tentar começar minha vida profissional aqui. Era mais barato dividir, mesmo sendo uma cobertura e eu peguei o quarto menor, acho que ele é nesse andar.

— É sim, é o ao lado do meu.— disse, indo até o sofá e se sentou.

— Mais alguém chegou?

— Não, só nós dois.— disse ela, comendo.

— Bom, vou guardar minhas coisas.

— Vai lá.

Não muito tempo depois,a porta foi aberta novamente e um homem alto, de traços delicados e movimentos suaves entrou, olhando a mulher, enquanto empurrava a mala de rodinhas pelo chão.

— Olá.—disse ele, gentilmente, fazendo um meneio de cabeça.— É uma das moradoras?— ele tinha cabelo liso escuro, um tanto pálido e seus olhos eram um pouco puxados, dando-o um olhar afiado.

— Sim.— disse sorrindo, acenando para ele.— Quarto dois, e você?— questiona.

— Cinco.— disse ele, olhando ao redor do apartamento.— Ah, esse lugar tem uma energia acolhedora...— disse, sorrindo de leve.

— Também achei, a internet pega muito bem, também.— disse sorrindo.— Seu quarto é lá em cima. Me chamo Irina, por sinal.

— Ah, não era esse tipo de energia...— disse, inclinando a cabeça livremente.— Mas tudo bem, me chamo Anthony. Se não se incomodar, vou me estabelecer no quarto.

— Que nada.— disse negando, sorrindo, ligando a televisão.

O homem assentiu e subiu as escadas, levando a sua mala.

Nicolas saiu do quarto, claramente já havia tomado um banho. Seus fios estavam molhados, tal como sua pele, ocultada, em parte, por uma camisa fina e uma bermuda moletom.

— Mais alguém chegou?— questionou Nicolas a Irina.

— Aham. Anthony.— disse, apontando para cima.

— Hum. Vou preparar algo para comer, quer alguma coisa?— questiona, pegando uma sacola com comida de seu quarto e leva para a cozinha.

— Qualquer coisa.— disse sorrindo, se levantando e foi atrás dele, para jogar o papel do cupcake fora.

A porta da frente se abriu novamente e um rapaz de fios ruivos, pele clara, olhos escuros e corpo definido, entrou pela mesma, carregando uma mala e uma mochila, essa nas costas.

Irina voltou para a sala e sorriu para ele.

— Morador?— questionou.

— Uhum.— murmurou, fechando a porta e a olhou de cima a baixo, adentrando mais ao apartamento.

— Legal, sou Irina.

— Hum.— murmurou e andou até o corredor, entrando em uma porta, com o número 4 em um papel impresso, preso por uma fita adesiva.

— Então tá.— disse Irina, dando de ombros, voltando para o sofá.

A porta se abriu novamente.

— Acho que as pessoas estão entrando aqui em efeito cascata.— disse a mulher que entrou, com os olhos semicerrados. Ela fechou a porta e viu Irina na sala.— Ah, que bom que há uma mulher, só vi homens entrarem por essa porta.

Ela tinha cabelos cacheados castanho-claro e usava um óculos de Sol, sua pele era bronzeada e vestia um vestido azul-escuro que ia até acima dos joelhos. Arrastava duas malas de rodinhas e uma shoulderbag.

— Oi, oi. Sou Irina.— disse sorrindo, olhando para a jovem, acenando.

Nicolas apareceu na sala, saindo da cozinha, com um avental na cintura.

— O almoço está pronto.— disse para Irina e notou a nova moradora.— Prazer, Nicolas.

— Pandora.— disse ela, fazendo um joinha pra ele e pra mulher no sofá. Ela arrastou as malas e retirou os óculos, exibindo olhos verdes, e sentou-se numa poltrona, cruzando as pernas.— Eu quero doce… São quantas pessoas nessa cobertura?

— Contando com você… — Irina começou a fazer um cálculo em sua cabeça.

— Cinco, até o momento.— respondeu Nicolas, negando a demora da garota.

— Ah, é… No anúncio diziam seis quartos. Talvez tenha mais alguma pessoa.— disse Pandora, quando a porta se abriu novamente e um homem de óculos, cabelo loiro um pouco curto e de altura mediana.

Ele vestia uma camisa social branca e calça jeans azul, trazendo consigo duas malas.

— Boa tarde...— cumprimentou ele, que parecia ser o mais velho ali.

— Boa.— responderam Nicolas e Irina em conjunto, se olhando em seguida.

Pandora acenou.

— Com você, todos os moradores estão aqui.— disse Pandora.

— Hum… Todos jovens, bacana.— disse o homem.— Onde é o quarto três?

Irina apontou para o corredor de baixo.

— Com licença.— disse ele, indo em direção ao quarto, mas parou antes.— Ah, meu nome é Miguel, vocês?...

— Pandora.— disse ela, se levantando, pegando suas malas.

— Nicolas.— disse Nicolas.— Podem se servir.— disse, voltando para a cozinha.

— Irina.— disse a jovem, se levantando, indo em direção à cozinha.

Miguel assentiu e foi para o quarto.

Pandora carregou suas malas, uma em cada braço, e subiu as escadas, quando viu Anthony sair do quarto cinco.

— Deixe-me ajudá-la.— disse ele, pegando uma das malas, sorrindo de leve.

Ele estava com o cabelo preso em coque por um alfinete vermelho e vestia uma calça moletom cinza com camiseta de algodão branca, exalava o cheiro de sabonete.

— Ah, obrigada.— disse ela, sorrindo e Anthony colocou a mala na porta do quarto seis.— Vamos ser colegas de andar. Como se chama?

— Anthony, e a senhorita?

— Pandora.— disse ela.

— Que nome interessante. Se precisar de algo que eu possa ajudar, fique a vontade.

— Obrigada, já gostei de você.— disse ela, colocando as malas para dentro do quarto.

— Vou estar lá embaixo.— disse ele.

— Até logo.— disse ela, que entrou no quarto.

Anthony desceu e foi até a sala, vendo que estava vazia, então saiu para a varanda e viu uma pequena hortinha em uma pequena estufa, ele sorriu e entrou na mesma, vendo o que haviam plantado, ele aproveitou por ser fim de tarde e regou as plantas, para depois retornar à sala e ir até a cozinha, onde ouviu vozes.

— Ah, olá.— disse Anthony quando viu Nicolas.— Sou Anthony.

— Nicolas.— disse o moreno, sorrindo.

O ruivo apareceu na cozinha, com os fios, que batiam em seus ombros, revoltados.

— E ai? — falou, passando por eles.

Irina o olhou, na mesa de jantar.

— Você ainda não disse seu nome.— ela disse.

— Quando eu quiser, eu falo, loirinha.— disse se servindo e se sentou à mesa.

Anthony o olhou, mas desviou o olhar para Nicolas.

— Bom… Posso me servir também?

— Fique à vontade.— disse Nicolas, indo se sentar também.

A mesa era redonda, com seis cadeiras, e ficava ao lado de uma porta de vidro de correr, que dava acesso a enorme varanda, que fazia ligação com a sala de estar.

— Obrigado.— disse Anthony, que pegou o prato e se serviu, sentando-se a uma cadeira de distância do ruivo, ao lado de Irina.

Miguel surgiu na cozinha e foi até o filtro eletrônico, enchendo uma garrafa d'água. Ele olhou para Anthony e o ruivo, vendo que não havia os cumprimeitado ainda.

— Miguel.— falou ele a Anthony, que o olhou.— E você?

— Anthony.— respondeu ele, sorrindo de leve.

— Tem descendência asiática?— perguntou ele, fechando a garrafa.

— Sim, chinesa.— respondeu.

— Que interessante.— disse Miguel, que olhou para o ruivo e viu que ele não parecia querer conversar.— Estarei em meu quarto.— disse e saiu.

Anthony voltou a comer.

Irina olhou para Anthony por um tempo.

— Vem cá… Você não tem aquela doença do morcego, tem?— questionou Irina.

Nicolas a olhou e negou.

— Anh, Irina… Primeiro, é coronavírus; Segundo, é xenofobia você achar isso dele por ele ter descendência chinesa. Não acho que ele fique muito confortável com isso.— disse, olhando dela para Anthony.

Irina pareceu surpresa e olhou para o asiático.

— Desculpa, não queria ofender.— disse ela.

O ruivo riu, negando, terminou de comer e se levantou, lavando o que havia sujado e saiu da cozinha.

— Bom, está tudo bem já que se desculpou.— disse ele, sorrindo de leve.— Não, eu não tenho. Faz alguns anos desde que eu estive na China de fato. Não entrei em contato com ninguém doente e estou bem de saúde.

— Ah, em relação a isso, ninguém aqui tem algum problema de saúde, não é?— questionou Nicolas.— Porque então todos da casa vão ter que tomar cuidado, para não pegar e passar para essa pessoa.

— Bom, quanto a isso… Eu tinha asma, mas nunca mais se manifestou.— disse Anthony, pensativo.

— Mas só está no ínicio, aqui no Brasil, não deve avançar muito.— disse Irina, tranquila, comendo.

— Mas tem que haver um cuidado, se não houver, ainda mais depois desse carnaval, que já apareceu gente com a doença, pode ser que, ao invés de acabar só em poucas pessoas, se espalhe.— disse o arquiteto.— O mal das pessoas é acharem que, por não ser um alvo “fácil” ou ter dinheiro, podem fazer tudo e prejudicam os outros que não está na mesma situação, e prejudicam a si, também, porque ainda não há uma cura, mesmo com o maior dinheiro do mundo, não adiantaria muita coisa.


10 de março de 2020.

Todos os países da União Europeia registraram casos de Covid-19. Há mais de 4 mil mortes no mundo, a maior parte na China. Vírus chegou a pelo menos 107 países. No Brasil, os casos confirmados de coronavírus subiram para 34. Cinco pacientes estão internados, segundo o Ministério da Saúde.


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Oi, meus amores, só um recadinho rápido das autoras:

Gente, essa história é levada no humor, mas o assunto é sério, por favor, fiquem em casa. Zona de risco não vale só para pessoas com problemas respiratórios, idosos e crianças, é para pessoas diabéticas, hipertensas, obesas, ou com qualquer outra doença que deixe o sistema imunológico fragilizado, então essas pessoas precisam de um maior cuidado. Sejamos mais empáticos, não é só a sua saúde que está em risco.

7 апреля 2020 г. 13:41:53 0 Отчет Добавить Подписаться
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