shinia Bar-t-t-tender

Kazuki tinha um segredo que não devia ser tão secreto assim, e queria compartilha-lo debaixo do juazeiro do campinho.


Фанфик Аниме/Манга 13+.

#lgbt #kappa #kazuki #kenta-sarazanmai #toi-kuji #sarazanmai
Короткий рассказ
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único

Eu estou cansado de descrever a transgeneridade como uma grande surpresa ou revelação dramática. Nunca sofri muita transfobia fora de casa e por mais que esse cenário seja raro, quero pelo menos por um minuto, falar disso como a coisa banal que é.
Espero que alguém goste e entenda. Se pelo menos uma pessoa entender, ficarei satisfeito.
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O verão de 2013 foi o mais quente da década. E algum sabichão poderia até discordar com tabelas chatas, mostrando que julho de 2019, ou ainda, 2016 apresentaram as temperaturas mais altas, mas pouco importava; o de 2013 estava marcado com fogo em cada memória. Não havia discordâncias para o calor daquela estação.

Eles encerravam as tardes debaixo do juazeiro, de costas para o Sol se pondo no fim da rua, olhando o campinho de terra vermelha levantando poeira a cada vento. Enta sempre trazia seriguelas, e ele e Kazuki fizeram o pacto silencioso de sempre deixar Toi comer a maior parte, desde que souberam que a merenda da escola e o pão dormido com água eram suas únicas refeições. O universo infantil podia ser simples e direto, mas eles não eram pestes insensíveis.

Talvez Kazuki fosse, mas só um pouquinho. E tinha seus motivos.

“Acho que me fodi nos testes.” Toi disse, Enta tremia sob as palavras pesadas, Kazuki nem olhava. Sabia que ele estava atrás de cola, mas não ia dar.

Ele cruzou as pernas. O short de malha subiu, revelando um roxo no começo da coxa, produto de mais uma briga sabe-se lá com quem.

A bola começou a rolar devagar no pequeno espaço sombreado pela copa da árvore, e ia de pé em pé, lenta, talvez desejando por um pouquinho mais de adrenalina.

E eles, no auge dos treze anos, com a puberdade batendo na porta e o suor escorrendo a cada mínimo movimento, desejavam o mesmo.

Kazuki um pouquinho menos. Vinha passando por um milhão de coisas desde o ano passado.

“Vocês lembram de quando eu coloquei aquela peruca de fitinhas e o vestido no carnaval do ano passado, e disse que meu nome era Clarinha? ”

Os dois concordaram. Não tinha como esquecer aquela peruca rosa.

“Eu me senti muito bem naqueles cinco dias. Como se fosse mais eu. ”

Toi passava os dedos no chão de areia. Kazuki olhou; haviam nomes por lá, o nome deles. O moreno havia acabado de riscar uma linha por cima do seu.

“Você queria ter cabelo rosa e um vestido da Bela Adormecida? ” É Enta, com seus óculos tortos e raciocínio lento.

“Acho que isso não é o principal.”

“Você tá dizendo que é mulher?” O olhar de Toi lhe deu um frio nos ossos.

“Não tenho certeza, mas acho que sim.”

A confusão de Enta se desfez. “Então tá.” Foi o que ele disse.

Toi deu de ombros. Pegou a vasilha de seriguelas e estendeu para Kazuki “Meu irmão sempre me diz que é educado oferecer comida às moças.”

Kazuki agradeceu, com mais emoção no sorriso pequeno.

O sol já quase não podia ser visto no fim da rua.

“Que calor” Enta falou, e eles concordaram. Aquele verão realmente estava muito quente.

30 марта 2020 г. 20:02:39 0 Отчет Добавить Подписаться
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Bar-t-t-tender Olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca

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