magicsvante Ari Lima

Foi inevitável para Taehyung e Jeongguk não se envolverem e se entregarem aos sentimentos latentes que nutriam um pelo outro. Jamais imaginaram que o seu encontro inusitado em meio a pista de dança lotada daquela boate e que a sua falha tentativa de terem sexo no banheiro, seria o gatilho inicial para o início de sua envolvente história de amor. E eles seriam o casal perfeito, não fosse por seus conflitantes posicionamentos sexuais: ambos eram ativos. {kookv} {topjk e bottomtae} {posicionamento sexual contrastante} {design de capa por @baepsae_w}


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Desperte o passivo que há em Kim Taehyung

Tudo o que Taehyung desejava fazer naquele sábado à noite era refugiar-se no conforto de seu quarto, com um belo pote de sorvete de morango à sua disposição, para quem sabe maratonar a segunda temporada de Stranger Things — com a qual namorava há tempos, mas não tivera tempo de ver —; ou, ainda, usar aquele raro fim de semana livre para terminar de assistir Game Of Thrones e colocar os episódios de todas as séries que acompanhava (se é que ainda podia dizer isso) em dia. Ambicionava aproveitar seu tempo livre enfiado debaixo dos cobertores, acomodado em seu colchão macio e quentinho, revezando-se entre suas adoradas séries e um sono profundo.

Desconhecia a palavra 'descanso' desde que começou a trabalhar em um novo projeto, auxiliando o famoso escritor Min Yoongi na publicação de uma nova obra. Taehyung sempre admirou o trabalho do jovem escritor de romances policiais. Ele comprava todos os livros dele antes mesmo de Yoongi tornar-se famoso e reconhecido. Já se afogava nos enredos repletos de mistérios e personagens carismáticos quando nem sequer cogitava que um dia seria um dos responsáveis por trazer obras tão ricas quanto aquelas à vida, ao atuar como um editor.

Apesar de adorar trabalhar entre documentos do word e uma agenda apertada e servir como uma ponte que liga o escritor aos demais profissionais envolvidos no processo de publicação das obras, nem toda a sua paixão e empenho era capaz de tornar a rotina de trabalho menos exaustiva.

Era cansativo ser a base do escritor em tempos de crises e bloqueios criativos, apontar erros e pontuar tudo o que precisa ser corrigido, além de ter que dar conta de prazos e metas que o deixavam estressado só de olhar para o calendário. Taehyung tinha uma árdua jornada de trabalho que exigia muito comprometimento físico, mental e emocional o tempo inteiro. Por isso, quando o livro pelo qual tanto trabalhou para publicar encontrava-se nas prateleiras das livrarias, era que Taehyung podia respirar livre de toda a pressão do trabalho com uma sensação de dever cumprido.

Após ter concluído a empreitada de publicar mais uma obra de sucesso como editor de Yoongi, tudo pelo que Taehyung ansiava era a sua cama e um passe-livre para a realidade paralela das suas séries prediletas.

Entretanto, esse luxo lhe foi negado, pois o seu melhor amigo — vulgo, Kim Namjoon — insistira com tanto empenho para que Taehyung fosse com ele para a balada naquela noite, que Taehyung concordou em trocar a sua caminha por uma baladinha.

Taehyung até pensou em dizer não ao convite de Namjoon em prol de apreciar devidamente a sua caminha, contudo, assim que Namjoon contou que queria apresentá-lo ao novo namorado dele, Taehyung cedeu.

Acontece que Namjoon havia sofrido bastante depois do término do último namoro dele, por isso agora que ele finalmente superou a bad e arranjado outro boy magia, Taehyung não queria deixar de apoiar o novo relacionamento dele. Mesmo que isso significasse sacrificar algumas horas de sono.

Uma amizade verdadeira exige alguns sacrifícios, afinal.

Namjoon não parava de lhe enviar mensagens no kakao talk, tanto porque queria incentivá-lo com a promessa de que o namorado dele iria levar um amigo super gostoso para a balada, quanto porque queria apressá-lo para que fosse se arrumar para não chegarem atrasados ao local. Então, Taehyung levantou a bunda de seu confortável sofá aveludado e arrastou-se até o banheiro com a finalidade de tomar um banho e se arrumar.

Ele esperava que esse tal amigo gostoso do namorado do Namjoon realmente valesse o esforço.

Taehyung escolheu uma camisa de mangas longas com gola V azul escura, combinada com umas calças de couro apertadas, um cinto chique e sapatos sociais pretos. Também colocou um colar de prata no pescoço e piercings nas orelhas. Não se importou em sequer secar o seu cabelo castanho-claro, deixou-lhe úmido e bagunçado mesmo, o que lhe rendeu uma aparência mais sexy.

Depois que estava pronto, não demorou muito para que Namjoon lhe telefonasse, avisando que estava lhe esperando em frente ao seu prédio e lhe apressando para que descesse. Taehyung verificou a sua aparência pela última vez, pegou as chaves, a carteira e o celular antes de fechar o apartamento e ir ao encontro de Namjoon.

O caminho até a sua boate predileta, Le Boy, foi preenchido pelas falas entusiasmadas de Namjoon ao lhe contar sobre (o ainda desconhecido por si) Jimin. Achava curiosa a euforia com a qual Namjoon agia quando estava apaixonado. Ele sempre dizia que nunca havia conhecido alguém tão incrível com o entusiasmo de quem estava se apaixonando pela primeira vez. Namjoon afundava de cabeça nos relacionamentos dele, doava-se por inteiro e amava intensamente, sem nenhum receio de se entregar.

No começo, Taehyung pensava que Namjoon era bobo por se entregar tão fácil, pois isso significava que ele estava vulnerável a sofrer com muitas decepções amorosas. Entretanto, Taehyung percebeu que Namjoon estava certo em amar como se fosse a primeira e a última vez. Afinal, a vida é curta demais para desperdiçar as poucas oportunidades que se têm de amar e ser amado.

Após longos minutos na estrada e de mais algum tempo esperando na fila para adentrar o já conhecido salão da boate de paredes vermelho vinho e mobília marrom, iluminado por um jogo de luz em tons diversos e ocupado por corpos humanos em constante movimento, Taehyung e Namjoon estavam finalmente dentro da boate, espremendo-se entre o aglomerado de pessoas dançantes até o bar mais próximo da entrada, onde o namorado de Namjoon prometera que iria lhes encontrar com o tal amigo gostoso dele.

Com algum esforço, ambos alcançaram o balcão do bar, ao que Namjoon direcionou-se a passos apressados até um rapaz baixinho de cabelos pretos e bochechas cheinhas, que estava acomodado em um banquinho logo na frente deles. Namjoon segurou o rosto do rapaz e o beijou apaixonadamente.

Se a sua capacidade de dedução estivesse certa, o rapaz baixinho deveria ser o tal Jimin.

No momento em que viu Namjoon devorar a boca do namorado dele com um beijo digno de desentupidor de pia foi que Taehyung arrependeu-se de ter trocado Stranger Things para assistir aquela cena.

Como não havia nem um cara super gostoso dando sopa ao lado do tal Jimin, Taehyung adivinhou que passaria o restante da noite servindo de candelabro para o casalzinho apaixonado. E, como ele não se produziu todo para ser feito de tocha olímpica, Taehyung pigarreou alto, repetidas vezes, e quase se engasgou, na tentativa de chamar a atenção do par de pombinhos e fazê-los retomar o bom senso.

Afinal, existiam pessoas solteiras por aí e um casal apaixonado demais assim dá gatilho nos encalhados.

— Já estava com saudades de você, amorzinho — disse Namjoon ao finalmente parar de sugar os lábios carnudos de Jimin, ainda mantendo as testas deles unidas.

Nem parecia que se viram três horas atrás.

— Eu estava com mais saudades — Jimin retrucou, com uma voz fina que beirava à infantilidade, enquanto roçou o nariz contra o de Namjoon em um beijinho de esquimó.

— Não, eu estava com mais saudades — Namjoon discordou dele.

Humhum — Jimin balançou a cabeça em negação —, eu estava com muito mais saudades — insistiu de forma dengosa, prolongando o “muito” para enfatizar o ponto dele.

Taehyung não deu a Namjoon a chance de continuar com aquela ceninha melosa. Resolveu agir e colocar um fim naquela frescura antes que acabasse vomitando arco-íris por conta da fofura daqueles dois.

— Ok, todos nós já entendemos que vocês estão morrendo de saudades um do outro, mas, por favor, não me levem para a cova junto e parem de grude antes que eu morra de desgosto por estar sendo feito de vela — Taehyung interveio, afastando o casal para impedi-los de voltar a devorar a boca um do outro.

O casalzinho apaixonado caiu na risada devido ao tom das palavras de Taehyung.

Então, como se tivesse se lembrado do porquê convidou Taehyung para aquela balada, Namjoon dignou-se a apresentá-lo ao namorado:

— Amor, esse é o Taehyung, o meu melhor amigo — introduziu Taehyung —; e Tae, este é o Jimin, o meu namorado.

— Ora, não me diga, eu nunca teria adivinhado se você não tivesse dito — Taehyung disse com sarcasmo.

— Namjoon falou muito sobre você — Jimin disse, ignorando o comentário sarcástico, oferecendo um sorriso simpático para Taehyung ao que estendeu a mão para ele.

— Acredite em mim, ele falou muito mais sobre você. Acho que você é o amor da vida dele — Taehyung retrucou, meio-sarcástico e meio-brincalhão, mas certamente carismático. Então, apertou a mão pequenina de Jimin.

— Onde está o Jeongguk? — Namjoon perguntou para Jimin enquanto olhava em volta, à procura do referido rapaz, o qual Taehyung julgou ser o tal amigo gostoso.

— Deve estar perdido no meio da pista de dança — Jimin respondeu, dando de ombros.

— Esse Jeongguk é o tal amigo gostoso com quem eu deveria foder? — Taehyung perguntou apenas para confirmar as suas suposições.

— Gostoso, hum? — Jimin indagou a Namjoon, lançando um olhar bastante desconfiado para ele.

— Foi só uma forma de expressão, amor — Namjoon esclareceu. — O Taehyung precisava de um incentivo para sair de dentro da toca, tirá-lo de casa é quase uma missão impossível — explicou. — Você sabe que pra mim você é o homem mais gostoso do mundo, não sabe? — indagou, aproximando-se de Jimin, que estava com os braços cruzados na frente do peito e com uma expressão digna de uma criança birrenta.

Namjoon, por outro lado, parecia pronto para adular e bajular Jimin até que ele desfizesse aquele enorme bico.

Taehyung bufou e revirou os olhos para a cena que se desenrolava na sua frente. Cansava-se rápido de melosidade em excesso. O casal de namorados diziam “iti neném", “amorzinho”, “bebê” entre outras expressões açucaradas demais para um Taehyung na seca suportar ouvir.

Assistir casais apaixonados e felizes demais deixava de ser fofo e agradável quando você não está em igual situação. Taehyung não tinha ninguém para lhe chamar de “amor”, sequer para ter uma boa foda. Por isso, a falta de solteirismo de Namjoon sendo esfregada na sua cara estava lhe deixando amargurado.

Enfadado de fazer papel de castiçal, Taehyung pediu três doses de tequila e as virou uma atrás da outra, sem reclamar ao sentir o gosto amargo em sua língua, ao que o sabor do álcool queimou sua garganta, entrando em sua corrente sanguínea e o fazendo ferver. Então, Taehyung deixou os namoradinhos se pegando no bar em favor de se perder na pista de dança, sendo recebido pelo aglomerado de corpos suados e dançantes de forma hospitaleira, e deixando o seu próprio corpo se mover no ritmo da música animada.

Algumas músicas mais tarde, quando o suor já molhava a sua pele acobreada e os seus fios castanhos grudavam na testa, enquanto balançava os quadris da melhor maneira possível, Taehyung sentiu mãos firmes agarrarem os seus quadris por trás e um corpo mais robusto do que o seu se pressionar contra às suas costas.

Um sorriso sacana contornou os lábios de Taehyung, que começou a rebolar de modo mais vulgar e pressionar a bunda contra a virilha do seu par de dança de modo sinuoso. A sua curiosidade para ver o rosto do homem com quem estava dançando o levou a virar-se para encarar o seu parceiro de frente.

Taehyung quase teve um enfarte quando viu o cara. Ele tinha traços delicados, com olhos grandes e brilhantes, e lábios pequenos e róseos, que conferiam a ele um ar de inocência, apesar destes mesmos olhos carregarem um olhar pesado e luxurioso e destes mesmos lábios estarem curvados em um sorriso safado. Aquele olhar escuro era tão profundo quanto o breu da noite e repleto de um magnetismo singular que fisgou Taehyung. As mãos do homem de cabelos pretos seguraram a sua cintura, puxando-o contra o corpo dele, para que ficassem peito a peito e dessem continuidade aquela dança vulgar. Taehyung buscou apoio nos bíceps definidos e inchados do cara quando o seu corpo foi puxado para a frente. Sentiu a rigidez dos músculos dele sob as suas mãos e do peitoral firme dele contra o seu próprio.

— Não conseguia tirar os olhos de você. Estava me perguntando porque um homem tão lindo e gostoso continuava desacompanhado — o moreno sussurrou em seu ouvido. A voz dele estava rouca pela sede e ofegante depois de tanto dançar.

O tom de voz dele somado à respiração quente dele fez a mente de Taehyung vagar e imaginar como aquele timbre de mel soaria quando o moreno gemesse o seu nome.

— Deveria ter me observado menos e agido mais — Taehyung retrucou, mordendo o lábio inferior ao que olhou descaradamente para o corpo do moreno.

Taehyung apreciou a visão daquela camisa branca molhada de suor grudada ao peito e abdômen definidos do moreno. Em seguida, cravou as mãos na gola da jaqueta bomber preta, puxou o moreno para mais perto, grudou os seus lábios na orelha dele e ditou:

— Quem sabe assim nós já teríamos pulado para a parte em que eu levo você para transar no banheiro. — Mordeu o lóbulo da orelha do moreno.

Um sorriso sacana contornou os lábios alheios que se abriram para deixar escapar um pequeno suspiro perante as palavras ousadas e regadas de atitude da parte de Taehyung. Em resposta, o moreno segurou com mais firmeza a cintura de Taehyung e ditou ao pé do seu ouvido uma réplica à altura de tamanha provocação:

— Nós podemos pular para essa parte quando você quiser, baby, estou às suas ordens — o moreno falou em um tom profundo e aveludado que levou Taehyung a arfar de deleite uma vez que aqueles lábios macios e molhados contornaram a sua orelha e os quadris dele rebolaram contra os seus, simulando uma estocada que fez os seus membros semieretos entrarem em atrito.

Os seus quadris começaram a se mover em um ritmo imoral, em que os seus membros deslizavam um contra o outro a cada batida da música, tornando-se gradualmente mais rígidos e necessitados por debaixo das calças.

Apesar de toda a sua ousadia inicial, Taehyung desejava prolongar um pouco mais aquela dança, pois gostava do quão envolvente era aquela fase da conquista, na qual se desafiavam e se provocavam para ver quem seria seduzido primeiro a abandonar o autocontrole. A dança deles foi embalada por palavras astutas, toques cheios de segundas intenções e movimentos repletos de promessas.

Taehyung descobriu, nos longos cinco minutos que aquele remix de “Earned It” do The Weekend durou, que o moreno apreciava aquele joguinho de sedução tanto quanto Taehyung. Como se não bastasse a boa aparência do cara, ele ainda movia os quadris com uma maestria enlouquecedora. Se o moreno movesse aqueles quadris da mesma maneira quando estava transando, então Taehyung teria a foda da sua vida naquela noite.

Tudo sobre o cara desconhecido de cabelos pretos e olhos escuros parecia ter sido feito na medida certa para seduzir Taehyung, deixá-lo louco de desejo e duro como uma pedra.

Agora — Taehyung ditou no ouvido do moreno. Ele sentia que poderia gozar a qualquer momento dentro de suas calças se aquele homem continuasse movendo os quadris daquele jeito. — Eu quero pular agora para a parte em que nós fodemos no banheiro agora — Taehyung esclareceu, vendo um sorriso convencido contornar aqueles lábios bonitos, que o fez querer beijá-lo como se não houvesse amanhã.

— Como quiser, baby — o moreno respondeu presunçosamente.

Sem hesitar, o moreno segurou a sua mão e entrelaçou os seus dedos para puxar Taehyung até o banheiro, abrindo passagem para ambos em meio ao salão lotado.

Eles mal entraram no banheiro da boate e o moreno empurrou Taehyung contra a parede gelada de ladrilhos, ao que embrenhou os dedos em meio aos seus fios castanhos e tomou os seus lábios em um beijo cheio de desejo. O sabor do álcool se fazia presente em ambas as bocas, ao passo que suas línguas se envolveram e deslizaram uma contra a outra, necessitadas daquele contato, disputando pelo domínio do beijo. As suas cabeças moveram-se de um lado para o outro em busca do ângulo perfeito para devorarem a boca do outro.

As mãos inquietas de Taehyung alcançaram a bunda do moreno, apertaram os músculos duros e a agarraram para puxá-lo contra si, fazendo as suas pélvis se pressionarem e os seus paus duros também. O pau de Taehyung estava molhado e latejava no interior de suas calças e o seu parceiro não parecia em situação melhor, pois estava igualmente duro e pulsante.

— Jeongguk — o moreno disse contra os lábios de Taehyung, olhando-o com um olhar intenso.

Taehyung o encarou de volta com uma feição confusa. O seu raciocínio já estava lento de tanto tesão e tudo o que ele queria era foder com aquele homem gostoso.

— Esse é o nome que você vai gemer essa noite — Jeongguk explicou à medida que um sorriso ladino cresceu nos lábios dele antes de voltar a beijar Taehyung com volúpia.

Taehyung foi acometido por uma sensação de familiaridade ao descobrir o nome de Jeongguk, como se já tivesse escutado aquele nome antes, ou até mesmo já o conhecesse. No entanto, o álcool em seu sistema e aquela boca deliciosa contra a sua não lhe permitiram pensar sobre aquilo. Principalmente depois que Jeongguk empurrou-lhe contra a pia do banheiro, desgrudando as suas costas da parede e lhe virando de costas para ele, com uma agilidade espantosa.

Quando se deu conta, Taehyung já estava ali, à mercê de Jeongguk, com um pau duro pressionado entre as bandas da sua bunda e mãos fortes mantendo os seus quadris empinados.

Taehyung arregalou os seus olhos castanhos quando um temor enorme tomou conta do seu peito assim que entendeu a situação na qual havia se metido. Mais do que isso, quando se deu conta de que seus países baixos estavam sob ameaça de ataque.

— Opa, amigão, vamos com calma aí — Taehyung protestou alarmado e afastou as mãos de Jeongguk dos seus quadris.

Então, ele encarou Jeongguk por cima do ombro, deparando-se com uma expressão de pura confusão e frustração desenhada naquele rosto bonito.

— Ninguém aqui deu permissão para você esfregar esse caralho duro contra a minha bunda não — Taehyung falou.

Levou alguns segundos para que a mente confusa de Jeongguk processasse aquela informação, mas assim que entendeu o que estava acontecendo, Jeongguk afastou-se de Taehyung.

— Espera… — ele falou, analisando Taehyung da cabeça aos pés. — Então você não é passivo? — Jeongguk perguntou de modo a esclarecer aquele mal-entendido. Ele deu mais alguns passos para trás em respeito ao espaço pessoal de Taehyung, que parecia muito incomodado com a sua proximidade.

— Tenho cara de passivo por acaso? — Taehyung retrucou com arrogância.

— Não foi isso o que eu quis dizer — Jeongguk esclareceu. — Nem sabia que passivos tinham “cara” de que dão a bunda. Essa é nova — disse com sarcasmo, na defensiva, fazendo aspas com os dedos.

— Pois agora está sabendo — Taehyung replicou. — Talvez, se você se olhar no espelho, acabe descobrindo exatamente como a cara de um passivo é — debochou, olhando diretamente para os olhos de Jeongguk.

— Pelo menos não era eu quem estava rebolando até o chão… — Jeongguk disse, em um tom insinuativo, e recebeu um olhar indignado da parte de Taehyung.

— Olha aqui, querido, eu posso até descer até o chão e ter uma bunda maravilhosa, mas pelo menos não tenho as palavras “power bottom” escritas na testa. — Taehyung apontou o indicador para o rosto de Jeongguk em tom de acusação.

— Preferência de posição sexual não têm nada a ver com aparência, cara — Jeongguk disse, revoltado. — Até porque, se fosse para eu julgar você pela sua aparência, você não estaria em uma situação muito melhor do que a minha com esse rostinho de boneca e com esse corpo — argumentou, tentando manter a calma e a paciência.

— Pois não se deixe enganar por esse rostinho lindo porque eu sou ativo, macho alfa, comedor de cu, entendeu, parceiro? — Taehyung assegurou, batendo a mão contra o próprio peito para reforçar as suas palavras.

Mas, contra todas as suas expectativas, Jeongguk riu. Uma risada alta e escandalosa, do fundo da garganta, que ele vinha contendo desde que iniciaram aquela discussão. Jeongguk achava curiosa a necessidade de Taehyung de reafirmar a sua masculinidade e virilidade daquele jeito. A forma debochada e cheia de confiança com o qual Taehyung falava só tornava tudo mais cômico para ele.

Taehyung, por sua vez, não viu graça nenhuma naquilo tudo. Pelo contrário, sentiu-se ainda mais irritado ao ouvir aquela risada gostosa ecoar no banheiro. Os olhos de Jeongguk estavam lacrimejando, o rosto dele estava vermelho e o corpo se retorcia de tanto rir. Taehyung queria segurá-lo pelo colarinho e chacoalhá-lo para exigir saber o que Jeongguk achou de tão engraçado no que disse.

Contudo, Taehyung apenas revirou os olhos e bufou alto, pronto para sair do banheiro, no qual nem sequer teria entrado se soubesse que a virgindade da sua bunda estava correndo tamanho perigo. Era difícil dizer “não” para um homem gostoso como Jeongguk. Se fosse outro, teria concordado em dar a bunda só para não ter que dispensar um homem daqueles.

— Vou sair logo daqui antes que você tente tirar a virgindade da minha bunda outra vez. Quero manter a integridade dela até o túmulo — Taehyung declarou antes de bater em retirada.

— Espera aí! — Jeongguk pediu e segurou o braço de Taehyung, impedindo-o. — Não vai rolar nem uma guerrinha de espadas? — perguntou, rindo alto ao ver Taehyung revirar os olhos. — Sério, qual é o seu nome? — indagou, ansioso para colocar um nome naquele rostinho bonito.

— Para que quer saber? — Taehyung retrucou e arqueou a sobrancelha, irritado.

— Curiosidade — Jeongguk respondeu simplesmente.

— Kim — Taehyung disse de má vontade.

— Isso foi pouco informativo. Existem muitos Kim por aí — Jeongguk insistiu, ao que Taehyung bufou, achando que era melhor revelar logo o seu nome de fato para se livrar daquele cara.

— É Taehyung — disse por fim.

— Um nome bonito igual ao dono — Jeongguk declarou ao que conferiu um olhar cheio de segundas intenções para Taehyung. — Taehyung, hum? — pronunciou o nome dele, testando como soava. — Parece muito familiar para mim — refletiu.

— Deve ser porque eu não sou o único Taehyung do mundo, gênio — falou sem paciência.

— Nossa, sai da defensiva, cara. — Jeongguk soltou o braço dele. — Eu não sou um selvagem que não sabe manter o pau nas calças. Se você não quer transar, eu não vou contrariar a sua vontade — afirmou, um pouco ofendido.

Essa era a questão. Taehyung queria transar. Queria tanto que estava até com câimbras nas bolas de vontade de descarregar. E Jeongguk era o culpado por ter lhe deixado duro daquele jeito.

— Você perguntou o meu nome, eu respondi. Agora me deixa sair daqui porque eu preciso encontrar o Namjoon e o namoradinho meloso dele pra poder voltar pra minha casa, lugar de onde eu nem sequer deveria ter saído, aliás. — Taehyung segurou a maçaneta da porta.

Ohhh, então você é o melhor amigo encalhado do Namjoon hyung! Sabia que o seu nome era familiar! — Jeongguk declarou a sua descoberta.

— Perfeito. — Taehyung bufou. — Agora além de ter que aturar aquele casal meloso, tenho que aturar você também — disse de forma ranzinza. — Como se não bastasse, ainda descubro que o Namjoon anda dizendo por aí que eu ‘tô encalhado. — Fumegou de irritação.

— Você é mal-humorado demais, vai ver é por isso que 'tá encalhado. — Jeongguk disse.

— Olha aqui, você me deixou com uma tesão desgraçado e depois jogou todo o meu entusiasmo pelo ralo. Então, sim, eu ‘tô mal-humorado pra caramba agora — Taehyung declarou, pronto para outra discussão.

— A minha proposta para a briga de espadas ainda 'tá de pé. — Jeongguk sorriu sacana e balançou as sobrancelhas, olhando para Taehyung com malícia, ao que o outro apenas bufou e saiu do banheiro.

Taehyung conseguiu escutar a risada alta de Jeongguk mesmo depois que fechou a porta atrás de si e a música eletrônica ecoou em seus ouvidos.

Ele fez questão de beber o máximo de doses de tequila que os quarenta minutos que passou esperando até que Jeongguk encontrasse o casal apaixonado lhe permitiram. Sua noite havia sido um fiasco em todo o sentido da palavra. Frustração definia claramente seus sentimentos sempre que o seu olhar caia sobre o moreno bonito de sorriso encantador.

Taehyung não foi capaz de contar nos dedos quantos xingamentos e palavras rudes concedeu a Namjoon até que estivesse entregue em seu prédio, culpando-o pela noite desastrosa que tivera.

Entretanto, mais uma vez, ao contrário de suas expectativas, Taehyung foi acordado na manhã seguinte com o som estridente do toque do seu celular e pela voz melodiosamente macia que lhe cumprimentou quando atendeu a ligação.

Bom dia, Taehyung-ssi — Jeongguk disse do outro lado da linha, com uma animação incomum para alguém que bebeu tanto quanto na noite passada.

— Apenas dia. Nada de bom pode vir de um dia com ressaca — Taehyung respondeu com a voz soando áspera e sonolenta ao que procurou pelo relógio eletrônico em sua mesa-de-cabeceira para verificar o horário. Eram 12:46 da manhã.

Você ‘tá bem? — Jeongguk perguntou por educação. — Espero não ter acordado você — riu nasalado.

— Sinto responder que sim, você me acordou, e que o pior de tudo é que 'tô com uma puta dor de cabeça — Taehyung disse, gemendo de dor.

Desculpa. Eu esperei até que estivesse em um horário bom para telefonar, mas parece que não funcionou. — Jeongguk parecia envergonhado.

— 'Tá tudo bem. Já 'tava passando da hora de eu acordar mesmo. — Taehyung sentiu-se levemente culpado por acabar com o bom humor de Jeongguk. — Espera, como você conseguiu o meu número? — perguntou, dando-se conta naquele momento que estava falando com Jeongguk.

Eu pedi ao Namjoon hyung — Jeongguk respondeu simplesmente.

— Por que você fez isso? O fiasco de ontem à noite não foi o bastante para você? 'Tá tão interessado assim numa briga de espadas? — Taehyung disparou, ficando irritado só de se lembrar da conversa que tiveram no banheiro.

Sinceramente? — Jeongguk perguntou retórico. — Também não sei porque pedi seu número. Eu só não consegui parar de pensar em você, sabe? Apesar de tudo, você é muito bonito, tem um ótimo senso de humor e parece ser muito legal quando não está com raiva — riu novamente. — Então eu pensei que talvez, se nós saíssemos para conversar um pouco e nos conhecermos melhor, toda essa curiosidade e interesse que ‘tô sentindo por você pode ser sanado — explicou.

— Essa é a sua forma de me convidar para um encontro? 'Tá sabendo que não vou dar a bunda para você só porque você ‘tá sendo atencioso o bastante para me ligar no dia seguinte, não sabe? — Taehyung perguntou.

Apesar de seu tom, ele não era completamente contrário à ideia de se encontrar com Jeongguk. Na verdade, concordaria com isso em um piscar de olhos se não fosse pelo desentendimento que tiveram na noite passada.

Sim, eu estou convidando você para um encontro. Mas se você não quiser que seja um encontro de fato, pode considerar apenas como uma conversa entre amigos — Jeongguk respondeu em um tom ameno. — Eu prometo que não vou atentar contra a castidade da sua bunda maravilhosa dessa vez. — Sorriu.

— É bom mesmo. — Taehyung empinou o nariz. — Quando e onde você quer me encontrar? — perguntou.

Isso é um sim? — Jeongguk quis saber com entusiasmo.

— Eu trabalho com endereços e horários agendados — Taehyung afirmou em vez de concordar diretamente, sentindo vergonha de ceder tão fácil à investida de Jeongguk.

Após mais uma risada bem humorada de Jeongguk, ele lhe passou o endereço do local onde queria lhe encontrar, que atendia pelo nome de “Café com livros”. Taehyung não conhecia a tal cafeteria, mas a parte dos livros lhe chamou à atenção. Ele também não admitiria isso em voz alta, porém o convite de Jeongguk mexeu com o seu coração.

Taehyung sabia que eles não iriam muito além de uma boa conversa (esperançosamente, sem mais brigas) e, com sorte, trocariam uns beijos e amassos, já que nenhum dos dois dava sinal de que cederia tão fácil. No entanto, não pôde evitar sentir-se lisonjeado com o interesse de Jeongguk por si. Afinal, não era todo dia que um boy daquele nível lhe convidava para um encontro.

Os elogios de Jeongguk à sua beleza serviu como um empurrãozinho para que Taehyung quisesse causar uma boa impressão durante o encontro. Por isso, Taehyung escolheu uma roupa casual e bonita, respeitando o seu estilo retrô. Vestiu uma camiseta branca social, com um suéter de tricô, sem mangas e marrom, por cima da camiseta, combinado com umas calças jeans azul-clara, e calçou um sapatênis marrom. Taehyung colocou uma boina marrom na cabeça, algumas pulseiras coloridas, e passou o seu perfume mais cheiroso.

Depois de pegar o metrô, não levou muito tempo para chegar até a cafeteria. A "Café com livros” tinha uma fachada da mesma cor de café com leite e portas de mogno. O ambiente era bastante aconchegante e calmo, com um cheirinho de café que lhe trouxe uma sensação de conforto imediato apesar de não apreciar a bebida.

Os seus olhos analisaram o interior do local. Tal como dizia o nome, aquela cafeteria dividia espaço com uma livraria. O lado oeste do salão tinha um balcão, com máquinas de café atrás, e uma vitrine com muitas opções de doces e aperitivos. Enquanto o lado leste tinha estantes de livros. Entre ambas as áreas, havia um salão espaçoso ocupado por mesas e cadeiras de madeira. A decoração do local era muito bonita e moderna, mesclando tons sóbrios de cinza-escuro com tons quentes de marrom. O papel de parede lembrava as lousas dos seus tempos de escola, era cinza-escuro e estampado por imagens com a temática café, gravados com uma textura de giz. Taehyung suspeitava que a parede da área da livraria era realmente uma lousa onde os clientes poderiam escrever o que quisessem.

Não tardou para que um Jeongguk muito sorridente entrasse no seu campo de visão nem para que Taehyung caminhasse até a mesa onde Jeongguk estava acomodado e tomava café na companhia de um livro.

— Oh, você chegou! — Jeongguk lhe recebeu, animado, e fechou o livro que estava lendo para dedicar a atenção dele para Taehyung, conforme lhe oferecia um daqueles sorrisos fofos que o faziam parecer um coelhinho.

Homens gostosos e fofos são os mais perigosos, Taehyung concluiu.

— É o que parece — disse Taehyung, sentando-se na cadeira em frente a Jeongguk.

— Você sempre tem uma resposta pronta para tudo, ou isso é um tratamento especial para mim? — Jeongguk indagou, em um tom calmo, quase divertido.

— Um pouco dos dois — Taehyung respondeu rapidamente, pegando o cardápio sobre a mesa para analisá-lo e fazer seu pedido. — E você? Traz todos os rapazes para cá no primeiro encontro a fim de impressioná-los e bancar uma de intelectual refinado, ou me convidou apenas porque aqui eu teria a certeza de que você não irá me atacar como um animal selvagem? — perguntou com astúcia e presunção, arqueando uma de suas sobrancelhas.

— Nenhum dos dois — Jeongguk disse. — Mas já que quer saber quais são as minhas táticas de conquista… Quando eu quero transar, costumo convidar o cara para ir a um jantar. Se ele for mais prático, levo logo para comer em casa. Depende do estilo do cara. Alguns preferem banheiros de boates, sabe? — Sorriu com malícia.

— Então você já desistiu de me levar para a cama? — Taehyung questionou. Ele estava um pouco decepcionado porque esperava que Jeongguk fosse mais persistente. Ou, melhor, que ele cedesse de uma vez.

— Como disse, quero conhecer você, não precisamente levá-lo para cama. E, para conhecê-lo, é preciso que você também me conheça, por isso pensei que trazê-lo para um ambiente neutro e íntimo para mim, pudesse facilitar a coisa toda — Jeongguk explicou, imperturbável.

— Íntimo, hum? — Taehyung questionou, interessado naquela pequena informação.

— Na verdade, eu sou o dono dessa cafeteria. Faz apenas seis meses que inaugurei esse lugar e aqui tem tudo o que eu mais gosto: livros e café — Jeongguk revelou, incapaz de disfarçar o orgulho dele ou o sorriso que despontou nos lábios rosados dele.

— Esse lugar é incrível — Taehyung elogiou abertamente.

— Obrigado — Jeongguk agradeceu com um sorriso sincero.

— Sério, cara, a sua cafeteria é muito legal, e olha que eu nem gosto de café. Mas eu sempre quis encontrar um ambiente como esses. Deve ser maravilhoso pedir uma bebida aqui e ler um livro por horas — Taehyung exalou de forma sonhadora. — Sem contar que é um espaço perfeito para fazer o lançamento de um livro ou uma sessão de autógrafos — pensou em voz alta após dar mais uma olhada no ambiente a sua volta.

— Então encontramos algo em comum. Também sempre quis ter um local como esse, cheirando a café e com prateleiras repletas de livros espalhadas pelo salão, somente para ler em um ambiente desses — Jeongguk disse, bebericando o seu café.

— Não há coisa melhor do que trabalhar com algo de que você gosta. Quando isso envolve um ambiente acolhedor é ainda melhor. — Taehyung sorriu docemente ao lembrar-se do seu próprio emprego. — Já que você é o dono, me recomenda alguma especialidade da casa — pediu, oferecendo o cardápio para Jeongguk.

— Todos dizem que nossa torta de chocolate com nozes é a melhor quando combinada com o sabor intenso do expresso Macchiato. Tenho certeza que você vai adorar — Jeongguk sugeriu sem ao menos olhar para o cardápio.

— Eu não gosto muito de café, mas vou confiar em você e pedir esse tal Macchiato. — Taehyung sorriu.

Jeongguk ofereceu mais um daqueles sorrisos fofos e matadores para Taehyung antes de chamar um dos garçons para anotar o pedido de Taehyung e trazer mais um capuccino para Jeongguk.

— E quanto a você? O que faz da vida? — Jeongguk questionou pouco depois do garçom deixá-los a sós novamente.

— Trabalho como editor de livros para a Sea Publisher — Taehyung respondeu, sentindo-se orgulhoso de poder dizer isso.

— Não é essa a editora responsável pela publicação dos livros do Min Yoongi? — Jeongguk perguntou impressionado.

— Espera, você conhece o Yoongi? Digo, os livros dele? — Taehyung perguntou de volta.

— Isso responde a sua pergunta? — Jeongguk ergueu o livro que descansava ao seu lado e revelou a capa do livro para Taehyung.

Os olhos de Taehyung brilharam ao ler o título “Click” na capa. Era o seu livro. O livro no qual ele trabalhou como editor e que havia lançado apenas três dias atrás; que o fez passar noites em claro grudado no telefone com Yoongi discutindo os detalhes da história e o ajudando com os bloqueios criativos; que editou com muito carinho e apreço, pois realmente adorava o mistério, o ambiente, os personagens, o terror psicológico; tudo.

Ver esse mesmo livro sendo devorado por um leitor voraz era quase surreal.

— Acredite ou não, mas fui eu quem editou esse livro. O Yoongi hyung até mencionou meu nome nos agradecimentos — Taehyung revelou, cheio de orgulho, com um sorriso abobalhado.

A sua animação pareceu refletir em Jeongguk, que arregalou os olhos e sorriu abertamente para si.

— Isso sim, é algo incrível! — exclamou Jeongguk. — Estou apenas na metade do livro e já posso dizer que é com certeza um dos melhores trabalhos do Yoongi-ssi. Não que todos os outros livros dele não sejam incríveis, mas este me deixou realmente curioso e intrigado. Quero descobrir logo quem é o Rabbit e o porquê acredita tão veementemente que possui um relacionamento com o protagonista...

Aquele foi o gatilho para que Jeongguk começasse a tagarelar animadamente sobre o enredo do livro enquanto Taehyung tentava se conter para não soltar nenhum spoiler. Taehyung esqueceu até mesmo das barreiras que ergueu entre eles e abandonou completamente a sua atitude defensiva, deixando-se levar por aqueles olhos escuros que brilhavam como se contivessem uma constelação inteira dentro deles e por aquele sorriso contagiante de coelhinho que não saía dos lábios de Jeongguk enquanto ele falava, com muita empolgação, sobre as obras de Yoongi que mais gostava.

A conversa fluiu com muita facilidade a partir dali e eles acabaram por descobrir que tinham muitos gostos em comum além de seu amor por livros e seu fanatismo por Min Yoongi. Conforme a conversa avançava, Taehyung e Jeongguk deixaram de ser apenas dois estranhos que marcaram um encontro após uma tentativa frustrada de transar no banheiro de uma boate, e tornaram-se amigos capazes de conversar como se a relação deles fosse antiga.

Eles falaram sobre tudo um pouco e sobre nada ao mesmo tempo, pois havia uma transitoriedade e fluidez enorme em sua conversa. Em um momento, faziam análises psicológicas de seus personagens preferidos, ao que no momento seguinte entravam em uma profunda discussão sobre porque café era tão amargo. Os sorrisos não saíram de seus rostos em nenhum momento, pois sorrir era muito fácil quando você está ao lado de uma boa companhia. Os seus corpos se inclinavam espontaneamente na direção um do outro para comunicar silenciosamente todo o interesse que tinham pelo outro. Havia uma atração enorme entre eles, que os aproximava e que não permitia que o silêncio imperasse no ambiente por mais de um minuto.

Fazia muito tempo desde que Taehyung experimentou uma atração tão forte quanto aquela. Uma atração que lhe fazia querer apreciar a beleza de Jeongguk e ouvi-lo falar sobre qualquer coisa por horas a fio. Por isso, ele nem sequer notou quando o céu claro cedeu espaço para a escuridão noturna, nem quando as nuvens de algodão foram substituídas por estrelas brilhantes, muito menos quando a agitada cidade de Seul se iluminou em resposta à chegada da noite. Taehyung também não prestou atenção quando o fluxo de clientes no café diminuiu e a cafeteria ficou cada vez mais vazia, até que só restasse ele, Jeongguk, e suas xícaras vazias.

Quando se deram conta, já estava perto do horário de Jeongguk fechar a cafeteria. Por isso, Jeongguk se ofereceu para levar Taehyung de volta para casa. Taehyung relutou um pouco em aceitar a carona, pois ainda poderia pegar o último trem ou chamar um táxi para voltar para casa, mas como não queria se despedir de Jeongguk ainda, concordou.

Durante o caminho de volta, eles deram continuidade a conversa que tiveram na cafeteria, como se nunca tivessem pausado o assunto em primeiro lugar. A companhia um do outro era tão boa que o caminho até o seu prédio pareceu curto demais. Nenhum dos dois queria se separar, mas era chegado a hora de dizer “tchau”.

Taehyung tirou o cinto de segurança e virou-se para Jeongguk depois que ele estacionou em frente ao seu prédio.

— Então esse encontro foi o suficiente para sanar o seu interesse por mim? — Taehyung indagou, sorrindo.

— Na verdade, acho que precisarei de mais alguns encontros como esse até que consiga encontrar algum defeito em você que não seja compensado pelo seu sorriso. — Jeongguk virou-se no banco para ficar de frente para Taehyung e analisar o rosto dele.

— Eu ser ativo na cama e já ter pensado em foder você milhares de vezes desde que nos conhecemos não é um defeito suficientemente grande para você? — Taehyung perguntou, ciente de que aquele fator poderia limitar a relação dos dois.

— Não é como se você pudesse fazer isso apenas com a força dos seus pensamentos. — Jeongguk deu de ombros. — E não é como se eu não tivesse pensado em foder você também — afirmou, sorrindo maliciosamente ao descer seus olhos pelo corpo de Taehyung.

— Credo, não fique pensando em fazer safadezas com o meu corpinho enquanto me come com os olhos, seu pervertido! — Taehyung reclamou, sentindo um arrepio percorrer a sua pele sob aquele olhar penetrante.

— Tenho direito de fazer isso ao menos com os olhos já que não posso devorá-lo de verdade, não é? — Jeongguk lambeu os lábios, sustentando o olhar de Taehyung.

— E pensar que você subiu vários degraus no meu conceito… — Taehyung suspirou como se estivesse decepcionado.

— Mas, falando sério agora, você deveria vir testar meus dotes culinários qualquer dia desses — Jeongguk sugeriu, admitindo uma postura mais séria.

— Se a sua comida for tão boa quanto a sua torta de nozes, já estou aceitando — Taehyung concordou.

Um sorriso enorme desenhou-se nos traços juvenis de Jeongguk após obter uma resposta tão positiva de Taehyung.

O sorriso dele fez o coração de Taehyung falhar algumas batidas, pois Jeongguk ficava ainda mais bonito com um sorriso no rosto.

— Então irei telefonar para você para combinarmos tudo depois — Jeongguk avisou satisfeito.

Taehyung assentiu em concordância, sentindo que finalmente era chegada a hora de se despedirem. Ele ficou confuso, sem saber se deveria abraçar Jeongguk, dar um beijo na bochecha dele, trocar um aperto de mãos ou simplesmente dizer “tchau” e sair do carro. Mas, ao contrário de si, Jeongguk parecia saber exatamente o que fazer quando levou a mão dele ao seu rosto e segurou o seu queixo com delicadeza, inclinando-se em sua direção para plantar um selar demorado bem no canto da sua boca, que fez Taehyung desejar virar o rosto para beijar aqueles lábios macios e rosados como fez na noite anterior.

— Boa noite, hyung — Jeongguk disse, fitando seus olhos intensamente, ao que a voz dele soava doce e macia demais ao pronunciar o pronome de tratamento.

Taehyung se perdeu na escuridão dos olhos de Jeongguk por um par de segundos antes de responder “boa noite” e sair do carro com o coração ameaçando saltar para fora de sua boca.

No fundo, Jeongguk sabia que nem todos os encontros do mundo seriam o suficiente para pôr um fim ao encanto que Taehyung havia lançado sobre ele. Não quando Taehyung era dono de uma beleza descomunal, quando até mesmo as falas mais rudes dele eram inteligentes e bem-humoradas, e quando possuíam tanto em comum que conversar com Taehyung fluía tão naturalmente quanto as águas de um rio.

A ansiedade não permitiu que Jeongguk adiasse muito o telefonema que prometera a Taehyung. Por isso, assim que adentrou o seu modesto apartamento — que ficava logo acima da cafeteria-barra-livraria —, tirou o celular do bolso e discou o número de Taehyung, para acertar com ele quando seria realizado o tal jantar. Depois disso, ambos engataram uma longa conversa, que fez Jeongguk ficar pendurado no celular até o sono lhe derrubar, o qual foi embalado pelo timbre rouco e aveludado da voz de Taehyung ecoando através dos alto-falantes do celular.

Como pensou, aquele foi apenas o primeiro dos muitos encontros que teriam. Foi inevitável para ambos não se entregarem à atração latente que sentiam um pelo outro, apesar das suas divergências na cama. Os sentimentos vieram naturalmente, como resultado da convivência e do magnetismo que os fazia orbitar em torno um do outro, presos pela força de atração. Quando perceberam, já estavam apaixonados e envolvidos demais naquela relação para caírem fora.

Eles se completavam como peças de lego, que foram feitas sob medida para se encaixarem uma na outra, apesar de suas formas e cores diferentes. Taehyung e Jeongguk compartilhavam uma infinidade de interesses em comum, tinham as mesmas prioridades e concordavam em quase tudo. Quando as suas diferenças lhes faziam divergir um do outro, conseguiam encontrar um meio-termo e negociar. Era incrível como não tiveram nenhuma dificuldade para se adaptarem à rotina um do outro. Parecia que sempre houve um espaço vago na vida e no coração deles, esperando para ser completado pelo outro.

Taehyung não era capaz de abrir mão do encaixe sublime entre as suas bocas, da forma como os seus dedos pareciam ter sido feitos para deslizar entre os de Jeongguk, ou de como os seus corpos se alinhavam um ao outro — até a altura deles era igual. As tardes adoçadas pelo cheiro de café, as conversas que pareciam não terminar mais e o calor dos braços de Jeongguk se tornaram algo permanente na sua vida. Ele não sabia se seria capaz de se conformar em viver sem tudo isso, sem Jeongguk, depois de ter experimentado os novos sabores que Jeongguk trouxe para o seu cotidiano.

Portanto, Taehyung não hesitou em pedir Jeongguk em namoro após perceber estar apaixonado. As suas incompatibilidades entre quatro paredes nem sequer pesaram na balança na hora de fazer o pedido. Tudo o que interessava eram os sentimentos que tinha por Jeongguk: o amor, o carinho, o respeito, a amizade e o companheirismo; tudo o que construíram juntos ao longo de quatro meses na vida um do outro.

Jeongguk foi motivado pelas mesmas razões que Taehyung quando aceitou ser o namorado dele. Também estava ciente da alta probabilidade daquele romance dar errado. A dinâmica sexual deles não era fácil. Ambos tinham a mesma preferência, queriam ser o ativo da relação, por isso todas as suas tentativas de fazer sexo terminavam em guerra de espadas. Mas os conflitos de posicionamento sexual não eram o suficiente para os manter separados. O sexo perdia a importância quando comparado com a paixão que sentiam um pelo outro.

Apesar de terem uma relação maleável e sempre chegarem a uma solução para os seus problemas, o único acordo possível para eles na cama era não fazer sexo com penetração. Sempre que o assunto vinha à tona, ambos acabavam discutindo, porque não parecia justo um deles ser forçado a “flexibilizar” enquanto o outro continuava irredutível.

Jeongguk era um ativo convicto. Ele já havia experimentado de tudo um pouco na cama e chegado à conclusão de que não conseguia desfrutar do sexo como passivo. Assim como qualquer homem saudável, os estímulos na próstata eram bem-vindos. Ele não se importava em receber carícias, nem em ser dedilhado ou usar brinquedos para estimular a próstata. Mas o sexo real, com penetração anal, era muito desconfortável para ele.

Jeongguk sentia estar saindo do personagem quando ficava por baixo. Não conseguia relaxar e aproveitar o momento. A penetração era dolorosa do começo ao fim e só gozava porque se masturbava. Depois da primeira tentativa, disseram que Jeongguk se acostumaria com a penetração, que só precisava se preparar melhor, usar mais lubrificante e encontrar o ativo “certo”. Entretanto, mais tarde, Jeongguk descobriu que alguns homens simplesmente não conseguem desfrutar do sexo anal, tanto por razões fisiológicas quanto psicológicas, por mais que tentem. Algumas tentativas depois — durante as quais Jeongguk só conseguia pensar em como ele estaria mais feliz e sentiria mais prazer se estivesse metendo e não levando —, Jeongguk percebeu ser como esses homens. Ser passivo simplesmente não era para ele.

Por essas razões, Jeongguk não queria ceder a Taehyung. Por mais que o amasse, Jeongguk não desejava que o sexo entre eles fosse uma experiência tão desconfortável para si. Taehyung era a pessoa que ele amava, por isso, o sexo entre eles deveria ser uma extensão desse sentimento bom e intenso. O sexo deveria ser algo do qual os dois iriam desfrutar, para se conectarem, darem prazer um ao outro e se amarem. Ele não queria ter que contar cada estocada e rezar mentalmente para que terminasse logo; não com Taehyung.

Enquanto Taehyung simplesmente nunca havia dado a bunda e protegia a sua virgindade anal com unhas e dentes. Ele ficava na defensiva sempre que Jeongguk tentava qualquer tipo de estimulação anal. Seria engraçado ouvi-lo reafirmar ser ativo e dizer que nunca daria a bunda, se não fosse frustrante.

Então, dada a configuração do relacionamento deles, ambos ficavam apenas nas preliminares e torciam para que isso fosse o suficiente para manter o outro satisfeito. Eles tentavam explorar ao máximo os corpos um do outro e procuravam outros meios de se darem prazer. Quando faziam sexo, era sempre sobre como o outro se sentia, sobre levar o outro ao ápice. Tudo o que importava eram os sentimentos que os motivaram, o sangue quente correndo nas veias, o desejo absurdo que os dominava. Eram os olhares conectados, os toques mais íntimos, as confissões sussurradas e os beijos que pareciam nunca terminar.

Jeongguk queria que tudo aquilo fosse o suficiente para ele, como foi durante os primeiros meses de namoro, porém, Taehyung estava tornando difícil se conformar em não fodê-lo de verdade.

Desde que o verão começou, Taehyung passou a desfilar pela casa apenas com shorts curtos, samba-canção e cuecas que marcavam muito bem a bunda dele. Ele ostentava aquela bunda como se não fosse nada. Como se não fosse a bunda mais empinada e redonda que Jeongguk já viu. Como se ela não fosse macia e carnuda ao ponto de deixar Jeongguk afoito. Taehyung parecia alheio aos ataques cardíacos que desencadeava em Jeongguk sempre que se inclinava sobre algum móvel, deitava de bruços ou balançava os quadris.

Certo dia, Jeongguk teve uma ereção simplesmente porque Taehyung derrubou uma caneta no chão e se abaixou para pegá-la, dando-lhe uma noção vulgar de como ele ficaria de quatro, com aquela bunda arrebitada no ar. Como resultado, Jeongguk voltou a agir como um adolescente, tendo ereções no meio do dia por conta de todos os estímulos visuais que Taehyung resolveu lhe fornecer. Era vergonhoso ter que se esconder no banheiro para se masturbar compulsivamente porque não podia foder o namorado.

Se Taehyung soubesse todas as coisas que Jeongguk desejava fazer com ele, era capaz até de terminar o namoro.

Jeongguk chegou a cogitar, em uma de suas paranoias, que Taehyung estava fazendo aquilo de propósito. Não era possível que ele não estivesse ciente das posições altamente sexuais que estava fazendo enquanto vestia uma cueca ou short que não cobria quase nada. Então Jeongguk se lembrava de como Taehyung nunca arriscaria a castidade da própria bunda e concluía estar ficando louco. Perguntava-se se a sua sanidade seria capaz de continuar saudável até o final do verão, porque o seu pobre coração com certeza não resistiria aquilo tudo. Rezava para que os deuses tivessem piedade dele e o ajudassem a resistir à tentação, porque Taehyung não estava colaborando nenhum pouquinho para isso.

Foi justamente a sua instabilidade mental que o levou a procurar ajuda.

— Eu não consigo mais deter esse sentimento, hyung. Quero dizer, a pele dela é tão macia e douradinha que não consigo mais controlar minha vontade de tocar nela e sentir a firmeza e consistência nas minhas mãos, além de ter o formato perfeito, sabe? Bem redondinha e empinadinha. As costas dele até mesmo formam uma S-line incrível para abrigarem aquelas curvas fodidamente atraentes.

Jeongguk suspirou sonhadoramente antes de continuar:

— Às vezes sinto que não vou conseguir resistir à tentação e acabarei invadindo o espaço pessoal dele... Mas, porra, o Taehyung também não colabora com o meu autocontrole! Além de usar aquelas roupas curtas, ele faz questão de ficar exibindo aquela bunda gostosa. Ele sabe que tem uma bunda gostosa, então, porque faz isso comigo? — perguntou retórico. — Agora até nos meus sonhos a bunda dele aparece. É perseguição. Outro dia eu acordei todo melado porque gozei sonhando com a bunda dele. Eu não tenho mais paz — dramatizou.

Olhando para o teto branco do apartamento, Jeongguk soltou outro suspiro.

— O pior de tudo é que eu me sinto culpado quando olho pro rosto do Tae. Ele parece tão alheio a como eu quero dobrar ele sobre os móveis e foder ele, que faz eu me sentir um pervertido sexual — Jeongguk confessou com pesar. — Também é horrível me sentir tão frustrado sexualmente quando eu tenho ele como namorado porque o Taehyung tem se esforçado muito para que a nossa relação funcione. Agora ele realmente respeita o meu espaço pessoal, as minhas preferências, nem insinua mais que quer me foder, enquanto eu pareço continuar na estaca zero. Tudo no que eu consigo pensar ultimamente é em como eu quero foder aquela bundinha linda.

Franziu as sobrancelhas e olhou para o seu ouvinte. O baixinho estava sentado na poltrona ao seu lado, com a sobrancelha arqueada e as pernas cruzadas, olhando de volta para si.

— Então, Jimin, você acha que minha situação é muito grave? Existe salvação pro meu namoro? Porque tô vendo a hora em que vou perder o controle e invadir o espaço pessoal dele. Aí o Tae vai terminar comigo e eu vou ser infeliz para sempre.

Jeongguk encerrou o seu monólogo enviando uma expressão digna de um cachorro que caiu da mudança para Jimin.

— Fui capaz de diagnosticar claros sintomas de abstinência sexual aguda além de uma preocupante obsessão por glúteos — Jimin respondeu sucinto.

Jeongguk arfou como se tivesse acabado de ser diagnosticado com uma doença grave.

— Agora, deixando todo esse seu teatrinho dramático de lado, tenho o dever de telefonar para o Taehyung e avisá-lo que o namorado dele é, na verdade, um maníaco pervertido obcecado por bundas ou, mais especificamente, pela bunda dele — Jimin declarou, pronto para pegar o telefone.

— Não é como se ele já não soubesse disso. — Jeongguk deu de ombros, demonstrando toda a sua indiferença perante a ameaça de Jimin.

Afinal, a forma como ele encarava fixamente a bunda de Taehyung e todas as safadezas que dizia para ele nos seus momentos mais íntimos foram o bastante para deixar claro para Taehyung o quanto Jeongguk venerava a bunda dele.

— No final das contas vocês são dois pervertidos — Jimin concluiu, abandonando seu celular sobre a mesa de centro assim como a ideia de alertar Taehyung quanto ao perigo iminente para a castidade dele.

— Só precisamos foder de verdade para completar o pacote — Jeongguk concordou com Jimin e bufou em seguida, frustrado com o quão distante aquilo parecia da sua realidade.

— Talvez você só precise ser sutil com ele, demonstrar seus desejos aos poucos e preparar o terreno — Jimin sugeriu.

— E você acha que eu já não tentei isso? Tudo o que consegui foi uma bela ameaça de castração — Jeongguk retrucou.

A lembrança de sua perigosa primeira tentativa de oferecer um beijo grego para Taehyung ainda o aterrorizava. Ele precisou levar um chute no estômago para entender que Taehyung não aceitaria nenhum toque mais íntimo naquela região. Foi preciso muita persistência e dissuasão para convencer Taehyung de que a estimulação anal poderia ser prazerosa para ele e que ele não seria menos ativo por sentir prazer com estímulos na próstata. Afinal, gostar daquilo era natural. Fazia parte da fisiologia masculina.

Depois de muito tempo batendo na mesma tecla e de terem construído uma relação de confiança na cama, Taehyung finalmente aceitou o beijo grego e outras coisitas mais. Mesmo sob a ameaça de ter o pau arrancado caso tentasse ir mais longe, Jeongguk não perdeu a oportunidade de cair de boca naquela bunda gostosa.

— Não acredito que um homem do seu tamanho consegue se sentir ameaçado pelo Tae — disse Jimin, rindo do medo infundado de Jeongguk, depois de ele lhe contar a sua perigosa experiência.

— Ele não precisa me bater pra eu ficar pianinho. É só ele ameaçar que vai fazer greve de sexo que eu me rendo — Jeongguk contou sem nenhuma vergonha de ser tão facilmente dissuadido.

— Você conhece o Tae tão bem, mas ainda não se deu conta de que o Taehyung dá uma de durão só que na verdade é uma manteiga derretida. Ele pode dizer um “não” quando, no fundo, tudo quer dizer um “sim” para você — Jimin alegou. Ele se orgulhava de ter se tornado muito amigo de Taehyung e de ter conseguido decifrar muito bem a personalidade dele.

— O que você quer dizer com isso? — Jeongguk questionou, com os olhos e interesse voltados completamente para Jimin.

— Quero dizer que talvez você só precise tomar uma atitude e ser franco com o Tae. Você nunca vai conseguir um “sim” dele se não for sincero sobre os seus desejos. Ele é o seu namorado. É normal que você deseje ele — Jimin aconselhou. — Além disso, o Tae não é idiota. Ele sabe das suas preferências sexuais. Então deve saber também que quando você se imagina transando com ele, é você quem come. — Deu de ombros.

— Não posso fazer isso, hyung. Você sabe que quando começamos a namorar conversamos direitinho e prometemos respeitar o espaço um do outro. Não quero que o Tae se sinta pressionado, inseguro ou desconfortável apenas porque tenho pensado mais com a cabeça de baixo do que com a de cima. Eu o amo demais para colocá-lo contra a parede e arriscar o nosso relacionamento. — Jeongguk suspirou. — O Tae é o homem da minha vida, sabe? Sinto que poderia pedi-lo em casamento hoje mesmo. Aceitaria até mesmo ser passivo para salvar nosso namoro. Mas acho que o Tae merece muito mais de mim do que me ter por obrigação. Não quero que nossa primeira vez juntos seja algo desconfortável para nenhum de nós dois. Não esperei por tanto tempo e estou subindo pelas paredes de abstinência para tê-lo de qualquer jeito assim.

— Entendo o seu ponto de vista, Gukie. Mas vocês dois não são mais o mesmo casal de quando começaram a namorar. Vocês não tem mais tanto medo de tocarem um no outro e alguém acabar de quatro no processo — Jimin contrargumentou. — Você sabe que existem basicamente três tipos de ativos: os versáteis, que gostam de dar ocasionalmente; os convictos, que já experimentaram ser passivos, mas não gostam de dar; e os de masculinidade frágil, que são ativos simplesmente porque sentem medo de que ser passivo vai torná-los “menos macho” — conceituou com eloquência. — O Taehyung é um desses ativos de masculinidade frágil. Ele tem medo de que as pessoas pensem que ele é menos másculo por dar a bunda. E, pelo que andamos conversando, ele parece se agarrar a isso porque sente medo da dolorosa primeira vez — Jimin revelou.

— Sério? Ele nunca me disse isso — Jeongguk perguntou, surpreso.

Ele já sabia que Taehyung era um “ativo de masculinidade frágil”. Descobriu isso assim que se conheceram, ainda no banheiro daquela boate. Também sabia que Taehyung sentia medo de fazer sexo anal, mas atribuiu isso a masculinidade frágil dele. Pensava que Taehyung tinha medo de gostar de dar; que era uma coisa do ego.

— Você ficaria surpreso com as coisas que andamos conversando. — Jimin sorriu misteriosamente. — O que eu quero dizer é que, ao contrário de você, o Taehyung nunca tentou ser passivo. Ele não sabe como é, não tem como gostar nem desgostar de verdade. Ele é ativo porque tem medo de fazer sexo anal. Puro comodismo. Por isso ele se agarrou a esse complexo de “macho alfa”. — Fez aspas com os seus dedos gorduchos. — Sabe o que isso significa, Jeongguk?

Jeongguk balançou a cabeça em negação.

— Significa que entre vocês dois, aquele com mais probabilidade de gostar de ser o passivo é o Tae — Jimin declarou a sua tese.

— E por isso você acha que eu devo, sei lá, partir pra cima dele? — Jeongguk franziu as sobrancelhas.

— Não, seu babaca, acho que o Taehyung confia o bastante em você para ser persuadido a tentar — Jimin enfatizou a palavra “tentar”. — Tudo o que você precisa fazer é libertar o passivo que há dentro dele, escondido em algum lugar no meio daquela marra toda de ativo macho alfa — determinou.

— Ainda não estou tão certo sobre isso, mas acho que irei conversar com ele depois — Jeongguk ponderou. — Obrigado, hyung, você conseguiu me deixar mais leve e esperançoso com essa teoria sobre os tipos de ativo — agradeceu, sorrindo largo para Jimin, ao que uma fagulha de esperança cresceu em seu peito.

— Se o Namjoon conseguiu despertar meu lado passivo, você também deve conseguir libertar o do Tae. No final das contas, o posicionamento sexual é uma dinâmica que o casal constrói juntos — Jimin assegurou, sorrindo de volta para Jeongguk e bagunçando os cabelos dele.

Jeongguk sentiu-se mais calmo após conversar com Jimin. Ele estava tão preocupado em garantir que Taehyung estava sempre confortável que não cogitou realmente convencê-lo a ser o passivo. No começo, ele jogou algumas indiretas, provocou Taehyung, até tentou fazê-lo se abrir para novas possibilidades — como fez com o beijo grego, por exemplo —, mas nunca tentou nada que pudesse invadir o espaço pessoal dele.

Após conversar mais um pouco com Jimin e de ouvi-lo tagarelar sobre Namjoon, Jeongguk foi para a casa de Taehyung, sentindo-se mais leve e pronto para encontrar-se com ele do que antes. Fazia parte de sua rotina visitar Taehyung depois que ele chegava do trabalho. Jeongguk adorava ouvi-lo falar sobre como havia sido o dia dele, dentre outras banalidades, pois ouvir a voz de Taehyung e ficar agarradinho com ele no sofá era o ponto mais alto do seu dia.

Porém, toda a sua serenidade se esvaiu quando se deparou com Taehyung deitado de bruços no sofá, vestido em uma de suas camisetas brancas e uma cueca boxer vermelha. Mas não era uma cueca boxer qualquer. Era uma cueca boxer de renda vermelha que envolvia muito bem as bochechas da bunda rechonchuda de Taehyung e que contrastava perfeitamente com o tom dourado da pele de Taehyung.

Pelo amor de deus, Jeongguk nem sabia que Taehyung tinha peças íntimas de renda. Logo Taehyung, o epítome da masculinidade frágil.

Enquanto Jeongguk babava com a visão daquela bunda maravilhosa vestida em renda, Taehyung lia distraidamente o manuscrito no qual estava trabalhando.

Jeongguk ficou paralisado na entrada da sala, com os olhos fixos naquela renda vermelha e delicada sobre a pele dourada de Taehyung, hipnotizado demais para sair do lugar. Ele mal percebeu quando Taehyung olhou para si por cima do ombro dele e lhe ofereceu um daqueles sorrisos em formato de coração que faziam Jeongguk sentir que os seus joelhos iriam ceder. Também não ouviu quando Taehyung lhe cumprimentou e disse estar com saudades. Nem sequer percebeu quando Taehyung fechou o manuscrito e o colocou de lado, pronto para dar atenção apenas para Jeongguk.

A única reação que Jeongguk teve foi caminhar como um predador faminto até Taehyung e cobrir o corpo dele com o seu próprio corpo, ao que segurou aqueles quadris estreitos e pressionou o seu pênis semiereto contra a bunda dele. Ele nem cumprimentou Taehyung antes de começar a beijá-lo na boca, no queixo, na mandíbula, no pescoço, na nuca… Onde quer que a sua boca conseguisse alcançar.

O aroma delicioso do shampoo de morango de Taehyung mesclado ao perfume amadeirado e masculino dele fez Jeongguk suspirar contra o ouvido dele. Aquele cheiro o fazia se sentir em casa, porque era o cheirinho de Taehyung, mas o deixava excitado pelo mesmo motivo.

— Você vai acabar me enlouquecendo qualquer dia desses — Jeongguk balbuciou baixinho, provando da pele acobreada do pescoço de Taehyung ao depositar beijinhos molhados na nuca dele.

— Essa é a intenção — Taehyung retrucou, com os olhos fechados e um sorriso travesso no rosto à medida que se deliciava com os beijos molhados que Jeongguk distribuía pelo seu pescoço. Os dentinhos de Jeongguk mordiscavam a sua pele conforme as unhas dele cravavam na pele de seus quadris. — Você tem me deixado impaciente com todo esse seu autocontrole… — Taehyung arfou. — Estava até me perguntando se as minhas provocações não surtiram nenhum efeito em você.

— Então não era paranoia da minha cabeça? Você estava mesmo me provocando de propósito? — Jeongguk perguntou, apoiando os seus braços no sofá para poder encarar o rosto de seu namorado. Queria ter certeza sobre qual era o significado por trás das palavras e atitudes de Taehyung para não chegar a falsas conclusões.

— Você com certeza não é um louco paranoico — Taehyung assegurou, rindo da expressão confusa no rosto de Jeongguk e aproveitando o espaço entre seus corpos para virar-se no sofá, ficando de frente para ele. — Eu queria que você tomasse alguma atitude sem que eu precisasse pedir para você me foder e ter que dar o braço a torcer. Mas você é lerdo demais — Taehyung explicou, ao que segurou o rosto de Jeongguk entre as suas mãos, afagando as bochechas dele. — Acho que eu gostei um pouco demais dos beijos gregos e daquele vibrador que você me deu. Então agora eu quero tentar… Bom, você sabe, a coisa real — admitiu por fim, sentindo-se constrangido pelo olhar intenso de Jeongguk sobre si.

Assim que terminou de falar, um sorriso enorme tomou conta do rosto de Jeongguk, que parecia tão contente quanto uma criança abrindo os seus presentes na manhã de natal.

A primeira reação de Jeongguk foi tomar os lábios de Taehyung em um beijo eufórico, pedindo passagem imediatamente para adentrar a boca dele e reunir suas línguas, movimentando os seus lábios em sincronia com os de Taehyung, enroscando as suas línguas em um ritmo viciante que logo os deixou sem ar. Então Jeongguk selou repetidas vezes os lábios carnudos de Taehyung, sorrindo entre cada beijo.

— Prometo que serei gentil com você, baby — Jeongguk assegurou, ainda distribuindo beijos sobre os lábios de Taehyung.

— Não ouse me tratar como uma garotinha virgem, Jeon Jeongguk — Taehyung ditou, estreitando seus olhos ao encará-lo. Ele tentou soar ameaçador mesmo que, no fundo, tenha considerado a promessa de Jeongguk adorável.

— Nem sequer cogitei isso — Jeongguk garantiu, sorridente. — Vou tratá-lo como o homem que eu amo merece: com muito amor e carinho. — Beijou-o. — Afinal, tenho que fazer você gostar disso se quiser repetir a dose, não é? — Sorriu.

— Me faça amar ser fodido por você, amor — Taehyung pediu, fitando os olhos de Jeongguk intensamente, ao que ele atacou a sua boca novamente.

Ambos se beijaram voluptuosamente sobre o sofá estreito, suas cabeças se moviam em busca do melhor ângulo para explorarem a boca do outro uma vez que suas línguas dançavam juntas dentro de suas bocas.

Os dedos de Taehyung se emaranhavam nos fios escuros de Jeongguk, puxando-os conforme arranhava o couro cabeludo dele com as suas unhas curtas. Enquanto isso, Jeongguk deixava as mãos bobas dele passearem pelo corpo de Taehyung, que estava tão imerso no beijo e nas sensações que Jeongguk lhe proporcionava, que mal notou quando Jeongguk o segurou pelas coxas com firmeza e levantou o seu corpo junto ao dele do sofá; só percebeu estar sendo erguido no colo quando deu falta da maciez do sofá contra as suas costas.

Taehyung adorava ser carregado para lá e para cá nos braços fortes de Jeongguk. Era sexy o modo como Jeongguk o manejava com facilidade; como se Taehyung não fosse um homem com 1,79 de altura e 62 quilos de pura gostosura.

Havia muitas vantagens e nenhuma desvantagem em ter um namorado tão rato de academia quanto Jeongguk. A primeira, era aquele tanquinho definido e bíceps enormes, que Taehyung gostava de morder e arranhar. A segunda, era que Jeongguk poderia carregá-lo no colo sempre que Taehyung quisesse. Por último, mas não menos importante, o condicionamento físico de Jeongguk lhe dava vigor o bastante para transar por horas sem perder o ritmo.

Taehyung já era fascinado pela força física de Jeongguk sem nunca ter desfrutado de todo o potencial dele, imagine como seria depois que ele descobrisse os prazeres de ser passivo?

Logo Jeongguk alcançou o quarto de Taehyung e deitou o corpo dele com cuidado sobre a cama de casal, sendo acomodado entre as pernas de Taehyung, enquanto apoiava as mãos na cama para não depositar o seu peso sobre ele.

Jeongguk passou alguns segundos apenas observando a face de Taehyung, os olhinhos dele atentos estavam sobre Jeongguk, encarando-lhe com expectativa; as bochechas macias enrubescidas, os lábios avermelhados e inchados devidos aos beijos trocados, a respiração ofegante que fazia o peito dele subir e descer em um ritmo constante, e aqueles cabelos castanhos espalhados pelo travesseiro. A beleza de Taehyung nunca falhou em impressioná-lo. Não importava quantas vezes ele tivesse encarado aquele mesmo rosto bonito, nem que já tivesse decorado todas as pintinhas que marcavam a pele dele, Jeongguk sempre se deslumbrava com a beleza de Taehyung. Ele gostava de pensar que namorava o homem mais lindo do mundo. Essa possibilidade parecia bastante provável a cada vez que estudava os traços quase simétricos do rosto de Taehyung.

Jeongguk poderia ter despendido longos minutos apenas apreciando a beleza de Taehyung, caso o próprio Taehyung não tivesse oferecido-lhe o sorriso mais doce e segurado o seu rosto entre as mãos dele, puxando-o para um beijo repleto de ternura e carinho, muito diferente dos beijos afoitos que trocaram há pouco.

As mãos de Taehyung deslizaram pelas costas de Jeongguk até alcançarem a barra da camisa dele com a intenção de tirá-la do corpo de Jeongguk. Ele deslizou a camisa lentamente pelo torço de Jeongguk, separando as suas bocas quando a camisa ficou enganchada na altura das axilas alheias para que Jeongguk pudesse terminar o trabalho e se livrar daquela peça de roupa.

Taehyung não hesitou em remover a sua própria camisa, trocando um olhar intenso com Jeongguk, depois que a camisa dele foi jogada em algum canto do quarto.

— Você é lindo, baby — Jeongguk disse, inclinando-se para beijá-lo novamente. — Fodidamente lindo e gostoso pra caralho — declarou contra os lábios alheios, arrancando uma risadinha de Taehyung.

— Você é mais bonito, Gukie — Taehyung replicou, beijando-o de volta ao que enlaçou a cintura fina de Jeongguk com as suas pernas.

O beijo deles ganhou intensidade rapidamente conforme Jeongguk começou a mover os quadris contra os de Taehyung, ocasionando um atrito prazeroso entre os seus membros eretos. Jeongguk desviou os seus lábios da boca de Taehyung para beijar a mandíbula oval dele, dirigindo gradualmente as suas carícias para a região do pescoço de Taehyung, onde contornou o pomo de Adão dele com a língua.

Taehyung emitiu um arquejo deleitoso quando Jeongguk chupou a sua pele sensível e marcou o seu pescoço com chupões multicolores, enquanto as suas mãos passeavam pelas costas nuas e definidas de Jeongguk, sentindo a rigidez dos músculos dele e a maciez da pele dele sob os dedos, que vagavam até os braços fortes de Jeongguk apenas para apertar os bíceps dele.

Ambos já sentiam o sangue correr quente em suas veias, os corações baterem acelerados no peito e o torpor da excitação inebriar as suas mentes. Jeongguk deslizava seu corpo sobre o de Taehyung à medida que descia com seus beijos e mordidas pelo peito e abdômen dele. Aproveitou-se de cada centímetro daquela pele macia e perfumada, passeou com sua língua pelas clavículas salientes, onde mordeu os ossinhos em evidência antes de voltar sua atenção aos mamilos de Taehyung e brincar com aquele ponto sensível do corpo dele. Jeongguk chupou os mamilos de Taehyung sem nenhuma delicadeza conforme contornava a auréola com a língua e prendia o bico entre os dentes, deleitando-se com os gemidos graves e roucos de Taehyung. Em seguida, ocupou-se em beijar, chupar e morder a barriga lisa e esguia de Taehyung.

Quando finalmente alcançou os quadris de Taehyung, Jeongguk prendeu os dentes no cós da cueca de renda e o soltou, fazendo o som do elástico entrando em atrito com a pele de Taehyung ressoar pelo ambiente.

— Nunca pensei que o veria usar algo assim — Jeongguk confessou antes de comprimir os lábios em volta do volume demarcado debaixo da renda vermelha, provocando Taehyung com sua língua.

— Eu precisava que você tomasse uma atitude logo — Taehyung esclareceu, sem fôlego, ao ter os lábios de Jeongguk beijando o seu pênis por cima do tecido da cueca. — O Jimin me contou que você gosta dessas coisas, então eu... — interrompeu-se em prol de gemer e levar as mãos às mechas pretas do cabelo de Jeongguk, empurrando os quadris contra a boca dele por reflexo.

— Você queria me agradar? Queria me seduzir, baby? — Jeongguk questionou, roçando o nariz contra o tecido macio e delicado da cueca, evitando propositalmente tocar o pênis de Taehyung.

— Sim — Taehyung gemeu e puxou os cabelos de Jeongguk.

Jeongguk, por sua vez, resignou-se a sorrir e prender os dedos no cós da cueca de Taehyung para então deslizar a peça íntima pelas pernas bonitas dele.

— Você ficou muito bonito vestido nessa cueca, mas fica ainda mais bonito sem ela — Jeongguk declarou quando Taehyung encontrou-se completamente nu sobre a cama, com aquelas pernas maravilhosas abertas para si.

Ele foi até a mesa de cabeceira e abriu a gaveta onde o lubrificante e as camisinhas para pegá-los. Então voltou a acomodar-se entre as pernas de Taehyung, que o envolveram de imediato.

Jeongguk percorreu o corpo nu de Taehyung com os seus olhos e apreciou todas as marcas que deixou na pele dele, deparando-se com o membro duro, que gotejava sêmen, ereto contra o abdômen de Taehyung. Olhar para o membro de Taehyung fez a sua boca salivar de vontade de chupá-lo. Taehyung era delicioso de todas as formas possíveis e imagináveis, por isso chupar ele era uma das coisas mais deliciosas que Jeongguk tinha o prazer de fazer desde que começaram a se envolver sexualmente.

Taehyung pareceu entender o que o olhar carregado de Jeongguk sobre a sua virilha significava, porque ele disse:

— Eu também quero chupar você, Gukie. — Ele sentou-se sobre a cama e levou as mãos ao cinto de Jeongguk para abri-lo habilmente.

— Isso com certeza pode ser arranjado, baby — Jeongguk disse de modo sugestivo, trocando um olhar malicioso com Taehyung, que já havia tratado de livrá-lo de seu cinto e agora tentava fazer o mesmo com as suas calças.

— Um 69? — Taehyung confirmou, arqueando uma sobrancelha ao que sorria ladino para Jeongguk, empurrando as suas calças com a cuca para baixo.

Jeongguk não hesitou em ajudá-lo a lhe despir de suas calças.

— Isso é algum tipo de telepatia? — Jeongguk perguntou, divertido, empurrando as suas roupas de baixo para longe antes de inclinar-se para beijar Taehyung novamente, que assentiu afirmativamente com a cabeça, já lhe puxando para que se deitassem.

O beijo que compartilhavam logo tornou-se quente e equiparou-se a temperatura de seus corpos. As suas bocas moviam-se voluptuosamente uma contra a outra. Taehyung aproveitou aquele momento para inverter suas posições, ficando por cima de Jeongguk e apoiando seus joelhos sobre a cama.

— Agora use essa boquinha deliciosa para me fazer gemer, sim? — Taehyung pediu, com sua voz rouca soando sensual e levemente autoritária. Ele beijou Jeongguk uma última vez antes de virar-se de costas para ele e ficar de quatro, com a sua bunda alinhada com o rosto de Jeongguk e o seu pênis completamente acessível também.

Se Jeongguk quase tinha um infarte quando Taehyung abaixava-se na sua frente usando apenas roupas íntimas, imagine a reação do seu pobre coração quando aquela bunda deliciosa ergueu-se completamente nua bem na frente do seu rosto. O seu coração não sabia se parava de bater ou se saltava pela boca. Era muita abundância para um coração tão fraco quanto o seu.

Jeongguk não hesitou nem por um segundo antes de agarrar as bandas da bunda de Taehyung e amassar a carne farta e maciça sob suas mãos, separando as bandas para expor a entrada de Taehyung para si. Então ele colocou a língua para fora e lambeu desde os testículos até o cu apertado de Taehyung. O gosto do lubrificante beijável de morango que costumavam usar encheu o seu paladar, levando Jeongguk a afastar o rosto do meio das pernas de Taehyung e perguntar:

— Você brincou sozinho, baby? — Contornou a entrada de Taehyung com um dedo e percebeu estar relaxada o bastante para penetrá-la. — Estava tão ansioso que já se preparou para mim? — Jeongguk empurrou o dedo para dentro de Taehyung, percebendo como ele estava dilatado por dentro.

— Eu…. hm…. — Taehyung tentou responder a Jeongguk, mas o dedo dele estava roçando contra a sua próstata. — Eu só queria estar pronto — respondeu, empurrando a bunda contra o dedo de Jeongguk.

O sorriso de Jeongguk cresceu ao ouvir a resposta dele.

Em seguida, puxou o seu dedo para fora e segurou os quadris de Taehyung, fazendo-o sentar sobre o seu rosto. Então comprimiu seus lábios em torno da entrada dele e a contornou com sua língua, alternando entre movimentos de sobe e desce e circulares, molhando o ânus de Taehyung com sua saliva.

Taehyung remexia seus quadris e rebolava em busca de mais contato com o músculo morno e úmido que o estimulava, tendo seus gemidos manhosos e satisfeitos abafados pelo pênis de Jeongguk em sua boca. Sua cabeça subia e descia sobre o membro de Jeongguk, enquanto o segurava pela base com sua destra e passeava com sua língua pela extensão dele, saboreando o gosto amargo do líquido seminal à medida que o chupava com gosto.

As suas bocas produziam sons imorais e eróticos enquanto cada um se dedicava a dar prazer para o outro e se embebedavam nos estímulos que lhes eram proporcionados.

A boca de Taehyung abandonou o pênis de Jeongguk, produzindo um gemido alto e rouco ao ter finalmente a língua de Jeongguk o penetrando, iniciando um entra e sai gostoso que o fez rebolar com mais veemência contra o rosto dele. Enquanto isso, a sua mão ocupava-se de masturbá-lo sem parar, porque também queria dar prazer a Jeongguk.

Quando Jeongguk precisou respirar, ele distraiu Taehyung penetrando-o com dois dedos. Enquanto o dedilhava com a destra, masturbava o pau dele com a canhota. Assim que se sentiu apto para colocar a sua boca para trabalhar novamente, Jeongguk chupou o pau de Taehyung, levando-o profundamente em sua garganta algumas vezes, para então dedicar atenção às bolas dele. Os gemidos de Taehyung eram o seu principal incentivo para continuar com aquela felação.

Apesar do rápido boquete, foi a língua de Jeongguk estimulando o seu ânus que levou Taehyung ao orgasmo. Taehyung descobriu que era muito sensível a beijos gregos quando Jeongguk lhe fez aquele agrado pela primeira vez. Ele nunca pensou que um beijo grego poderia lhe dar tanto prazer até a língua de Jeongguk estar dentro dele. Taehyung sentiu tanto prazer na sua primeira experiência que gozou sem nenhum outro estímulo. E gozou rápido. Depois disso, Taehyung ficou envergonhado e relutou em deixar Jeongguk tocá-lo novamente, pois tinha medo de que Jeongguk fosse jogar na sua cara o quanto ele realmente gostava daquilo. Porém, Jeongguk nunca foi nada além de compreensivo, paciente e atencioso. Por isso, Taehyung confiou nele e permitiu que Jeongguk lhe aos prazeres do estímulo anal.

Quanto mais possibilidades Taehyung explorava, tanto com Jeongguk, quanto sozinho, menos convicto ficava de suas preferências. Afinal, se um vibrador era capaz de lhe fazer ver estrelas, porque o pênis do seu namorado não poderia fazer o mesmo? Ou fazer melhor?

Foi um longo processo de autodescoberta, de experimentação, que o levou até aquele momento, deitado ao lado de Jeongguk, com a respiração ofegante e a mente em branco após gozar com a língua dele.

Em meio ao seu entorpecimento após o orgasmo, Taehyung sentiu Jeongguk plantar beijos carinhosos pelo seu corpo, desde o seu pé até a sua bochecha. Esse gesto fez com que um sorriso bobo se desenhasse em sua boca — o qual também foi alvo dos beijos de Jeongguk.

— Vira de ladinho para mim, hum? — Jeongguk pediu, sussurrando ao pé do seu ouvido enquanto segurava sua cintura, incentivando-lhe a obedecê-lo.

Taehyung prontamente fez o que Jeongguk lhe pediu e deitou-se de ladinho. Ele viu por cima do ombro quando Jeongguk abriu o pacote do preservativo, vestindo o seu pênis com o preservativo em seguida. Então, ele cuidadosamente despejou uma quantidade generosa de lubrificante sobre o pênis dele, espalhando o gel por toda a espessura, antes de atenciosamente aplicar mais lubrificante no ânus de Taehyung também, para certificar-se de que estava pronto para a penetração.

Apesar do quão cuidadoso Jeongguk estava sendo, Taehyung não conseguiu evitar o nervosismo e o medo do que viria a seguir. Ele tentou se convencer de que seria tão prazeroso quanto usar o seu vibrador, mas a verdade era que o seu vibrador tinha menos de 8 cm penetráveis, o que não era nada quando comparado ao pau grande, grosso e duro de Jeongguk. Então, como não seria justo nem com Jeongguk, nem consigo mesmo desistir naquele instante, Taehyung fechou bem os olhos e mordeu o lábio na tentativa de disfarçar o quanto estava tenso.

Taehyung sentiu quando Jeongguk deitou-se bem atrás de si, pressionando a frente do corpo dele contra as suas costas, e ergueu a sua perna. O pau duro de Jeongguk alinhou-se com a sua bunda, impossibilitando ignorar que aquele negócio estava prestes a entrar nele.

— Olhe para mim, Tae — Jeongguk pediu, ao que segurou o rosto de Taehyung com a sua mão livre, fazendo-o virar a cabeça para olhar para si. Jeongguk tentou transmitir confiança para Taehyung através do seu olhar. — Eu prometi que seria gentil, lembra? — Taehyung assentiu com a cabeça. — Então confie em mim. Eu vou cuidar bem de você — garantiu, tomando os lábios de Taehyung em um beijo carinhoso, afagando as bochechas macias dele, com a finalidade de distraí-lo.

Enquanto isso, Jeongguk deslizava o seu pênis lentamente contra a bunda de Taehyung, até que ele relaxasse. Quando Taehyung estava envolvido o bastante pelo beijo, inclinando-se em sua direção, perseguindo a sua língua, Jeongguk aproveitou a oportunidade para guiar o seu pênis até a entrada de Taehyung e iniciar a penetração.

Com muito cuidado para não machucá-lo, Jeongguk enfiou apenas a cabeça do seu pênis. Taehyung arfou contra a sua boca, mas Jeongguk não parou de beijá-lo. Então, começou a mover-se lentamente, penetrando-o um pouco mais fundo a cada vez que os seus quadris moviam-se para frente e para trás, até que estivesse completamente dentro de Taehyung, sendo envolvido pelo calor das paredes internas dele.

— Você está bem? — Jeongguk perguntou, preocupado, quando se encontrava por inteiro dentro de Taehyung.

Ele analisou os olhos marejados de Taehyung e o rosto enrubescido. Jeongguk queria fazer daquele momento o mais confortável e prazeroso possível para Taehyung, porém, por mais cuidado que tivesse sido, aquela dor inicial não tinha como ser evitada.

Uhum — Taehyung balbuciou e assentiu afirmativamente em resposta. Na verdade, ele estava sentindo um ardorzinho incômodo, mas decidiu não contar a Jeongguk, pois não era nada insuportável.

— Vou fazê-lo se sentir bem, baby — Jeongguk prometeu, selando seus lábios rapidamente para então distribuir beijos pelo seu rosto, depois dirigir-se ao seu pescoço, enquanto se movia em um ritmo lânguido e gemia rouco próximo ao seu ouvido. — Você é tão gostoso, Tae... — Sussurrou em deleite, retirando-se quase por completo de seu interior e retornando para dentro com força. — Tão apertadinho... — saiu de dentro de si de novo —, e quente! — completou, arremetendo-se com rapidez e força em seu interior.

Taehyung deixou um gemido alto e surpreso escapar de sua garganta com a última estocada de Jeongguk, pois o pau dele pressionou a sua próstata de forma certeira. A sua próstata nunca havia sido atingida com tanta força e precisão antes. Nem mesmo quando usava o seu querido vibrador. Provavelmente porque o seu vibrador não era constituído por carne e osso como Jeongguk, não tinha a mesma força e vigor que ele, nem era tão grande quanto o pau dele. As bolas de Jeongguk batendo contra a sua bunda acrescentavam emoção a coisa toda.

Jeongguk sorriu satisfeito com a reação de Taehyung e repetiu aquele mesmo movimento, mantendo o ângulo de seus quadris para acertá-lo no mesmo lugar outra vez. A estocada foi mais firme e profunda, fez o corpo de Taehyung sacolejar na cama e os seus olhos revirarem dentro de suas órbitas, ao que entoou um gemido tão alto e escandaloso quanto o primeiro.

— Isso! — Taehyung berrou, incentivando Jeongguk a continuar o acertando naquele ponto prazeroso.

Jeongguk atendeu ao seu pedido sem hesitar e continuou investindo contra a sua bunda, mantendo o ritmo, conforme tomou a sua boca com outro beijo bagunçado, cheio de línguas e dentes se encontrando, gemendo sobre os seus lábios a cada vez que entrava e saía de dentro de si.

Taehyung, então, contornou o pescoço de Jeongguk com o seu braço e emaranhou os seus dedos em meio aos fios escuros, puxando-o para si de modo a beijá-lo com mais precisão.

— Mais, Gukie, mais fundo! — Taehyung pediu eufórico, entre gemidos, contra os lábios rosados de Jeongguk, fitando os olhos turvos de luxúria dele.

Jeongguk retirou-se de dentro de Taehyung, ouvindo-o resmungar de insatisfação e vendo-o lhe olhar confuso enquanto Jeongguk colocava-se de joelhos na cama. Então, Jeongguk virou Taehyung de costas e o posicionou para que ficasse de quatro, com a bunda erguida à sua disposição.

Comunicando-se com Taehyung através de seu olhar acalorado, Jeongguk alinhou-se com a entrada dele outra vez, e o penetrou. Aquela posição lhe permitia ir mais fundo dentro de Taehyung e utilizar a força de suas pernas para acrescentar força e agilidade às estocadas.

Taehyung logo se deu conta disso. Os movimentos de Jeongguk tornaram-se vigorosos. Ele começou a acertar-lhe sem pausa, mantendo um ritmo rápido, com estocadas curtas e firmes; incansável. O som das bolas dele se chocando contra a sua bunda encheram os seus ouvidos, ao que tudo o que Taehyung conseguia fazer era gemer e mover os quadris para encontrar com os de Jeongguk no meio do caminho.

Jeongguk deleitou-se com a visão de seu pau entrando e saindo daquela bunda maravilhosa, que estava lhe apertando como nenhuma outra, quente e encharcada de lubrificante, absolutamente gostosa.

— Porra, você faz isso tão bem! — Taehyung exclamou, rebolando contra a pélvis de Jeongguk.

— O quê? — Jeongguk questionou, após puxar Taehyung pelo braço, fazendo-o ajoelhar-se sobre a cama também para que as costas dele ficassem pressionadas contra o seu peito novamente.

Os cabelos molhados de suor e com cheiro de morango de Taehyung encontravam-se ao alcance do seu olfato, inebriando-lhe com aquele perfume viciante.

— Foder — Taehyung respondeu com a voz ofegante. — Você fode bem pra caralho — repetiu.

— Ah, é? — Jeongguk inquiriu em um tom malicioso. — Então rebola gostoso pra mim, hm? — pediu, segurando a cintura esbelta de Taehyung e impulsionando seus quadris para cima, fazendo-o pular em seu colo com a força da estocada.

Taehyung obedeceu sem questionar. Começou a movimentar os seus quadris, rebolando a bunda de forma sinuosa, pulando no colo dele exatamente como Jeongguk queria. Ele jogou a cabeça para trás, apoiando-a no ombro de Jeongguk, enquanto se empalava no pau dele.

Logo Taehyung estava subindo e descendo no pênis de Jeongguk com confiança; quicando no colo dele, como se tivesse feito isso a vida toda. Ele cavalgava com vigor, sentindo os espasmos de prazer consumirem o seu corpo e gemendo descaradamente, enquanto o seu pau balançava no mesmo ritmo com que sentava em Jeongguk, jorrando sêmen. O seu corpo mole e extasiado de prazer buscou apoio no de Jeongguk após ter atingido o seu ápice.

Mas Jeongguk ainda não tinha gozado, por isso abraçou a cintura de Taehyung e voltou a impulsionar os quadris para cima, sentindo o interior de Taehyung apertá-lo com mais força devido ao orgasmo recente ao que ele gemia de sensibilidade. Cinco estocadas depois, Jeongguk gozou na camisinha ao mesmo tempo em que o pau de Taehyung expeliu um líquido aquoso. Ambos gemeram alto quando o orgasmo os atingiu em conjunto.

Sem forças para fazer mais nada, Jeongguk puxou o seu pau para fora de Taehyung e o ajudou a deitar-se na cama, caindo exausto ao lado dele. Ambos ficaram ali por longos minutos, com as respirações ofegantes, extasiados pelo orgasmo.

Quando Jeongguk se recuperou, apressou-se em se desfazer da camisinha e ir até o banheiro para se limpar. Ele trouxe consigo uma toalha molhada, a qual usou para limpar o gozo e o lubrificante da pele de Taehyung, antes de deitar-se com ele novamente e puxá-lo para descansar em seu peito.

Um sorriso satisfeito repartiu o rosto de Jeongguk quando se deu conta de que realmente havia feito sexo com Taehyung e que havia sido mais incrível do que ele esperava.

— Você gostou? — Jeongguk perguntou, afagando os cabelos bagunçados e molhados de suor de Taehyung.

— Não acredito que você está me perguntando isso — Taehyung disse, erguendo o rosto para encarar Jeongguk apropriadamente, apoiando o queixo no peito dele.

— É só que se você não tiver se sentido realmente confortável com isso nós podemos parar por aqui — Jeongguk explicou, fazendo Taehyung bufar e revirar os olhos.

— O que é? Você não gostou? — Taehyung retrucou, inseguro.

— Não, baby, eu adorei — Jeongguk esclareceu de prontidão. — Foi a melhor foda da minha vida só por ser com você — garantiu, acariciando as bochechas macias dele.

— Então não tem porque parar por aqui — Taehyung concluiu. — Está óbvio que eu gostei disso — admitiu timidamente.

— Sabe, baby, você tem muito talento pra sentar — Jeongguk comentou, divertido. — Fiquei impressionado com o jeito que você tava pulando no meu colo. Não é qualquer um que senta desse jeito. Acho que você estava investindo no ramo errado.

Taehyung lhe dedicou um olhar chocado.

— Mas é um moleque abusado mesmo — Taehyung lhe acusou. — Não é porque eu tenho um dom nato pra quicar que deixei de ser macho alfa, ‘tá entendendo? — reafirmou, ouvindo Jeongguk cair na gargalhada. — Ei, me leve a sério! — Taehyung exigiu, dando um tapa nos bíceps dele.

Jeongguk enxugou teatralmente as lágrimas depois de muito rir e disse:

— Eu nunca duvidei disso, baby. Você é um homem incrível e eu te amo demais, principalmente agora que nós descobrimos a sua vocação pra sentar. — Jeongguk segurou a bochecha de Taehyung e beijou-lhe carinhosamente.

— Eu também te amo. — Taehyung derreteu contra os lábios de Jeongguk. — Só por isso vou deixar você desfrutar dos meus talentos naturais — riu junto com Jeongguk.

Agora que o passivo que habitava dentro de Taehyung foi despertado, eles iriam explorar ao máximo o talento que Taehyung tinha para sentar e iriam desenvolver com muito amor e confiança uma dinâmica de ativo versus passivo.

1 марта 2020 г. 1:00:31 4 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

Ari Lima Alguém que encontrou na escrita uma paixão e sonha em tornar-se uma escritora publicada, mas, enquanto esse sonho não se torna realidade, faço da escrita um hobby. Todas as minhas histórias são do gênero #yaoi e do shipp #kookv.

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Nora Grey Nora Grey
Relendo essa maravilha.Amo taekook. Lindos demais 💜💜💜suas fica sempre perfeitas 😭🥰

  • Ari Lima Ari Lima
    iti, mto obrigada por dar amor as minhas fics <3 January 10, 2021, 23:05
AL Alan Luca
Que lindeza de fanfic bro

  • Ari Lima Ari Lima
    fico feliz que gostou <3 January 10, 2021, 23:06
~