indrakimura Ashura Kimura

Minha tentação tem nome, um par de olhos lindos e um sorriso maravilhoso! Itachi. Itachi Uchiha, o responsável por me deixar desconcertada e com a mente avoada, também conhecido como o meu futuro namorado, na sorte pai dos meus filhos e se tudo der certo marido.


Фанфик Аниме/Манга 18+.

#Tentativa-de-Comédia #itachi #hinata #naruto #itahina
Короткий рассказ
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Capítulo Único

Minha tentação tem nome, um par de olhos lindos e um sorriso, sempre a droga do sorriso, maravilhoso! Itachi. Itachi Uchiha, o responsável por me deixar desconcertada e com a mente avoada, também conhecido como o meu futuro namorado, na sorte pai dos meus filhos e se tudo der certo marido.

§

Não consegui parar de olhar, deixá-lo de lado. Tão sereno, calmo, controlado ao ponto de não se importar com as piadinhas relacionadas a sua aparência, ao óculos de grau e o costumeiro suéter, esse que Itachi não dispensa mesmo durante o verão, quando a temperatura passa dos trinta graus e sensação térmica passa dos trinta e sete graus Celsius. Uma parte de mim se sente curiosa em saber como ele suporta, como aguenta usar roupas tão quentes mesmo estando tão quente? Meu corpo transpira só de imaginar o calor.

Fico me questionando o motivo dele usar roupas tão quentes.

Embora nunca tenhamos nos falado antes! Ele é meu veterano, mesmo com a gente sendo de departamentos diferentes, a fama de Itachi é “grande”, afinal ele é o típico estudante prodígio, o orgulho dos professores e de todo o campos; um exemplo a ser seguido, o “queridinho”. Itachi Uchiha é o “mocinho”, o bom garoto, aquele que o seu pai aprovaria no momento em ouvisse o seu sobrenome, visse as suas notas e o visse sorrir, conversando sobre assuntos tediosos, como economia e política. Ganhando o seu coração e de brinde os dos seus pais.

Apesar da aparência, do estilo comum, Itachi tornou-se dono do meu amor platônico, unilateral, pelo simples fato de eu não conseguir me aproximar dele! O que não é por falta de oportunidade, mas sim por vergonha, afinal como me aproximou do queridinho dos professores, digo a ele como me sinto sem parecer estranha? Pois nunca fui de amar cara certinhos, sempre preferi aqueles com gostos peculiares, como punks e fãs de metal. Todavia graças a Itachi a minha coragem para confessar o meu amor some, deixando-me incapaz de dizer os meus sentimento em voz alta e na frente dele. Queria ser um pouco mais corajosa, poder dizer a ele como me sinto sem querer sumir logo em seguida, ou no pior dos casos corar e gaguejar é acabar dizendo algo sem sentido. Tenho medo de que isso aconteça, tanto que passei a controlar aquilo que digo para os outros, pois nunca contei a ninguém do meu amor por ele, com exceção de TenTen, de como o meu coração acelera, e da capacidade que Itachi tem de deixar a minha mente sem branco, com as minhas pernas bambas.

Bato em meu rosto, tento me recuperar a compostura. Respiro fundo, a noite está fria, a blusa fina que estou a usar tornou-se inútil perante a baixa temperatura. Em momentos assim me arrependo de não ter colocado um casaco mais grosso. Protegido-me contra o frio.

Ajeito a bolsa em meu ombro, tive um imprevisto no trabalho hoje, um que me fez ficar até tarde tentando resolver. Sou só uma atendente, uma que teve que escutar sermão do gerente por conta de erros cometidos durante o expediente, não foi nada grave, todavia ele está de marcação comigo já tem um tempo. Deve ser por ter sido a única funcionária que nunca lhe deu moral, que aceitou as suas caronas e os presentes dados por ele. Não sou interesseira, além de que, o dinheiro ganho lá e para pagar ajudar com as despesas extras.

Pois graças ao meu esforço consegui uma bolsa, estudando e trabalhando tendo me manter sem depender do meu pai ou de favores do meu superior.

Espirro, fazendo o meu peito doer e os pelos do meu corpo se arrepiarem, não gosto de andar aqui depois das vinte e três horas, se bem que nem ao menos tive escolha ao perder a última condução, fazendo-me ir andando até perto do campus, onde fica o dormitório. Irei chegar pouco depois da meia-noite, ganhando um sermão do “síndico” do prédio novamente. Esse é outro que me colocou na sua lista negra, uma que envolve a minha pessoa ficando sem teto, tendo que morar de favor em outro lugar.

Amo o meu apartamento, pequeno com cheirinho de bolor e o melhor de tudo! Com uma localização excelente, não dá nem para reclamar do cubinho que chamo de lar doce lar.

Abraço a mim mesma ao passar pela viela suja, cubro o meu rosto ao sentir o cheiro vindo das caçambas de lixo. Apresso os meus passos, tento sair, chegar até a avenida. Não gosto de andar por esse tipo de lugar, ainda mais quando estou sozinha, completamente desacompanhada.

Tento me distrair, pensar em outra coisa, embora a minha mente tenha insistido em fantasiar as feições de Itachi, o sorriso singelo dado por ele hoje mais cedo quando cheguei na faculdade e na hora do almoço, quando o vi passar apressado ao meu lado, carregando livros grossos entre os braços. Uma parte minha queria muito vê-lo estudando, totalmente concentrado em sua leitura enquanto faz pequenas anotações no caderno de matéria. Mesmo já tendo visto ele inúmeras vezes fazendo aquilo, principalmente na biblioteca e no gramado próximo ao prédio de letras, onde eu estudo. Mas, mesmo assim, sinto que nunca irei me acostumar em vê-lo com os fios presos em um penteado bagunçado, tudo para evitar que os mesmos lhe cubram a visão, o impossibilitado de ver com clareza as coisas descritas nos papéis brancos dos livros de direito.

Começo a sorrir, com as minhas bochechas coradas e os meus olhos brilhando; pois uma parte minha se sente satisfeita somente com o vislumbre, com a alusão a sua imagem, com ele me contento com o pouco, na realidade com o quase nada que a vida me oferece. Não sei se isso faz de mim uma masoquista por gostar de sofrer por esse tipo de amor, ou se faz de mim uma boba apaixonada pelo garoto mais encantador e meigo já visto por mim.

Meu corpo estremeceu ao ouvir o som de passos, esses lentos e arrastados, risadas altas, embora eu tenha parado poucos metros perto da rua que me levaria até a avenida. Um pequeno grupo, todos trajando roupas com um mesmo emblema em suas costas. Sei que eles são, já trombei com eles, embora nenhuma das vezes eu estivesse completamente sozinha e eles alcoolizados. Não somos próximos, nem ao menos sei o nome deles, tudo o que sei é da pequena rixa existente entre eles e os membros da Akatsuki.

Essa na qual ninguém nunca viu os membros, embora todos saibam o nome do líder, esse que é conhecido por ser dono de uma pequena peculiares íris, essas com formato em espiral. Nagato, junto a Yahiko e Konan, uma das poucas mulheres que fazem parte do grupo.

— Olha o que temos aqui! — um dos homens exclamou, afastando-se ligeiramente dos amigos, fazendo-me agarrar o tecido da minha saia.

— É a amada do corvo. — Um deles comentou risonho. — Que estranho ele deixá-la sozinha… Olá querida, onde está o seu namorado? — questionou.

Quis rir, afinal nem namorado eu tenho. Devem estar me confundindo com outra pessoa.

— Quem é corvo? Moço, deve estar me confundindo com outra pessoa, pois, infelizmente, não tenho namorado.

Minha voz vacilou quando pronunciei as últimas sílabas, os meus dedos tremerem, o ar pareceu ter ficado rarefeito, tenho medo dos olhos deles sobre mim. Principalmente por eles parecerem caçadores, um que acabou de achar a presa perfeita. Dei um passo para trás quando ele fez menção de se aproximar, quis correr quando o outro me encarou de cima a abaixo.

— Certeza de que não conhece o corvo? — O homem de cabelos cinzas questionou.

— Sim, nem ao menos sei de quem vocês estão falando. — respondo, tentando disfarçar o meu nervosismo.

— Coelhinho, você não está mentindo para a gente, está? — senti o meu corpo gelar com o tom de voz usado.

— Não. — disse convicta.

Quis correr, ir para o mais longe possível deles. Pego a minha bolsa, dentro dela não tem nada além do meu uniforme, pois passei em casa para deixar os meus livros e o meu celular, esse que é não passa de um modelo simples de teclas. Posso dizer que fui assaltada e simplesmente jogar a minha bolsa neles, se bem que ninguém vai querer o meu uniforme, além de sujo não cabe neles.

Jogo a bolsa no rosto do homem de cabelos cinzas, antes de começar a correr pelo menos caminho na qual eu vim. Ignorando o exclamo de dor por parte do homem e o bravejou de seus companheiros atrás de mim, fazendo o tremor existente em meu corpo aumentar.

Eles são barra pesada, não é um alguém na qual eu possa brincar e sair completamente bem. E eu tinha que trombar justo com eles, por Madara! Tento bandido nesse mundo, tinha que ser justo eles!

— Volta aqui garota! — o homem na qual eu joguei a bolsa gritou.

— Me deixa em paz, por favor, eu juro que não conto para ninguém que vi vocês e eu não quero problema! — Gritei. — Dá paz!

Foi a última coisa que eu disse antes de alguém me puxar. Um cheiro forte, embriagante, misturado ao tabaco e a colônia pós-barba, o pulso coberto por tatuagens e um anel, tão familiar ao meu ver, mas não mais do que o dono da fragrância.

A vida é cheia de ironias, brincadeiras de mal gosto e piadas ruins. Tão clichê o nerd que na realidade é um menino mal, que só usa a aparência de bom moço para passar despercebido, não sendo associado a todo e qualquer problema causado por arruaceiros, por jovens com pinta de delinquente. A máscara perfeita, sem falhas e chances de falha.

— Que feio coelhinha, se escondendo da gente! Nossa, pensei que fossemos, no mínimo, amigos… Estou decepcionado, pois além de fugir ainda mentiu sobre não conhecer o corvo e eu odeio gente mentirosa! — disse irritado ao me ver nos braços do meu amor platônico de três anos.

Nunca pensei que Itachi Uchiha fosse do tipo delinquente, fizesse parte da Akatsuki, um grupo de pessoas, essas que tem como dom fazer as mulheres e homens ficarem com as pernas bambas, com a respiração irregular e o principal, deixá-la presa em um genjutsu — ilusão — chamado amor, deixando as pessoas completamente enfeitiçadas, amando um delinquente que na sorte saberá o nome, no pior dos casos somente irá saber somente o apelido.

Itachi é o corvo, o corvo e Itachi.

Creio que isso foi informação demais para mim, na realidade tudo o que aconteceu depois que saí do restaurante foi demais para mim. Tanto que me sinto tonta, como se o meu cérebro estivesse travando por absorver informação demais. Afinal eu acabei de descobrir o segredo do menino prodígio da escola e, infelizmente, não estou contente por saber disso. Sinto que irei surtar, agora de é de tristeza ou felicidade fica a dúvida.

— Itachi? — Minha voz saiu trêmula. — O que diabos está acontecendo aqui? Você é o corvo? Por Madara!

— O que o meu tio-avô tem a ver com isso? — Itachi me questionou curioso, ignorando os meus perseguidores, esses nos encararam com feições confusas.

Afinal assim como eu, eles não tem ideia do que esteja acontecendo, pelo menos por agora.

— O Madara é o seu tio-avô?

— Sim, e por qual motivo você o usa como expressão de “surpresa”?

— Gosto do nome, além de ter um crush no seu tio-avô! — Será que isso conta como traição?

Se bem que nós não temos nada e eu nem sei por qual motivo comecei a pensar nisso, creio que essa deve ser a forma que o meu cérebro encontrou de fugir da crise.

Tento me soltar de Itachi, esse que me segura contra o peito, me impedindo de sair de perto dele, fazendo-me parar de fazer contato visual com os meus perseguidores. Isso me permitiu ouvir as batidas do coração dele. Errado, porém, não consigo fazer esse sorriso idiota que apareceu no meu rosto sumir, mesmo eu sentindo as minhas bochechas doerem por estar sorrindo por tanto tempo.

Sou trouxa! Trouxa por Itachi Uchiha!

— A bolsa. Devolve a bolsa dela! — Itachi ditou irritado.

— Com medo de que vejamos a roupa íntima dela dentro da bolsa?

— Te parabenizo pela coragem, pois a noção passou longe! Bem longe! — a risada dele saiu baixa ao meu ver, fazendo-me suspirar, novamente, como uma idiota apaixonada.

Odeio a habilidade que ele tem de me deixar desconcertada sem nem ao menos fazer algo, deixando-me corada.

Penso em protestar, dizer que não há calcinha nenhuma minha dentro da bolsa, mas não, um conjuntinho lindo e todo cheio de coraçãozinho está dentro daquela bolsa, junto com uma quantidade generosa de absorvente, afinal os meus dias de alegria estão para chegar! Mesmo eu não querendo que ele desça. Mas eu sinto, vai vir no pior momento possível! Pois o universo, esse que me ama muito, vai conspirar contra mim — mas nada novo sob o sol.

— Mas fico curioso para saber o que te motivou a sair das sombras, pensei que estivesse ocupado com o Renegado.

— Ele está bem! Finalmente tomou jeito, parou de me dar problemas, diferente de vocês! Filhos de uma puta desocupados, que não sabem o significado da palavra: deixa ela em paz porra! — bravejou. — Vocês merecem uma surra! Umas puta surra! Mas não vou poder dar isso a vocês hoje, porém os novos recrutas precisam de ajuda.

O que diabos ele está dizendo?, penso.

— Outra vez com esse discurso? Pensei que finalmente fosse entender que não tenho medo dos seus recrutas.

— Nem dos Caminhos de Pain? — O homem se calou perante o questionamento de Itachi.

Entregando a bolsa para Itachi os homens voltaram correndo para avenida, como se o álcool em seus corpos tivesse evaporado, junto aos homens a minha força também se foi. Sabe quando você sente que está vivendo um filme e não sabe se é de mal gosto, embora a comédia rodeada de momentos trágicos te deixe confusa, contente e ao mesmo tempo perdida! Afinal eu amo o cara que faz parte da Akatsuki, esse que nem ao menos tem uma definição clara, pois para muitos é só um bando de delinquente, para outros se resume a pessoas comuns que se reúnem em lugares abandonados e tem um código de honra a seguir. São “boas pessoas”, motivo de boas e pessoas estarem entre aspas é devido ao fato da fonte ser: vozes na minha cabeça, essas que amam Itachi Uchiha.

Afinal ninguém sabe o que eles são! Só sei que a polícia falta colocar eles em um pedestal, pois gente má com eles não passaram e são mandadas diretas para pessoas responsáveis e capacitadas para resolverem, na maioria das vezes, levanto todo o crédito.

Mas agora não é o momento de ficar com esse tipo de devaneio tão longo, afinal Itachi está abaixado, com os olhos fixos em mim.

— Machucou em algum lugar? — Questionou.

— Estou bem, não precisa se preocupar. — Minha voz saiu trêmula, afinal agora que parei para pensar, se Itachi não tivesse aparecido algo de muito ruim teria acontecido.

Por Madara, se não fosse por ele eu estava com sérios problemas.

— Sério? — seus dedos tocaram em meu ombro, nunca imaginei ficar tão perto dele.

— Sim...

— É que a sua saia… bem, tem sangue nela.

Creio que ele não falou por mal, só que a minha reação foi a pior possível para aquele momento. Empurrando Itachi tentei correr, não de medo, mas de vergonha.

A minha menstruação! De tanto momento bom para ela descer, tinha que ser agora, quando finalmente pude ficar nos braços do menino que eu gosto por mais de três segundos. A minha falta de sorte é tão grande que não corri muito longe antes de cair, ficando de joelho no chão, fazendo com que a minha saia sujasse ainda mais, além de ter machucado o meu joelho e panturrilha.

O vejo vindo até mim, em momentos assim queria ter o poder de ficar invisível só para conseguir fugir dele.

— Ei, você está bem? — ele se ajoelhou, verificando os meus braços.

— Sim, só cai no chão, mas nada novo sob o sol.

— Desculpa, não quis parecer invasivo. Não sabia que… droga! Desculpa.

— Sei que não foi por mal, mas é vergonhoso. Mas obrigada por me ajudar e por agora.

— Não me agradeça, agi por impulso, da mesma forma que estou agindo agora… — ele me encarou pensativo, como se estivesse analisando qual seria o próximo passo, aquilo a ser feito. — Hinata desculpa.

— Desculpa pelo o que? — disse risonha, ignorando a ardência em meus membros inferiores.

— Por isso.

Senti os lábios de Itachi encostarem nos meus. Meus braços ficaram moles, junto ao meu corpo, por anos sonhei com essa cena, essa na qual dou um beijo no garoto que eu gosto, sem sentir vergonha. Todavia, aquele a me beijar foi Itachi, o cara na qual eu venho fantasiando ao meu lado desde que o vi pela primeira vez.

Ele segura a minha cintura, trazendo o meu corpo para perto do seu, deixando-me animada, com a sensação de ter entrado em um mundo mágico onde ele passa a língua entre os meus lábios, tudo na expectativa de aprofundar o beijo, fazendo com que eu fique em estado de êxtase, como se a mais viciante das coisas tivesse entrado na minha vida, prendendo-me a ele, da mesma forma que o beijo me prendeu.

Beijá-lo pode se comprar a sensação de ler um ótimo romance, um que te faz ter um deleite novo a cada novo capítulo, a mistura de ação com romance, o clichê do mocinho salvando o mocinha.

Os lábios de Itachi sempre pareceram tão convidativos, agora tê-los colados aos meus, beijando-me arduamente, com a sua língua explorando, fazendo com que eu sorrisse.

Sem dúvidas uma das melhores sensações do mundo.

— Não aceito as suas desculpas.

— O que eu tenho que fazer para você me desculpar? — Itachi questionou.

— Me beijar novamente.

O sorriso dado por ele me desestabilizou, deixando-me área, com a sensação de finalmente ter alcançado os céus deleitando-me com a sua presença.

Afinal que mal tem ficar aproveitar um pouco!

§

Me enganei, na realidade existe todo um mal, ficar com Itachi, ser carregada e elevada ‘para casa por ele foi um pouco além da minha expectativa, na realidade superou tudo! Depois que ele me beijou pela segunda vez o meu mundo ficou até mais colorido, só não mais do que as tatuagens em seu braço, a joia que eu nunca nem ao menos havia notado em sua orelha.

Me assustei um pouco ao ver as unhas pintadas em uma coloração escura, ao observá-lo com mais clareza diante a luz derivada dos postes de iluminação pública. As linhas de expressão em seu rosto lhe dão uma aparência séria, um tanto sombria quando os fios médios estão soltos, dando destaque para a pele clara e os olhos pretos, esses tão profundos quanto a escuridão.

Itachi, indiretamente, tornou-se o alvo no meu mais novo clichê, do meu alvo e objetivo amoroso.

— Para de sorrir assim Hinata, ele não te chamou para sair… não é porque ele disse que agora vocês tem um segredo que as coisas para você irão melhorar. — TenTen disse, tudo para me trazer de volta a realidade, fazendo-me abandonar a minha doce ilusão.

Já se passou duas semanas, a minha menstruação acabou e Itachi nunca mais se aproximou. Desde aquele dia venho me iludindo, dizendo a mim mesma que tudo não passou de um sonho, afinal ele continua sendo o ótimo aluno, aquele que os professores têm desejo de guardar dentro de um potinho e esconder do mundo!

— Hinata, pelo amor de Deus, para de suspirar sempre que o vê! É angustiante, odeio gente apaixona.

— Pensei que me amasse… — disse baixinho.

— Te amo e muito, mas te ver suspirando por Itachi Uchiha está acabando com esse amor!

TenTen sabe ser uma ótima amiga quando quer, embora em determinados momentos, sua fala seja completamente inconveniente. Esse é o último ano de Itachi, assim que o ano letivo terminar dificilmente irei vê-lo, essa seria a minha última chance de me aproximar dele, todavia, ele anda ocupado e eu tentando me ocupar com qualquer outra coisa que não seja ele e a Akatsuki.

Quanto mais eu tento entender quem é Itachi, mas confusa eu fico! Sei que o amo, pois a droga do meu coração sempre dispara, o meu sangue sempre parece subir todo para as minhas bochechas, os meus pés e mãos só sabem suar quando o vejo passar, com o cabelo preso com elástico preto.

“Esquece ele, por favor, vamos esquecer ele! Tanto homem nessa faculdade, posso muito bem parar de fingir que o Naruto e nem o Gaara gostam de mim, e começar a dar atenção a eles. Sem problemas, sem passado duvidoso e certamente ainda não irão se formar! Zero risco de decepção amorosa!”

— Não estou suspirando por ele.

— Não? Hinata para de tentar se iludir! Sei que você gosta dele, só não sei como ele não notou que você está praticamente de quatro por ele!

— TenTen! — a repreendo.

— O que? Só estou falando a verdade, se você gosta dele, chega e fala, pois eu sei que ele não é do estilo que tu curte.

— Qual estilo eu curto? Pois sinceramente, acho que Itachi é perfeito ‘pra mim! Educado, cavalheiro, meigo, estudioso e o melhor de tudo está solteiro… ou pelo menos eu acho.

Sendo sincera não sei quase nada de Itachi, tudo o que sei foi aquilo que ele apresentou para nós! Além daquilo que as pessoas descobriram por conta própria. Órfão de pai e mãe, mora com o irmão mais novo, ele faz faculdade em outra cidade, isso é tudo o que sei da família de Itachi.

As vezes fico tentando entender o que eu vi nele!

— BadBoy! Hina, você parece ser aquelas que não pode ver um menino com cara de mau elemento e já se apaixona!

— Sério? — droga, será que é por isso que me apaixonei por Itachi?

— Sim! É tipo, menino mal: “a”. Você, minha doce e trouxa amiga: “droga me apaixonei!”, é sempre assim! Chega até ser irritante.

A encarei chocada com a sua observação. Mas será que é por isso que o meu coração acelera quando eu o vejo? Droga, me amei o menino “errado”, pensando que era o “certo”.

Merda de coração.

§

O último dia chegou rápido, terminou tão rápido quanto começou. Irei trabalhar nas férias, tentarei me ocupar, focar e esquece o meu amor que se formou hoje. Não pude vê-lo, TenTen achou que seria uma boa esquecê-lo e quando mais cedo eu começar melhor. Affs, difícil esquecer o que é inesquecível. Ela me deu conselhos, esses muito ruins por sinal, TenTen quer que siga em frente, sendo que nem ao menos desejo esquecer Itachi, ele é uma lembrança, uma muito agradável por sinal.

É coisas boas não devem ser esquecidas, mas sim as ruins! Como a do meu primeiro beijo, o garoto não foi dos mais sábios ao me beijar, e no fim acabei com o lábio machucado e tendo o pior primeiro beijo que uma jovem fã de romances poderia ter. Foi tão ruim que eu passei a evitá-lo diariamente até que nós finalmente nos formamos e cada um seguiu o seu caminho! Enquanto com Itachi o beijo foi bom, muito bom, mesmo com o meu coração me denunciando a cada nova batida e com os meus dedos suando; errado, porém fiquei fantasiando a mesma cena várias e várias vezes, tudo para me iludir ainda mais em relação a ele.

Afinal TenTen está certa eu gosto de menino errado, com jeitinho de bom moço, mas que no fundo é um menino mau, um que tem o péssimo hábito de me deixar corada, com o coração acelerado… Mas por algum motivo me pego presa as tatuagens em seus braços, até mesmo nos anéis em seus dedos e nas jóias em sua orelha; jamais pensei que vê-lo usando preto e com os cabelos soltos fosse tão instigante, ele é um pedaço de mal caminho, um na qual se vale a pena sofrer.

— O que você fez comigo Itachi Uchiha! Virei uma aspirante a masoquista por sua causa! Droga de homem lindo! — exclamo abatida, queria tê-lo visto na sua formatura, mesmo que fosse de longe, por causa das suas notas tenho certeza de que ele foi para fazer o discurso de agradecimento.

Ele deve ficar lindo de beca e terno, mas não mais do que com o “uniforme” da Akatsuki. Com as mangas curtas e a roupa preta, a calça justa e tênis de cano.

Se bem que não importa a roupa, pois Itachi Uchiha fica bem de qualquer jeito.

Caminho lentamente, já passa das vinte e três horas, demorei para ir para casa, fiquei triste demais com tudo o que me aconteceu, principalmente com o fato do restaurante ter enchido, o gerente não ter dado conta e um funcionário ter pedido conta! Tudo fez com que eu trabalhasse o triplo do normal, ficando ainda mais cansada. Tanto que a loja fechou um pouco mais tarde do que o normal devido ao alto movimento.

Me arrasto, ficando parada em frente a entrada do prédio onde moro. Vasculhou os bolsos da minha mochila, a ponta do meu nariz está gelada, assim como a palma da minha mão, quero entrar logo dentro de casa e tomar um banho quente, e dormir! Dormir bastante, sonhar com aquilo que nunca mais terei e me iludir um pouquinho com a expectativa de vê-lo no restaurante, se bem que é só mais uma ilusão. Assim como todo o resto.

Droga de coração que só ama quem já tá no último ano!

— Princesa… Hinata. — Viro-me ao ouvir o meu nome ser chamado. Assustando-me ao vê-lo parado, com um sorriso relaxado, com os cabelos pretos soltos, embora a sua lateral esteja raspada, deixando ainda mais em evidência as jóias em sua orelha.

O diabo trabalha duro, mas Itachi trabalha mais!

— Itachi! — exclamei surpresa.

— Princesa, que bom te ver! — ele se aproximou, tocando em minha cintura, puxando-me para perto. — Fiquei te esperando para a cerimônia, mas você não apareceu.

— Desculpa, tive alguns problemas, não pude comparecer.

Meus problemas tem nome, endereço e beija bem ‘pra caralho. Não queria chorar na frente dele, afinal ele não vai ficar por aqui, tenho certeza de que os problemas da vida adulta e da Akatsuki já estão bater em suas portas.

— Espero que esteja tudo bem…

Não nada está bem! Itachi se você soubesse o efeito que exerce em mim iria deixar de ser cruel e de me fazer amar você ainda mais.

Triste, porém aparentemente nasci ‘pra amar quem não pode nem ficar comigo.

— Está sim, mas o que faz aqui?

— Vim pegar a minha princesa, entrei de férias e queria viajar, mas só vou se ela for. Creio que ela vai amar Bahamas.

— Nossa quem é a sortuda! — questionei, mesmo sabendo que talvez receberia uma resposta negativa.

Eu só não sei o que isso faz de mim! Se me torna uma masoquista por querer uma resposta que me deixará abatida, ou uma boba por amar um cara que eu não sei quase nada.

— Ela está parada bem na minha frente, se fazendo de dificil, me deixando intrigado, além de muito preocupado!

— Preocupado? Itachi, por favor, seja bem sincero, não sei o que você realmente está tentando dizer!

— Estou dizendo que gosto de você! Não que eu te amo, pois gostar é diferente de amar, só que você, princesa, não parece notar isso.

Eu o encarei um tanto chocada, na realidade nem sei o motivo de ter ficado assustada, por ter arregalado os olhos, sendo que sempre soube dos sentimentos dele por mim — ou pelos menos aqueles que inventei para alimentar as minha ilusões — mais ouvi-los diretamente da sua boca, sem tirar e nem acrescentar uma única letra me deixou sem palavras.

Na escala de uma a dez qual era a real chance dele realmente gostar de mim? Se você não sabe eu lhe respondo, na sorte uns dois e no azar nenhum! É agora ele aparece na minha porta dizendo que me ama. Então é mais do que compreensível eu ficar com cara de tacho, demorar para responder e ainda dar dois passos para trás! Estou chocada demais para uma reação que não seja essa, além disso ele deu sorte de eu simplesmente não desmaiar.

Na realidade a sorte dele, ou minha, começou quando eu não saí correndo!

— Hinata diz alguma coisa, por favor, princesa.

— O que você quer que eu diga?

— Sei lá, que me ama também ou que pelo menos gosta de mim, qualquer uma dessas duas seria bem legal! Mas não estou te pressionando, longe disso, só quero saber o que você sente por mim!

— Itachi, além do seu nome, não sei muita coisa sobre você! Acho que deveríamos nos conhecer primeiro… — Não quero parecer uma doida, afinal eu tenho sentimentos por você, uns sentimentos bem fortes.

Como dizer a ele que eu amo, mesmo não sabendo nada sobre ele? Não tem como dizer, pois é como TenTen disse só gosto de cara que não sei nada além do nome!

— Sou Itachi Uchiha, tenho vinte e três anos, não eu não tenho vinte e um, começei a escola tarde. Meu irmãos mais novo se chama Sasuke, tanto eu quanto ele abandonados “a família”, mas diferente de mim ele ficou conhecido como “Renegado”, membro de uma pequena associação que visa a paz a ordem, sem nada radical.

— Que jeito meigo de dizer que é delinquente.

— Sou só um cidadão de bem que tenta ajudar a polícia no combate ao crime. Não há nada de errado, somos uma instituição não governamental financiada pelos membros do clã.

— É se eu quiser entrar para o clã?

— Basta pedir, irei colocá-la no círculo, ficaremos juntos até nas reuniões e nos encontros, apoio e super romântico! — a risada dada por ele me deixou sem ação, com um forte rubor no rosto. — Mas você deve entender que somos uma instituição não governamental e não há remuneração, só trabalho mesmo.

— Arrumando outro jeito de dizer que é delinquente.

— Se você quiser posso ser um delinquente, um que irá te bagunçar de cima a baixo, deixando-a confusa e totalmente apaixonada por mim.

Estou me enganando novamente, me iludindo em relação a ele, afinal a especialidade de homens como ele é iludir, deixar a pessoa presa em um genjutsu. Como se estivesse sido feito de refém em um jogo.

— Itachi, você é sinônimo de ilusão.

— Tão ilusório, tão irreal! — disse aproximando-se, tocando em meus lábios. — Você não me engana Hina, sei bem o que você ama… aquilo que você quer!

— O que eu quero? Sei bem o que quero e neste momento quero você! Dói dizer em voz alta que a minha amiga está certa.

O sorriso debochado dado por ele.

— Você gosta do cara errado, que no fundo é o cara certo.

— Quem disse que eu gosto de você?

— Os seus olhos, a sua boca, mas principalmente o seu corpo! Eu sei bem o que você ama, já lhe disse isso, e eu me encontro próximo ao topo da sua lista.

— Você é convencido demais. — Ri ao vê-lo se aproximar. — Um convencido com razão.

— Gosta de renegado, com roupa de nuvens vermelhas e sobrenome Uchiha.

— Sim, amo!

Fantasiei tanto o seu beijo, seu toque sobre a minha pele, tanto que mesmo após beijá-lo novamente a minha mente não cessou, a imagem dos lábios de Itachi colados aos meus, a sensação de tocá-lo novamente sempre será única, extremamente memorável em minha vida.

Pois é como esse convencido disse gosto dele, mesmo com a cara de mal e o jeitinho único dele. Itachi é o cara errado, com sinônimo de ilusão e que agora é meu namorado. Ou pelo menos eu acho.

29 февраля 2020 г. 21:35:13 0 Отчет Добавить 1
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Ashura Kimura Ela queria ser um arco-íris, por isso desejei ser o céu atrás dela.

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