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thaykyn Thay Marapon

Tiago é um garoto Nerd e ninguém o nota, até o dia em que seu colega de quarto o leva para o submundo noturno da faculdade onde estudam. É um lugar escuro, hostil e violento, comandado por um Rei jovem que adora ver brigas e mortes, dizem até que ele tem poderes especiais. E todos seguem as regras: 1- Tudo é do Rei. 2- Todos pertencem ao Rei. 3- Todos se curvam diante do Rei. 4- Todos Obedecem o Rei. O problema é que o Rei se apaixonou pelo jovem Tiago e o quer de qualquer maneira.


Боевик Всех возростов.

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Capítulo 1 - O Rei

Tiago Fonseca, 17 anos, rabiscou as bordas do caderno enquanto aguardava toda a turma acabar de fazer o exercício que o professor de literatura havia acabado de passar. Sendo o melhor aluno da turma, havia sido o primeiro a finalizar as questões. Olhou para o céu leitoso pela janela de vidro manchado do lado. Os terrenos lamacentos graças a chuva da madrugada.

A faculdade Feichun, outrora um castelo, se estendia por uma grande área no coração de uma floresta ao norte da Escócia. O lugar era cinza e úmido e Tiago só estava lá porque havia ganhado uma bolsa de estudos. Mas deixar sua família no Brasil não havia sido nada fácil.

— Todos acabaram?— O Sr. Drema levantou-se. Era um homem alto e forte de cabelos negros com fios brancos, assim como sua barba— Ótimo. Antes que saiam gostaria de conversar com vocês. Os professores decidiram fazer isso em todas as aulas. É sobre o Festival da Colheita... Pessoal, gostaríamos que esse ano vocês pegassem leve, desde o último Festival a quatro anos atrás... Bom, vocês sabem o que aconteceu. Por isso vão com calma esse ano.

Tiago não sabia o que era o Festival da Colheita, porque só fazia três anos que estava ali, então no último ele não estava. Mas parecia ser algo muito importante porque​ quando saiu da sala todos estavam falando sobre isso, indignados ("Não existe Festival sem brincadeiras!"- Exclamava um grandalhão que recebia apoio dos amigos grandalhões). Tiago desceu os degraus de saída do prédio de Literatura, outrora uma torre de pedra que devia servir de vigia ou algo do tipo.

— Aí está você!— Tiago olhou para trás. Robert Penn, seu melhor e único amigo, vinha correndo atrás dele. Robert era ruivo e grandão de olhos verdes que conseguia arrancar suspiros facilmente e barba. Ninguém entendia como ele era amigo do fracassado Tiago— Ouviu o que eles falarão da Colheita? Uma calúnia!

— O que é essa Colheita?— Eles chegaram ao saguão do dormitório. Era amplo com uma escadaria de pedras no final que levava aos andares dos dormitórios.

— É o Festival mais esperado da faculdade. A gente sai na floresta caçando bruxas, só que na verdade são apenas calouros vestidos de bruxas. É muito legal.

— Nossa. Parece aterrorizante na verdade— Eles subiram os degraus.

— Espero que venha esse ano. Na verdade você tem de vir.

— Não. Não gosto de violência.

Atravessaram o corredor cheio de portas com um carpete púrpura manchado. Tiago abriu a porta do dormitório dos dois. Era pequeno com duas camas entre um janelão de vitrais com duas escrivaninhas abarrotadas. Tiago sentou no parapeito da janela.

— Mas não pode ficar aqui sozinho. Eles vão te caçar aqui— Robert se jogou na cama.

Tiago revirou os olhos e olhou para fora. O prédio quadrado tinha um jardim verde bem no meio com uma cerejeira no centro com suas folhas rosadas. Tiago achava a paisagem linda e gostava de estudar diante daquilo tudo.

— Mas então, vou tomar um banho— Robert entrou no banheiro — Tenho que sair.

— Você anda saindo muito esses dias— Tiago disse observando uma coruja negra de grandes olhos violeta pousar na cerejeira e fixar os olhos... Nele— Coruja estranha— Sussurrou.

— Entrei para um mundo melhor. Diversões noturnas e mulheres.

— Boate? Está indo para boates?.

— É aqui na Feichun mesmo, e não é uma boate. Por que não vem comigo?

— Nem pensar. Detesto festas.

— Não falei nada sobre festas— Robert surgiu no quarto enrolado em uma toalha com os cabelos pingando— Vamos. Eu quero que venha comigo.

— Não. Ficarei estudando.

Robert riu e foi até ele e o abraçou. Eles cultivavam esse costume a muito tempo.

— Venha comigo. Quero você comigo, do meu lado. Por favor?

Tiago revirou os olhos teimoso.

— Prefiro estudar, não gosto de barulhos.

Robert riu e começou a beijar sua clavícula.

— Só vou parar de beijar se você disser que vem comigo.

Tiago tentou se desvencilhar, mas Robert era muito forte e os beijos subiam até o queixo em direção a sua boca. E ele sabia que Robert teria coragem de beijá-lo.

— Ai... Tudo... Tudo bem! Eu vou!— Gritou alarmado quando os lábios de Robert atingiram o canto de sua boca.

— Ótimo— E o garoto o soltou com um sorriso triunfante nos lábios— Vá tomar um banho. Eu espero.

Tiago bufou, marchou até o banheiro e fechou a porta com força. Após o banho passou seu hidratante de morango e vestiu jeans e uma blusa branca e tênis brancos, penteou os cabelos negros e ajeitou os óculos que deixavam seus olhos azuis um pouco maiores que o normal.

— Aham! Vai arrasar— Robert brincou enquanto saiam.

Tiago seguiu Robert em silêncio. E parecia que mais da metade da faculdade estava indo para o mesmo caminho. Eles desceram a escadaria de pedra e saíram para o jardim banhado pelos últimos raios de sol, deixando as copas das árvores laranjas e as janelas de vitrais brilhando como se estivessem em chamas. Corvos voavam em uma nuvem negra no alto, misteriosos. Um grupo de jovens de preto iam na frente, rindo e soltando piadas, dançando e gargalhando. Tiago estava começando a se arrepender quando pararam em frente a parte mais antiga da Feichun: um conjunto de torres velhas com poucas janelas. Pelo que Tiago sabia alí não funcionava nada.

A multidão de alunos animados ficaram parados diante das portas duplas de madeira. Tiago olhou em volta; todos olhavam excitados para as portas. Então elas foram abertas por alguém que logo deu as costas ao grupo.

— Bem vindo ao Submundo. Segure minha mão, ou vai se perder.

Tiago obedeceu segurando a mão de Robert com força enquanto adentravam o recinto escuro. Ouviram sons estranhos e ruídos enquanto seguiam em frente. Tiago grudou em Robert, então uma luz vermelha e pulsante surgiu lá na frente. Eles estavam em um corredor de pedras. Atravessaram um par de cortinas vermelhas e o queixo de Tiago caiu. Eles estavam em um imenso salão de pedras com janelas de vitrais mostrando a noite lá fora. Uma fonte de mármore no centro com uma estátua de serpentes com bocas abertas derramavam um líquido vermelho, perto havia uma mesa com copos, os alunos encheram os copos com o líquido vermelho. Tiago levou um susto ao ver os olhos das serpentes brilharem, eram feitos de rubis. No final do salão havia uma plataforma de madeira acessível por degraus de madeira. Mas o que mais chocou Tiago foi o cadeirão vermelho sangue com bordas douradas, possivelmente ouro, ali no alto.

A luz do local provinha de grandes lustres no teto que balançavam, apesar de não haver brisa alguma no lugar.

— Que lugar é esse?— Tiago olhou pasmo para um Robert sorridente.

— Chamamos de Submundo. Ao que parece existe a muito tempo, logo quando a Feichun abriu. O Rei diz que é mais antigo que isso. Quer beber algo?

— Sabe que não bebo. Que Rei é esse?

Mas a pergunta de Tiago foi sufocada por gritos de alegria. Todos olhavam para a plataforma. Dois estranhos de capuzes negros se aproximaram no alto da plataforma e gritaram:

Tudo é do Rei.

Todos pertencem ao Rei.

Todos se curvam diante do Rei.

Todos Obedecem o Rei.

E acederam duas piras que ficavam nos cantos da plataforma, formando pilares de fogo e deixando o salão vermelho como sangue. Uma jovem de longos cabelos negros e lentes de contato vermelhas, porque aquilo só podia ser lentes, pensou Tiago, saiu detrás do trono trazendo uma cobra enorme e gorda e perolada, os olhos brilhando em tons de vermelho e depositou a cobra imensa nas costas do trono. A cobra ficou deitada alí observando todos com superioridade. Tiago sentiu suas entranhas darem um nó. Estava com medo, assustado com tudo aquilo.

— O Rei!— Gritou a garota.

E ele veio detrás do trono. Tiago prendeu a respiração. Ele era jovem, talvez um dos alunos. Seus cabelos eram sedosos e negros, usava jeans pretos e botas que pareciam ser capazes de esmagar qualquer coisa, usava uma jaqueta de couro preto, e seus olhos... Eram olhos violeta brilhantes como faíscas. Ele sentou no trono com um sorriso mínimo. A cobra rastejou para seus ombros até seu colo, e os dedos esguios fizeram carinho na cabeça triangular do animal.

— Bem vindos meus pequenos Noturnos— Disse com uma voz grave e firme. Tiago sentiu um frio na espinha, sabia que estava diante de alguém cheio de influência— Que a noite domine vocês.

E uma música forte e agitada sacolejou todos.

— Vem dançar— Robert convidou.

— Vou sentar um pouco. Estou cansado. Espero você lá— Apontou para um banco de cetim roxo no canto.

Robert assentiu e foi para a multidão, puxando uma garota para dançar.

Tiago sentou no banco e olhou tudo com atenção, tentando digerir toda aquela situação. Será que a faculdade sabia disso? Não teria como não saber. Não com toda aquela barulheira. Tiago olhou para o trono também. O Rei estava bebendo um líquido azul brilhante em um copo de plástico transparente enquanto conversava com... a cobra? Ele estava conversando com a cobra?! Era um maluco, pensou Tiago com desdém.

Decidiu que quando Robert voltasse iria embora, com ou sem o amigo, e nunca mais voltaria ali. Passou meia hora e nada de Robert, e Tiago já sentia a bunda dormente. Tiago voltou a olhar para o trono mais vezes e em algumas vezes seus olhos se cruzavam com os olhos do Rei.

16 февраля 2020 г. 12:22:44 0 Отчет Добавить 0
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