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Capítulo Único: Encontro Açucarado

Conseguir uma bolsa de estudos na Kyung Hee University era de longe o meu maior e mais inalcançável sonho, o qual se tornou realidade com muito esforço, dedicação e empenho de minha parte. Estudar em uma das maiores e mais renomadas universidades de medicina do país sempre foi o meu objetivo. Porém, para um garoto pobre do interior, o esforço individual não era o suficiente para me colocar nas salas de aula da Kyung Hee.

Eu já sabia há muito tempo que a escolha mais fácil seria ingressar em uma instituição de ensino local. Assim meus pais não teriam que se preocupar em me manter longe de casa. Entretanto, uma vez que fui aprovado na Kyung Hee, com uma bolsa de estudos que me dava 75% de desconto nas mensalidades, não havia altruísmo no mundo que me mantivesse em Daegu.

A minha vida deu um giro de 360.º depois que eu fui admitido na universidade. Não tínhamos muito tempo para pensar no que fazer. Faltavam menos de dois meses para o início do ano letivo. Se eu quisesse garantir a minha bolsa, tinha que me matricular logo. Os meus pais, é claro, ficaram muito preocupados. Eles sempre me incentivaram a estudar e apoiaram todos os meus sonhos. Dessa vez não foi diferente. Eu sabia que eles não tinham condições de me manter em Seul. Podia ver a aflição e a insegurança escondidas atrás dos sorrisos contentes e das congratulações. Contudo, eu não queria desistir. Eu não podia desistir. Então, três semanas mais tarde, eu estava dentro de um trem a caminho de Seul.

Por sorte, eu consegui uma vaga em uma república estudantil, que abrigava outros estudantes bolsistas da Kyung Hee. Isso ajudou a diminuir os custos com a moradia. Afinal, era como se eu estivesse alugando uma cama, dentro de um quarto, que eu dividiria com um estudante tão fodido financeiramente quanto eu. Havia cômodos de convivência comum como a cozinha, a sala e os banheiros.

Inicialmente, tudo me parecia exatamente como um desses filmes americanos superestimados: a iluminada e agitada Seul; o enorme ‘campus’ da Kyung Hee repleto de possibilidades; a rotina de uma república estudantil; os rostos desconhecidos dos meus novos colegas; uma nova vida pronta para ser vivida.

No entanto, foi necessário somente um mês para que a minha euforia atingisse o seu estágio melancólico. A minha euforia, na verdade, tinha data de vencimento. Assim como as contas e despesas estudantis que eu descobri não ser capaz de pagar. Modéstia parte, sempre fui muito bom em matemática. Logo, não precisei de uma calculadora para chegar à conclusão de que o dinheiro que os meus pais depositaram na minha conta-corrente não seria o suficiente para pagar as contas e me manter vivo.

O impasse entre a minha conta bancária e o valor final das minhas despesas era inconciliável. Após ponderar sobre como faria para sobreviver naquela selva de pedra, cheguei à solução mais óbvia que um jovem adulto poderia chegar: eu teria que arranjar um emprego.

Talvez, se eu não fosse um estudante de medicina, essa tática teria funcionado. Mas acontece que eu era um estudante de medicina. Um estudante muito pobre por sinal. E, para manter aquela bolsa de 75%, tinha que ter um ótimo desempenho. Isso significava que eu precisava estudar muito. Muito mesmo. Como era de se esperar, meu extenso currículo disciplinar e minha rígida rotina de estudos não me permitiram arranjar um emprego. Então, além do impasse anterior, me vi diante de um novo impasse: estudar ou trabalhar, eis a questão.

Colocam toda aquela baboseira de “esforço individual” nas nossas cabeças e juram que isso é o suficiente para “vencer na vida”, quando na verdade é só a pontinha do iceberg. Enfim, as contradições do capitalismo…

Àquela altura, eu já estava completamente desesperado, andando de um lado para o outro no meu minúsculo quarto, enquanto puxava as minhas mechas loiras e bufava a todo instante. Murmurava xingamento e reclamações ao léu, quando o meu colega de quarto, Jimin, enfadou-se daquela situação e disse:

— Cara, dá para parar de tentar abrir um buraco no chão do quarto? Ficar andando de um lado para o outro não vai resolver nem terça parte dos seus problemas. Vale mais a pena fazer como o Yoon e arrumar um tiozão que te sustente — Jimin caçoou de forma insinuativa.

— Tiozão? — eu questionei sem entender o que Jimin queria dizer com aquilo.

— Você não sabia? — Jimin perguntou, ao que eu neguei com a cabeça. — Como assim, cara? Todo mundo sabe que ele faz a linha sugar baby desde que ele começou a aparecer com roupas de marca, celular novo, cheio da grana — ele disse como se estivesse falando de uma notícia de interesse público.

Eu, ao que tudo indicava, estava bem por fora das fofocas.

— Nem sei quem é esse “Yoon” — fiz aspas com os dedos —, imagina saber qual é a marca das roupas que ele veste — retruquei mal-humorado.

— Primeiro andar. Quarto 3. Min Yoongi. — Jimin deu as coordenadas, esperando que eu conhecesse o meu suposto colega de república. Quando percebeu que eu continuava com uma expressão confusa, adicionou: — O carinha de cabelo azul. Um baixinho. Parece que nunca tomou sol na vida. Lembra dele agora? — tentou mais uma vez.

— Ah sim, sei quem é! — eu disse, ao finalmente relacionar as informações com a pessoa. — E ele é mais alto do que você, tampinha — provoquei Jimin.

— Esse daí mesmo — Jimin confirmou. — Ele continua morando nessa espelunca mesmo cagando dinheiro, dá pra entender? Eu teria vazado daqui faz tempo. Não aguento mais enfrentar fila pra tomar banho. — Fez uma expressão exasperada.

Apesar das filas para tomar banho serem o menor problema na minha extensa lista de problemas, elas certamente contribuem para tornar a minha vida miserável. Então eu entendia perfeitamente a angústia de Jimin. A pior parte era ter que perder duas horas de sono só para conseguir tomar banho a tempo de ir para a aula.

— Eu queria ter ao menos cinco por cento da sorte dele e conseguir um namorado rico e bonito daqueles — Jimin gemeu, esparramando-se como uma estrela-do-mar em cima da sua cama de solteiro.

— E você sabe como ele fez pra, tipo, conhecer esse homem? — eu perguntei, super interessado na fofoca e na oportunidade de me alienar dos meus problemas por alguns minutos. Sentei-me na beirada da cama, próximo ao Jimin, encarando-o cheio de curiosidade.

— Pelo que fiquei sabendo, existem sites próprios para isso. Para entrar nesses relacionamentos sugar, sacou? — Eu concordei com a cabeça, mesmo que não soubesse daquilo de fato, pois não queria parecer o carinha ingênuo do interior. — Daí você cria um perfil cheio de fotos e tudo mais, e então espera até que um burguês safado se interesse por você e queira te “patrocinar”.

— Isso não é muito arriscado? — perguntei desconfiado.

— É como toda rede social, na verdade. Você encontra a pessoa pessoalmente apenas se quiser. Alguns mommies e daddies preferem fazer tudo virtualmente mesmo. O relacionamento todo é negociado. Você não é obrigado a fazer nada, eu acho — Jimin explicou. Ele parecia saber muito sobre o assunto, então confiei nele.

— Hum, entendi — balbuciei, enquanto me afogava em pensamentos. — Como você sabe tanto sobre isso? — eu perguntei por pura curiosidade.

— Na verdade, já me cadastrei em um desses sites — Jimin confessou. — Só que fiquei com medo e exclui o perfil antes de ser aprovado. Acho que não estava desesperado o suficiente — revelou, com as bochechas levemente coradas. — Mas eu sei que garotos bonitos como você fazem sucesso nesse tipo de site. Os daddies e mommies se matariam para ter você como sugar baby — disse sugestivamente, com uma risadinha. Eu sorri de volta, mas aquela conversa me deixou pensativo.

Gostaria de ter esquecido aquela conversa com Jimin. Principalmente sua sugestão final. Entretanto, sempre que meus problemas financeiros perturbavam minha mente, eu me lembrava do que Jimin havia me dito. De repente, arranjar um sugar daddy parecia a solução para todos os meus problemas. Era uma solução perigosa, mas ainda assim, era uma solução.

Foi inevitável pesquisar sobre relacionamentos sugar na internet. Quanto mais eu lia, mais seduzido era por aquela solução fácil. Parecia tudo tão simples, prazeroso e imediato que era difícil não se deixar levar por anúncios como: “Quer viajar pelo mundo? O seu Daddy paga!” Ou ainda: “Se você é alguém inteligente e ambicioso à procura de uma pessoa para investir no seu futuro, então você veio ao lugar certo! O Be Sugar te ajuda a encontrar um Daddy maduro e generoso!” Dentre outras propagandas que prometiam mundos e fundos a quem entrasse em uma relação de benefícios mútuos.

Não pude deixar de reparar no garoto de pele clara e fios azulados, que desfilava pela nossa república vestido em jaquetas da Chanel, usando botas da Dior, com uma mochila da Louis Vuitton pendendo no ombro. Aqueles artigos de luxo não combinavam nenhum pouco com o ambiente em que vivíamos. Eu me sentia quase ofendido ao pensar que aquela mochila da Louis Vuitton custava uma soma equivalente a um ano das mensalidades da minha faculdade. Porém, o que me chocou de verdade foi ver Yoongi entrar em um Ferrari vermelho, acompanhado de um homem jovem e bonitão, que tinha cabelos ruivos e pele bronzeada.

Se dar para um homem daqueles rendia tanto dinheiro, cara, eu estava totalmente afim — tanto de dar quanto de ganhar o dinheiro.

Aquilo fez com que eu abandonasse todas as minhas hesitações. Entrei novamente no site Be Sugar e criei um perfil recheado com as minhas melhores fotos. Tomei o cuidado de não revelar muito do meu rosto, afinal, ainda tinha alguma dignidade. Também preenchi o meu perfil cuidadosamente, pois queria atrair um bom daddy.

Não tinha o que temer, eu concluí. Se deu tão certo para Min Yoongi, porque seria diferente comigo?

Eu estava enganado. Como a minha mãe gosta de dizer: “eu não sou todo mundo”. Com certeza, eu não sou Min Yoongi e não tive a mesma sorte que ele teve quando arranjou aquele homem maravilhoso. Na verdade, acredito que a minha “sorte” acabou no momento em que me mudei para Seul. Agora, sete anos de puro azar e pobreza me aguardavam — e olha que eu não quebrei espelho nenhum.

Resumidamente, todos os daddies com quem conversei eram muito velhos. Tinham idade para ser o meu avô. Como eu ainda não desenvolvi um fetiche por rugas… Bom, eu fugi deles como o diabo foge da cruz. Alguns desses velhos gagás eram casados e estavam à procura de um caso extraconjugal discreto, enquanto outros viam os babies do site como garotos de programa. O fato era que eu não estava disposto a me submeter a uma situação daquelas. Preferia desistir da medicina do que ser um prostituto de alto-custo de um vovozão.

Cadastrar-me no site pareceu um erro gigantesco. A realidade com a qual me deparei era muito diferente da relação de respeito, honestidade e benefícios mútuos anunciada pelo site. Para ser honesto, era mais como uma plataforma de prostituição. Uma forma moderna de trocar sexo por dinheiro. Eu não era um cara super moralista e conservador. Não via nada de errado em ser um trabalhador sexual. Mas fiquei assustado quando me vi naquela situação.

Eu já estava pronto para excluir o meu perfil do Be Sugar quando recebi uma mensagem de um usuário denominado JJK. Pensei em simplesmente ignorá-lo e excluir o meu perfil. Deveria ser mais um velho feio, barrigudo e nojento. Porém, a minha curiosidade infindável me traiu e eu abri o chat para ler as mensagens.

JJK:

Olá

Eu não sabia se deveria te mandar uma mensagem ou não, porque eu já estou desanimado com essa coisa de relacionamento sugar, mas resolvi falar com você mesmo assim

Espero não estar o incomodando também

Um sorriso pequeno surgiu em meus lábios ao ler as mensagens dele. Seja quem ele fosse, parecia ser educado e tímido. Consegui visualizar imediatamente alguém nervoso e ansioso do outro lado, em algum lugar, e isso me fez querer responder ele.

BabyBoySide:

Oii

Então já temos algo em comum, pq eu tbm tô desanimado com essas relações sugar rs

Eu estava prestes a deletar o perfil, inclusive

Enviei as mensagens rapidamente, sentindo-me apreensivo e ansioso conforme esperava por uma resposta dele. Não sabia se respondê-lo havia sido uma boa decisão, pois ao que tudo indicava, nada de bom poderia vir de um site daqueles.

A resposta de JJK veio alguns segundos mais tarde:

JJK:

Parece que começamos bem, então, porque encontrar qualquer coisa em comum com alguém por aqui é um desafio

Desculpe por ter falado com você justamente quando você tinha tomado uma decisão tão boa

Mas fico contente por ter mandando uma mensagem e por você ter me respondido

Parece que essa é a minha única chance rs

Ele soava tão diferente dos homens com quem eu havia conversado naquele site que eu não conseguia parar de respondê-lo.

BabyBoySide:

Talvez seja mesmo

Mas isso vai depender de alguns fatores

Se você tiver MENOS de 40 anos, NÃO for casado e NÃO pensar que eu sou um garoto de programa, então talvez a gente possa continuar conversando…

Mas só talvez

JJK:

Acho que alguém aqui está mais traumatizado do que eu com esse site

MAS para a minha sorte, eu tenho 27 anos de idade e sou solteiro

Espero muito que você não seja um garoto de programa, porque estou cansado de me deparar com garotos de programa aqui. Não foi isso o que o site me prometeu 😔

A resposta dele foi o suficiente para que eu esquecesse completamente que pretendia excluir o meu perfil alguns minutos atrás. Isso poderia ser adiado.

BabyBoySide:

Uma semana foi o bastante para me traumatizar pra sempre 😔

Li muitas coisas indesejadas e desagradáveis, acredite em mim

Posso ou não ter desenvolvido uma fobia de homens de meia-idade

Você é a primeira pessoa com quem eu falei aqui que não tem idade para ser o meu pai ou o meu avô

JJK:

Sinto muito por isso ☹️

Nós dois a 80 km/hr pra ver quem está mais traumatizado com esse site

BabyBoySide:

VC ATÉ USA MEMES MDS BATEU UMA EMOÇÃO AQUI!!!

tinha esquecido como era falar com alguém JOVEM

JJK:

Ok, você venceu

Você foi mais traumatizado por esse site do que eu

O pódio é todinho seu

BabyBoySide:

Eu deveria processar esse site

JJK:

Bom, se você quiser fazer isso, está falando com a pessoa certa

Por acaso eu sou formado em direito e tenho alguns escritórios de advocacia....

BabyBoySide:

Deve ser bom né…

JJK:

O quê?

BabyBoySide:

Ser tão burguês assim

JJK:

É, tem muitos privilégios envolvidos…

BabyBoySide:

Então, me conte o seu drama de homem rico a procura de um sugar baby

Tem sido tão difícil assim?

Perguntei porque estava curioso para saber como funcionava para os daddies do site — já que, no meu ponto de vista, eles tinham mais privilégios do que os babies. Mas também porque queria puxar assunto.

JJK:

Tem muitos garotos de programa aqui

Tipo, MUITOS mesmo

É difícil você encontrar algum que não te responda já informando os preços e etc

Tem uns também que vendem packs de fotos e vídeos…

Aqueles que não são garotos de programa, agem como se fossem garotos de programa

Isso não me incomodaria se eu estivesse a procura só de sexo

Mas eu queria conhecer alguém agradável, com quem eu pudesse ir a alguns encontros, levar a eventos e tudo o mais. Um sugar baby mesmo, sabe?

A resposta de JJK fez com que tudo fizesse sentido. Os daddies tratavam os babies como garotos de programa porque estavam acostumados a contratar garotos de programa através do site. Isso, certamente, atrapalhava usuários que estavam interessados na relação sugar prometida pelo site de se encontrarem. Apesar das nossas experiências como usuários serem diferentes, eu conseguia entender perfeitamente a frustração de JJK.

BabyBoySide:

Agr td fez sentido 🤯

Esse site é usado pra prostituição msm como foi q eu vim parar aqui meu pai

Aliás, sinto muito por vc tbm, deve ter sido bastante frustrante

JJK:

Como NÓS viemos parar aqui

A minha experiência não deve ter sido pior do que a sua

A parte mais frustrante pra mim mesmo é que me veem como um black card, só que com um pau ajsiajsiajsa

Seria engraçado se não fosse trágico

BabyBoySide:

Pelo menos vc é um black card, eu seria só um vale refeição ajsaijsiajsia

ai q comparação horrível, deleta

enfim, n sei como é lidar com interesseiros, pq eu sou um estudante pobre q n tem onde cair vivo kkkkkkkkkkcadakéumalágrimaok

JJK:

De repente eu fiquei muito preocupado e.e

Por favor me diga que eu não estou conversando com um garoto do ensino médio. Isso seria errado de TODAS as formas possíveis.

Eu sorri muito alto após ler as mensagens de JJK. Jimin, que já havia capotado na cama ao meu lado, me chutou e mandou que eu ficasse quieto. Por isso, eu segurei a risada enquanto digitava uma resposta para JJK:

BabyBoySide:

Respire aliviado

Pq vc está conversando com um estudante universitário

JJK:

~respirando aliviado

Eu já estava surtando aqui

Quantos anos você tem?

BabyBoySide:

19

Vou completar 20 daqui uns meses

JJK:

Então você tem q me chamar de hyung

Eu sou 7 anos mais velho do que você

BabyBoySide:

E ainda assim vc é o homem mais jovem com quem conversei aqui, hyung

JJK:

Essa diferença de idade é um problema pra você?

Eu não estou muito acostumado a ser o mais velho

Costumo estar cercado por velhotes de terno, principalmente no escritório e no tribunal

Mesmo que existisse uma diferença de idade significativa entre nós, JJK ainda estava na casa dos vinte anos. Não era muito mais velho do que eu. Na verdade, a diferença de idade entre nós era até excitante. Eu conseguia me imaginar sendo perfeitamente dominado por um homem mais velho e experiente. Tinha todo o apelo de saber que ele era um homem adulto, com a vida ganha, mas sem o ônus da velhice.

BabyBoySide:

a sua idade n é um problema pra mim

eu acho excitante a ideia de ficar com um cara ALGUNS anos mais velho do que eu

vc se incomoda com a minha idade?

JJK:

Confesso que você é mais novo do que eu esperava

Mas se você está bem com isso, então eu também estou

Só que serei mais cuidadoso com você

Tenho que agir como o hyung

BabyBoySide:

Eu n sou um bebê 😔

JJK:

Não é o que diz o seu user…

BabyBoySide:

vc n pode julgar uma pessoa pelo user

JJK:

Tarde demais

Eu já imagino você como uma pessoa fofa

Você transmite vibrações soft

Não é minha culpa

BabyBoySide:

Uma pena

Eu pensei q vc estava interessado em mim

Mas se vc me acha fofo, então devo ter me enganado

JJK:

Normalize eu achar você fofo E me sentir atraído por você

Pelo menos baseado nas suas fotos, você parece ser lindo

Fiquei curioso para ver o seu rosto inteiro

BabyBoySide:

Sabe q eu acho MTO injusto os daddies n serem obrigados a colocar uma foto no perfil, enquanto nós, babies, somos obrigados a upar fotos nossas???

O perfil dos daddies quase não tem informações

Eu nem sei como vc é, por exemplo

A única forma de avaliar vcs é literalmente pela renda q vcs declararam no site

Na vdd, como eu sei q um daddie é rico de vdd e não uma farsa?

Fica o questionamento

JJK:

Acredito q a maioria de nós quer preservar a identidade, já que a maioria tem uma carreira, uma reputação, renome...

E nós temos que fornecer comprovantes bancários para o site. É assim que provamos que podemos ser daddies.

Também pagamos para nos inscrevermos e pagamos uma mensalidade para continuarmos usando o site.

Mas eu concordo com você, não é justo que você não tenha nenhuma ideia de como eu sou

Então vou te enviar uma foto minha

{Imagem}

Eu quase caí da cama quando vi a foto que JJK enviou. Ele cobriu o rosto com um emoticon, para preservar a identidade, mas em compensação era uma foto de corpo inteiro. A foto parecia ter sido tirada em uma academia, pois havia máquinas de musculação atrás dele. Ele estava usando uma camiseta regata cinza, combinada com umas calças moletom pretas e um tênis branco. A camiseta deixava à mostra os braços fortes dele, e a forma como o braço dele estava angulado fazia com que as veias em seus antebraços ficassem evidentes. De modo geral, JJK tinha um corpo esbelto, mas muito definido. O peito dele era amplo e as coxas eram grossas, enquanto a cintura era fina e os quadris estreitos. O cabelo dele era preto e longo, e estava preso em um coque charmoso.

A vida parecia finalmente ter sorrido para mim e me trazido um daddy gostoso.

Se o rosto dele fosse tão bonito quanto o corpo, então eu sentaria com prazer. Em ambos. Mas como ele me achava fofo, não diria isso para ele. Pelo menos não por enquanto.

BabyBoySide:

Nossa, q homem… 🥵🥵🥵🥵

O q q um homem rico, bonito e jovem tá fazendo num site desses???? As passivas ainda não fizeram fila na portaria do seu prédio??? 🤨

JJK:

Obrigado…

Também me pergunto o que eu estou fazendo aqui

E o que um garoto da sua idade está fazendo num site como esses

Você é lindo, está na universidade, então deve ter tido uma boa educação também…

BabyBoySide:

Eu te conto a minha triste história se você me contar a sua

JJK:

Parece justo

Bom, resumidamente, todos me veem como um black card, até fora daqui.

A maioria das pessoas com quem eu me relacionei estavam mais interessadas no dinheiro e nas coisas que eu poderia oferecer do que em mim.

BabyBoySide:

Daí vc decidiu entrar em um relacionamento de interesses/benefícios mútuos????

Isso n faz sentido

JJK:

Sim, porque se é pra ter um relacionamento de interesses, então prefiro que isso esteja claro desde o início.

Eu detesto que subestimem a minha inteligência ao ponto de acharem que eu não vou perceber… que eu vou cair como um patinho no golpe do baú, sabe?

Essa tentativa de me enganar e me iludir é o que me aborrece.

Preferia que fossem honestos comigo.

No meu ponto de vista, JJK não estava pedindo muito de um relacionamento. Deveria ser muito frustrante se envolver com alguém e mais tarde se dar conta de que era tudo sobre o dinheiro.

BabyBoySide:

Ok, vc tá sendo razoável

Agr é a minha vez

A minha história é bem clichê, na vdd

Eu sou um garoto do interior, q conseguiu uma bolsa de estudos numa faculdade na cidade grande, e agr n tem dinheiro nem pra pagar xerox 😭😭😭😭

Eu faço medicina. Tenho aulas integrais. Daí n rola trabalhar em meio-período.

Se eu arranjasse um emprego de noite, n conseguiria fazer as tarefas de casa, os trabalhos, e etc, e perderia as minhas poucas hrs de sono tb

Eu n posso me dar ao luxo de ir mal na faculdade, pq se eu tirar notas baixas, posso perder a bolsa no próximo semestre e esse sacrifício td q meus pais estão fazendo pra pagar a faculdade vai ser em vão

Enfim, uma história mt triste, mas n precisa chorar

Eu já choro td dia, só q nem é mais de tristeza, é de desespero msm 😭😭😭

JJK:

Como você decidiu entrar nesse site? Não era melhor pedir mais dinheiro pros seus pais? Ou, sei lá, tentar uma bolsa de 100% na faculdade?

BabyBoySide:

Tem um cara na minha república q entrou nessa e agr tá saindo com um homem bonitão q banca ele

Eu pensei q poderia ter a mesma sorte

Mas acontece q eu n tenho sorte

Além disso, eu sou POBRE. Ou seja, os meus pais são pobres tbm. Eu tenho mais dois irmãos, então a despesa da minha família não se resume só a mim.

A bolsa q eu consegui foi de 75%. Até onde eu sei n dá pra “negociar” uma bolsa maior. Acho q se eu tentasse negociar eles me chutariam da faculdade

JJK:

Eu não tenho nenhuma experiência em ser pobre, mas você parece estar enfrentando uma situação difícil

BabyBoySide:

Vc deve ser um daqueles burgueses safados q já nasceram podres de ricos e aí herdaram tudo dos pais

JJK:

Exatamente

Nada é difícil quando você tem muito dinheiro

Eu só trabalho mesmo porque alguns casos são interessantes

Também tenho que manter uma reputação como advogado e tal

BabyBoySide:

Vc n acha errado ter tanto dinheiro quando algumas pessoas n tem nada?????

Burguês me deixa revoltado

JJK:

Eu nunca pensei sobre isso

Eu faço filantropia, se servir de consolo

Também n sou um bilionário

BabyBoySide:

Fazer filantropia pra vcs é como dar esmola

Tipo, normalmente, o q vcs doam pra caridade n equivale a nem 1% do lucro

E ainda faz bem pra imagem de vcs, o q mtas vezes significa MAIS lucro

É como um investimento baixíssimo com um retorno imediato 🤷

JJK:

Você é muito inteligente.

Sim, a maioria dos eventos de caridade servem mais para os ricos ostentarem dinheiro do que para qualquer outra coisa. Também faz muito bem à imagem pública e nos ajuda a fazer novos contatos. Enfim, é muito vantajoso para nós.

Para quem é famoso ou é um bilionário, fazer filantropia é ainda melhor…

BabyBoySide:

Se eu não estivesse interessado em ser financiado por vc, ia querer te expropriar 😤

Infelizmente, Karl Marx não previu a existência de burgueses safados e gostosos nos quais as gays passivas iriam querer sentar, não expropriar. A expropriação pode vir depois da sentada? Essa é uma reflexão que deveria estar presente no Capital.

JJK:

Ainda bem que nós estamos na Coreia do SUL

BabyBoySide:

Ainda bem pra VC né meu anjo

JJK:

Você é uma figura HAISHAUDHAJDJ

Eu já gostei de você

BabyBoySide:

Tbm gostei de vc

Vc é gostoso

E rico

Quer ser o meu daddy? 🥺

JJK:

Nessa ordem?

BabyBoySide:

Old q ser gostoso é mais importante do que ser rico

Apesar de no momento eu estar dando mt valor a sua conta bancária… Sentar a gente sempre sentou de graça né.

JJK:

Então sim, eu quero ser o seu daddy

BabyBoySide:

MDS EU TAVA BRINCANDO ABSJZBHANXNSJXBX

VC NEM ME CONHECE TÁ LOUCO?

A declaração de JJK me pegou completamente desprevenido. Eu não esperava que isso fosse acontecer tão rápido. Pensava que JJK seria mais cauteloso comigo, que nós iríamos nos conhecermos melhor, construirmos uma relação de confiança, iríamos a alguns encontros, talvez até fossemos transar antes de fazer um acordo. Afinal, havia dinheiro em jogo.

Entretanto, JJK me surpreendeu com a sua resposta:

JJK:

Isso é fácil de resolver

Basta nos conhecermos

Eu me chamo Jeon Jeongguk, e você?

BabyBoySide:

Kim Taehyung 😳

Quando até o nome do homem te dá tesão, é um sinal de que você precisa dar pra ele logo.

Talvez estudar demais e dar de menos tivesse me deixado em um nível de carência extrema.

Como sempre fui muito curioso, não perdi tempo ao pesquisar por “Jeon Jeongguk advogado” no Naver. Os resultados de busca confirmaram as informações que Jeongguk havia me passado. De fato, ele era um advogado renomado. Havia muitos endereços de escritórios de advocacia relacionados ao sobrenome dele no mapa. Quanto mais eu pesquisava, mais informações encontrava. Descobri que a família inteira de Jeongguk atuava no ramo do direito e da política. O pai dele era um juíz conhecidíssimo, enquanto o tio era um senador. Consegui encontrar até o curriculum lates de Jeongguk, onde descobri que ele se formou com honras em direito na Universidade de Seul.

Apesar de haver muitas informações quanto à carreira de Jeongguk na internet, havia poucas informações pessoais sobre ele. O máximo que consegui descobrir foi que ele participou de recitais e competições de piano no ensino médio — até ganhou alguns —, e que jogou pela equipe de basquete da Universidade de Seul. Também encontrei o Facebook e o Instagram dele, mas os perfis eram muito profissionais.

De toda a minha pesquisa, o que me impactou de verdade foi me deparar com fotos de Jeongguk. Fotos em que o rosto dele não estava escondido por um emoji. Depois de ver o rosto dele, eu só tinha uma certeza na vida: eu precisava sentar nele. O homem era absurdamente perfeito. Ele tinha um rosto e um corpo esculpido pelos deuses. Era exatamente o meu tipo. E ainda usava terno e gravata — o que o deixava sexy pra caramba.

BabyBoySide:

Vc vai achar muito assustador se eu disser q encontrei o seu face e insta? 👀

JJK:

Não é difícil encontrar, então...

BabyBoySide:

Eu tô impactado dps de ver as suas fotos

Como faz pra sentar em vc??? Tem q pagar os honorários??? 🥵🥵🥵🥵🥵

JJK:

Acho que você não entendeu como isso vai funcionar...

Sou eu quem vou pagar os seus “honorários”, bebê

BabyBoySide:

😳😳😳😳

JJK:

Como eu te encontro nas redes sociais? Também quero ver você 👀

BabyBoySide:

Primeiro vc tem q prometer q n vai me julgar pelo user ok 👉👈

JJK:

Okay

BabyBoySide:

Meu user é @taetaebear no insta/twitter

Eu n uso facebook pq é coisa de gnt velha 🤪

Jeongguk demorou a me responder depois que passei o meu user para ele. Eu tentei não ficar muito ansioso, porém, quanto mais Jeongguk demorava, mais ansioso eu ficava. Quando o meu celular vibrou em cima da cama, anunciando que havia recebido uma nova mensagem, o meu coração quase saltou pela boca.

JJK:

Olha…

Em mim você pode sentar a qualquer momento

BabyBoySide:

Fico feliz com uma notícia dessas

Continuamos conversando e flertando até que eu fosse vencido pela exaustão e capotasse na cama. Conversar com Jeongguk era muito fácil. Eu achava charmoso até o jeito sério e polido com o qual ele digitava as mensagens. Fazia tempo que eu não ficava tão empolgado conversando com alguém assim. De alguma forma, Jeongguk fez eu me sentir confortável para falar sobre a minha vida com ele, fazer brincadeiras bobas e flertar sem vergonha nenhuma. Era difícil não dar em cima dele a cada oportunidade que tinha. O que eu mais gostava era de como ele correspondia aos meus flertes.

Naquela noite, eu sonhei com Jeongguk me fodendo em cima de uma mesa de escritório enquanto vestia terno e gravata.

O sonho foi tão bom que eu acordei atrasado na manhã seguinte e tive que enfrentar fila para escovar os dentes. Queria reclamar com Jimin por não ter me chamado mais cedo. Afinal, não era para isso que os colegas de quarto serviam? No entanto, eu não tinha tempo nem para brigar com Jimin, pois precisava estar pronto dentro de cinco minutos se quisesse assistir à primeira aula.

Foi uma correria para chegar a tempo na universidade. Eu fui um dos últimos alunos a entrar na sala, mas pelo menos consegui assistir à aula... Quer dizer, assistir a aula não foi bem o que eu fiz. Eu passei a aula inteira sonhando acordado com Jeon Jeongguk, que parecia perfeito demais para ser real, e mal prestei atenção ao que o professor da disciplina de “Introdução à Saúde Coletiva” estava falando.

Na segunda aula, eu fiz de tudo para manter a minha mente focada nos slides e nas explicações do professor. Mas era uma tarefa árdua não deixar que minha mente vagasse para um certo advogado rico e gostoso, principalmente quando o sonho que tive com ele estava tão vívido na minha mente.

No horário de almoço, o sonso do Jimin deu as caras com o sorriso mais inocente da face da terra. Eu estava comendo macarrão instantâneo pela milésima vez naquela semana enquanto ele trazia uma bandeja com um sanduíche, batata-frita e uma lata de coca-cola.

— Seu traidor! — Apontei o dedo para Jimin assim que ele se sentou na cadeira na minha frente. — Você ia deixar eu perder a primeira aula! — acusei.

— Eu tentei te acordar várias vezes, cara! Mas você ‘tava dormindo como um defunto! — Jimin se defendeu. — Como um defunto que fala ainda por cima!

— Eu tava falando enquanto dormia? — perguntei com a boca cheia.

Eu vou ser um bom menino, papai — Jimin afinou a voz dele ao me imitar. — Por favor, papai. Ah… Ah… Ah, papai! — ele gemeu descaradamente, fazendo com que eu engasgasse com o macarrão.

Olhei em volta alarmado só para descobrir que o gemido de Jimin havia chamado a atenção de pelo menos cinco estudantes.

— Meu deus Jimin tá todo mundo olhando pra cá agora — eu disse exasperado.

— Não sabia que você tinha um daddy kink — Jimin falou, ignorando completamente o que eu havia dito. — Só não quis atrapalhar o seu sonho molhado com o “papai”. — Ele deu de ombros.

— Eu não tenho um daddy kink, pelo amor de deus! — eu protestei, tentando manter o tom de voz baixo, pois já estava mortificado o suficiente. — É culpa daquele site, 'tá legal? — justifiquei.

— Você não tinha dito que ia excluir o perfil? — Jimin perguntou. — Pensei que você 'tava traumatizado com os velhos dando em cima de você, não excitado. Você desenvolveu gerontofilia por acaso? — Arqueou a sobrancelha.

— Eu ia excluir o perfil — enfatizei —, mas um cara me mandou mensagem na hora. Aí eu resolvi responder ele, porque ele parecia educado e... fofo? Não sei explicar, só que começamos a conversar e eu esqueci totalmente de excluir o meu perfil lá.

— Então você 'tá flertando com um velho gagá porque ele foi educado? — Jimin perguntou com cara de nojo.

— Ele não é velho! — eu quase berrei. — Só é 7 anos mais velho do que eu, ok? — defendi, já pegando o meu celular para mostrar uma foto de Jeongguk para ele. — Além disso, ele é super gostoso.

Mostrei a foto do perfil de Jeongguk no Instagram para ele. Na imagem, Jeongguk estava de terno e gravata, com o cabelo estilizado para trás, revelando a testa, enquanto mantinha uma expressão séria.

O queixo de Jimin caiu quando mostrei a foto de Jeongguk para ele.

— Puta que pariu! — Jimin tomou o celular da minha mão e deu zoom na imagem.

— Sim, ele é muito gostoso e vai ser o meu sugar daddy — disse, resgatando o meu celular das mãos de Jimin.

— Você conheceu esse cara ontem, nem sabe se ele é mesmo quem ele diz ser, e já 'tá desse jeito? — Jimin arqueou a sobrancelha. — Vamos pisar no freio aí, amigo.

— Ai, Jimin, porque você não deixa eu me iludir em paz? — reclamei, fazendo beicinho.

— Porque eu sou seu amigo, então preciso ser razoável de vez em quando. — Jimin deu de ombros, ao que comia uma batata frita.

— Disse a pessoa que me aconselhou a me inscrever naquele site horrível. — Revirei os olhos.

— Eu disse que você faria sucesso lá, e eu 'tava certo. Você fez muito sucesso com a terceira idade — Jimin justificou, não conseguindo segurar a risada.

— Hahaha, muito engraçadinho — satirizei.

— Eu só tô dizendo pra você ser um pouquinho mais cauteloso. Sei lá, faz uma chamada de vídeo com ele pra ver se ele é isso tudo aí mesmo — Jimin me aconselhou.

— Espero que ele seja, porque foi vontade de sentar à primeira vista. — Suspirei olhando sonhadoramente para a foto aberta no meu celular.

— Percebi — Jimin disse com um tom acusador que fez as minhas bochechas enrubescerem, pois fui lembrado automaticamente do meu sonho molhado.

A ideia de fazer uma vídeo-chamada com Jeongguk permaneceu na minha mente pelo restante do dia. Nós conversamos por mensagem enquanto eu ainda estava na aula, e Jeongguk pediu o número do meu celular. Eu concordei em dar o meu número para ele, pois queria deletar o meu perfil no site, e Jeongguk era a única razão para eu não ter feito isso ainda.

Já estava no final da tarde quando saí da última aula. Assim que tomei banho e me alimentei, decidi que não poderia conviver com aquela desconfiança. Eu precisava confirmar a identidade de Jeongguk para sonhar em ser fodido — e financiado — por ele em paz. Por isso, sugeri:

Eu:

Eu sei q nós acabamos de nos conhecer… mas o q vc acha da gnt fzr uma vídeo-chamada? 👀

Levou exatamente vinte minutos para Jeongguk me responder. Eu mal conseguia controlar a minha ansiedade e apreensão. Caso Jeongguk se recusasse a fazer uma vídeo-chamada, eu ficaria muito desconfiado. Caso ele aceitasse, eu teria um ataque do coração. Ambas as possibilidades faziam o meu estômago revirar a cada segundo com a ausência de uma resposta, enquanto vários cenários diferentes passavam pela minha cabeça.

Quando Jeongguk finalmente me respondeu, não foi através de uma mensagem de texto. Eu senti o meu celular vibrar furiosamente ao lado da minha coxa e saltei na cama. Assim que peguei o aparelho, a foto de perfil de Jeongguk iluminou a tela.

Era uma vídeo-chamada.

Dizer que eu surtei seria um eufemismo. Em meio ao meu ataque de nervos, o meu celular escapou da minha mão e titubeou no chão do quarto. Eu fiquei apavorado, tanto porque pensei que o meu celular tinha quebrado, quanto porque ele continuava tocando. Foi um alívio imenso descobrir que o meu celular sobreviveu aquela queda. Porém, quando peguei o celular na mão, acabei rejeitando a vídeo-chamada sem querer.

Com o coração quase saindo pela boca e tremendo de nervoso, eu abri o chat com Jeongguk exatamente no momento em que ele enviou a seguinte mensagem:

Jeongguk:

Oii, bebê

Eu iniciei uma vídeo-chamada, mas você não atendeu

Eu:

Desculpa 😭😭😭😭

Eu n tava preparado aí fiquei nervoso e derrubei o meu celular 😥

Jeongguk:

Tudo bem, bebê 🥺

Você ainda quer fazer uma vídeo-chamada?

Posso te ligar agora mesmo

Eu:

Espera um minutinho

Eu ligo pra você já já

Jeongguk:

Ok 🥺

Imediatamente, corri até o espelho e arrumei o cabelo com as pontas dos dedos. Conferi o meu pijama, julgando-o apresentável. Então, respirei fundo e voltei para a minha cama. Em um ímpeto de coragem, iniciei a vídeo-chamada.

Jeongguk atendeu no segundo toque. No mesmo instante, um sorriso fofo de coelhinho me cumprimentou, fazendo o meu coração quase parar de bater.

De certa forma, o Jeongguk que eu via naquele momento era exatamente igual ao Jeongguk que eu encontrei nas redes sociais, ao mesmo tempo em que era completamente diferente. Ele não estava vestindo um terno como na maioria das fotos que vi, em vez disso, Jeongguk estava usando um moletom verde. O cabelo dele não estava estilizado para trás, nem preso em um coque, agora, ele estava solto, dividido ao meio, de modo que as ondas escuras do seu cabelo emolduravam o seu rosto. Porém, o que realmente me encantou foi o sorriso dele, o qual não tinha visto em nenhuma foto. O sorriso de Jeongguk era cativante. Fazia Jeongguk parecer jovem, refrescante e suave. Era o tipo de sorriso que faria eu me apaixonar.

— Oi — Jeongguk disse, parecendo um pouco tímido, ao que penteou os seus cabelos escuros para trás.

— Oi — eu respondi, sentindo as minhas bochechas arderem enquanto sorria de nervosismo e entusiasmo.

— Acho que entendi porque você ficou nervoso — Jeongguk comentou, arrumando a sua franja longa. Quanto mais ele mexia naquele cabelo, mais charmoso ele ficava. — Eu já sabia que você ia ligar, mas acho que não estava realmente preparado.

— Você é fofo — eu disse sem pensar.

Jeongguk desviou o olhar da tela e coçou o cabelo. Apesar de não ter uma visão tão clara, poderia jurar que o vi corar.

— Você tem uma voz bonita — Jeongguk comentou baixinho.

— Só a voz? — provoquei, adorando as reações de Jeongguk.

— Você sabe que não. — Jeongguk me encarou. — Você é lindo — disse, enquanto estudava o meu rosto com seu olhar atento. — Muito lindo. — A voz dele decaiu alguns decibéis, soando mais profunda e baixa.

Dessa vez, fui eu quem ficou todo corado e tímido, com um sorriso que mal cabia no rosto.

— Nossa, o seu sorriso… — Jeongguk murmurou.

— Você 'tá me deixando encabulado — resmunguei, escondendo o meu sorriso atrás da mão. — Eu tenho um fraco para elogios. — Fiz beicinho.

— Então eu deveria continuar te elogiando — Jeongguk cantarolou, parecendo muito confiante agora.

— Por favor, não — implorei, rindo de nervoso. — Desse jeito eu vou ter um treco. — Abanei o rosto.

— Você fica muito lindo todo corado e sorrindo desse jeito — Jeongguk ignorou completamente a minha súplica.

— Jeonggukie... — minha voz soou como um gemido de apelo.

— Você já está gemendo, bebê? — Jeongguk me provocou com um sorrisinho travesso erguendo os cantos da boca dele.

Naquele momento, eu deveria estar mais vermelho do que um tomate.

— Como você pode ser tímido e fofo em um momento, e provocador e safado no outro? — eu retruquei, espantado com o andar daquela conversa.

— Eu fico assim quando estou conversando com garotos bonitos. — Jeongguk deu de ombros. — E você, Taehyung, é um garoto realmente bonito — disse com um tom suave demais para os meus ouvidos.

Eu já estava completamente derretido àquela altura do campeonato. Se nós estivéssemos trocando mensagens, esse seria o momento em que eu largaria o celular, rolaria na cama e soltaria gritinhos nada másculos abafados contra o travesseiro, como a gay surtada que sou. Porém, Jeongguk estava me assistindo naquele momento, então eu mordi o lábio para conter qualquer reação escandalosa, sentindo as minhas bochechas doerem de tanto sorrir.

— Você realmente gosta de ser elogiado, não gosta, bebê? — Jeongguk cantarolou. — Você gosta de ser tratado como o garoto bonito que você é? — insistiu.

A provocação de Jeongguk fez com que eu soltasse o meu lábio inferior e liberasse um suspiro afetado em resposta.

— Eu estou esperando por uma resposta, bebê — Jeongguk me pressionou.

— Sim, eu gosto… — eu murmurei, sentindo-me quente, confuso e tímido, tudo ao mesmo tempo.

— Porra, eu vou te cobrir de elogios — Jeongguk exalou, igualmente excitado. — Eu vou te tratar tão bem, bebê… — Eu soltei um arquejo afetado, que incentivou Jeongguk a continuar: — Quero mimar você e fazer de você o meu garoto bonito.

— Me mimar? — eu perguntei, com a voz soando mais grave e cadenciada, conforme as borboletas faziam uma festa no meu estômago.

— Sim, eu vou mimar você como um bebezinho — Jeongguk respondeu, fazendo-me soltar uma risadinha.

— Tenho muito interesse nisso, Sr. Jeon — eu disse.

— Oh, fico feliz por agradar — Jeongguk brincou. — Mas, sério, você também 'tá sentindo isso? Essa química? — perguntou, mordiscando o lábio.

A resposta era sim, eu também estava sentindo aquela química entre nós. Mesmo através da tela do celular, Jeongguk fazia o meu coração acelerar e as borboletas ganharem vida no meu estômago. Ele fazia o meu sangue correr mais quente nas veias, a minha temperatura corporal aumentar e a excitação tomar conta de mim. Também me fazia enrubescer e sorrir a todo momento, como um bobo apaixonado — e olha que eu nem estava apaixonado ainda.

Se Jeongguk estivesse em carne e osso na minha frente, eu certamente já teria perdido o controle e tacado um beijo nele.

Nós continuamos conversando até que os meus bocejos se tornassem muito frequentes, ao que Jeongguk me mandou ir dormir, pois não queria que eu acordasse atrasado de novo por culpa dele.

A palavra que melhor poderia caracterizar a conversa que tivemos naquela noite seria ‘excitante’. Conversar com Jeongguk havia sido excitante de todas as formas possíveis. Excitante o bastante para deixar o meu corpo quente, mas também para fazer o meu coração bater mais forte e me encher de entusiasmo e alegria.

Flertar com Jeongguk era quase instintivo. Havia uma explícita tensão sexual e um interesse mútuo entre nós, o que tornava tudo mais eletrizante. Contudo, não era tesão. Era mais do que isso. Nós conseguimos encontrar um lugar em comum onde as nossas diferenças não eram um problema, mas uma qualidade. Isso fazia com que tudo fosse muito confortável e natural entre nós.

As chamadas de vídeo se tornaram um ritual. Depois de chegar da faculdade, tomar banho e me alimentar, eu enviava uma mensagem para verificar se Jeongguk estava disponível para que pudéssemos nos falar. Nem sempre os nossos horários convergiam. Às vezes eu precisava me concentrar nos trabalhos da faculdade ou estudar para alguma disciplina. Às vezes Jeongguk precisava comparecer a eventos e jantares do seu meio social. Quando isso acontecia, nós fazíamos uma ligação rápida, apenas para matarmos a vontade de nos vermos. Mas, na maioria dos dias, nós ficávamos grudados no celular até o horário do meu toque de recolher.

Em menos de um mês, nós dois já estávamos tão envolvidos um com o outro que as chamadas de vídeo não eram mais o suficiente.

— Eu quero ver você de perto — a voz sussurrada de Jeongguk ecoou em meus fones de ouvido e atingiu o meu coração como uma flecha.

Eu estava deitado na cama, aconchegado no meu edredom e travesseiro fofinho, com o celular bem na frente do rosto. Na tela do meu celular, Jeongguk estava em situação semelhante, deitado em sua grande cama de casal, com a bochecha apoiada no travesseiro e com aqueles grandes olhos escuros e brilhantes me encarando.

Ao longo daquelas semanas, eu descobri ser tão fraco pelos olhinhos de Jeongguk quanto pelo corpinho gostoso dele.

— Eu também — disse com um suspiro.

Jeongguk se remexeu na cama, deitando-se de bruços, com o queixo apoiado no travesseiro.

— Se eu, hipoteticamente, convidasse você para um encontro, você aceitaria? — Jeongguk perguntou, encarando-me com expectativa.

— Eu, hipoteticamente, ficaria muito nervoso e surtaria pra caralho, mas aceitaria — respondi, mordiscando o lábio para conter um sorriso.

— Então, assumindo que você, hipoteticamente, aceitasse ir a um encontro comigo… — Jeongguk lambeu os lábios. — Para onde você iria querer que eu te levasse? — perguntou.

Eu demorei alguns segundos para responder:

— Se nós, hipoteticamente, fôssemos a um encontro, então eu ficaria feliz em ir para qualquer lugar com você. — Enrubesci. — Mas eu não me sentiria muito confortável em um ambiente chique e luxuoso demais — confessei.

— Nada luxuoso, entendi — ele balbuciou.

— Então você vai me convidar para um encontro ou não? — eu provoquei.

— Vou — respondeu. — Kim Taehyung, você aceita ir a um encontro comigo? — Jeongguk perguntou como se estivesse me pedindo em casamento.

— Aceito — disse aos risos.

Quando eu aceitei ir num encontro com Jeon Jeongguk, estava tão feliz que não assimilei que realmente iria num encontro com Jeon Jeongguk. A realidade só caiu sobre os meus ombros no dia do fatídico encontro, quando eu percebi que não tinha roupa para esse evento.

Eu já tinha retirado todas as roupas do meu guarda-roupas a procura de algo decente, porém, nada parecia ser bom o suficiente. As minhas roupas eram simples e baratas demais. E eu tinha certeza que nenhuma delas estava à altura das roupas de marca que Jeongguk usava.

— Meu deus, Taehyung, veste qualquer coisa! — Jimin explodiu depois que eu troquei de roupa pela terceira vez. — Esse homem quer o seu corpo nu, se toca.

— Ele não é assim. — Fiz beicinho. — E eu quero estar bonito. — Bati o pé no chão.

— Querido, você fica lindo até vestido num saco de lixo — Jimin replicou.

— Dizer isso não vai me ajudar a escolher uma roupa — eu teimei. — Vamos lá, você tem que me ajudar a achar uma calça que valorize a minha bunda. — Revirei a minha pilha de roupas jogadas na cama.

— 'Tá, 'tá. — Jimin revirou os olhos e levantou-se da cama dele para me ajudar.

Com muito custo, Jimin me ajudou a escolher umas calças jeans de lavagem clara, uma camiseta branca com botões, uma jaqueta jeans e um tênis branco. Era uma roupa simples, mas o que importava era que eu me sentia satisfeito. Também passei uma maquiagem leve para realçar os meus traços e coloquei um par de brincos.

Quando o motorista de Jeongguk estacionou um SUV preto na frente da república, eu já estava uma pilha de nervos. Eu sabia que Jeongguk não estava dentro do carro, porém, não conseguia controlar os meus nervos. Estava ansioso porque Jeongguk decidiu fazer mistério e não me contar onde nos encontraríamos. Por conta disso, passei o caminho inteiro olhando para a janela do carro e tentando adivinhar para onde o motorista estava me levando.

Jimin disse que eu era louco por entrar num carro com um desconhecido, para ir a deus sabe onde, e encontrar outro estranho. Talvez eu não tenha juízo mesmo.

Confesso que senti um pouco de medo quando começamos a nos afastar da agitação de Seul e adentramos uma área mais pacata da cidade. Entretanto, todos os meus receios voaram pela janela quando vi uma roda gigante iluminada por luzes coloridas surgir no horizonte.

Como esperado, o motorista nos levou até o parque de diversões. Eu desci do carro com um sorriso no rosto, olhando deslumbrado para todos aqueles brinquedos e barracas com atrações e comidas, enquanto o motorista me guiava pelo estacionamento.

Então eu vi uma mercedes esportiva preta e, encostado nela, usando óculos escuros, uma camiseta branca com as mangas arregaçadas e os primeiros botões abertos, uma calça esporte-fino preta, e um terno pendurado no braço, estava Jeongguk.

Quando Jeongguk virou o rosto na minha direção e tirou o óculos, desencostando-se do carro, pareceu que o mundo tinha entrado em um slow motion de filme cringe. Porque Jeongguk parecia ter saído direto da capa de uma revista de moda. Ele era tão ridiculamente bonito que eu me apaixonei bem ali mesmo.

— Tae — ele me cumprimentou em um tom de voz tão doce e suave que fez eu me derreter todinho. Mas o que me matou mesmo foi o sorriso enorme que se desenhou naqueles lábios bonitos.

A sorte de Jeongguk era que nós tínhamos acabado de nos conhecer, porque se tivéssemos um pouquinho mais de intimidade eu teria pulado nele.

Apesar do meu surto interno, eu estava paralisado no mesmo lugar, sentindo as minhas bochechas quentes e o batimento cardíaco acelerado.

Jeongguk dispensou o motorista. Em seguida, caminhou na minha direção, parando bem na minha frente, tão perto que eu quase consegui sentir o hálito dele.

Então aqueles grandes olhos escuros me encararam de perto, analisando cada traço do meu rosto, enquanto eu fazia o mesmo com ele. Quando Jeongguk levou a mão em direção ao meu rosto, eu esqueci como respirar. Ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha, fazendo eu enrubescer furiosamente, e disse:

— Eu sempre quis fazer isso — a voz dele era suave e melodiosa demais para o meu gosto. — Eu sempre quis tocar no seu cabelo para saber se é tão macio quanto parece. — Jeongguk acariciou o meu cabelo com as pontas dos dedos.

— E então? — eu perguntei, afetado.

— O quê? — Jeongguk retrucou, confuso, enquanto me encarava com aqueles olhos profundos.

— É tão macio quanto parece? — Mordisquei o lábio.

— Ah, sim. — Jeongguk sorriu, tímido, ao que as suas bochechas coraram levemente. — É melhor do que eu imaginava, garoto dos fios de ouro — murmurou baixinho, afastando a sua mão do meu cabelo.

O olhar intenso e profundo de Jeongguk encarou o meu por um par de segundos.

— Na verdade — ele adicionou —, você é ainda mais lindo do que eu pensava. A câmera do seu celular não é capaz de captar toda a sua beleza, garoto bonito.

— O-obrigado — eu gaguejei, sentindo-me fraco nos joelhos. — Você é gostoso pra caramba — deixei escapar, arrependendo-me automaticamente de ter usado esse linguajar.

Felizmente, Jeongguk não parecia se importar, já que abriu um sorriso deslumbrante.

— Então, vamos entrar? — Jeongguk meneou a cabeça em direção ao parque de diversões. — Já comprei os nossos ingressos. — Tirou um par de bilhetes azuis do bolso do terno.

— Ah, sim, claro, vamos lá — eu respondi, meio desajeitado, e sorrindo feito um tonto.

Jeongguk ofereceu a mão dele para mim, fazendo o meu coração vacilar no peito. Aquele homem maravilhoso queria realmente segurar a minha mão e andar de mãos dadas comigo?

Ouvi o som do pigarreio de Jeongguk e encarei o rosto dele, vendo como as bochechas de Jeongguk estavam enrubescidas com um tom bonito de rosa.

— É melhor nós andarmos de mãos dadas para não nos perdermos, sabe? — ele explicou, todo tímido e corado, ao que desviou o olhar.

Senhor, tem como esse homem ser mais apaixonante?

Como eu não sou besta, segurei a mão de Jeongguk no mesmo instante, sentindo a temperatura quente da mão dele em contraste com a minha mão fria, e os dedos vestidos com grossos anéis de prata contrapostos aos meus dedos nus.

— Eu também não quero me afastar de você — eu disse, com um sorriso tímido, conforme apertava a mão de Jeongguk.

Nós nos encaramos como se fôssemos dois adolescentes apaixonados e tímidos antes de finalmente entrarmos no parque.

Assim, eu arrastei Jeongguk parque adentro, deslumbrado por todos os brinquedos, sem saber qual escolher primeiro.

— Calma, bebê. — Jeongguk segurou minha mão mais forte e diminuiu o passo. — Você pode brincar em todos os brinquedos e comprar tudo o que quiser, não precisa escolher — disse com um sorriso amável no rosto.

— Jura? — Virei para encarar Jeongguk com os olhos arregalados.

— Juro — Jeongguk riu. — Basta dizer em qual brinquedo você quer ir primeiro.

— O carrinho de bate-bate! — eu exclamei, apontando para a plataforma com os carrinhos de bate-bate, para então puxar Jeongguk até lá.

Nós andamos no carrinho de bate-bate por três rodadas seguidas. Eu e Jeongguk éramos muito competitivos. Sempre que eu batia no carrinho de Jeongguk, ele jurava que iria ‘dar o troco’ e me perseguia pela plataforma até bater no meu carrinho também. Como eu não deixava barato, perseguia Jeongguk para bater no carrinho dele de volta. Dessa forma, nós ficamos três rodadas seguidas perseguindo um ao outro, sem dar o braço a torcer.

Depois do carrinho de bate-bate, nós andamos no carrossel. Em seguida, eu insisti em brincar no pula-pula, porém, o brinquedo era só para crianças, então Jeongguk precisou subornar o funcionário do parque para me deixar brincar no pula-pula.

— Você é um bebezão mesmo — Jeongguk disse ao me ajudar a descer do castelo de pula-pula.

— E você é o meu papai doce. — Mostrei a língua.

— Por isso eu te trouxe para um parquinho, bebê — Jeongguk me provocou.

— Engraçadinho — ironizei, ao passo que me agarrei ao braço de Jeongguk. — Agora é a sua vez de escolher um brinquedo. Em qual você quer ir, hyung?

— A montanha-russa — Jeongguk disse sem pensar duas vezes.

Eu gelei na hora que Jeongguk apontou para a montanha-russa gigante e assustadora do outro lado do parque. No entanto, como não queria estragar a diversão dele, segui Jeongguk até a fila sem dizer nada.

Conforme a nossa vez se aproximava, mais inquieto e nervoso eu ficava, ao ponto de Jeongguk perguntar:

— Há algo de errado, Tae? — Ele me olhou atentamente.

— Não, não é nada. — Eu tentei disfarçar o meu nervosismo com um sorriso.

— Se você não quiser ir na montanha-russa, nós podemos escolher outro brinquedo. — Jeongguk tentou me tranquilizar acariciando as costas da minha mão.

— O problema não é a montanha-russa. — Mordi o lábio. — Eu não tenho medo dela. Eu tenho medo é da altura. Quando o trenzinho chega lá no alto, eu olho para baixo e fico apavorado — expliquei timidamente.

— Basta olhar para mim. Só pra mim, ok? — Jeongguk levou a mão até a minha bochecha e me fez olhar para ele.

Por um momento, eu me perdi naqueles olhos escuros e brilhantes, e esqueci até que estávamos prestes a subir naquele brinquedo assustador. Todavia, antes que a minha mente se perdesse completamente no ‘mundo de Jeongguk’, o funcionário do parque nos chamou para entrar no trem da montanha-russa.

Eu fiquei tenso quando começou a contagem regressiva para o brinquedo andar. Mas Jeongguk percebeu a minha ansiedade e segurou a minha mão novamente, dizendo que tudo ficaria bem.

Estava tudo muito divertido enquanto o brinquedo ia para lá e para cá, fazendo curvas profundas que levavam todo mundo a gritar, até que o trem atingiu o ponto mais alto da montanha-russa. Eu senti vontade de olhar para baixo, entretanto, Jeongguk se virou na minha direção e agarrou a minha nuca, puxando-me para ele a fim de selar os meus lábios.

Eu nem percebi quando o brinquedo desceu pelos trilhos. A boca de Jeongguk contra a minha era tudo o que eu conseguia sentir assim como o meu coração batendo como um tambor contra o peito era tudo o que eu conseguia ouvir.

Quando os lábios de Jeongguk se afastaram dos meus, o trem já estava estacionando, indicando o final do nosso passeio na montanha-russa.

Eu não sei como encontrei forças nas minhas pernas para descer daquele trem. Era como se estivesse andando sobre as nuvens. Tudo o que eu conseguia pensar era na textura dos lábios de Jeongguk contra os meus e em como seria beijá-lo apropriadamente.

Apesar de ter tomado a iniciativa, Jeongguk agiu todo tímido após descermos da montanha-russa. As bochechas dele estavam coradas e os lábios outrora róseos estavam vermelhinhos. Aquela reação tímida de Jeongguk foi a cereja do bolo para mim.

Como eu não queria deixar as coisas estranhas, resolvi não tocar no assunto do beijo. Mas os lábios de Jeongguk não saíram mais da minha cabeça. Nós brincamos em todos os brinquedos que me chamaram a atenção e Jeongguk comprou algodão-doce — além de muitos lanches — para mim conforme desbravamos o parque de diversões.

Jeongguk até entrou num desses jogos de tiro para se exibir e arrematou um urso de pelúcia enorme para me dar de presente.

De vez em quando, eu me flagrava encarando a boca de Jeongguk enquanto ele falava. Era até difícil prestar atenção a tudo o que ele dizia quando os lábios dele pareciam tão apetitosos. Ainda assim, dei o meu melhor durante todo o encontro.

No final da noite, eu estava cansado, mas me sentia leve e feliz como nunca havia sentido antes.

Jeongguk, como um cavalheiro, abriu a porta do carro para que eu entrasse, e até me ajudou a colocar o cinto de segurança. Nós conversamos por todo o caminho de volta, durante o qual eu tentei — mas falhei — em não me distrair pelo modo como os seus dedos grossos e vestidos com anéis envolviam o volante, ou por como as veias dos seus antebraços eram preponderantes, ou, ainda, por como os seus bíceps se moviam por vontade própria.

— O príncipe está entregue — Jeongguk anunciou ao parar o carro na porta da república em que eu morava.

Eu tirei o cinto de segurança ao mesmo tempo em que Jeongguk tirou o dele, mas nenhum de nós se moveu para sair do carro.

— Ainda não quero me despedir. — Fiz beicinho.

— Muito menos eu. — Jeongguk virou-se na minha direção, levou a mão até o meu rosto e acariciou a minha bochecha. — Mas eu quero que seja perfeito entre nós. — Ele me encarou intensamente. — Eu quero fazer tudo certo para merecer você. — Direcionou suas carícias à minha boca, afagando o meu lábio inferior.

— Eu pensei que nós… — Queria dizer que eu pensava que nós iríamos transar, porém, Jeongguk me interrompeu.

— Um passo de cada vez, bebê — Jeongguk disse, com um sorriso repuxando os seus lábios. — Eu não quero que você pense, nem por um segundo, que é tudo sobre tesão e sexo entre nós — explicou.

— Eu fico muito feliz com isso, de verdade. — Desviei o olhar. — Também não me importo de esperar mais um pouco — acrescentei rapidamente. — Só não quero que você pense que eu sou um garotinho inocente e delicado. Eu posso ser mais novo, mas eu também tenho desejos e… — Mordi o lábio, sentindo-me envergonhado.

— Hum... — Jeongguk esboçou um sorriso malicioso e inclinou-se na minha direção. — E o que você deseja, garoto bonito? — perguntou, tão próximo de mim que eu pude experimentar o hálito fresco e a respiração quente dele contra o meu rosto.

— Eu quero que você me foda — respondi sem hesitar.

— Ah, Tae, acredite, eu também quero foder você. — Jeongguk segurou o meu queixo com delicadeza e aproximou ainda mais o rosto dele do meu, colando aqueles lábios macios na concha da minha orelha. — E eu vou foder você com tudo que eu tenho: minha língua, meus dedos, meu pau. Eu vou foder você tão bem, bebê... — ele sussurrou ao pé da minha orelha e mordiscou o lóbulo em seguida.

As promessas de Jeongguk fizeram um arrepio percorrer o meu corpo inteiro, todos os meus pelos se eriçaram em resposta, e o meu corpo se inclinou em direção ao dele. Eu já estava queimando por dentro de modo que as palavras de Jeongguk foram como atear gasolina no fogo.

— Mas não hoje — ele disse, afastando-se ligeiramente.

Antes que Jeongguk pudesse se afastar, no entanto, eu agarrei a nuca dele e o puxei de volta para mim.

— Você não pode me dizer essas coisas e depois me pedir para esperar. Isso é golpe baixo — arfei contra a boca dele, desejando beijá-lo mais do que tudo.

— Foi você que começou, eu só retaliei — Jeongguk sussurrou.

Um silêncio repleto de tensão sexual se instalou entre nós, ao que o olhar de Jeongguk alternava entre os meus olhos e a minha boca.

O olhar pesado de Jeongguk fez com que o desejo me dominasse. Eu lambi os meus lábios, umedecendo-os com saliva, e me inclinei ainda mais em direção a Jeongguk. Em completa sintonia, Jeongguk envolveu a minha cintura e projetou o corpo dele para frente, ao mesmo tempo em que selou as nossas bocas em um beijo apaixonado.

Eu suspirei contra a boca de Jeongguk assim que ele tomou a minha. Jeongguk aproveitou aquela oportunidade para enfiar a língua na minha boca, deslizando a língua dele sobre a minha, enrolando-as dentro da minha boca em movimentos volúpicos.

Jeongguk me beijou com desejo e paixão; como se tivesse sede da minha boca e fome dos meus lábios. A língua dele era incansável ao envolver a minha e explorar o interior da minha boca. Os lábios dele eram ávidos pelos meus, sugando-os até que ficassem vermelhos e inchados. Os dentes dele morderam os meus lábios e rasparam contra a minha língua, como se quisesse me devorar.

Enquanto eu o beijei de volta com todo o meu desejo. Gemendo, arfando e suspirando contra a boca dele. Mas também sugando, mordendo, chupando e lambendo aquela boca deliciosa.

Eu me agarrei aos cabelos de Jeongguk como se a minha vida dependesse disso. Enredei os meus dedos naquelas mechas escuras, afaguei o seu couro cabeludo, puxei os seus fios e arranhei a sua cabeça.

Jeongguk, por sua vez, apertou a minha cintura e me puxou para ele. As mãos bobas dele passearam pelo meu corpo, subiram pelas minhas costas para segurar a minha nuca e conduzir o beijo, depois desceram em direção a minha bunda para apalpá-la e apertá-la, deslizando para a minha coxa.

Quando o ar nos fez falta, a boca de Jeongguk beijou o meu queixo, a minha mandíbula, provocou as minhas orelhas, desceu pela lateral do meu pescoço e marcou a minha garganta.

Àquela altura eu já estava a ponto de subir no colo dele e implorar para ser fodido, porque Jeongguk conseguiu me deixar tonto de tesão com alguns amassos no carro.

Jeongguk deve ter notado que o clima esquentou mais do que deveria, pois abandonou a minha garganta em prol de plantar selinhos carinhosos nos meus lábios inchados.

— Você é viciante, garoto — ele sussurrou ao prender o meu lábio inferior entre os dentes.

Eu me inclinei para beijar Jeongguk novamente, querendo mergulhar dentro da boca dele até não ter mais ar nos meus pulmões. Porém, Jeongguk não permitiu que eu aprofundasse o beijo, logo emergiu da minha boca.

— É melhor nós pararmos antes que eu jogue o meu autocontrole pela janela — Jeongguk disse, dando um último selinho nos meus lábios.

Eu ainda estava tonto, com a mente enevoada, a respiração entrecortada, o coração batendo feito um louco e o sangue correndo quente nas veias, quando relaxei no banco do carro. Os meus lábios estavam formigando de tanto beijar conforme o meu corpo vibrava e a minha pele queimava em todos os lugares que Jeongguk tocou.

O fato é que ninguém nunca havia me pegado daquele jeito e eu estava nas nuvens depois de dar o melhor amasso da minha vida.

— Uau… — eu murmurei com um sorriso bobo no rosto.

— Sim, “uau”... — Jeongguk deitou a cabeça no encosto do banco, com um sorriso igualmente abobalhado, enquanto me olhava.

Nós passamos alguns minutos em silêncio, roubando olhares um para o outro, à medida em que eu recuperava o fôlego.

— Você vai me levar até a porta? — eu perguntei com um sorrisinho tímido.

— Vou — Jeongguk concordou.

Rapidamente, Jeongguk destravou a porta e eu pulei para fora do carro, segurando o urso de pelúcia que ele me deu contra o peito. Nós demos as mãos assim que eu alcancei Jeongguk. E, com apenas alguns passos, eu estava parado na porta da república com Jeongguk bem na minha frente.

— Então essa é a infame república? — Jeongguk analisou a fachada do lugar.

— Sim. — Eu assenti com a cabeça. — Eu te convidaria para entrar se não estivesse tão tarde.

— Nós teremos outras oportunidades — Jeongguk prometeu, aproximando-se mais de mim.

— Essa é a sua forma de me convidar para outro encontro? — eu perguntei, bem-humorado.

— Para muitos encontros — Jeongguk me corrigiu. — Até você se cansar de mim.

— Isso não vai acontecer tão cedo porque eu 'tô caidinho por você — eu retruquei, envolvendo o ombro de Jeongguk com o meu braço livre, enquanto segurava o urso com o outro.

— Isso é bom. — Jeongguk abraçou a minha cintura com um braço. — Porque eu também estou caidinho por você — murmurou ao que selou os meus lábios em um beijo terno e delicado.

— Hoje foi incrível. Obrigado por tudo — sussurrei contra a boca dele.

— Eu amei conhecer você pessoalmente — Jeongguk respondeu, selando os meus lábios outra vez. — Mas já está passando do horário de você ir pra cama. — Afastou-se.

— Boa noite, hyung — eu me despedi, dando um beijo estalado na bochecha de Jeongguk antes de entrar na república.

Eu subi as escadas em direção ao meu quarto com a cabeça no mundo da lua e um sorriso abobalhado fixo no rosto. Jimin ainda estava acordado, sentado na cama lendo um livro, quando eu adentrei o quarto e me joguei em cima da minha cama, soltando um suspiro deleitoso com a lembrança dos lábios de Jeongguk.

— Você 'tá com cara de quem beijou muito na boca — Jimin comentou assim que me deitei na cama.

— Ah, Jiminie, acho que estou apaixonado — eu suspirei novamente e abracei o urso com força.

— Olha a bicha burra — Jimin caçoou. — Homem rico a gente não ama, a gente explora.

— Ele é incrível, Jimin — eu disse, ignorando completamente o que Jimin havia dito. — Ele é super educado; um verdadeiro cavaleiro… também é fofo, sensível, carinhoso e atencioso. Ele me trata como se eu fosse um príncipe. Mas o jeito que ele me beijou… — Eu suspirei outra vez. — Cristo, ele é muito gostoso! Eu descobri que tenho tesão até pelas mãos dele, cara!

— Vocês foderam? — Jimin perguntou, interessado nos detalhes sórdidos.

— Não. — Eu fiz beicinho. — Ele disse que não quer que eu pense que é só sexo e que a nossa primeira vez juntos tem que ser especial — expliquei, um pouco decepcionado, mas todo derretido também.

— Então ele ainda não descobriu que você é uma vadia? — Jimin perguntou.

Eu joguei o meu urso de pelúcia em Jimin, fingindo-me de ofendido.

— Eu sou um príncipe agora, ok? — tentei parecer sério, porém, a minha risada me traiu.

— Só aos olhos do seu Dom Jeon — Jimin retrucou aos risos.

Jimin continuou implicando comigo a medida em que eu tagarelava sobre o meu encontro com Jeongguk e sobre o quão perfeito o próprio Jeongguk era. Eu não tinha dúvidas de que estava me apaixonando, pois apenas reviver aqueles momentos com Jeongguk era o suficiente para fazer o meu coração acelerar.

Antes de dormir, Jeongguk me mandou uma mensagem dizendo que queria sonhar comigo.

Por mais cafona e antiquado que aquilo parecesse, eu descobri que gostava de ser cortejado. Normalmente, quando eu estava afim de um cara, nós íamos direto ao ponto, sem nenhuma enrolação. Eu queria dar e eles queriam comer, então não tinha porque perder tempo me fazendo de difícil. Sempre achei todo esse ritual da paquera e do cortejo, comum nos relacionamentos heterossexuais, muito chato e desnecessário. Entretanto, comecei a achar aquela espera excitante.

Saber que Jeongguk me desejava, e, ainda assim, queria que as coisas fossem especiais entre nós, fez eu me sentir valorizado e querido como nunca antes.

Depois daquele primeiro encontro, ficou mais difícil me contentar com o virtual. Principalmente quando a textura e o sabor da boca dele foram tatuados na minha memória. Quando eu ansiava pelo calor do corpo dele, pelo cheiro dele e pelo toque dele mais do que tudo.

O anseio que eu sentia por Jeongguk era recíproco. Depois do nosso primeiro encontro, Jeongguk tornou-se mais ousado, mais explícito e mais vocal. Ele não poupou detalhes sobre o que ele desejava fazer comigo, sobre tudo o que ele adorou em mim e sobre tudo o que ele ainda queria descobrir sobre mim.

Por isso, não demorou para que marcássemos o nosso segundo encontro. Desta vez, Jeongguk veio me buscar na república estudantil. Ele também não fez mistério sobre a programação do nosso encontro. Então eu sabia de antemão que estávamos indo para o cinema.

Eu escolhi um filme desinteressante de propósito, pois dessa forma eu não me culparia por beijar Jeongguk demais e assistir ao filme de menos.

Nós compramos um balde grande de pipoca amanteigada e dois copos gigantes de coca-cola.

Eu estava super entusiasmado quando pegamos um assento na última fileira e eu percebi que só havia nós dois naquela fila.

A tensão de estar numa sala de cinema escura com Jeongguk sentado bem do meu lado se apossou de mim cinco minutos depois do filme começar a ser exibido. A minha mão e a de Jeongguk se encontravam sempre que íamos pegar a pipoca dentro do balde compartilhado. Eu queria muito segurar as mãos dele, porém os meus dedos estavam oleosos demais para isso.

Quanto mais o tempo passava, mais hiperconsciente da presença de Jeongguk eu ficava. A minha mente se ocupou de criar cenas em que a minha boca acabava colada na boca de Jeongguk em vez de prestar atenção ao filme. A parte mais inquietante, porém, era que Jeongguk parecia realmente ter gostado do filme, já que os olhos dele não deixavam a tela.

No meio da sessão, Jeongguk esticou o braço para envolver os meus ombros em um abraço. Eu, que estava ansioso por uma oportunidade para beijá-lo, pensei que aquela era a deixa perfeita para fazer isso. Então eu virei o meu corpo na direção dele e uni os nossos lábios em um beijo molhado.

Todavia, contudo, entretanto... Eu fui com muita sede ao pote. E, atrapalhado do jeito que sou, bati a minha mão no colo de coca-cola, dando um banho de refrigerante em Jeongguk, que ficou todo encharcado.

Eu tentei me desculpar várias vezes, mas Jeongguk não parecia bravo comigo, na verdade, ele riu alto daquela situação toda conforme corríamos para o banheiro.

Assim que entramos no banheiro masculino, eu peguei vários lenços de papel para, inutilmente, tentar secar as roupas de Jeongguk com eles. Para a minha sorte, Jeongguk estava vestido todo de preto, então não corríamos o risco das roupas dele ficarem manchadas.

— Tira isso — eu pedi, já puxando a camisa preta, de gola alta e mangas longas, para fora das calças jeans pretas dele.

— Se você queria me ver sem camisa, bastava pedir, bebê. Não precisava me dar um banho de coca-cola pra isso — Jeongguk me provocou, mas tirou a camiseta como eu pedi.

Eu definitivamente não estava preparado para ver Jeongguk sem camisa. Pois eu quase tive um enfarte aos dezenove anos de idade quando aquele abdômen definido e peito sarado me comprimentaram. A pior — ou melhor — parte era a tatuagem enorme de um tigre, cercado por ramos de lírios-tigre, que cobria a lateral do torso de Jeongguk inteiro, começando pouco acima da costela e terminando na altura do osso ilíaco do quadril, onde a pata do tigre estava apoiada.

Por um momento, eu esqueci totalmente do porquê eu pedi para Jeongguk tirar a camisa em primeiro lugar. Ele era tão gostoso que não me importaria nenhum pouco de lamber todas as gotinhas de coca-cola que ainda molhavam a pele dele.

Eu só acordei das minhas fantasias sexuais com Jeongguk quando ele próprio me entregou a sua camisa molhada.

Então, voltando ao meu juízo perfeito, eu corri até o secador de mãos e coloquei a camisa de Jeongguk embaixo do aparelho na tentativa de secá-la.

— Nossa, parece que eu mijei nas calças — Jeongguk disse olhando para o seu reflexo no espelho.

De fato, havia uma mancha escura na área da sua virilha e interior das coxas que fazia parecer que ele havia molhado as calças.

— Se bobear tem coca-cola até na minha cueca. — Jeongguk fez cara de nojo.

— Desculpa… — eu pedi, sentindo-me muito envergonhado.

— Não precisa se desculpar, bebê. — Jeongguk se aproximou de mim, abraçando-me por trás. — Esse foi o encontro mais inesquecível da minha vida — riu, esfregando o nariz na lateral do meu pescoço. — Afinal, quantos caras dão banho de coca-cola no date? — Beijou carinhosamente a curva entre o meu pescoço e o ombro.

— Foi sem querer, ok? — me defendi, fazendo um biquinho. — Eu me empolguei demais e aí deu nisso.

— Você queria me beijar tanto assim? — Jeongguk perguntou de forma provocativa.

Eu não o respondi verbalmente, apenas balancei a cabeça afirmativamente, sentindo as minhas bochechas arderem.

— Então esquece essa camisa e me beija, bebê — Jeongguk ditou, ao que me virou para ficar de frente para ele e puxou o meu corpo contra o dele.

Eu soltei um arquejo surpreso, porém mergulhei nos lábios de Jeongguk sem hesitar. Eu estava com saudades do gosto dele, do corpo dele, do calor dele. Poderia me tornar facilmente um viciado naqueles lábios rosados, macios e doces. Um viciado no modo como Jeongguk me segurava com firmeza e me beijava com paixão; no encaixe dos nossos corpos, que pareciam ter sido feitos para se encaixarem um no outro; em Jeongguk como um todo e em tudo o que nós éramos e poderíamos ser juntos.

A minha mão livre repousou sobre o ombro nu de Jeongguk e deslizou pelos bíceps e tríceps dele, sentindo a consistência dos seus músculos sob as minhas mãos, arranhando levemente aquela pele clara.

Jeongguk me pressionou contra a borda da pia e me devorou como um homem faminto, roubando o meu fôlego.

Quando nós nos separamos, Jeongguk estava com os lábios vermelhos e inchados, com as bochechas coradas e com o olhar obscurecido pelo desejo. Ele parecia fodidamente sexy daquela forma. Se não estivéssemos em um banheiro público, eu cairia de joelhos ali mesmo. Mas nós estávamos em um banheiro público, então eu me contive.

Para o meu alívio e descontentamento, Jeongguk vestiu a camisa novamente. A camisa ainda estava úmida, mas ao menos consegui tirar boa parte da coca-cola.

Nós não voltamos para a sala do cinema depois daquilo. Em vez disso, Jeongguk nos levou a um drive thru, onde compramos hambúrgueres, batatas-fritas e mais refrigerantes — como se não bastasse todo o refrigerante na roupa dele. Depois, ele dirigiu até uma área do parque Hangang em que poderia estacionar o carro às margens do rio Han. Então, nós sentamos no capô do carro, comemos os nossos lanches e conversamos alegremente, rindo a todo momento do fiasco que fora a nossa tentativa de dar uns amassos no cinema.

Entretanto, o nosso encontro teve que terminar mais cedo do que desejávamos, já que todo o refrigerante nas roupas de Jeongguk começou a deixá-lo desconfortável. Entretanto, isso não nos impediu de darmos uns bons amassos em cima do capô do carro de Jeongguk.

Jeongguk me deixou na porta de casa assim como no nosso primeiro encontro. Foi difícil parar de beijar ele e deixá-lo ir embora, mesmo que ele estivesse todo úmido e grudento por causa da coca-cola.

Nós nos despedimos em meio aos beijos e promessas de que trocariamos mensagens mais tarde.

Quando eu contei a Jimin toda a história do refrigerante, tornei-me motivo de piada para sempre. Mas estava tudo bem, porque aquele fiasco havia nos rendido um encontro memorável ao seu próprio modo.

As coisas entre eu e Jeongguk ficaram mais sérias a partir daí. Eu sabia que Jeongguk era altamente apaixonante desde o momento em que o conheci, mas não esperava que beijá-lo fosse como beber amortentia. Quando dei por mim, eu já estava completa e irrevogavelmente apaixonado por ele — e olha que ele ainda nem havia me dado a surra de pau que eu estava pedindo desde o nosso primeiro encontro.

Eu me deixei ser envolvido por Jeongguk, por aquele relacionamento, pelos sentimentos e sensações que ele me proporcionava ao ponto de quase esquecer como tudo aquilo havia começado. Quase.

Nós não falávamos há muito tempo sobre termos um relacionamento de interesses. Conforme as coisas ficaram mais sérias e profundas, isso deixou de ser um tópico recorrente nas nossas conversas.

Eu percebi que estava apaixonado por Jeongguk no nosso terceiro encontro, quando ele me levou para jantar em um restaurante chique depois de termos assistido a uma apresentação de ballet. Mas foi no nosso quarto encontro, quando Jeongguk me levou para fazer compras no shopping, que eu percebi que não queria que a nossa relação fosse baseada em interesses materiais. Porque nunca foi sobre interesses materiais para mim. Não de verdade.

Para mim, sempre foi mais do que isso. Era sobre como Jeongguk era educado, divertido, inteligente, carismático e cativante. Era sobre como ele ficava lindo sorrindo, como a voz dele era melodiosa e os olhos dele eram brilhantes. Era sobre como eu desejava beijá-lo a cada momento do dia e como cada segundo ao lado dele era especial. Era sobre como Jeongguk fazia eu me sentir especial, importante, apreciado, amado. Eu nunca me sentia inseguro quando estava com ele, porque Jeongguk não me deixava duvidar da sinceridade dele.

Se Jeongguk queria me mostrar que havia mais do que tensão sexual entre nós, então eu queria mostrar para ele que havia muito mais do que interesses mútuos entre nós.

Tudo o que eu não queria era que Jeongguk pensasse que eu era igual aos ex-namorados dele, que se importavam mais com a conta bancária do que com o coração dele.

— O que eu faço, Jiminie? — eu perguntei, depois de desabafar com o meu amigo sobre tudo isso.

Eu estava deitado num dos bancos do pátio da faculdade, com a cabeça apoiada nas coxas de Jimin, que acariciava os meus fios loiros.

— Eu não acredito que você 'tá com pena de arrancar dinheiro dele. — Jimin bufou. — Tipo, esse não era o ponto? Ele te bancar?

— Era. Mas como você mesmo diz eu sou uma bicha burra e me apaixonei pelo bofe. — Fiz beicinho.

— Você pode ser apaixonado pelo bofe e ser bancado por ele, ué. — Jimin deu de ombros, indiferente.

— Eu só não quero que ele pense que eu estou interessado apenas no dinheiro dele. Eu quero que o Jeongguk se sinta amado por mim, entende? — expliquei mais uma vez.

— Olha, Tae, se eu fosse bom em relacionamentos amorosos eu não 'tava solteiro… — Jimin penteou a minha franja para trás. — Mas acho que no caso de vocês não tem segredo. Diz pra ele que você 'tá apaixonado e que quer um lance sério, 'tá ligado? — Eu assenti em concordância. — Se ele quiser te ajudar financeiramente, aceita. Desde que seja tudo conversado entre vocês, qual é o problema? — perguntou retórico. — Tipo, gente rica gasta rios de dinheiro em tanta futilidade. A mensalidade da tua faculdade deve ser insignificante pra ele, mas é importante pra caramba pra você.

— Nossa, ele me levou num restaurante podre de chique um dia desses. O que ele gastou em um único prato lá dava pra comprar comida pra mim o mês inteiro, juro — eu comentei, aproveitando a deixa. — Eu fiquei indignado com aquilo, mas o Jeongguk só riu da minha cara.

— Enquanto isso você 'tá sobrevivendo à base de miojo porque não tem dinheiro nem pra comer algo decente... — Jimin observou. — 'Tá vendo? O que ele gasta contigo num restaurante não é muito diferente do que ele gastaria se quisesse te ajudar de verdade.

— É, você tem razão — disse, com as sobrancelhas franzidas em uma expressão pensativa. — Eu vou encontrar as minhas bolas pra dizer pra aquele burguês safado que eu quero ser o namorado, não o sugar baby dele.

— É assim que se fala — Jimin me incentivou.

Depois daquela conversa, eu comecei a criar cenários na minha mente em que eu dizia para Jeongguk que estava apaixonado por ele e o pedia em namoro. Isso me deixava muito ansioso e nervoso. Não porque eu tivesse dúvidas quanto aos sentimentos de Jeongguk. Eu sabia que ele gostava de mim, pois ele demonstrava isso o tempo inteiro. Porém, eu temia que ele preferisse ter uma relação de interesses mútuos em vez de um relacionamento convencional.

Havia uma regra tácita nos relacionamentos sugar: não captar sentimentos. E, mesmo quando há sentimentos envolvidos, os relacionamentos costumam ser abertos, baseados em interesses materiais e sem compromissos além dos acordados entre o casal. Eu não era contra esse tipo de relacionamento. Mas, para mim, um relacionamento como esses só daria certo caso eu não estivesse apaixonado pelo meu parceiro. Porque quando eu amava, eu esperava entrega, reciprocidade e estabilidade.

Eu queria ser o garoto de Jeongguk, mas também queria que Jeongguk fosse o meu homem.

Eu esperei pelo momento certo para dizer isso a Jeongguk. A oportunidade veio na forma de um convite para jantar no apartamento dele no sábado e passar o domingo lá. Eu sabia, é claro, que esse convite era um convite para transar. E, sinceramente, eu já estava subindo pelas paredes de vontade de dar para Jeongguk naquela altura do campeonato, então concordei sem pensar duas vezes. Já que a coisa mais íntima que nós fizemos, desde o nosso primeiro encontro, foi uma punheta no banco de trás do carro dele.

Dessa vez, foi fácil escolher uma roupa para o nosso jantar íntimo. Jeongguk havia me levado em uma loja de departamentos no nosso último encontro — pois eu me recusava a gastar uma fortuna em roupas de grife — e me mimou com roupas, sapatos e acessórios novos. Eu queria mostrar para Jeongguk que gostei dos presentes que ele me deu, por isso me vesti somente com coisas que ele havia me dado.

Eu vesti um suéter amarelo, combinado com umas calças jeans de lavagem clara apertadas e um sapato modelo mocassim marrom. Coloquei um par de brincos de pérolas e um conjunto de anéis finos nos dedos para complementar. Também separei um pijama e mudas de roupas para usar no domingo.

O motorista de Jeongguk veio me buscar às oito horas da noite e me deixou bem na porta do apartamento de Jeongguk. Assim que a porta se abriu, Jeongguk segurou a minha mandíbula e uniu os nossos lábios em um beijo carinhoso, que me fez derreter todinho nos braços dele.

— Eu estava com saudades, bebê — Jeongguk disse contra os meus lábios, induzindo-me a sorrir feito um bobo.

— Eu também — disse, já beijando-o novamente.

Quando separamos os nossos lábios, Jeongguk segurou a minha mão e me conduziu para dentro do seu apartamento. Eu não fiquei surpreso ao descobrir que ele morava em uma cobertura extremamente luxuosa, com direito a piscina na sacada e tudo. O apartamento de Jeongguk era todo no porcelanato e mármore, com painéis de madeira nas paredes, e uma mobília em tons de creme e marrom.

— Eu cozinhei para nós essa noite — Jeongguk disse, saindo da cozinha em direção a sala de jantar com uma travessa nas mãos. — Espero que você goste de jjajjangmyun porque eu estou longe de ser um chefe. — Colocou o prato na mesa.

— Com a quantidade de miojo que eu como, eu é que estou a anos luz de ter um paladar refinado. — Eu sorri, tentando tranquilizá-lo, e peguei um prato para me servir.

Jeongguk trouxe uma garrafa de soujo para acompanhar e se sentou na cadeira ao meu lado, servindo-se de macarrão também. Ao contrário do nosso jantar no restaurante, eu me senti extremamente confortável e relaxado em um ambiente mais íntimo, sem ninguém além de Jeongguk para julgar os meus modos à mesa.

O próprio Jeongguk parecia mais relaxado e confortável naquela noite. Isso ficava explícito pela forma como ele estava vestido — usando um conjunto de moletom cinza escuro e meias brancas — e pelo seu comportamento despreocupado. Era a primeira vez que eu o via em seu habitat natural, e estava adorando a experiência.

— Além de gostoso e inteligente, você ainda sabe cozinhar — eu disse, inclinando-me na direção de Jeongguk. — Acho que ganhei na loteria com você. — Selei os nossos lábios rapidamente.

— Eu sou um verdadeiro príncipe encantado, você não sabia? — Jeongguk retrucou todo convencido.

— Pensei que eu era o príncipe — brinquei, sorrindo.

— Você é o meu príncipe — Jeongguk enfatizou. — Por isso eu te mimo tanto. — Deu jjajjangmyun na minha boca.

Eu mastiguei a comida alegremente, ao que ganhei um beijinho na bochecha.

Nós continuamos a refeição dando comida na boca um do outro, enquanto conversávamos e flertavamos o tempo todo, trocando beijinhos e carícias.

Quando terminamos de comer, eu ajudei Jeongguk a colocar a louça na máquina de lavar louças antes de nos acomodarmos no sofá da sala.

Agora, eu estava sentado com as pernas jogadas sobre as de Jeongguk, a cabeça acomodada no bíceps dele, conforme compartilhávamos uma taça de Pinot Noir e nos beijávamos.

— Beijar você já é viciante, com gostinho de vinho então… — Jeongguk comentou após emergir de mais um beijo longo, roçando a ponta do nariz dele contra o meu.

Eu dei uma risadinha, levando a taça aos meus lábios para bebericar mais um gole de vinho e puxar Jeongguk para outro beijo. A língua de Jeongguk adentrou a minha boca imediatamente, bebendo do vinho que estava na minha boca ao mesmo tempo em que me beijava com intensidade.

— Garoto, assim você vai me deixar bêbado de tesão — Jeongguk gemeu contra a minha boca, afastando a minha franja do rosto uma vez que plantava selinhos nos meus lábios, queixo, nariz, bochechas e testa. — E eu preciso me concentrar — disse mais para si mesmo do que para mim. — Tenho algo importante para falar com você — anunciou.

— O que é mais importante do que beijar na boca? — eu perguntei, segurando a mandíbula de Jeongguk e perseguindo os lábios dele.

— Tae... — Jeongguk falou com a voz afetada ao que eu beijei os lábios dele. — É sério, os seus beijos me impedem de raciocinar direito. — Fugiu da minha boca, fazendo com que os meus lábios selassem a mandíbula dele.

— Tudo bem. — Eu me afastei, erguendo a mão em rendição. — Eu deixo você falar o que você tem pra falar. — Bebi o último gole de vinho.

— Espera um minutinho — Jeongguk pediu e tirou as minhas pernas de cima das dele.

Em seguida, Jeongguk caminhou para o interior do seu apartamento, sumindo no corredor escuro. Ele voltou cinco minutos mais tarde, com uma pasta preta e uma caneta na mão. Jeongguk tirou a taça de vinho das minhas mãos e a depositou na mesa de centro, dando um beijinho nos meus lábios antes de sentar ao meu lado outra vez.

— Eu conversei com alguns especialistas em direito civil para fazer um contrato que regule o nosso relacionamento — Jeongguk anunciou ao abrir a pasta. — Foi muito difícil elaborar esse contrato porque a prestação de serviços sexuais, serviços de acompanhantes de luxo e a união entre pessoas do mesmo sexo não é legalizada no nosso país, mas nós conseguimos encontrar uma brecha na regulamentação de uniões estáveis — explicou, falando numa linguagem juridiquês que teria me deixado caidinho por ele, não fosse pela pontada que senti no meu coração quando ele falou a palavra “contrato”.

Eu fiquei sem reação por um momento. Não sabia o que dizer a Jeongguk, pois eu não esperava que ele fosse chegar ao ponto de elaborar um contrato.

Jeongguk tirou alguns papéis da pasta, entregando-os nas minhas mãos conforme dizia:

— Basicamente, o contrato diz que eu me comprometo a pagar por todos os seus custos de vida, assim como os seus estudos, além de te dar uma “pensão” todos os meses. — Fez aspas com os dedos. — Também estipula que nenhum de nós dois pode ter relações amorosas ou sexuais com outras pessoas, pois isso significaria a quebra imediata do contrato — explicou uma vez que me coloquei a ler as cláusulas. — Esse contrato tem validade de um ano, mas pode ser dissolvido por qualquer uma das partes a qualquer momento.

Eu não consegui ler todas as cláusulas contratuais porque a minha mente estava girando. Além dos termos mencionados pelo próprio Jeongguk, ele também me prometia um flat com 120 m² para morar, um carro com motorista particular e um cartão de crédito com um limite tão alto que fez o meu estômago revirar.

Mas tudo que eu conseguia pensar era que não queria que o meu relacionamento com Jeongguk fosse baseado nas páginas daquele contrato. Eu queria muito mais dele. Eu queria muito mais de nós.

— Você não vai dizer nada, Tae? — Jeongguk perguntou, com um semblante preocupado. — Se tiver alguma coisa que você não goste no contrato, nós podemos rever e negociar — disse, levando a mão ao meu joelho para afagá-lo de modo reconfortante.

Eu soltei um suspiro pesaroso e mordisquei o lábio inferior ao criar coragem para dizer:

— Eu não posso assinar esse contrato, Jeongguk. — Entreguei o contrato para ele. — Eu pensei melhor e cheguei à conclusão de que não é isso o que eu quero — falei em um tom de desculpas.

Jeongguk franziu as sobrancelhas em uma expressão confusa.

— Mas… mas… eu pensei que… — ele gaguejou, parecendo desorientado após a minha reação. — Eu pensei que nós dois queríamos a mesma coisa... que você queria ficar comigo... — Jeongguk me encarou com um olhar perdido.

Eu tomei a pasta com a papelada das mãos de Jeongguk e as coloquei sobre a mesinha de canto ao lado do sofá. Em seguida, eu subi agilmente no colo de Jeongguk, apoiando as mãos nos ombros dele e colocando um joelho de cada lado das coxas dele.

— Me escuta, Gukie — eu pedi, envolvendo as bochechas de Jeongguk com as minhas mãos. Ele parecia tão perdido, confuso e decepcionado que cortou o meu coração vê-lo assim. — Eu me apaixonei por você — declarei, ao que Jeongguk tentou dizer algo, porém eu pressionei as bochechas dele juntas até que os lábios dele estivessem projetados em um biquinho fofo. — Tipo, me apaixonei mesmo. Eu sonho acordado com você o tempo todo, quero te beijar toda hora... — Biquei os lábios fofos dele. — Você faz o meu coração disparar e o meu estômago revirar como nesses livros de romance. — Afrouxei a pressão dos meus dedos em torno da bochecha de Jeongguk. — Eu sinto saudade de você quando nós não estamos juntos e adoro cada segundo que passo contigo. — Acariciei as marcas avermelhadas que deixei na pele dele. — E também nunca senti tanto tesão por um homem que nem eu sinto por você. — Soltei uma risadinha.

— Bebê… — Jeongguk tentou falar novamente, mas foi calado por um beijo meu.

— O que eu quero dizer é que você poderia ser um assalariado fodido e mesmo assim eu me apaixonaria por você — segredei com bom-humor. — Pra ser sincero, desde o começo, eu estava mais interessado em sentar no seu pau do que em extorquir o seu dinheiro — confessei, ao que Jeongguk riu alto.

— É mesmo? — Jeongguk indagou, adotando um tom presunçoso e sussurrado uma vez que deslizava as mãos em direção a minha bunda.

— Eu quis fazer o seu pau de pula-pula no instante em que vi aquela foto sua na academia — confirmei, arqueando as costas de modo que a minha bunda ficasse mais acessível para as mãos bobas de Jeongguk. — Mas esse não é o ponto — retomei o fio da meada. — A questão é que eu quero ser o seu namorado, não o seu sugar baby.

— Você está me pedindo em namoro, bebê? — Jeongguk perguntou suavemente, com um sorriso repuxando a sua boca, e levou a mão até o meu rosto para afagar a minha bochecha.

— Estou — eu concordei, assentindo com a cabeça.

— Então a resposta é sim. — Jeongguk sussurrou ao que beijou os meus lábios com ternura. — Eu seria louco se dissesse não para o garoto que eu amo — murmurou contra a minha boca, encarando os meus olhos com intensidade.

Eu arregalei os olhos ao ouvir as palavras de Jeongguk. Todavia, não tive tempo para pensar sobre a sua declaração de amor, pois logo os lábios de Jeongguk cobriram os meus novamente, em um beijo apaixonado e exigente, que me fez suspirar contra a boca dele.

Emaranhei os meus dedos nos cabelos escuros e macios de Jeongguk, puxando-os levemente conforme me pressionava cada vez mais contra ele. Eu deslizei a minha língua para dentro da boca dele, induzindo as nossas línguas a se enrolar uma na outra, sugando e mordiscando a língua de Jeongguk em um beijo erótico.

Enquanto isso, Jeongguk deslizou as mãos para dentro do meu suéter para tocar a minha pele diretamente. As mãos dele subiram e desceram pelas minhas costas, acariciaram a minha pele e apertaram a minha cintura, para em seguida agarrar os meus quadris e amassar a minha bunda.

O sangue começou a correr quente nas minhas veias e se acumulou no sul do meu corpo, incitando-me a buscar atrito entre o meu membro semi-ereto e o abdômen de Jeongguk, ao mesmo tempo em que esfregava a minha bunda contra a ereção crescente nas calças dele.

— Então este garoto bonito está apaixonado por mim, hein? — Jeongguk inquiriu, retórico, ao separar as nossas bocas, levando uma de suas mãos até os cabelos da minha nuca para segurá-los em um aperto firme.

— Estou — respondi sem fôlego.

— Sendo assim, eu quero todo o seu tempo livre como prova de que isso é verdade — Jeongguk determinou, encarando-me profundamente. — Eu quero aproveitar cada minuto para estar com você. Eu quero toda a sua atenção, o seu carinho, a sua paixão, os seus beijos, o seu corpo… — Uniu nossos lábios em um beijo profundo, porém breve. — Eu quero ir a milhares de encontros com você. Quero ver você sorrir para mim todo dia — continuou, beijando o meu queixo e maxilar, aproximando-se da minha orelha. — Eu quero fazer amor com você — sussurrou, mordiscando o lóbulo da minha orelha. — Mas também quero foder você duro e forte.

Eu emiti um gemido rouco em resposta, ao que Jeongguk impulsionou os quadris para cima com força, como se estivesse me penetrando.

— Eu quero tudo com você, bebê. — Jeongguk suspirou. — Porque eu estou fodidamente apaixonado por você — ele declarou, ouvindo-me arquejar. — Você vai me dar tudo, Taehyung? — quis saber.

— Vou, vou sim — eu respondi, beijando-o desesperadamente. — Eu vou cuidar do seu coração… vou cuidar de você — disse, plantando beijinhos na boca, no sinal embaixo do lábio inferior, no nariz perfeito, no vinco entre as sobrancelhas grossas e nas bochechas fofinhas dele.

Jeongguk pareceu satisfeito com a minha resposta, pois tomou a minha boca em outro beijo apaixonado. Ele devorou os meus lábios e explorou o interior da minha boca, enquanto as suas mãos passeavam pelo meu corpo, apertando a minha carne, puxando-me em direção a ele, como se cada milímetro que nos separava fosse incômodo.

Eu comecei a mover meus quadris em sentido horário, arqueando a minha bunda e me exibindo para ele.

A boca de Jeongguk deslizou pelo meu queixo a caminho da minha garganta, ao passo que eu inclinei a cabeça para trás para lhe dar acesso livre e arranhei o couro cabeludo dele para descontar a minha excitação. Jeongguk agraciou a minha pele com beijos de boca aberta, chupões e mordidas; afundando o nariz no cume das minhas clavículas e molhando a minha pele com a sua língua molhada. Ele empurrou a gola do meu suéter para baixo, fazendo com que a peça de roupa pendesse no meu ombro, para então explorar a pele exposta com a sua boca habilidosa.

Eu já estava completamente duro dentro das calças. Podia sentir a minha cueca molhada e pegajosa de pré-sêmen à medida que o meu pau pulsava carente por contato. A sensação do pau duro de Jeongguk sob a minha bunda me deixava ainda mais excitado e carente. Por isso eu rebolei no colo dele com vigor, em busca de mais atrito, de mais estímulo, de mais prazer, de mais.

— Você está sentindo o quanto eu quero você agora, bebê? — Jeongguk perguntou ao pé do meu ouvido uma vez que empurrou seus quadris ao encontro da minha bunda.

— Sim… — eu gemi, empurrando a cabeça dele contra o meu pescoço. — Você está tão duro. — Pressionei a minha bunda contra ele com mais vigor.

— É tudo pra você — Jeongguk murmurou afetado.

Eu soltei um gemido arrastado quando os quadris de Jeongguk se arremeteram contra a minha bunda novamente, fazendo a minha mente girar, preenchida com imagens de Jeongguk movendo os quadris daquele jeitinho quando estivesse dentro de mim.

— Você gosta assim, hum? — Jeongguk riu, sacana, e estapeou a minha bunda.

Eu emiti outro gemido em resposta e escondi o meu rosto na curva do pescoço dele.

— Você quer que eu te foda desse jeito, bebê? — Jeongguk me provocou, agarrando a minha bunda ao que ondulava os quadris contra os meus em um ritmo constante. — Vai gemer rouco e manhoso assim quando eu estiver metendo fundo e duro dentro de você?

— Unhum — eu concordei, mordendo os lábios para me impedir de gemer outra vez.

Jeongguk segurou o meu cabelo e puxou a minha cabeça para trás, fitando-me diretamente com aqueles olhos escuros nublados por desejo.

— Eu quero ouvir todos os sons que você faz quando sente prazer — Jeongguk exigiu, beijando-me de forma voraz. — Quero ouvir você gemer por mim com esse seu timbre rouco e grave... A sua voz é tão sexy que dá vontade de fazer você gritar, bebê. — Ele prendeu o meu lábio inferior entre os dentes, puxando-o sensualmente.

— Então me mostra o que o seu pau grosso é capaz de fazer dentro de mim — eu o desafiei, olhando-o por entre os meus cílios densos e escuros. — Me faça gemer, Gukie... — pedi, rebolando sinuosa e provocativamente em cima do seu colo.

— Você vai me enlouquecer, garoto! — Jeongguk praguejou, puxando-me para mais um beijo acalorado. — O que acha de continuarmos isso na minha cama? — perguntou contra a minha boca.

— Só se você me carregar até lá — afirmei, agarrando-me com os meus braços e pernas ao corpo dele o melhor que consegui.

Jeongguk deu uma risadinha ao ouvir o meu pedido e me beijou de forma carinhosa.

— Você é realmente um bebezinho — ele disse amorosamente antes de firmar as mãos embaixo das minhas coxas e se levantar comigo no colo. — Meu garoto carente e mimado. — Beijou a minha têmpora, aconchegando-me ao seu colo e começando a caminhar.

— Quem mandou você me acostumar mal? — eu retruquei, estufando as bochechas e empinando o nariz.

Jeongguk apenas sorriu e seguiu o caminho até o quarto dele, pedindo-me para lhe dar uma mãozinha na hora de abrir a porta, para logo depois me colocar com muito cuidado em cima da sua cama king size macia.

— Espere um minuto. Eu vou pegar o lubrificante e a camisinha e já volto, ok? — pediu, plantando um beijinho na minha testa.

Em seguida, Jeongguk desceu da cama e caminhou até uma porta de correr, puxando-a e revelando um banheiro gigantesco.

Enquanto isso, eu tratei de tirar as minhas roupas, jogando-as no tapete ao lado da cama antes de deitar de bruços, com a bunda em plena exibição e a cabeça sustentada pela minha mão.

Logo vi Jeongguk caminhar de volta para o interior do quarto, com um frasco de lubrificante e uma cartela de camisinhas nas mãos, os quais ele jogou em cima da cama.

— Porra, Taehyung… — Jeongguk xingou, com os olhos percorrendo o meu corpo nu, ao que mordeu o lábio inferior. — Você é lindo, bebê — elogiou-me, colocando um joelho em cima da cama e se inclinando para me beijar.

Eu correspondi ao beijo, porém o empurrei para trás.

— Eu quero chupar você — eu declarei, erguendo-me sobre as minhas mãos e joelhos em cima do colchão para engatinhar até a borda da cama. Então levei as minhas mãos ao cós das calças de moletom de Jeongguk e as puxei para baixo junto com a cueca boxer dele.

— Você vai me deixar foder a sua boquinha, bebê? — Jeongguk perguntou, enredando as mãos nos meus cabelos, penteando-os delicadamente para trás.

— Vou. — Eu assenti, pegando o pênis duro de Jeongguk em minha destra.

Em seguida, eu coloquei a língua para fora, ao que, olhando diretamente para Jeongguk, lambi a glande avermelhada dele.

Jeongguk entreabriu os lábios, soltando um suspiro suave em resposta ao estímulo, o qual me incentivou a contornar a coroa do pau dele com a minha língua, para então envolvê-la com os meus lábios, comprimindo-os ao seu redor, enquanto o provocava com a língua sem jamais quebrar o contato visual.

— Olhe só para você… — Jeongguk disse com a voz rouca, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. — Um garoto tão bom chupando o pau do papai.

Segurando a minha franja para trás, Jeongguk investiu cautelosamente dentro da minha boca, fazendo-me acomodar mais da metade do pau dele dentro dela.

Eu arregalei os olhos ao ouvir as palavras dele e emiti um gemido do fundo da minha garganta quando o seu pau penetrou a minha boca.

— Você gosta disso, bebê? De ter a sua boquinha linda cheia de pau? — Jeongguk perguntou.

Eu segurei o pau dele pela base e o retirei de dentro da boca com um “ploc” audível, ao que uma linha fina de saliva conectou os meus lábios ao pau dele.

— Fode a minha garganta, papai — eu pedi, subindo e descendo o meu punho ao redor do seu pênis túrgido.

— Porra, bebê! — Jeongguk xingou, excitado, uma vez que eu o coloquei de volta na minha boca, engolindo o pau dele por inteiro até que o meu nariz estivesse aninhado entre os seus pêlos pubianos escuros.

Eu suguei o pau dele com veemência, vendo-o jogar a cabeça para trás e gemer de prazer. Os dedos de Jeongguk que outrora seguravam carinhosamente os meus cabelos aumentaram a pressão em torno das minhas mechas loiras, puxando-as.

— A sua garganta é tão gostosa, bebê. Você chupa pau como uma vadiazinha — ele dizia conforme investia em um ritmo compassado dentro da minha boca.

As palavras de Jeongguk serviam de incentivo para que eu continuasse sugando o pau dele e o estimulando com a minha língua. Também faziam o meu próprio pau pulsar, duro e negligenciado entre as minhas pernas, gotejando pré-sêmen nos lençóis da cama.

Depois de algumas investidas, os movimentos de Jeongguk adquiriram mais agilidade e força, fodendo a minha boca com vontade, fazendo-me babar e gemer em torno do pau dele e buscar apoio nas suas coxas torneadas.

Eu senti os músculos das suas coxas tremerem sob as minhas mãos, o seu corpo sofrer com espasmos de prazer, o seu pau latejar dentro da minha boca e os seus gemidos se tornarem mais audíveis.

Então, quando eu pensei que Jeongguk iria gozar na minha garganta, ele puxou a minha cabeça para trás de supetão, usando o meu cabelo como alavanca, e tirou o pau de dentro da minha boca.

— A sua boca é deliciosa, bebê. — Jeongguk apertou os meus cabelos e me puxou para um beijo imoral. Ele sugou os meus lábios e a minha língua com vigor, roubou o fôlego dos meus pulmões e me deixou tonto. — Você é um garoto tão bom para o papai — sussurrou contra os meus lábios inchados, soltando os meus cabelos para segurar a minha bochecha. — Agora o papai vai cuidar de você, bebê — prometeu, beijando a minha testa com carinho.

— Por favor, papai — eu implorei, agarrando a gola do seu moletom e o encarando com um olhar carente.

— Deite de barriga para cima e com as pernas bem abertas para mim, ok? — Jeongguk me orientou, ao que eu assenti veementemente com a cabeça e fiz exatamente como ele havia ordenado.

Eu assisti Jeongguk terminar de tirar as suas calças e cueca, chutando ambas para longe, e em seguida remover a parte de cima do conjunto de moletom, revelando o seu peitoral forte e o seu abdômen definido.

Eu quase babei ao vê-lo completamente nu, com metros e metros daquela pele parda e perfeita em plena exibição. A pele dele era pintada com tatuagens feitas com tinta preta em lugares estratégicos, as quais só eram visíveis para quem tinha a honra de ver Jeongguk em toda a sua glória nua. O corpo dele era escultural, definido e musculoso sem deixar de ser esbelto e curvo. Ah, e aquela cinturinha fina… Eu não via a hora de poder abraçar ela com as minhas pernas e dar uma ‘chave de coxa’ naquele homem.

Jeongguk sorriu para mim, presunçoso, e me fitou com aqueles olhos escuros e hipnotizantes.

Então, ele subiu em cima da cama, mantendo os seus olhos conectados aos meus, e engatinhou com a sutileza de um predador até mim, parando quando a sua cabeça alcançou o vão entre as minhas pernas.

— Você é tão lindo, bebê — Jeongguk falou ao que segurou a minha perna e arrastou a boca pela região sensível do interior da minha coxa, serpenteando aquela língua molhada e quente pela minha pele. — A sua pele é tão macia e cheirosa... — Ele pressionou o nariz contra a minha pele, aproximando-se cada vez mais da minha virilha. — O seu corpo é tão perfeito... — Apertou a minha coxa.

— Papai… — Eu gemi, apertando as minhas coxas em torno da cabeça dele.

— Shhh, bebê — Jeongguk me acalentou, beijando a junção da minha perna com a minha virilha. — O papai vai cuidar de você — repetiu ao mesmo tempo em que segurou o meu pau duro e necessitado com sua destra, dando um impulso firme nele. — Olhe só para você… — disse, empurrando o meu prepúcio para baixo e contornando a minha glande com o dedão. — O seu pau está todo duro e babando por minha causa. — Lambeu o pré-sêmen expelido pelo meu pau, fazendo-me gemer. — Aposto que você molhou a sua cueca todinha… — ele riu.

— Molhei... — confessei, levando as mãos até os cabelos de Jeongguk.

— O que você prefere, bebê, quer que eu chupe o seu pau bonito ou coma a sua bunda gorda com a minha língua? — Jeongguk perguntou, masturbando-me lentamente.

— Ninguém nunca me comeu antes — eu respondi, com a voz entrecortada e a respiração ofegante.

— Oh, bebê… — Jeongguk exalou com pena. — Então o papai vai comer a sua bunda gostosa — ele prometeu, beijando o osso ilíaco do meu quadril. — Só fica de bruços pra mim primeiro — pediu.

Eu atendi ao pedido de Jeongguk novamente e me deitei de bruços. Cuidadosamente, Jeongguk pegou dois travesseiros e os colocou debaixo da minha barriga de modo que o meu quadril ficasse arqueado para cima. Em seguida, ele pegou a camisinha e o lubrificante beijável. Então, abriu o pacote da camisinha e a vestiu. Quanto ao lubrificante, ele o despejou generosamente sobre o meu buraco antes de cobrir os próprios dedos com o gel sabor morango.

Eu senti Jeongguk massagear a minha entrada, contornando o anel de músculos com o dedo até que eu estivesse relaxado. Assim, ele me penetrou lentamente com o indicador.

— Está tudo bem, bebê? — Jeongguk perguntou atenciosamente conforme começou a mover o dedo dentro de mim.

— Sim… — Eu suspirei.

— Você é tão apertado, bebê... — Jeongguk gemeu. — O seu cuzinho 'tá apertando tanto o meu dedo. — Moveu o dedo mais rapidamente.

Ele deu um beijo molhado e de boca aberta na bochecha da minha bunda, depois no meu cóccix, e então subiu com os seus beijos pela linha da minha coluna até alcançar a minha nuca.

— Você vai fazer o papai se sentir tão bem dentro de você, não vai, bebê? — Jeongguk sussurrou rente ao meu ouvido.

— Vou, papai — eu gemi. — Vou ser a melhor vadia que você já fodeu.

— Você já é o melhor, bebê — Jeongguk retrucou, em seguida sugou o lóbulo da minha orelha e enfiou o seu dedo médio dentro de mim.

Ele continuou movendo os seus dedos dentro de mim conforme beijava o meu pescoço e ombro, descendo com os seus beijos pelas minhas costas. Quando chegou a minha cintura, Jeongguk a mordeu onde eu possuía mais carne. Depois seguiu com os seus beijos molhados até alcançar o meu cóccix outra vez. Então mordeu e sugou chupões nas bochechas da minha bunda, estapeando as minhas nádegas com a sua mão livre.

A forma como Jeongguk tocou o meu corpo fez eu me sentir admirado e cobiçado ao mesmo tempo. Enquanto os dedos de Jeongguk levavam a cabo uma tortura prazerosa no meu interior, evitando propositalmente pressionar a minha próstata.

Quando eu estava prestes a implorar para Jeongguk massagear a minha próstata, ele tirou os dedos de dentro de mim e separou as minhas nádegas, expondo o meu buraco molhado de lubrificante para ele mesmo.

Então, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, eu senti a língua de Jeongguk lamber a minha entrada. Logo depois senti os lábios de Jeongguk selarem o meu buraco conforme a língua dele o contornava. Era como um beijo de língua, porém em um local muito mais íntimo, erógeno e sensível do que a minha boca. Quando mais Jeongguk me estimulava com a língua e chupava o meu cu, mais carente eu ficava de modo que ter a língua dele dentro de mim se tornou uma necessidade.

Eu me apoiei em cima dos meus cotovelos e olhei para trás por cima dos ombros, vendo o rosto de Jeongguk entre as bandas da minha bunda.

Aquela foi a visão mais excitante que eu tive em toda a minha vida.

— Por favor, papai, eu preciso da sua língua dentro de mim — implorei em um tom rouco e profundo, levando a minha mão até os cabelos de Jeongguk, pressionando a cabeça dele contra a minha bunda ao mesmo tempo em que empurrei os quadris para trás.

Jeongguk emitiu um grunhido excitado ao atender ao meu pedido, enfiando a língua dentro de mim.

Imediatamente, eu tentei mover os meus quadris em busca de mais atrito, porém Jeongguk conteve os meus movimentos para conseguir controlar o ritmo com que a língua dele estimulava o meu interior quente.

Como se a língua dele não fosse o bastante para me deixar louco de tesão, Jeongguk envolveu o meu pênis com a destra e iniciou uma masturbação firme, fazendo-me cair de meus cotovelos, com a bochecha amassada contra o colchão enquanto tudo o que eu conseguia fazer era gemer e babar de prazer.

Jeongguk tirou o rosto do meio da minha bunda e cuspiu na minha entrada, retomando o beijo grego logo em seguida. A mão esquerda dele acertou a minha nádega com um tapa forte que fez o meu corpo sacolejar na cama.

— Gukie! — eu gritei quando ele me acertou, mas o meu pau vibrou de alegria, expelindo pré-sêmen dentro do punho de Jeongguk.

Ele se afastou da minha bunda outra vez com um sorriso safado desenhado naqueles lábios inchados e molhados de cuspe.

— É papai para você — corrigiu-me, dando um tapa ainda mais forte na minha outra nádega.

Dessa vez, quando Jeongguk acertou a minha bunda, eu gozei dentro do punho dele, sofrendo com espasmos de prazer por todo o corpo.

— Ora, ora… — Jeongguk estalou a língua. — O meu bebê gosta tanto de levar umas palmadas que gozou? — perguntou, cobrindo o meu corpo com o dele.

Eu não consegui responder à pergunta de Jeongguk, pois a minha mente estava em branco e o meu corpo estava vibrando com o êxtase do orgasmo.

— Você é tão perfeito pra mim, bebê. — Jeongguk beijou a minha bochecha. — Parece que você foi feito pra mim. Um garoto bonito e bonzinho só para o papai. — Ele continuou plantando beijos pelo meu rosto de forma carinhosa.

Eu suspirei feliz com as carícias e elogios de Jeongguk, sendo tomado pelo desejo de ser o melhor garoto que ele já teve.

— Tudo bem se o papai continuar abrindo a sua bundinha apertada com os dedos? — ele perguntou com os lábios envolvendo a concha da minha orelha, desencadeando um arrepio no meu corpo.

— Anram — foi tudo o que eu consegui dizer ao que assenti com a cabeça.

— Bom garoto. — Jeongguk ergueu a minha cabeça, segurando a minha mandíbula, e beijou os meus lábios.

Em seguida, ele pegou o frasco de lubrificante e despejou uma quantidade generosa do gel gelado entre as bandas da minha bunda, espalhando o líquido com os dedos. Então, ele deslizou um dedo para dentro de mim, puxando-o para fora e enfiando um segundo dedo. Ele me estocou com os dois dedos um par de vezes antes de enfiar o terceiro.

Eu podia sentir a respiração quente de Jeongguk contra a minha orelha, enquanto ele falava sobre o quão gostosa era a minha bunda e como ele tinha adorado me comer, ao mesmo tempo em que devaneava sobre como ele queria enfiar o pau dentro de mim.

Toda aquela conversa suja me deixou muito excitado e confiante. Eu gostava de ser apreciado, desejado e elogiado. Adorava ser paparicado e mimado, pois eu era sensível a carinho e demonstrações de afeto. Ao mesmo tempo, eu gostava de ser fodido de verdade. Ficava excitado ao ser manobrado de forma rude na cama. Amava levar umas palmadas e uns bons puxões de cabelo, ser marcado com mordidas e chupões, e, claro, receber uma boa surra de pau.

Jeongguk já havia me dado tudo isso, exceto uma surra de pau, e era justamente disso que eu precisava.

— Eu preciso do seu pau dentro de mim, papai — eu pedi, apelando para um tom manhoso e um olhar carente.

— Tem certeza que está pronto, bebê? — Jeongguk se certificou, puxando os dedos para fora de mim, mas continuou a acariciar a minha entrada.

— Tenho. — Assenti com vigor. — Me dá o seu pau, papai — pedi, apoiando-me nos meus cotovelos e encarando Jeongguk por cima do ombro.

Jeongguk xingou baixinho de excitação. Ele logo acomodou-se sobre o meu corpo, com os quadris pouco abaixo dos meus, o pênis duro e quente entre as bandas da minha bunda e as mãos apoiadas sobre o colchão para manter o seu tronco erguido.

Eu senti o pau dele deslizar por entre as bochechas da minha bunda algumas vezes, ameaçando me penetrar, e angulei o rosto para trás a fim de beijar Jeongguk.

— Eu vou entrar em você, ok, bebê? — Jeongguk avisou, usando a sua canhota para alinhar o seu pênis com a minha entrada.

Por favor — eu arfei de necessidade.

Logo senti a glande de Jeongguk pressionar minha entrada e deslizar para dentro. Eu entreabri os lábios em um gemido baixo, sentindo-o entrar centímetro por centímetro no meu interior.

Já fazia muitos meses desde a última vez que eu fiz sexo anal. Por isso, eu estava apertado e sensível, e demorei alguns minutos para me acostumar com o tamanho de Jeongguk. Enquanto eu me adaptava à penetração, Jeongguk me distraiu com beijos e uma masturbação lenta.

— Você é tão apertado quanto eu pensei que seria — Jeongguk murmurou contra a minha boca. — Absolutamente gostoso, bebê. — Beijou-me.

— Pode… pode começar a se mover — eu consenti.

Os movimentos de Jeongguk começaram lentos e rasos. Ele me beijava e afagava o meu cabelo o tempo todo, olhando dentro dos meus olhos, com uma ternura que eu nunca havia experimentado antes.

Entretanto, a excitação sexual logo tornou os movimentos de Jeongguk mais fortes e profundos. Ele prendeu as minhas mãos na cama, apoiando-se nela para manter o seu tronco erguido, e começou a impulsionar os quadris com selvageria, em um ritmo ágil.

— A sua bundinha é tão apertada, mas está me engolindo tão bem, bebê… — Jeongguk gemeu ao meu ouvido. — Ouça os sons molhados e imorais que você faz enquanto devora o meu pau — ordenou.

Eu gemi alto com as palavras de Jeongguk. Podia escutar os sons molhados que o meu corpo produzia devido ao excesso de lubrificante usado para me preparar. Graças a isso o pau de Jeongguk estava deslizando com facilidade para dentro e para fora do meu cu, tornando o sexo muito prazeroso para nós dois.

— Você usa o seu pau tão bem, papai. — Eu empurrei a minha bunda ao encontro da pélvis dele. — Fode tão gostoso — gemi de prazer, sentindo o pau de Jeongguk acertar a minha próstata outra vez.

— Eu quero fazer você gozar só com a sua bunda gostosa — Jeongguk afirmou, soltando uma das minhas mãos para agarrar o meu quadril. — Você pode fazer isso por mim, bebê? — perguntou, arremetendo-se com mais força e profundidade dentro de mim.

— S-sim, papai — eu praticamente gritei. — Vou gozar com a minha bunda só para você — prometi.

— Porra, bebê! — Jeongguk esbravejou.

Então, ele segurou os meus quadris com ambas as mãos, contendo os meus movimentos, ao que me fodeu com tanta força e profundidade que eu tinha certeza que não conseguiria sentar no dia seguinte.

Os movimentos de Jeongguk se tornaram gradativamente mais erráticos conforme os gemidos dele se tornaram mais altos e sonoros.

Enquanto isso, eu sentia o meu corpo sofrer espasmos, o meu pênis pulsar entre as pernas, o calor se acumular na região sul do meu corpo e a minha mente ser obscurecida pelo prazer. Os golpes certeiros contra a minha próstata foram os responsáveis por me fazer gemer alto e gozar sobre os lençóis da cama, com o pênis intocado.

Jeongguk, por sua vez, alcançou o orgasmo dele pouco depois de mim. Mas antes de gozar dentro da camisinha, Jeongguk puxou o pau para fora, removeu a camisinha e se masturbou até que os jatos quentes do seu gozo cobriram a parte inferior das minhas costas e a minha bunda.

Em seguida, Jeongguk caiu ao meu lado na cama, coberto de suor, com os cabelos grudados na testa, com o rosto corado devido ao esforço sexual e com a respiração entrecortada. Foi essa visão de Jeongguk que me cumprimentou quando eu abri os olhos.

Assim que me recuperei do meu segundo orgasmo, me aninhei sobre o peito de Jeongguk, sentindo a caixa torácica dele subir e descer embaixo da minha cabeça e ouvindo o som constante dos batimentos acelerados dele. Eu plantei um beijinho bem em cima de um dos lírios-tigre tatuados no peito de Jeongguk e disse:

— Você quer ser chamado de papai, hein? — brinquei com um sorrisinho arteiro nos lábios.

— Ah meu deus! — Jeongguk cobriu o rosto de vergonha. — Isso soou muito ridículo? Você não gostou? — ele perguntou, inseguro. — Eu tenho essa tendência de falar besteira quando 'tô excitado — explicou em tom de desculpas.

— Não se preocupa. — Eu segurei o rosto dele entre as minhas mãos. — Eu adorei, papai. — Beijei os lábios dele com carinho. — Amo uma boa conversa suja e você soube o que dizer pra me deixar excitado — tranquilizei Jeongguk.

— Você é incrível, Tae — Jeongguk disse, penteando os meus cabelos com os dedos e me olhando com um olhar que só poderia ser descrito como apaixonado. — O sexo então… uau…

— Sim, foi delicioso — eu concordei. — Agora nem guindaste me tira de cima do seu pau. — Biquei os lábios dele.

Jeongguk sorriu alto e sonoro com a minha fala.

— Eu fico muito feliz em saber disso, pois estou muito interessado em enfiar o meu pau na sua bunda de novo — Jeongguk disse ao que deu um tapa na minha bunda.

Porém, essa não foi uma boa ideia, já que Jeongguk havia feito o favor de gozar em cima de mim — não que eu estivesse reclamando disso.

— Ugh. — Jeongguk franziu o nariz. — O meu bebê está precisando de um banho — anunciou, beijando-me novamente.

— Só se você for me carregar até o banheiro e me dar um banho porque você me destruiu — dramatizei, fazendo um biquinho.

— É mesmo, bebê? — Jeongguk me provocou ao morder o meu biquinho.

— Sim. — Assenti com a cabeça. — Agora eu 'tô com a bunda doendo e todo sujo de porra. Nem sei se consigo andar depois da surra de pau que levei.

— Você tem uma boquinha muito suja, bebê. — Jeongguk beijou os meus lábios entre risos. — Mas eu irei assumir a responsabilidade e cuidar do meu bebê.

— É bom mesmo, papai. — Empinei o nariz.

Dessa forma, Jeongguk levantou-se da cama e foi até o banheiro para colocar a banheira para encher. Ele preparou um banho quente, com essências de mel e aveia, para nós dois.

Quando já estava tudo pronto, Jeongguk voltou para o quarto e me pegou no colo como se eu fosse uma noiva. Então, ele me colocou dentro da banheira, acomodando-se logo atrás de mim um minuto depois.

Como prometido, Jeongguk cuidou de mim durante o banho. Ele lavou o meu cabelo, massageando muito bem o meu couro cabeludo e depois o enxaguou. Também esfregou a minha pele suavemente com a bucha, livrando-me de todos os fluídos corporais que estavam impregnados na minha pele. Em seguida, ele cuidadosamente enfiou o dedo dentro de mim para remover o excesso de lubrificante.

Depois, quando eu estava limpinho, Jeongguk me aconchegou contra o peito dele e me deu carinho.

— Bebê… — Jeongguk me chamou, deslizando os lábios pelo meu pescoço.

— Hum? — eu balbuciei preguiçosamente.

— Eu estou muito feliz por você me querer como o seu namorado, mas eu gostaria de ajudar você financeiramente mesmo assim — declarou, fazendo com que eu despertasse de meu estado sonolento.

— Eu não vou mentir, Gukie, eu preciso de dinheiro — admiti, sentindo-me envergonhado. — O dinheiro que os meus pais me mandam só dá pra mensalidade da faculdade, o aluguel do quarto na república e um mês de miojo.

— Por que você não me disse isso antes, Taehyung? — Jeongguk sentou-se ereto na banheira. — Se eu soubesse que as coisas estavam tão ruins, já teria resolvido a sua situação há muito tempo.

— Eu não queria pressionar você. Nós ainda estávamos nos conhecendo. Então eu segurei a barra — expliquei baixinho.

— Você vai se mudar para um flat amanhã — Jeongguk determinou. — Eu vou pagar por todos os seus custos de vida. Vou arcar com as despesas da sua faculdade e vou te dar uma gorda pensão todo mês — ditou incisivamente.

— Isso… isso é demais — eu retruquei. — Não posso aceitar que você faça tudo isso por mim. Se você me ajudar só com a faculdade, já seria o suficiente.

— Você pode e vai aceitar — Jeongguk impôs. — Porque você é o meu namorado e, como seu namorado, eu tenho todo o direito de te dar uma vida confortável e de garantir que você vai terminar a sua faculdade.

— Mas… — eu tentei protestar.

— Sem “mas”, Taehyung. — Jeongguk me calou com um beijo. — O meu bebê merece ter tudo do bom e do melhor.

— Você tem certeza de que quer fazer isso? — eu perguntei, incerto, e mordi o lábio inferior.

— Absoluta — Jeongguk afirmou sem pestanejar. — Eu quero cuidar de você, bebê. — Beijou-me novamente.

— Eu não sei como agradecer pelo que você está fazendo por mim, Gukie — eu disse, virando-me para ficar de frente para ele.

— Eu consigo pensar em muitas formas de você me agradecer... — Jeongguk retrucou em um tom insinuativo e malicioso, ao que se inclinou para me beijar.

— Ah, é? — Eu sorri contra os lábios dele.

— Unhum — Jeongguk balbuciou, puxando-me para ele.

— Como o quê? — Fiz-me de desentendido.

Você — Jeongguk respondeu. — Eu quero você como agradecimento — sussurrou.

— Então eu sou todinho seu, papai — declarei, acomodando-me no colo de Jeongguk e mergulhando para mais um beijo.

Seria desnecessário dizer que nós transamos na banheira depois disso, mas foi exatamente isso o que nós fizemos — e, dessa vez, eu de fato sentei.

Após a nossa segunda rodada de sexo, Jeongguk me limpou outra vez, me vestiu e me colocou na cama como se eu fosse um bebezinho. Por último, ele se juntou a mim na cama, e nós dormimos agarradinhos de conchinha, desfrutando do carinho e do calor um do outro.

Talvez, eu estivesse errado ao pensar que a minha sorte havia acabado depois que fui admitido na Kyung Hee. Na verdade, tudo cooperou para eu me cadastrar naquele site e conhecer o homem mais perfeito do mundo. Apesar da forma como nos conhecemos não ter sido ideal, ainda resultou no encontro mais feliz da minha vida.

A partir do momento em que nos tornamos namorados, a minha relação com Jeongguk provou ser tudo, exceto a relação baseada em interesses materiais divulgada nos sites de relacionamento sugar.

Nosso relacionamento era simples: eu cuidava de Jeongguk, e Jeongguk cuidava de mim. Cada um de nós fazia isso do seu próprio jeito, mas sem nunca de acrescentar muito carinho, amor e açúcar no processo.

Não era como se eu pudesse reclamar do jeito burguês safado que Jeongguk tinha de cuidar de mim.

30 января 2020 г. 0:01:31 4 Отчет Добавить Подписаться
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Ari Lima Alguém que encontrou na escrita uma paixão e sonha em tornar-se uma escritora publicada, mas, enquanto esse sonho não se torna realidade, faço da escrita um hobby. Todas as minhas histórias são do gênero #yaoi e do shipp #kookv.

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MR Mayalla Ribeiro
Amei tanto essa história ,que pena que só tem um capítulo, pk ela e ótima! Gostaria tanto que tivesse mais um ,mas como sua escrita é linda e gostosa de ser ler em qualquer uma das suas histórias vou procurar outra sua mas com uma paixãozinha grudada nessa daqui aff to toda boiola por Tk dessa história.
Jessica Jennyfer Jessica Jennyfer
Sinceramente, eu amo todas as suas estórias. Depois dessa, eu posso dizer oficialmente, que eu já li todas as estórias que você lançou nesse site ou em outros. Você é uma ótima escritora! Beijos! <3
Daise Araujo Daise Araujo
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Maria Paula Fonseca Maria Paula Fonseca
Eu amei tanto essa história mds, queria que tivesse uma continuação ou algo assim de tão perfeita que ela é😔
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