jung_krystal Krystal Jung

[BMIN] [ROMANCE UNIVERSITÁRIO] Matthew era apaixonado pelo rosto de bebê de Somin, e mais ainda pelos olhos de mulher que sabiam guia-lo para fora de si próprio


Фанфик Группы / Singers 18+.

#MOMO #KIM-TAEHYUN #jeon-jiwoo #KIM-MATTHEW #JEON-SOMIN #MOCHUL #romance #universitário #BMIN #kard
Короткий рассказ
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Você ainda tem aquele rosto de bebê

“Só mais uma olhadinha”. Matthew pensou com o coração aos pulos. “Só mais uma olhadinha, pra ter certeza”.


Ele quase podia ouvir a voz de Jiwoo em sua cabeça, rouca, arrastada e debochada como sempre. Os olhos apertados em desconfiança e um sorriso leve e irônico nos lábios.


“Porque seu coração executando números fantásticos de sapateado só por uma olhada não é certeza suficiente”. A loura debocharia.


Kim Matthew mandou a Jiwoo mental calar a boca e respirou fundo, bloqueou a tela do celular para o qual vinha olhando e mexendo em aplicativos aleatórios para dar a impressão de estar fazendo alguma coisa.


E olhou.


Porra. Porra!


Jeon Somin estava olhando para ele. O olhar dela não dizia nada particular, mas lá estava. Sério, com uma pontada de dúvida, perguntando silenciosamente o motivo dos olhos do Kim estarem sobre ela com tamanha intensidade.


Matthew desviou os olhos rapidamente, e Somin voltou a explicar o exercício para um colega de sala aleatório que Matthew não lembrava o nome. Ele jamais admitiria a pontinha de decepção que o tomou por Somin parecer tão desinteressada em si.


Quando aquilo tinha acontecido? Como eles tinham chegado ao ponto de serem amigos, que por diversas vezes tinham conversas bastante profundas e sinceras, mas que se estranhavam tanto em alguns momentos?


Mas que inferno! Era ridículo! Eles eram amigos à dois anos já. O que diabos havia mudado?


A Jiwoo mental reapareceu, fazendo uma careta para a indagação que o Kim insistia em repetir para si próprio. “Como se você já não soubesse!” Ela diria, dando logo em seguida um tapão no lugar mais próximo da cabeça de Matthew que os seus 1,65 de altura permitissem.


E tudo bem, era verdade que desde o primeiro semestre do curso de literatura ele tinha sentido atração por Somin. E sim, ele também admitia que de início, havia se aproximado da garota com a intenção de ficar com ela só por diversão, só para “iniciar em grande estilo” aquela nova etapa da sua vida.


Mas aí Matthew conheceu Jiwoo e Taehyung, os maiores aminimigos que poderiam existir, e que Matthew fingia não perceber a atração mútua que existia, e também a forma como se atrapalhavam quando estavam na presença um do outro.


E depois eles conheceram Heechul e Momo, o casal mais improvável e ao mesmo tempo adorável que poderia existir, uma vez que Heechul era um homem de exatas e Momo apenas mais uma rata de biblioteca (Como a maioria dos que estavam naquele curso).


E de repente um grupo legal de amigos estava formado, um grupo que ele não queria que se desmanchasse se por acaso ele e Somin ficassem e as coisas entre eles acabassem estranhas demais para eles continuarem mantendo a amizade.


Ele acabou se afastando visivelmente, e sabia que isso magoava a Jeon mais velha, mas não conseguia evitar. Ele ainda tinha atração física por ela. E se acabasse fazendo alguma besteira? O melhor era continuar mantendo distância. Isso não significava que ele era um amigo ruim.


Pelo menos ele esperava que assim fosse.


Não conseguiu evitar. Seus olhos buscaram por Somin novamente. Desta vez ela estava distraída com o celular e não olhou para Matthew. Ele aproveitou para se deixar aproveitar a visão do perfil da amiga.


Somin não parecia ter vinte e dois anos. Ele podia apostar que se ela dissesse para alguém que tinha dezesseis anos, ele tinha certeza que as pessoas acreditariam. Mas o que ele achava mais incrível era que ainda assim, com um rosto de bebê, ela conseguia ter uma espécie de charme secreto, maduro.


Um toque em seu ombro o fez pular de susto e arregalar os olhos.


-Ainda quer me convencer de que não está apaixonado. -Jiwoo riu, puxando a cadeira ao lado de Matthew para sentar-se-. É só olhar para a Min que você esquece do mundo.


-Fala baixo inferno. -O Kim murmurou-. A aula ainda não acabou, tá fazendo o que aqui criatura?


-Não sei se você percebeu, mas quase todo mundo já terminou os exercícios e está conversando. -A loura sinalizou a sala barulhenta ao redor deles-. E não falta nem dez minutos para a aula acabar. Deixe de tentar arrumar desculpas.


Matthew suspirou.


-Já disse que não estou apaixonado.


-Mas está incomodado porque a Min não fica mais tão ligada em você como antes. Honestamente, eu também não ficaria.


Matthew se controlou para não se retrair visivelmente, Jiwoo era dolorosamente sincera.


-Você sabe que eu não consigo levar relacionamento adiante. Prefere me ver arriscando todo o bom humor do grupo?


Jiwoo sorriu mais gentilmente desta vez, dando tapinhas amigáveis no ombro do rapaz. Matthew havia falado tudo para Jiwoo sobre seu primeiro amor, seu primeiro relacionamento e o quão trágico e doloroso fora, deixando marcas nele que ainda eram visíveis pela sua aversão à mínima ideia de ter um relacionamento sério com alguém. Ao seu medo de perder não apenas mais uma namorada, mas todo um grupo de grandes amizades, que sempre acabavam indo embora em casos como aqueles, porque todos se viam forçados a escolher um lado.


A questão é que Jiwoo, e praticamente todos os amigos de Matthew torciam muito para que Somin fosse a pessoa a curar o coração do rapaz.


E não era só pela energia que emanava quando ele olhava para Somin. Era a forma que Somin olhava para ele também.


-Prefiro ver vocês dois sendo felizes juntos. Ou pelo menos tentando. -Jiwoo escolheu as palavras cuidadosamente-. Matt, a Somin realmente ama você.


“E eu quero muito que seja ela a pessoa certa para você”. Completou mentalmente, mordiscando os lábios nervosa.


Matthew balançou a cabeça como se afastasse uma mosca incômoda.


-Esse é o problema Woo. A Somin me ama, ela me ama de verdade.


E levantou, saindo da sala sem dar tempo para Jiwoo questionar o que aquilo significava. Quer dizer... ser amado é uma coisa boa, certo?


-Tantas pessoas querem ser amadas Matt, e você que tem o amor bem ao alcance das mãos está deixando isso escapar. -Jiwoo murmurou de forma carrancuda para si mesma, buscando Taehyung com os olhos e sentindo o coração apertar ao vê-lo trocando palavras animadas com Sana, amiga de Momo-.


Sana, que era um poço de fofura e deixava qualquer rapaz da sala de bom humor só por conversar com ela. Totalmente o oposto de Jiwoo.


Ela enterrou a cabeça nos braços. Quando começar a pensar demais e se entristecer, durma.


-----BF-----


Somin não sabia como estava aguentando. Os últimos dias vinham sendo borrões tediosos, mas ela continuava insistindo que estava fazendo o que era melhor para si.


Mas não importava quantas vezes ela dizia estar começando a se acostumar, bastava que os olhos de Matthew pousassem em si para que ela se sentisse desestruturada e mal fosse capaz de corresponder por muito tempo.


Quando ele deixou a sala com uma expressão indecifrável no rosto, Somin quis desesperadamente ir atrás, saber se estava tudo bem, oferecer companhia, mas de que adiantaria? Matthew não falaria com ela. Eram amigos sim, mas não os mais próximos.


E ela prometera durante as férias de fim de ano que as coisas seriam diferentes.


Matthew percebera sua distância, ela sabia disso. Mas ele não falava nada. Somin se entristecia ao pensar que ele não ligava o suficiente para questionar.


Quando Somin conseguia juntar forças para olhar dentro dos olhos de Matthew assim como ele olhava dentro dos dela, ele não cortava o contato, e ela não conseguia explicar a energia que ela sentia vindo dele, nem a energia que emanava de si própria para ele.


“Vocês dois têm uma sintonia que não se vê por aí o tempo todo”. Heechul lhe disse certa vez, dando um aperto carinhoso no ombro de Somin.


Mas então por que as coisas eram do jeito que eram?


Somin admitia sim que havia um pouco de birra em suas atitudes. O que ela tinha se proposto a fazer era simplesmente dar a Matthew o mesmo tratamento que ele vinha dando a ela. Só que agora ela não sabia lidar com a forma que ele parecia incomodado e saber que era por causa dela.


Ela não gostava de incomodar, mas quando se tratava de sua relação com Matthew, sentia como se fosse só isso que fizesse.


Ela fechou o livro que trazia consigo naquele dia. Não conseguiria se concentrar. Ao invés disso, evocou lembranças de quando eles se conheceram. Dois calouros, trazendo seus próprios medos e inseguranças, sem saber se estavam prontos para a vida adulta.


Eles tinham começado tão bem, eram próximos, suas primeiras conversas pelo Kakao mostravam isso, eles sempre procuravam um ao outro, mesmo que fosse pra mostrar algum meme idiota, mas que faria com que rissem juntos, o que tinha dado errado?


As vezes ela se perguntava se foi porque ela tinha se confessado para ele, mas sabia que não era isso, ele já andava estranho muito antes de saber dos sentimentos de Somin por si.


A verdade é que eles nunca foram tão próximos assim, e pensar na fragilidade de sua relação com o Kim fazia Somin ter vontade de chorar, mesmo que disfarçasse com risadas altas, uma personalidade forte e senso de humor afiado.


Ela tentou afastar os pensamentos. Eles só iriam deixa-la entristecida. Já amava Matthew em um nível doloroso demais sem procurar motivos para desacreditar totalmente de si própria.


-Somin! -Ela se sobressaltou ao sentir Momo colocar as mãos pesadamente em seu ombro-. Você vai com a gente?


Ela piscou confusa.


-Vou com vocês onde?


-Para o bar! -Taehyung exclamou feliz, aproximando-se junto de Sana que tinha um sorriso discreto-. Não temos o segundo período hoje, lembra?


-Ah sim! Eu tinha esquecido. Claro, por que não?


Era quarta-feira. Mas quem se importava? Ela não ficaria muito tempo. De qualquer modo nem poderia, era, assim como a maior parte dos estudantes ali, alguém que estudava de noite e trabalhava durante o dia.


Momo sorriu empolgada.


-Heechul vai? -Taehyung perguntou-.


-Sim, e o Matt? -Ela respondeu, brincando distraidamente com uma mecha de seu cabelo-.


-Disse que vai pensar.


Momo choramingou.


-Isso quase sempre significa que ele não vai. Não vou nem contar com ele. Min, você sabe se a Woo vai?


A Jeon balançou a cabeça e pigarreou


-Não sei. Não sabia nem que eu ia, vou perguntar para ela.


Somin tentou lutar contra a súbita ansiedade que pareceu afundar seu estômago. Não, ela se recusava a tais sensações tão intensas só por causa de Matthew.


“Mas que inferno Somin, você não é mais uma pré-adolescente apaixonada! Para logo com essa merda!”


Mais fácil falar do que fazer, definitivamente.


-----BF-----


Certo, talvez Somin não devesse beber tão rápido e ainda mais de estômago vazio, mas o que ela podia fazer se amava vodca? Se era para ser sincera, ela não havia nem sequer parado para pensar no fato que estava sem comer desde a hora do almoço.


Não, ela não estava absurdamente bêbada, mas normalmente ela não se soltava tão fácil com rapazes. E ela não conseguia encontrar melhor explicação para estar conversando tão animadamente com Donghae, ultimo semestre de contabilidade e um dos melhores amigos de Heechul.


Principalmente porque ela sabia onde todos aqueles olhares e sorrisos levariam.


Mas Somin se sentia leve e quente, ela tinha certeza de que tudo daria certo. E quanto mais perto os dois chegavam um do outro, mais atentos eram os olhos de Jiwoo e Heechul.


A loura queria interferir, mas o amigo havia lhe convencido a parar, e embora ele tivesse certa razão, isso não bastava para que ela simplesmente não se preocupasse.


-Heechul-Oppa... -A garota começara, em tom de aviso ao ser impedida de ir até Somin e Donghae quando percebeu o clima de flerte-.


-Não, calma. -O rapaz disse, fazendo sinal para que ela sentasse ao seu lado. Momo conversava animadamente com Sana, mas mantinha os ouvidos atentos também-. Sei que se preocupa, mas eu acho que isso pode ser positivo.


-Positivo como? -Jiwoo exclamou com os olhos arregalados-. Somin já está um pouco bêbada e... -Ela baixou um pouco a voz, aproximando-se de Heechul-. E eu sei que ela gosta do Matt tanto quanto ele gosta dela!


-Mas é justamente por isso.


-Não tô entendendo.


Heechul ajeitou-se na cadeira, levando o copo de cerveja à boca e tomando um longo gole.


-As vezes você precisa entender que as pessoas não esperam para sempre. O nosso querido Matthew está acostumado com a Somin que está sempre por perto, sempre esperando por ele, por isso as coisas não mudam.


Jiwoo ficou em silêncio enquanto olhava para Heechul, absorvendo as palavras que faziam sentido, mas ainda assim parecia errado.


-Parece traição.


-Não é traição nenhuma se eles não têm um relacionamento oficial.


-Mesmo assim...


-Woo, sei que está tentando evitar qualquer nova mágoa para o Matthew. -Heechul segurou a mão de Jiwoo e apertou carinhosamente-. Mas você não vai fazer bem nem para ele nem para ela se ficar “guardando” a Somin desse jeito. Eles precisam amadurecer, precisam ter certeza do que sentem, e as vezes a única forma de saber é se você colocar seus sentimentos à prova.


Com isso, Jiwoo concordou em apenas observar junto de Heechul para garantir que nada sairia do normal.


Já Matthew sentia que iria explodir. Ele não queria olhar, mas ao mesmo tempo era impossível não prestar atenção.


Somin disse apenas que iria ao banheiro, mas lá estava ela, sozinha com Donghae em uma mesa mais afastada da muvuca na entrada do bar, sorrindo, conversando, se inclinando na direção do rapaz.


Ele engoliu em seco e passou a mão pela testa. Quem foi que teve a ideia de convidar aquele cara mesmo?


Estava tão concentrado que Taehyung precisou lhe dar uma chacoalhada considerável para finalmente atrair a atenção.


-Cara, para de ser sonso. -Sinalizou Somin-. Só vai. Prometo que todo mundo vai fingir que não percebeu.


E Matthew foi, não sem antes soltar uma risadinha e se abaixar um pouco para segredar ao ouvido do amigo.


-Paro de ser sonso se você parar de ser cego.


E foi, deixando para trás um Taehyung confuso e uma Jiwoo que recebeu uma piscadinha de Matthew ao vê-lo encaminhar-se na direção dos pombinhos.


-----BF-----


Os dois sabiam que seria assim.


No momento em que Matthew tocou no ombro de Somin, e disse que precisava conversar com ela, os dois sabiam.


Ela lançou um olhar de desculpas para Donghae, mas o rapaz apenas sorriu e ergueu o proprío copo, fazendo um brinde silencioso.


Havia uma pequena praça perto do campus, e foi para lá que seguiram, em absoluto silêncio. Matthew finalmente estava ali, mas não sabia o que deveria fazer. Falar? Mas falar o que?


Quando estavam perto de uma árvore razoavelmente grande, Matthew segurou o braço de Somin, querendo que ela olhasse para si, e assim ela o fez.


Encararam-se. Os olhos querendo dizer muitas coisas, mas sem saber por onde começar. Matthew mais uma vez analisava cada detalhe dos traços de Somin. As bochechas dela estavam coradas pelo álcool no sangue, e curiosidade emanava dela. Curiosidade e algo além.


Era aquela sensação de novo. Um rosto de bebê.


Mas os olhos de uma mulher.


-Min. -Ele levou as mãos ao rosto dela, sentindo a maciez da bochecha-. Eu tenho medo.


As mãos dela subiram pelos braços de Matthew, causando uma série de arrepios.


-Eu gosto de você. -Ela disse de modo firme-. Gosto desde o maldito primeiro semestre.


-É diferente...


-Não é! -Os olhos dela brilharam desafiadores-. Todas aquelas garotas dos aplicativos, nenhuma deu certo, você não sai com mais nenhuma! Você não está nem tentando mais!


-Eu não estou na vibe de encontrar alguém. -Ele corou ao som da própria mentira-.


-Mentira! -Somin aproximou-se um pouco, tendo que erguer ainda mais a cabeça para manter o contato visual-. É mentira e não se atreva a dizer o contrário! É porque nenhuma delas sou eu. É porque quando você beija elas, você pensa em mim, e você não é canalha a ponto de tentar algo com elas só para forçar esses sentimentos pra fora de você!


Ela afundou um dedo no peito de Matthew, bem acima do coração, sem machucar.


Ele sabia que ela nunca estaria dizendo essas coisas se não fosse pela bebida, Somin já era uma pessoa que não se controlava, fazia o que sentisse vontade, e ele ficou se perguntando quanto tempo ela estava guardando tudo aquilo.


O primeiro semestre...


Somin levou as mãos ao próprio rosto, colocando-as por cima das de Matthew.


-As vezes eu acho que você se apaixonou por um lado meu que não existe... -Matthew sussurrou, dando alguns passos para frente até que as costas de Somin estivessem encostadas na grande árvore-. Fiquei com todas aquelas meninas mesmo sabendo dos seus sentimentos por mim...


-Por que não pode ser eu? Por que você não quer me amar? -Ela sussurrou e o brilho dos olhos ficou mais intenso por conta das lágrimas que ela lutava para segurar-.


Matthew encostou a testa na dela.


-Porque eu não posso te prometer nada e você está me prometendo tudo. E eu posso te machucar.


Eles ficaram em silêncio.


-Eu sou a pessoa certa Matt. -Somin disse, colocando as mãos suavemente nos ombros de Matthew. Ele engoliu em seco-.


-Somin... Você tá bêbada. Não faça coisas das quais pode se arrepender.


-Me fala Matt. -Ela deu um sorrisinho de canto, subindo as mãos para a nuca do rapaz, puxando-o para baixo sem encontrar resistência-. Me fala se o beijo delas é melhor que o meu. Me fala se você vai conseguir ficar sem mim depois de experimentar pela primeira vez. Se alguma vez vai conseguir beijar outra garota sem pensar em mim.


E quando os lábios finalmente se encontraram de forma faminta, Somin sentiu que seria capaz de sair voando.


Ela já tinha sim beijado muitas bocas, não negava sua beleza ou que fosse uma garota atraente, mas aquilo... Aquilo era diferente, era como um choque, só que bom, que te fazia querer mais.


O beijo tinha gosto de alcool, e quando Matthew deslizou as mãos para a cintura de Somin, ela quase teve que ficar nas pontas dos pés, mas isso logo foi resolvido, quando ele a segurou pelas coxas e ela entrelaçou as pernas na cintura dele, usando o tronco da árvore como apoio.


Quando ficaram sem ar, separaram-se com leves selinhos, que estalavam por causa dos lábios molhados. Tornaram a encostar as testas, ambos de olhos fechados.


-Que Deus me ajude. -Matthew sorriu-. Mas não vou fazer isso com você meio bêbada,


-Eu avisei. -Ela fez um leve carinho no rosto do rapaz-. E não tem problema, eu já consegui o que eu queria.


-Isso não diminui meu receio Min.


Somin abraçou Matthew pelos ombros, ignorando o volume nas calças e a própria umidade.


-Eu não sei todos os detalhes sobre você ainda, assim como você não sabe tudo sobre mim, e eu entendo isso porque nós nunca conversamos tanto, não sei nem dizer se já fomos realmente amigos de verdade, mas Matt, eu gosto tanto da pessoa que você é, eu queria que você pudesse se ver pelos meus olhos, e então você saberia o quanto você é incrível.


Matthew suspirou profundamente, subindo e descendo as mãos pelas costas de Somin.


-Eu não tenho nem palavras para começar a dizer o quanto você é incrível. O seu jeito, a pessoa que você é, você tem essa magia.


-Matt, me deixa ser uma parte feliz da sua vida. Não precisamos nos intitular namorados, nem nada desse tipo, mas podemos ser bons um para o outro.


Claro que Matthew disse sim. Um dia baixinho, que tinha apenas a lua como testemunha, mas eles não precisavam de mais nada. Como ele conseguiria dizer não ao rosto de bebê de Somin? E mais ainda, como ele poderia dizer não aos olhos de mulher.


E sim, existem questões em aberto, e momentos difíceis viriam. Não só para eles, mas para... certas pessoas também, e eles sabiam disso, mas era preciso viver um momento de cada vez. Agora eles queriam apenas aproveitar aquela pequena vitória.


Somin precisava se lembrar de agradecer Heechul e Donghae pela pequena ajudinha. Bem que Heechul lhe garantira que tudo daria certo.


Quando eles voltaram para junto dos amigos, todos já haviam concordado em fingir não perceber as mãos dadas, a proximidade recém-restaurada e os sorrisos ou o fato de que foram embora juntos naquela noite.

7 января 2020 г. 12:47:59 0 Отчет Добавить Подписаться
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Krystal Jung Seja corajoso, seja verdadeiro, e enfrente, todo o resto � escurid�o

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