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saaimee Ana Carolina

E mais uma vez Daigo falhou. O loiro observou sua mão apertar o controle enquanto travava a mandíbula irritado consigo mesmo. O viu tomar alguns instante em silêncio e depois um suspiro antes de colocar uma nova ficha na máquina. — Daigo... – Jogando a cabeça para o lado ele chamou pensando que era melhor faze-lo parar antes que ficassem presos ali até o anoitecer. — É a última vez! – Gritou rapidamente mostrando que já estava furioso consigo mesmo e não precisava que Ryuji piorasse tudo. — Tá bem. – Resmungou em resposta desejando que isso fosse verdade.


Фанфик Игры Всех возростов. © Os personagens desta estória pertencem a Yakuza/RGG. Todos os direitos sobre eles são reservados a © Sony.
Короткий рассказ
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Capítulo Único

Já era a décima vez que Daigo colocava a ficha naquela máquina colorida fazendo a música se repetir incansavelmente por todo o fliperama. Entretanto, o olhar convencido que ele carregava quando chegou ali já tinha desaparecido de seu rosto há muito tempo.

O local estava praticamente vazio com apenas algumas crianças disputado nos Cyber Troopers e os funcionários entediados ouvindo os sons se misturando.

Ryuji estava sentado dominando o espaço das duas cadeiras atrás do rapaz. Sem se importar com a atenção que chamava ele assistia Daigo apertar o controle da garra mais uma vez sabendo que seu rosto deveria estar contorcido com dentes cerrados, sobrancelhas unidas e olhar concentrado.

Ele era péssimo nisso. Não que Ryuji fosse melhor, mas pelo menos ele não estava se gabando que conseguiria pegar todos os prêmios antes mesmo de começar a jogar.

Na maior parte das vezes Daigo não conseguia nem acertar o brinquedo e na outra metade estalava a língua sempre que a garra deixava escapar no meio do caminho. Mas, claro, Ryuji não disse nada a ele.

Não disse porque sabia que isso iria deixar o menor ainda mais enfurecido e que talvez acabasse com seu humor pelo resto dia. Também não disse porque amava vê-lo se esforçando, mesmo em frustração, mostrando que seu senso de determinação superava qualquer coisa.

E mais uma vez Daigo falhou. O loiro observou sua mão apertar o controle enquanto travava a mandíbula irritado consigo mesmo. O viu tomar alguns instante em silêncio e depois um suspiro antes de colocar uma nova ficha na máquina.

— Daigo... – Jogando a cabeça para o lado ele chamou pensando que era melhor faze-lo parar antes que ficassem presos ali até o anoitecer.

— É a última vez! – Gritou rapidamente mostrando que já estava furioso consigo mesmo e não precisava que Ryuji piorasse tudo.

— Tá bem. – Resmungou em resposta desejando que isso fosse verdade.

Três novas chances surgiram no painel. O jovem respirou fundo antes de se posicionar confiante se preparando para começar. A primeira tentativa aconteceu com cautela onde seus olhos nem piscavam levando a garra para o centro da máquina pousando exatamente em cima do prêmio. Ele assistiu o objeto descer e bruscamente se fechar ao seu redor, entretanto acabou deixando escapar assim que se levantou.

A concentração nessa última partida estava tão extrema que fez Ryuji se levantar assistindo ao jogo acontecer de trás ele.

Novamente ele acertou a pelúcia fazendo os dois segurarem a respiração quando a garra a prendeu enchendo seus olhares de esperança apenas para no final deixar escapar antes de acertar o buraco.

O resultado fez os dois vibrarem frustrados. No final, a última tentativa aconteceu assim como todas as anteriores fazendo Daigo derrubar os ombros e se afastar do brinquedo bruscamente desistindo de uma vez.

— Tanto faz. Eu nem queria isso. – Resmungou por entre os dentes dando as costas para a máquina e fazendo o outro rir.

— Sério? Parecia que tava tentando demais.

— Eu não tava. Só tinha moeda sobrando…

A resposta veio seguida de ombros encolhidos e olhar que fugiam do seu mostrando que ainda estava cambaleando entre sua vergonha e seu aborrecimento. Ryuji sorriu aproveitando o momento para provoca-lo em vingança pelas quase duas horas sentado ali.

— Não fica bravo.

— Não tô!

— E esse bico emburrado é o que?

A voz do loiro soou sarcástica chamando a atenção do menor que quando notou o que fazia desviou o rosto sentindo suas bochechas ficarem vermelhas o deixando ainda mais enfurecido.

— E é melhor parar com isso ou eu vou te agarrar aqui mesmo.

— Para… – Sussurrou tentando evitar olhar no rosto sorridente do maior. — Você não queria sair daqui? – Mudando de assunto o mais rápido que pode perguntou ouvindo o outro resmungar como se lembrasse de algo.

— Ah, é. Sorvete.

— O que tem?

— Eu quero sorvete.

— Ah... – finalmente entendeu e por um instante sua raiva se foi, deixando somente o interesse curioso em seu rosto. — É bom.

— Então vamo.

Sem ter mais o que discutir os dois saíram do fliperama lado a lado ouvindo uma última vez a música das maquinas tocarem.

Com as mãos no bolso da jaqueta, Daigo caminhou, ainda emburrado, sem olhar para trás enquanto Ryuji o assistia inconformado com sua honestidade. Ele se esforçava tanto para parecer que não se importava com as derrotas que acabava deixando claro que era só nisso que estava pensando.

Assim que chegaram atravessaram a rua do Theater Ave, Ryuji parou fazendo o som de seus sapatos chamarem a atenção do outro.

— Preciso comprar umas coisas ali. – Sem dar importância explicou apontando para a loja de conveniências do outro lado da rua vendo o jovem concordar. — Vai na frente.

— Eu te espero.

— Não, tá tranquilo. Te encontro lá.

— Okay…

Sem dar tempo para discussões o loiro se afastou acenando a mão no ar sem olhar para trás enquanto Daigo se perguntava o que possivelmente podia ser. Não se lembrava de estarem precisando de qualquer coisa em casa e parecia inútil comprar ali se eles já estavam indo para outro lugar onde poderiam fazer a mesma coisa.

Sem achar a resposta, decidiu seguir em frente como combinado chutando as pedras no caminho pensando na pelúcia que não conseguiu pegar.



Parado ao lado do freezer fora da loja, Daigo aguardava despreocupado com a demora do loiro. Seus olhos fundos observavam a movimentação dos trabalhadores indo e vindo pela calçada enquanto poucos carros tomavam o trânsito. Não conseguia acreditar que tinha perdido. Todos esses anos e ele continuava fazendo a mesma coisa de sempre.

Um longo suspiro misturou em suas narinas o ar fresco com o cheiro da fumaça dos motores. Seus olhos miraram para o chão e assim que pensou em chutar o cimento mais uma vez sentiu algo macio e felpudo tocar sua bochecha.

Sua reação foi automática ao fazê-lo afastar o rosto e se virar para entender o que estava acontecendo. A expressão frustrada se tornou raivosa com a confusão, porém assim que viu o rosto sorridente de pelos bagunçados e orelhas longas próximo ao seu, seus olhos se arregalaram.

O cachorro de pelúcia do jogo estava ali, parado diante de seus olhos e atrás, o segurando, estava Ryuji com um sorriso convencido assistindo as expressões mudarem rápido no rosto do menor.

— Que... – Sem entender tentou falar, porém se interrompeu como se tentasse arrumar as palavras em um frase antes de abrir a boca de novo. — Tá brincando...

— Era isso que você queria?

— Era, mas como-

— Então você queria? – A questão interrompeu os pensamentos do jovem o fazendo perceber o que disse. Seu rosto se levantou para encarar o loiro e negar, entretanto quando viu seu sorriso vencedor resolveu se calar deixando que ele risse. — Te peguei. – Gargalhando Ryuji pressionou o cachorro contra a bochecha levemente inflada de Daigo o deixando finalmente pegar o brinquedo.

O jovem segurou o objeto pequeno nas mãos vendo melhor os detalhes que o vidro da máquina não o deixou notar. Era um cachorro comum que podia encontrar em outras lojas, porém sua cor única e os olhos brilhantes chamaram sua atenção no momento que entrou no fliperama.

— Mas como conseguiu? – Com olhos contentes, ele se virou novamente para Ryuji.

— Ah, cê sabe… – Coçando a nuca respondeu antes de virar para ele e mostrar um largo sorriso. — Eu não sigo as regras.

— Ah… – Imaginando que era melhor não perguntar mais nada, Daigo acenou olhando novamente para a pelúcia. — Então vou só aceitar.

— Bom. – Concordou assistindo o rapaz desfazer a cara emburrada de uma vez e finalmente deixar um sorriso honesto aparecer. — Eu adoro sua cara emburrada, mas seu sorriso é a melhor coisa. – Falou se aproximando para ver de perto os olhos envergonhados o fitando sem saber o que responder. Ele realmente queria agarra-lo, mas preferiu esperar até chegaram em casa. Se segurando, deu um passo para o lado avançando em direção a loja. — Vamo pegar sorvete.

— Tá...



Mais cedo…

— É o seguinte. – Apoiando-se no balcão, próximo o suficiente para fazer o atendente dar um passo para trás, Ryuji começou a falar sem a intenção de soar ameaçador como soou. — Você vai me pegar aquele cachorro.

— Mas senhor… – engolindo rispidamente o homem tentou explicar e esconder as mãos tremulas. — Você precisa joga-

— Eu não tenho tempo! – Gritou tirando um gemido assustado do outro. — Pega aquela coisa pra mim!

— Socorro!

— Eu pago! – Agarrando o colarinho da roupa do atendente para ficar próximo e não fugir, Ryuji continuou a gritar.

— Alguém! Me ajuda!

— Faz logo ou eu vou te bater de verdade!

2 декабря 2019 г. 21:54:14 0 Отчет Добавить 1
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Об авторе

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

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