No meio de uma legião de soldados Подписаться

akemyhyuuga Devolin Silva

Os Hyuuga são conhecidos como grandes estrategistas, mestres dos maiores e melhores planos de guerra de todo império. Devido a esse fator crucial eles eram sempre mantidos como que relíquias preciosas da cidade ao lado do imperador. Diferente de milhares de homens que são arrastados para enfrentar batalhas perigosas todos os anos. No meio desses milhares os Uchiha se destacavam pela coragem, brandura e loucura nos piores momentos. Eles também eram conhecidos como os principais inimigos do clã Hyuuga. O ciclo de ódio se repetia a cada batalha anunciada, até um desastre acontecer. O evento abençoado pelo próprio imperador que uniu Hyuuga Hinata filha de Hyuuga Hiashi seu principal conselheiro e chefe do clã, e do outro lado Uchiha Sasuke descendente de uma linhagem de campeões de guerra, terceiro filho do líder do clã Uchiha. A vida não é um completo mar de rosas e Hinata descobre que os duros conselhos do seu pai eram verdadeiros, quando uma nova guerra é anunciada, meses depois de um terrível acidente que eliminou centenas de soldados e incapacitou outros incluindo seu esposo. Ela não estava disposta a perder ninguém, por isso, faz a coisa mais sem sentido na face da história, alista-se no esquadrão do seu marido. Rapidamente percebe que a vida de um Hyuuga dentro do regime Uchiha não é fácil. Será que conseguirão vencer essa batalha? Voltarão os dois para casa? Ou um permanecerá como uma lenda?


Фанфик Аниме/Манга Всех возростов.

#mulan #sasuhina #naruto
0
242 ПРОСМОТРОВ
В процессе - Новая глава Каждые 10 дней
reading time
AA Поделиться

O acidente que mudou muitas vidas

A figura feminina deslizou lentamente a porta de madeira do salão de baile, decidindo permanecer invisível por um tempo para aquelas figuras ilustres. A seguir andou lentamente até a borda do navio, segurou no corrimão e fechou os olhos perolados, apreciando cada brisa marítima em seu corpo. Inspirou e expirou algumas vezes para expulsar o mal-estar que a dominava.


“Porque não confessei o meu pavor do mar”, pensou apavorada, era a primeira vez que pisava naquela embarcação sem a sua família. E a uma hora atrás, teve o infortúnio de ouvir as inúmeras histórias do capitão Tobirama sobre os perigos de estar no alto mar. “Pai! Pensei que iria vomitar a frente de todos.” Aquele foi um dos motivos que a forçou a abandonar a sala, mas ainda não estava totalmente recuperada do choque das tripas expelidas e das cabeças arrancadas, sempre que pensava nisso seu coração parecia querer a sufocar. Elevou um pouco o corpo, depositando todo peso naquela madeira grossa do navio, desejando que aquela brisa limpasse todos os pensamentos horrendos de sua mente.


Quando menos esperava, braços fortes a envolveram pela cintura. Não gritou, nem se assustou, apenas voltou a posição inicial. Hinata aprendeu a reconhecer a presença do seu marido pelos seus simples gestos, seu abraço, toque, respiração, e até pelo seu silêncio. Outro motivo que a levava pensar que o sujeito a sua trás era nada mais nada menos que o seu marido Uchiha Sasuke, era as suas atitudes ousadas e um tanto quanto íntimas e constrangedoras para a ex Hyuuga.


– Pensas em saltar para essas águas? – sussurrou no ouvido da azulada e esperou sua resposta negativa. Claro que ela não pensaria em tal ato. – É que essas águas estão repletas de tubarões. – Sasuke sentiu os efeitos que suas palavras tiveram para a mulher. Para quem estava relaxada em seus braços, Hinata alterou-se com a informação desnecessária. O Uchiha tinha mesmo o dom de criar e de destruir um clima romântico.


– Minha nossa! – exclamou assustada. Todo o esforço que fez para limpar seus pensamentos, foram arruinados por Sasuke num minuto. Recuou em vão, pois Sasuke ainda estava a sua trás, o que conseguiu apenas foi pisar algumas vezes nos pés do soldado.


– Acalma-te! – riu da atitude da companheira, e reforçou o abraço, dessa vez para a confortar. – Estás no barco mais resistente e seguro de todo país, e tens ao redor os melhores guerreiros de todo Japão. Tirando o Tobirama é claro. Esse nunca que iria salvar um Uchiha. – pensou o moreno. O desgraçado seria capaz de salvar todo mundo e abandonar eles no barco em chamas. – Mas não te preocupes, porque eu estou aqui. Não é o suficiente para te sentires segura?


– Talvez! – disse desanimada. Sasuke ainda podia sentir seus músculos tensos. Hinata suspirou profundamente e tentou relaxar. – Porque me trazes para esses lugares Sasuke? – deitou a cabeça no ombro do moreno. – Que tortura ao meu emocional.


– Porque és a minha esposa e como tal, tens a maldição de acompanhar-me em todos os bailes, e jantares que a corte imperial organizar. – depositou um beijo na pele delicada e perfumada de sua Hime, e depois dos oito resmungos que recebeu depositou outros mais demorados – Se estás tão incomodada, afasta-te de mim – o que seria impossível, porque não deixaria – Relaxa Hinata é só um beijo. – mas parece que para um Hyuuga, era um crime hediondo um esposo beijar sua parceira.


– Devo... – finalmente conseguiu soltar-se dos braços do Uchiha, virou o corpo para encara-lo séria – Devo lembrar-te de que não estamos sozinhos Uchiha Sasuke. Não sorri Sasuke, podemos ser presos.


– Não! Não vamos – talvez fosse repreendido se ainda fosse um simples e idiota soldado. – Mas se tem que ser. – pousou as mãos na cintura feminina. Hinata pensou que pudesse ser devorada apenas com o olhar do general, ainda bem que seu cérebro ainda estava operacional. – Que seja por algo mais grave.


– Não! – num gesto infantil e divertido para Sasuke, Hinata levantou as mãos até os lábios, impedindo as investidas do seu criminoso. – A minha mãe dizia que os casais que são flagrados nesses momentos íntimos são presos e até mesmo mortos Sasuke.


– Talvez os casais não comprometidos. – alinhou mais uma vez nas manias de sua esposa, como diminuir o seu tom de voz, e esquivar de seus beijos em lugares públicos. – Nós somos comprometidos. Pergunte ao senhor Hiashi se ele obedecia essa regra quando estava ao lado de uma beleza igual a minha.


– Rejeito! – cruzou os braços zangada, o que despertou a curiosidade do rapaz – Eu não vou explorar um momento íntimo dos meus pais Sasuke. – empurrou com facilidade o soldado que tinha baixado a guarda – Nem devia pensar nisso. Muito obrigado por perverter meus pensamentos querido.


Sasuke soltou outra dose de gargalhadas diante da face emburrada e constrangida da mulher. Nunca pensou que se divertiria tanto ao mesmo tempo que fortalecia seus sentimentos amorosos pela esposa. Os Hyuuga foram sempre uma família bastante conservadora e idealizar um casamento com uma Hyuuga, não fugia de algo formal e monótono, mas Hinata tinha superado as expetativas desde o dia em que a conheceu.


Hinata voltou a posição inicial antes da chegada do marido. “Porquê que os Uchiha têm de ser tão atrevidos?” pensou no que os levaria a adquirir aquelas atitudes. Reparou numa estranha movimentação nas ondas, recuou o corpo assustada. Foi quando sentiu os braços fortes de Sasuke na sua cintura. O Uchiha riu da situação e voltou a abraçar a perolada. Agora seria difícil acalma-la.


– Sabes Hinata, cheguei à conclusão que você as vezes provoca. E eu apenas alinho nas suas jogadas. – depositou outro beijo no pescoço macio.


– Não provoco não! – fechou os olhos e procurou relaxar. Teria que aprender a tolerar mais um gesto ousado de seu marido – Meus pais sempre alertaram-me das diferenças entre um Uchiha e um Hyuuga...infelizmente eu os ignorei e aqui estou eu casada e sendo injuriada por um.


– Já eu acho o contrário. Não temos assim tantas diferenças. – olhou para o horizonte pensando no próximo jogo de palavras para a acalmar, mas o som da música alta e desafinada, uma clara evidencia de que alguém emprestou o instrumento musical no seu eterno rival bêbado Uzumaki Naruto o distraiu fazendo falar coisas totalmente falsas e que a azulada sabia – Sempre gostei dos Hyuuga.


– Mentira!


– Não discorde do seu marido. – repreendeu brincalhão, mas sem jeito por ter sido apanhado – Os Uchiha são ousados, corajosos, guerreiros, e os Hyuuga são ótimos em estratégias, conservadores, tímidos e envergonham-se facilmente. Se bem que isso só aprendi com você.


– É porque esse é o meu maior defeito na vida. – confessou envergonhada.


– Então sou um homem sortudo. – conseguiu acalma-la – Porque saíste do jantar?


– Por vários motivos. Não estava me sentindo bem com as histórias do capitão Tobirama.


– Já eu acho que não estavas suportando a cara daquele insuportável. O que te faz ser uma perfeita Uchiha. – sorriu brincalhão, mas recebeu um tapa no braço pela distorção de palavras.


– Depois, se me permites dizer uma crítica – esperou pela aprovação do esposo, o que não lhe foi negado – Também precisava afastar-me do capitão Jiraya, acho que ele ultrapassou o limite de álcool. Tenho todo respeito pelo teu superior, mas sinto que sufocaria. Eu fugia para o norte, ele ia para o norte, eu fugia para o sul, ele ia para o sul. Porquê?


Sasuke sorriu pela inocência e do descontentamento de sua amada, outra característica única dela. Na verdade ele também havia notado a perseguição descarada do seu superior e veterano. Jiraya só seguia duas coisas na vida, álcool e mulheres. Se Hinata possuísse a mesma personalidade agressiva de Tsunade Senju, o superior teria algum receio de aproximar-se.


– Ele procura sentir o toque da minha espada na sua garganta. – respondeu à pergunta da azulada – E olha que tenho todo o direito do mundo. Eu realmente tenho um controle formidável.


– O que concordamos senhor Uchiha?


– Nada de assuntos de espadas e mortes, mas é a minha vida. São as coisas que mais me cercam.


– Estou consciente disso. Mudando de assunto, estou ansiosa para chegar em casa. Tomar um banho quente relaxante. Depois uma boa noite de sono na nossa cama. – imaginou o futuro conforto, e aí, estaria descansada, mas Sasuke tinha que perverter seus pensamentos mais uma vez.


– Eu talvez tenha outros planos para depois do banho. Que tal revermos nossas prioridades, querida.


Por mais que tentasse dar pouca importância as palavras de Sasuke, elas não deixavam de ter um impacto constrangedor para si. Diferente dos membros de sua família, os Uchiha falavam tão abertamente sobre sexo, como qualquer outro assunto. A azulada ficava com o coração na mão sempre que recebia a visita dos pais ou dos irmãos, implorava mentalmente para que o moreno controlasse suas palavras. Felizmente seus pais, nunca chegaram a descobrir o que saia da boca do seu marido.


Sasuke podia retirar sua mulher novamente do transe em que se encontrava, mas seus sentidos de guerreiro estavam em alerta. O barulho de algo sendo disparado tinha sido abafado pelo barulho dos músicos no salão de baile. Seus instintos de guerreiro estavam o alertando. O que será que ouviu?


– Sasuke! – Hinata chamou-o. Quando não obteve resposta tentou encarar seus olhos, olhos estes que transmitiam seriedade, frieza – Sasuke está tudo bem?


– Agarra-te a mim Hinata! Agarra-te bem.


– Sasuke o que se passa? – obedeceu suas ordens.


– Eu estou aqui Hinata, é o suficiente para estares segura. – foram as suas últimas palavras de conforto. Sasuke já podia ver a ameaça que havia despertado seus sentidos.


Hinata não soube explicar o que aconteceu nos segundos seguintes, se ela ajudou em algum momento, se pulou do navio ao mesmo tempo que o general, se ele a ergueu depois pulou, simplesmente não conseguiu acompanhar os movimentos do general.


O choque térmico despertou-a para a realidade. Qual era a ideia do seu marido, para pular de um navio em movimento. A perolada voltou a abrir os olhos e surpreendeu-se com o que viu: o navio estava a arder.


Um míssil não identificado atingiu o navio Konoha Proud. A melhor construção marítima da cidade estava destruída. Milhares de soldados e suas esposas estavam à mercê de um mar repleto de tubarões. Corpos, sangue e tubarões eram uma péssima mistura para quem ainda respirava.


–––X–––


Depois de uma batalha difícil pela sobrevivência dos dois, o Uchiha chegou em terra seca, segurando firmemente o corpo inconsciente, todo seu esforço em salva-la terá sido em vão senão agisse rápido. Tapou o nariz da Uchiha e começou o processo de reanimação. Não obteve nenhum resultado na primeira tentativa, segunda, nem na terceira tentativa, estava desesperado, na sétima tentativa ela reagiu, Sasuke respirou aliviado enquanto observava a azulada expelindo violentamente toda água que tinha no organismo. Agora permitiu-se concentrar na sua própria dor, deitou no lado oposto, e suprimiu outro grito de dor.


– Sasuke! – deparou-se com a dura realidade em que se encontrava quando ergueu o corpo. O barco em chamas não foi a pior coisa que observou naquela noite, aquilo era mil vezes pior, dezenas de corpos estavam espalhados por toda a costa marítima. Eles tinham chegado, mas a que preço. Um urro de dor mexeu com o seu inconsciente, era Sasuke. Hinata virou rapidamente a procura do moreno. – Sasuke!


Petrificada! Hinata estava petrificada com tamanho banho de sangue. A cada minuto um soldado chegava a costa ferido, Sasuke também estava ferido, sua perna esquerda estava bastante danificada pelo ataque do tubarão. Era a primeira vez numa situação como aquela, não sabia o que fazer, como reagir, só sabia de uma coisa. Sasuke não podia morrer.


– Hinata! – sentiu os dedos trêmulos tocando seu rosto – Estás petrificada querida. – e mesmo no automático tentava ajudar-lhe. – Parece que eu tinha razão acerca dos tubarões – e como tinha razão.
“Acorde! Hinata acorde!” tentou obter o controle de seu corpo apavorado para o ajudar “onde está a inteligência em estratégia dos Hyuuga...acorde, Hinata acorde, reage!”


– Eu disse para reagires! – auto infligiu-se uma punição, Sasuke ficou assustado com a reação espontânea da mulher. O lado direito da sua face estava vermelho e ela continuava serena como se não tivesse acabado de levantar a mão contra o seu próprio rosto três vezes. – Eu vou ajudar-te. – rasgou metade do seu quimono para amarrar a volta da perna, pegou na espada de família e estendeu o braço na sua direção. – Vamos até a cidade.


– Vai procurar um ponto de refúgio Hinata. Não sabemos se voltarão a atacar. – aconselhou-a, mas ela preferiu ignorar. Que teimosia era aquela, e justo naquela noite que precisava do seu lado obediente. Desistiu de persuadi-la. – O nível de adrenalina deve estar no máximo – foi ignorado. Aplicou máxima força naquele impulso para levantar, a seguir apoiou seu corpo pesado no delicado ao seu lado. – Não vais conseguir.


– Então vamos morrer tentando. Está bem? – agora seria ela, a acalma-lo – Nenhum homem fica para trás.


Sasuke sorriu ao ouvir aquelas palavras, onde ela havia aprendido o lema dos guerreiros. Caminhou ao seu lado até a cidade.


Hinata deduziu que todos os habitantes já estavam conscientes da calamidade que aconteceu. Observou várias carruagens de reconhecimento descendo para a costa, e soldados correndo até as muralhas do castelo, para reforçarem a segurança do imperador. Sempre que passava uma carruagem em alta velocidade, a Uchiha gritava por auxilio, porem era sempre ignorada.


Seus olhos perolados fixaram-se na carruagem familiar que vinha na sua direção. Era o símbolo de sua família, só a família principal usava aquela carruagem. Hinata não sabia, se devia gritar o nome de seu pai, ou do seu irmão. Claro que como conselheiro do rei, seu pai deveria estar na presença do regente, então só podia ser Neji dentro da carruagem. Que sua especulação estivesse certa. Respirou fundo e gritou com todas as suas forças.


– Neji! – que sua especulação estivesse certa. Felizmente ela estava certa, logo a seguir a carruagem parou.


– Hinata! – Neji foi o primeiro a reconhecer a dona da voz. Com uma simples ordem do primogênito da família, o cocheiro parou a carruagem no meio da rua, e o Hyuuga abriu a porta para confirmar suas suspeitas – Hinata – exclamou preocupado. – O que aconteceu?


A ex-Hyuuga estava enganada seu pai também estava acomodado dentro da carruagem, não tinha tempo para pequenas admirações, Sasuke ainda precisava de ajuda.


– Por favor, ajudem-nos.


Hiashi notou o alivio do genro quando recebeu a sua filha nos seus braços. Mesmo debaixo de tanta dor, ele ainda estava preocupado com a sua filha. Sasuke permitiu-se entregar nos braços da morte sem resistência assim que confirmou que ela estava em segurança.


– Neji! Leve-os para o ponto médico dos Hyuuga e alerte a família Uchiha, sobre isso. – Hiashi teria que dispensar o treinamento do seu filho face a invasões para outra altura, ou talvez ele pudesse fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Subiu noutra carruagem, disponibilizando a sua para o transporte dos três – Eu vou para a corte. O imperador precisa dos seus conselheiros. Cuide da situação em casa.


– Sim, pai! Hinata vamos.


––X––


Um ano passou-se desde o ataque ainda não assumido no meio do mar. Muitas vidas foram ceifadas, famílias foram destruídas e desestruturadas, filhos órfãos, soldados mutilados, mulheres viúvas, e uma praia interditada pelos níveis de predadores que ela chamou. Hinata agradecia todos os dias por não estar incluída no penúltimo grupo, porém, as coisas nunca mais foram as mesmas desde o acidente.


Dois messes após o acidente, Sasuke expressou seu desejo de regressar para a sua casa. O Uchiha estava cansado de tantos olhares de compaixão em cima de si. Tudo isso porque teve sua perna amputada, única solução que os dois médicos dos clãs Hyuuga e Uchiha chegaram.


Hinata concordou com o resmungão, afinal, o perigo já havia passado, e não havia necessidade de continuar numa das casas do seu clã, quando que os dois possuíam sua própria casa. Com a ajuda de sua mãe e sua sogra, tratou de todos os preparativos para a partida, e o conforto dele na residência. Outra exigência do Uchiha foi de reduzir o número de servos na casa. Mesmo depois de tantas mudanças bruscas Hinata não perdeu o sorriso, e dia a dia tentava recuperar a alegria que outrora perdeu.


Sasuke fazia os possíveis para não se isolar da esposa, assim como se isolou do mundo. Lembrava-se sempre do esforço que ela teve para transporta-lo até a cidade, das noites que dormiu ao seu lado, mesmo que algumas vezes ele a expulsava bruscamente por conta da humilhação que era seu atual estado, sua força, determinação, teimosia, lealdade, seu amor e carinho durante todo o processo, só aumentou o apreço que sentia. Lembrar-se também do esforço e força que depositou para protege-la das garras da morte, ajudou no processo de recuperação. Nesse momento ele tentava colaborar nas conversas triviais que a Uchiha puxava-o sempre.


– Sua mãe deve ser a autora de todos os provérbios e ditados que existem no mundo, querida. – sorriu ao ver a cara emburrada dela. Hoje ela faria questão de revelar-lhe todos os provérbios de sua sogra.


– Ela dizia. Só chega a velho, quem escuta conselhos. – moveu uma mexa de cabelo atrás da orelha para facilitar-lhe servir o chá quente. – Ou será só tem cabelos brancos, quem escuta conselhos. É uma coisa parecida.


– Lá está outro proverbio da minha sogra. – soltou uma gargalhada. Ele já tinha ouvido aquela frase em outro lugar do continente.


– Não zombe de minha mãe. – levou as mãos graciosas para a cintura, numa posição de durona que o fez soltar outra gargalhada. – Sasuke!


– Não estou zombando, pelo contrário, aprecio seus inúmeros conselhos.


Sasuke tocou nos lábios de Hinata, um gesto que a mesma entendia que devia parar de falar e ouvir o ambiente ao seu redor. Ambos ouviram o barulho de carruagens, cavalos e homens gritando ao redor da casa. Minutos depois ouviram passos apressados pela casa, e o pedido de permissão de Megumi para entrar no mesmo cômodo que eles.


– Entre Megumi! – autorizou assim que Sasuke baixou sua mão. A jovem serva entrou na sala e curvou numa simples, porém, respeitosa saudação aos amos. – O que está acontecendo Megumi?


– Seu pai está aqui senhora e está acompanhado pelo imperador. Tem uma escolta assustadora na porta de casa.


– Meu pai e o imperador. – Hinata sabia que aquela visita não era para ela e sim para a pessoa ao seu lado, mas será que Sasuke estava pronto para receber essa visita? – Sasuke.


– Deixe-os entrar Megumi! – ordenou Sasuke um pouco surpreso pela notícia, pois, era a primeira vez eu o imperador descia do seu castelo até a sua residência.


– Por favor sinta-se à vontade, vossa majestade. – por mais que desejasse permanecer na sala, Hinata sabia que devia retirar-se civilizadamente. E foi o que fez.


Antes de sair, ouviu as palavras do imperador, dispensando a saudação caprichada que um soldado deveria fazer. Um gesto gentil de sua parte, mas que aos ouvidos sensíveis do seu marido, era como uma facada no coração.


––––X––––


– É uma honra, recebe-lo em minha casa, vossa majestade – voltou a posicionar-se confortavelmente, embora fosse impossível.


– Gostaríamos que fosse por uma boa ocasião general, mas precisamos mais uma vez dos seus serviços.


– Guerra! – Sasuke não estava perguntando, mas sim revelando o real motivo do imperador requisitar seus serviços como general.


– Sim. – confirmou as suspeitas para o seu general. – Infelizmente nossos inimigos não respeitam nosso luto. Eles veem nessa catástrofe, uma oportunidade para invadirem nossas muralhas, saqueando nossos tesouros, e derramando sangue inocente nas ruas da nossa bela cidade. Perdemos excelentes guerreiros naquele acidente incluindo: três capitães, dois generais, quatro tenentes e também o sucessor do trono.


– Sinto muito pela sua perda, vossa majestade. – é verdade, o príncipe também estava presente no barco. Aliás o baile tinha sido sua ideia.


– Obrigado! General Uchiha, sei que não se encontra nas melhores condições, mas precisamos de todos os homens possíveis na linha da frente. Precisamos da sua experiência no campo de batalha. Pensa no que poderemos perder, se os inimigos invadem nossas muralhas.


– Eu compreendo senhor. – Sasuke sempre compreendeu os riscos que teria se perdesse uma única batalha – Pela honra da minha família e dos clãs que carrego – olhou para o sogro – Vou liderar a minha armada e a dos meus irmãos.


– Seu ato de heroísmo não será esquecido. Serás recordado ao lado dos teus irmãos e dos muitos guerreiros que arriscaram a vida pelo país. – olhou para o conselheiro – Senhor Hiashi.


– Sim! – Hiashi tomou a palavra como conselheiro. – Como o imperador bem informou, perdemos muitos homens nesse acidente e na última guerra, por esse motivo, decidiu-se fazer um novo recrutamento. Um homem de cada família, o anuncio será dado a partir de amanhã e as inscrições durarão cerca de três a cinco dias. Avisaremos quando terminar.


– Sim senhor.


– É tudo por agora. – declarou o imperador. Uma vez encerrada a reunião, o Namikaze levantou do seu lugar e abriu a porta de papel pronto para retirar-se, quando deparou-se com os olhos perolados idênticos ao do seu conselheiro e leal amigo. – Trarás muita honra para todos.


– Tenha uma ótima viagem Majestade. – Hinata afastou-se do caminho, dando passagem para a ilustre figura. A seguir olhou para o pai que ainda permanecia na sua sala de descanso.


– Quero expressar o meu orgulho para o homem que a minha filha escolheu como marido. – elogiou Hiashi antes de retirar-se.


– Obrigado! – agradeceu Sasuke.
– Tenha uma ótima viagem pai. – Hinata despediu-se do seu progenitor.


Novamente sozinhos na sua sala, o casal permaneceu em silêncio, um tentando compreender os sentimentos do outro. Hinata baixou o rosto para evitar o olhar observador do marido, mas esse gesto só serviu para confirmar as suspeitas do Uchiha. Ela tinha escutado a conversa, pelo menos na parte da sua partida para a guerra, senão, não estaria tão sensível ao seu olhar.


– Hime! – chamou-a carinhosamente, mesmo assim ela recusou-se a encara-lo. – Megumi! – esperou pela chegada da serva e ordenou que a mesma recebesse a bandeja da mão da sua esposa.


Hinata respirou fundo e sentou no chão da sala esgotada em todos os sentidos, e apenas com uma simples notícia que ouviu as escondidas.


– Hime! – voltou a chama-la.


– Não é justo – suas lágrimas vieram a superfície, e quase que punir-se-ia por aquela fraqueza, se não fosse Sasuke a impedido, segurando seus braços.


– É feio ouvir conversas privadas Hime. – puxou-a para o seu colo, e afagou seu cabelo. – Eu vou voltar Hime. Eu prometo.


– Não é justo Sasuke.

19 ноября 2019 г. 17:46:37 0 Отчет Добавить 1
Прочтите следующую главу Cansada da honra da família

Прокомментируйте

Отправить!
Нет комментариев. Будьте первым!
~

Вы наслаждаетесь чтением?

У вас все ещё остались 2 главы в этой истории.
Чтобы продолжить, пожалуйста, зарегистрируйтесь или войдите. Бесплатно!

Войти через Facebook Войти через Twitter

или используйте обычную регистрационную форму