cecifrazier Cecília Frazão

Bakugou acendeu um cigarro. Fumava quando não sabia como agir. Quando se sentia vazio e incapaz. A questão é que ele já tinha fumado uma carteira inteira, e a nicotina ainda não havia dado uma solução para seu problema.


Фанфик Аниме/Манга 18+.

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Короткий рассказ
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Capítulo Único: Burn it Down

A madrugada era silenciosa, bem como aquela rua deserta do subúrbio. Não ventava. Só se ouvia as cigarras cantando e latidos ao longe. O tempo era quente, fazendo com que o ar condicionado permanecesse ligado por um bom tempo em 18°, esfriando o cômodo consideravelmente. O barulho do eletrodoméstico era a única coisa que se ouvia naquele quarto de motel, além da respiração pesada do rapaz. Não era o melhor lugar da cidade, entretanto, não precisava ser luxuoso para uma pequena conversa.

Um último encontro, uma última troca de carícias.

Midoriya se encontrava sentando sobre a cama, com as pernas cruzadas e o coração palpitando frenético pela ansiedade. Esperava paciente pelo amado; ansiava poder tocá-lo, senti-lo, vê-lo de novo e dizer o quanto era louco por sua pessoa. Quantas loucuras faria em seu nome, o quanto estava disposto a ir até o inferno por ele, se fosse possível.

Deku. — A voz de Katsuki fora reconhecida imediatamente pelo rapaz, que se virou para observar o herói que acabara de chegar ao quarto.

Herói. Bakugou Katsuki era um herói e tanto. Uma pena não dizer o mesmo do jovem Midoriya Izuku. O loiro trajava roupas casuais; calça jeans e moletom branco. Izuku suspirou. Fazia tempo que não o via pessoalmente, apenas tinha a oportunidade de observá-lo através da televisão, nos noticiários.

Kacchan. — Midoriya levantou-se da cama e foi de encontro com ele. Mantinha uma expressão neutra no rosto, os olhos verdes analisando cada feição do homem à sua frente. — Senti sua falta.

— Eu também. — Bakugou sorriu terno, deixando um suspiro profundo escapar. Tocou o rosto do esverdeado com ambas as mãos, fazendo um carinho. — Mas precisamos conversar.

— Sua mensagem dizia que essa é a última vez que vamos nos ver. — Izuku murmurou. O semblante entristecido. — Por que?

Katsuki beijou a testa dele, então o fez se sentar na cama novamente. Ele não estava mais aguentando toda aquela pressão. Era um herói que mantinha em segredo um relacionamento amoroso com um vilão, o líder da Aliança dos Vilões. Não havia absolutamente nada mais contraditório que isso.

— Porque a U.A. tá na minha cola. — Bakugou se permitiu respirar. — Estão desconfiando por eu evitar participar das missões contra a sua Aliança. Acham que eu sei de algo.

— Por isso se afastou de mim durante esses seis meses? — Midoriya franziu as sobrancelhas. — E será que eles não estão te seguindo?

— Creio que sim. Tô sendo cauteloso ao máximo, e me afastei porque queria te proteger. Não suportaria ver te capturarem, então...

— E eu não suportaria ficar em você. — O esverdeado tocou as mãos do amado.

— Temos duas opções. — Bakugou apertou as gélidas mãos que tocaram as suas. — Nos afastamos por completo, saio do país e nunca mais nos vemos. Ou você pode sair da Aliança...

— Como assim? Eu não vou me entregar, Katsuki. — Ele alterou um pouco a voz. — Perdeu a noção? Eles não me deixariam sair vivo mesmo se eu contasse tudo o que sei. E ainda podiam te prender por traição! Quer dizer, eu tenho certeza que fariam algo a você, mesmo sendo um deles.

— Não falei em se entregar. — O loiro viu uma expressão confusa na face do menor. — Nós podemos fugir para um lugar que ninguém nos conhece. Nos afastar de todos.

— ...fugir? — Izuku sussurrou, como se estivesse processando a possibilidade. — Mas... eles nos caçariam. Imagine, o líder da Aliança dos Vilões e o herói Bakugou Katsuki, ambos desaparecerem ao mesmo tempo. Você já é um suspeito, Kacchan. Nem quero imaginar como as coisas ficariam para o seu lado depois disso.

— Não me importo em viver como um fugitivo, eu só quero viver com você. — Bakugou franziu as sobrancelhas. — Pra mim não dá mais só te ver quando não tem ninguém no meu pé. Você nem conhece onde eu moro!

— Sabe que esse é um caminho sem volta, não é? — Midoriya se aproximou mais do rapaz ao seu lado. — Kacchan... eu te amo, mas não quero te envolver nos meus problemas. Somos de mundos muito diferentes, e infelizmente esse é o preço da escolha que fizemos. Se eu tivesse te conhecido antes do acordo, nada disso teria acontecido. Não quero te perder, mas também não quero te prender a essa vida.

— Os seus problemas são os meus também. Não importa, eu já tomei minha decisão. A não ser que você tenha uma ideia melhor. — Bakugou colou suas testas, não cessando o carinho nas mãos pálidas. — Eu te amo, Izuku. Posso ter dito que essa é a última vez que vamos nos ver, mas o que quero de verdade é fugir contigo.

— E como pretende fugir comigo? — Midoriya sorriu, se erguendo para sentar sobre o colo do loiro. Ele passou a abrir vagarosamente o zíper do moletom branco, logo vendo a regata preta que Katsuki usava por baixo. — Já vou avisando que não serão só os heróis a nos perseguir.

— Acho que posso lidar com os seus amiguinhos estranhos. — Bakugou lambeu o lábio. Pôs as mãos nas coxas magras de Midoriya e as acariciou sobre a calça que ele trajava. — Vamos pensar nisso depois, tá? Senti tanto sua falta...

— Nem parece, cachorrinho. — O esverdeado empurrou Bakugou para o colchão assim que retirou o moletom. Ele continuou sentado, mas agora tirava a própria blusa preta de mangas compridas. Havia cicatrizes e marcas de injeções espalhadas pelos braços, e hematomas recentes no abdômen. Sinais de luta.

Bakugou não gostava de ver o amado de corpo maltratado; somente apreciava as marcas que ele mesmo deixava. Nos momentos em que o fazia seu, em que o possuía por completo. Ambos não sabiam como mantiveram aquela relação escondida por tanto tempo — quase três anos —, mas talvez fosse por conta da discrição e do sacrifício de passar longos momentos afastados. Bakugou completou o ensino médio na U.A. e fez questão de continuar mantendo contato com os profissionais. Afinal, ele foi um dos alunos mais poderosos daquela escola; suas habilidades e técnicas eram incríveis, uma ótima vantagem. Enquanto isso, Midoriya não tinha individualidade. Rejeitado e esquecido até All for One cruzar seu caminho deplorável. Foi fruto de experimentos terríveis, manipulado de várias maneiras, e aceitou tudo por pensar que enfim encontrara um lar.

Bakugou e Midoriya não podiam ser um casal normal. Nada de ir ao cinema, ter encontros ou conhecer os "amigos" um do outro. Quando perguntavam a Bakugou sobre namoradas, dizia que ficava com algumas pessoas quando queria. Nada além de diversão.

Mas Bakugou sempre amou Midoriya.

Na verdade, nem sempre. Tudo tem um começo, afinal. E o começo deles foi imprevisível e dramático.

— Vai fazer tudo o que eu mandar hoje? — Midoriya sussurrou, encarando, lascivo, o loiro. Ele rebolou de leve no colo alheio, e contentou-se em morder o lábio quando ouviu Bakugou gemer baixo.

Sim. — Katsuki ergueu o torso e segurou com força o quadril do Midoriya, então se beijaram. Um beijo afoito, desesperado e necessitado.

Midoriya agarrou as madeixas tão claras mais parecendo platinadas, se entregando ao beijo sôfrego, que fazia sons obscenos nos quais excitavam os dois. Izuku estava tão feliz em finalmente poder matar a saudade, quase deixando lágrimas caírem mesmo estando de olhos fechados. Bakugou o conhecia tão bem, que sentira Midoriya ficar mais carente por aquele contato. Por isso, ele pôs uma das mãos nas costas do esverdeado e o deitou na cama, logo ficando por cima.

Izuku... — Bakugou arfou assim que separou o beijo.

Faz amor comigo, Katsuki. — Midoriya pediu, com voz manhosa e expressão chorosa. — Quero ser seu, por favor.

Katsuki suspirou. Era incrível Izuku, impiedoso e imponente como vilão, ser sentimental e carente como seu amante. Por um segundo, lembrou-se da primeira vez em que se tocaram. Não teve romance, e sim desejo violento. Porém, ali, bem debaixo de Bakugou, estava um Midoriya pedindo, não para ser fodido, mas amado.

— Você já é meu, pra sempre. — Bakugou sussurrou ao pé do ouvido, e logo após lambeu o lóbulo. Deslizou a língua até chegar ao pescoço, sentindo o gosto levemente salgado da pele pálida. — Eu te amo, Izuku.

Midoriya sorriu, de olhos fechados. Tateou as costas do loiro por baixo da regata, sentindo-as geladas e muito bem esculpidas. Arranhou calmo e sem utilizar força, contudo, recebera um chupão forte no pescoço. Izuku gemeu baixo.

— Você sabe como eu gosto, Kacchan...

— Cheio de marquinhas. — Katsuki chupou outra vez o pescoço, mas em uma área distinta. — Porque você é meu.

— S-sim, eu sou. — Izuku entrelaçou as pernas ao redor do quadril de Katsuki. Puxou-o algumas vezes, encostando suas virilhas. — Kacchan...

— Você é apressado demais.

— Esperar pra quê? — Este riu baixinho. — Vem logo...

Bakugou parou de resistir. Desproveu-se de quaisquer roupas restantes e aproveitou para fazer o mesmo com Midoriya. A excitação tomando conta de sua mente não lhe deu outra saída a não ser pegar o lubrificante no criado-mudo e penetrar dois dedos melados pelo conteúdo em Izuku. Enquanto o penetrava, abaixou o corpo para chupar o membro rígido dele. Midoriya não controlava a voz e gemia. Gemia tanto, como nunca mais havia feito. A contorção involuntária dele não atrapalhava Bakugou de forma alguma no manejo das duas ações. Aquilo, na realidade, o excitava. Ter Midoriya totalmente entregue, apesar da postura dominante no começo.

Tá gostoso? — Katsuki sorriu malicioso com o grunhido incompreensível do rapaz, e voltou a chupá-lo.

Midoriya queria gritar, mas tinha vergonha, — talvez não fosse para tanto — entretanto, sentia uma explosão eminente. Num emaranhado de sensações, ele gozou. Bakugou provou o gosto salgado na língua, e se sentiu vitorioso. Todas as vezes que fazia Midoriya gozar eram vitórias, mas aquela, em especial, foi além disso.

— Menos de cinco minutos... — Katsuki sussurrou meio rouco. Acabara de engolir o fluído. — O quão desesperado você está, Deku?

— Cala essa boca... — Izuku não tinha noção mais de nada.

Bakugou tocou o próprio membro. Arfou, imaginando que a noite seria longa.

● ● ●

Midoriya dormia. Um sono pesado e merecido, pois estava exausto. Já Bakugou, nem sequer pregou os olhos. Estava sentado na beirada da cama, tendo entre os dedos seu relógio de pulso. O peito doía de tal forma, que quis sumir. O peso de suas ações era insuportável. Caso pudesse voltar no tempo, jamais teria aceitado aquela missão de merda. Uma missão que ocupou longos três anos de sua vida, e que lhe deixou uma enorme ruptura emocional.

Katsuki olhou para Midoriya. O arrependimento batia forte, e se sentiu a pior pessoa do mundo. Um verdadeiro monstro, ainda pior que Midoriya. Ele jamais entenderia, jamais o perdoaria por tê-lo enganado por tanto tempo, mas Bakugou não queria isso. Não queria que Midoriya entendesse, pois no final das contas, ele foi vítima. Vítima de um vilão manipulador, vítima da sociedade e vítima dos heróis, os quais deveriam protegê-lo, e não enganá-lo. Bakugou devia protegê-lo. Os sentimentos eram reais, mas não eram exatamente aquilo que Izuku pensava ser. Nem todas as palavras de Katsuki eram sinceras.

O pequeno botão atrás do relógio de pulso foi pressionado. Isso indicada o fim de sua missão. Significava que, a partir daquele momento, não era mais responsabilidade de Bakugou. Não teria de se preocupar com Midoriya, nem fingir mais. O problema era: ele não fingiu. Apaixonou-se de verdade. Apaixonou-se por um vilão. E justo um dos mais perigosos. Porém, Bakugou fez o juramento de herói. Não podia quebrá-lo em hipótese alguma. Izuku, quando estavam afastados, era um completo psicopata. Fazia mal às pessoas. E o herói não podia permitir que aquilo continuasse.

Não passou muito tempo até vir Eraser Head e Edgeshot adentrarem o quarto, silenciosos como gatos. Bakugou preferiu sair de cena. Não seria capaz de encarar Midoriya depois do que fez.

● ● ●

“Na madrugada desta quarta-feira, o líder da Aliança dos Vilões, Midoriya Izuku de 27 anos, foi capturado pelos heróis profissionais EraserHead e Edgeshot, em uma operação ultrassecreta que envolvia mais seis heróis, incluindo GroundZero, ex-aluno da U.A. e o mais jovem entre eles! A operação estava sendo executada há três anos e hoje finalmente foi concluída com sucesso. O objetivo da U.A. agora é capturar o perigosíssimo All For...”

Bakugou desligou a televisão. O cheiro de nicotina impregnava o apartamento, mas não era um incômodo para o herói.

Herói. Bakugou Katsuki era um herói e tanto.

8 ноября 2019 г. 19:04:41 0 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

Cecília Frazão Hey, eu sou a cecifrazier, mas, pode me chamar de Ceci/Zezi, já que praticamente todo mundo me chama assim. Eu escrevo fanfics e de vez em quando uma história original, poema, conto, etc. Já me viu por aí? Pois é, eu estou em vários lugares da internet mesmo. Fui do Nyah, depois fui do Social Spirit e agora estou testando novas plataformas, como o Inkspired, Wattpad e Sweek. Relaxa aí e vem ler as coisas que eu escrevo.

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