Cuspir nas Estruturas Подписаться

jpsantsil Jp Santsil

Cuspir nas Estruturas volta mais uma vez aos finais dos anos 90. Período conturbado para um jovem como eu naquela época. Essa letra retrata isso... indignação de um jovem negro da favela, que escolheu o caminho do bem e fez do RAP a sua arma. Muito diferente dos meus mais de 25 amigos de infância que perdi para o tráfico de drogas. Dizem que o homem é produto do seu meio. Eu sobrevivi a esse meio de maldades, atrocidades e ignorância... e essa letra de RAP foi o meu grito de sobrevivente. Voz com tons de revoltas, mas que me libertou da miséria em que me encontrava.


Поэзия сатира Всех возростов.

#hip-hop #rap
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Cuspir nas Estruturas (poesia cantada)

Pra entender o Rap, tem que ser inteligente

Pensar e refletir, e agir decentemente

Tem que ter a humildade, o respeito, a virtude

Nas rimas, nas batidas, nos scratches atitude

Para ignorância sabedoria é a cura

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!



Para ignorância sabedoria é a cura

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!



Adoentados não o corpo, mas é pela mente

O sistema hipnotiza permanentemente

Como bonecos de fantoches somos controlados

Alienados, massacrados e escravizados

Fazendo isso ou aquilo vão te dando ordens

Aí parceiro tô ligado o sistema fode

Vai fodendo a sua vida e de sua família

Por uma beca, um barraco, um prato de comida

E aquele preto no sol quente de uma construção

Que constrói apartamentos e também mansão

E no final analisando o fruto do trabalho

Vira o rosto para o lado e fica revoltado

Constrói o belo e o conforto bancando os ricos

Enquanto mora num barraco, num desses cortiços

E aquela preta lavadeira sempre escravizada

Que sempre lava a sua cueca, limpa a sua privada

Que prepara o seu café, almoço e jantar

Que você não dá valor na hora de pagar

Falo sério e não me igualo a nenhum político

Opressores mentirosos quem duvida disso

Que no discurso abre a boca e rir como uma hiena

E no palanque vejo a besta falando blasfêmia

Falando sério, aí parceiro não estou brincando

O sistema com as suas armas vãote derrubando

Fique atento meu irmão não seja alienado

O sistema manipula e quer te ver calado



Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!

Tem que ter cultura pra cuspir nas estruturas!



Em fevereiro o massacre aqui é total

É o sistema e sua máquina do carnaval

Nos camarotes protegidos estão os barões

E lá em baixo o meu povo fora dos cordões

Que faz surgir o repique, o toque do agogô

Agora assiste excluído o que inventou

E a playboysada se diverte dentro de um bloco

E na calçada é mais um preto que amanhece morto

E tem Brown que anda achando que é o Faraó

E que o Egito é a Bahia, preto tenha dó

A Bahia minha terra pro turista é bela

Vou mudando opinião mostrando a favela

Aqui é onde a pobreza fica amontoada

Aqui tem casa sobre casas, ruas abandonadas

Aqui também é onde impera atos de violência

Aqui a morte e a malandragem são as consequências

No meu estado condenado de ser um preto pobre

Vejo o massacre do sistema e tenho que ser forte

Vários irmãos e irmãs vão perdendo a vida

Na frente da televisão, no copo de bebida

Nos pagodes várias tretas, várias baixarias

Vão bitolando o meu povo com suas orgias

Acredito na mudança através do RAP

Por isso canto superando a rima prevalece

Prevalecendo como vírus de um condenado

O HIP-HOP se alastrando, nego é o meu contágio

E um dos sintomas são o excesso de informação

É o protesto, a união e a revolução

Faço do RAP minha arma, minha opção

As minhas rimas cabulosas são a munição

Engatilhados de batidas pulsando no ouvido

São as rajadas de scratches do DJ zunindo

Vou rimando e vou cuspindo em quem estiver na frente

A batida é o gatilho, a rima está no pente

Movimento HIP-HOP tem que acreditar

A parada é que é louca, sim! Vamos mudar!

(ouça essa poesia cantada clicando aqui)

7 ноября 2019 г. 6:09:18 0 Отчет Добавить 1
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Об авторе

Jp Santsil Nasceu em Salvador, capital do Estado da Bahia, tendo se dedicado mais da metade de sua vida a projetos de ativismo social, educacional, cultural e ecológico com crianças e jovens em estado de risco e extrema pobreza nas favelas e comunidades carentes do Brasil e Ecuador. Atualmente vive e é cidadão do Estado de Israel, oriente médio asiático, onde se dedica a projetos ecologicamente sustentáveis. ​

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