miewgic Mimi

A ideia de inferno nunca me fora acolhedora ou assustadora, ela apenas existia. A partir do momento em que passei a literalmente viver no inferno, tudo o que eu mais queria, era poder fugir para longe... Mas fugir nunca foi uma opção. Ao invés disso, permanecer e fingir tornou-se meu lema de vida. Mas... Ao que tudo indica, até os deuses, vez ou outra, apiedam-se de almas decrépitas como a minha e decidem conceder um pedaço do paraíso, para aquele que jamais imaginou ser digno de vislumbrar a felicidade. * Todos os Direitos reservados à mim, Blubluleta|Wattpad & miewgic|InkSpired * Conto dedicado à Naty, pelo seu aniversário. Obrigada por tudo. Te amo! 01/10/2019.


Короткий рассказ 21+.

#namjin #kim-seokjin #kim-namjoon #bts
Короткий рассказ
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* A parte inicial desse Conto foi originalmente postada no meu perfil do Wattpad, na conta de user Blubluleta, no dia 08/06/2019 e retirada no dia 28/09/2019. A parte inicial desse conto compunha um capítulo/uma oneshot de uma coletânea de nome a word... hell. igualmente postada no meu perfil do Wattpad, retirada do mesmo e que agora, será postada aqui. *



* Todos os Direitos reservados à mim,

Blubluleta|Wattpad & miewgic|InkSpired *





Conto dedicado à Naty, pelo seu aniversário.

Feliz Aniversário, anjo. Você sabe que eu te amo.

Obrigada por tudo, por ser essa amiga incrível, maravilhosa e doce. Obrigada por não desistir e por ser tão carinhosa e doce comigo... Tu sabe que te admiro imensamente e sempre estarei contigo.

Obrigada por dar Roommate à esse mundo e por ser essa escritora que tanto me inspira e acolhe meu coração!

Esse não era o presente que te prometi... Mas como o presente de verdade não ficou pronto à tempo, resolvi improvisar! hahaha Espero que goste...

Obrigada por tudo. Te amo!

01/10/2019.


*



.KNJ.


Me afoguei num profundo abismo de solidão, isolamento e desamor, e não faço ideia de como sair daqui.


Abandonado, largado em um canto qualquer, sem uso, sem valor, sem razão.


Sozinho.


Como chegamos até aqui?


Eu ouvia suas palavras... Elas me confortavam, davam esperança, consolo, força.


Você era meu tudo, minha fortaleza, minha força, o ar que me mantinha desperto, o vento que afastava o calor, a chuva que hidratava os ossos e assim, tão repentinamente, esvaiu-se, por entre meus dedos.


Como um amor desmorona assim, sem começo ou fim? Não sei... Mas reconheço a dor.


Presságio da solidão é a entrega desmedida.


Por tanto tempo te pertenci que, quando você se foi, desaprendi o caminho de casa... Extraviado entre ruas, vielas, esquinas.


Tantos passavam, apontavam, questionavam; palavras sórdidas, convites, uma proposta. Recusa seguida de recusa mas... Uma hora, a inanição falou mais alto.


Não era meu corpo que tinha fome, e sim a alma, mas foi ele, o corpo, que usado de tantas formas, alimentou a compleição exausta de existir.


Porque? Porque você teve que fazer isso comigo, KaYee? Conosco?


Eu pensei... Cheguei a realmente acreditar que nosso 'para sempre' era verdade... Inocência demais, não?! Você mesmo vivia dizendo que eu precisava crescer, aprender a viver nesse mundo infernal...


Bom, acho que aprendi a lição.


De mão em mão, passei, vaguei; sujei meu nome, imundo estava meu corpo, destroçada era minha alma. No entanto, quem liga?! Contanto que eu os proporcione momentos de ausência do mundo, tudo ficaria bem.


Enquanto eles fogem da realidade, ela me espanca de uma forma sem volta; tantas são as marcas desenhadas em mim. As coloridas, em tons de roxo e marrom somem com o tempo, mas aquelas profundas, com o gosto do seu beijo e o cheiro do teu perfume, ah, essas não somem. Já tentei apagá-las, acredite. Não funcionou.


Sob o sol do dia, escondo meus olhos em óculos caros, apenas iludindo a mim mesmo que assim, as janelas da alma estão seguras e bem fechadas; sob a luz lunar, abro as persianas do coração, deixando que as lágrimas fluam e sequem, enquanto caminho pelas calçadas de Gangnam, apenas a espera de um carro preto, luxuoso, fedendo a ostentação parar ao meu lado e, com um sorriso bem ensaiado, sou levado a todo tipo de lugar.


Boates, festas privadas, hotéis de luxo, iates, mansões, é tudo igual: frio, prático destrutivo.


Foram tantos e tantas... Já perdi as contas.


Há três anos, você deu fim a nós; há dois anos e seis meses, deixei de pertencer a você e passei a ser de todos. Ah não, não entenda errado. Eu odeio isso. Com cada parte da minha alma porém, depois que perdi tudo, só me restou seguir por esse caminho...


Agora, posso me manter, tenho uma casa pequena, mas minha, pago minhas contas e tenho comida na geladeira. Eu poderia parar, sim, tenho boa educação e poderia encontrar outro emprego mas... Acho que toda minha dignidade se fragmentou, indo parte quando você partiu - meu coração e da minha vida - levando tudo o que eu tinha, inclusive o direito de morar em meu próprio apartamento e parte quando me deitei pela primeira vez em uma cama de motel, para ser tocado por outro que não você.


O que fizemos conosco? O que você fez comigo...?


E só o que fiz foi amá-lo. Tanto, que às vezes dói pensar no pretérito. É, talvez esse tenha sido meu maior erro.


Mas agora, não posso mais pensar nisso. Respire fundo, enxugue as lágrimas, sorria sedutoramente, pois a BMW M3 azul escura se aproxima e o mauricinho dentro dela com certeza vai gostar e muito do que terá disponível em sua cama, essa noite.



*


A vida de um Garoto de Programa só tem três possibilidades de finais possíveis, dois deles felizes e um não. A primeira delas é quando o garoto em questão encontra o amor de sua vida, que se apaixona por ele sendo exatamente como é, o aceita assim e, graças à esse amor, ele ganha forças para abandonar essa vida degradante, construindo um futuro bonito e doce.


A segunda opção, talvez a mais altruísta, consiste no garoto de programa compreendendo o quão infeliz e solitária é essa vida e, movido pelo desejo de liberdade e felicidade, abandona toda essa merda e segue em frente, sozinho, tendo a si mesmo como inspiração e motivação, sendo capaz de conquistar o mundo inteiro, mesmo sem um outro alguém para apoiá-lo.


A terceira e mais triste, é aquela onde o garoto de programa simplesmente aceita que nunca poderá ter um 'felizes para sempre', que sua vida é essa mesma, vender seu corpo a estranhos, em troca de quantias ridículas de dinheiro que pagarão o pão que ele come, e que para ele, não há salvação. Isso quando um cliente insatisfeito não decide dar uma lição ao garoto ingrato, lição essa que o arranca dessa vida miserável sem nenhuma misericórdia, mas será rapidamente captada por aqueles que ficaram... Ah, acho que essa na verdade é a opção mais triste...


Enfim, o que realmente importa é que, de todas as opções disponíveis, sinto que não serei capaz ou digno de viver nenhuma delas... Talvez a terceira, onde me conformo com a vida de merda que levo e apenas aceito que não presto para mais nada... Mas, se é assim, porque então é tão difícil dormir mais noites em camas estranhas do que na minha própria? Porque meu maldito coração dói tanto a cada vez que um casal de mãos dadas passa ao meu lado? Porque eu sinto como se fosse sufocar com os sentimentos que jamais mereci ter? Porque me sinto tão imundo que nem todos os sabões do mundo seriam capazes de limpar a sujeira do meu corpo e alma?


Não entendo... Mas agora, não há tempo para pensar... Não há tempo para mais nada... Porque o dia já está amanhecendo, o que significa que é minha deixa para sair de fininho do quarto chique de um motel caro, não sem antes pegar o envelope gordo, que o mauricinho fez questão de deixar preparado, na mesa de cabeceira ao lado da cama.


Com o dinheiro bem guardado no bolso interno da jaqueta, saio do quarto e dele, rumo à rua. O vento frio da manhã abraça meu corpo de forma acolhedora, trazendo uma sensação quase etérea de paz.


As ruas da inquieta Seoul encontram-se pacíficas, há pouco movimento nas ruas, dada a hora; ainda é muito cedo. Os poucos pedestres que transitam pelas calçadas são silenciosos e seguem seus caminhos de forma simples e direta.


Ando até a estação de metrô; o corpo cansado e grudento, me dá náuseas. Mal posso esperar para chegar em meu apartamento e me livrar dos vestígios degradantes da noite passada.


Quando finalmente dentro do monstro metálico, tento criar linhas de pensamento que me afastem do abismo profundo que minha mente insiste em me jogar. Tão logo minha estação chega, rumo em passos rápidos até o pequeno apartamento.


Moro num bairro feio e podre; as pessoas aqui estão sempre mal-humoradas e tem fama de serem o pior tipo de gente. Não me importo muito com isso, não quando me sinto bem propenso a ser comparado à elas, mas, há aqueles dias que meus neurônios estão mais sensíveis e me sinto tão desesperadamente mal que só queria poder fugir dessas ruas feias e mal iluminadas.


Meu prédio, uma construção de três andares que um dia já foi pintada de amarelo-claro, é igualmente podre e horrenda. A pintura desgastadas, as pichações que há muito pararam de importar aos vizinhos, só refletem o quão degradante é essa minha vida.


Subo as escadas resignado, já que o elevador parou de funcionar há bons meses. Em frente à porta branca manchada, saco o molho de chaves e giro-o na fechadura. A porta se abre e o ambiente pobre invade minha visão.


Minha vida é realmente uma miséria...


Uma existência medíocre, uma alma imunda, um corpo sujo, um coração fodido e uma casa decrépita. Não poderia ficar pior...


O ambiente porco é minha única referência de lar, já que o lar que um dia tive, me fora arrancado a base de perfidez e frieza. Mas não, não digo porco de forma literal, afinal, tudo o que me resta a fazer quando não estou nas ruas, é arrumar meu apartamento. Mantenho-o sempre limpo e o mais arejado possível, mas parece que produto nenhum de limpeza consegue arrancar daquelas paredes, a podridão de uma existência tão vazia e infame...


É... Essa é a minha vida... E assumo que não tenho a força necessária para transformá-la e, talvez, em vontade eu tenha... Só me resta... Aceitar.



*


Mais uma noite, mias uma boate idiota.


Diferentemente das boates comuns de Seoul, Soul é a umas das poucas que oferece serviços extras aos seus clientes.


Fui escalado por Seunghyun para ficar do lado de dentro essa noite. Na verdade, para mim pouco importa, porque sei que vou acabar a noite numa cama qualquer, aqui dentro ou lá fora. Mas claro, uma vantagem inegável é que, aqui dentro, a clientela é bem mais generosa do que os escrotos do lado de fora. Raramente um cliente é violento ou sádico, já que, quando tentam, não me importo de dar-lhes uma boa lição de boas-maneiras.


Seunghyun é meu chefe, ou seja, é o cara que garante que meu rosto bonito seja apresentado às pessoas certas, o que gera uma quantia razoável na minha conta no banco e vários contatos à ele. Ele não é o monstro que se espera, mais de uma vez já me incentivou a sair dessa vida, especialmente quando lhe contei sobre meu desejo de cursar medicina, mas no final das contas, a realidade surrou minha cara, me relembrando de onde realmente era meu lugar...


Enfim, hoje a noite promete ser longa, já que a boate está cheia e muitos rostos lustrosos brilham diante de mim. É... Vou me dar bem.



*



Quase duas horas depois de eu ter chegado e ninguém ainda fez contato. Até entendo, a maioria tem certo receio ou vergonha de tomar a iniciativa e no geral, não me incomodo de correr atrás, no entanto, hoje não estou com um humor muito bom para ser o primeiro a flertar...


Permaneço no bar, alternando as doses de whisky com uma soda limonada, apenas para estar disposto o suficiente, quando o trabalho me chamar.


Estava tão distraído, vagando em pensamentos, que não notei quando um cara se acomodou ao meu lado.


"Um Gin tônica, por favor." sua voz soou alta, por causa da música, mas acho que posso garantir que, mesmo se houvesse sido sussurrada, não passaria despercebida aos meus sentidos.


Virei-me para encará-lo e por alguns segundos, perdi os sentidos.


Ele era simplesmente... O homem mais lindo que eu já havia visto. O físico atlético sob aquela camisa de botões, a postura descontraída, o rosto quase angelical, os lábios carnudos de uma forma quase erótica, o cabelo caído sobre os olhos... Parecia uma visão do paraíso.


Quis cumprimentá-lo, jogar charme do jeito certo a se fazer mas... Simplesmente não consegui. Simplesmente... Perdi a noção da vida.


Ao receber sua bebida, deu uma boa golada e foi aí que ele me notou. Um sorriso brincalhão pintou seus lábios e senti um calafrio intenso ao pé da barriga.


"Olá..." cumprimentou sorrindo.


"Oi..." acho que fui capaz de responder.


"Se importa se eu lhe fizer companhia? Ou já está acompanhado?" indagou.


Demorei uns instantes para entender e quando o fiz, neguei, sentindo minhas bochechas estranhamente quentes.


O silêncio não durou muito.


"Você vem sempre aqui?" perguntou.


"Não muito." sou honesto ao dizer.


"É minha primeira vez aqui..."


"Está gostando?" quase me orgulhei por conseguir dizer, sem tremer como uma garotinha.


"Aham. Mas é barulhento demais...." disse, perto o suficiente para que seu cheiro me deixasse levemente tonto.


Mais alguns segundos e uma batalha se trava dentro de mim. Aquele cara parecia legal e curiosamente, me despertou algo, algo que há muito não sentia...


"Quer ir para outro lugar?" pergunto, finalmente tomando coragem.


"Achei que nunca perguntaria." fala sem vergonha alguma, sorrindo e pagando sua bebida.


Saímos da boate e caminhamos pelas ruas movimentadas. O silêncio é agradável e, quando encontramos uma praça, achamos legal a ideia de nos sentarmos um pouco.


Permanecemos quietos por algum tempo até que ele fala.


"A boate é legal... Você trabalha lá?" indaga e sinto meu peito queimar, a dor de decepcioná-lo com a verdade é covardemente esmagadora.


"Sim."


"E o que um cara legal como você faz lá?" pergunta, virando-se para mim.


O encaro por algum tempo e blasfemo aos céus, porque a beleza dele deveria ser um pecado, com toda certeza.


Acho que meu silêncio é toda a resposta que ele precisa, mas ao contrário do que espero, ele não demonstra repulsa ou nojo, apenas permanece me encarando, uma sombra de sorriso paira sobre seus lábios lindos.


"Gostaria que jantasse comigo. Estou morrendo de fome..." diz ele, se levantando num pulo.


Reproduzo seu gesto, mas não nos movemos.


"Você sabe o que eu sou?" finalmente tenho voz para indagar, porque seria uma ingenuidade absurda crer que alguém como ele, tão imensamente mais, teria interesse em permanecer num lugar polido e elegante tendo a minha companhia.


"Sei... Mas estou mais interessado em saber quem você é." diz ele, a língua afiada e o olhar intenso me desconcertam, mas não mais que suas palavras, ou a mão grande e quente que envolve a minha, num contato tão terno que me faz querer chorar, por há muito ter me esquecido de como era bom.


Ele começa a caminhar e não larga minha mão de forma alguma, ao contrário, aprofunda o toque ao enroscar seus dedos levemente tortinhos aos meus e céus! Como isso é bom... Me sinto... Flutuando.


"Nossa! Que grosseria a minha! Não me apresentei... Muito prazer, meu nome é Kim Seokjin." diz ele, num sorriso deslumbrante, verdadeiramente de tirar o fôlego e abalar as estruturas.


"E-eu sou Namjoon, Kim Namjoon." respondo, tímido de um jeito que não me recordava ainda ser capaz.


"É um prazer imenso te conhecer, Namjoon." ele diz melodiosamente, enquanto acena para um táxi. Seu sorriso quase me faz esquecer de respirar e sinto que se eu morresse sufocado por sua beleza, seria uma dádiva e não um castigo.


"Acredite em mim, o prazer é todo meu..." respondo.


Entramos no carro e seguimos até o restaurante que ele indica. Não presto atenção no caminho ou no cheiro de cigarro dentro do veículo ou como as luzes brilham do lado de fora, não. Tudo o que me interessa é o sorriso de Kim Seokjin e, como mesmo depois de saber o que sou, ele ainda tem interesse em saber quem sou, e como nossas mãos parecem tão bem juntas, quase como se... Tivessem sido feitas uma para a outra.



*



| YDC, 02/10/2019, 00:05hs.

Happy Birthday Naty! Love you so ♥



2 октября 2019 г. 3:00:15 0 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

Mimi Cantora Lírica, escritora, fotógrafa e astrônoma amadora. Apaixonada por gatos, café e música. ARMY

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