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Assim como Van Gogh, Park também tinha uma felicidade. Seu namoro era algo que ele sempre havia sonhado, e quando seu namorado não estava por aí -o traindo-, ele era feliz. Mesmo que todos ao seu redor vivessem olhando para ele e comentando sobre a traição do namorado. Entretanto, Jeon Jungkook tinha outro tipo de felicidade. O rapaz preferia esquecer sua vida em baladas, bebendo e fazendo outras coisas. Ele não gostava de se lembrar do passado e, fingia pra si mesmo que, amava o gosto do álcool. Quando, na verdade, amava o efeito das bebidas alcoólicas.


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Jeon Jungkook

Viro o resto da cerveja, que ainda estava na minha garrafa e deslizo o dedo pela tela do meu celular, vendo uma foto de um casal aparecer na minha timeline do Instagram. A legenda da mesma, acaba por me chamar a atenção:

"Ciúmes, uma das formas mais sinceras e involuntárias de demonstrar o seu amor"

-Ciúmes nem é forma de demonstrar amor. -Resmungo sozinho, e aperto o botãozinho que fica ao lado do aparelho, desligando sua tela. -Você demonstra amor perguntando a pessoa sobre como foi o dia dela, mostrando a ela que pode contar com você.

Guardo o celular no bolso da minha jaqueta e peço mais uma garrafa de cerveja. Pago pela minha bebida, e antes que eu comece a me irritar com a música alta e com as pessoas dançando e, consequentemente, empurrando umas as outras, eu apenas saio da balada.

A brisa fria e ao mesmo tempo refrescante, entra em contato com meu rosto e minhas mãos, me convidando a senti-lá por mais tempo. E, como não estou nem um pouco disposto a entrar em qualquer lugar, começo a andar pela calçada movimentada, da avenida movimentada.

Paro de andar e levo meu olhar em direção ao céu escuro. Não consigo ver as estrelas muito bem, porque as luzes da cidade estão impedindo elas. Me faria um bem danado ver pelo menos uma constelação completa...Talvez eu possa pegar minha moto e dirigir até algum parque...É, é uma ótima ideia.

Começo a caminhar rumo a minha querida moto, que tive que deixar no estacionamento do meu amigo. Como não pretendia beber mais do que duas garrafas de cerveja, não achei necessário ir até a balada de metrô.

Percebo uma certa movimentação em frente ao estacionamento. Há um rapaz e um cara mais velho discutindo; o rapaz está segurando uma calopsita. Okay, isso é algo inédito.

Fico observando a discussão deles, acompanhado de várias outras pessoas que também se interessaram. O velho está falando que a calopsita é dele, ao mesmo tempo em que o rapaz retruca dizendo que se era dele, então ele não devia tê-la abandonado para começo de conversa. Devo confessar que estou do lado do rapaz. Como alguém seria capaz de abandonar uma calopsita, ainda mais quando a mesma aparenta ser tão dócil?

O velhote levanta a mão para o rapaz e, quando percebo, já estou metido na treta toda segurando o pulso do senhor. Eu e minha mania de sempre fazer o serviço que é da justiça, mas o que posso fazer? A justiça nunca ajuda ninguém, a não ser que você tenha muito dinheiro.

-Imagino que você não deveria sair batendo em nenhuma pessoa. -Falo e ele puxa o braço com força, o que o faz ir um pouco mais para trás, pois eu não estava o segurando com essa força toda.

-E você não deveria se meter na conversa dos outros. -Diz quase cuspindo na minha cara e me empurra para o lado, tendo visão do jovem com a calopsita. -Me devolva o passarinho.

-Não irei devolver essa calopsita, então polpe a saliva. -Retruca, aproximando o pequeno pássaro de seu peito e percebo que o animalzinho deita a cabeça em seu peito. -Eu encontrei ela dentro de uma caixinha de madeira, perto do lixo. E ainda bem que passei assobiando e ela devolveu o assobio, por quê se não, o que teria acontecido com esse passarinho? Ele teria ido parar no lixão?

Sabia que o loirinho estava certo desde o começo. Estou surpreso com a cara de pau deste velho, de vir tentar pegar o pássaro de volta. É incrível como existem pessoas que não tem vergonha na cara. E como ele não encontrou nenhum argumento para usar contra o loirinho, ele partiu para a agressão. Por sorte estou muito perto e consigo me colocar entre eles, no momento exato, que o punho do mais velho entra em contato com minha bochecha.

Esse homem, é um homem de sorte. Porque quando eu ia revidar, a polícia da rua chega e leva ele embora, depois de pedido desculpas e falado que eu deveria ir até a delegacia e denunciar a agressão. Vou ir denunciar nada não, esses policias são novos, mas sei que os mais velhos estão na delegacia e, olha, eles já me conhecem...E, é melhor deixar essa passar.

-Você quer que eu te acompanhe até a delegacia? -O loirinho questiona, parecendo estar preocupado comigo.

-Não, não precisa. -Respondo calmamente. -Tenho minhas próprias pendências com a polícia e é melhor eu não aparecer por lá.

Seus olhos me encaram, e sinto que ele está tentando ver a minha alma. É como se todos os meus pecados estivessem se revelando para ele, só por ele estar me encarando desse jeito. Seus dedinhos vão em direção à minha bochecha machucada, com muito cuidado, ele toca o machucado e eu recuo.

Está doendo e ardendo demais, não me lembro que um soco poderia doer dessa forma. Ele afasta sua mão e me mostra seu indicador, revelando sangue. Parece que o idiota estava com algum anel, para ter conseguido abrir um corte superficial; e isso explica a ardência que estou sentindo.

-Vem, vamos cuidar desse pequeno corte. -Diz me puxando com a mão que está livre, já que ele está segurando a calopsita com a outra.

Não protesto, porque sinto que se eu protestasse não iria adiantar de nada. Este loirinho baixinho está decidido a cuidar do meu machucado e não tenho nada para fazer mesmo. Por que não aproveitar?

-Senta aqui. -Pede, me empurrando para a cadeira da lojinha de conveniência. -Cuida dela e não se preocupa, ela não vai fugir. A propósito, meu nome é Jimin.

-Jungkook. -Falo e observo a calopsita, que acaba por ficar em pé na minha mão, me encarando.

Enquanto o Jimin entra na conveniência, para pegar alguns curativos, passo minha mão sobre as costas do pequeno passarinho. Ela parece gostar do carinho que estou fazendo nela, pois seus olhinhos até fecham. Agora estou me questionando, como o Jimin sabe que esse passarinho é uma fêmea?

-Acho que ela gostou de você. -Percebe o loirinho, colocando uma sacola na pequena mesa ao meu lado. Ele tira da sacola um algodão e um anticéptico em spray, aplicando o remédio sobre o algodão. -Isso vai arder um pouquinho.

Eu assinto e ele coloca o algodão sobre meu machucado, no começo arde um pouquinho. Mas, eu sou forte e apenas aguento a ardência. A ferida está sendo desinfeccionada, e arder é algo muito normal.

-Como você sabe que é fêmea? -Pergunto, encerrando minha curiosidade.

-A cor da plumagem do rabinho dela, ela possui listas horizontais que alternam entre cinza e cinza escuro. -Responde, sem parar de limpar meu machucadinho e em seguida coloca um band-aid. -Olha, não é o melhor curativo, mas infeccionado não fica.

Ele se afasta e coloca de volta o algodão e antisséptico na sacola. A calopsita voa, fazendo com que eu me assuste e me levante em sobressalto. Acabo tropeçando no Jimin e nós dois caímos no chão.

-Você tá bem? -Me preocupo, pois cai por cima dele.

-Estou. -Fala e vejo que suas bochechas adquiriram um tom avermelhado. -Se você puder...sair de cima de mim.

E na velocidade da luz, me levanto e o ajudo a se levantar. Parabéns, Jungkook, você acabou de deixar os dois constrangidos. Antes que eu possa me perguntar para onde a calopsita foi, a mesma pousa no meu ombro, como se nada tivesse acontecido.

29 сентября 2019 г. 19:24:50 0 Отчет Добавить Подписаться
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