Короткий рассказ
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Capítulo Único - Meu Pequeno Filhote

A grande malhada havia acompanhado todo o surgimento de seu pequeno garoto. Se lembrava muito bem de quando o vira pela primeira vez, quando tinha sido levada para o zoológico logo depois de ter sido resgatada de um ataque armado de caçadores ilegais, atrás de riqueza pelas peles belas dos tigres, na África.

Seu bando havia se ido, vítimas pela caça, não tinha mais lar e família. Logo sendo colocada em uma caixa para o tal zoológico, onde estaria encarcerada e aparentemente salva.

Abominava sua vida lá. Não era mais livre e nada fazia mais sentido. Era só dias e dias com pessoas olhando e tirando fotos. Até a família com aquele garotinho aparecer. Não era como as outras, eles eram verdadeiramente apaixonados pelo grande felino, até perguntaram a seus cuidadores como a estavam a cuidando e o motivo de estar tão magra. E claro eles tinham uma pequena cria que era bem animada. Nunca tinha visto uma criança com tanta paixão para com os animais encarcerados, chegando até a “conversar” com ela. Ganhou um nome, que logo fora adotado pelos demais no zoológico: Tawny.

O menininho que se chamava Billy carregava até uma pelúcia nas pequenas mãos que mal conseguiam segurar.

A jovem criança deveria ter por volta de seus três anos, tinha olhos azuis intensos, cabelos negros bagunçados como um ninho de pássaros e com um sorriso que conquistava qualquer um. Até mesmo o dela, com o passar dos tempos, pois os pais do pequeno faziam questão em ir quase toda semana aquele lugar. E foi assim por mais alguns anos. Pouco a pouco Tawny foi superando as dores e tornando-se mais saudável, com pele brilhante como um verdadeiro tigre.

Com isso se tornou absurdamente próxima da família Batson. Mesmo encarcerada, o amor daquelas pessoas era contagiante. Com a mente meio deturpada sentiu parte da família. E com isso seu desejo de proteção para com eles.

Em especial, a jovem tigre era bastante apegada ao filhote da família. Era ele que os unia.

Até que em um dia o viu sozinho em uma noite fria com uma aura triste. Ele tinha invadido o zoológico. Sentiu que algo terrível tinha acontecido e se confirmou quando o menino desabou no choro. Seu instinto materno se ligou rapidamente. Queria muito protege-lo, do frio, das dores, do mundo. Mas a barreira dela ser somente um felino e não um humano se erguia. Não poderia fazer nada, além de ver o pequeno sofrer.

Ele havia perdido seus pais, não sabia como, pois, o jovem Billy era muito pequeno para a compreensão da gravidade do que ocorreu. Só sabia que agora seria jogado em um orfanato. Aquela terra sem lei e amor.

A malhada o escutou até o Sol raiar e o filhote ter que sair as presas para não ser pego pela segurança. Tawny o entendia, pois ela passou por uma tragédia um tanto parecida.

Seu desejo era pega-lo pelo pescoço e acolhe-lo em algum lugar seguro. Ensinando tudo o que sabia, criando-o.

Mas isso não era possível. Ele era um bebê humano e não um tigre. O máximo que poderia fazer era o que já estava fazendo. Escuta-lo e observa-lo quando estivesse em sua “custodia" no zoológico. Mesmo se sentindo péssima, sentia no fundo de seu ser que o estava ajudando de alguma forma.

O garoto aparecia dia sim, dia não, as vezes demorando até alguns meses. Sempre levava um agrado para ela. Como hambúrgueres sem picles. Contava tudo o que passava e suas traquinagens.

Teve um tempo que fugiu e viveu sozinho nas ruas. Tawny não gostou muito disso, era um perigo para o pequeno e ela não poderia protege-lo. Mesmo os lares sendo ruins, de alguma forma tinha um certo nível de segurança.

- Queria poder ficar com você – ele disse uma certa vez, no outono – Nós ficaríamos bem juntos e livres daqueles que nos prendem e faz mal – suas safiras encararam intensamente as dela – Tawny, você é minha única família. A primeira coisa que lembro – tocou sem medo seu focinho, seus braços eram pequenos para alcança-la, então a mesma se aproximou – Eu não aguento ter que ficar naquele orfanato, com aquela velha hipócrita – se apoiou melhor na cerca que dividia do cercado principal – Aquele acordo inútil que me obrigou a concordar! Agora vou para a casa de mais uma família. Mas uma farsa – bufou – Nem mesmo na entrevista posso ser eu. E sim um garoto perfeito, que não existe! – apoiou a cabeça na mão esquerda, frustrado – Será que se eu fosse eu mesmo, eles não me quereriam? – suspirou, logo negando – É mesmo, não dá muito certo, eu ser eu. Será que eu sou tão horrível assim?!

Queria muito tirar a dor de seu filhote. Queria muito dar um lar, cria-lo. Não, ele não era horrível. Era o mais belo e doce garoto que já tinha visto e tido o prazer de conhecer. Uma pena que as pessoas não veem isso. Estão perdendo algo belo.

Deu uma lambida na mão direita do menino para firmar sua presença. Que estava do seu lado.

Billy voltou seu olhar para o grande bichano. Os olhos azuis claros da outra tinham sentimento forte e acolhedor. Fez outro cafuné, com um meio sorriso nos lábios. O peso tinha diminuído em seus ombros.

- Obrigado, Tawny – tirou sua mão do cercado, o Sol já dava o ar da graça. Era hora de ir – Me sinto um pouco melhor – desceu do pequeno muro – Espero que na próxima vez eu tenha histórias boas para contar.

O próximo encontro nem demorou muito, foi um dia depois na madrugada. Diferente dos anteriores, alguém estava atacando a cidade, uma pessoa muito mal de coração que estava atrás do atual campeão do mago sabe-se-lá-quem. Tawny não entendia nada do que estava acontecendo e em como a luta dos dois homens os levaram até o zoológico.

Reconheceu seu menino assim que colocou o olho. Billy poderia estar diferente e adulto agora, mas continuava sendo ele. E ela como “mãe” não iria deixar de reconhecer seu filhote.

Observava a luta entre titãs apreensiva. Billy estava levado uma surra grande. Ela precisava dar uma abertura para que ele tivesse uma chance de atacar.

Não demorou muito para que a luta com disparos mágicos elétricos abrisse uma saída da jaula e Tawny, partir para cima do idiota de roupas negras quando o mesmo não estivesse prestando atenção. Acabou por sair ferida, sendo arremessada, mas deu tempo de Billy contra-atacar, então para ela estava tudo bem em se ferir um pouco e a mesma o ajudou como sempre quis. Defendendo e agindo, não ficando só parada.

Não demorou muito e a brigada fora par outro lugar. Tawny só ficou quieta, desejando que seu filhote vencesse a briga. Mal podia acreditar que ele estava crescendo – que ele estivesse absurdamente grande no momento. Só se perguntava quem o tornou assim.

Em poucos minutos Billy retornou às pressas e sozinho. Deduziu que o filhote ganhará aquela luta estranha. O homem foi até ela e a abraçou. Estava muito preocupado, a olhou por inteiro avaliando a gravidade dos ferimentos. Felizmente não era nada letal.

- Me desculpe! Te envolvi nisso sem querer e acabou se machucando – Tawny não se importava, mas para despreocupar o pequeno grande adulto, o abraçou desajeitadamente e lambeu seu rosto. Billy a apertou mais afundado seu rosto na pelagem malhada com cheiro de zoológico.

Ele ficou lá até aparecerem os cuidadores e uma equipe enorme de contenção. Ficaram muito surpresos por ter um homem muito tranquilo com o tigre conversando como velhos amigos.

Com ela recebendo os devidos tratamentos seguiu para sua nova casa e família. Mas não antes de dizer na orelha da malhada.

- Finalmente encontrei um lar – Tawny o encarou investigando a veracidade da afirmação, vendo a sinceridade tanto nas palavras como no rosto, estava calmo e feliz como nunca antes, o que a deixou igualmente contente. A felicidade dele era a sua – Quando você voltar eu vou apresenta-los, tenho certeza que vai gostar muito deles.

Ela mal poderia esperar.

2 июня 2019 г. 20:45:26 0 Отчет Добавить 2
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Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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