Fragilidade Подписаться

garotaestragada Isa

"Substantivo feminino, característica do que é frágil; tendência natural para quebrar, fraqueza. Do latim 'fragilita.atis.' Antônimo de solidez." As coisas não andavam muito bem na casa do Sétimo Hokage. E entre brigas e magoas, Naruto e Sasuke terão que reaprender sobre sentimentos e sobre si mesmos se quiserem impedir que seu casamento desmorone. sns| paternidade | sentimentos (essa historias NÃO possui mpreg)


Фанфик Аниме/Манга Всех возростов.

#fluffy #papasuke #papadaime #narusasunaru #sasunarusasu #narusasu #sasunaru #boruto #menma #sakuino
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Vidro estilhaçado - I

algumas informações: bem, essa fic se passa na época do Boruto, porém aqui, o Naruto e o Sasuke são sim casados e tem dois filhos: o Boruto e o Menma.

mas NÃO, essa fic não é mpreg. O Boruto é sim filho da Hinata e do Naruto. Só que por inseminação artificial. Então é, a Hinata QUIS ser barriga de aluguel, e foi a Sakura que criou um jeito de fazer a inseminação. O Naruto, Sasuke e Hinatinha são ótimos amigos. Mas ela é casada com o Kiba.

sobre o Menma: ele também foi por inseminação artificial porém de um jeito diferente. Esse foi um projeto da Sakura também, só que bem mais ambicioso e revolucionário. Oq ela fez foi juntar o esperma do Sasuke e do Naruto e implantar na Hinata, porém, parte do projeto era também para achar um jeito de inibir os genes da gestante. Deu certo pq a Sakura é foda. Isso tudo não é exatamente útil pra história mas é bom falar pq de certa modo influência um pouco nas relações deles.

nao tenho idéia da quantidade de capítulos mas eu gosto mt da idéia dessa fic e pretendo me esforçar, então boa leitura pra todo mundo.

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Foram as vozes de seus pais, altas, irritadiças, que acordaram Boruto.

O garoto grunhiu irritado, cobrindo a cabeça com o travesseiro para tentar evitar que a discussão de seus pais acabassem tirando seu sono novamente. Aquelas discussões estavam tornando-se cada vez mais frequentes e violentas. E isso assustava Boruto, bem mais do que seu orgulho admitiria.

A situação que sua família encontrava-se assustava-lhe muito. Naruto cada vez mais ausente, Sasuke cada vez mais fechado, Menma cada vez mais acuado e Boruto cada vez mais confuso.

Porque não era assim que ele lembrava-se de sua família.

Porque ele sentia que sua família estava despedaçando-se, estilhaçando como se fosse o vidro mais frágil.

Porque não era assim que ele lembrava-se de Sasuke e de Naruto.

Tudo bem que eles não eram os pais mais presentes do mundo, mas agora, sempre que eles estavam juntos era motivo de briga. Boruto não lembrava uma única vez naqueles últimos meses que viu seus pais juntos sem brigarem.

E isso irritava-o. Não saber o que estava acontecendo irritava-o.

Tirou o travesseiro do rosto e levantou-se em silêncio, com passos leves como Sasuke havia ensinado-lhe. Seu irmão estava dormindo - ou fingia estar, Boruto não sabia ao certo. Por isso, saiu do quarto da forma mais silenciosa que sabia. Desceu as escadas com cautela, os passos carregados de receio. As mãos pequenas tremiam de leve pela adrenalina que corria em seu sangue.

Os pés tocaram o chão de madeira do primeiro andar da cobertura com cuidado, medo. E então o outro pé, e um em frente ao outro, até chegar perto da cozinha. Escondeu-se na divisória entre a sala e a cozinha, e bem encolhidinho com a presença ocultada, ele acompanhou com os olhos azuis amedrontados a discussão que parecia apenas intensificar-se.

- ... e você acha que eu tô adorando essa situação, Naruto? - Sasuke perguntou, ele ainda tentava manter o tom o mais baixo possível. Tinha uma expressão magoada no rosto e os braços cruzados. - Porra, você acha que eu gosto de estar longe de vocês? É claro que não, mas me prender aqui também não resolve o assunto, sabe?

Havia um quê de ironia na voz do pai, que pareceu apenas irritar ainda mais Naruto, que bagunçou os cabelos com irritação, a expressão retorcida, carregada de frustração. Boruto podia notar dali o quanto os chakras dos pais estavam descontrolados, totalmente agressivos.

- Então o que você quer que eu faça, Sasuke?!

- Que pare de agir como uma criança! - ele rebateu, alterado.

- Ah, eu tô agindo como criança!? - Naruto replicou, apontando para si mesmo com indignação.

- Sim! Você sabe que sim. Ou na sua cabeça mandar anbus me seguirem nas missões é agir como um adulto, por acaso?

- É pro seu bem!

- O caralho que é! Naruto, você acha que eu sou burro? Você realmente acha que eu não sei que você mandou esses anbus me seguirem por causa de uma paranoia ridícula sua? Faça-me o favor!

- E você queria que eu pensasse o quê, Sasuke?! Você passou vários dias a mais fora logo na missão que envolvia aquele maldito do Orochimaru!

- E por acaso você acha que eu fiz isso por quê eu queria? - Sasuke perguntou, franzindo o cenho, indignado. Ele não toleraria aquele tipo de insinuações a seu respeito, independente delas estarem partindo de seu marido, ou do Hokage. Naruto abriu a boca para rebater, mas o Uchiha foi mais rápido em completar: - É melhor você cuidar o que diz, Uzumaki. Muito cuidado, principalmente com suas atitudes.

Seu tom era mais baixo que o normal, ameaçador. Os olhos negros estavam semicerrados e o maxilar apertado em uma expressão furiosa.

Boruto prendeu a respiração, tentando controlar a bagunça de pensamentos que sua cabeça estava.

- Você tá me ameaçando? - o Uzumaki sibilou, os olhos azuis igualmente semicerrados. Seu tom era sério, do jeito que ele usava raramente e que metia medo em qualquer um.

Qualquer um, menos em Sasuke Uchiha.

- Não tô te ameaçando porquê nós já passamos dessa fase há muito tempo, Naruto. Bom, era o que eu achava pelo menos - deu uma risada amarga, negando com a cabeça. - Mas agora não sei mais... Com você aí agindo como um adolescente mimado, eu não sei mais. Sinceramente.

Eles não eram mais adolescentes idiotas e impulsivos, não podiam mais resolver conflitos na base da violência. Eram casados, tinham filhos. Naruto era a porra do Hokage. Tinha que ser maduro como o cargo exigia e não usar do poder para conseguir as coisas que queria.

- Não pode me proibir de sair da Vila só porquê não consegue lidar com as paranoias que você inventa, Naruto - o Uchiha disse, olhando nos olhos azuis, a voz cansada. E ele realmente estava. Os dois, na verdade.

- EU NÃO ESTOU PARANOICO!

- Ah, não está?! - Sasuke exclamou, alto, a voz demonstrando toda a instabilidade que sentia naquele momento. - Você me proíbe de sair da Vila e diz que se eu sair você vai me considerar um criminoso! O que isso parece pra você?!

E era aí que estava.

Não era como se Sasuke quisesse realmente sair em missões e ficar, as vezes, meses longe dos filhos e do marido. Mas Naruto sabia tão bem quanto ele como elas eram simplesmente necessárias. Eles queriam deixar um mundo de paz para os filhos e para as próximas gerações, tudo que eles mesmos nunca tiveram, e não eram com atitudes como aquelas e desconfiança que conseguiriam.

- E fale baixo - o Uchiha mandou, com o olhar duro. - Não quero acordar os meninos.

O Uzumaki não respondeu, limitando-se apenas a abaixar a cabeça e fechar as mãos em punhos. Ele não queria fazer nenhuma besteira naquela noite ainda.

Sasuke, agora fora do olhar de Naruto, respirou fundo, umedecendo os lábios com a ponta da língua e, pela primeira vez na vida de Boruto, ele viu o pai mostrar uma expressão tão vulnerável e fragilizada quanto aquela, junto com as lágrimas que acumularam-se no canto dos olhos negros.

Boruto só havia visto o pai chorar uma vez na vida: o dia que seu irmão nasceu. E não imaginava o quanto doeria ver aquela cena novamente.

E isso fez, por um pequeno momento, com que o garoto odiasse Naruto.

Porque mesmo que ele também fosse seu pai - o sangue dele corria em suas veias -, ele não tinha o direito de fazer Sasuke chorar. Ninguém tinha esse direito.

- Eu... - o Uzumaki ponderou bem o que poderia falar naquela situação, se quebrar aquele silêncio tenso e magoado era realmente o melhor a se fazer. Pensou bastante no que dizer e como o fazer, porém, optou por ficar calado. Era o melhor por hora. - Eu vou pro escritório - disse, sem olhar para o marido. Virou e saiu pela porta, silencioso como ele havia aprendido a ser.

E naquele momento, enquanto o silêncio tornava-se frio e corrosivo, o primogênito dos Uchiha-Uzumaki sentiu um sentimento amargo subir-lhe a garganta.

Porque assim que seu pai saiu, ele viu Sasuke finalmente deixar as lágrimas pressas saírem e as costas, antes apoiadas no balcão, deslizarem até o Uchiha estar sentado no chão frio da cozinha do apartamento. Abraçado as pernas, escondendo o rosto entre os joelhos. A postura autoritária estilhaçando-se como vidro.

Boruto retirou-se, quieto, da cozinha - sequer perceberam-o ali e, em outro contexto, sentiria-se orgulhoso de tal proeza, mas ali, com a garganta comprimida e esforçando-se para não deixar as lagrimas presas escaparem, não conseguia sentir orgulho - e voltou para seu quarto. Ele sentia que não deveria ficar lá vendo aquele momento. Parecia íntimo demais de seu pai, e ele sentia-se errado por tê-lo presenciado.

Não sabia explicar bem o que sentia naquele momento. Era uma mistura de confusão - por não conseguir entender o que estava acontecendo -, melancolia - por ver sua família desmoronado -, medo - por não saber o que o futuro guardava - e ódio.

Um ódio que ele não sabia explicar, mas que fazia seus olhos arderem e seu estômago revirar pela ânsia.

Um ódio que fazia-o querer socar a primeira pessoa que visse pela frente.

Um ódio que fazia-o querer ir até o escritório do pai no meio da madrugada e soca-lo até ele arrepender-se de ter feito seu outro pai chorar.

15 марта 2019 г. 0:03:41 0 Отчет Добавить 3
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