A Sombra do Vento Подписаться

padfoot Allec Rameht

"Encolhi-me mais do que o possível e a sombra do vento acariciou meus cabelos prometendo-me que, um dia, você voltaria e que, quando voltar, eu serei enfim, feliz de novo."


Фанфик Группы / Singers 13+.

#gay #yaoi #slash #lgbt+ #angst #239 #frank-x-mickey #mickey-x-frank #my-chemical-romance
Короткий рассказ
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A Sombra Do Vento

“To see you when I wake up is a gift

I did't think could be real

To know that you feel the same as I do is a three fold utopian dream”


[Flash Back On]

Lá estávamos nós, no melhor restaurante da cidade, ainda não compreendia do por quê dele me levar até aqui, quando, do nada, Frank se levanta e ajoelha-se na minha frente.

- Mikes, eu te amo tanto que você nem imagina o quanto. Você é o único que consegue me fazer suspirar, o único que consegue me fazer sorrir, o único que consegue me deixar com um ciúme doentio e o único que conseguiu despertar o sentimento amor. – Olhava agora para seus olhos cor de avelã – Eu te amo tanto que meu coração vai explodir, e que, um segundo sem te ver, já me parece com um século... Eu te amo tanto que viciei em baunilha – Sorri de leve, ele teimava em falar que eu cheirava tal doce -, que quando eu te vejo, dá vontade de te abraçar, te apertar e proteger um ser tão frágil quanto você... Eu te amo tanto que eu morreria se você morrer, que não brilharia mais que você. Eu te amo tanto que me afastaria só para te ver sorrir, e esse tal sorriso é o único que ilumina minha alma em um dia de depressão... Mikey, sem você eu não tenho mais motivos para viver... – Suspirou, boa parte das pessoas do restaurante já o olhava pela imensa declaração de amor – Mick, por você eu faço tudo, te dou todas as estrelas do céu, te dou todas as gotas dos oceanos, te dou todos os grãos de areias dos desertos, e, todos os grãos de terra do mundo; por você eu te dou cada fio de cabelo das pessoas, cada roupa que já fabricaram; te dou cada folha de todas as arvores. Deixaria o mundo branco e preto, reinventaria as palavras, faria o céu ficar rosa e a terra alaranjada, faria a água ficar amarela e a guerra se acabar... – Franky agora colocou a mão no bolso seu casaco, e de lá, retirou um pacotinho vermelho, abriu mostrando para mim o objeto que continha lá. – Michael James Way , aceita casar comigo?

Uma invasão de sentimentos atingiu minha barriga se estendendo a minha garganta. Um nó de felicidade se formou em tal parte. Ele realmente me pediu em casamento? inclinei meu corpo para frente, caindo em seus braços não muito fortes. Meu futuro noivo abraçou-me com carinho e sussurrei-lhe com a voz falha

- “Claro que aceito Fran”

[Flash Back Off]


-º-


“You do something to me that I can't explain

So would I be out off line if I said I miss you”


Andava pelas ruas de New Jersey. Um vento cortante abraçou meu corpo frágil e machucado. Abaixei minha cabeça para que as estrelas do céu – aquelas que Frank prometeu me dar – não olhassem meus olhos inchados e vermelhos arroxeados. Tentei engolir o nó enorme que formara em minha maldita garganta, mas não se desmanchou; o nó não se desmanchou assim como a minha saudade daquele inútil.

Estava sozinho no meio daquela cidade. Também, quem mais andaria as 4:30 da madrugada neste frio? Abracei-me tentando transmitir algum calor que eu nunca mais senti, um calor para me proteger deste frio que logo me mataria.

Flocos minúsculos grudavam em meu cabelo mal arrumado e em meu pijama. Meus dentes batiam um no outro, tremendo, não tendo mais ninguém. Agora eu não tinha mais ninguém. Era eu e minha sombra.

Graças ao Frank, minha família me rejeitou, meus amigos me excluíram, a sociedade me marginalizou. Estava totalmente sem ninguém. Minha vida já não tinha sentido, eu já não tinha sentido. Tropecei e cai na neve. Ela agora grudou em minha pele como se quisesse minha companhia. Oh, querida neve, eu lhe entendo. Você é odiada por tantos e não é tão bem-vinda quanto o belo sol. Sei que, também, você quer uma companhia que lhe de o conforto e não te julgue pela temperatura e cor. Mas talvez, esse conforto seja impossível para certos seres, e talvez você conheça alguém que gostará realmente de você, porém, aposto que será apenas uma ilusão do destino. Você não sabe, mas, o destino é um pregador de peças nada agradável. Levantei-me com muita dificuldade, e voltei ao meu rumo inicial: minha casa.


-º-


“I see your picture

I smell your skin on the empty pillow next to mine

You have only been gone 10 days

But already I'm wasting away”


Cheguei na frente do meu apartamento, o mesmo que eu dividia com o Frank, o mesmo passei os momentos mais felizes da minha vida, e, os mais tristes. Tirei do bolso do meu casaco a chave de tal local, com dificuldade, coloquei-a no feixe da fechadura. Abri a porta e um rangido passou por meus tímpanos fazendo meus olhos queimarem. Frank sempre chegara em casa assim.

Acendi as luzes e empurrei a porta para que ela se se fechasse. Passei pelas estantes, onde possuía varios porta-retratos com fotos nossas – como as que nós estávamos nos beijando, de mãos dadas, nos olhando, olhando para a maquina, tomando sorvete, ele me carregando no colo dentre outras –, só olhava, não me arriscaria a tocá-las de novo, nunca. Portanto continuei meu caminho para o quarto.

Abri a porta e caminhei lentamente até a cama, deitei sobre o lençol. Ajeitei-me melhor, me encolhendo de frio e abraçando um travesseiro qualquer. Aspirei um cheiro suave nele: era o cheiro de Frank. Abracei com mais força tal objeto fofo e apertei meus olhos para não chorar, mordi meu lábio inferior até sangrar. Mas tudo foi em vão. As lágrimas começaram a sair de meus olhos com rapidez, queimavam meu rosto fazendo eu desejar a morte mais que tudo. Minhas lágrimas se misturavam com o sangue no travesseiro. O sangue que logo – assim esperava – se apodreceria dentro de minhas veias, fazendo uma morte não menos dolorida do que a partida sem avisos ou despedidas de Frank.


-º-


“I know I`ll see you again

Either far or soon but I need you to know that I care

And I miss you”


Entrei na cozinha, e peguei um copo de água. Sentei em cima da mesa. Quando eu sentava em cima da mesa, Frank vinha me abraçar, principalmente quando fazia frio. Novamente senti mais queimação nos meus olhos, mas desta vez, ignorei-a. Bebi minha água com um gosto metálico, graças ao sangue que ainda não parara de sair. Desci e coloquei o copo na pia. Olhei meu braço estendido, e olhei também as cicatrizes – tanto recentes como antigas – e roxos em minha pele branca. Olhei para o lado e andei depressa até a sacada. Observei o céu nublado com poucas estrelas lá, brilhando. Abaixei meu olhar para a rua nada movimentada. Uma ideia suicida passou pela minha cabeça. Mas dessa vez não a tentaria. Porque, parece que Deus que me manter vivo, sofrendo por todos os meus pecados – todas às vezes no qual eu tentei me suicidar sempre sobrevivi. Sentei no chão imundo e abracei minhas pernas.

O vento gélido passava por meu corpo cortando mais ainda minha pele já machucada. Deixei lágrimas um tanto que salgadas saírem de meus olhos vermelhos e novamente, flocos minúsculos grudavam na minha pele nua e em meu pijama. Raios de sol floresceram fracos por estarem cobertos pelas nuvens e olhei de leve para o lado. O vento sentou-se perto do meu corpo – fazendo-me estremecer – e abraçou-me como a solidão e a depressão. Encolhi-me mais do que o possível e a sombra do vento acariciou meus cabelos prometendo-me que, um dia, você voltaria e que, quando voltar, eu serei enfim, feliz de novo.

13 марта 2019 г. 17:35:13 0 Отчет Добавить 0
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Об авторе

Allec Rameht Sou Hufflepuff com orgulho, estudante de Psicologia e muito humanas com biológicas sim. Escrevo desde os meus 13 anos (ou seja, tem muita coisa ruim), inclusive, quase todas postadas aqui. Talvez por isso voces podem achar um pouco destoante o estilo de escrita de uma fic para outra. 95% das minhas histórias são LGBT+, os outros 5% são desabafos em tempos de crises. Espero que gostem das minhas fanfics e qualquer coisa, pode me mandar uma mensagem, sem vergonha ♥

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