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soul3002 Soul 3002

"Já fazia dias desde que o 'incidente' ocorrera na casa do ruivo, mas tudo que conseguia pensar era nele e em como a memória ainda era vívida em si. O gosto dos seus lábios, o calor do corpo dele ao seu, a sensação de sua mão em sua nuca, os arrepios que passavam por seu corpo toda vez que o outro puxava seus cabelos... Era tudo tão nítido que desconfiava poder reviver aquele momento inteiro mais uma vez caso fechasse os olhos. E nos últimos dias, era como se de fato revivesse tudo aquilo. Kagami não saía de seus pensamentos. Não importava se era de dia, de noite, se estava acordando ou indo dormir. Tudo o que conseguia pensar era em como gostaria que tudo se repetisse e que dessa vez fossem até o fim – seja ele qual fosse."


Фанфик Аниме/Манга 18+.

#yaoi #bl #knb #AoKaga #kuroko-no-basket #kagami-taiga #Aomine-Daiki
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Capítulo único

Sentia suas costas baterem contra a parede dura. Provavelmente ficaria dolorido no dia seguinte, mas não se importava, tampouco tinha tempo para pensar sobre isso. Não enquanto ele estivesse fazendo aquilo.

Sua pele se arrepiava com cada toque, cada beijo; seu corpo inteiro estremecia, mesmo contra sua vontade. Cada contato, por menor que fosse, era capaz de enlouquecê-lo.

Tinha uma de suas mãos no pescoço do maior, puxando levemente os ralos cabelos de sua nuca, enquanto este mantinha as suas em sua cintura.

O moreno ergueu as pernas do menor, fazendo-o entrelaça-las em seu quadril. Conduziu-o até o sofá da sala, deitando-o com mais brutalidade do que gostaria, mas não ligava, e mais que depressa se colocou por cima do outro retomando de onde tinham parado.

Seus corpos estavam próximos – próximos demais, na sua opinião – como se pudessem se juntar em um só, mas tudo no que conseguia pensar era em como os beijos do moreno tinham um gosto bom e viciante, e que estava gostando do modo delicioso e quase obsceno como sua língua se enroscava com a sua.

Quando finalmente se separaram – maldita seja a necessidade de recuperar o fôlego – seus olhares se cruzaram, e ficaram se fitando pelo que pareceu ser uma eternidade.

Com os corpos colados um no outro e as mãos ainda nos mesmos lugares, a ficha começou a cair e os dois se deram conta do que tinham feito, separando-se imediatamente, claramente constrangidos.

Não conseguiam manter contato visual por mais de cinco segundos, e não era de se estranhar que o clima estivesse tão… Embaraçoso.

Em suas mentes, tentavam achar uma explicação plausível para o que acabara de acontecer, porém, como era de se esperar, não conseguiam encontrar uma. Não sabiam nem como foi que deixaram aquilo acontecer. A única coisa que sabiam era que, num segundo, tudo estava normal; as provocações, a mesma implicância de sempre… Era a rivalidade saudável que tinham. Contudo, quando se deram conta, já estavam aos beijos e, as carícias, indo longe demais.

Seus corações batiam cada vez mais rápido, principalmente quando as cenas que acabaram de acontecer eram relembradas. Era como se ainda pudessem sentir cada toque, cada selar de lábios… Tudo ficara gravado na memória deles.

Só depois de longos minutos de completo silêncio tomaram coragem para quebrar o “gelo” que havia se formado entre eles.

- Então… – disseram ao mesmo tempo, trocando olhares pelo que parecia a primeira vez em muito tempo.

Logo o desconfortável silêncio voltou, e mais uma vez os dois evitaram fazer qualquer contato visual desnecessário.

O moreno suspirou algumas vezes na tentativa de chamar a atenção do ruivo, e fazê-lo dizer alguma coisa, mas quando percebeu que era inútil, se levantou do sofá estalando a língua.

- Olha, já que você não vai falar nada, eu não tenho mais o que fazer aqui. Passar bem.

- Aomine, espera! – antes mesmo que o outro pudesse levantar, sem pensar, o ruivo agarrou seu braço fazendo-o olha-lo surpreso.

O moreno arqueou uma sobrancelha, demonstrando que escutaria ao que o ruivo tinha a dizer.

Contudo, do mesmo modo que antes, sua boca se movia, mas as palavras pareciam sumir no momento em que ela se abria.

Cansado de todo aquele jogo, o mais alto se levantou bruscamente indo direto para a porta, mas antes que pudesse colocar a mão na maçaneta, o menor o puxou pelo braço de novo, o que só o irritou ainda mais.

- Para de me fazer ficar se você não consegue nem olhar pra mim! – esbravejou fazendo o ruivo solta-lo.

- E como você quer que eu reaja, Ahomine? – vociferou no mesmo tom. – Não tem como ficar normal depois do que fizemos, droga!

- E você acha que eu não sei, Bakagami?

- Então por que está tão bravo?

- Cacete, porque você dificulta demais as coisas, sabia?

- Ah, eu dificulto as coisas? – perguntou claramente indignado.

- Claro que sim. Deus! Por que as coisas têm que ser tão difíceis com você?

- Ah, é mesmo? Então já que eu torno as coisas tão difíceis assim – caminhou até a porta, abrindo-a e deixando espaço para que o outro pudesse passar. – por que você não vai embora?

O Aomine soltou um longo suspiro, massageando a têmpora antes de olhar bem fundo nos olhos castanho-avermelhados.

Deu alguns passos até ficar frente a frente com o ser de cabelos rubros.

- Tem certeza de que é isso o que quer?

O tom sério em sua voz fez o ruivo estremecer. Desde quando sua presença havia se tornado tão… Intimidadora?

Não queria que ele fosse embora, porém, ao mesmo tempo, tinha receio do que poderia acontecer caso o deixasse ficar.

Por que as coisas não podiam ser mais simples? Maldição!

Negou-se a responder, apenas abaixando a cabeça e continuando na mesma posição em que estava, vendo o outro partir.

Foi com grande pesar que fechou a porta. Sua cabeça estava uma bagunça só. Ainda não entendia o que acabara de acontecer. Será que tinha feito a escolha certa? Parte sua acreditava que era melhor desse jeito, pois sabia que as coisas sairiam facilmente de controle, e ainda assim havia outra parte que queria descobrir o que poderia ter acontecido caso tivesse dito para o outro ficar.

Estalou a língua enquanto ia para o quarto. Não havia nada que um banho gelado e uma boa noite de sono não resolvessem. Isso é, se conseguisse pregar o olho depois de tudo, o que duvidada muito.

– x –

- Aominecchi, você não está prestando atenção.

O moreno piscou algumas vezes, tentando disfarçar que não estava ouvindo nada que o loiro dizia enquanto fazia o possível para se lembrar sobre o que estavam conversando, mas não conseguia pensar em nada.
Percebendo que não seria capaz de enganá-lo, resolveu se entregar e assumir que não tinha compreendido uma palavra do que o outro dissera.

- Tudo bem, Kise, me pegou. Eu me distraí. – admitiu suspirando e se endireitando na cadeira da lanchonete. – Poderia repetir o que você disse?

- O que aconteceu pra você ficar tão distraído, hein?

- Quem está distraído?

A figura rosada repousava as bebidas na mesa enquanto olhava curiosa do loiro para o moreno, obviamente querendo se inteirar do assunto.

- O Aominecchi não ouviu uma palavra do que eu disse, você acredita? – disse chegando um pouco para o lado, dando espaço para a rosada sentar.

- Que maldade, Dai-chan! O que tem desviado sua atenção da gente? – perguntou entrando na brincadeira do outro.

- Ah, parem de me encher. – cruzou os braços e estalou a língua.

O loiro e a rosada riram do emburramento do amigo. Era realmente divertido irritá-lo.

- Deixando a brincadeira de lado – começou a rosada. – você tem estado… Diferente, esses dias.

- É verdade – continuou o loiro. – e você não parece só distraído, pensando em outras coisas. Parece que aconteceu alguma coisa. E também foi por isso que insistimos tanto que você saísse conosco hoje. Nós queremos saber o que aconteceu e ajudar se possível.

Sentiu seu sangue gelar dentro de seu corpo. Não poderia contar o real motivo de estar com a cabeça nas nuvens ultimamente. Não quando o motivo tinha nome e sobrenome.

Já fazia dias desde que o “incidente” ocorrera na casa do ruivo, mas tudo que conseguia pensar era nele e em como a memória ainda era vívida em si. O gosto dos seus lábios, o calor do corpo dele ao seu, a sensação de sua mão em sua nuca, os arrepios que passavam por seu corpo toda vez que o outro puxava seus cabelos… Era tudo tão nítido que desconfiava poder reviver aquele momento inteiro mais uma vez caso fechasse os olhos.

E nos últimos dias, era como se de fato revivesse tudo aquilo. Kagami não saía de seus pensamentos. Não importava se era de dia, de noite, se estava acordando ou indo dormir. Tudo o que conseguia pensar era em como gostaria que tudo se repetisse e que dessa vez fossem até o fim – seja ele qual fosse.

Chegara até a sonhar com as infinitas possibilidades do que poderiam ter feito naquela noite, e a consequência de seu sonho o fazia corar até as orelhas, mesmo agora que estava na frente de Satsuki e Kise, que não entendiam nada.

- N-não aconteceu nada. Por que vocês acham isso?

Xingava-se mentalmente por ter vacilado no começo. Agora mesmo que iriam ter a certeza que algo tinha acontecido e não largariam mais de seu pé.

- Já explicamos, oras. Você tem agido estranho. Algo deve ter acontecido.

- Eu já disse que está tudo bem, Satsuki.

- Aominecchi, você sabe que pode falar qualquer coisa pra gente.

Massageou as têmporas para continuar mantendo a calma. Estava começando a se arrepender de ter aceitado o convite para sair. Conhecia os dois suficientemente bem para saber que se não dissesse logo o que o estava incomodando tanto, não o deixariam ir embora.

Respirou fundo, suspirou e perguntou:

- Se eu falar vocês me deixam em paz? – os dois mais que depressa assentiram. – Tudo bem. O que aconteceu foi que eu beijei o Kagami no outro dia. Pronto, tá aí.

A rosada e o loiro se entreolharam, claramente tentando absorver a informação. Ambos abriam e fechavam a boca várias vezes, como se não soubessem o que falar, e não os culpava. Afinal, era de conhecimento geral que ele e o ruivo não se davam bem e tinham uma grande rivalidade. Era quase como se tivesse dito que tinha visto Akashi e Midorima trocando amassos no parque.

Porém, mesmo sabendo que ambos estavam tão surpresos quanto ele mesmo quando se deu conta do que havia feito, todo aquele silêncio e troca de olhares cúmplices o estavam incomodando. Era impossível que não fossem falar nada, ou era?

- Vocês me enchem o saco pra falar e agora ficam calados?

- Aominecchi, se acalme. Nós só estamos… Surpresos, só isso.

- Oras, surpresos por quê?

- Porque até dias atrás vocês não se suportavam, e agora se beijam? Dai-chan, é claro que ficaríamos surpresos!

Odiava admitir, mas Satsuki tinha razão. Reconhecia que ele e Kagami não tinham a melhor das relações, mas não era como se odiassem um ao outro. Talvez tivessem deixado a rivalidade crescer demais e passassem a ideia de que se repudiavam quando na realidade não era nada daquilo.

- E como foi que tudo começou? – o loiro perguntou.

Sabia que Kise seria o primeiro a fazer a pergunta. Sempre fora o mais curioso de todos.

Podia sentir seu rosto começar a esquentar lembrando-se da cena. Não sentia-se totalmente a vontade para falar sobre isso ainda, mas agora que tinha começado, iria até o fim.

- Bem – começou. – eu não sei explicar direito, nós só… A gente tava… Ah, só aconteceu, eu senti vontade de beijá-lo e beijei, só isso.

Não precisava se olhar no espelho para saber que definitivamente estava corando. Falar sobre seus sentimentos o deixava no mínimo desconfortável, já que não era muito bom nisso.

- E vocês já conversaram sobre o que aconteceu, Dai-chan?

Engoliu em seco com a pergunta. Não é como se não tivesse pensado ou tentado conversar com Kagami, mas nada adiantava. Era como se ele o estivesse ignorando completamente.

- Vocês precisam conversar, Aominecchi.

- E você acha que eu não tentei, Kise? – suspirou. Toda aquela conversa já o estava cansando. – Se o Bakagami atendesse minhas ligações ou respondesse minhas mensagens, já teríamos resolvido isso. Tsc… Depois ele diz que não dificulta as coisas.

- Então por que não vai direto ao apartamento dele? Assim não tem como ele te ignorar e você vai poder falar tudo o que sente.

Mais uma vez odiava admitir que Satsuki tinha razão.

- Momoicchi tem razão. Você devia tentar conversar com ele pessoalmente.

- Não sei se é uma boa ideia. – deu de ombros.

- Pelo menos pense no que eu falei, certo?

O moreno assentiu, e deixou que o assunto morresse. Já estava farto de falar sobre aquilo. Apenas tentaria aproveitar o resto do dia e pensaria no que fazer depois.

– x –

Abria os olhos lentamente, piscando algumas vezes até se acostumar com a pouca luminosidade do cômodo. Não demorou muito para que percebesse que já estava quase anoitecendo. Podia observar o sol terminando de se pôr no horizonte pela janela.

Bocejou algumas vezes enquanto levantava da cama para ir ao banheiro. Ligou a luz, e observou seu reflexo no espelho. Sua aparência denunciava que não tivera boas noites de sono ultimamente – o que não deixava de verdade.

Há quase uma semana, certo incidente havia acontecido, e há quase uma semana mal conseguia pregar o olho de tanto pensar naquilo. Fazia o máximo que podia, mas quase sempre que fechava os olhos, sua mente o levava de volta para aquele momento, fazendo questão de relembrar cada segundo como se o estivesse vivendo de novo.

Suspirou e passou as mãos nos cabelos rubros. Não era de estranhar que tivesse pegado no sono durante a tarde. Precisava repor um pouco da energia que estava faltando.

Abriu a torneira da pia e molhou o rosto com a água fria para despertar, escovando os dentes em seguida. Dirigiu-se de volta ao quarto, pegando o celular em cima do criado mudo, desbloqueando o aparelho rapidamente e verificando que tinha mensagens não lidas, e sentiu seu coração falhar uma batida ao ver quem era o remetente.

“Você pode estar me evitando ou não, 
mas temos que resolver as pendências. 
Estou indo até o seu apartamento mais tarde.
                                                      - Aomine”

Droga, droga, droga, droga! Era justamente por isso que estava ignorando suas mensagens. Achou que se não o respondesse mais, ele cansaria e não teriam que tocar no assunto. Não esperava que fosse causar o efeito reverso do que queria. E o pior é que agora Aomine poderia aparecer a qualquer momento. Mil vezes droga!

Checou a hora em que a mensagem havia sido enviada, constatando que tinha pouco mais de meia hora. Talvez se digitasse algo rápido pudesse evitar o encontro com o moreno.

Seus dedos apertavam as teclas, mas não fora rápido o suficiente. Antes mesmo que pudesse terminar de escrever qualquer coisa, ouviu batidas na porta, e quase que de imediato seu coração passou a bater descontrolado em seu peito.

O caminho até a porta de seu apartamento nunca pareceu tão longo. Andava a passos lentos, se perguntando milhões de coisas dentro de sua cabeça. O que aconteceria a partir do momento que deixasse o moreno entrar? Não saber o que esperar o estava enlouquecendo.

Suas mãos tremiam enquanto destrancava a porta e girava a maçaneta. Já sabia quem era, mas ainda assim não deixou de se surpreender. Não acreditava que ele estava mesmo na sua frente.

- Oi.

- Oi.

E mais uma vez havia aquele silêncio constrangedor que por algum motivo insistia em ficar entre eles. Era sempre assim quando estavam juntos. Não sabiam o que dizer e não tinham muito assunto por não se conhecerem tão bem.

- Não vai me convidar pra entrar? – o moreno foi o primeiro a quebrar o silêncio.

- Ah, sim, é… – o ruivo chegou para o lado. – Entre.

E assim o moreno fez. Entrou e esperou enquanto o outro fechava a porta.

Apenas quando seus olhares se encontraram Kagami se deu conta do que aconteceria. Realmente discutiriam sobre tudo o que aconteceu e colocariam o que estava guardado pra fora.

- Imagino que saiba por quê estou aqui. – mais uma vez Aomine deu início a conversa.

O Kagami engoliu em seco com a pergunta. Era lógico que sabia o motivo da visita, mas admitir em voz alta não tornaria as coisas mais fáceis.

O ruivo deu de ombros, dando a entender que não sabia do que aquilo se tratava. Não foi uma boa escolha, visto o rolar de olhos e o longo suspiro que o outro dera.

- Nós temos assuntos pendentes, Bakagami. – massageava as têmporas sentindo a cabeça começar a latejar. – Assuntos dos quais você está fugindo. – disse a última parte olhando diretamente para o outro.

- Eu não estou fugindo de nada, Ahomine!

- Ah, é mesmo? – riu sarcasticamente. – Então não é você que tem ignorado minhas mensagens e ligações esse tempo todo? Bom saber.

Sentiu as bochechas esquentarem com o último comentário. Sabia que era verdade, mas ainda assim era vergonhoso quando dito em voz alta, ainda mais que era por um motivo aparentemente sem sentido.

- I-isso não vem ao caso agora. – desviou o olhar.

- É claro que vem, seu idiota! Você não quer aceitar o fato de que nos beijamos e precisamos falar sobre isso. – já estava perdendo a paciência. Tentou seguir o conselho de Kise e Satsuki, mas Kagami era cabeça dura demais. Não chegariam a lugar nenhum se continuassem desse jeito. – Olha, eu sei que é estranho, considerando que não nos dávamos bem até pouco tempo atrás, mas aconteceu, e não tem nada que eu ou você possamos fazer pra mudar isso. Por que você não enfia nessa sua cabeça que fingir que nada aconteceu não é a solução, droga?

Agora o menor realmente estava sem palavras. Sabia que Aomine tinha razão; resolver logo tudo de uma vez era de fato o caminho mais fácil, mas por que ainda assim não conseguia tocar no assunto? A hora para tentar era agora, não teria outra chance.

- Eu sei que você tem razão, mas isso não torna as coisas mais fáceis. – levou a mão até a nuca em sinal de constrangimento.

- Nunca vai ser fácil, Bakagami! – falou um pouco mais alto do que gostaria. – Não é todo dia que você sai beijando alguém que você acha que detesta e acaba gostando e-

Arregalou os olhos e rapidamente levou uma das mãos até a boca para tapá-la ao se tocar do que tinha acabado de confessar. Não acreditava que havia deixado a última parte escapar.

Olhou para o ruivo por um breve momento, constatando que ele se encontrava na mesma situação: com as bochechas completamente coradas e com uma expressão de surpresa no rosto.

- V-você gostou de m-me beijar? – perguntou se aproximando do outro aos poucos.

- N-não diga isso em voz alta, idiota! – sentia como se seu rosto estivesse pegando fogo. – É embaraçoso, droga! Principal-

- Eu também.

- O quê? – perguntou descrente.

- Eu também gostei de te beijar, Ahomine.

Se antes estava se sentindo constrangido, agora estava provavelmente dez vezes mais. Não sabia o que tinha acontecido com Kagami, mas não reclamaria. Gostava mais de como essa nova versão do mesmo dizia exatamente o que pensava.

Antes mesmo que pudesse se dar conta do que estava acontecendo, percebeu-se se aproximando do menor do mesmo modo que ele tinha feito. De fato agora estavam perto – perigosamente perto – que bastava um simples movimento para que seus lábios se juntassem mais uma vez.

- Isso por algum acaso foi um pedido, Bakagami? – não sabia explicar o que estava acontecendo. Só sabia que de repente uma onda de confiança e coragem havia passado por seu corpo, e não seria agora que deixaria a oportunidade passar.

- Talvez seja, Ahomine.

E pelo que parecia, Kagami também estava sentindo a mesma energia que ele mesmo estava sentindo naquele momento. Decidiu que iria provocá-lo mais um pouco e sorriu com a ideia.

Quebrou qualquer espaço que ainda pudesse ter entre eles, e passou a roçar os lábios nos do ruivo, dando leves mordidas de vez em quando. Podia sentir Kagami ardendo em expectativa pelo que estava por vir, e por algum motivo que ainda não compreendia, isso o fazia querer provocá-lo mais ainda.

- Fique sabendo que se começarmos isso agora, iremos até o fim. – disse olhando firme nos olhos do ruivo.

- Se você não for até o fim – entrelaçou os braços no pescoço do maior. – eu ficarei bem desapontado.

Era a deixa de que precisava. Não se segurou mais e beijou o ruivo do modo como queria há muito tempo. Segurava sua cintura enquanto o beijava com toda a vontade que tinha, entrelaçando suas línguas e provando mais uma vez o gosto do outro. Os beijos eram ferozes, transmitindo todo o desejo que vinham sentindo durante todo esse tempo.

Quando precisaram se separar pela falta de ar, o moreno não foi mais capaz de segurar o que tanto ansiava.

- Eu. Você. Cama. Agora.

Não foi preciso dizer mais nada para que o ruivo o puxasse e o guiasse até seu quarto enquanto esbarravam em alguns móveis no caminho por estarem ocupados demais para olharem por onde iam.

Assim que chegaram ao quarto, o moreno jogou o outro na cama, logo se pondo entre suas pernas e ficando por cima e tomando seus lábios mais uma vez, descendo para o pescoço e mordiscando enquanto sutilmente colocava as mãos por debaixo de sua camisa e raspava as unhas em seu quadril.

Ficou com o tronco ereto apenas para tirar sua camisa, jogando-a em qualquer canto do quarto e fazendo o mesmo com o outro em seguida.

O beijou mais algumas vezes, fazendo uma trilha até seu peitoral, onde mordiscou e lambeu um de seus mamilos, sendo agraciado com um som que não sabia muito bem identificar o que era, mas que havia adorado ouvir.

- Você gosta quando eu faço isso, Bakagami? – sorria maldosamente rodeava seu mamilo com a língua e dedilhava o outro com o dedão de uma das mãos livres.

Sua resposta veio em forma de suspiros e mais sons parecidos com os que o menor tinha deixado escapar antes. Ah, como adorava a sensação de provocá-lo daquela maneira. Se pudesse continuaria naquela “brincadeira” o dia inteiro, mas algo lhe dizia que havia coisas mais interessantes para serem exploradas no corpo do seu objeto de desejo.

Quando se deu por satisfeito, continuou a trilha de beijos até chega ao cós da calça do ruivo, que a essa altura já estava da cor de seus cabelos. Olhou para ele como se pedisse permissão para continuar, e quando esta foi dada, não pensou duas vezes antes de desabotoar a peça de roupa que no momento se tornara tão desnecessária. Nunca admitiria em voz alta, mas sentiu-se satisfeito ao ver o volume sob a cueca que o outro usava. Sorriu quando viu o constrangimento do outro.

- Mal começamos e você já está assim? – apalpou o volume por cima do tecido, arrancando um gemido rouco do ruivo.

- C-cala a, a-ah, a b-boca, Ahomine! – levou uma das mãos parar cobrir o rosto de vergonha.

- Ah, eu vou, e acredite quando eu digo que você vai saber quando o momento chegar.

O moreno lentamente puxou o tecido com os dentes, fazendo questão de sustentar o olhar do ruivo que parecia imerso na cena, como se quisesse gravar cada segundo em sua memória. Não que se importasse, mas ainda tinham muitas coisas mais pra fazerem que mereceriam a devida atenção na hora certa.

Sentia sua boca salivar vendo o outro completamente nu e exposto a sua frente. Aquela visão sim, na sua opinião, seria uma que valeria a pena ser guardada para se lembrar sempre que quisesse. Lambeu os lábios antes de mordiscar a parte interna de sua coxa, deixando uma trilha de marcas até chegar a sua virilha, onde podia sentir seu maior objeto de desejo no momento pulsando, pedindo por atenção. A essa altura Kagami já não era capaz de pensar em mais nada. Só conseguia gemer, suspirar e ofegar com tudo que o moreno fazia. Podia sentir sua língua em seu membro, como se estivesse brincando consigo, apenas esperando o momento certo para “atacar”.
Não conseguiu conter o gemido alto que saiu por seus lábios ao sentir a boca do outro em volta de si, engolindo-o quase que por inteiro.
Aomine podia ser inexperiente, mas definitivamente aprendia rápido. Seu corpo todo se arrepiava com a sensação de ser engolido por ele. Era algo que nunca tinha sentido antes. Podia sentir o olhar do outro sobre si, e por algum motivo que não compreendia, isso causava arrepios pelo seu corpo.

- A-ah, desse jeito e-eu não, a-ah, vou durar muito…

Ao ouvir essas palavras, mesmo que contra sua vontade, o moreno parou que estava fazendo, lambendo os lábios em expectativa pelo que estava por vir.

- Eu preciso te preprar antes.

Seu rosto – se é que era possível – ganhou um tom mais avermelhado ainda. Sem dizer nada, apontou para o criado mudo, e o outro imediatamente entendeu que acharia o que precisava ali.

Levantou rapidamente e abriu a gaveta, encontrando um tubo de lubrificante e uma embalagem de camisinha. Logo se pôs de volta entre as pernas do ruivo, e mais que depressa abriu o tubo e molhou os dedos com o líquido, separando mais as pernas de Kagami para introduzir o primeiro dedo.

No começo, a sensação era de invasão. Não estava acostumado com nada daquilo, e não conseguia esconder o desconforto. Com o passar do tempo, começou a se acostumar com o dedo em sua entrada, e diria até mesmo que achou prazeroso, e conforme ia se acostumando, o moreno ia introduzindo os outros, até que sentisse que o ruivo estava devidamente preparado.

O moreno desabotoou as calças, jogando-a pelo quarto junto com a cueca, vestindo a camisinha em seu membro em seguida. Olhou mais uma vez para o outro, pedindo permissão para prosseguir, recebendo um aceno de cabeça em resposta.
Introduziu-se devagar em sua entrada, e o ruivo trincou os dentes ao sentir-se ser invadido. A dor era algo que nunca havia sentido antes, sentia que estava sendo rasgado em dois. Percebendo seu desconforto, o moreno passou a distribuir beijos por toda sua face e a bombear seu membro, tentando distraí-lo da dor.

- Relaxe pra mim. – pedia enquanto continuava a se introduzir o mais delicadamente que conseguia. – Isso, assim mesmo. – sussurrava em seu ouvido.

Quando se deu conta, já estava todo dentro, e esperou até que o outro se acostumasse e o dissesse que podia prosseguir. Continuava a lhe dar beijos, tentando deixá-lo o mais relaxado possível. Já estava no limite e não conseguiria aguentar por muito mais tempo.

Como que atendendo seu pedido, o ruivo consentiu e o moreno pôde finalmente mover-se dentro dele. Movia os quadris lentamente a princípio, fazendo o possível para não acelerar demais de uma só vez e acabar machucando Kagami, mas a cada gemido que saía da boca do outro, era como um convite a ir mais rápido, fundo, até ele não aguentar mais.

Naturalmente, a velocidade das estocadas aumentavam gradualmente, e quando deu por si estava virando o ruivo de costas e se ajoelhando em frente as suas nádegas e penetrando-o novamente.

- A-ah, D-Daiki… – não conseguiu controlar o alto gemido ao sentir-se ser invadido outra vez.

O moreno beijava e mordiscava suas costas, fazendo questão de marcá-las o máximo que podia. Virou seu rosto para que pudesse saciar a vontade de beijá-lo, que parecia nunca cessar.

- Isso, Taiga – sussurrava ao mesmo tempo em que lambia seu lóbulo. – chame meu nome. – modia seu pescoço. – Me diga o que você quer que eu faça.

- E-eu quero, a-ah, que v-você, a-ah…

- O que você quer que eu faça? – movia os quadris o mais rápido que conseguia, ouvindo o outro gemer sem pudores a sua frente. – Se não me disser, não tem como eu saber.

- M-mais… E-eu, a-ah, q-quero mais… – rebolava na busca de mais contato.

- Como você desejar. - agarrarou nos quadris no ruivo, fazendo-o vir de encontro com pélvis, ouvindo-o quase gritar com o contato.

O moreno ia e vinha sem pudores, abusando da entrada do ruivo, e eventualmente o prazer falou mais alto e os dois atingiram o clímax, e o Aomine se retirou lentamente de dentro do outro, tombando ao seu lado na cama, trazendo-o para mais perto de si e aconchegando-o em seus braços, beijando seu ombro e repousando a cabeça na curva de seu pescoço, se deixando ser embalado pelo sono enquanto o outro fazia o mesmo.

12 февраля 2019 г. 17:40:32 0 Отчет Добавить 3
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