Por uma noite, seu namorado Подписаться

tsukyie tsu kyie

Em uma boa amizade, troca de favores é algo costumeiro. É natural pedir a cola da prova, um almoço, até mesmo pedir para fingir um relacionamento somente para um deles não se encrencar. Mas a coisa complica quando seus amigos não podem cumprir esse favor e só lhe resta uma opção: Sasuke Uchiha.


Фанфик Аниме/Манга 18+.

#Falso-namorado #uchiha #uzumaki #KushiMina #sasuke #naruto #sasunaru
Короткий рассказ
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Precisa-se de um falso namorado


— Filho, bem... eu e seu pai decidimos que você já é grandinho o suficiente para nos dar uma nora. — A ruiva comentou com um sorriso estampado em seus lábios. — Como foi com ela? Sabe... o encontro.

Há! Naruto sabia, era óbvio que aquele jantar em família tinha uma segunda intenção transparente, era só questão de tempo. Seus pais estavam sendo muito carinhosos sem um motivo nítido e isso já estava na cara desde o início. Deixou de se vangloriar e tirar toda aquela alegria de seu interior para refletir um pouco.

Seus dedos tamborilavam freneticamente em suas coxas, os adultos nem desconfiaram de tal gesto. Aí estava um ponto que se pudesse, evitaria ao máximo: namoro.

Qual é, ele tinha consciência de que muitos jovens, nessa idade, já planejavam até o casamento. Injuriado, curvou seus lábios para demonstrar um sorriso envergonhado. Sua cabeça montava diversos planos, mas nenhum o salvaria de toda essa agitação que o olhar de seus responsáveis lhe dirigia. Convencia-se de que não precisava disso, não agora. Seu coração — em um ato involuntário —, batia freneticamente sobre sua caixa torácica, tão forte que parecia estar em sua garganta. As mãos suavam e estremeciam vagarosamente. Quase impercetível. Lembrou-se imediatamente do encontro feito por seus pais. Foi um total desastre, mas não precisavam saber.

Pense, pense, pense...

"Morreu, aquela menina morreu! Caiu da escada, bateu a cabeça num avião que estava pousando e aí ela quebrou a perna e morreu!" — não diria isso, mesmo que a vontade seja gigantesca.

— B-Bem, mãe, pai... eu... — Os batimentos aceleraram gradativamente. — Tem uma coisa que eu queria dizer pra vocês.

As íris azuis drapejaram sobre o prato vazio em sua frente, tocou descaradamente o garfo (pôde-se notar seu tremor à distância). Eles entenderiam e não iriam botar pressão em si. Exato!

Fechou os olhos e respirou fundo. Seu rosto esquentou de nervoso. Parou de batucar com os dedos e agarrou fortemente sua calça.

— E-Eu queria dizer que... — Não soube prosseguir. O cabelo loiro caiu sobre sua face, causando uma leve inquietação.

— Oh, meu Deus! Filho, você vai ser pai? — Kushina sorriu abertamente, o loiro mal ouvira sua fala e concordou fingindo decepção.

— Sim. Juro pra vocês que eu não queria falar isso. Mas, sabe, foi necessário fazer... peraí, quê?

— Sua mãe só está tirando uma com sua cara. — A voz suave de Minato ecoou pelo cômodo. — Ficamos sabendo do encontro, entende? Queremos te dar liberdade de falar sobre... — Soltou um pigarro.

Essa era a deixa da matriarca.

— Seu namorado, Naruto. Conte-nos sobre ele.

Seu coração parou e tomou uma velocidade absurda. O susto foi tanto que suas entranhas gelaram, deixou o garfo cair no chão e só acordou de seus pensamentos com o som ensurdecedor do metal. Arrepiou-se. Dedo-duro! Cagueta morre pela boca! — xingava-a mentalmente.

— Eu já imaginava que você era homossexual, então não precisa sentir vergonha. — Ela o fitou de maneira apreensiva. O Uzumaki sentiu-se traído por sua própria mãe, desde quando isso? Choramingava mentalmente.

— Você sabia, é? — Sorriu falso e se abaixou para pegar o garfo. Assim que tocou o objeto frio, agarrou-o e levantou com tudo. O barulho alto fez os familiares arregalarem os olhos e ver como o assunto era tão delicado assim para seu pobre garoto. O menor, por sua vez, praguejava mentalmente por ter batido a cabeça na mesa.

— Você sempre foi tão quietinho, também tinha diversas amigas. Amiguinho era raro... — Traíra, traíra, traíra!

Ele justificava que só trazia as amigas porque as mesmas insistiam para vir. Claro, desde que se conhece por gente, é extremamente extrovertido.

— Nós somos seus pais, pode confiar na gente. — O patriarca sorriu mostrando os dentes. Segurou carinhosamente a mão da esposa e ambos tentaram lhe transmitir confiança. — Naruto, vocês estão juntos há quanto tempo?

— Dois anos? — O rapaz murmurou para si mesmo, nem percebeu.

— Que maravilha! Pode trazê-lo para um jantar amanhã a noite, vamos adorar conhecer esse menino. — O sorriso da ruiva era tão grande que não teve como negar. A voz esbanjava empolgação. — Vamos fazer uma comida caprichada, pegar refrigerantes, uma sobremesa!

— Ele não vai poder!

— Vai, e eu vou esperar ansiosamente! Chame-o, diga que nós queremos conhecê-lo!

•••

O jovem olhava seu reflexo no espelho enquanto escovava os dentes, a espuma azul lhe chamava atenção. Bufou. Palavras jogadas no vento, o vento traz de volta! Agora mais que nunca. Cuspiu e fechou os olhos com força. Ao terminar, vestiu seu pijama e deitou em sua cama. Olhou para o teto.

O dia foi cheio, seu corpo afundava deliciosamente no colchão e Naruto parecia querer se fundir com o mesmo. E agora, qual seria a sua desculpa para aquela mentira estúpida? Tentava achar várias, mas mal percebeu quando se entregou ao cansaço.

"Trim. Trim. Trim" — o som penetrava em sua cabeça. Amaldiçoou o dia em que comprou o despertador. Seus pais haviam deixado claro que queriam conhecer seu parceiro, mas como explicar que esse "namorado" não existia? Deixou esses pensamentos irem pra Nárnia e desligou o maldito aparelho.

Levantou e fez suas higienes. Se arrumou e logo foi tomar seu café da manhã. Em seguida, partiu em direção à escola. Com os fones de ouvido no volume máximo, caminhava de acordo com sua música. Até cantava um pouco, mas torcia para ninguém estar ouvindo. Em poucos minutos, já nem lembrava o que era aquilo que tanto exigiam e fazia seu coração ficar desconfortável.

•••

Naruto batia a caneta insistentemente contra a mesa, pensando em qualquer outra coisa que não fosse a aula de química. Em algum momento, enquanto pensava no lámen que comeria depois da aula e no quanto o tempo demorava a passar no colégio, se lembrou de algo de muita importância que, até aquele momento, havia esquecido completamente.

O sinal soou alto, o tirando de seus devaneios. Se colocou rápido de pé, enfiando os cadernos e livros de qualquer maneira dentro da mochila. Toda aquela pressa tinha como objetivo alcançar o seu grupo de amigos que já se encontravam nos corredores. Assim que guardou tudo e jogou a mochila nas costas, desembalou pela porta, entrando de uma vez na multidão de alunos que poderiam ser comparados a uma coméia de abelha zunindo sem parar.

Se colocou contra a correnteza de adoslecentes suados e exalando hormônios, e a sorte pareceu estar do seu lado naquele dia, pois logo encontrou seus amigos encostados perto de um bebedouro.

— Fala rapaziada. — Comprimentou. — Tudo na moral?

— Credo. Por que tá' falando assim, Naruto? — Sai disse, fazendo com que notasse sua presença alí.

— O Kiba disse que se eu falasse assim pareceria mais descolado, sabe.

Kiba, que até então bebia água, parou por um instante somente para dizer:

— E ficou mais descolado sim, mano. Continua que tá' de parabéns.

E depois voltar a tomar sua água no bebedouro.

— Você não devia de fazer tudo o que ele diz. — Foi a vez de Shikamaru opinar.

— Talvez....Pessoal?

— Algum problema?

— Por que acha que estou com algum problema?

— Fácil. Você sempre vem com esse "pessoal?" quando está em encrenca e quer a nossa ajuda.

— Não é atoa que o Shikamaru é o mais inteligente da turma, hein. — Kiba disse aos murmúrios com a boca cheia de água.

— Até parece, eu sou o mais inteligente aqui. — Sai soou indignado, como se as piores das calúnias contra ele tivessem sido proferidas.

Naruto já sabia onde aquilo iria dar: primeiro uma discussão, depois uma briga e por fim, a diretoria. Era sempre assim. Sai e Kiba não se davam bem. Eram extremos opostos, ninguém entendia bem o porquê deles andarem juntos, sendo que estavam sempre discutindo por algo — até já discutiram sobre quem comia lamén mais rápido, resultando numa disputa.

O fato era que, se não interviesse naquele momento, daria adeus a tarde livre, pois com certeza a passaria trancando na detenção. Então, foi rápido em dizer:

— Preciso da ajuda de vocês para ontem! O caso é grave, caras!

— Não me diga que você tentou roubar os gabaritos da prova de inglês de novo, porque-

— Não é nada disso, Sai. — O cortou, ficando feliz internamente por ter conseguido a total atenção dos amigos. — É algo completamente diferente. Se lembram da vez que minha mãe marcou um encontro para mim com aquela garota lá?

— Humhum. Até que tu deu um fora nela, muita mancada. Ela era muito gostosa.

Após dizer aquilo o Inuzuka sorriu de canto, malicioso. Com certeza pensando em alguma fantasia envolvendo a dita cuja. O Uzumaki respirou fundo, contou até vinte, procurando a forma mais sutil de dizer a verdade aos amigos.

— Bem....Eu não dei exatamente um fora nela...Foi algo do tipo, mas uma mentirinha....

— Fala logo, Naruto.

Sai, impaciente como sempre, pensou. Porém, resolveu não dizer para evitar uma discussão fútil.

— O caso é que eu disse a ela que era gay e tinha um namorado, foi a melhor mentira que pensei na hora para tirar ela do meu pé.

— E daí? Por acaso ela descobriu que era mentira e agora quer te assassinar?

— Debochado como sempre, branquelo. — Viu Sai ficar vermelho de raiva. Ele odiava, e como, aquele apelidinho. Antes que ele dissesse alguma coisa, se apressou para continuar:

— Teria ficado tudo bem até aí. Só que ela contou para meus pais, e foi aí que a merda começou. Eu meio que não tive coragem de confessar que tinha mentido, e no nervosismo, quando minha mãe perguntou sobre ele...

—Certo. Mas o que isso tem haver conosco? — Shikamaru disse, estreitando os olhos. Quase podia dar um palpite de qual era o problema em que o Uzumaki se encontrava.

— É que, hum...Há alguns dias atrás, meu pai deu a ideia de fazer um jantar para que ele e minha mãe pudessem conhecer meu namorado.

— Já saquei. Você quer que a gente. — Kiba apontou para os outros dois colegas. — Arranjemos um namorado falso para você? É fácil, mamão com açúcar, como a mãe fala. É só pagar algum garoto de programa, aposto que algum topa na hora, conheço alguns e....

— Calma aí, Kiba. Você....conhece alguns garotos de programa?

Foi Sai quem se atreveu a perguntar, deixando o clima com um silêncio tenso entre eles. Ninguém disse nada por um bom tempo. O corredor foi se esvaziando e Naruto resolveu que não tinha mais muito tempo. Deixou de lado aquela tensão constrangedora e se focou no seu problema.

— Não quero um garoto de programa, Kiba. Quero que algum de vocês se passe por meu namorado, só por uma noite. — O loiro juntou as mãos e fez seu melhor olhar pidão.

— Não dá, tenho um encontro hoje à noite com a Temari. — Shikamaru foi o primeiro a responder.

— Vai você, Kiba. — Sai o cutucou com o cotovelo.

— Eu? Por que, mano?

— Ué, você já não teve experiência nesse ramo? Se me lembro bem, foi naquela festa de virada de ano. Você e o Shino do terceiro ano se trancaram no banheiro público e...todo mundo sabe o que rolou lá.

— E-Eu tava muito bêbado. — Foi a vez de Kiba ficar inteiramente vermelho. — Larguem do meu pé!

Dito isso, o Inuzuka pegou a mochila que estava no chão e disparou a correr pelo corredor, agora vazio. Aquilo já havia se tornado normal desde o começo daquele ano, Kiba sempre fugia do assunto. Era até engraçado, porém, perdia para quando ele via Shino em qualquer lugar e se escondida ou corria feito maluco.

— Sai...?

— Não mesmo. — O amigo foi direto, sem rodeios. — Mas tenho uma sugestão: por que não pede ao Uchiha?

— Sasuke Uchiha? — Somente em mencionar aquele nome, seu rosto se contorceu em uma careta de desgosto.

— Sim, vocês não eram amigos?

— Isso foi no sexto ano, depois disso paramos de nos falar...Ele ficou...Insuportável.

— Popular, você quis dizer. — Shikamaru disse. — Vou indo, Naruto. Acho que o Uchiha vai ser sua única opção. Foi mal, cara.

— É só implorar de joelhos, ouvi rumores por aí de que ele era meio gay, vai que ele gosta de você. — Sai disse. Aquela era a forma dele de consolar o amigo.

Assim que aqueles dois viraram o corredor, Naruto cogitou a primeira ideia que havia tido quando recebeu aquele convite/ordem de seus pais: fugir do país. Exagero? Talvez. Porém, não queria mesmo ver a reação da sua mãe quando descobrisse a verdade. E foi com isso na cabeça que rumou pelo corredor vazio. Começou a pesar, como que uma balança, as opções — diga-se de passagem ruins — que tinha: primeira, contar a verdade e lidar com a fúria da dona Kushina, ou, segunda opção, pedir ao Uchiha aquele favor embaraçoso. A primeira opção de todas não era mais válida, pois não possuía passaporte e muito menos idade para uma viagem internacional.

Ficou tão concentrado em ver qual das opções seria menos ruim que nem ao menos notou quando alguém começou a andar atrás de si. Só acordou daquele transe quando alguém o puxou pelo braço, fazendo com que se virasse bruscamente.

— Seus materiais. Você deixou cair a pouco, sua mochila está aberta, aliás.

O Uzumaki não soube se ficava contente ou com raiva por, ali na sua frente, Sasuke Uchiha estar materializado segurando seus livros e cadernos em umas das mãos.

— Vai pegar não? Minha mão já está doendo de segurar. — Sasuke resmungou rude.

Naruto respirou fundo — mais uma vez naquele dia — e surpreendendo o moreno a sua frente, e até mesmo a si um pouco, se ajoelhou no chão de uma vez.

— SASUKE, POR FAVOR! — Gritou. — SEJA MEU NAMORADO!

— C-Co..Como? Está ficando louco, Naruto?

— Você é tão lindo, educado, todas as garotas gostam de você, Sasuke! É perfeito, meus pais vão te adorar.

— Quer namorar comigo porque sou popular e bonito?

— Só por uma noite. Depois nunca mais te incomodo, prometo.

Em um ato desesperado, se agarrou as pernas do Uchiha, olhando-o no fundo dos olhos ônix. Infelizmente, aquele cara era sua única opção. Preferia suportar Sasuke por uma noite do que levar um cascudo de Kushina.

— Você....Gosta de mim, Naruto?

— Nem um pouco, na verdade. Te odeio, para ser claro.

— Então...?

— Você só tem que fingir ser meu namorado essa noite em um jantar com meus pais, só isso, Sas.

Tentou forçar um sorriso, como que para parecer que tudo aquilo era normal. Naruto poderia jurar que viu o moreno ficar um pouco decepcionado após sua resposta.

— O que te fez pensar que eu aceitaria isso?

— O que você quer em troca? - Retrucou.

— Uma semana inteira fazendo o que eu mandar, valendo a partir de amanhã, hum?

— E eu tenho outra opção se não aceitar?

— E eu que vou saber. — Sasuke soltou os materiais, deixando que eles caíssem na cabeça do loiro agarrado a sua perna. — Vai topar, Naruto?

— Infelizmente, sim. — O Uzumaki disse com uma expressão de raiva ao sentir a cabeça latejar um pouco por causa do peso dos materiais jogados em si. — Qual o seu problema, por que despejou isso em mim?

— Certo, então. Na sua casa, que horas quer que eu chegue lá?

O Uchiha não esperou uma resposta e foi se afastando, quando Naruto conseguiu pensar em um bom horário o outro já estava quase no fim do corredor.

— ÀS OITO EM PONTO, NÃO SE ATRASE! — Gritou tão alto que foi possível ouvir alguns ecos depois.

Será que ele sabe o endereço da minha casa? Se perguntou mentalmente, mas logo deixou isso de lado. Aproveitando que estava — ainda — ajoelhado no chão, se deixou tombar para trás e deitar de costas. Em um flash, várias possibilidades do que poderia dar errado passou diante de seus olhos, como um filme de terror real.

•••

Quando às oito em ponto da noite a campainha da casa dos Uzumakis tocou, Naruto já estava sentando a alguns minutos — que pareceram horas para ele — ao pé da escada. E o mais rápido que seu nevorsimo lhe permitiu, se levantou e abriu a porta agradecendo mentalmente por ser o Uchiha.

— Temos que subir antes que meus pais te vejam. — Disse, sem esperar uma resposta do outro.

Puxou o Uchiha pela mão escada acima, tropeçando e quase caindo no percurso. Já no segundo andar foi fácil chegar ao quarto, e por precaução, trancou a porta.

— Pensei que iria conhecer seus pais, não? — Sasuke disse enquanto alisava o seu terno que havia sofrido alguns amassos durante a corrida até ali.

— Vai sim, mas antes temos que passar algumas coisas. — Naruto estava ofegante e podia sentir o coração batendo feito louco dentro do peito. — Aliás, por que você está vestido assim, Sasuke?

— Assim como? Você também está de terno. Algum problema?

— Está arrumado demais.

— Não quer que seu namorado. — O moreno enfatizou a última palavra fazendo aspas com os dedos. — Passe uma boa impressão ao seus pais?

— Sim, mas.....Sei lá....Achei muito exagerado, só isso.

A verdade era que o loiro estava incomodado, e não entendia bem isso. Sasuke Uchiha era bonito sim, e ninguém que o visse negaria isso, certeza. Mas naquela noite, ele parecia ainda mais bonito. De terno preto, os cabelos lhe caindo no rosto, o perfume, até o relógio que ele usava no braço parecia dar a ele um ar sofisticado.

Tudo aquilo impressionariam e muito, seus pais. Porém, nada é perfeito, e aquele Uchiha.....

— Certo. Vamos lá: nós namoramos há dois anos, nos conhecemos no colégio mesmo. Tente ser educado e por favor, não seja arrogante, hum?

— Eu não sou arrogante. — Sua voz saiu um pouco ríspida.

— Tá sendo novamente... — Antes mesmo do Uchiha retrucar, prosseguiu. — Por favor, por favorzinho, não estraga tudo.

— Se for assim, o preço vai ser maior. — Sorriu sádico. — É só fingir, não tem erro.

Aquele gesto com suas mãos fez parecer que era óbvio e estava tudo sob controle. Viu os olhos pidões de seu "namorado" e pensou o quão seria bom abusar dessa cara patética amanhã. Soprou. Já se preparando para aplicar o plano com os pais do garoto, seria fácil.

— Será como tirar doce de uma criança. — Balbuciou. Depois disso, segurou a mão de Naruto e foi em direção à entrada.

Enquanto desciam apressadamente, o garoto sentiu as mãos quentes de Sasuke. Nunca tinha feito esse gesto com o moreno. Subitamente, seu coração não tardou em lhe dar uma resposta. Céus, de novo? Se ele acabar virando cardíaco, não vai durar um dia. A sensação nova se foi, dando lugar a um constrangimento repentino. Sentiu os dedos aplicarem mais um pouco de força em suas mãos e nesse momento, julgou-se por não saber a resposta por esse ato. Era somente o som de seus passos, sua respiração e seu coração. Era apenas medo, nada mais. Seus olhos pairaram no rosto alvo e sereno, os olhos escuros brilhando com a luminosidade do local, seus lábios pressionados. Uma feição séria.

Assustou-se quando, em meio aos seus pensamentos, os mesmos olhos que observava o fitaram em dúvida. Perguntou-se mentalmente o que se passava na cabeça de Sasuke Uchiha.

Não teve tempo para questionamentos quando viu sua mãe esperando-os na sala. Aquela troca de olhares teria durado mais tempo se não fosse Kushina que se aproximou sorridente em seu lindo vestido azul — um daqueles que ela usava em ocasiões muito importantes.

— Então você é o sortudo que namora meu filho? — A ruiva questionou. Abraçou Sasuke, e Naruto em seu nervosismo, apertou a mão dele mais uma vez.

— Sim. Sasuke Uchiha, muito prazer. — O moreno pegou a mão da mulher e depositou um beijo. — Agora vejo de onde Naruto puxou toda essa beleza.

— Minato também teve sua parcela nisso. — Kushina riu divertida.

A matriarca Uzumaki indicou que os dois se sentassem na mesa já posta. Mas antes que Naruto pudesse fazê-lo, ela o segurou por um dos ombros e disse baixo, para que ficasse somente entre os dois:

— Gostei dele. Se continuar assim, esse namoro está aprovadíssimo.

Depois disso Kushina se retirou, indo chamar o marido. Naruto aproveitou a deixa para se sentar ao lado do Uchiha e, quem sabe, se acalmar um pouco.

— Vai dar tudo certo, né, Sasuke?

— Se você se controlar, sim. — Ele colocou sua mão sobre a do loiro por debaixo da mesa. — É só se deixar levar, mas não exagere também.

O Uzumaki tinha milhares de perguntas rondando a mente, e os piores cenários se tudo desse errado, mas deixou tudo isso de lado quando ouviu passos nas escadas, e logo seus pais surgiram na sala. Viu Sasuke se levantar e cumprimentar seu pai em um aperto de mão, depois todos os três se sentaram. Aquele seria o momento crucial, em que ele, Naruto Uzumaki, de certa forma, estava em jogo.

Assim, os adultos se sentaram. Minato não perdeu a oportunidade de analisar Sasuke de cima a baixo. Depois de se apresentarem de maneira decente, iniciaram:

— Seus pais trabalham no que, Sasuke? — O patriarca cruzou os braços. Mostrou sua superioridade ali mesmo. É assim então, sogrão?

O Uchiha tinha uma ótima lábia.

— Meu pai é empresário e minha mãe estilista. — Fingiu um sorriso sincero. — Seria um prazer apresentá-los a vocês, aposto que eles iriam adora-los. Observei a imagem que tinha na sua sala, sem querer parecer intrometido, mas essa é a Lamborghini com motor 5.2 L V10?

O homem mais velho arregalou os olhos, surpreso. Naruto não era fã número um dos carros, nem mesmo entendia seus assuntos aleatórios referindo-se a eles.

— Sim, tenho um certo carinho por essa. — Sorriu. Sentiu a satisfação atingir seu peito. Isso aí, garotão, escolheu um genro digno pro papai!

— Eu me impressiono mesmo com a velocidade. Dona Kushina, analisei suas pinturas também. Um talento impressionante. — Ela abriu um sorriso tímido e seus olhos brilharam.

— Eu pensei em arriscar nas obras abstratas.

— O Picasso ficaria orgulhoso. — Riu baixo e Naruto arregalou seus olhos. O título não era apenas status, Sasuke era... incrível.

Mordeu seus lábios em felicidade e seu coração dançava sem controle algum.

— Você gosta de pintar? Aliás, já tentou fazer em um quadro?

— Eu adoro, fazia bastante quando meus pais estavam ocupados.

— Você pode vir aqui amanhã para fazermos juntos, espere! Deixe eu te mostrar um que eu estive planejando há um tempo. Venha, venha! — Ele levantou rapidamente.

Minato e Sasuke sumiram pelos corredores, Naruto já se levantava para ir atrás deles, mas foi impedido pela mãe, que ao ver dele, já dizia tudo apenas com um olhar.

— Não se preocupe, filho. Seu pai não vai matar seu namorado e depois jogar o corpo dele no rio. —Ela brincou. — Vamos aproveitar que eles se foram por alguns instantes para que você possa me contar tudo!

— Como assim, mãe? — Já estava ficando aflito só de imaginar onde aquela conversa iria dar.

— Eu e seu pai nos preocupamos com você, por isso estamos sempre abertos a conversar sobre qualquer coisa.

— Aonde quer chegar, mãe?

Naruto sabia bem aonde ela queria chegar, mas quem sabe não estivesse engando?

— E o sexo? — Direta, era assim que a senhora Uzumaki era.

— Q-Que...Mãe! — Sentiu as bochechas ficarem levemente vermelhas. E de repente, uma ideia passou por sua cabeça, fazendo algumas coisas se encaixarem. — O pai não vai conversar sobre isso com o Sasuke....vai?

— Claro, Naru. São jovens, temos que os aconselhar.

— Eu vou morrer de vergonha, mãe!

— Não exagere, querido.

A ruiva riu do desespero exagerado do filho, aquele rapazinho era sempre assim quando tentavam conversar sobre sexo. Esperava que seu marido fizesse sua parte, e que não acabasse enrolando e no fim, não chegando ao ponto. Ela gostaria de ter conversando com os dois ao mesmo tempo, mas Minato resolveu que era melhor cada um conversar com um deles separadamente.

— Você ainda não me respondeu, filho!

— Mãe! Por favor!

— É algo natural do ser humano, não tem porquê ter vergonha disso....

O Uzumaki apenas deixou que ela continuasse a falar, se perguntando mentalmente em como Sasuke estaria naquele momento.

Falando em Sasuke, o mesmo ria e tinha uma conversa descontraída com o "sogro". Ambos faziam piadas e se divertiam, estava tudo sob controle. A alegria preenchia o ser do progenitor, elogiava o genro por seu conhecimento.

Minato tinha esquecido seu verdadeiro propósito, só depois de passarem trinta minutos conversando que se lembrou.

— Então, Sasuke. — Limpou a garganta. — Você e meu filho já pensaram em deixar a relação mais picante?

Bang! Isso foi um balde de água integralmente inesperado. O loiro jogou o cabelo para trás vendo o constrangimento repentino do jovem a sua frente. Mas o Uchiha não deu o braço a torcer, deu lugar a um belíssimo sorriso em seus lábios.

— Isso é um segredo nosso. — Lhe lançou uma piscadela divertida. — Oh! Mas se quiser me dar umas dicas pra deixar seu filho mais feliz, vou adorar ouvir.

— Pelo visto você cuida muito bem dele.

O caralho que cuidava! Nesses momentos torcia para Naruto queimar no quinto dos infernos por ter pedido algo desse gênero.

— Ele é meu mundo. — Sorriu e quando o progenitor a sua frente retribuiu o gesto, virando-se para pegar uma foto na gaveta, revirou seus olhos com sua própria frase.

"Tão doce que me dá cáries..."

— Aqui. — O homem estendeu um papel e Sasuke o pegou. — Foi Naruto quem tirou essa foto em uma de nossas viagens de férias, é a preferida dele. Quem sabe você não pinta um quadro dela para ele...É só uma sugestão.

— Obrigado. Vou considerar. — Forçou um sorriso.

— Acho melhor voltarmos para o jantar.

Concordou mentalmente com o outro, e por algum motivo desconhecido, olhou mais uma vez para aquela foto em suas mãos e sem pensar muito, a guardou no bolso da calça. Quando retornou a mesa, Naruto parecia mais eufórico e nervoso do que antes, ignorou e se esquivou das perguntas dele sobre o que seu pai havia lhe dito. Também, depois de um tempo, ele deixou isso de lado e começou a curtir o jantar.

Do seu ponto de vista, tudo correu muito bem. Kushina e Minato eram divertidos, aquilo mostrava de onde seu "namorado" havia ganhando aquela personalidade extrovertida. As horas passaram voando, conversa ía e vinha, algumas histórias constrangedoras de Naruto que fazia o Uchiha se divertir e dar altas risadas.

No fim do jantar, quando os Uzumakis recolhiam a louça para lavar — e ele como bom genro se ofereceu para ajudar —, o pensamento de que aquela família conseguia fazer qualquer um se sentir acolhido ficou.

— Já passa da meia noite, não acho que seria bom um jovem como você andando por aí a essa hora. Por que não dorme aqui, Sasuke ? — Foi Kushina que sugeriu enquanto os quatros lavavam as louças na pia.

— Não quero incomodar.

— Não vai. — Minato interviu. — Pode dormir no quarto do seu namorado, mas juízo, hein.

Quis tentar rejeitar e dar um jeito de ir embora, porém, sentia um certo cansaço se apossar de seu corpo. E o pensamento de uma cama quentinha naquele momento não parecia nada mal.

Foi assim que, ao acabarem de arrumar tudo direitinho, ele e Naruto subiram para o quarto. Sasuke já havia estado naquele cômodo no começo da noite, não teve tempo para observa-lo, mas agora podia.

As paredes estampavam vários posters de bandas, filmes, times de futebol. Em uma prateleira, várias revistas em quadrinhos estavam bem organizadas. Havia muitos outros detalhes para serem descritos, mas uma coisa em especial chamou a atenção do Uchiha.

— Gosta de Star Wars? — Apontou para a colcha na cama com a estampa da saga.

— O círculo está agora completo. Quando o deixei, eu era só o aprendiz; agora eu sou o mestre.— Naruto disse uma das falas do Darth Vader o imitando. — Gosto sim.

Depois disso o Uzumaki entrou no banheiro e saiu vestido com um pijama — coincidentemente de Star Wars. Se enfiou debaixo das cobertas e fez um sinal para que o outro fizesse o mesmo. Apenas o encarou, questionando com o olhar se realmente não tinha outra opção.

— Ou você dorme aqui comigo, ou aí em pé. — Ele deu de ombros e se virou para o lado.

Não é nada demais, repetiu aquela frase mentalmente enquanto tirava a gravata e o blazer antes de apagar a luz e se deitar. Na mesma posição em que se deitou, ficou, de costas para seu companheiro de cama. Não se passou muito tempo e pôde senti-lo se mexer de um lado para o outro, com certeza também não estava conseguindo dormir assim como ele próprio.

— Obrigado..hum... por ter aceitado me ajudar. — A voz de Naruto saiu baixa, e perigosamente muito perto, no ponto de vista do Uchiha.

— Por que não conta a verdade para seus pais? — Disse. Se virou, ficando cara a cara com o outro. A escuridão atrapalhava um pouco, mas conseguia ver os olhos azuis dele brilhando. — São pessoas legais, vão te entender.

— Talvez. — O loiro mordiscou o lábio inferior, nervoso, antes de soltar a pergunta:

—Sasuke, você já beijou alguém do mesmo sexo?

— Humhum. — A resposta veio mais rápido do que esperava. — E você, Naruto?

— Nunca.

— Hum.

O Uzumaki estendeu a mão e tocou o rosto do outro, começando pelos olhos, depois achou o nariz e por fim, a boca, onde encerrou sua procura.

— O que pensa que está fazendo, Naruto?

— O que eu nunca fiz.

Sasuke não entendeu na hora o que ele queria dizer com aquilo, só entendeu mesmo quando escutou a cama ranger um pouco e sentiu Naruto se inclinar para mais perto. Tudo bem que poderia ter feito mil coisas para tentar impedi-lo, mas nenhuma delas passou pela mente do Uchiha naquele momento. Nenhuma, a não ser a pergunta que ficou cada vez mais pertinente: como era beijar Naruto Uzumaki?

Pergunta essa que foi respondida quando os lábios dele tocaram os seus levemente. Seria somente um selinho se Naruto não se afastasse. Seu rosto queimava tanto que achou que iria derreter. Em meio a escuridão, Sasuke podia notar o rosto vermelho de vergonha. Ambos não sabiam o que estava acontecendo, apenas olharam fixamente um nos olhos do outro e o Uchiha fechou seus olhos vagarosamente. Estranho. Seu coração martelava rápida e fortemente. Aproximaram-se devagar, um calor se instalou em seu peito e seus lábios se encontraram. Naruto levou suas mãos até a nuca de Sasuke e brincou com o emaranhado de fios. Ao sentir cócegas, o maior riu baixo.

Moviam-se em sintonia e mergulhavam no carinho transmitido com esse simples gesto, os jovens sentiram um choque gostoso com essa nova sensação. Macio, quente, doce. Essas palavras poderiam descrever esse beijo. Os lábios do parceiro lhe dava uma ótima sensação, uma vontade de fazer mais e mais. Sasuke mordeu a parte inferior e puxou levemente. Os jovens sorriram durante o ato e se afastaram, sem fôlego. Isso era bom. Pareciam um casal apaixonado.

Sem entender, cederam a gargalhada.

— Cara, isso é mesmo estranho. — Naruto indagou, sendo o primeiro a quebrar o silêncio. Seus lábios estavam vermelhos.

— Realmente... - Teve que concordar.

— Ei. — O moreno o olhou. — Sasuke... podemos fazer de novo?

— Só mais dessa vez.

E se beijaram. De novo, de novo, e de novo.

•••

Por mais que Sasuke tentasse se concentrar no que o professor a sua frente falava, sua atenção acabava sendo direcionada para algumas carteiras atrás de si, onde um certo loiro parecia também sofrer desse mesmo probleminha que ele. Se encararam mais uma vez, como haviam feito tantas vezes desde o momento em que entraram naquela sala. Dessa vez foi Naruto quem desviou o olhar, dando atenção ao que um de seus amigos dizia ao seu lado.

Mesmo que quisesse negar, a noite passada ainda estava gravada na mente e corpo do Uchiha. Foram só beijos movidos pela curiosidade, mas aquela sensação boa ainda continuava sempre que se lembrava, às vezes ainda mais intensa. Se preocupava sempre que pensava que, talvez, fora só ele a sentir tudo aquilo. Podia perguntar ao causador de toda aquela confusão interna sua, porém, temia um não.

Martelou aquilo a madrugada toda, e só naquele momento, chegou a uma conclusão: antes tentar do que se arrepender depois. Falar era fácil, óbvio. Fazer é que é o difícil. Colocar na prática o que planejava.

Olhou para o relógio em seu pulso, constatando que algumas horas lhe restavam para que decidisse como agir.

•••

Naruto estava levemente com raiva por ter chamado seus amigos para irem até alí com ele, mas todos recusaram. O motivo? Porque Sasuke Uchiha havia o chamado. Contou a eles sobre o jantar na noite passada, claro, omitindo alguns detalhes como os dele ter beijado o Uchiha - mais de uma vez, para acrescentar. Contou também sobre o acordo deles, que seria escravo — no seu ponto de vista — do outro, começando hoje.

Chegou no local marcado: o banheiro masculino. Correu os olhos pelo local, vendo que só se encontrava alí um garoto que ele não conhecia. Esperou pacientemente que o rapaz fosse embora, e assim começou a procurar em qual cabine seu namorado falso de uma noite poderia estar. A sorte foi que apenas uma das cabines estava realmente trançada, não tinha erro.

— Sasuke? — Chamou. — Ei.

— Eu estou aqui. — Uma mão tocou seu ombro.

Quando se virou, encontrou Sasuke o olhando com certa graça, e não pode deixar de se sentir um pouco constrangido.

— Pensei que você...

— Não temos tempo para isso, vem.

Ele o puxou para a última cabine da fileira, trancando a porta em seguida. Quando se deu conta, suas costas estavam sendo prensadas contra a parede fria, uma das pernas do Uchiha no meio das suas e as mãos dele uma de cada lado do seu corpo. Os olhos escuros mostravam pura determinação.

— Não precisa de tudo isso. Vou cumprir minha parte no nosso acordo. — Disse, sentindo o coração bater a mil por hora somente por estar muito próximo àquele homem, ou talvez estivesse com algum problema cardíaco, Naruto gostaria que não fosse nenhum dos dois.

— Dane-se nosso acordo, Naruto. O que quero falar com você é outra coisa.

— Isso não pode esperar até depois da aula, não?

— Não. — A resposta veio confiante. — Te deixo ir se responder com sinceridade uma pergunta minha, tudo bem?

O Uzumaki assentiu com um maneio de cabeça. De repente o clima dentro daquela cabine ficou pesado, somente o som das respirações intercaladas dos dois sendo ouvidas.

— Você... — Sasuke começou incerto. — Como dizer....hum...Sentiu aquilo quando nos beijamos ontem?

— Aquilo o quê?

Às vezes Naruto conseguia ser muito lerdo, foi o que se passou pela cabeça do Uchiha naquele momento. E sem conseguir evitar, revirou os olhos.

— Não haja como bobo, pois você não é. Entendeu bem o que eu quis dizer, Naruto.

— Você sentiu?

— Sou eu quem estou perguntando aqui, responde logo!

Estava começando a se estressar com aquele loiro, talvez estivesse sendo uma total perda de tempo.

— Vamos fazer assim, contamos juntos até três e dizemos sim, se sentimos algo e não, se não sentimos nada. — Naruto propôs.

— Pelo visto é o único jeito, fazer o que. — Talvez tenha soado meio arrogante, mas Sasuke não se importava mesmo.

— Um! — Começaram a contagem juntos.

— Dois!

— Três!

— Sim.

Silêncio, os dois se encararam. As bochechas de Sasuke ficaram um pouco vermelhas, e depois todo seu rosto. E não era por vergonha de ter sido o único a dizer sim — ou o único a dar uma resposta —, era de raiva.

— Sabia, foi perda de tempo. — Se afastou de Naruto, destrancou a porta e antes de sair disse com raiva:

— Esqueça aquele nosso acordo ridículo e me deixe em paz.

Era mais do que raiva, havia um pouco de mágoa também, todos aqueles sentimentos retumbando dentro do peito do Uchiha. Assim que alcançou os corredores, o sinal indicando o término do intervalo tocou, e mais rápido que tudo o espaço foi se enchendo de alunos e professores andando de um lado para o outro.

Sasuke já alcançava seu armário para poder ver qual seria sua próxima aula quando escutou aos gritos lhe chamarem. Sabia pela voz ser o Uzumaki, e sem estar com a menor vontade de falar com ele, apenas ignorou e começou a andar para a sala de aula.

Porém, não era como se Naruto fosse se deixar vencer apenas por ser ignorado, isso ficou bem claro quando ele o puxou — no meio do corredor, na frente de todos — e o beijou. Os alunos começaram a gritar e assobiar, deixou-se apenas levar pelo momento.

Quando se separaram, tinham os dois um sorriso bobo estampado no rosto. As pessoas ainda gritavam ao redor, mas as únicas coisas que conseguiu ouvir foram, primeiro, seu coração batendo muito rápido e segundo, o baixo e rouco 'sim, eu gosto de você, Sasuke' do rapaz — agora — em seus braços.

Aquele dia poderia ter terminado lindamente, com os dois saindo do colégio de mãos dadas e trocando carícias como um casalzinho meloso, mas não foi mesmo. O alvoroço foi tanto que um dos monitores apareceu no corredor, resultado? Os pais de Sasuke e Naruto chamados e eles expulsos por uma semana. Tirando também a comoção que foi aos senhor e senhora Uchiha ouvirem que o filho deles namora há dois anos com um amigo que conheceu na sexta série do fundamental. Claro, a notícia chegou a eles por meio dos Uzumakis, que, em boa fé, tentaram fazer amizade com a outra família.

Mesmo depois de tanta confusão, ninguém descobriu a verdade, e os dois se sentiram um pouco aliviados por isso. Seria ainda mais complicado explicar tudo aquilo a seus pais. Vendo pelo lado otimista, teriam bastante tempo até para saírem e quem sabe, iniciar um namoro de verdade, não?

Isso claro, se nenhum dos dois ficasse de castigo a semana toda.


1 февраля 2019 г. 16:46:46 0 Отчет Добавить 3
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