Meu Paraíso Подписаться

erincarmel E C

Depois de muita insistência, Naruto acata os conselhos (e chantagens) de seu pai e aceita o convite de participar da festa semanal dos Uchiha. Porém, não imagina que nasceria um sentimento tão forte, pior, que sentiria isso por outra pessoa - o ódio.


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Capítulo 1 - Nasce um sentimento, o ódio

Notas: Oie, eu de novo e tão rápido. Então, para quem leu Portas Fechadas, Meu Paraíso é uma side story. E não, tu não precisa ler uma para entender a outra. Aqui é bem antes de Portas Fechadas, Sasukito não vai aparecer aqui </3
Se você sentir alguma referência é que sou viciada por Julia Quinn <3
Enfim, desfrutem e comentem o que acharam. Prometo que vai ser bem curtinha, 5 capítulos.

Século XIX - Inglaterra

Nascer um Namikaze não era tão ruim assim como os folhetins contemplam. Não quando eu herdaria uma das maiores terras de toda a Britânia e ainda tínhamos todo o luxo que uma alta sociedade poderia ter. Nos chamávamos de “outro nível”, talvez por conta das roupas que sempre eram da última moda em algum lugar da Europa ou por culpa dos bailes e casamentos sediados em nossa segunda mansão. Sem esquecer o maior marco da família, a mania de tudo ser absolutamente branco: as roupas, as paredes, as cortinas, os vasos, as flores e até mesmo a carruagem.

O que as pessoas não sabem é que esse é nosso modo de sobreviver a saudade de mamãe e quando digo “nós”, me refiro apenas a mim e a meu pai. O temível Duque Minato Namikaze, pai super protetor, ex-general e um jogador – digno do título profissional – de cartas. Ninguém o vencia, nem mesmo eu, o seu único filho amado e adorado.

Embora mamãe tenha morrido em meu parto, nunca o ouvi me culpar, nem mesmo quando alguém me amaldiçoava por minhas costas. Ele sempre me defendeu e sempre me deu todo seu amor. As roupas brancas era a lembrança de Kushina, ela adorou tanto a cor em seu casamento que continuou a usando depois do maior evento nestas terras. Além disso, a cor denotava todo o cuidado ímpar que eu recebia – totalmente imaculado. Porém, sua proteção era excessiva demasiadamente e por vezes eu não consegui respirar. Em um dado momento, ele conseguiu me retirar da obrigação do exército, mas para isso acontecer existiam consequências. Me casariam as pressas ou eu deveria servir.

Nada disso aconteceu.

O Duque nunca me obrigou a uma única coisa, ele mesmo foi em meu lugar servir mais cinco anos, garantindo assim total “liberdade” para mim. Tive os melhores tutores, fui até mesmo a Eton College e continuava meus estudos com o que me agradava. Não precisei aprender a caçar e torturar animais indefesos por puro esporte, muito menos a comparecer as temporadas que Londres oferecia com seus casamentos. Logo, eu não compreendia porque ele queria me obrigar aquilo. Por Deus, eu já tinha quase 25 anos e isso não fazia sentido algum.

– Naruto, – ele disse cansado, já estávamos discutindo aquilo a dias – entenda que não vou estar aqui para sempre.

– E seu argumento para justificar este absurdo é que eu não sou capaz de cuidar de mim mesmo? – Eu nunca fiquei tão furioso em minha vida, nem conseguia discutir mais aquilo sentado.

– Não – o duque suspirou. – Reconheço suas capacidades, eu vejo Kushina nelas – vi seus olhos vacilarem. – E por isso mesmo eu não quero que fique sozinho aqui, você não merece viver sua vida em total reclusão. Todos precisam conhecer o quão maravilhoso meu filho é.

As palavras fugiram e eu sentei sobre os joelhos para absorver melhor cada palavra. Papai notou meu movimento e veio ao meu encontro, senti seus braços aconchegantes e fui me acalmando. Mamãe sempre seria sua melhor cartada para minhas birras.

– Prometo que vai ser só dessa vez – ele dizia sorrindo.

E eu quis acreditar nele, mas eu conhecia muito bem o que aquele sorriso queria dizer.

[...]

Pela terceira vez em me encontrava no hall de entrada da mansão Uchiha para o grande baile da família. Fiquei longos minutos fingindo admirar o grande arco que seguia até o salão principal, mas em minha mente só lembrava daquela promessa com Minato. O que era para ser uma vez, se tornou um baile e o que eles chamavam de baile eram todas as festas ao longo da semana inteira. A desculpa da anfitriã era sua enorme família, todos deveriam interagir com todos. Além disso, existia uma cabeça a prêmio, a qual eu não tive o prazer de conhecer nos dias anteriores.

Itachi Uchiha, o filho mais velho da Sra. Uchiha e agora herdeiro de todos os bens da família. Faziam poucos meses que o pai, Sr. Fugaku Uchiha, falecera por culpa de uma doença e ali estavam eles tentando o casar a todo o custo.

E eu? Permaneceria indo aos 5 dias restantes de “festa”, mas meu objetivo se encontrava no primogênito. Desde que ouvi de seus primos que ele nos odiava e que eu deveria tomar cuidado, minha curiosidade apenas cresceu. Eu nem comparecia a jantares para ser odiado e mesmo não os conhecendo, a sensação de não ser bem-vindo me incomodava.

O restante da família era totalmente diferente, eram inteligentes com seus humores peculiares e cada hora que eu passava ali eu me sentia bem. Estranho, mas bem. Não existia o usual branco como em nossa mansão, mas ali, as cores dos móveis só não roubavam a cena por culpa das roupas que eles próprios usavam.

– Somos pálidos demais e esses cabelos negros não ajudam muito – lembrei das palavras de Izumi ao justificar seu vestido vermelho exuberante na noite anterior. E como ela havia prometido para hoje, lá estava ela com outro vestido de mesmo corte e mangas bufantes, mas violeta.

Vê-la sorrindo enquanto jogava cartas com outros primos na primeira sala de recreação já me deixou mais animado com o dia. Respirei fundo e mantive a animação apenas dentro de mim, existia um código entre cavalheiros e os cumpria com muito orgulho – ou nem tanto –, cumprimentei a todos da mesa e já estava pronto em busca de um local vazio próximo. Porque, veja bem, eles jogavam algo que requeria 4 pessoas e eu estava sobrando. Longe de reclamar sobre isso, adorava sobrar em jogos de carta e apenas observar seus participantes. Era frustrante perder, mas eu era péssimo.

Achei um sofá um tanto próximo deles e iniciei minha “tarefa”. Ao lado esquerdo de Izumi, Shisui sentava-se com uma postura eximia, mas ainda assim sorria e brincava com os primos. Alguns pareciam furiosos diante de suas brincadeiras, porém, nada comprometedor. Notei que era seu modo de lidar com as pessoas, as fazendo rir e estava só esperando suas piadas para comigo.

Ao lado direito de Izumi, Obito o primo mais velho e mais calmo. Um pouco difícil de decifrá-lo, mas notei como ele jogava bem mesmo tão distraído com a presença de Izumi. Estava tão explicito seu estado de encanto por ela. Não pude deixar de sorrir.

Voltei minha atenção ao quarto Uchiha, Izuna, sentado bem a frente de Izumi. Tão calado que mal se notava sua presença na mesa.

– Já é seu terceiro dia aqui e não caiu nas garras das cores – se o decoro permitisse, eu teria demonstrado meu susto, mas reconheci a voz de Mikoto. Olhei para trás com o melhor sorriso que consegui no momento e a encontrei muito próxima.

– Não tive tempo para compra-las ainda – mantive o sorriso e levantei para cumprimenta-la.

– Você é um total cavalheiro, mas adoraria que relaxasse um pouco mais – sorriu para mim.

– Como ele poderá relaxar diante das ameaças? – Izumi se pronunciou fazendo todos rirem – gargalharem, para constar –, menos eu.

– Não diga bobagens, – Mikoto limpou uma lágrima do olho esquerdo – não vai te acontecer nada, meu querido – dirigiu as últimas palavras para mim.

– Posso sofrer um atentado hoje? – Questionei na tentativa de participar da brincadeira e, talvez, disfarçar meu medo.

– Oh, – Izumi tirou a carta que precisava e deixou isso bem claro a todos quando a colou na testa – hoje é dia de caça, Sr. Namikaze.

Foi impossível não sentir desconforto com aquilo, todos conheciam que o futuro Duque não caçava e que havia as proibido em suas terras. Porque era tudo um grande absurdo. Acabei por quebrar meus protocolos e suspirei com pesar. Para minha graça, fui notado apenas por Sra. Uchiha.

– Venha, querido – me chamou com uma mão e eu a segui. – Imagino como isso deve ser desconfortável para você, mas saiba que estamos rindo de Itachi e sua personalidade um tanto instável.

Pisquei várias vezes até perceber o que ela havia dito e, por Deus, eu pareci não entender a piada?

– Sinto muito, Sra. Uchiha – disse com grande pesar na fala.

– Por qual motivo?

– Não posso participar da caça – ditei de um vez. Ela assentiu com a cabeça enquanto parecia refletir.

– Muito bem – respondeu um tempo depois. – Vamos achar o que fazer. Todos irão até lá e serem... Uchihas.

Não pude evitar a gargalhada e logo ela me acompanhou rindo também. Naquele momento percebi que foi uma ótima ideia manter minha promessa.

[...]

Qualquer um que conhecesse minha família saberia que nenhuma outra propriedade poderia se comparar com a nossa. Os salões sempre seriam maiores, as tapeçarias mais caras e as coleções impecáveis. Contudo, aqui com os Uchiha existia algo que me faria trocar tudo aquilo, uma família feliz. Não pense que não era feliz com meu pai, mas ele tinha razão, eu já era solitário o suficiente para ele me jogar nas festividades do Uchiha.

O tempo simplesmente voou naquele terceiro dia. Sra. Mikoto cuidou para que eu me sentisse em casa. Via nela a mãe que nunca conheci, mesmo conversando com Kushina nos meus sonhos nada se comparava com a presença de uma. Foi por esse motivo que aceitei o convite para jantar com todos naquele dia.

Uma terrível escolha a minha. O clima na sala de jantar era péssimo e todos, incluindo a mim, sabiam o porquê. Em especial, quem havia causado aquilo. Até então eu sabia que era odiado, mas não ao ponto de fazerem primos brigarem por isso.

Shisui que estava na mesma mesa, e ao meu lado, me relatou os motivos que levaram Itachi e Izumi a brigarem. Disse que até um duelo foi lançado por Izumi, mas Itachi havia voltado a seu posto negando tal coisa. Quando me contou que eu era a causa, fiquei ainda mais chocado.

– Ele acredita que ficou dentro da mansão por conta dele, – continuou Shisui – melhor, Itachi acreditou na provocação de Izumi.

– E eu acreditava que eles iriam casar – disse em tom de brincadeira tentando descontrair.

– Não, – ele riu – eles se matariam na primeira oportunidade. – E já deve ter notado o quanto Obito preza por ela, outra razão por tudo aqui estar tão tenso.

Voltamos a comer, mesmo que difícil, e notei uma movimentação estranha na mesa principal. A discussão se reiniciou e todos pareciam chocados intercalando os olhares entre eles e a mesa em que eu estava. Sim, eu era o motivo, de novo.

Eu devia isso a Kushina, mamãe já teria feito algo, e por isso mesmo que levantei. Silêncio. Todos se calaram – talvez a reputação da Sra. Namikaze ser uma total barraqueira fosse verdadeira – e continuei, passo por passo até chegar à mesa principal.

– Sinto muito por tudo que causei – fiz uma mesura em direção a Sra. Mikoto Uchiha e claro que Kushina teria detestado meu ato, mas eu estava cansado demais e queria ir embora. – Sinto que terei de recusar seu convite, mas agradeço por tudo. Boa noite a todos.

Vi de leve Izumi abrir a boca na intenção de contestar, mas não foi dela que a voz veio.

– Se sente mesmo, – ácido com as palavras escolhidas especialmente para me atingir – não volte mais.

– Itachi – Mikoto se pronunciou. – Eu exijo respeito para com meu convidado.

– Um convidado que está aqui apenas por obrigação – ele não parecia com intenção de parar, vi isso em seus olhos. – E ainda assim não participa das atividades preparadas para ele.

– Com você por perto? – Izumi finalmente disse e levantou batendo com força na mesa, copos tombaram sujando a mesa por completo de vinho. – Pare de implicar com ele.

– Implicância!? – Itachi ria sem humor – Olhe bem para quem estão tentando trazer para a família – me apontou como se eu fosse um animal imundo. – Ele é só um garotinho mimado sem mãe.

Não, eu não chorei em frente dele. Porém, não consegui achar uma única resposta naquela noite. Somente tinha certeza de uma coisa, eu odiava Itachi Uchiha e nunca voltaria a vê-lo.

14 января 2019 г. 23:03:50 0 Отчет Добавить 126
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