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jefersongarcia Jeferson Garcia

Devido a sanguinária guerra entre os reinos de Wolland e Taenia, criaturas intituladas de Elfos Negros surgem para punir as carnificinas das batalhas. Um grupo de pessoas, chamadas de Companhia Élfica viaja pelo reino de Wolland em busca de caçar tais criaturas junto a Aesiry, que resolveu juntar-se devido ao seu passado que o atormenta.


Фэнтези средневековый 18+.

#guerra #espadas #Elfos-Negros #Aesiry #Companhia-Élfica
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GAIOLA

Caminhando em um deserto, seus passos deixavam pegadas na areia que desaparecia com o vento úmido que vinham do Norte, seu suor, que escorria de sua testa larga, deixava pequenos pingos na areia que evaporavam quase instantaneamente, talvez se não fosse pelo comprimento do seu cabelo negro, que chegavam até seus ombros ele poderia suportar melhor as condições que estava, mesmo tendo em torno de 20 anos, ele não aguentou e ajoelhava-se em meio a areia quente, e uma grande ventania cobre o local de poeira.

— O senhor está bem? — Uma garota que surge em meio a poeira, pergunta preocupada.

O homem observa fixamente em seus belos olhos cinza-azulado, semelhantes aos seus próprios, e ao ventar novamente os belos cabelos da garota, cor de fogo, eram esparramados sobre seu rosto, ao abrir seus olhos novamente ela não estava mais presente.

— Por que tudo teve de acontecer desse jeito? — O homem suspira quase sem forças, a desidratação e seus ferimentos o deixava agonizado e logo o fez perder a consciência.

Ao recobrar a consciência ele percebe que tudo não passou de um sonho, ele estava deitado em uma cama em uma estalagem, dirigindo-se ao andar de baixo ele depara-se com dois homens em uma mesa, um deles aparentava ser mais velho, mas seu físico era frágil em comparação ao da pessoa em seu lado, tendo de única semelhança seus olhos verdes e cabelos castanhos claros.

— Quase perdeu a hora, Aesiry — O que aparentava ser mais jovem fala.

— Então vai começar agora? — O homem, chamado de Aesiry, pergunta ainda um pouco com sua mente confusa e desorientada.

O trio cavalga até um local, onde erguido sobre uma pequena elevação de terreno, cercada por arbustos que já não possuíam mais folhas devido o fim de um rigoroso outono, um castelo mediano com suas muralhas reforçadas por quatro torres, ele era cercado por centenas ou milhares de homens, alguns trajando corseletes de couro, já outros, armaduras de metal, em meio à multidão era visível bandeiras vermelhas com o desenho de uma cabra branca.

— Então é aqui onde o cerco vai ocorrer — Aesiry comenta.

— Às vezes eu penso como seria se fosse eu em seus lugares — Fala o mais jovem — Arriscar minha vida em batalhas que não são minhas, esse modo não deve ser o melhor jeito de morrer.

— Isaque — Aesiry dirige-se ao mais jovem — Uma morte sem sentido é uma das coisas mais estupidas que o ser humano poder atingir.

Os soldados utilizando um tronco polido de uma arvore, avançam contra o portão, flechas são atiradas das duas torres mais próximas, mas a cada soldado atingido é rapidamente substituído até que finalmente conseguem derruba-lo.

O general do cerco toma a frente dos demais soldados com sua espada apontada para o céu, e ao deita-la em direção ao portão avariado do castelo, todos os soldados avançam, seus gritos informam aos seus adversários que a derradeira batalha vai começar. Mas uma grande diferença militar era perceptível, sendo que os invasores eram quase dez vezes mais numéricos.

— Durou menos do que eu achava — Isaque comenta ao chutar seu cavalo cinza, para que ele avance até o castelo, e seus companheiros fazem o mesmo com suas respectivas montarias.

Dentro do castelo, os soldados comemoravam pela sua vitória, bebiam, brindavam e comiam despreocupados, mas nesse momento em outro plano astral, uma criatura humanoide, com orelhas enormes e pontudas, sua pele era totalmente escura como o céu noturno, em sua volta estavam todos que perderam suas vidas no cerco, desorientados e assustados, não sabiam o que fazer, e seus pavores aumentaram quando a criatura começou a devora-los, ela os engolia por inteiros, era muito rápido, em apenas alguns minutos ela iria conseguir devorar todos e com isso, ela ganhou forma no plano físico, em primeiro momento os soldados não notaram pelo efeito do álcool até o instante que a criatura devora a cabeça de um deles e lentamente engole o resto do corpo, seus olhos que antes não possuía pupila acaba surgindo uma, castanho-escuros, idêntica a sua última presa.

— O que é isso.

— Isso é um demônio?

— Eu serei o próximo?

Os soldados estavam aterrorizados com o efeito do álcool diluindo.

— Medo — A criatura pronuncia vagarosamente, com uma voz surreal. — Isso é o medo?

Os soldados entram em pânico, eles acreditavam que aquela voz não poderia pertencer a nada desse mundo, um deles assustado pega sua lança e atinge o ombro da criatura, imóvel em primeiro instante, mas logo começa a sentir dor, confuso e agoniado por essa sensação ele agarra o soldado e também o devora.

Mais da metade fogem da sala, correndo amedrontados, outros ficando imóveis, ajoelhando-se sem reação, e os mais corajosos apontam suas armas, seguradas por mãos tremulas, em direção a criatura.

A criatura não mais era movida apenas pela consciência ou extinto de sua raça, por ter devora-os, ela tinha parte do conhecimento humano, e com isso ela interpretava as ações dos soldados como agressivas, então ela parte para cima deles, sua mão possuía o formato de garras extremamente afiadas, que conseguia rasgar facilmente a carne humana, diferente das armas humanas que possuía efeitos mínimos na pele da criatura.

— É impossível — Um soldado grita, desesperado, antes de recuar e fugir.

— Seria isso uma punição divina por essa matança? — Fala outro.

O trio que estava no exterior do castelo chega até o salão, se deparando com mais soldados perdendo suas vidas.

— Chegamos atrasados — Aesiry fala ao ver a quantidade de sangue derramado nos últimos instantes, em seguida, ele desembainhando sua espada da bainha de couro, segurando com as duas mãos sua alça cruciforme, ele avança em direção a criatura.

— Vamos também, irmão — Isaque fala, ao avançar com sua balestra, acionando o gatilho, dispara uma fecha que atinge o olho esquerdo da criatura.

Aesiry chega à frente da criatura, ambos se encaram, refletindo os seus rostos em seus olhares sanguinários, o humano posicionado para atacar, com sua espada apontada para baixo, em sua lateral esquerda, inclinando seu quadril para frente, movimenta sua espada em direção a criatura, perfurando seu abdômen, ao olhar em seus olhos, era percebível a dilatação da pupila da criatura que estava a sua frente, “será que ele deve estar agonizado de dor? ” Aesiry pensa, tentando compreender melhor essas criaturas.

A criatura colocava sua mão em seu ferimento, sentia seu sangue, de coloração escura, escorrendo em sua mão, Aesiry afastava-se dele lentamente, com sua espada apontada em sua direção, a criatura tremula, olha fixamente em sua direção, a dor que ele sentia deixava um grande rancor por quem o fez, então em um ataque de insanidade ele avança, seu extinto de sobrevivência junto aos sentimentos humanos o faria agir sem nenhum pensamento.

— Agora é seu fim —  Aesiry fala a adotar sua postura de ataque, colocando a lamina de sua espada acima do seu ombro, inclinando os joelhos e aguardando seu adversário chegar perto o suficiente, e então ele acerta o ponto fraco em que ele tinha conhecimento dessas criaturas, seu pescoço, fazendo seus passos tropeçarem e derruba-lo no chão. — Parece que o corte não foi fundo suficiente — Aesiry observa ao posicionar a ponta da lâmina de sua espada, acima da nuca da criatura.

 Antes que algum movimento possa ser feito, da janela de vidro, é ouvido seu som ao despedaçar, todos os humanos presentes olham para a sua direção, e vê um humanoide, trajado por todo seu corpo, uma armadura escura, a escuridão que ela emanava superava qualquer conceito de escuridão que existia, como se nem uma gota de luz pudesse tocá-la, montado em um cavalo, que sua pelagem era tão escura, mas remetia uma beleza, como penas escuras e brilhantes de um corvo, já seus olhos brilhavam como o fogo e seu relincho, era o som da própria morte.

— Não pode ser — Aesiry fala assustado, seus olhos arregalavam, sua respiração ficava ofegante e seu sangue fervia.

Aquele Cavaleiro Negro, que se aproximava com passos lentos de seu cavalo, com o desembainhava sua longa espada, media em torno de um metro e meio, seu material era desconhecido, era escuro também, mas podia refletir o seu redor, como a expressão de Aesiry, que se encontrava entre a linha do medo e ódio.

O cavalo acelera um pouco seus passos, Aesiry, desesperado, corre em direção ao Cavaleiro, preparando para atingi-lo com sua espada, o cavaleiro negro para defender-se utiliza a sua espada, chocando ambas as lâminas.

— Lilian — Aesiry sussurra, ajoelhando-se após sua espada ser partida com facilidade, ele estava desesperado, não por medo, mas por não conseguir toca-lo, fechando seus olhos ele vê a imagem de uma garota, pele pálida, olhos esmeraldas e cabelos semelhante à coloração do fogo, mas seus cabelos eram bem mais vivos, sua imagem vem sumindo pouco a pouco com um campo flamejante e o som de um cavalo cavalgando domina o som do local.

Isaque segurava sua balestra, tremula, representando o pavor que sentia, mirava naquele que apresentava ameaça ao seu companheiro, mas a coragem momentânea se dispersava ao olhar a aquele que ignorava o seu oponente, cavalgava vagarosamente em direção a criatura esparramada no chão rochoso do castelo, com apenas uma de suas mãos, coberta com um elmo escuro, agarrava o braço de quem veio salvar, e em seguida o coloca sobre seu ombro, e em seguida faz o mesmo percurso onde veio, pulando novamente a mesma janela que despedaçou.

— Tivemos sorte, a própria morte invadiu o campo, mas não levou nenhum de nós.

— Não — Isaque nega, baixando a cabeça, complementa. — Não dessa vez — Olhando a expressão neutra do seu irmão ele pergunta — Como você pode continuar tão calmo, Hugo?

Seu irmão permaneceu em silencio, observando que seu companheiro ainda permanecia imóvel após ter sua espada partida, com sua mente presa em uma gaiola chamada de passado. 

Há cerca de cinco anos, Aesiry morava em uma vila localizada ao Noroeste de Wolland, era uma vila pequena, simples e bastante calma, cercada por um pequeno bosque de árvores de folhas azuis celeste, que nem mesmo o inverno mais rigoroso poderia ocasionar suas percas. A pescaria em um lago ao norte, era a maior fonte de renda da cidade, onde comerciantes de todo o reino os adquiria.

Aesiry possuía em torno de 15 anos nesse período, sendo um garoto que sua timidez impedia de se aproximar das demais pessoas, sendo filho único do comandante das forças navais, Aegir, capitão do navio lendário, Ran, feita dos materiais flutuantes mais resistentes conhecidas pelo homem. Em uma manhã em que ele praticava suas habilidades com espada em frente a sua casa, sendo um garoto de apenas 15 anos, era um prodígio, superando até cavaleiros mais experientes, ele depara-se com a chegada de uma bela garota, ela descia de uma carroça puxada por dois cavalos marrons, seus cabelos eram ruivos, radiantes e selvagens, semelhante ao fogo, sua pele era pálida, quase como a neve, e ao virar seu rosto angelical em sua direção, Aesiry pode ver duas esmeraldas em seus olhos, sendo verdes claros.

— Prazer em conhece-lo, me chamo Lilian — A garota cumprimenta-o, sua voz era doce, sua maneira de falar era meiga, deixando Aesiry sem reação por alguns segundos.

— Meu nome é Aesiry — O garoto responde um pouco gago, nervoso por nunca ter tido uma aproximação tão grande com uma garota, ou até mesmo com alguém de sua idade.

Ela encerra as apresentações, inclinando um pouco sua cabeça para esquerda e fechando seus olhos, com um sorriso meigo, e em seguida entra na casa ao lado, após alguns instantes paralisados Aesiry recompõe e volta a praticar, mas dessa vez não estava mais concentrado, sua mente relembrava sobre aquela garota que acabara de conhecer.

Após retornar para o interior de sua casa, ele pergunta a sua mãe quem era aquela garota.

— Ela é sobrinha do nosso vizinho, Sr. Wylla, eu soube que ela veio morar com eles pela perda de seus pais, eles tinham uma loja em uma cidade próxima as fronteiras, mas por causa das constantes invasões do reino de Taenia, eles foram assassinados, por sorte as crianças foram postas em uma carruagem e levados para um local seguro, em uma carta escrita por seu pai, ele dizia para manda-la para os cuidados de seu tio, e também explicava um problema que ela tinha.

— E qual problema seria esse?

— Não me informaram — Sua mãe responde. — Você poderia fazer amizade com ela. Eu sempre te vejo solitário, nunca faz amigos.

— Eu não sou bom com pessoas — Aesiry responde, baixando sua cabeça para não olhar nos olhos de sua mãe.

No dia seguinte, Aesiry foi ao bosque, novamente praticar, por não gostar muito de exposição preferia um local calmo como esse, que apenas existiam alguns coelhos, pássaros e em raras ocasiões era possível encontrar também cavalos selvagens.

Seu treino foi interrompido ao ouvir lagrimas sendo derramadas vindo de algum lugar, a sua direita, curioso ele vai verificar e se depara com sua nova vizinha, nas margens de um rio, que corta esse bosque, suas bochechas que assemelhavam a neve de tão pálidos, estavam vermelhas, ela se esforçava em segurar as lagrimas, mas era inútil. Aesiry ao ver essa cena, seu coração contorcer, mesmo sendo um garoto que aparenta ser frio, ao ver o sofrimento alheio ele entra em choque, ficando desesperado várias vezes ao ver sua mãe chorando a noite pela perda de seu pai há alguns meses, em um confronto naval entre Wolland e Taenia.

Afirmando em seu interior que não poderia fazer nada para ajudá-la, se sente inútil, impotente, de forma semelhante que agia com sua mãe Aesiry se sentiu na obrigação de no mínimo não a abandonar, e compartilhada mesmo que não diretamente da dor que aquela pequena e frágil garota estava sentindo.

Aesiry logo não se incomodava com tal fato que se repetira, ele descontava tudo que sentia em seus movimentos com sua espada durante seus treinos. Um pouco mais de um mês, o ecoar das lagrimas de Lilian pararam, e com isso ele sentia-se solitário novamente, mas aliviado por acreditar que ela superou o que a atormentava, apenas a reencontrando quando a neve caia do céu cinzento na chegada do inverno.

— O que é isso? — Lilian pergunta após ver um floco de neve desmanchando em sua mão após pega-lo.

— Isso se chama neve — Aesiry responde. — Então de onde você veio não nevava?

— Eu nunca iria esquecer de algo tão belo como a neve — Lilian responde, com o brilhar no olhar após ver outros flocos em queda, segurando seu cachecol que a esposa de seu tio a presenteou, notando que seu vizinho não iria praticar como faz todos os dias pergunta. — Hoje não irá treinar com sua espada como sempre?

— Está muito frio para eu poder segurar minha espada — Responde — E infelizmente possuo alergia a luvas.

Olhando para aquela garota com um eterno sorriso de admiração desse fenômeno que supostamente era desconhecido por ela, não aparentava ser a mesma garota que passou um pouco mais de um mês derramando suas lagrimas de angustia, escondida na floresta, após virar-se e ir em direção a sua residência que estava a sua frente, mas acaba sendo surpreendido ao ser atingido por algo frio que desmanchava-se em seu cabelo. “Uma bola de neve” Aesiry pensava surpreso pelo fato dela não conhecer a neve.

— Desculpe-me — Lilian fala com uma expressão surpresa, talvez pelo seu feito, seguido por uma risada pura, como de uma criança. — Isso tudo é tão familiar, todo esse frio vindo dessa coloração esbranquiçada que cerca todo nosso redor — Seus olhos brilhantes e ingênuos logo se tornam novamente tristes, tão frio quanto o próprio ambiente que estavam. — Sim eu já vi a neve antes.

Aesiry pode ver novamente a mesma face que a via na floresta, mas dessa vez ele não apenas poderia observa-la, não sabendo como poderia ajuda-la por não a conhecer o suficiente, mas mesmo assim ele movia-se em sua direção, seus passos deixados na neve comprovavam uma coragem remota que o dominava, fazendo-o caminhar automaticamente, em primeiro momento ele queria recolhe-la em seus braços, mas por talvez ela não gostar de um contato tão direto, apenas pegando em sua mão aquecida por luvas, se perguntando o que ele estava fazendo e o que poderia falar.

— Lilian — Aesiry sussurrava novamente após retomar consciência, ainda confuso pelo lapso que o dominava a poucos instantes. — O que aconteceu?

— Após sua espada ser partida, você desmoronou caindo de joelhos, e ficou por algum tempo nessa posição com uma expressão atormentada — Hugo responde com frieza em suas palavras. — Recomponha-se e vamos retornar a nossa Fortaleza. Nesse instante Henry e os demais já devem também, terem retornado de suas devidas missões.

Na parte exterior do cerco, era possível ver os cadáveres que perderam suas vidas sendo cobertos por um manto branco que descia em forma de gotas congeladas do céu.

— Então, o inverno chegou — Aesiry fala após segurar um dos grãos de neve com sua mão, montado em seu cavalo, ele e seus companheiros partiam do local antes que a neve se intensifique.


7 января 2019 г. 21:03:36 0 Отчет Добавить 121
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