Sonho com Feras e Cortes Подписаться

thenarkotika amy .

Mesmo com a guerra iminente rondando os portões da propriedade e espadas e flechas sendo atiradas em um coração adormecido, Minseok sabia que nunca deixaria ninguém tocar em Baekhyun, nem que para isso precisasse deixar de lado tudo aquilo que conhecia. (xiubaek) (romance épico) (fantasia)


Фанфик Группы / Singers Всех возростов.

#kaisoo #sekai #fanfic #xiuchen #xiubaek #exo
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Corte de Flechas e Verdades

A névoa espessa circundava meus pés e os cascalhos. Ao sul, um leve trotar era ouvido, indicando que cavalos e guerreiros seguiam em nossa direção. 

Um pássaro piou alto, e o farfalhar das folhas incitaram-me a olhar para o céu, onde haviam nuvens brancas, as quais eram quase tão densas quanto a névoa que nos cobria e escondia dos caçadores brutais. 

Próximos, sussurros eram deixados ao passo da chegada, e com o arco pronto e a flecha engatilhada, preparei-me para acertar qualquer coisa que cruzasse meu campo de visão - qualquer mínimo rosto, ou expressão de jovialidade.

O manto pesava sobre meus ombros, e uma pedra pinicava certa parte de minha perna, afinal, a posição em que me encontrava não era boa, mas possuía uma visão excelente para a estrada. 

Com o canto dos olhos, notei como os cabelos de Jongdae voavam com a leve brisa. Aquele castanho era tão natural e macio, suave e cheiroso, que fui obrigado a me lembrar de todas as vezes que meus dedos passearam por aqueles fios.

— Caçadores! – alguém gritou, e meus olhos se voltaram para a estrada, onde se encontravam os cavaleiros com seus arcos. Duas flechas voaram em minha direção, zunindo ao passarem pelos lados de minha cabeça, acertando algo mais sólido além. 

A força havia sumido de meus braços enquanto observava as lâminas batendo umas nas outras, para frente e para trás, e o primeiro caçador caiu morto.

Jongdae possuía um sorriso afiado nos lábios ao ter a espada puxada do peito ensanguentado. 

— Minseok! – meus olhos seguiram a voz, e antes mesmo de conseguir discernir o que estava acontecendo, um caçador grunhiu de dor e Sehun lhe chutou o rosto, logo cravando uma flecha em sua cabeça. 

Ao norte, alguém corria, rápido e em linha reta, tropeçando nos próprios pés, enquanto o coração batia desenfreadamente no peito.

Olhei para os que lutavam, dois caçadores para três feéricos, ficariam bem sem mim. 

No minuto seguinte os deixei para trás, correndo entre os troncos grossos. 


(...)


A flecha foi disparada de forma certeira, girando no ar na mais perfeita sincronia até atingir a cabeça do caçador. Já o cavalo ficara sob duas patas e, enquanto o corpo caia pesadamente sob o chão da floresta, o animal correu, passando por mim, perdendo-se por entre as árvores. 

Um arfar próximo as folhagens, fizera meus olhos seguirem lentamente por toda a extensão a direita, semicerrei-os, tentado a atirar mais uma flecha, mas a vaga lembrança de alguém correndo clareou minha mente, até porque, quem estaria ali a uma hora daquelas?

Andando calmamente, abaixei o corpo observando as folhagens. Tonalidades, movimentos e a sonoridade das vozes que pareciam desprender-se das folhas; um graveto estalou sobre meus pés, e alguém correu pela trilha a minha frente. 

— Ei! – gritei um tanto alto, mas a pessoa apenas continuou correndo, tão desesperadamente que perdi o rastro de seus pés — Não foi nada salvar sua vida. 

A minha volta, a floresta era ampla, o sol entrava pelas copas das árvores iluminando cada mínimo lugar, buraco ou esconderijo ao qual alguém fosse capaz de se enfiar. O trotar dos cavalos soaram novamente, e outra flecha foi posta no ar, enquanto abaixava-me a espera de um novo inimigo. 

— Os caçadores estão mortos. – era Sehun, portando um sorriso presunçoso em seus lábios, com seu arco preso às costas e uma cabeça pendendo da mão. 

— O que vai fazer com isso? – era nojenta a expressão no rosto daquele homem morto, o sangue pingava nos cascalhos, manchando a terra de vermelho. 

— Não sei, levar e colocar exposto em frente à casa?

Pinga, pinga, pinga.

— Não vai levar isso para minha casa. – havia um cavalo ao lado de Jongdae, andei até ele, subindo preguiçosamente e enlaçando os dedos nas rédeas, o animal estremeceu sob mim, e bati com os pés em seus flancos indicando o caminho. 

— Você não sabe brincar? – era certo que Sehun não era alguém que sabia o significado daquela palavra, já que em sua mente, brincar era apenas mais um sinônimo de luta, onde o vencedor levava o coração do perdedor como um espólio. 

Pinga, pinga, pinga.

Maneei a cabeça, dizendo silenciosamente que ele deveria largar a mesma ali. O som  ao bater no chão fora horrível e mesmo depois de alguns metros de distância, o barulho ainda ecoava em minha mente.

 

(...)


Bachres estava logo a frente, o portão grosso de ferro antigo, incrustado com pequenas flores amarronzadas era a única coisa vista em nosso campo de visão. O bosque estava silencioso e apenas o leve trotar das patas dos cavalos era ouvido, deixando a atmosfera minimamente leve.

— Não irei patrulhar amanhã. – virei o rosto observando Jongin, ele parecia cansado demais para dar mais um passo, caso estivéssemos andando. 

— O que houve com você? – diminui as passadas do animal, fazendo-o calmamente parar ao lado do moreno.

— Não é nada. – afirmou, mas eu sabia que era e mesmo com o clima ameno a nossa volta e a risada de Sehun ecoando pela trilha, Jongin parecia perigosamente prestes e deixar uma tempestade eclodir. 

— Tudo bem. – era tudo que poderia dizer por agora, sabia o quão sensível ele poderia ficar e não queria ser o motivo de sua mágoa. 

— Kyungsoo nos espera. – Sehun riu com escárnio, sabendo o que o nome causaria em Jongin. Enquanto lhe lançava um olhar afiado, o mais novo bateu com os pés na lateral do corpo do cavalo, saindo em disparada para os portões abertos de Bachres. 

— Não deixe–

— Eu sei. – logo Jongin também se afastou, deixando o cavalo correr livremente até sumir pelos grandes  portões do terreno. Suspirei cansado, Sehun era tão cruel e cego de ódio que por muitas vezes, pensei que a sua morte seria a melhor opção, pelo menos daquela forma, nada sairia errado nas patrulhas do bosque. 

— Você está com aquela expressão. – pisquei rapidamente, focando o olhar nas pupilas claras e no sorriso que me perdi muitas vezes. Jongdae era incrivelmente bonito e forte; os pequenos olhos escuros repuxados, igualmente aos lábios vermelhos e a boca com dentes perfeitos, pequenos brincos de prata pendiam das orelhas e do meio dos cabelos escuros, orelhas eram vistas. 

Jongdae era um feérico antigo, com suas manias e ritos estranhos antes de dormir -uma força vista apenas em batalhas e guerras -, mas mesmo assim ainda possuía um dos corações mais puros que já havia conhecido. 

— Não estou não. – desviei o olhar de si, notando estar o fitando por tempo demais, era constrangedor. 

Passamos pelo portão, o mesmo acabou se fechando atrás de nós em um estalo alto, deixando que a magia mais uma vez seguisse por nossas terras. 

Bachres ficava ao norte de Scarborough, a feira era conhecida por todos, quase tão antiga quanto Jongdae, que lutara na guerra que dividiu humanos e feéricos, deixando apenas as ruínas das cortes.

Espiral, Crescente, Decrescente e Circular eram as quatro Cortes que dominavam o mundo, quatro Grão-Feéricos poderosos governavam as terras interligadas com a magia, sendo essa, nossa única fonte de poder.

A floresta circulava nossa casa, os muros altos com sequóias sendo apenas um disfarce para os olhos humanos, estes que por muitas vezes apareciam infringindo o tratado que dizia que humanos e feéricos não podiam se misturar. 

— Você vai sair hoje? – Jongdae desceu do cavalo, puxando as rédeas firmemente fazendo o animal seguir até os estábulos atrás da casa. Afirmei com um aceno de cabeça, já fazia quase três dias que não ia para a cidade, onde os humanos circulavam, onde eu não podia estar, mas ainda assim ia por ser um tolo. 

— Prepare um cavalo ao entardecer. – enterrei as mãos na pelagem escura do animal abaixo de mim, observando a grama verde enquanto ele seguia o caminho já a muito conhecido. 

— Vai vê-lo? – ergui a cabeça para o tom diferente em sua voz, era claro o quanto minhas idas a cidade o deixavam incomodado, mas nossa relação não possuía nome ou muito menos um título para mostrar a todos e mesmo sabendo disso, Jongdae ainda possuía um ciúmes efervescente. 

— Não se meta nos meus assuntos. – puxei a rédeas do animal, o obrigando a parar abruptamente enquanto descia e dava a costas para si. 

Era demasiadamente cansativo sentir todo aquele sentimento sobre mim, não entendia por quais motivos ainda permanecia com Jongdae, mesmo que nas noites mais frias, fosse seu corpo que me aquecesse em meio as cobertas grossas. 

Deixando-o para trás, segui pelo jardim, a magia estava em cada parte do terreno, as pequenas flores que cresciam nos jardins e o quanto tudo parecia reluzir, eram como diamantes brilhando intensamente ao luar. 

A casa estendia-se por um amplo pedaço de terra, grande e imponente, de uma cor clara e janelas grossas de vidro, a porta estava aberta quando cheguei, corredores dividiam os cômodos, e ao notar minha presença, Mixi sorriu para mim, tirando o manto de meus ombros, enquanto a camisa de linho branco colava em meu corpo. Com o arco e a aljava em mãos, comecei a subir as escadas, um tanto exausto pela patrulha, geralmente quem cuidava daquela parte do trabalho, era Jongin e Sehun, mas as coisas estavam diferentes. 

— Minseok. – parei no alto da escada observando meus pés por alguns minutos antes de virar e me deparar com Jongin, que possuía um olhar levemente perdido. 

— Sim? – despreocupadamente apoiei o cotovelo sob o corrimão de madeira grossa, o marrom opondo-se ao branco da camisa, enquanto olhar no rosto de Jongin parecia ficar ainda mais inviável.

— O Rei está na cidade. – pisquei demoradamente. O pulsar do coração enchia meus ouvidos, e ao longe, conseguia ouvir nitidamente os passos de Jongdae. 

Tudo ficara estranhamente silencioso e tentando segurar o arco e a aljava sem deixá-los cair pela falta de força repentina, deixei Jongin no andar inferior, seguindo pelo corredor escuro, até o quarto no fim. 

"O que ele fazia na cidade?"

Na verdade, a pergunta certa a ser feita, era por qual motivo o Rei estava andando entre os humanos?

Nunca, em toda a minha vida, testemunhei tal coisa, e mesmo que os anos contassem em minhas costas e a guerra e as leis do tratado pesassem sob meus ombros, ele nunca iria sair de suas terras sem um motivo plausível, sem um mínimo ato que achasse ser contra si, e por algum motivo, estremeci ao pensar em Baekhyun.

19 ноября 2018 г. 19:29:36 0 Отчет Добавить 3
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