Короткий рассказ
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O amor não é fácil

Lá estava Kihyun, sentado naquela cadeira velha, daquele bar igualmente velho. 

Não sabia o que tomava, mas era forte e isso era o que importava, como voltaria para casa não era importante, lá também tinha cheiro de Changkyun e queria ficar um tempo longe dele.

Estava em todos os lados e isso era injusto.

 O barista passava o pano por onde os cotovelos de Kihyun estavam, a camisa social encontrava amarrotada e com os três primeiros botões abertos, os cabelos castanhos estavam bagunçado e olhos inchados. 

Deplorável.

Apenas um término, apenas três palavras o destruíram.

— Tendo um dia difícil? — O barista perguntou quando perdeu a conta de quantas vezes havia enchido o copo alheio.

Uma banda cover tocava ao fundo uma música nada animada — que até se encaixava com a sua situação atual—, provavelmente dessas bandas que os jovens tanto amavam.

— O pior... Ele simplesmente terminou comigo! — Disse mesmo sem ser solicitado.

O homem parecia escutar, mas em sua mente só se passava o porquê de ter perguntado, é lógico que estava tendo um dia péssimo, agora teria que servir de psicólogo para um bêbado que não sabia como lidar com um término.

— Desabafe.

Kihyun só queria beber até morrer de cirrose ou ter apenas um coma alcoólico, depois colocar toda a culpa em Changkyun, mas isso era baixo de mais até para a sua situação atual, ele não era assim.

Abriu a boca e contou tudo.

— Ele estava estranho, sempre distante, já não tinha mais o mesmo fervor que antigamente! — Deu mais um gole na bebida e nem sentia a bendita queimar quando descia pela garganta. — Claro que meu emprego também foi um grande responsável pela nossa separação, ele é novo de mais para isso de namoro, está na faculdade, querendo sair e curtir, mas eu estou sempre cansado e talvez ele só não quer se sentir preso à mim.

Claramente Kihyun não acreditava nisso, não mesmo. Em sua expressão tinha a dúvida se era isso mesmo.

— Ele foi tão rápido! — Disse rindo em um sopro. — Sabe, chegou. Tomou banho. Fez as malas. "Não dá mais, desculpa". Saiu pela porta. Do modo mais fácil e frio que ele poderia ter feito! Ele nem tentou se explicar — As lágrimas ameaçaram a rolar seu rosto, mas Kihyun as impediu no meio do caminho. Outro gole longo. — Doeu em mim, mas ele nem pareceu ligar para tudo isso, sabe? Tudo o que nós construímos em dois anos, faríamos três em meses, ele só jogou fora.

O garçom concordou. 

Kihyun estava da forma mais deplorável que um homem como ele poderia estar. “Tem jeito de ser bem rico, as chaves do carro denhnciam isso, claramente o amava de verdade. Ou acha isso.”

— Mas... Não há nada que você possa fazer para reverter essa situação?

Kihyun riu, exalando deboche. Segurou o copo na mão e levantou a sobrancelha esquerda, continuou naquela posição, como se tentasse decifrar o que aquele garçom havia tentado falar.

— O que? Correr atrás e me desculpar pelo o que eu nem sei que fiz? Ou pedir de joelhos para que ele volte? Isso é deprimente de mais... Até para mim.


~~


Kihyun andava apressado, pelos corredores do prédio em que trabalhava. Estava em cima da hora para uma reunião com CEOs de uma empresa de médio porte.

Era dono de uma revista que tinha filiais pelo mundo todo, era bem sucedido e competente no que fazia. 

A empresa estava em busca de fechar uma matéria para que o seu grupo ganhasse mais reconhecimento nacional e internacional, algumas curiosidades, fotos, não importa, apenas precisavam de sucesso para as crianças.


Kihyun entrou na sala com a secretária logo atrás, os papéis estavam em suas mãos e ela ditava o que era importante.

O homem, muito sério, se sentou na cadeira da frente, depois de comprimentar os outros dois senhores em sua sala, e começaram uma pequena negociação.


— Espero poder fazer um bom negócio com vocês, senhores. — Kihyun sorriu.

Lógico que em sua mente já formaria contrato com a empresa, isso de bandas e grupos de k-pop era bom para os negócios, mas é claro que argumentou para que essa parceria saísse bem para os dois lados. 

— Por favor, traga o contrato Senhorita Choi. — Disse pelo telefone. 

Mas não foi a senhorita que entrou por aquela porta e sim um menino de 1,75 metro. Conhecia bem aquele cabelo castanho e todo resto do corpo, até o que estava por de baixo das roupas, olhou fixamente para o menino e pensou ser uma ilusão de ótica, mas não, era ele.

— Você é? — Kihyun perguntou.

Changkyun riu torto: — Changkyun, o novo estagiário.

O mundo de Kihyun desmoronou um pouquinho. Estava muito recente, pelo menos para ele, não havia nem se passado um mês, Kihyun ainda encontrava algumas peças de roupa de Changkyun perdidas no guarda-roupa, mas o menino não parecia estar tão afetado por trabalhar com seu ex, talvez somente ele ainda sentisse alguma coisa.

— OK. Obrigado. — Disse sério, recompondo a postura.

Entregou aos dois a sua frente o contrato, eles liam atentamente e Kihyun aproveitou esse momento para observar Changkyun saindo pela porta.

Precisava falar com ele, colocar as cartas sobre a mesa, não iria conseguir trabalhar com as respostas para um término tão repentino, ali a sua frente.


Depois da reunião seguiu para a sua sala particular, Changkyun e Chungha estavam de pé esperando por ele, a mulher passava todos os compromissos diários e Changkyun entregava-lhe, vez ou outra, um papel para assinar.



— Chungha, vamos visitar patrocinadores agora. — O homem disse passando por onde a mulher ficava sentada, atendendo telefonemas e cuidando de contratos.

— Desculpe-me senhor Yoo — Disse se curvando — Não poderei ir, tenho que afazeres pendentes com o senhor SeungHyun.

Como era péssimo essa política de divisão de empregados.

— Eu posso acompanhá-lo — Changkyun se prontificou, ficou de pé e sorriu. Kihyun manteve a postura rígida — Senhor... Eu posso acompanhá-lo, senhor Yoo. — Se corrigiu.

— OK. Volto em alguns segundos. — Disse saindo à frente de Changkyun.



Quando estavam no carro Kihyun não pensou muito em conversar, mas o silêncio que pairava sobre eles era mortal.

Iriam às filiais da Adidas reafirmar contrato e logo em seguida Kihyun iria cuidar, sozinho mesmo, do material fotográfico, se desse sorte chegaria a tempo de começar a pensar no ensaio do grupo com o qual havia acabado de fechar.


A ida foi silenciosa, como já citado, Kihyun não tinha a menor vontade de falar e não fazia a mínima ideia do que se passava na cabeça de Changkyun.

Todavia, na volta a curiosidade não deixara a mente de Kihyun quieta, a formigação subia da garganta até a língua e quando percebeu já era tarde de mais para conter as palavras.

— Por que você terminou comigo, Changkyun? — Perguntou de uma vez. Como arrancar um band-aid.

— Kihyun... Não vamos voltar a esse assunto, mantenha o profissionalismo.

— Piada. — murmurou. — Você sabe que não adianta fingir que nada aconteceu, eu só quero uma explicação, nada de mais. — Parou no sinal e massageou as temporas. — Não adianta dizer que eu não sou profissional, eu estou trabalhando com você, vou trabalhar muito mais, te ensinar o que eu sei sobre administração. — Riu e arrancou o carro, o tom sempre baixo, sem exacerbar a voz.

— O amor não é fácil, Kihyun.

Foi o que disse. Uma frase feita, dita a muito tempo atrás por alguém que não se fazia nem ideia se foi um grande estudioso ou apenas um compositor meia boca de bares sujos.

— Você já foi melhor nisso. — Se referiu as desculpas esfarrapadas que o mais novo costumava dar. 

— Vamos lá, Kihyun... É fácil, você só precisa encontrar um cara legal, que goste de você do seu jeitinho... Eu não sirvo pra isso, Kihyun.

O carro parou e os dois ficaram em silêncio. O mais novo esperando o momento certo para deixar o carro, o outro esperando ele descer para sair o mais rápido dali e poder ir afogar as suas mágoas em um bar qualquer.

Desceram juntos.

Como se nada houvesse acontecido, com o elefante na sala e ambos fingindo que ele não existe.

Um elefante gordo e rosa choque.





Depois do trabalho é comum que todos saiam para um happy hour. Ainda mais na sexta, exaustos da semana tudo o que queriam era paz e um pouco de bebida alcoólica na veia.

Sorrisos, diversões. Kihyun não se divertia assim a tempos, mas se soubesse que daria-lhe tanta dor de cabeça, não teria aceitado o convite, um verdadeiro cavalo-de-troia à sua porta e ele o aceitou de bom grado.


Changkyun sempre teve alta tolerância a álcool, estava em condições "perfeitas" para dirigir. Já Kihyun precisa de apenas quatro doses para fazer-lhe trocar as pernas.

Uma carona, o que há de mal? 



Changkyun ainda estava atrapalhado, ocupado com os lábios afoitos de Kihyun, sugando os seus ferozmente. Tentava abrir a porta da melhor forma, não imaginava o quanto sentiu falta daquilo.

A caminhada até o quarto foi desastrosa, alguns porta-retratos ao chão, roupas espalhadas, foda-se o bom costume.

Os braços de Changkyun davam todo o apoio do qual o mais velho precisava, envolvendo o peito já nú em um abraço, proporcionando um mix das colônias que um e outro usavam.

Eles estavam juntos, na melhor forma que poderiam se conectar. Changkyun olhou profundamente nos olhos de Kihyun e esse quis chorar, sabia que não teria o assim, não mais. Porém, o beijou, um beijo lento, um pedido silencioso para que ficasse, era sua única chance.

Já os beijos de Changkyun desciam pelo corpo desnudo do Yoo e ele podia sentir cada pelo se eriçar e os suspiros que desprendiam de sua boca eram um pedido para que ficasse mais, para que dessem um jeito de contornar a situação.

Era um pedido de uma última chance para Kihyun provar para Changkyun que o amor, podia sim, ser fácil.

Que quem complicava eram os dois.

Queria fazer promessas, porém o vai-e-vem dos corpos o impediu de verbalizar o que queria dizer, mas pensou e torceu para que Changkyun sentisse que a cada gemido, a cada vez que chamava por seu nome, era uma promessa de mudança, de esforço, dedicação.


Entretanto, não adiantou.


Ele não entendeu. 


Era madrugada, três ou quatro horas da manhã, estava muito frio e Kihyun sentiu o corpo seminu ser tomado quando Changkyun levantou. 

Kihyun permaneceu com os olhos fechados, os cabelos estavam humidos por conta do banho. Sentiu lábios frios contra os seus, quis abrir os olhos e pedir para ficar, mas sabia que aquilo era uma despedida. Os cabelos foram afagados.

Silêncio.

A morbidez da madrugada invadia o apartamento e aos poucos o quarto.

A porta do cômodo se abriu, pode se ouvir o rangido leve, de maneira que o objeto buscasse não acordar o falso adormecido, e com suas roupas vestidas e o casaco nos braços Changkyun deixou o quarto. 

Pode-se ouvir seus sapatos sendo calçados e a porta da sala, não tão preocupada com o silêncio, anunciar que Changkyun havia mesmo desistido do amor entre os dois.

Do amor dos dois. 

Agora o que restava era as lembranças e o perfume, de curta duração, em seu travesseiro.


Espinhos crescem acima de mim

Cobrindo essa história espinhosa

O nosso fim

Terminado com o nosso último beijo 

SF9 - Easy Love

9 ноября 2018 г. 18:38:06 2 Отчет Добавить 2
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Об авторе

Gabi Almeida Eu sou uma escritora amadora, com uma imaginação louca e traiçoeira. Completamente apaixonada por dramas (apesar de não conseguir escrever nenhum) e romances. Uma amante de musicas, fã de Monsta x, EXO e The Rose. Meu twitter: @ksooulmate Tenho um perfil no Wattpad e no Spirit com o mesmo nome, espero que gostem S2

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Anna Luisa Anna Luisa
Que amorzinho, eu amei <3 <3, beijos :3
11 ноября 2018 г. 11:09:26

  • Gabi Almeida Gabi Almeida
    que bom que gostou <3 obrigada por ler e deixar um comentário 12 ноября 2018 г. 11:44:52
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