Romã Подписаться

ksutaguo Louise Alves

Romã — NejiTen A Romã considerada como símbolo do amor e da fecundidade pelos gregos antigos é também conhecido como um dos afrodisíacos mais antigos que se tem registro, sendo usado como uma das principais oferendas para a deusa Afrodite por jovens apaixonados. Mas tal como o sexo, belo e magnânimo que lhe é representado, o fruto tem seu lado traiçoeiro, marcado pelo destino de Hades ao oferecê-lo a Perséfone e desposá-la contra a sua vontade. A mesma romã que deu um dos sorrisos mais belos da primavera dará vida ao rei dos mortos, a mesma romã que tirou a inocência da deusa, deu mortalidade ao rei dos mortos, profetizado pelas moiras e amaldiçoado por Deméter, o senhor do submundo renasceria em um novo tempo e em um novo corpo, agora mortal, para pagar sobre o inverno infeliz que cobria a deusa da primavera. Em seu novo corpo, um novo nome, Neji, ele deve sobreviver a um tempo que não lhe pertence em meio a mortais tão céticos, o antes senhor dos infernos deve resistir a todas as provações de seus irmãos. Incluindo a que mordiscava uma romã no meio da rua.


Фанфик Аниме/Манга 18+.

#maldição #Romã #mortal #Imortal #hades #Deuses-gregos #universo-alternativo #ua #nejiten #naruto
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Sangue


 


— SILÊNCIO — A voz ironicamente semelhante a um trovão ecoou por todo o salão dourado. As cabeças loiras e ruivas que antes tinham vozes exaltadas agora estavam caladas — Você tem noção do que fez, irmão? Sequestrou uma deusa e forçou um casamento? Não vê o absurdo que fizeste?

A vasta e única cabeleira negra do salão farfalhou entre os ombros fortes do único dos irmãos que, além de possuir a cor escura dos fios da cabeça, permaneceu com a aparência menos jovem. A única característica que semelhavam eram as orbes alvas dos três grandes deuses do Olimpo. O rei do submundo gargalhava da hipocrisia do deus do trovão.

— Tu és o único deste maldito monte dourado que não pode me criticar, Zeus. Tua memória encurtou-se? Ou esquecera de todas as mortais que deflorou bem debaixo do nariz de Hera?

— Não meta minha esposa nos vossos problemas, Hades.

— Então não metam os narizes empinados de vocês no que eu faço em meu reino.

A respiração de Hera descompassava toda vez que lembrava das numerosas traições do marido enquanto as espigas de milho douradas no diadema de Deméter murchavam enquanto o ódio consumia seu corpo aos poucos.

— Perséfone é uma criança...

— É A MINHA FILHA! — Os olhos claros de Deméter enrubesceram como fogo, a deusa levantou um dedo para o rosto de Hades enojada — ELA IRÁ PARA CASA MESMO QUE EU TENHA QUE ENTRAR NO SEU MUNDO PODRE!

O rei do submundo gargalhou. O longo e pesado cabelo negro fora empurrado para trás assim como a capa azul marinho, exibindo a destoante armadura de obsidiana e diamante. Hefesto sempre o invejava quando este ostentava a exótica proteção.

— Tente, minha cara. Cerberus comeria cada cacho preso do topo da tua cabeça com gosto...

— Hades... — O senhor dos mares começou, mas fora cortado.

— Admira-me, irmãos, que bastou desposar uma deusinha qualquer para que todos voltam vossos malditos olhos para mim depois de eras? — O riso de Hades irritava a todos — Pois meu casamento com Perséfone permanecerá firme durante toda a eternidade e absolutamente nada que hão de falar irá fazer-me mudar de ideia! Desistam — E assim o senhor das trevas começou a caminhar em direção à saída, despreocupado e egoísta.

O casamento que Hades se referia mais era um rapto do que uma união. A deusa jovial desfilava por campos de girassóis quando encontrou um narciso. Tímido e extremamente incomum de encontrar em áreas quentes como os vastos prados europeus no verão Perséfone logo encantou-se pelo pequeno botão como se fosse um filhote de mamífero. Entretanto, por mais que fosse sabido pela deusa que tal flor era a representação da morte, ela não se intimidou e sequer maliciou sobre o botão tão cheio de significado ter milagrosamente brotado ali.

E ao tocar a flor a mesma cresceu suas raízes e capturou a divindade, sendo sobrenaturalmente levados para o submundo onde pouco de seu poder poderia ajudá-la contra o rei do submundo empurrando-lhe um jantar bonito mas sem sentido e muito menos lutar contra o corpanzil de Hades que não pediu permissão para entrar.

Desde então o inverno vinha durando mais tempo que o habitual e a grande depressão da flora ameaçava e muito não só a Grécia como o mundo inteiro. 

A divindade sombria observava a saída que jazia selada pelas vinhas que Deméter criara para cercá-lo. Apolo e Ártemis apertaram seus arcos temendo o pior.

— Eu jamais desistirei da minha filha, Hades.

O riso sinistro das moiras ecoou pelo largo salão, chamando atenção de todos os deuses ali presentes. Era incomum vê-las em qualquer circunstância, então a surpresa nos rostos divinos no Olimpo era clara feito água pura.

— Criança, não seja cínica! Sabes muito bem o que fizeste! — Uma das bruxas corcundas proferiu.

— E o destino do senhor do submundo foi traçado!

— O Deus dos mortos, mortal!

— Assim como você amaldiçoou vosso irmão!

— Amaldiçoou o próprio sangue!

A gargalhada do trio assombrou os deuses, mas Hades manteve-se firme.

— Como assim “maldição”?

A moira mais delgada aproximou-se devagar como um predador, rindo do destino como se assistisse uma peça teatral.

— A romã, caro senhor... Ela é a chave do vosso destino...

— O fruto luxurioso também é traiçoeiro.

— A maldição da romã.

— Mas o que elas estão falando, Deméter? — Hera disse assistindo a deusa da colheita cada segundo mais angustiada.

Deméter, senhora dos colheita e da fartura, conhecia os gostos dos três irmãos pelo fruto pecaminoso, então amaldiçoara as romãs do submundo para que a alma divina de quem a consumisse tivesse que enfrentar o maior que a própria vida, algo que fosse pior que a morte, como ela pensava.

Provaria de tudo que havia no Tártaro e nem mesmo Hades sabia quais maldições torturavam as diabólicas almas habitantes do inferno.

E tal como o Tártaro e os Campos Elíseos, cada habitante recebia sua penitência ou recompensa dependendo da vida que teve. Entretanto a maldição de Deméter mostrava não só o que havia de pior sobre o amaldiçoado, como expunha suas maiores fraquezas.

E se Perséfone comera da mesma romã que Hades...

— O inverno não é a tristeza de Perséfone... É... — A deusa mãe saiu em disparada, enquanto o rei do inferno sentia algo estranho acontecer com sua barriga.

— O que...?

A cabeça do deus girava e doía, como se alguém houvesse rodopiado dentro duma centrífuga. Os músculos doíam enquanto alguns fios negros caíam opacos do topo da cabeça. Os gemidos de dor se intensificaram assim que todo o seu corpo brilhou uma luz ofuscante. Nem mesmo Apolo conseguiu mirar a luz dourada por muito tempo.

Quando a luz dissipou-se, Hades sentia-se estranho. Nunca teve a mesma dor no abdômen nem nas tantas vezes que tivera o torso trespassado nas inúmeras batalhas que tivera em sua vida. Era lacerante como lembrava a dor aguda das espadas atravessando o epigástrio, mas diferente das feridas que curavam imediatamente aquela fez a dor perpetuar por mais tempo que imaginava. Hades sentiu a comida que havia consumido em sua mesa no submundo voltando pelo esôfago. Mas ainda mais assustador que a cena de um Deus vomitando em cima do mármore branco do Olimpo era o conteúdo que fora regurgitado. 

As sementes de romã jaziam espalhadas pelo chão albino manchados não só de seu suco, mas de sangue. Muito sangue.

Hades limpara a boca tão incrédulo quanto os deuses presentes.

— O imortal...

— Mortal...

As vozes roucas de fumo das bruxas ecoavam à medida que desapareciam enquanto os deuses contemplavam o horror do alto do salão. Narcisos, peônias, orquídeas, rosas, girassóis... Todos murchando, enquanto raízes grossas de pés de romã eclodiam dos jardins.

— Como o submundo será regido por um mortal? — Ártemis atreveu-se a falar.

— Eu não estou... — Hades tentou falar, mas outro refluxo o impediu de continuar.

Se aqueles vômitos continuarem logo ele se camuflaria na pedra branca, uma vez que seus fios negros tornavam-se grisalhos e opacos. Como se a vida do senhor das trevas esvaia-se a cada jato no chão.

— Não poderá voltar ao submundo. — Posseidon disse firmemente, porém voltou seus olhos para Atena — O que tens em mente?

A deusa fechou seus belíssimos olhos e respirou profundamente.

— Espero que seja óbvio para todos que Hades não pode morrer.

— Ficaste louca?! — Ares berrou — Agora é a hora de obliterar este peso morto nojento.

— Então ficarás no lugar dele no submundo, Ares. Se matá-lo o submundo será sua eterna responsabilidade e nos alivia de pensar em quem há de gerar o mundo dos mortos. — Hefesto disse olhando para o que restava de Hades, pálido como papel moderno. — Porém há de ser fácil ocorrer um motim contra o deus que enviou metade daqueles homens para o prado podre do tártaro. — Os olhos da cor de diamante do deus ferreiro brilharam em direção ao deus da guerra — E não é difícil imaginar como sua visita a um exército teoricamente imortal será deveras desagradável... — Ares se calou contrariado.

Hades tentou se levantar em vão. Suas pernas não o respondiam como deveriam e estava sujo demais, escorregadio demais. Os olhos não focavam direito e a cabeça ainda girava, quando de supetão a mão direita de Dionísio empurrou o seu queixo para sua direção

— Ora mas que bela tragédia temos aqui, irmãos. — O deus do teatro dizia com a voz arrastada e ardilosa — Um imortal... Mortal... Imagino a quantidade de fábulas maravilhosas bardos hão de escrever em homenagem ao deus caído — A risada sinistra do eterno deus dos bêbados ecoava pelo salão — Ora, Zeus! Tu colocaste o velho no submundo, então tu deveste assumir o lugar de vosso irmão, afinal de contas... — Dionísio pulou para atrás do tio semimorto no chão e segurou-o pelos cabelos alvos. Fitava o surpreso senhor divino com um sorriso mau — ... Deveria ver com os próprios olhos o que fizeste o próprio irmão sofrer trancado no mundo miserável...

— Dionísio...

— Ah minha bela e doce Afrodite, não carregue o tom preocupado em sua aveludada voz. O fato e que o pai tem um débito com o irmão e ele há de pagar.

— E o que exatamente você ganha com isso? — Zeus disse estranhamente calmo, porém firme.

O sorriso do deus do vinho irradiou-se mais que os cabelos ruivos que possuía. Ele soltou o Hades, praticamente desacordado no meio do próprio sangue; rodopiou como uma bailarina e riu como um louco, esbravejando as próximas palavras.

— UM ESPETÁCULO! UM GRANDIOSO ESPETÁCULO! UMA ODISSEIA VIVA! UM DEUS QUE PERDE SUA DIVINDADE POR VIOLAR UMA DEUSA! JOGADO AOS MEIO DE UMA FLORESTA DE PEDRA! COM PESSOAS MALDITAS! COM SERES ARROGANTES ESPALHADOS COMO O TÁRTARO — Dionísio pausou quando seu nome romano fora vocalizado da boca de Hera — Onde lá, luz e trevas hão de batalhar sobre sua posse. Um mundo trágico, belo e desconhecido por todos ele há de sobreviver... E quem sabe sua divindade retornará se a romã morrer?

— O que este lunático está dizendo?

— Digo que tenho a solução para nossos problemas, Ares. E ela se chama Tóquio!


5 ноября 2018 г. 4:23:46 2 Отчет Добавить 5
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Об авторе

Louise Alves Bióloga de segunda à sexta; Ficwriter, jogadora de videogames e procastinadora profissional aos fins de semana.

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JC Julia Colman
Louise Alves eu to sinceramente #amando a sua fic Romã amo de paixão nejiten posta logo o próximo cap por favor!
LV Luciana Valois
Uauu, parece ser muito boaa, Aus Nejiten com um Tom Meio Dark parecem ser sua especialidade, parabéns, no aguardo do próximo!
4 ноября 2018 г. 22:47:01
~