Cheiro de Flor Подписаться

kamysouza Kamy Souza

Em uma tarde de férias, na toca da família Weasley, Rose reflete sobre James e seu perfume, ao mesmo tempo em que James se vê mais uma vez encantado com a essência de rosas de Rose. ⚘ História também postada no Nyah! Fanfiction e Wattpad com o mesmo nome de usuário ⚘ Esta história foi escrita para o #31º desafio do Café com Letra (CcL) intitulado Café Floral


Фанфик Книги 13+.

#one-shot #Café-Floral #Café-com-Letras-31 #CcL #CafécomLetras #Rose-Weasley #James-Sirius-Potter #James-e-Rose #Jayrose #3ª-Geração #Terceira-Geração #primos #harry-potter #Weasley #Potter #HP #rosas #incesto #romance
Короткий рассказ
2
4466 ПРОСМОТРОВ
Завершено
reading time
AA Поделиться

Rosas


Notas iniciais: Obrigada a @larrymerespeita (wattpad user) por ter sido a primeira a ler essa one-shot e ter tido a reação mais incentivadora!


Ainda estavam todos do lado de fora, sob o pôr do sol, se divertindo com conversa fiada e limonada, mas ao entrar de volta na casa para pegar mais pudim caramelado da vovó Molly, encontrei James jogado no sofá da sala, dormindo.

Ele passou a tarde toda com Alvo, Hugo e Lily, correndo e jogando, mantendo os mais novos entretidos com sua palhaçada, e agora se encontrava esparramado, com o braço sobre o rosto, os cabelos negros emaranhados, a boca entreaberta e a blusa azul, que mais cedo havia reparado ressaltar a cor de seus olhos, erguida sobre a barriga, mostrando uma parte da pele branca marcada por pelos finos.

Ele realmente tinha boa aparência, deitado assim, despretensioso, sem o seu humor bobo encabulando as pessoas a sua volta em cada palavra que saia de sua boca. Se ele fosse quieto assim mais vezes, talvez não tivesse tanta dificuldade em demonstrar como realmente me sinto. Sacudi a cabeça para organizar os pensamentos, deixei a visão de lado e segui em direção a cozinha, decidida a deixar aquelas ideias longe de minha mente.

Mas mesmo enquanto pegava o doce na geladeira, e ao dar uma primeira colherada, sentindo o açúcar derreter deliciosamente em minha boca, minha atenção ainda estava no cômodo ao lado. A presença de James mexia comigo naturalmente, mas tinha algo de diferente em encontrá-lo com a guarda tão baixada. Não corria o risco de ser pega enquanto meu olhar se perdia em sua figura ou de virar piada por isso. Era mais fácil normalmente me esconder atrás de um livro e resistir a esses impulsos, mas voltei para a sala e parei atrás no sofá voltando a observá-lo, percebendo que não havia se mexido um milímetro sequer.

Ainda saboreando meu pudim, o observei mais de perto, sabendo o quanto eu estava sendo estranha, mas suportando a ideia, já que ele nunca saberia. Não podia observar sua expressão já que seu rosto ainda estava tampado, o óculos guardado sobre o peito acompanhava o movimento, subindo e descendo, com sua respiração, onde logo abaixo sua mão repousava.

Pude sentir o cheiro da colônia que costumava usar, já gravada em minha mente, mesmo que estivesse quase apagada em seu corpo. Flor de lavanda, sálvia e açafrão, além de um algo que eu não conseguia decifrar, mas que eu sabia fazer toda a diferença. O perfume suave lutava para se sobressair no cheiro do sol, que ele passou o dia correndo sob, suor e terra, que ainda podia se ver resquícios em seus sapatos.

Eu mal havia notado ter comido mais que duas colheradas do meu prato, mas ao buscar um pouco mais com a colher, o pudim caramelado já havia acabado. Não havia se passado mais que alguns segundos, e uma boca voraz, quando deixei a sala novamente, com as bochechas queimando e o coração saltando.

⚘☼ϟ

Eu soube imediatamente quando ela entrou no cômodo, não precisei nem olhar, o cheiro de Rose era tão doce e característico que era impossível não o reconhecer, mesmo se estivesse no meio de uma pequena multidão. Ela tinha aquele perfume desde que eu me lembrava, a essência de rosas parecia quase uma brincadeira, mas nada me lembrava mais a ela do que elas.

Havia caído da vassoura e me machucado na última partida de quadribol antes de começar as férias, e agora, depois de correr um dia inteiro com meu primo e irmãos, todos os meus músculos pareciam reclamar do esforço, ainda não totalmente curados.

Decidi entrar e descansar um pouco, agora que todos estavam mais calmos, com o fim do dia chegando e a energia baixa, depois de ser gasta durante a manhã. Minha intenção era ficar sozinho, mas sua presença estava longe de ser incômoda. Seus passos cessaram pouco depois de os ter escutado entrando no cômodo, e eu quase podia sentir seus olhos queimando minha pele, quando tomei a decisão de permanecer imóvel, fingindo estar desacordado.

Não sei o que esperava, nem de mim, ou dela, mas Rose retomou seu caminho sem demora, me deixando novamente sozinho.

De olhos fechados, minha mente borbulhava em referências que eu ligava a ela, ao seu cheiro e aparência. Ela me lembrava não só as rosas, ou um jardim cheio delas, mas também a própria primavera, com suas cores, sua fragrância e calor, o que me leva a visão de seus cabelos de fogo, os doces e inteligentes olhos castanhos e aos lábios rosados, que eu adoraria beijar mais uma vez. Mas ela nunca parecia estar por perto tempo o suficiente para que o fizesse, ou pior ainda, me rejeitara com seu silêncio e distância.

Ah, minha doce Rose. Eu fazia de tudo para conseguir sequer uma reação, me tornava um bobo em sua presença, minhas palavras pareciam ser ditadas por um idiota e nada que eu fizesse parecia o certo.

Quando voltei a ouvir seus passos, pensei em revelar estar acordado, até a ouvir parar próxima, talvez tão perto que pudesse alcançá-la com as mãos, mas não ousei me mexer. Eu queria saber o que ela faria, se é que fizesse algo, e aguardei, em meio a encenação cada vez mais difícil de manter.

O cheiro de rosas tão perto me inebriou e tive que me controlar para não respirar fundo seu perfume. Até tentei trazer seu cheiro para a minha vida sem que tivesse que tê-la por perto em todo o momento, com uma colônia que tinha em seus ingrediente sua essência, mas descobri que o cheiro de rosas não era o mesmo sem que estivesse em Rose Weasley.

Seus pés voltaram a fazer barulho contra o assoalho de madeira e apenas quando já havia se distanciado o suficiente para que não os ouvisse mais, destampei o rosto, encarando o teto da toca com um sorriso triste involuntário.

28 октября 2018 г. 1:40:29 0 Отчет Добавить 0
Конец

Об авторе

Прокомментируйте

Отправить!
Нет комментариев. Будьте первым!
~