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jonnie jonnie

(chanhun | 90s | brotheragem) Nos anos 90, Sehun não era um cara de muitas preocupações. Curtia ir na locadora alugar um filmezinho bacana, descolava umas mixtapes de bandas internacionais, capturava alguns Pokémons lendários e até se esforçava para passar de ano na escola. Mas tudo isso mudou quando seu melhor amigo, Chanyeol, resolveu tornar sua vida uma montanha-russa perturbadora para caramba. Mas tudo na parceria.


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#chanhunflex #jonnie #brotheragem #retro #anos-90 #90s #chanhun #exo
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Great scott!


GREAT SCOTT!

Life is hard

And so am I

 


Já era a terceira vez que Chanyeol espiava a rua escura pela fresta da cortina da janela de seu quarto, procurando qualquer indício do desgraçado do seu melhor amigo que era muito bom em descolar tapes de artistas internacionais, mas nunca conseguia chegar na porra do horário combinado. Bufando, bagunçou os cabelos recém-coloridos de um azul clarinho e deixou o corpo cair sobre a cama novamente.

Bem, tinha um motivo para ele estar ansioso daquela maneira. Fazia uma semana que estava contando os dias para o lançamento em VHS da continuação de seu filme preferido – “De Volta Para o Futuro”, claro – que, por conta dos castigos sádicos de sua mãe, perdera a estreia no cinema. Sehun fora parceiro o suficiente para se privar de assistir e agora, meses depois, estava a caminho da casa de Chanyeol para finalmente assistirem ao filme – escondidos, porque Chanyeol estava de castigo outra vez. Para variar.

Suspirou pesadamente, fitando o teto e sentindo o tédio corroer cada pedacinho de sua alma. Não tinha porra nenhuma para fazer. Seu Game Boy foi confiscado, seus quadrinhos foram confiscados, seu violão também, suas VHS, seu walkman, tudo. Restaram apenas os livros da escola, mas quem disse que Park Chanyeol estudaria em uma sexta-feira?

Já estava amaldiçoando o Oh até a última geração quando escutou a campainha tocar. Levantou em um pulo, não se preocupando em colocar as pantufas e deixou o quarto rapidamente apenas de meias – díspares, aliás, descendo as escadas até o primeiro andar e quase correndo em direção à porta.

Nem se preocupou em olhar no olho mágico, sabia que àquela hora só seu melhor amigo estaria ali. E acertou em cheio, pois no momento em que abriu a porta, um Sehun vestido em calça de abrigo e moletom amarelo mostarda o saudou com um bocejo.

– E aí, conseguiu?

– Oi pra você também. – O Oh o empurrou, conseguindo passagem para dentro da casa. Entregou a Chanyeol uma sacola com o símbolo da videolocadora do bairro, quase rindo dos olhos arregalados do amigo que só faltava gritar de empolgação.

– Caralho, você conseguiu!

– Foi uma disputa bem acirrada, tive que empurrar uns moleques, mas é claro que consegui. – Riu soprado e orgulhoso, tirando os tênis para seguir o amigo que quase correu para a sala. – Eu peguei o primeiro também, acho que é válido a gente rever antes de assistir o 2, e cê’ me disse que sua mãe confiscou suas VHS, então…

– Porra Sehun, cê’ leu meus pensamentos. – O Park largou as duas VHS em cima do sofá, exibindo seu sorriso absurdamente largo para o amigo que jogou o corpo no estofado.

– E aí mano, como que tá’ a suspensão? Se divertindo? – Sehun retribuiu o sorriso, mas o seu era totalmente sarcástico, vendo o outro bufar e bagunçar os cabelos, contrariado. – Ainda não me acostumei com esse seu cabelo, cê’ fica até que fofo com ele. Parece algodão-doce.

O Park revirou os olhos, se afastando em direção à cozinha. Claro que não demonstrou a pontada pequenininha de felicidade que quase o fez sorrir todo abobado diante do meio elogio.

– Aproveita, então. Assim que minha suspensão acabar vou ter que voltar com o preto. – Adentrou no outro cômodo, gritando de lá. – Vai colocando o filme aí!

Sehun resmungou, se levantando do sofá com uma das VHS em mãos e se ajoelhou em frente ao aparelho televisor, ligando o videocassete e empurrando a fita para dentro dele.

– Eu queria ter essa sua coragem, mas não sei porque você ainda tenta. – Disse com o tom de voz alto para que o outro pudesse ouvir, conectando os cabos de vídeo na televisão. – Sabe que vai ser suspenso da escola cada vez que pintar de uma cor que não seja normal.

– E qual a graça de ser normal? – O Park resmungou ranzinza, voltando para a sala e trazendo junto a ele um engradado de cerveja.

– Qual a graça de ficar de castigo por querer ser diferentão? – Rebateu, voltando ao sofá assim que terminou o trabalho. Ergueu o rosto para o amigo que parou em sua frente e arregalou os olhos, seu olhar indo do pack de cerveja na mesinha de centro para o sorriso gigante que Chanyeol exibia. – Onde cê’ conseguiu isso?

– Chantageei a Yura. – Sehun conhecia muito bem aquele sorriso arteiro que desenhava os lábios do melhor amigo, exibindo todos os dentes. Não conseguiu evitar sorrir também, era meio que contagiante. – Minha mãe pediu pra ela ficar de babá, como se eu precisasse de babá né, mas ela vai sair com o namorado e vendi meu silêncio por bebida.

– Então a Yura não tá’ aqui? – Fez uma expressão triste, provocando o Park que deu um soco um tanto quanto brusco em seu braço. – Eu tava’ brincando, porra!

Chanyeol abriu a boca para praguejar mais algumas vezes, mas logo foi calado quando o clássico logo da Universal apareceu na tela, indicando que o filme iniciaria. Ele soltou uma exclamação, empolgado, fazendo o amigo rir baixinho que logo tentava o ajudar a desembolar o cobertor jogado sobre o sofá, ambos se ajeitando embaixo dele.

Enquanto o filme exibia as primeiras cenas, Sehun tirava duas latas de cerveja do engradado, entregando uma ao Park. Quando o Oh abriu a latinha e tomou o primeiro gole, fez uma careta.

– Tá’ quente. – Reclamou, mas, mesmo assim, tomou mais um gole.

– Na América se toma assim. – Chanyeol rebateu, tomando de sua própria latinha, os olhos fixos na televisão.

– Mas a gente não tá’ na América, mano. – Recebeu um chute por parte do amigo, em um pedido mudo para que calasse a boca, mas isso quase o fez derrubar a lata de cerveja. – Porra, Park, se liga, meu.

– Para de reclamar, Sehun. – Bufou, acertando mais um chute na canela do amigo que o olhou ameaçadoramente, mas prontamente o ignorou, tomando um grande gole da bebida. – E é hyung pra você.

– Hyung é meu caralho.

Chanyeol pensou em chutar mais uma vez o desbocado dongsaeng, mas se limitou a revirar os olhos e se ajeitou no sofá, colocando ambas as pernas sobre o colo do outro garoto e vendo-o pronto para o expulsar, tão logo o repreendendo com o olhar. Sehun bufou, mas deixou o amigo folgado se aproveitar de sua boa vontade.

Para serem sinceros, são sabiam dizer exatamente quando aquela amizade meio torta se iniciou, tinham a impressão de se conhecerem a vida inteira. Talvez o fato de morarem na mesma rua há anos auxiliava nessa sensação, mas só foram se aproximar mesmo no final do fundamental, onde a discriminação por curtirem tanto os filmes americanos os aproximara. Enquanto Chanyeol era zoado por sua coleção de camisetas de “Star Wars”, Sehun era chamado de “Rambo Coreano” por ter usado uma faixa vermelha na cabeça durante semanas quando tinha uns 12 anos.

Entretanto, os dois estavam pouco se fodendo para a opinião alheia. Park meio que sempre queria se destacar entre os estudantes, adorava estar na boca do povo – por isso pintava o cabelo de uma cor diferente a cada mês, já o Oh curtia ficar na dele e provavelmente continuaria usando a maldita faixa vermelha todos os dias se já não tivesse deixado de curtir “Rambo” há algum tempo.

Ambos já perderam as contas de quantas sextas à noite se encontraram daquela mesma maneira, assistindo ao filme favorito de Chanyeol, mesmo que não fosse o preferido de Sehun – que atualmente era super fã de “Exterminador do Futuro”. Sinceramente, o Oh não conseguia negar o pedido do melhor amigo que sabia ser muito persuasivo com aquele maldito sorriso gigante que exibia uma pequena covinha no canto direito, nem dos olhos talvez grandes demais que piscavam inúmeras vezes e que podiam ser bem assustadores.

De qualquer forma, revezam para que cada um tivesse a vez de escolher o que assistiriam. No fim, Chanyeol sabia quase todas as falas de “Exterminador do Futuro”, inclusive imitava um Arnold Schwarzenegger muito bem, e Sehun também sabia repetir muito das frases de “De Volta Para o Futuro”, e meio que assim, desse jeitinho torto, se completavam.

– Cara, já ouviu falar em Nirvana?

Chanyeol não entendeu a pergunta repentina, afastando sua terceira latinha de cerveja dos lábios para fitar o amigo que permanecia encarando o aparelho televisor com uma expressão de tédio – não que ele estivesse entediado, aquela era meio que a cara natural de Oh Sehun.

– Não.

– É uma banda grunge, comprei a fita deles ontem. Acho que cê’ vai curtir, é muito tua cara.

– Pô, legal, hein. – Resmungou, desferindo um pequeno chute contra a coxa do amigo que soltou uma expressão irritada, batendo em sua perna. – Presta atenção no filme, animal.

– Seu mal-agradecido da porra, eu aqui pensando em você e tu ainda me trata desse jeito. – Fuzilou o Park com o olhar, terminando em um gole a lata de cerveja. A fala de ambos já estava meio enrolada e não demoraria muito para que estivessem rindo de qualquer coisa. – Já sei essa porra decor, agora a mãe do Marty vai olhar pra cueca dele e chamar ele de Kelvin Klein, não sei como cê’ não enjoa disso, hein.

– Assim como você não enjoa da merda do Exterminador. – Terminou sua cerveja também, jogando a lata vazia na pilha que se formava ao chão. – Se bem que no seu caso deve ser só pelo Schwarzenegger, admite que cê’ curte uns músculos.

Sehun jogou uma lata de cerveja no amigo, que reclamou de dor quando a lata cheia acertou seu peito.

– Fica calmo, eu te aceito do jeitinho que cê’ é. – O sorriso do Park assumiu um tamanho absurdo, gargalhando do “cala boca” resmungado que recebeu em resposta. Pegou a lata sobre o colo, abrindo a mesma que não demorou para transbordar o líquido, fazendo o garoto de cabelos coloridos praguejar enquanto afastava a lata. – Porra viado, olha a bosta que você fez.

Foi a vez de Sehun rir, tentando disfarçar o sorriso debochado enquanto tomava um gole da própria lata que acabara de abrir. Voltou sua atenção para o filme, olhando de canto para o amigo que ainda xingava baixinho e o vendo tirar o blusão molhado de cerveja, ficando apenas com a regata que vestia por baixo. Ele jogou o moletom em cima da pilha de latinhas, ainda resmungando e bebendo da cerveja que parara de transbordar.

Sehun se remexeu, talvez um pouco desconfortável, meio tonto pelo álcool e certamente com calor. Os dois garotos voltaram a atenção ao filme, Chanyeol logo esquecendo a irritação e gargalhando das cenas que, mesmo tendo visto incontáveis vezes, ainda achava muita graça. Quanto mais bebia, mais Sehun já não se importava dos tapas que levava do amigo cada vez que ele ria demais, uma sensação esquisita e agradável o fazendo sorrir como a porra de um imbecil.

Chegaram ao final do filme, com um pack de cerveja vazio e um Chanyeol empolgado e bêbado demais.

– Eles vão pro futuro, porra! – O Park exclamava feliz da vida, erguendo os braços sem motivo algum. – Vai Sehun, coloca esse caralho!

Já o Oh apenas ria, achando muita graça daquele Chanyeol quase desesperado para ver a continuação. Os cabelos azuis estavam mais bagunçados que o normal, a face um tanto quanto vermelha por conta do álcool e a empolgação era tão exagerada que Sehun estava quase compartilhando dela. Ele se levantou do sofá, a vertigem pesando em sua cabeça e fazendo-o quase vacilar em passos trôpegos até a televisão, onde se ajoelhou – por pouco não batendo a cabeça no aparelho – e, com muita dificuldade, conseguiu trocar a fita dentro do videocassete e iniciar.

Foi mais difícil ainda voltar para o sofá, quase caindo sobre a mesinha de centro, e, quando se impulsionou para jogar o corpo sobre o estofado, acabou perdendo o equilíbrio e sentou no colo de Chanyeol.

– Caralho, meu. – O Park gargalhou, vendo o amigo pular para o outro lado do sofá como um gatinho, o rosto completamente vermelho. – Se quer ver o filme no meu colo é só chegar, eu não mordo. – Sorrindo depravado, de orelha a orelha, Chanyeol afastou mais as pernas e bateu em uma das coxas.

Sehun se limitou a xingamentos, se ajeitando no sofá enquanto sentia a cabeça pesar. Veja bem, era um garoto de 16 anos que não tinha idade o suficiente para comprar bebida, portanto as oportunidades de ingerir álcool eram muito raras, fazendo com que quatro latas de cerveja fossem demais para o inocente Oh. E bem, para o Park também.

Ambos voltaram às suas posições iniciais debaixo da coberta, Sehun sentado normalmente e Chanyeol com as pernas em seu colo. Não demorou para que o amigo lembrasse que iria finalmente assistir à continuação de seu filme preferido, a empolgação fazendo-o tremer em ansiedade.

Mas assim que a fita finalmente começou a rodar, Chanyeol já notou algo estranho.

– Cadê o logo da Universal?

– Sei lá, mano. Vai ver mudou a distribuidora.

Ressabiado, o Park permaneceu em silêncio, fitando a televisão. Sehun terminou o que sobrou de cerveja em sua lata, já um pouco enjoado pela quantidade de bebida ingerida. Bocejou, apoiando os braços no encosto do sofá, um pouco zonzo demais para notar o quão estranho o início do filme estava sendo.

– Isso não é “De Volta Para o Futuro 2”. – Desconfiado, Chanyeol apertou os olhos, olhando atentamente. As duas meninas conversando na tela não eram nenhuma personagem conhecida, além do estilo de filmagem não ter nada a ver com o tão conhecido pelo Park. E também tinham as atuações… Que eram horríveis. – Nem fodendo que é. E não tem legenda! Que merda é essa, Sehun?

– Não olha pra mim, eu peguei a fita certa! – Insistente, mostrou a capa da VHS para o amigo que praguejou, muito puto por ter sido ludibriado daquela maneira.

Até que viu as duas meninas na tela se beijarem.

Então tudo fez sentido na mente alcoolizada do Park.

– Eu não acredito que é pornô.

O queixo do menino Sehun bateu quase no colo.

– Eu não acredito que trocaram a fita por pornô. – Completou.

Os dois pobres adolescentes não acreditavam no que seus olhos estavam vendo.

O sorriso que cresceu nos lábios de Chanyeol era tão depravado que Sehun arregalou ainda mais os olhos. Pelo jeito, o amigo esquecera que não veria a sequência de seu filme preferido naquela noite.

– Caralho, Sehun, que sorte! – O Park ergueu os braços mais uma vez sem motivo algum.

É, talvez fosse sorte. Nenhum dos dois tinha idade o suficiente para alugar pornô na locadora, nem tinham amigos mais velhos que pudessem fazer isso – não tinham amigos, no geral. A experiência de pornô de ambos se limitava a revistas e seria a primeira vez que teriam contato com aquele tipo de pornografia.

Mas bem, Sehun não estava muito confortável em ver duas mulheres dando um amasso ao lado de seu melhor amigo.

– A gente vai ver isso?

Pelo visto, Chanyeol não estava conseguindo pensar direito com todo álcool em seu sangue porque apenas sorriu ainda mais, se é que fosse possível.

– Por que não veríamos?

Quando o primeiro gemido se tornou audível no cômodo, Sehun engoliu em seco, não conseguindo evitar de olhar para a tela. Se arrependeu no segundo seguinte; elas já estavam ficando sem roupa.

– Isso é esquisito, cara.

Sentiu o olhar de Park pesar sobre si, mas não arriscou encará-lo. Por algum motivo, se sentia nervoso para um caralho.

Sehun raramente ficava nervoso, mas bem, podia culpar a bebida.

– Não é nada, ouvi os caras do terceiro ano combinando de se encontrarem pra uma sessão assim. – A fala de Chanyeol estava tão enrolada que o Oh demorou a entender, mas quando entendeu, não conseguiu evitar uma risadinha nervosa.

– Certeza que eles se encontram pra bater punheta um pros outros.

A gargalhada rouca do Park o fez rir também, totalmente nervoso, é claro.

Agora os gemidos soavam altos demais e Sehun não tinha outra opção além de olhar para a tela. Aquela situação era fodidamente esquisita. Embora estivesse um tanto quanto bêbado, o Oh não conseguia deixar de se sentir desconfortável vendo duas mulheres transando com o melhor amigo tão perto.

As pernas dele em seu colo subitamente pareceram pesadas e quentes demais, causando um calor desconfortável em seu corpo. Arriscava olhar para o amigo vez ou outra, que parecia estar bem tranquilo com a situação. O pequeno sorrisinho de canto que mostrava a covinha era tão safado que Sehun achava que podia olhar para ele a noite inteira; o que também era muito esquisito, considerando que um pornô estava rolando ali. Talvez estivesse suando frio.

– Que foi? – Certamente estava encarando Chanyeol a tempo demais, pois agora ele o olhava com as sobrancelhas erguidas, o cabelo todo desgrenhado o deixando meio que fofinho. Porra, o Park sempre estava com a porra do cabelo parecendo um ninho, que merda era aquela de agora ser fofo? – Se você ficar me olhando, aí sim vai ser esquisito.

Sehun tinha certeza que bebera mais do que deveria ao perceber o quanto a voz rouquinha do amigo de certo modo o deixava meio esquisito.

Riu nervosamente – sério, que merda era aquela? – e voltou a fitar as duas mulheres se comendo. Chegava a ser engraçado por ser um pornô de tão baixa qualidade e riria debochado se não estivesse tenso por um único e desesperador motivo.

Estava ficando duro.

A porra de seu pinto estava o traindo.

Ah não, ah não.

Se fosse capaz de morrer por desespero, estaria mortinho naquele instante. Não estava duro, mas o fervor que tomava seu baixo-ventre indicava que não demoraria muito para que isso acontecesse. O Park gargalhava ao seu lado, achando muita graça dos gemidos e remexendo as pernas em seu colo, perigosamente próximo do volume meio desperto dentro da calça de abrigo do Oh, o deixando ainda mais tenso.

– Tem algo pra comer? – Perguntou a primeira coisa que veio em sua mente na intenção de fazer o amigo se levantar e, consequentemente, se afastar.

– Sei lá, olha na geladeira. – Chanyeol deu de ombros e Sehun pressionou os lábios, querendo chorar.

– Ah, preguiça.

– Cê’ que sabe. – O Park bocejou e se inclinou até o controle remoto sobre a mesinha de centro. Desligou o videocassete, arrancando quase um suspiro aliviado do outro garoto. – Esse troço é muito ruim, cê’ vai ter que ir lá amanhã e pedir o dinheiro de volta porque nem um pornô bom colocaram nessa bosta, não dá nem pra bater uma.

– Acho melhor a gente ir na locadora do outro bairro, já é a segunda vez que trocam a fita. – Sehun concordou, cruzando os braços sobre o peito e encarando fixamente as pernas do amigo como se fosse capaz de fazer elas saírem dali com a força da mente.

– Eu só queria ver “De Volta Para o Futuro 2”. – Chanyeol resmungou meio que fazendo manha, a voz toda enrolada por conta do álcool, o que provavelmente teria arrancado um sorriso debochado de Sehun se ele não estivesse tão concentrado em fazer o pau descer.

– Amanhã eu consigo pra gente, relaxa. – Disse por fim, levando ambas as mãos para as pernas do Park e tentando empurrá-las na maior delicadeza.

– O que cê’ quer fazer agora? – Chanyeol se movimentou no sofá, se ajeitando melhor e consequentemente esbarrando a panturrilha no volume meio duro do outro garoto, que quase pulou até o teto com o contato.

Porra.

Em um movimento deveras brusco, Sehun afastou ambas as pernas do Park e se endireitou todo tenso, olhando com receio para o lado, inteiramente pálido. O sorriso gigantesco do amigo imediatamente tomou todo seu campo de visão, fazendo um arrepio nada agradável tomar conta de sua espinha e um pulsar fodido em seu pau, o que, com certeza, não era um bom sinal.

Porra, porra.

– Com um pornô lixo desses, sério? – O tom debochado de Chanyeol fez crescer o ímpeto no pobre Oh de se levantar e sair correndo; quem sabe morrer um pouquinho.

Sinceramente, Sehun não sabia dizer o que o deixou meio duro. Grande parte certamente era por causa do pornô que, mesmo sendo de qualidade duvidosa, ainda era sexo explícito e ele podia usar a desculpa do álcool e dos hormônios à flor da pele, afinal, era um garoto de 16 anos sem experiência sexual nenhuma. Entretanto, para sua própria desgraça, sabia que existiam outros motivos – muito esquisitos, aliás – que se limitam ao garoto sentando ao seu lado.

– Hã… – Começou bem, Sehun. – Ah, sei lá mano, bebi demais. – Viu o sorriso alheio tomar proporções ainda maiores, completamente depravado. – Vai se foder, Park.

– Eu não disse nada. – Ele ergueu ambas as mãos em sinal de rendimento, mas manteve o curvar debochado nos lábios, tentando segurar o riso.

– Eu vou embora. – Sehun tentou se levantar, mas foi impedido pelas pernas que foram parar em seu colo novamente e os braços que empurraram seus ombros.

– Não me deixa sozinho, não. – Lá estava novamente o tom esquisito e manhoso do Park embriagado que seria engraçado se não causasse uma sensação fodidamente esquisita no Oh. – Eu tô’ de castigo, não tenho nada pra fazer.

– Eu não vou ficar aqui pra você ficar me zo... – Sua fala morreu quando, ao tentar se levantar novamente, Chanyeol o empurrou com o pé e pressionou o volume na sua calça, deixando um Sehun com a boca aberta em palavras mudas e olhando estupidamente para as pernas em seu colo.

– Não vou te zoar, eu também fiquei um pouco assim. – Riu nasalado, erguendo os braços pela terceira vez sem motivo algum. – Se quiser pode ir lá no banheiro bater uma, não vou te julgar.

Sehun olhou da forma mais imbecil possível para o Park que permanecia com um sorrisinho safado nos lábios, desacreditado do que estava ouvindo. Certo que estavam um pouco bêbados e se conheciam há anos, mas nunca chegaram nesse nível de intimidade – meio que sempre existiu uma tensão entre eles quando se tratava de qualquer assunto mais íntimo. Talvez fosse o deboche do Park a respeito da virgindade do menino Oh.

– Ata, né – Fez uma careta e mais uma vez tentou empurrar as pernas do amigo, o calor e peso delas deixando-o ainda mais desconfortável, mas Chanyeol permanecia firme, o tronco próximo demais do seu. – Sai de cima de mim, cara.

O Park apenas riu, aquela maldita risada rouca e estúpida que, soando tão próxima, deixava Sehun se sentindo duplamente mais esquisito. Nunca mais beberia na vida.

– Relaxa, mano. – Chanyeol só poderia estar fazendo de propósito ao falar daquela maneira baixinha e meio rouca, os olhos tão fixos em si que ele nem piscava, meio assustador, na real. Ele só poderia estar tirando uma com sua cara; ou estava bêbado demais para notar o quão bizarra era a tensão que crescia entre eles.

– Chega mais pra lá. – Disse quase em um fio de voz enquanto tentava empurrar Chanyeol, mas toda sua força morreu quando teve sua semi-ereção pressionada com o pé dele novamente, dessa vez com mais intensidade, deixando-o sem reação e com uma cara imbecil. Então, uma segunda pressionada o fez buscar o olhar do outro, desnorteado. – Q-Que merda é essa, Park?

– Você tá’ ficando duro. – A risadinha que deixou os lábios cheiinhos de Chanyeol era quase inocente, embora o olhar dele de inocente não tinha nada e fazia Sehun se arrepiar das cabeças aos pés.

– Para com essa viadagem. – Apertou a canela do amigo com ambas as mãos quando ele pressionou seu volume outra vez, apertando os lábios para evitar fazer qualquer barulho constrangedor. Deprimente. – Para, cara!

– Que rápido. – Aquele sorriso sacana parecia socá-lo na cara e o pior é que Sehun não conseguia deixar de encará-lo. Chanyeol afastou o pé do volume agora duro, voltando a apoiar as costas no braço do sofá, os olhos turvos dançando na face alheia como se estivesse completamente satisfeito.

– Que merda cê’ tava fazendo? – Sehun esbravejou com a língua enrolada, completamente vermelho e se sentindo um bosta, afastando de vez as pernas do amigo que desta vez não relutou e dobrou os joelhos de baixo das cobertas, rindo baixinho da reação que estava recebendo.

– Vendo quanto cê’ demorava pra ficar duro só com umas cutucadas.

Chanyeol falara aquilo com tanta naturalidade que Sehun continuou o encarando estupidamente.

– Isso é muito gay, cara.

– Hm… Pode ser. – O Park deu de ombros, ainda agindo como se não houvesse nada de estranho em ficar cutucando o pau do amigo. Sehun o olhava com indignação e, bem… Certo tesão, já que estava com uma ereção latejando por causa do desgraçado. O quão deprimente aquilo era? Certamente muito. – Mas, como eu te disse, não tô’ muito diferente.

Nada é tão ruim que não possa piorar; essa frase nunca fez tanto sentido para o pobre menino Oh que só faltou sair correndo quando Chanyeol afastou o cobertor de ambos, deixando-o cair no chão e exibindo uma ereção tão marcada quanto a sua dentro da calça de abrigo que vestia. O sorriso já não estava presente nos lábios dele, que Sehun procurou desesperadamente na esperança de que aquilo fosse uma brincadeira, mas a maneira que ele o encarava era tão ridiculamente intensa que o Oh até se sentiu tremer e cobriu o próprio volume com ambas as mãos.

– Para de zoar, Chanyeol. – Sua voz saiu mais trêmula do que deveria e a sensação esquisita que tomava seu estômago já não era mais por conta da bebida e parecia intensificar ao som da risadinha safada do Park.

– Eu pareço estar zoando? – Com o sorriso de volta aos lábios, o garoto de cabelos coloridos ergueu uma sobrancelha, fitando com certa graça as feições quase desesperadas do amigo.

– Você sempre tá’ zoando. – De fato, Chanyeol era o rei de tirar uma onda com sua cara, por isso não conseguia levar aquilo a sério, embora todo o clima esquisito em torno deles parecesse muito real e pesado pra caralho.

Sehun se perguntou a si mesmo o porquê de não ter levantado e fugido dali, mas sabia que se tentasse acabaria indo ao chão por conta de todo álcool que havia ingerido. Além disso, algo muito esquisito no olhar do Park parecia o prender ali, tornando o ar difícil demais de ser tragado e fazendo sua ereção parecer dolorida de tão dura sob suas mãos.

– Fico triste que você pense isso do seu hyung. – O tom de mágoa era tão falso que Sehun o mandaria se foder se não estivesse nervoso feito um idiota. Prendeu a respiração quando Chanyeol voltou a colocar as pernas sobre seu colo e, embora sua mente estivesse gritando o quão errado tudo aquilo era, o garoto não conseguiu mover um único músculo. – Mas acho que dá pra notar que não estou brincando. – O sorrisinho de canto pervertido dava o ar da graça mais uma vez enquanto o Park levava uma das mãos para a própria ereção, apertando o volume entre os dedos e grunhindo rouco e baixinho.

Foi o suficiente para o Oh morder o lábio inferior com tanta força que quase o cortou, a respiração ficando presa em sua garganta enquanto aquele som parecia percorrer cada centímetro de seu corpo em um choque fodidamente intenso, fervendo em sua pele e retesando cada músculo. Nunca imaginou que ouviria o melhor amigo gemer daquela maneira, muito menos que ficaria ainda mais excitado com aquele som rouco e quase manhoso, mas bem, sempre podia culpar a bebida.

– O que…  O que tá’ fazendo? – Era óbvio o que Park fazia, afinal, estava apertando o pau duro entre os dedos, mas Sehun estava tão atônito que não conseguia acreditar no que estava acontecendo, sentindo sua própria ereção pulsar sob suas mãos que ainda a cobriam.

– Se importa se eu bater uma aqui?

Sehun arregalou os olhos, o coração resolvendo fazer um passeio turbulento até sua boca.

– Você tá’ muito bêbado, cara. – Tropeçou nas palavras, tão ridiculamente excitado que nem conseguia pensar direito, duvidando que realmente escutara aquelas palavras deixando a boca do melhor amigo. – Isso seria esquisito pra caralho.

– Eu tô’ muito duro, Sehun. – O Park gemeu manhoso quando apertou novamente a ereção em seus dedos, remexendo as pernas sobre o colo do outro garoto, roçando a panturrilha nas mãos que cobriam o sexo. – Você também tá’... A gente podia se ajudar.

O cérebro do Oh resolveu dar uma volta, porque ele não conseguiu pensar em mais nada. Ficou tão chocado que entrou em curto, os olhos arregalados grudados nas feições estupidamente safadas de Chanyeol, a frase martelando em sua cabeça e seguindo um caminho muito perigoso até pulsar em seu pênis, ridiculamente duro.

– Quê?

Pobre Oh que, aparentemente, perdia toda sua inteligência nessas situações.

O Park apenas deu uma risadinha que Sehun jurava ser maléfica, e talvez fosse mesmo, mas prontamente esqueceu disso quando o grandão se aproximou mais uma vez e se pôs de joelhos ao seu lado no sofá, um alerta de perigo gritando em sua mente oca diante da proximidade alarmante.

Esqueceu tudo outra vez quando Chanyeol se inclinou sobre seu corpo, os olhos obscenamente escuros quase o engolindo. Sehun endureceu como uma tábua – o corpo, para deixar claro.

– Fica quietinho, tá’? – O Park colou os lábios no ouvido do Oh, o tom rouco demais para um garoto de 17 anos, a voz resolvendo fazer um passeio pela espinha de Sehun e arrepiando desde os pelinhos da nuca, até o estômago que entrou em combustão. – Deixa o hyung te ajudar.

Sehun até abriu a boca para proferir um estúpido “quê?” outra vez, mas a palavra morreu em sua garganta quando, em um movimento rápido, Chanyeol afastou as mãos que estavam em seu colo e pressionou sua ereção com os dedos, a boca roçando quase imperceptivelmente em seu ouvido. Sehun arfou, imóvel, uma contração em seu baixo-ventre fazendo-o fechar os olhos sem que percebesse. A risadinha grave que soprou em seu pescoço despertou o pouco de bom-senso restante em seu cérebro alcoolizado.

– P-Para com essa porra. – Sehun balbuciou e segurou com força o braço do Park, o rosto tão vermelho que quase se camuflava no estofado do sofá.

Chanyeol voltou a encará-lo, o safado sorrisinho de canto dando o ar da graça outra vez para a infelicidade do Oh. O rosto dele estava tão corado quanto, os lábios cheinhos entreabertos e úmidos, os cabelos coloridos e bagunçados lhe cobrindo parcialmente os olhos que brilhavam em excitação.

Ah, porra.

– Como você pode me pedir pra parar duro desse jeito? – Como se para confirmar o que estava dizendo, o Park apertou seu pênis outra vez, fazendo Sehun entreabrir os lábios em um ofego surpreso. Nunca em sua vida havia sido tocado daquela maneira, achava que a porra do seu pau explodiria. – Só relaxa, fecha os olhos e pensa que é uma garota, sei lá, só aproveita, cara.  

Durante alguns segundos, Sehun pensou nos prós. 1) Estava duro pra caralho, precisava desesperadamente gozar. 2) Pela primeira vez em sua vida, tinha a oportunidade de receber uma punheta. 3) Estavam definitivamente bêbados, tinha a possibilidade, mesmo que pequena, de não lembrarem disso no dia seguinte. 4) Chanyeol, seu melhor amigo, só queria dar uma mãozinha – literalmente. Só na parceria.

E depois nos contras. 1) Chanyeol, seu melhor amigo, iria ver e tocar seu pau. 2) Amigos não batem punheta um pro outro. 3) E se Chanyeol quisesse que retribuísse? 4) Isso faria de Sehun um viado? 5) Desde quando Chanyeol sentia vontade de tocar no seu pau? Pergunta perigosa. 6) Isso estragaria a amizade? 7) E se, hipoteticamente, ele gostasse e quisesse repetir?

Os contras estavam ganhando de lavada, entretanto, no momento em que o Park apertou sua ereção outra vez, a única coisa que Sehun pensou foi: precisava gozar. Tentou não olhar para Chanyeol que o encarava como se fosse o comer ali mesmo – perigoso, muito perigoso – e fechou os olhos, soltando o braço dele.

Ah, que se foda.

O Oh inclinou a cabeça e a apoiou no encosto do sofá, os olhos definitivamente fechados para que não visse Chanyeol fazer o que estava disposto a fazer – perigoso pra um caralho. Não esboçou reação alguma, além da respiração esbaforida, quando o Park puxou a barra de sua calça de moletom para baixo, nem quando fez a mesma coisa com sua cueca. Embora estivesse fervendo em vergonha quando seu pau pulsou ao ar livre, permaneceu imóvel, como um bom garoto. Se estivesse olhando, teria visto Chanyeol devorando sua excitação com os olhos, os lábios comprimidos para que evitasse gemer ou cair de boca, no sentido mais vulgar possível.

5) Desde quando Chanyeol sentia vontade de tocar no seu pau?

Resposta: Há muito, muito tempo.

A mão dele meio que ganhou vida própria e não levou nem um segundo para que envolvesse a ereção com sua destra, sentindo-a latejar, quente e dura, em sua palma. Fodidamente excitante. Park nunca havia tocado em um pau que não fosse o seu, mas acreditava que certamente o processo era o mesmo, sem mistérios. Portanto, deslizou os dedos ansiosos pelo sexo duro, acariciando a glande vermelhinha e inchada e apertando um pouquinho, apenas para ver o quanto Sehun era obscenamente gostoso com as feições torcidas em prazer, mesmo que tentasse a todo custo não demonstrar.

Para ser sincero, Chanyeol não sabia dizer quando começou a ter esse tipo de desejo absurdo, antes que percebesse já estava afim de dar uns beijos no melhor amigo, para seu próprio desespero. Depois de toda crise existencial, aceitou o fato que era meio viado por Sehun e estava tudo bem, não pretendia avançar para ponto nenhum, mas ali estava ele, com a mão na massa, literalmente.

O Park achava que iria implodir e depois explodir, tamanha a força que seu coração batia.

Cuspiu na mão e voltou a envolver a ereção inchada, subindo e descendo os dedos longos por toda a extensão quase em uma tortura lenta, atento às mínimas reações que Sehun demonstrava; a respiração irregular, os dedos que apertavam o estofado do sofá com uma força considerável, os lábios bonitinhos e entreabertos, os olhos muito bem fechados, o quadril que vez ou outra se movia quase imperceptivelmente, pedindo por mais.

Deveria ser crime alguém ser tão delicioso assim.  

– Tá’ gostoso?

Diante do sussurro rouco e perigosamente próximo de seu rosto, Sehun acabou por abrir os olhos como o bicho teimoso que era e se arrependeu no segundo seguinte, claro. Sua atenção foi capturada meio que instantaneamente para o que ocorria mais abaixo, observando a mão grandona e obscena do Park subindo e descendo em seu pau, aumentando a velocidade certamente de propósito. Gemeu. Gemeu da forma mais vergonhosa possível, quase um miado arrastado.

Esperava achar esquisito, até sentir nojinho, já que era uma mão obviamente masculina que o tocava. Ficou ainda mais excitado do que quando se forçou a imaginar que era uma garota.

Talvez fosse porque era Chanyeol ali, mas esse pensamento não o fez se sentir minimamente menos preocupado.

– C-Cala a boca. – Soprou depois da risadinha pervertida do Park, contendo o ímpeto de pedir para que ele não parasse quando o ritmo voltou para uma punheta torturante.

Fechou os olhos com força; não acreditava ser seguro encarar Chanyeol.

E então, gemeu de novo.

O Park precisava mesmo apertar sua coxa com aquela mão ridícula de tão grande?

– Eu quero tentar uma coisa. – Lá estava aquela voz estúpida e rouca soprando em seu ouvido. Ele não precisava estar tão perto assim, precisava? Esqueceu o que estava pensando quando os dedos longos apertaram sua glande, sendo lambuzados pelo pré-gozo que já vertia. Sinceramente, Oh não demoraria muito para gozar; até que estava durando bastante pra uma primeira punheta. – Quero te sentir na minha boca.

Não é como se Sehun estivesse conseguindo prestar atenção no que Chanyeol dizia. Estava focado demais nas sensações da mão habilidosa que voltara a se mover mais rápido e fazia uma pressão gostosa demais para que pudesse pensar em qualquer outra coisa. Aquilo era bom. Bom pra caralho.

Como um sopro distante, um pensamento perigoso cruzou sua mente: por que nunca fizeram isso antes?

Aparentemente, seu silêncio momentâneo foi levado como um passe livre para o Park que, rápido demais, escorregou para o chão, as duas mãos se agarrando às coxas do outro garoto e afastando-as ainda mais. Zonzo, Sehun abriu os olhos, tentando entender porque diabos Chanyeol parara quando já estava perto demais de gozar. Um arrepio sinistro percorreu seu corpo quando sentiu a respiração quente dele batendo contra sua ereção, os olhos consumindo-o por inteiro.

–Que p-porr-. – A frase morreu em sua boca no exato momento em que os lábios cheiinhos do Park roçaram em sua glande, a língua ousando em circular a cabeça inchada e molhada, provando do pré-gozo que gotejava. No segundo seguinte, a mente do menino Oh ficou completamente em branco e ele quase gritou quando seu pau afundou naquela boca quente, os olhos do outro garoto fixos aos seus. – C-Chanyeol...

Deveria se preocupar por estar gemendo o nome de seu melhor amigo? Claro que deveria.

A questão é que Sehun nunca havia experimentado uma sensação como aquela e, ah… Era fodidamente bom. Poderia gozar só com o calor absurdo daquela boca e com aquele garoto obscenamente gostoso que parecia curtir demais a sensação de ter sua boca preenchida por um pau. Sehun quis agarrar os cabelos azuizinhos do Park e puxá-los, quis foder sua boca, quis sentir os gemidos manhosos que se formavam na garganta dele vibrando em sua ereção. Por que estava explodindo de tesão apenas pela visão do seu melhor amigo ajoelhado em sua frente, com o rosto todo corado e bonitinho?

Desde quando achava o Park bonitinho?

Uma chupada mais forte quase o fez gozar, suas mãos quase seguindo um caminho para os cabelos coloridos do outro garoto, mas o bom senso o fez apertar o estofado do sofá para tentar conter todo aquele prazer estupidamente estonteante.

– Tenta segurar um pouco, ok? – Chanyeol afastou a boca e sussurrou contra seu pau quando percebeu que ele estava a um passo de gozar. A mãozona voltou a masturbá-lo e Sehun já não sabia mais pronunciar seu próprio nome. – Você pode me tocar, sabe.

Quis rebater que nem fodendo que tocaria no Park enquanto faziam aquilo, mas foi só ele abocanhar sua ereção outra vez para que Sehun se agarrasse com força aos cabelos fofinhos do garoto, pressionando os lábios para evitar gemer o nome dele da forma mais vergonhosa possível. Há quanto tempo Chanyeol andava chupando uns paus? Porque a única explicação para ele fazer essa merda tão bem era que andava praticando por aí; ou talvez o Oh apenas não tivesse com o que comparar. Preferia a última justificativa, visto que a primeira causava um ciuminho absurdo.

Resolveu que era mais seguro não olhar para Chanyeol enquanto ele subia e descia a boca em seu pau, já que o rosto dele estava todo corado e excitante demais para seu próprio bem-estar. Fechou os olhos, apoiando a cabeça no encosto do sofá e se deixou levar. Dessa vez, já não estava tentando pensar em uma garota, não quando a imagem de Park Chanyeol pagando um boquete era deliciosa o suficiente para tomar todos seus pensamentos.

Quase chorou quando ele parou. Desceu os olhos para ele, quase suplicando para que o deixasse gozar.

Um alerta vermelho gritou em sua cabeça quando a visão do Park com os lábios inchadinhos e olhar fodidamente cheio de tesão fez seu pau pulsar dolorosamente duro.

– Mete na minha boca. – Para o inferno com a porra daquela voz. Quem era Sehun para negar? Meteu naquela boca obscena como se fosse a última coisa que faria antes de seu último suspiro. Investia o quadril e puxava os cabelos coloridos com tanta força que Chanyeol gemia todo manhoso com seu pau o violando, fazendo Sehun quase morrer com o quão prazeroso tudo aquilo era.

Quis perguntar onde ele aprendera a usar a língua daquela maneira, visto que sabia exatamente como movê-la para provocar fisgadas em seu baixo-ventre. Ia gozar, não conseguia desviar os olhos do Park que o encarava com os olhos lacrimejados, mas tão safados que era um absurdo. Queria gozar naquela boca quente, queria ver Chanyeol engolir sua porra e talvez isso não fosse muito hétero, portanto, quando acreditou que não aguentaria mais, retirou sua ereção e se masturbou quase em desespero, gemendo arrastado enquanto gozava na própria mão, tudo sob o olhar atento do Park que voltara a exibir um sorrisinho safado nos lábios inchados.

O orgasmo deixou Sehun ainda mais tonto, se é que era possível, tanto que ele nem notou quando Chanyeol voltou a sentar ao seu lado. Só percebeu quando a mãozona pousou em sua coxa, fazendo-o estremecer e buscar o amigo com o olhar.

– Curtiu? – Que porra de pergunta era aquela? O Oh ficou tão vermelho que quase explodiu e, se não estivesse tão mole pela gozada, teria socado a cara estupidamente pervertida do Park, que apenas riu de sua reação; ou falta dela. – Que tal retribuir, então?

3) E se Chanyeol quisesse que retribuísse?

Resposta: Nem morto.

Sehun arregalou tanto os olhos que o Park riu outra vez.

– Relaxa, não precisa fazer o que eu fiz. Mas eu ia adorar sentir tua boquinha chupando bem gostoso. – Sehun mudou do vermelho para o roxo em um milésimo de segundo, o coração batendo tão forte em seus ouvidos que acreditava que ficaria surdo. Desejou estar em qualquer outro lugar, mas lá estava ele, todo gozado e ardendo em vergonha. – Só senta no meu colo e estamos quites.  

Enquanto limpava o gozo no próprio moletom, Sehun mais uma vez pensou nos prós: 1) Seria filha da putisse sua se deixasse seu melhor amigo na mão depois do que ele fez. 2) Porra, Chanyeol tinha pagado um boquete. 3) Era só sentar no colo, né?

E nos contras: 1) Tecnicamente, sentaria no pau de um cara. 2) Se, hipoteticamente, ele gostasse, seria um viado? 3) E a amizade? Bem, certamente já não existia depois de um boquete.

Engolindo toda a vergonha absurda e sem encarar o Park nos olhos, Sehun se moveu – quase indo ao chão devido a evidente embriaguez – até estar sentado no colo do garoto, com uma perna de cada lado do corpo dele. Embora fossem íntimos, nunca estiveram tão próximos dessa maneira. Conseguia sentir o cheiro do shampoo que desprendia dos cabelos coloridos e o calor gostoso que o corpo grande emanava. Tremeu. Mais pelo nervosismo do que quando as mãos agarraram suas coxas com força, puxando-o para mais perto de forma que Sehun sentisse o pênis duro pulsando em sua bunda.

– Rebola pra mim. – Chanyeol disse meio que em um sussurro, o hálito quente e fedendo a álcool batendo em seu rosto, próximo demais.

Ah, nem fodendo.

– Nem fodendo. – Explicitou seu pensamento, o orgulho fervendo em seus olhos. Receber uma punheta do melhor amigo? Tudo bem. E um boquete? Um pouco preocupante, mas dá pra passar. Rebolar no pau de um cara? Não teria como defender sua heterossexualidade fazendo isso. De jeito nenhum.

Isso pareceu não agradar Chanyeol nem um pouco.

– Sério que vai me deixar na mão? – Sehun permaneceu impassível. – Porra, eu até te chupei!

– Eu não pedi pra você me chupar.

Park o encarava puto da vida.

– Vira de costas. – Rosnou, o forçando a se mover de forma um tanto bruta. Zonzo, Sehun obedeceu, sentindo os efeitos da voz rouca percorrendo sua espinha em um choque esquisito.

Agora, de costas para Chanyeol e ainda em seu colo, o Oh passou a encarar estupidamente o aparelho televisor, podendo ver seu reflexo ali. Não sabia o que o amigo pretendia fazer, mas acreditou ter uma ideia quando percebeu uma movimentação às suas costas e um grunhido baixinho por parte do Park, além do braço direito dele que enxergava através do reflexo se movimentando para cima e para baixo. Bem, ele estava batendo uma com Sehun em seu colo. Não era tão ruim, era?

Talvez passasse a ser no momento em que Chanyeol apertou sua bunda com a mão livre, gemendo gostosinho atrás de si. Talvez fosse realmente ruim se ele se sentisse excitado com isso, mas lá estava ele, ficando meio duro outra vez e um pensamento meio esquisito percorrendo sua mente: talvez estivesse sendo egoísta demais.

Park estava muito ocupado imaginando coisas nada castas enquanto percorria os olhos pelo corpo em seu colo, a mão deslizando pela bunda e coxas e apertando com mais força que o necessário. Ah, como queria foder Sehun até o fazer gritar seu nome, como o queria ver rebolando bem gostoso em seu pau, sem roupa nenhuma para atrapalhar, como queria fazer…

– Chanyeol?

– Hm? – Grunhiu, mordendo o lábio inferior com força enquanto apertava sua própria glande úmida para depois descer e subir a mão por toda a ereção que latejava de tesão.

– Deixa eu te ajudar.

O sorrisinho que desenhou os lábios do Park era absurdamente obsceno.

Engolindo sua vergonha, Sehun se virou novamente de frente para Chanyeol, não conseguindo evitar que seus olhos escorregassem diretamente para a ereção que a mão grandona do Park ainda envolvia, tendo que conter o ímpeto de sair correndo em nervosismo. O pênis estava inchado de tão duro e a glande tão vermelha e molhada que Sehun meio que ficou impressionado.

– É todo seu. – Chanyeol tirou a mão e deixou tudo à mostra. Oh subiu o olhar imediatamente para o rosto do garoto, não sabendo o que era pior; encarar o pau dele ou os olhos rasgadinhos e absurdamente obscenos. Certamente suportaria o olhar de boa se não o fizesse lembrar que aquele ali era a porra do seu melhor amigo com quem costumava fazer competição de arrotos e passar tardes jogando RPG.

Era tudo tão errado e estúpido de tão excitante.

– E-Eu… Na verdade, eu tava’ pensando em fazer o que v-você pediu antes. – Não estava nos seus planos tocar daquela forma em Chanyeol, decidiu pular um pouco sobre seu orgulho egoísta, mas nem tanto assim.

O Park pensou em reclamar, mas acabou por fechar a boca já que, pelo menos, ganharia alguma coisa. Era melhor um Oh Sehun rebolando no seu colo do que gozar na própria mão. Dessa forma, subiu a cueca outra vez, cobrindo a ereção e aguardando o próximo movimento de Sehun que evitava a todo custo encará-lo, todo fofo com aquelas bochechas vermelhas. Suspirou de forma pesada quando ele se ajeitou em seu colo, fazendo uma pressão gostosa demais em seu pênis. Suas mãos outra vez ganharam vida própria e apertaram as coxas do garoto, os olhos devorando as expressões deliciosamente tímidas do Oh.

Mas foi quando ele moveu o quadril que Park acreditou que estavam enfiando uma passagem diretamente para o inferno em seu bolso. Não era certo ser tão bom assim, não é? Ele nem se forçou para conter o gemido que subiu por sua garganta quando Sehun esfregou a bunda no seu pau do jeito mais certo possível, fazendo-o ver estrelas. Não é como se Chanyeol fosse um virgem, ao contrário do Oh já tinha certa experiência para se gabar, mas ter o melhor amigo ali, rebolando em seu colo todo tímido e excitado, era melhor do que qualquer fantasia que criou.

Então realmente não estava pensando quando inclinou o rosto para mais perto de Sehun, os olhos fixos na boquinha entreaberta e vermelha e o desejo de provar daqueles lábios fervendo por todo seu corpo. Estavam apenas a uns poucos centímetros de distância quando o outro garoto afastou ao empurrá-lo contra o sofá.

– Sem beijo, cara. – Ele disse para o desgosto do Park, mas o fez grunhir extasiado quando impulsionou o quadril contra o seu com mais força, seus dedos se agarrando na bunda dele e guiando-o a continuar na mesma intensidade.

– Isso, rebola gostoso. – Chanyeol sussurrou, afundando o rosto no pescoço dele. Claro que estava um pouco decepcionado em não poder roubar um beijo para saciar toda a paixão que construiu ao longo daquele último ano, mas teria que se contentar em sentir a pele tão branquinha sob os lábios e foi o que fez. Deslizou a boca pela extensão do pescoço do outro garoto, sentindo como ele arrepiava com tão pouco. A língua tão logo trilhava o mesmo caminho, fazendo um carinho singelo depois que seus dentes abusaram um pouco da pele.

Sehun gemeu. Ah, aquele som era como música aos ouvidos do Park. E o garoto se movia de forma tão gostosa contra seu pau que Chanyeol conseguia sentir aos poucos a sanidade escapulindo de sua mente. Seus dedos se aventuraram para dentro da calça do Oh, recebendo um ofego surpreso em resposta, mas nenhuma objeção quando agarrou a carne da bunda dele ainda sobre o tecido da cueca, podendo sentir a maciez com mais precisão e intensificar a fricção entre os corpos.

O Oh era delicioso demais, Chanyeol daria tudo para provar de cada centímetro daquele corpo.

– Eu vou gozar. – Entorpecido, o Park sussurrou contra a pele do pescoço dele, as mãos grandonas abusando da bunda maravilhosa.

Sehun não disse nada, apenas suspirou baixinho. Chanyeol o imobilizou e passou a ditar os movimentos, grunhindo obsceno e rouco e impulsionando o quadril contra as nádegas do outro garoto em estocadas curtas e brutas que desejava que não houvessem tecidos para atrapalhar. Com aquela fantasia em mente, o Park gozou. O ápice veio forte e intenso, fazendo-o gemer quase manhoso enquanto chamava pelo melhor amigo.

Aquela foi a primeira vez que Sehun viu Chanyeol gozar – de várias. Ficou mais impressionado do que deveria com o corpo grande que tremia abaixo do seu, com os sons fodidamente excitantes que o amigo tentava conter em vão. Estava vergonhosamente duro e sabia disso.

Mas foi quando sentiu a porra umedecer o tecido de sua calça que um pensamento terrível cruzou sua cabeça embriagada.

Se estivessem transando, ele seria o passivo.

Isso o fez voar para longe do colo do amigo, se sentindo mais sujo que sua calça gozada.

Ah, nem fodendo. Nem fodendo!

– Eu vou embora. – Disse da forma mais mecânica possível, o desespero crescendo gradativamente.

Ainda atordoado pelo orgasmo, o Park piscou preguiçosamente, encarando o outro garoto em sua frente que tirava o moletom e amarrava na cintura – certamente para esconder a ereção e bunda molhada. O rosto dele estava completamente vermelho e ele encarava o chão. Quando seus olhares se encontram, Chanyeol percebeu. Conhecia o melhor amigo bem o suficiente para saber que ele considerava que o que fizeram era um erro absurdo; suas íris transbordavam culpa e medo.

Se sentiu um lixo egoísta.

– Ei, relaxa. – Chanyeol se levantou mais rápido do que deveria, quase caindo para o lado e percebendo, só então, que ainda estava muito alcoolizado. Se apoiou nos ombros do amigo, notando que ele tencionou no mesmo instante. – Fica aqui, não me deixa sozinho, não.

Sehun se desvencilhou, mantendo o olhar baixo.

– Tenho que ir pra casa, minha mãe tá’ me esperando. – Claramente era uma mentira deslavada, Park sabia disso. Conhecia o Oh quase como a própria palma da mão.

Quando ele se postou a caminhar para a porta, Chanyeol o segurou pelo braço.

– Volta amanhã?

Park leu nas expressões de Sehun que ele não voltaria.

– Tenho que estudar.

O Oh sempre foi o mais esperto e convincente da dupla, portanto deveria estar nervoso pra caralho para mentir tão mal assim. Estudar, em um sábado? Até parece.

– Tudo bem. – Disse por fim, derrotado. Um gosto amargo se alojou em sua boca e nem era pela cerveja barata. A dor que cresceu em seu peito enquanto assistia Sehun sair pela porta sem olhar para trás era absurdamente física e ele quase sufocou em culpa.

Sozinho, deixou o corpo cair sobre o sofá outra vez, engolindo o nó ansioso que se formou. Desceu o olhar para o próprio colo, rindo soprado e sem humor da mancha úmida de porra. Foi muito estúpido. Agiu por impulso e forçou a barra. Não pensou nas consequências, só pensou no quanto precisava consumir tudo de Sehun antes que enlouquecesse depois de tantos meses que passou só na punheta, fantasiando com tudo aquilo.

O alívio que sentia era insignificante próximo de toda a culpa.

E se perdesse seu melhor amigo? Mesmo que Sehun estivesse tão excitado quanto, era uma possibilidade gritante.

Sempre podia colocar a culpa na bebida, mas depois de ter provado um pouquinho de Sehun, já não sabia se conseguiria disfarçar toda a paixonite que escondera tão bem por tanto tempo.

Queria mais.

Precisava pensar no que fazer. Mas primeiro, tinha que limpar toda a bagunça antes que sua mãe chegasse. Ainda estava de castigo e sem nada para fazer, portanto teria muito tempo para pensar.

E pensar em Oh Sehun era sempre muito perigoso.



Já fazia uma semana e dois dias que não tinha notícias de Sehun. Considerando que costumavam ficar juntos praticamente todos os dias, era muito tempo. Considerando que Chanyeol ainda estava de castigo e sem nada para fazer além de estudar, era um sufoco muito angustiante.

Até pensou que era justo conceder esse espaço para que o amigo pensasse sobre o que aconteceu, talvez tivesse uma chance. Mas depois de todos esses dias, Chanyeol já não aguentava mais. Como o dramático que era, considerava que Sehun colocara um ponto final e definitivo na amizade de anos. Com quem faria maratona de filmes? Quem mais suportaria seu fanatismo por filmes de ficção científica? Com quem passaria tardes jogando RPG? Quem mais faria mixtapes especiais só com suas músicas favoritas?

Sehun era o que tinha de melhor em sua vida.

Estava disposto a se desculpar e admitir que o que fez foi um erro, que nunca iria se repetir e eles podiam fingir que nunca aconteceu. Mas como diria isso se Sehun não dava nem a chance de conversarem?

Há três dias, conseguiu permissão de sair de casa por 15 minutos para pegar um livro da escola emprestado na casa dos Oh – mentira, claro – mas Sehun se recusou a recebê-lo e mandou a mãe entregar o bendito livro.

Portanto, Chanyeol decidiu que apelaria.

Justamente por isso, se infiltrou no quarto dos pais na bituca quando todos estavam na sala vendo televisão. E era por isso que estava, naquele mesmo instante, tentando arrombar a porta do guarda-roupa onde sabia que suas coisas estavam trancadas. Depois de alguns cortes nos dedos causados pela pequena chave de fenda, Chanyeol conseguiu. Quase riu vitorioso, mas lembrou que seus pais poderiam ouvi-lo. O mais rápido que pode, vasculhou o armário até achar o que estava procurando e se viu tentado a roubar mais algumas coisas. Por fim, saiu da lá também com seu walkie-talkie e Game Boy – faltava pouco para virar "Super Mario".

Tão silencioso quanto entrou, o Park escapuliu dali, voltando a se trancar em seu quarto. Seus pais pensavam que estava estudando, já que nem televisão podia assistir – sua mãe era muito cruel. Ao menos seu castigo ia só até domingo.

Jogou o Game Boy em sua cama e se largou sobre o colchão, puxando a antena do seu walkie-talkie. Sehun tinha um igualzinho em casa, compraram quando eram mais novos e costumavam se comunicar daquela maneira. Apesar de nem sempre funcionar, era eficiente o suficiente para não precisarem usar o telefone onde qualquer um poderia puxar a linha.

Ligou o aparelho e apertou o botão de falar.

– Ei, Sehun. Merda. – Merda era a palavra que usavam no lugar da tão clichê “câmbio”. Quando crianças, achavam engraçadíssimo, mas agora era um tanto ridículo; continuavam usando da mesma maneira. Aguardou e recebeu como resposta apenas chiados e o silêncio. – Sehun, atende essa merda. Merda.

Sabia que ele estava em casa, era quarta à noite e o Oh não tinha amigos além dele, eram dois nerds fodidos. Sabia que ele estava só o ignorando. Ficou durante incontáveis minutos repetindo “Sehun, merda” sem retorno algum.

– Eu vou ficar fazendo isso até as pilhas acabarem, tenho todo tempo do mundo. Merda. – Ruídos e silêncio. – Cara, por favor, fala comigo. A gente precisa conversar, mano. Eu tô’ me sentindo um lixo. Não me ignora, eu sinto sua falta seu filho da puta. Merda.

 Se você não calar a boca, não vou conseguir te responder.

Chanyeol quase pulou do colchão quando ouviu a voz chiada no aparelho, um sorriso gigantesco crescendo em seus lábios. Ficou mudo feito um idiota, esperando a palavra-chave que indicava que o amigo já havia solto o botão de falar. Quando dita, o Park se pegou sem saber o que falar. Havia pensado em tudo, menos no que diria depois do Oh estar disposto a escutá-lo.

– Chanyeol? Merda.

– É hyung pra você. – Riu nervoso, se sentindo mais estúpido do que normalmente era. – Eu… Quero dizer, hã, você acha que consegue vir aqui hoje? Só pra conversar, queria te dizer uns negócios. Merda.

O silêncio que se seguiu junto aos chiados deixou o Park ainda mais nervoso.

– Ok, vou depois da janta. Tchau.

O coração de Chanyeol resolveu achar que seria muito divertido fazer uma tour por seu corpo inteiro, deixando-o quase atordoado com a força em que batia. Depois de dias sendo ignorado, Sehun finalmente daria uma chance para conversarem. Tinha a oportunidade de consertar tudo; ou piorar ainda mais. Desligou o aparelho, decidindo que tomaria um banho demorado o suficiente para arquitetar tudo que diria, assim não faria nenhuma merda impensada.

Ou era o que acreditava.



Passava da meia-noite.

Chanyeol já estava batendo seus próprios recordes no "Super Mario" enquanto esperava pelo Oh, que, como de costume, estava muito atrasado. Mas dessa vez o Park pressentia que era muito mais do que a preguiça tão costumeira do melhor amigo, sabia que ele provavelmente estava adiando o momento que teriam que se encarar para sua própria surpresa, já que Sehun nunca foi do tipo que fugia de porra nenhuma, na verdade, era sempre ele quem se prestava a resolver qualquer complicação que enfrentavam.

Isso meio que assustava o Park; fodeu tanto a mente do pobre Oh que o garoto estava fugindo.

Já estava outra vez tendo umas crises esquisitas de culpa quando se assustou com o barulho quase estrondoso de uma pedra encontrando o vidro da janela de seu quarto. Praguejou baixinho, mais pelo nervosismo do que pelo susto e se levantou em um pulo da cama, abrindo a janela no exato momento em que Sehun arremessou outra pedra, fazendo com que o Park tivesse que pular para o lado para desviar daquela arma quase letal que atingiu em cheio seu guarda-roupa. Dessa vez, não poupou o olhar raivoso para o garoto que começou a escalar até sua janela, se movendo com tanta facilidade que parecia estar muito acostumado a fazer aquilo. De fato estava, há muito perderam a conta de quantas vezes fugiram escondidos para casa um do outro no meio da noite.

– Você quer me matar com um tijolo desses? – Chanyeol esbravejou assim que o Oh passou pela janela e pulou para dentro de seu quarto. Por um momento, o Park esqueceu que há uma semana estava pagando um boquete para o melhor amigo que agora nem ousava encará-lo nos olhos. Engoliu em seco. – Você demorou.

Sehun tirou o capuz que cobria seus cabelos negros, bagunçando-os com a mão enquanto olhava para os próprios pés.

– Eu meio que não queria vir.

Talvez aquelas palavras tivessem o poder de transmutar para a porra de um soco porque atingiu Chanyeol em cheio no peito em uma dor absurdamente física. Mais nervoso do que antes, ele voltou a fechar a janela, caminhando até a cama e sentando sobre ela outra vez, os olhos atentos no garoto em sua frente que parecia ainda mais desajeitado do que nunca.

Um silêncio escrotamente pesado rondou o cômodo.

– Sehun, escuta…

– Não, escuta você. – Chanyeol fechou a boca, surpreso com os olhos absurdamente irritadiços que encontraram os seus. – Eu tô’ muito puto contigo. Não sei o que te levou a pensar que seria superaceitável fazer, hã, tudo aquilo, mas você me meteu num negócio muito ruim, seu merda.

– Então, era sobre isso que eu queria fal...

– Eu não terminei! – O Oh apontou o dedo acusadoramente para o Park, o rosto inteiramente vermelho de uma maneira meio estúpida e quase fofinha. – Eu quero deixar uma coisa clara, eu não sou gay, tá’ me ouvindo? Não sei quando você começou a chupar uns pintos e tudo mais, mas você nunca tinha que ter me metido nessa! Foi um jogo muito, muito sujo, seu puto.

Sehun falou de uma maneira tão rápida que não deu tempo nem do Park piscar.

– Eu sei que o que fiz foi escroto, eu…

– Escroto foi você não ter me falado que agora, hã, que curte caras! – Então, Chanyeol entendeu. A raiva que via nos olhos do outro garoto era mais pela mágoa de ter descoberto daquela maneira a sexualidade do melhor amigo. – E depois ter se aproveitado de mim e fodido com a minha cabeça!

Chanyeol esperou um pouco mais, vendo que Sehun parecia ter algo mais a dizer. Entretanto, ele fechou a boca em uma linha tênue, engolindo as palavras que talvez fossem difíceis demais de serem ditas, mas que pareciam queimar tudo que havia dentro do pobre Oh.

– Posso falar? – Ainda assim, o Park quis ter certeza que não seria interrompido. Sehun finalmente abaixou o dedo acusatório, cruzando os braços sobre o peito em um reflexo inconsciente de proteção. Os olhos vacilaram um pouco, como se não conseguissem mais encarar o próprio melhor amigo. – Em primeiro lugar, a gente podia ter parado quando você quisesse, não te obriguei a nada. – O Oh abriu a boca meio puto, meio envergonhado, as bochechas tão vermelhas que parecia estar ficando doente. – Em segundo lugar, eu não “curto caras”, eu...

– Você me chupou, Chanyeol! – Novamente, lá estava o dedo acusatório sobressaindo de uma postura defensiva, a voz tentando explicitar o quanto aquilo era absurdamente errado.

– Para de me interromper! – Agora quem estava vermelho certamente era o Park que desviou o olhar para o próprio antebraço onde havia rabiscado os tópicos que organizara sobre tudo o que precisava falar ao amigo. Quem diria que um dia Chanyeol seria tão organizado; podia dizer que só estava tentando evitar seu jeitinho típico de pisar na bola. Respirou fundo, bagunçando os próprios cabelos coloridos em um ato explicitamente nervoso diante do que estava prestes a dizer. – Eu não gosto de caras, Sehun, eu gosto de você e acontece que tu é um cara, seu merda.

O Oh se sentiu a comida estragada que é vomitada depois de ser rejeitada pelo estômago. Resumindo, se sentiu terrível, desajeitado e uma pasta disforme.

– Quê? – Lá estava sua falta de inteligência em momentos inusitados.

– Eu meio que gosto de você, cara.

Sehun sentiu um caroço nervoso crescer em sua garganta e ele quase não conseguiu engoli-lo sem vomitar e seu coração estava batendo tão forte que ele jurava de pés juntos que aquilo era uma tentativa de homicídio.

– Desde quando? – Foi tudo o que conseguiu dizer em uma voz desafinada e medrosa demais. Mas todas as vezes que pegara Chanyeol fazendo coisas esquisitas fizeram sentido; quando ele o encarava tão intenso com aqueles olhos grandes que era até assustador, as vezes que ele insistiu que dormisse só de cueca nas noites quentes, como ele sempre dava um jeito de ficar perto demais quando maratonavam filmes, os toques, os sorrisos, as piadinhas…

– Acho que desde o início do ano. – Talvez fosse até mais, o Park pensou. Não conseguiu suportar o olhar meio incrédulo, um tanto raivoso, talvez até magoado que pesava sobre si, fixando os próprios olhos na escrita desengonçada em seu braço. Tentou não diminuir no silêncio quase acusatório que se seguiu; talvez Sehun não recebera a notícia muito bem. – Escuta, na verdade eu te chamei aqui pra me desculpar, eu sei que fui um bosta. Pensei só em mim e no quanto eu queria, hã, bem, você. Cara, eu não queria que o que aconteceu fodesse com todos os anos que te aturei, então, sei lá, a gente podia só ignorar e fingir que estávamos bêbados o suficiente pra não lembrar e deu, morre aí.

Chanyeol falou tão rápido que quase ficou roxo pela falta de ar.

– Por que não me contou? – De todas as coisas que Sehun poderia dizer, aquela era a última que o Park esperava. Finalmente ergueu o olhar para encará-lo, as sobrancelhas unidas pela confusão. – Por que não disse que tava’ afim de mim?

Chanyeol tentou ler o que os olhos do melhor amigo diziam, mas, pela primeira vez, não conseguiu decifrá-los.

– Eu lá ia saber como você reagiria.

– E achou que seria mais fácil pagar um boquete pra demonstrar isso?

O Park quase ficou roxo outra vez, dessa vez pela vermelhidão absurda que tomou suas bochechas.

– Eu já pedi desculpas! – Ele jogou o corpo na cama, escondendo o rosto no travesseiro enquanto desejava que sua alma fosse poupada de toda aquela desgraça. – Fica tranquilo que minha boca nunca mais vai chegar perto do teu pau!

Internamente, Chanyeol se perguntou o que seus pais pensariam se escutassem isso. Ele mesmo nunca pensou que diria uma coisa dessas, muito menos que ficaria triste com a ideia de nunca mais sentir o pênis do seu melhor amigo fodendo sua boca. Ah, que deprimente. E ridículo. Poderia morrer ali mesmo.  

Sentiu um peso em sua cama e ergueu o rosto para o lado de forma que pudesse ver o que Sehun jogou que caiu ao seu lado. Ali, estava um walkman e uma fita. Confuso e desejando estar morto, ele buscou o rosto do Oh que fechava a mochila que Chanyeol nem percebeu que ele trouxera.

– Eu trouxe aquela fita que te falei, do Nirvana. Ainda acho que você vai curtir e o castigo vai ser menos chato. – Sehun parecia concentrado demais na tarefa de fechar a mochila, evitando olhar no rosto do outro garoto a todo custo. – E quando cê’ estiver livre, pode ir lá em casa, eu… Eu já aluguei “De Volta Para o Futuro 2” pra gente.

Sinceramente? Chanyeol não entendeu mais nada.

Encarava Sehun estupidamente enquanto tentava encontrar um significado naquilo. Foi perdoado? Porque aquele Oh que trazia mixtapes no meio da noite era o melhor amigo que conhecia. Então ele estava disposto a esquecer e fingir que nada aconteceu?

Duas emoções contraditórias se chocaram: Chanyeol podia sentir um formigar gostosinho em seu peito, quase uma alegria prestes a explodir. Ele queria que ela explodisse. Entretanto, lá estava uma dorzinha estúpida que queimava a esperança de que Sehun, assim como ele, quisesse muito mais.

– Tamo’ de boa, então?

Sehun finalmente o encarou de volta.

– É… Acho que sim.

Mas o Oh, nem em um milhão de anos, seria capaz de esquecer.

– Opa, que bom.

Tão pouco o Park.

Sehun quase estremeceu quando recebeu um sorriso gigante por parte do outro garoto, a porra daquele sorriso que sempre achou tão bonitinho e as vezes assustador, como era possível alguém ter uma boca tão grande? Entretanto, agora meio que trazia uma sensação esquisita que talvez fosse só seu coração batendo forte demais, mas Sehun sabia que era bem mais do que aquilo. Sabia que era exatamente o que o fez fugir do Park na última semana; um ínfimo arrependimento que fervia em seu pobre coração diante de uma negação sua na fatídica noite. Um pequenino desejo que agora parecia absurdamente enorme, quase sufocante.

Queria beijar aquele sorriso.

– É… Então, eu vou indo. A gente se fala.

– Mas já? Fica mais um pouco, cara.

Ok, lá estava um fodido dilema. Depois que decidiu que deixaria aquilo de lado a fim de manter seu melhor amigo, Sehun jurou para si mesmo que se forçaria a apagar todas as imagens que assombravam seus momentos mais íntimos na última semana, que colocaria um tapete por cima e esconderia. Entretanto, Chanyeol confessou que o que aconteceu não foi apenas um fogo do momento, que tinham uns sentimentos bizarros rolando. Perigoso. O mais perigoso de tudo, foi a pequena fagulha de felicidade que deu sinal de vida no coração do Oh e que, agora, queimava todo seu peito.

Sério, que porra era aquela?

– Sehun?

E se ele só… Experimentasse?

Pensou nos prós: 1) Ninguém precisava saber. 2) Não seria menos homem, seria? 3) Não era gay, só daria uns beijos no melhor amigo, na parceria. 4) Agora, sem mentir para si mesmo, cê’ curtiu Sehun, curtiu até demais. 5) Chanyeol tá’ muito bonitinho com esse cabelo azul, não custa nada aproveitar um pouquinho. 6) Só não dar a bunda que tá’ beleza, certo?

Não precisou pensar nos contras.

O Park estava o encarando com aqueles olhos grandinhos, todo confuso, todo fofinho, o Oh sabia que seu silêncio e olhar de morto foi meio sinistro, mas nem ligou para isso quando, em um passo, se aproximou do garoto de cabelos coloridos sentado na cama, nem hesitou quando o viu ficar ainda mais confuso com a proximidade repentina. Em um único segundo, sua mão se enroscou nos cabelos azuis e ele se inclinou, dando tempo apenas da respiração nervosa de Chanyeol bater contra a sua antes de colar sua boca nos lábios cheiinhos dele, sentindo com perfeição a forma bonitinha que ele tremeu.

Sehun achou que seu coração o mataria naquele exato momento e ele desceria direto para o inferno.

Já Chanyeol, acreditava que já estava mortinho, tamanha felicidade que fazia seu corpo inteiro entrar em combustão. Oh Sehun estava o beijando. Seu melhor amigo, que confundiu a porra de sua vida nos últimos meses, estava com a boca coladinha na sua por vontade própria.

Não deveria ser tão bom assim, deveria? Claro que não. A boca do Park era fodidamente macia, tão gostosa que certamente deveria ser pecado. Mas o que terminou de corromper a inocente sanidade do garoto Oh, foram as duas mãos grandes e ridiculamente firmes que apertaram sua cintura com tanta propriedade que ele sentiu que quebraria. Aquela ínfima preocupação cruzou sua mente: Chanyeol gostava de dominar; Sehun não curtia ser dominado.

Meio que para tomar as rédeas, o Oh mordeu o lábio inferior do outro garoto e o puxou para si, ouvindo um pequeno grunhido gostosinho em resposta. Quase sorriu, passando a língua sobre a carne vermelhinha e suspirando quando as bocas finalmente se encaixaram, ambas as línguas se encontrando no meio do caminho em um choque fodidamente delicioso. Sehun puxou os cachinhos coloridos de Chanyeol que já estava se inclinando para trás até que as costas deitassem no colchão, trazendo o Oh junto de forma que ele cobrisse seu corpo enquanto as bocas se perdiam na confusão de roçar, morder, marcar, dominar.

Dessa vez, Sehun não permitiu que nenhum pensamento preocupante tomasse sua cabeça, não quando as mãos grandonas do Park apertavam sua bunda e o faziam roçar o quadril ao dele em uma fricção boa demais para o bem-estar de seu próprio autocontrole.

O Park era delicioso demais, em todos os sentidos. Sehun deveria ter descoberto isso muito antes.

Quando afastaram as bocas, os olhares se encontraram e ambos soltaram uma risadinha como se compartilhassem de uma piada interna.

– Eu não sou gay. – O Oh disse como se se sentisse na obrigação inusitadamente ridícula de esclarecer tal fato.  

– Eu também não, ué.

Então está tudo certo, não? Pareceu de fato muito certo quando Chanyeol o beijou outra vez, mais afoito do que antes e com aquelas mãos abusando tanto do pobre Oh que ele nem conseguia pensar direito.

– Isso não muda nada, né?

O sorriso que o Park lhe deu foi tão bonito que Sehun sentiu o coração doer.

– Bom, agora vamos nos divertir muito mais.

– Na parceria.

– Na parceria, com certeza.

E, para explicitar que tipo de diversão estava se referindo, Chanyeol empurrou o outro garoto para o lado de forma que ele sentasse sobre o colchão e, no segundo seguinte, escorregou para o chão, no meio das pernas dele.

– Vou demonstrar de novo como tô’ afim de você.

Sehun descobriu que curtia demais aquele sorrisinho de canto todo safado que o Park exibia de forma tão bonita nos lábios inchadinhos. Na verdade, descobriu que curtia demais todas as nuances de seu melhor amigo, ainda mais o jeitinho gostoso que ele tocava sua ereção, como se soubesse exatamente como fazer para que o Oh perdesse completamente a cabeça.

– Só fica quietinho, tá’? E dessa vez, vê se goza na minha boca.

Nem com um milhão de mixtapes seria capaz de agradecer Chanyeol pelas coisas que a boca dele era capaz de fazer. A pressão dos lábios macios era perfeita, a língua tão habilidosa fazendo um caminho tortuosamente delicioso por todo seu pênis, mas eram aqueles olhos tão escuros de desejo e talvez algo a mais que não desgrudavam nem por um segundo dos seus que fazia Sehun acreditar que seu peito explodiria e seu coração realmente o mataria de tão forte que batia.

Bom, morreria da forma mais ridícula possível:

1) De pau duro. 2) Metendo na boca de um cara e gemendo o nome dele. 3) Meio que gostando mais do que deveria de Park Chanyeol, a porra de seu melhor amigo.

Mas tudo na parceria, é claro.

27 октября 2018 г. 16:11:57 3 Отчет Добавить 8
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chilead chilead
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27 октября 2018 г. 11:20:18
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27 октября 2018 г. 11:20:18
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