Medalhões de Yöso Подписаться

C
Cristina Barbosa


Após quase 10 anos, César é atordoado por memórias do passado, por uma história de dormir contada por sua avó quando ele tinha apenas 11 anos. A lenda que foi contada parecia estar ainda mais viva em sua memória. A maldição que Caliteu colocou no mundo... Os medalhões que guardavam poderes perigosos demais para serem realmente reais. Suas memórias não mentem, o perigo é real e tudo está em suas mãos.


Фэнтези Всех возростов.

#perigo #lenda #história #magos #magia #medalhões #fantasia
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Capítulo 1 - A lenda

Anoiteceu. No céu a lua aparecia timidamente enquanto as estrelas surgiam, uma a uma, iluminando a pequena cidade que neste momento estava calma, apenas com os sons das corujas e de algumas crianças que ainda brincavam no quintal de suas casas. Sara observava tudo isso da janela de sua cozinha enquanto tomava sua xícara de chá, tinha um leve sorriso no rosto que não chegava a acentuar suas rugas adquiridas após 50 anos e seus cabelos curtos e castanhos balançaram levemente por causa da brisa que entrava pela janela aberta. Estava sentada ali desde o começo do pôr-do-Sol, agora podia observar a natureza calmamente, mania que adquirira após ter parado de trabalhar. Mas naquele instante, ao voltar seu olhar para a cozinha onde ela estava, ele recaiu no relógio da parede a frente, a única livre de armários, era 19:00 horas, a hora preferida do dia de seu neto, César havia chegado.

César, um garotinho de 11 anos, estava sentado em sua cama, ao seu lado tinham algumas revistas de histórias em quadrinhos que ele já não estava mais interessado, observava agora atentamente os ponteiros do relógio na cômoda a sua frente que estava adiantado dois minutos, apesar de Sara confirmar constantemente ao neto que o horário estava certo, na verdade ela mesma tinha o adiantado para que pudesse terminar sua xícara de chá tranquilamente até que o neto a chamasse. No entanto, às vezes César não esperava o despertador do relógio tocar às 19:00 horas e foi isso o que aconteceu nesse dia.

Ele saiu correndo, tamanha era sua excitação para chamar sua avó, atravessou o pequeno corredor onde se encontrava seu quarto e desceu a escada, já estava na sala ao lado da cozinha quando gritou ansioso.

— Vovó, vovó!

Estava correndo rápido demais quando adentrou na cozinha, não percebendo um fio que estava no chão atravessando o portal, Sara no entanto, percebeu apenas quando ouviu um barulho extremamente alto, fazendo com que ela se assustasse, resultando em sua xícara caindo no chão. A razão do susto estava logo ali a frente, após a mesa circular diante do portal que unia a sala com a cozinha: uma pequena estante de livros caída no chão, junto de uma cadeira, mas ao perceber a mão do pequeno garoto em baixo de tudo ela se levantou rapidamente para ajudar.

— César, meu querido, você se machucou? Está tudo bem? — Sara falava enquanto verificava se o neto não possuía nenhum arranhão e procurava os óculos dele em meio a livros.

— Eu... Eu... Eu não queria ter feito isso. Des-desculpa — ele disse, um tanto tonto pela queda.

— O que aconteceu? — a avó perguntou enquanto tirava os móveis de cima dele. Mas César não precisou responder, tão pouco conseguiria já que estava verificando quantos hematomas tinha conseguido no corpo, fora os que já tinha. Logo a frente ela notou o fio passando pelo portal, numa extremidade a tomada conectada, ao lado do portal onde a estante estava antes de cair, na outra o forno elétrico por um triz e então compreendeu: o neto nunca fora muito bom em andar sem tropeçar em nada.

— Meu Deus! César, não se mexa, me deixe cuidar disso primeiro. — Prevendo mais algum acidente, enquanto César permanecia imóvel entendendo o que a avó faria, Sara se dirigiu ao forno elétrico e a tomada, afastando o perigo. Com os móveis no lugar, ela ajudou César a se levantar enquanto sorria.

— O que houve, vovó?

— “Está cozinha tem muita coisa, querida, é um perigo.” Seu avô sempre falava isso. — Por um instante sua expressão ficou congelada e o sorriso foi se desfazendo lentamente. — Ah, seu avô.

Um breve silêncio se instalou.

Havia um ano desde a morte de Paulo, avô de César, e desde então Sara evitava o assunto com seu neto, principalmente pela morte ter acontecido apenas após dois anos que o garoto viera morar com os avôs devido a morte de John e Catarine, pais dele. Ainda estavam se acostumando com a vida apenas os dois e uma das maneiras de tornar isso menos triste foi começar um novo compromisso para eles todos os dias e aprovado por César com entusiasmo: as histórias de dormir contadas por Sara.

Foi com esse pensamento que ela sorriu novamente.

— Vamos? — perguntou colocando a mão no ombro de César, que logo respondeu com um largo sorriso e um sim animador.

Por um momento, César lembraria a vó a xícara quebrada no chão, mas o pensamento de que esperaria ainda mais para que limpasse não permitiu que ele falasse.

Após alguns instantes estavam os dois em frente a porta do quarto de Zar, como César é chamado pelos amigos, de todos os cômodos da casa, esse era o preferido do garoto, que exibia com orgulho para quem os visitasse. Apesar de morar apenas ele e sua avó, algumas tias os visitavam, trazendo o que o garoto mais gostava: livros, postêrs de seus heróis preferidos e quadros para que ele colocasse seus desenhos; fazendo com que a cor da pintura da parede quase não aparecesse. Em sua cama esta noite, se encontrava uma colcha azul, no centro dela um círculo com outros dentro dele, nas cores vermelho, branco e azul com uma estrela no centro, ilustrando o escudo de seu herói preferido: Capitão América, desejava ser como ele, justo e um pouco menos atrapalhado, era o que César sonhava.

Mas sua atenção durante a noite estava sempre voltada para sua avó, que o esperava sentada no tapete circular ao lado de sua cama, para lhe contar a história daquela noite.

— Vovó, qual vai ser a história de hoje? — César perguntou não aguentando a curiosidade.

— A história que irei te contar hoje será “Os medalhões”.

Os segundos após essa frase foram difíceis para César, a ansiedade que antes estava para ouvir a história foi se dissipando e por um momento desejou não ouvir mais o que Sara contaria, afinal nunca soube lidar muito com histórias de terror e essa parecia ser exatamente sobre isso.

Então Sara, sentada no tapete junto de César, lhe contou a seguinte história:

“Era uma vez, um velho mago chamado Caliteu, temido e odiado por todos, provocava choro e morte por onde andasse e infelizmente ele andava por todos os lugares. Mas ele temia que o dia de sua partida chegasse em breve, suas visões o perturbavam, revelando pessoas felizes e sorrindo após sua morte e isso era a última coisa que ele desejava.”

— Mas vovó, como uma pessoa pode não desejar isso? — César disse, enquanto observava a avó num misto de curiosidade e medo.

— Pessoas más, César, pessoas que acham legal o sofrimento dos outros — Sara respondeu, aproveitando a pausa para fechar a janela do quarto.

Lá fora começava a chover, interrompendo o silêncio da noite.

“Ele buscava todos os dias uma maneira de resolver o que tanto temia, mas suas buscas não estavam trazendo o resultado esperado, o deixando ainda mais frustrado, nesse período, devido ao insucesso dos planos, as mortes ocorriam de formas ainda mais cruéis.”

— Ele estava descontando a raiva ainda mais nas pessoas — Zar começou, enquanto se remexia desconfortável. — Não é nada certo.

— Nenhum pouco, querido, ele já fazia isso, mas se tornou pior — ela falou, virando a página do livro que estava lendo.

“A frustração deu lugar a preocupação.

“Quando seus estudos sobre magia e imortalidade já não davam a Caliteu respostas satisfatórias, o destino resolveu o ajudar, lhe entregando a solução. Desly, guardião do templo de Yöso, adentrou a sala informando ao mago que o pacote 857 teria sido transferido para o templo principal com sucesso. O rosto de Caliteu se contorceu em uma careta devido a tentativa falha de um sorriso, enquanto ordenava a Desly uma nova transferência, dessa vez para o seu templo.”

Sara levantou o rosto percebendo o olhar pensativo do neto.

— Alguma coisa?

— Por que ele não conseguia sorrir? — perguntou, após ter encostado a cabeça na cama devido ao sono.

— Ah, pessoas más possuem um sorriso sem vida que causa medo, creio que ele não sabia sorrir verdadeiramente. — Dizendo isso, Sara retornou o olhar ao livro.

“No pacote 857, haviam três caixotes de madeira desgastada lacrados por feitiço, medindo aproximadamente 10 centímetros cada. Caliteu depositou cada um deles em sua mesa, ordenou que Desly se retirasse e os abriu com um aceno do cajado, cada caixote possuía dentro cinzas de três magos poderosos pertencentes ao grupo Yöso, mortos em batalha sigilosa, o primeiro tinha em uma de suas laterais, um triângulo cortado na ponta por uma linha, símbolo que representa o ar do mago Márramas; no segundo um triângulo, representando o fogo de Vátaz e o último possuía um triângulo invertido, este representando a água de Melzart. “Mittsu no medarion o tsukuru” (“faça três medalhões”), três medalhões de aparência antiga com o centro vazio apareceram no ar e ali ficaram. Logo depois, Caliteu pronunciou a maldição:

“Essas cinzas guardam poderes dos magos Márramas, Vátaz e Melzart; e esses medalhões serão seus receptáculos. Permaneçam nesses medalhões e observem o sofrimento que ainda causarão, meus aprendizes. Quem possuir um deles e colocar, se tornará um de vocês, somente a noite podendo matar até seu melhor amigo. A pessoa que possuir os três medalhões, mesmo portadora do coração mais puro, será consumida pelo mal e eu renascerei.”

César já não estava mais com a cabeça encostada, muito menos com sono, olhava para a avó assustado enquanto ela continuava a ler.

Enquanto Caliteu pronunciava, as cinzas de cada caixote iam de encontro a cada medalhão, transformando o espaço vazio nos rostos dos magos. No primeiro apareceu Márramas, um homem velho, cabelo grisalho e sério, no segundo Vátaz, um jovem que devido a sua expressão séria e sombria não parecia ser tão jovem assim com cabelo curto e cavanhaque preto e no terceiro Melzart, um jovem sorridente, de cabelo curto e castanhos. Essas eram as imagens em cada medalhão acompanhado de seus nomes.

“Muitos jovens ao escutarem essa história foram atrás dos medalhões, obcecados pelo poder que cada um tinha, mas sem entender o verdadeiro perigo deles. Tudo em vão, cada um possuía seus guardiões que matavam qualquer pessoa que se aproximasse.”

Sara esperou alguma pergunta de César, mas o garoto permanecia olhando o livro assustado e ela percebeu que, pelas suas expressões, ele estava analisando tudo o que ouviu.

— Porque eles matavam quem tentasse se o que queriam é que Caliteu revivesse? — ele perguntou quando notou a avó o olhando, cada palavra sendo pronunciada relativamente baixa. Sara sorriu levemente.

— O que queriam é o sofrimento das pessoas, independentemente de como, Zar — disse, enquanto passava a mão na cabeça do neto.

“Alguns conseguiam possuir um dos medalhões, mas desesperados por se tornarem um feiticeiro incontrolável todas as noites e ao amanhecer, após voltarem ao normal, verem sua família morta, não resistiam e cometiam suicídio. Muitas vidas são perdidas desde a morte de Caliteu.”

— Pronto, meu querido, gostou da história? — ela perguntou enquanto fechava o livro intitulado de Histórias e lendas: parte 1.

— Sim, vovó… — O garoto respondeu, num tom de voz que demonstrava exatamente o contrário.
— Agora vá deitar, amanhã você tem prova — Sara disse, enquanto se reclinava para dar um beijo na testa do neto e se despedia com o livro na mão. — Bons sonhos.

No criado-mudo ao lado da cama, já era meia-noite, e o desejo de Sara para que o neto tivesse bons sonhos não foi realizado, pela quinta vez naquela noite, os pesadelos fizeram César acordar, tinha sido assim desde o momento que fechara os olhos. Mal sabia ele que este seria apenas o primeiro dia de muitos que viriam.

22 октября 2018 г. 22:03:31 1 Отчет Добавить 1
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MRz Rz MRz Rz
Olá, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. O sistema de verificação atua não só para ver a qualidade da história, como também para observar se a história está de acordo com as normas do site. Sua história está “em revisão” porque há alguns errinhos de escrita, como alguns “porquês” escritos errados. Na sua frase “[...] — Porque ele não conseguia sorrir? [...]”. Quando estamos fazendo uma pergunta, o “por que” no início da frase tem que vir separado sem acento. O “porque” junto e sem acento é usado apenas na resposta. Faltou uma crase em “[...] as 19:00 horas [...]. Sempre que falamos de horas, o uso da crase é necessário. Também é desnecessário escrever o “horas” caso tenha escrito a hora específica com os dois pontos como em “[...]19:00 horas [...]”.. Eu dei apenas alguns exemplos, mas são erros bem pequenos, que acredito que uma revisão ajudará a saná-los. Depois de corrigido todos os erros, é só responder esse comentário para que eu faça uma nova verificação. :)
30 марта 2019 г. 14:27:05
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