Perfídia Подписаться

ero-lua Amae

Sasuke e Sakura viveram uma intensa paixão quando jovem, mas essa paixão foi interrompida quando o destino quis. Anos depois eles se encontraram novamente, mas as circunstância ao redor os faz perceber o quão desastroso pode ser a vida que escolheram seguir. Apesar do destino não os querer juntos, a algo mais forte que os faz ainda ter esperança de um futuro a dois, mas para isso acontecer terão que saber lidar com o presente e seus acontecimentos ao mesmo tempo que curam as feridas do passado, será que conseguem ir tão longe? Seriam capazes de enfrentar seus infernos para estarem juntos? Ou a melhor coisa é seguir como estão; cada um para seu lado sem direito a um romance?


Фанфик Аниме/Манга 18+.

#romance #violencia #sasusaku #naruhina #favela #SasuIno
4
4.6k ПРОСМОТРОВ
В процессе
reading time
AA Поделиться

Cap. 1 - O Fracasso Da Missão



As coisas não precisavam sair do controle.
Sasuke Uchiha era conhecido como o Rei do Morro, um homem grande, com um corpo grande e uma reputação maior ainda. Rodeado de armas e drogas ele vivia no mundo do crime, nada entrava e saía da favela se ele não soubesse, ou autorizasse. Mas havia uma coisa, somente uma coisa que ele não podia de forma alguma controlar.
O amor que sentia desde criança por Sakura Haruno.
Desde pequeno, antes de tudo acontecer, Sasuke assistia cada passo daquela garota charmosa que ousava colorir seus cabelos loiros para não parecer um eterno fantasma. Era bonita e elegante, a única garota de todo o bairro que não perdia seu tempo dando em cima dele, ou pedindo seu número, indo as quadras de futebol para vê-lo jogar, tão pouco gritava quando fazia um gol. Tudo que ela oferecia era um sorriso, um sorriso lindo, uma troca de olhares que fazia todo seu corpo, estremecer.
Se tudo tivesse dado certo naquela noite hoje ele estaria casado com ela, a amando tanto quanto na primeira vez em que transaram. Eles teriam formado uma família, teriam se mudado com certeza, moraria em um bairro melhor, criaram uma ou duas crianças com tanto amor que seus corações transbordarem...
Mas como tudo na vida a gente tem que se contentar com o que ela dar, nada que sonhou para si e a aquela garota aconteceu. Não como queria e nem no momento que desejou. Seus pais foram mortos no dia do seu encontro, o irmão assassinado no dia do enterro de seus pais. A casa fora destruída pelas chamas de ódio, e tudo que restou no último membro dos Uchiha, foi um grande e intenso ódio, a vingança o consumiu por completo.
Nada o impediu de subir naquele posto, as armas, os tiros, os homens, lutas, seus amigos morrendo, seus colegas se sacrificando, nada o fez parar de socar o rosto daquele que o levou tudo, que fez da sua vida a pior de todas. Não houve prisão que pudesse parar o novo Sasuke Uchiha que surgiu por aquelas ruas. Não houve olhos bonitos e nem cabelo rosa que pudesse o impedir de tomar o controle de toda a favela.
Nem mesmo as lágrimas dela o impediram de colocar seus pensamentos no lugar e ter certeza de que sua vida e a dela não estavam destinadas... Pelo menos não no momento.
Ele não soube quanto tempo se passou, mas hoje em sua cama, ele a tinha como se ainda fosse o mesmo adolescente apaixonado e sonhador, seus gemidos preenchiam o quarto e ele a beijava em todos os lugares. Seu rosto bonito como de um anjo, seus lábios perfeitos e doces, seu corpo suado colado ao seu. Eles se amavam apaixonadamente em uma sequência gostosa aquecendo suas almas, o fazendo gemer roucamente, satisfeito com tudo que tinha... Ainda que fosse escondido em um segredo absoluto, ocultado do resto do mundo.
O amor fluía entre os dois, ele não tinha mais como segurar a vontade de torná-la sua. Eles se amavam, mas porque, porque não estiveram juntos todos esses anos? Porque demoraram? Porque as pessoas fizeram de seu coração uma desgraça?
- Eu te amo – ele murmurava sem parar, era verdade, ele a amava acima de tudo... Mas havia feito coisas, coisas demais para que aquele amor fosse totalmente aberto e que todos pudessem ver que agora ela era sua garota.
Nove meses...
Duas semanas.
Quatro dias...
E duas horas de puro amor, era o tempo em que estavam juntos, escondidos na escuridão de um segredo que ninguém jamais poderia descobrir.
Ela o amava, o amava muito. Mas as lágrimas que deixava cair todas as vezes que ele saia de sua casa a fazia temer esse amor. Ela não podia, não mais. Sasuke sempre foi o homem por qual seu coração batia tão forte que não sabia controlar. Mas o controle que a impediu de tentar algo se chamava Ino Yamanaka, a melhor amiga, irmã, parceira, colega e tudo que essa amizade trazia.
Ela odiava saber que neste momento transava com o homem que Ino mais declarou seu amor.
Odiava saber que a qualquer momento sua máscara iria cair.
Odiava saber que gemia querendo mais enquanto Ino estaria chorando em algum lugar por não estar com o namorado dos seus sonhos.
E odiava mais ainda não conseguir mandá-lo embora. Ele não iria de toda forma, e mesmo que fosse ela o chamaria mais uma vez, porque não tinha forças para vê-lo partir, não depois de ter a oportunidade de estar com ele, de beijá-lo, de tê-lo dentro de si e gemer seu nome, ouvir suas declarações e chorar por cada gesto romântico seu...
E no pico daquela emoção, eles chegaram ao ápice com testas coladas, corpos suados, a cama bagunçada, os olhares cruzados. Ele a abraçou enterrando sua cabeça no pescoço de sua mulher, seu cheiro o fortalecia, o fazendo lembrar-se de quando era adolescente, de quando ainda era inocente e não tinha tantos crimes para carregar em suas costas. Não sabia como ainda podia a ter, ele não merecia aquele amor, mas jamais iria abrir mão da única coisa que tinha de puro e verdadeiro.
E ela se sentia igual, ela o amava tanto que seu corpo pedia por ele todos os momentos, o abraçou para descansar sua alma. Suas pernas rodearam sua cintura e ambos sorriram mais uma vez. Estavam unidos em um só... Ela fechou os olhos para inalar seu perfume, os sussurros dele dizendo que a amava que a queria mais, que tornaria sua esposa, que casariam em breve, que ela sempre seria dele, que ele sempre seria dela, que agora e desde sempre foram um, eram almas gêmeas e almas gêmeas tinha que estar lado a lado, como uma só pessoa.
Sakura adorava aquilo, e lembrando-se do presente, ela abriu os olhos para olhar para o dedo que agora tinha um valioso e pequeno anel, mas além dele, ela viu os olhos azuis de uma pessoa que não podia estar ali em seu quarto. De repente, toda a sua alegria desabou, caiu sobre sua cabeça e soube que nada mais seria igual.
- Ino – O sussurro fraco fez Sasuke se sobressaltar e olhar para trás, ela não deveria estar ali, não no seu ninho de amor.
- Eu sabia. – Foi à única coisa que sussurrou antes de todo o resto acontecer.
.
.
.
.
O susto que tomou foi mais alto que o barulho de fogos explodindo no céu. Sakura se sentou na cama olhando ao redor na esperança de ainda estar sozinha em sua casa e que o sono que foi cortado ao meio fora por um simples fogo de artifício. Olhou em volta com atenção e notou que nada estava fora do lugar, assentiu dando um sorriso de lado, ela era maluca sim e desde o pior incidente de sua vida qualquer cuidado ainda era pouco para o que podia acontecer.
Quando finalmente decidiu deitar de volta em sua cama, ouviu uma batida forte em sua porta e atenta a isso revirou os olhos ao notar que fora justamente a batida na porta que a fez despertar. Pegou o lençol para se cobrir por inteira, afinal, estava de pijama e não queria aparecer nua na frente de quem lá fosse do lado de fora. Passou por seu quarto entrando na sala e deu uma olhada em tudo para saber se estava tranquilo, jogou o cabelo para trás indo até a porta e resmungou quando mais uma vez sua porta foi socada.
- Já vai – Gritou enquanto tentava abrir a pequena portinha para saber quem era do outro lado e se assustou ao ver sua melhor amiga. – Ino. Meu Deus!
Abriu a porta rapidamente olhando para a garota em sua frente. A maquiagem estava borrada o short curto bagunçado assim como a camisa curta que usava. Cobrindo seu colo estava uma bolsa grande com o resto do cabelo caindo ao redor de seu rosto se misturando as lágrimas que caiam sem parar.
- Me ajuda, por favor. – Pediu chorosa e Sakura deu passagem para que ela entrasse. Olhou lá fora antes de fechar a porta se virar para Ino que já se acomodava no sofá cruzando suas pernas e abraçando-as logo depois.
- Ino, Ino me diz, o que aconteceu com você? – Sakura abaixou-se diante de sua amiga, não sabia o que fazer com ela daquela forma. Temia o pior ter acontecido, afinal, viver dentro de uma favela comandada por um lunático era de esperar que qualquer maldade acontecesse em qualquer momento a qualquer pessoa.
- Ele estava com outra garota – Após a frase menos bolada de sua amiga, Sakura engoliu a seco fechando seus olhos. Toda a sua preocupação se foi deixando apenas um gosto amargo em sua boca – eu achei que a gente fosse se divertir depois, mas ele simplesmente saiu da festa indo pra casa, dei um tempo com as meninas e depois subi, quando entrei no quarto ele estava comendo outra garota na nossa cama, na mesma cama que a gente faz amor.
- Ah Ino – Sakura levantou dando um suspiro cansado e sentou ao lado dela – Você mais do que ninguém sabe que Sasuke é assim, ele não é seu namorado ou namorado de qualquer menina dessa favela ele é apenas um idiota com um rosto bonito. – Murmurou a rosada dando um sorriso depois.
- Não Sakura você está enganada. Sasuke é e sempre foi o meu namorado, você sabe quantas coisas eu fiz pra ficar com ele e neste momento o que eu preciso é que fique do meu lado.
- Ficar do seu lado como? O que quer que eu faça? Vá lá agora e mande essa mulher sair da cama dele?
- Não você não pode fazer nada, - Ino levantou do sofá olhando em volta e parou os olhos em Sakura. – Eu a mandei pastar assim que entrei.
- E o que o Sasuke fez com você? – Sakura também levantou curiosa, cruzou os braços com medo da resposta.
- Ele me mandou esfriar a cabeça em qualquer lugar menos na cama dele – Passou pela rosada ainda de braços cruzados e parou em frente à janela pequena da casa de Sakura. – Ele me ama. Eu tenho certeza disso.
Sakura abaixou os olhos e os fechou sabia que era verdade, afinal, um homem não podia ficar com uma mulher por quase seis anos e não sentir nada por ela. Se bem que Sasuke e Ino nunca firmaram um relacionamento, eram tantas idas e vindas que isso já não era e nem nunca foi uma droga de namoro e sim uma bagunça na vida dos dois.
- Mas o que acontece com a gente é que nenhuma mulher nos deixa ficar em paz. E eu odeio isso. – Sakura abriu os olhos para assistir os pinotes de sua melhor amiga, ela falava tanto de Sasuke e de todas as garotas com quem ele dormiu que a rosada apenas se movia de acordo com o que seu corpo queria. Fazia um café para que Ino conseguisse se acalmar depois assar bolinhos de queijo que sempre tinha em sua casa, dava a garota um lençol quente e uma roupa que cobrisse todo o corpo de Ino e voltava para sua cama e dormia até o dia raiar.
Segunda-feira de manhã para Sakura era um dos melhores dias. Levantou com um enorme sorriso no rosto e correu para o banheiro, tomou um longo banho quente para relaxar e começar seu dia. Vestida com uma calça branca e uma camisa cor de rosa que ia até as coxas, Sakura saiu do quarto amarrando seu cabelo e deparou-se com o vazio.
Claro, Ino devia esta na cama de Sasuke Uchiha neste momento quem iria impedi-la não é mesmo?
Sasuke Uchiha.
Esse nome era parte de um sentimento que ela enterrou dentro do peito com esperanças de nunca, nunca mais o ter. Mas ainda assim, havia uma brecha aberta que não merecia atenção, não merecia mesmo.
Deixando sua casa ela ajeitou a bolsa no ombro caminhando pelas calçadas da favela que sempre amou, em direção ao hospital do bairro, o único hospital do bairro, ela cumprimentava algumas pessoas, idosos que conhecerá quando seus pais ainda eram vivos. Crianças que cuidou em algum momento e até alguns amigos que se perdeu no caminho da vida, mas nunca deixaram de tratá-la com educação.
As portas do hospital estavam sempre abertas e assim que entrou no lugar, seu coração até bateu mais forte. Adorava aquele lugar, as pessoas, cuidar das doentes e que precisavam de ajuda. Desde que seus pais foram mortos dedicou toda a sua vida em cuidar de outras pessoas, em salvar pessoas, salvar pessoas que sabia que iria fazer a diferença no mundo, pois quando fora salva, ela retribuiu da mesma forma, trazendo paz e algo para fazer outras felizes.
Seu dia não era tão lotado, algumas consultas eram feitas, crianças para tomar injeção, graças a Deus à epidemia de gripe e sarampo haviam passado, o que tinha agora era paz. E com essa paz, deixar sua sala e suas crianças da pediatria para ir fazer curativos em adultos era o que completava seus dias, ouvia suas estórias e ria com pequenos tombos que alguns levavam. Ajudava as enfermeiras sempre com um sorriso no rosto, os olhares atentos e brilhosos na direção de todos aquelas que a rodeavam, simpática e gentil, uma mulher que chamava atenção de muitos homens, mas não havia um que tivesse tido a sorte que levá-la para sair.
Perto do anoitecer, Sakura aceitou um plantão, e claro que aceitaria. Não havia ninguém na sua casa lhe esperando, não havia encontro ou qualquer coisa que a impedisse de ficar mais tempo em seu local de trabalho fazendo o que mais gostava. Visitou alguns pacientes por ali, tomou um bom café com outro, visitou as crianças da enfermaria e teve o vislumbre de saudar e vacinar Boruto Uzumaki, o filho de uma de suas amigas do colegial.
- O que aconteceu dessa vez? – Indagou curiosa ao ver o garoto fazer bico.
- O pai dele disse que sairiam juntos, mas ele não chegou. Então como teimosia o Boruto passou o dia todo no sol sem comer sem me escutar sem nada e agora pouco entrou em casa tossindo desse jeito. – O menino tossiu e depois virou o rosto.
- Não é nada demais Hinata, não precisava de tudo isso. – Sakura comentou ao lhe dar uma receita de um xarope apenas. – Apenas não deixe que ele passe outro dia assim tem que beber água, comer se quiser sobreviver e sair com o seu pai Boruto.
- O meu pai nunca sai comigo e eu já estou acostumado com seus furos – brincou ao pular no chão e bater a porta em seguida.
Sakura olhou da porta para Hinata sentada em sua frente e levantou uma sobrancelha.
- Você sabe como é o Naruto – ela abaixou a cabeça brincando com o zíper de sua bolsa – Sua lealdade com Sasuke é mais forte que a que tem comigo ou com o Boruto – deu de ombros.
- Você sabe que isso é errado e Naruto não pode esquecer a família que tem para viver sob o mesmo teto com aquele com aquele... – Do que poderia chamar aquele homem?
- Daquele? Daquele? – Hinata riu – O que aconteceu com Ino ontem? Vi ela passar para sua casa toda bagunçada não parecia nada com a poderosa que me encontrou ainda pouco vestida para foder em qualquer lugar. – Sakura revirou os olhos.
- Eles brigaram de novo isso não é novidade nenhuma – Hinata assentiu e levantou arrumando sua bolsa no ombro.
- Te vejo por aí eu tenho que ir atrás do Boruto. – Sakura assentiu e a viu partir.
Sakura virou sua cadeira de lado olhando com atenção para a porta de sua sala, outra vez aquele homem estava em uma conversa, em seus pensamentos e em tudo que fazia. Sasuke era um pilar em sua vida sem nem mesmo viver ao seu lado. Algo estranho e escuro, ocultado na sua mente. O grupo de amigos era o mesmo, mas isso nunca fez com que vivesse junto, o que podia ser bom e ao mesmo tempo ruim.
O tempo e a época que tiveram e que poderiam ter ficado juntos, ele jogou no lixo.
- Sakura – A médica se sobressaltou com o grito da outra – Precisamos da sua ajuda, venha rápido agora.
Sakura levantou de uma vez correndo em direção à médica, os corredores rapidamente lotaram havia várias pessoas, todas curiosas querendo ver o que acontecia. Os enfermeiros vinham atrás mandando que todos voltassem a seus quartos. Sakura passou por eles avisando a mesma coisa e quando enfim chegou ao centro de tudo aquilo, deparou-se com um paredão de músculos, armas e homens, olhou com medo dando um passo para trás até ver um deles se aproximar.
- Sakura. – Ela assentiu ainda com medo – Ajude nosso amigo, agora. – Mandou puxando a mulher pelo pulso e levou até um homem em cima na maca no meio do corredor, se aproximou devagar e quando tomou conhecimento de quem se tratava seus olhos se arregalaram.
- Shikamaru? – Se aproximou dele procurando seus ferimentos e encontrou três perfurações de bala. Ele foi baleado, três vezes... Quem poderia ter feito algo assim a Shikamaru? – O que aconteceu?
- Você não está aqui para perguntar, só pra curar ele – Sakura bufou ao encarar aquele loiro maluco. Fez bico virando para sua equipe.
- Preciso que o levem para sala de cirurgia agora mesmo – Dois maqueiros se aproximaram pegando o moreno e sumiram por entre os corredores – Vocês não podem ficar aqui dentro com essas armas e sem camisa, vistam alguma camisa e escondem essas coisas, tem crianças aqui – pediu com calma ao homem que a tinha puxado pelo pulso, este a olhou dos pés a cabeça e logo assentiu ordenando aos outros para que fizesse a mesma coisa, Sakura retornou o olhar ao loiro em sua frente e colocou as mãos na cintura – Naruto, o que aconteceu?
- Não é da sua conta.
- E o que acontece com o teu filho é da sua conta? – Ele abaixou as sobrancelhas. – Hinata acabou de sair daqui, você se esqueceu de passear com o Boruto, de novo?
- Droga! – Ele revirou os olhos dando as costas á médica. Sakura mostrou um sorriso antes de correr para salvar seu mais novo paciente.
Ela estaria mentindo se dissesse a qualquer pessoa que estava bem, ou que Shikamaru Nara era somente mais um paciente como qualquer outro. Não era e nunca foi jamais seria. Quando criança, na época da escola, costumava o admirar de longe, era o pior aluno em termos de exercício. Tirava as piores notas na Educação Física e passava o dia dormindo nas aulas para nas entregas de provas, ter a melhor da turma.
Ele era sem dúvida uma pessoa que deveriam investigar ou estudar de perto. No entanto, da mesma forma que seus amigos cresceram naquele lugar, Shikamaru seguiu a trilha de mal feitos. Envolveu-se em um relacionamento conturbado com Ino antes de ela ficar com quem realmente gostava. Odiava seus gritos e qualquer coisa que envolvesse esforço físico, e tudo ficou pior quando seu pai morreu na rua com uma bala perdida tentando procurar seu filho.
Coisas ruins que aconteceram com pessoas boas que só tiveram as atitudes erradas.
Não sabia muito sobre a vida daquele homem agora com mais de vinte e seis anos. Sentia pena de sua pele, de seu belo rosto, de todas as tatuagens envolvidas, e da marca que nunca mais sairia de seu corpo. Oh, uma pena, uma grande pena.
Ao terminar a cirurgia, Sakura voltou para casa para descansar, já passava das duas da manhã quando finalmente pode dormir, mas acordou cedo, tentando não lembrar-se do que acontecia no hospital. Passou a manhã toda em casa, fez compras para sua geladeira, encheu a dispensa e só depois teve a coragem de ir ao hospital. Shikamaru precisava ser vigiado um pouco, e lógico que ela tomaria todas as providências para que tudo desse certo.
Como na noite passada, ao entrar no hospital, Sakura deparou-se com muitos homens ao redor, e todos eles tinham uma marca registrada por qualquer lugar de seu corpo, seja os cordões enormes pendurados pelo pescoço, às inúmeras tatuagens, ou as armas que portavam sem nem mesmo notar onde estavam. Sakura se encheu de raiva naquele momento, eles não podiam invadir aquele lugar com tudo aquilo. Havia crianças entrando e saindo, idosos entrando e saindo, pessoas de todos os lugares entrando e saindo e não queriam dar de cara com um bando de homens armados com cara de mal.
- Oi Kiba – Sakura chamou um dos homens que levantou da cadeira deixando a revista de lado e parou na frente dela. O pior de tudo era rever “amigos” da escola. – Preciso que vocês saem daqui não podem ficar com tudo isso na frente das pessoas – apontou para trás onde algumas enfermeiras e pacientes olhavam de longe.
- Nós estamos protegendo um amigo e não vamos sair daqui sem ele. Você entendeu Doutora? Ou vai querer que alguém desenhe? – Sakura deu um passo para trás e revirou os olhos, não pediria ajuda para Naruto, porque apesar de conhecê-lo bem, não ouviria nada diferente do que ouviu de Kiba.
Foi a sua sala para pegar o jaleco que tanto amava vestir, ajeitou seu cabelo para trás passando um batom fraco nos lábios e tornou a sair de sua sala já com a prancheta na mão, procuraria seus pacientes e esperava do fundo da alma, que nenhum deles estivesse assustado com tudo aquilo na entrada.
Andou pelos corredores com um sorriso no rosto, visitou mais de três crianças antes de sentar e conversar com uma das vizinhas que havia voltado para fazer o curativo de seu pé, uma leve lesão havia a feito ficar de cadeiras de rodas por mais de dez dias, e agora, graças à ajuda das enfermeiras, ela podia andar normalmente.
Perto das sete da noite, Sakura resolveu visitar Shikamaru, já estava mais do que na hora de rever seu amigo, paciente, colega, uma pessoa que anteriormente tinha o coração e as mãos puras. Entrou em seu quarto dando um sorriso de lado, estava um pouco escuro e nenhum dos amigos estava por perto como foi informada ao chegar. Pegou a prancheta para ler o que tinha acontecido no decorrer do dia e parecia que nada faltava.
Deixou a prancheta no lugar se aproximando do rosto e sorriu ao rever a face daquele homem. Estava mais velho, com um bigode... É, eles tinham crescido. De verdade. Imagina se tudo fosse diferente, se aquele ainda fosse o preguiçoso que conhecia...
- Você ainda se lembra dele? – Aquela voz ela poderia passar o resto da vida sem ouvir, mas o destino não quis assim. Devagar ela tirou apenas os olhos de Shikamaru para subir a janela do segundo andar, onde apenas sua sombra trazia uma presença forte e temível.
- Eu me lembro de todos – avisou ficando em sua postura enquanto o via se aproximar. A luz trouxe a imagem de Sasuke Uchiha mais nitidamente e Sakura apenas piscou encarando-o depois de anos. Assim como Shikamaru, ele estava crescido. Havia tatuagens pelo corpo, um piercing na sobrancelha, os cabelos negros espalhados por seu rosto e ombro a calça jogada abaixo da cintura a camiseta preta mostrando seus braços fortes.
- Eu não esperaria menos de alguém como você – ele se aproximou da cama tirando os olhos dela para encarar seu amigo jogado naquela cama. Queria matar lentamente aquele que o fez ficar ali. Se Gaara achava que aquilo tinha terminado, estava enganado, muito, muito enganado. – Quando vou poder levá-lo daqui?
Sakura não respondeu de imediato, sequer ouviu sua pergunta, ainda não podia acreditar ou conseguir de fato engolir quem estava diante de si. Depois de anos, anos sem vê-lo, apenas ouvir estórias e reclamações suas de todos ao seu redor. Aquele homem que um dia lhe sorriu dizendo a amar, e que se ela o encontrasse em frente ao parque, a pediria em namoro, aquele mesmo homem que escreveu cartas e até mesmo mandou uma flor em sua homenagem era o mesmo coberto de tatuagens e uma aura negativa ao seu redor.
- Sakura você me ouviu? – Seu nome falado por aquela linda voz, sempre amou sua voz. - Sakura? – Ela focou seu olhar no dele e o viu ficar de pé normalmente, esticando seus músculos e o cabelo sendo jogado para trás. – Me ouviu, Cherry?
Cherry...
- Ele não... – Cherry – Ele não pode sair agora, precisava ficar em observação e você não deveria ter vindo.
- Eu vou aonde eu quiser essa favela é minha.
- Que linda favela hein! E o que foi que aconteceu com ele? Você atirou nele?
- Eu atiro em você se não parar de falar.
- Como médica tenho a obrigação de saber o que aconteceu ou eu vou chamar a polícia. – Sasuke levantou a vista em sua direção sério franzindo as sobrancelhas e Sakura cruzou os braços.
Sakura... Sakura Haruno... A garota bonita de olhos e pernas bonitas, atitude e voz bonita de cabelos lindos de andar perfeito... Em todo caso em todos os ângulos ele não via, e nunca veria um defeito naquela menina, menina que havia se tornado uma grande mulher uma mulher para nenhum homem colocar defeito. Uma mulher que um dia já esperou que fosse sua... Sua Cherry, mas Sakura se tornou algo tão longe tão impossível que desistiu antes mesmo de tentar.
- Ele levou três tiros, você viu.
- De quem? E por quê? – Sasuke levantou uma sobrancelha era tanta petulância vinda de uma baixinha soava por uma voz tão doce. E aqueles olhos que brilhavam? E os lábios de peixe?
- Na festa passada ele pegou uma garota gostosa, loira, tinha uns peitões, dormiu com ela. Claro que nenhum de nós anda com uma bola de cristal, a filha da puta era irmã de um idiota e que ao ver que sua irmã havia perdido a virgindade, resolveu matar o feitor do milagre. Gostou da estória é de romance como você gostava.
- O romântico era você – Ela desviou o olhar dando um sorriso e deu as costas caminhando em direção à porta. No entanto, parou quando escutou uma risada de Sasuke.
- Você vai ficar por aqui mesmo? – Ela virou a cabeça na direção do Uchiha – Quando Gaara no Sabaku chegar neste lugar o deixe morrer.
- O que você disse? – Ela se virou completamente e Sasuke a fitou.
- Acha que qualquer pessoa pode ferir um dos meus e ficar por isso mesmo? Amanhã há esta hora estará com ele por aqui chorando e gritando para que o salve, mas não se mexa o deixe morrer.
- Você acha que pode comandar o mundo, Sasuke? Que pode exigi que uma pessoa morra assim do nada?
- Não será do nada. Eu vou matá-lo. – E com um sorriso macabro, ele deu as costas voltando à janela a qual tinha pulado, olhou para baixo vendo o carro parado e seus homens ao redor dele, - E você era quem gostava de romances, cherry. – devolveu o cargo de romântico para a rosada enquanto subia no batente da janela e pulava para fora.
Sakura olhou da janela para Shikamaru e revirou os olhos saindo do quarto.
Aquilo só podia ser brincadeira.
.
.
Os olhos negros estudavam toda a rua de cima, procurava o ponto certo, ou a melhor oportunidade para explodir, mas nada acontecia e nada seu coração queria demonstrar. Por dentro, a alma pedia uma explicação, pedia vingança, pedia e implorava por sangue, pois Shikamaru era importante, tão importante, um de seus melhores amigos, aquele que cresceu junto e soube de toda sua estória, sabia seus esquemas, contava seu dinheiro, dava opiniões muito boas e ganhar três tiros por ter fodido com uma mulher qualquer não era um bom motivo. Nenhuma mulher valia tanto assim, somente aquela que um deles ama.
E parado diante de sua janela, Sasuke assistia o fluxo de pessoas, de armas, de drogas, carros, seus carros e seus homens ao redor do esconderijo de sua base e nada, nada conseguia passar por sua cabeça. Querer matar Gaara era somente um desejo que em breve conseguiria, mas como, como chegar até ele? Suigetsu havia saído de madrugada para procurar saber onde aquele cabelo de menstruação vivia, e até agora não tinha voltado, o que deixava Sasuke irritado louco de raiva.
Visitar Shikamaru não estava nos seus planos, mas seus melhores planos vinham quando estava junto ao seu conselheiro. Sabia que entrar pela porta principal acabaria chamando atenção, sem contar que todo mundo o veria, coisa que decidiu ocultar de todos os presentes. Sasuke não tinha vergonha ou qualquer coisa parecida, acontece que o lugar onde morava viviam pessoas de bem, pessoas que não mereciam sua presença de merda, e desde que matou aquele homem para tomar seu posto, assumiu o controle de tudo, e essas mesmas pessoas não precisavam ver no homem horrendo em que se tornou.
Porém, a surpresa da noite não foi chegar ao seu cafofo e encontrar Suigetsu de volta com todas as informações que precisava, e sim aquela mulher no mesmo quarto que Shikamaru. Já nem lembrava mais de como era seu sorriso, seu rosto, a única coisa que tinha na cabeça era que Sakura Haruno fazia seu coração bater mais forte, que seus lábios eram tão lindos e se arrependia de nunca os ter provado, sabia a quão bonita era por inteira, sua postura certinha, seu carisma, sua educação e gentileza, não havia defeitos em Sakura, nunca houve, nunca haveria. Seu corpo agora vestia aquele uniforme que sempre sonhou que sempre desejou.
Tornou-se aquilo que desejou desde adolescente, e por um momento, ele quis sorrir e se aproximar para parabenizá-la. Quase nenhum dos amigos de infância havia tido um futuro promissor, e aquela mulher estava ali, assumindo o controle de uma situação delicada para si, competente, corajosa, petulante. Sua voz ainda era doce e fina, tão gostosa de ouvir. Ela o fazia lembrar-se dos tempos em que era um cara normal, com um sorriso no rosto, no tempo em que não havia crimes em sua ficha, que não havia nada, nada de ruim ou preocupações para foder sua mente.
- Sasuke – Naruto o chamou ao longe e rapidamente escondeu seus pensamentos para fitar o loiro que entrava trazendo uma bolsa grande e jogou sobre a mesa – as coisas estão prontas, tudo que precisamos é partir.
- Fui até Shikamaru ontem à noite – Sasuke comentou virando-se para a janela outra vez – Mesmo que isso seja ridículo, mas me doeu vê-lo daquela forma, todo enfaixado. Todo fudido, por causa de sexo.
- Não é qualquer sexo Sasuke – O Uchiha soltou uma risada virando de lado para encarar Naruto – era a Temari, estava na cara que um dia eles iam se pegar, foi tarde, mas aconteceu. – deixou a bolsa ali mesmo se jogando no sofá e fechou os olhos.
- E o Gaara? Porque? Se todo mundo sabia que um dia eles iam se pegar, que caralho ele tem contra o Shika? – Se revoltou e como de costume, Naruto apenas se deitou mais. – Não aceito.
- Matar ele vai fazer você feliz? Porque desde que voltou do hospital você está com essa cara de que comeu e não gostou. E olha que a polícia nem se aproximou do hospital enquanto estávamos lá.
- Matar Gaara... – Sasuke pensou por um momento – Seria legal só pegar ele... Onde ele está se escondendo não é um local proibido, não quero que o matem, vamos pegá-lo para mim.
- Eu não vou com você – Disse Naruto chamando atenção de Sasuke que o fitou virando a cara – ele é meu filho, precisa de mim. Você sabe quantos dias eu não tenho dormido em casa? Ela acha que tenho outra mulher aqui e eu só vivo com macho. Cara, eu preciso cuidar da minha família.
- Você cuida. Trabalha para mim e eu pago tudo que ele precisa o que mais a Hinata quer?
- Sei lá o namorado pra ficar junto? Ela gosta de fuder meu irmão, e não vou deixar outro homem se aproximar. Não sou como você que tem mil mulheres e a Ino no teu pé.
- Ah – Sasuke apertou os olhos, até o nome dela o irritava – preciso de férias da Ino.
- O que você fez com a Hanna?
- Mandei pra outro universo. – Acendeu um cigarro vendo a fumaça subir – grudenta demais.
- E a Ino porque não manda para outro universo também? – Sasuke suspirou e fitou o amigo com um sorriso no rosto.
- Porque a vadia faz parte da minha infância e proteger aqueles que me conheceram antes de toda a merda acontecer é algo que tenho que fazer. Ainda há um coração dentro do meu peito. Não que dentro dele esteja aquela chata do caralho. – Pensar em Ino o fez lembrar-se dos cabelos rosados de Sakura Haruno, quando adolescente as duas não se desgrudaram, e ele sabia muito bem para onde a Ino corria quando ela a mandava sumir para não levar um tiro.
- Ela atrapalhou o sexo com a Tenten e sumiu de vista. Que bela garota – Sasuke riu ao revirar os olhos – Ela diz a todos que são namorados, quem manda você dar esperanças e ainda a ter por aqui? Já devia ter dando um basta. Há anos que vivem fodendo em qualquer lugar.
- Eu nunca afirmei nada.
- Sasuke, seis anos. Seis anos.
- Você está desde que eu nasci comigo. A gente vai transar quando?
- Ah, credo! – jogou a cabeça trás pensando na cena e quase vomita.
- Preciso dela para esquecer outra coisa. – comentou alto demais, mas era a verdade.
- Esquecer uma coisa... Ou alguém? Alguém que se chama... Como é mesmo? Eu a vi ontem e hoje de manhã ela me expulsou do hospital também.
- Cala a boca. – sua voz rouca denunciou perigo, e Naruto assentiu.
Naruto levantou do sofá se aproximando da bolsa na mesa e a pegou jogando por sobre os ombros. – Ainda dar tempo babaca. Vou pra casa, preciso deles pra eu lembrar que ainda sou uma pessoa muito boa – Deu uma piscada antes de sair e bater a porta.
Sasuke olhou ao redor e parou sua análise nos dedos que seguravam o cigarro.
.
.
- Isso é pra mim? – O olhar desconfiado o fez sorrir.
- É. Eu fiz pra você. – Contou colocando as mãos no bolso.
- Tem certeza? Por que... – Ela abaixou os olhos fitando a pequena carta em suas palmas – a Ino disse que você mandaria algo.
- Porque eu mandaria algo para a Ino? – Ela ergueu o olhar para o dele – Quando estou olhando na direção eu vejo apenas você, a Ino não é ninguém.
- Tudo bem. Prometo responder e... Sou Sakura, mesmo que já saiba. Que nos apresentamos oficialmente. Chega de tantas trocas de olhares, me deixa sem graça.
- Ah, eu não sabia – ele riu apertando sua mão – Sou Sasuke Uchiha, e eu gosto de você.
.
.
- Sasuke – O Uchiha ergueu o olhar – Gaara chega depois das dez em sua casa, a gente chega de surpresa lá. Ele mora em um casarão abandonado que agora tem alguns caras ao redor, Gaara acha que pode fidelizar um ponto de venda de droga.
- Depois de quase matar meu irmão, ele ainda quer tomar algo que é meu? Que filho da puta, eu vou estourar a cabeça desse babaca. – Sasuke levantou pegando a arma na mesa, a jaqueta no final da sala e os óculos na mesa ao lado da porta que trancou ao bater.
Gaara agora teria que o merece, pois ninguém mexeria com um dos seus.
.
.
- Você parece está se recuperando muito rápido, e isso é uma coisa boa – Contou Sakura ao parar diante de Shikamaru, o moreno sorriu fechando os olhos e engoliu a seco. – Ei você tem que ficar feliz entendeu?
- Feliz? Eu estou explodindo de alegria por dentro – ele virou o rosto bocejando e Sakura riu novamente, ele parecia não ter mudado tanto. – Porque você está me ajudando? Sasuke mandou?
- Sasuke quem? – Sakura ergueu o olhar. – Shikamaru eu não estou ajudando porque o Sasuke mandou, que por acaso veio ver você ontem à noite. – Shikamaru abriu um dos olhos – Estou ajudando porque é meu trabalho, eu tenho o dever de salvar as pessoas seja ela quem for.
- E você vai salvar o Gaara quando ele aparecer morrendo aqui? – Sakura franziu o cenho – Sasuke vai me vingar eu tenho certeza.
- Shikamaru o que aconteceu? – Sakura se aproximou da cama sentando ao lado do homem que sentou – Não que isso seja da minha conta, mas eu fiquei curiosa, você chegou aqui baleado três tiros e isso é péssimo.
- Eu dormir com uma gata e o irmão dela quis me matar, você conhece, é a Temari, todo mundo sabe quem é. – contou e deu um sorriso – a dor está insuportável, mas valeu a pena, ela era virgem e sei que só eu vou ficar com ela, ela me ama e tão durona que depois de tudo não vai me deixar pegar outra. – Começou a rir novamente e Sakura revirou os olhos levantando da cama – Então o Sasuke veio me ver e o que ele queria? E como você descobriu?
- Eu estava no quarto.
- E ele não fez nada com você? – Sakura deixou a prancheta no lugar de sempre e o olhou de longe – Sei lá, o Sasuke é doido, se ele entrou pela porta da frente eu posso entender, mas se entrou pela janela que é mais a cara dele, faria um estrago caso alguém o visse.
- Ele veio pela janela sim – Sakura riu e Shikamaru riu de canto – E ele não fez nada comigo porque eu acho que ainda a uma pessoa dentro ali daquele cara.
- Você que pensa. – Complementou fechando os olhos novamente e dois minutos depois ele passou a roncar, dormindo.
Sakura saiu do quarto caminhando pelos corredores e cruzou os braços pensando no que o Shikamaru havia dito o que mais o Sasuke tinha feito de errado para as pessoas acharem que não havia mais um ser humano dentro dele? Seu único erro foi querer vingança ao invés de liberdade, foi levar todos os amigos para seu mundo podre e sumir do universo deixando apenas seus comandos e comparsas para seguir suas ordens.
Claro que não o conhecia de verdade a oportunidade de tê-lo conhecido passou na noite em que tudo aconteceu.
- Cherry!
Foi à cantina almoçar já que precisava repor as energias, conversou com as colegas do hospital, descobriu novas fofocas das amigas e se divertiu um pouco. Por volta das seis da tarde ela foi liberada para casa seu plantão tinha acabado e tudo que precisava era dormir um pouco.
- Cherry!
Como era de costume, andou pelas ruas com um sorriso no rosto, cumprimentou algumas pessoas, algumas crianças, reencontrou uma de suas pacientes e até parou para conversar sobre sua saúde. Comprou comida feita já que não estava com vontade de fazer quando chegasse em casa, queria apenas ler alguma coisa, assistir um filme, tomar sorvete e dormir até o outro dia e acordar meio dia. Vinte e seis horas de plantão era gostoso e ao mesmo tempo cansativo.
Na última subida para sua casa, Sakura se assustou ao ouvir pequenos gritos e todas as crianças correrem para as calçadas ao redor já que brincavam de bola na rua. De repente, vários carros começaram a passar sem parar e aqueles carros eram conhecido por todos, já que as pinturas estranhas e o tamanho era quase a marca daqueles que chegavam para colocar moral.
Rapidamente das palavras de Shikamaru e até mesmo as de Sasuke vieram a sua mente, à noite em que ele vingaria Shikamaru, o que não precisava, mas ele iria fazer do mesmo jeito. Respirou fundo temendo uma briga ou tiros á meia noite como na semana passada. Esses negócios de vingança e tiros nunca dava certo.
.
.
- Cherry! É um bom apelido para você.
- Acha mesmo?
- Combina com seu cabelo, e com certeza, você completa a minha vida.
.
.
Chegando em casa, botou para assar a lasanha que havia comprado, foi para o quarto tomar um longo banho de banheira e após sair, se enrolou em uma toalha também cor de rosa e voltou a cozinha para terminar sua janta. Voltou a sala para assistir suas novelas, adorava ter um momento para fazer algo legal.
Mais tarde depois de comer dois copos de sorvete e lasanha, Sakura arrumou tudo para se preparar pra dormir. Já estava na hora. Queria passar menos tempo em casa, correr para o hospital na manhã seguinte, cuidar de suas crianças e de Shikamaru também, até porque, ficar perto dele queria dizer saber mais sobre Sasuke Uchiha, àquele que fora apaixonada.
Pensando em Sasuke Sakura olhou na direção de uma caixa cor de rosa em cima do guarda-roupa, caminhou até a mesma tirando-a dali e levou até a cama, abriu tossindo um pouco pela poeira e logo em cima estava à última carta que recebeu a única que foi capaz de abrir. Sasuke estava transtornando quando jogou em sua mão e deu as costas fingindo não a conhecer para o resto do mundo, ela nunca teve coragem de abrir para saber o que estava escrito, preferiu ignorar como ele.
Devolveu para a caixa jogando-a debaixo da cama e deitou-se para dormir ao trocar de roupa. Fechou os olhos na tentativa de dormir e acabou por cochilar pelo que pareceu dois minutos quando um estrondo alto e totalmente intenso a fez pular da cama olhando ao redor. Um grito soou de sua garganta e ela não soube compreender o que estava acontecendo.
Olhou no relógio já passava das quatro da manhã, gemeu jogando o lençol para o lado e resmungou. Ino estava passando dos limites. Dos limites. E porque caralhos Sasuke Uchiha não podia dar o que ela queria para lhe deixasse em paz.
- Ah – parou no meio do quarto, era certo querer que sua amiga ficasse feliz com Sasuke? Embora ele nunca tenha a tratado tão bem assim?
Saiu na sala ajeitando seu cabelo e correu até a porta, zangada, puta, com certeza. Destrancou tudo e assim que abriu estufou o peito para gritar quando se deparou com a chuva densa e os olhos escuros de Kiba em sua porta, ela estreitou os olhos sem entender e temeu ser algum tipo de castigo da parte de Sasuke Uchiha. Mas o que ela tinha feito?
Shikamaru morreu?
Salvou Gaara sem saber quem era Gaara?
Vieram procurar Ino?
Vieram atrás dela?
- Você é a Dra. de cabelo rosa, como sempre – Ele disse invadindo sua casa, Sakura virou para ele indignada, o viu olhar toda a sala com uma enorme arma presa em sua costas.
- Kiba, você não pode entrar dessa forma, está molhado, está estragando o meu tapete, e quem você pensa que é para entrar assim? Que merda! Essa casa é minha e eu não te dou o direito de invadir a minha privacidade desta forma. Isso é um absurdo. – Gritou a última parte e o viu se aproximar.
- Ele precisa da sua ajuda. Então você vai calar a boca e ajudar, e se matar ele eu te mato. – Sakura engoliu a seco.
- Quem precisa de ajuda? – Kiba voltou a caminhar passando por ela e parou na porta – Kiba. Kiba me diz quem precisa de ajuda?
- A casa está limpa. Traga ele, rápido, agora – Gritou para alguém e Sakura respirou fundo sentindo as pernas tremerem, e mesmo com as pernas tremendo, nada lhe impediu de correr até o corpo que era jogado em seu sofá.
- Sasuke? O que aconteceu com ele? – Sakura indagou parando ao lado, seu corpo estava desfalecido e havia uma enorme mancha de sangue em sua camisa branca. Sakura tocou na ferida sentindo um buraco, seu coração falhou algumas batidas. - Por quê? O que aconteceu? – se desesperou sujando suas mãos de sangue e levantou encarando Kiba. – Quem fez isso? O que aconteceu?
- A gente foi fazer uma missão e a missão não foi calculada direito. Pegaram a gente antes mesmo de chegar ao local, Sasuke tentou salvar uma pessoa, e acabou baleado.
- Como assim? – Sakura estava em desespero, várias lágrimas desceram por seus olhos, mal conseguia respirar direito. – Eu não entendo. O que vocês queriam com essa droga de missão? Que merda vocês tem na cabeça?
- Quer saber se você não for nos ajudar é melhor dizer agora. Nós vamos levar ele pra qualquer lugar – Sakura engoliu a seco olhando para baixo, balançou a cabeça diversas vezes. O que ela poderia fazer? – Droga você vai ajudar ou as coisas vão ficar feias entendeu? – Sakura ergueu a cabeça e se deparou com o moreno tirando as armas das costas – A gente não pode levar o Sasuke para o hospital, alguém pode matá-lo lá. Viemos até você porque ele mandou enquanto estava acordado.
- Eu não tenho nada aqui que possa ajudar, minhas coisas estão no hospital eu não posso ajudar desta forma.
- Não inventa desculpas salva ele ou ninguém vai te salvar – Ele ameaçou se aproximando mais. – Você não queria ser médica? Agora faça seu trabalho porque se ele morrer não será enterrado sozinho você entendeu? – Sakura assentiu com a cabeça fungando para tentar parar as lágrimas.
- Se dê mais um passo eu que vou matar você. – A voz rouca de Sasuke os assustou, os dois olharam para o sofá e Sakura se aproximou ajoelhando perto dele, respirou fundo olhando para a ferida e engoliu a seco. Como ela faria aquilo?
- Kiba eu vou precisar ir ao hospital, preciso de tudo que tem lá eu preciso do material para retirar a bala não posso fazer sem a anestesia, eu não posso, eu não posso – Se desesperou novamente e ergueu os olhos para os de Sasuke, ele estava suado e respirava com dificuldade.
- Você vai ficar aqui me diz o que preciso trazer, eu dou o meu jeito – Sakura levantou assentindo e correu até a cozinha para pegar um papel e caneta, anotou tudo rapidamente e entregou ao Kiba, porém, segurou o papel quando este tentou pegar. – Larga.
- Como você vai saber o que estou pedindo? – Kiba olhou para o papel e depois para ela – Não machuque ninguém daquele lugar, por favor as médicas enfermeiras, há pacientes por lá, não machuque ninguém. – Kiba riu – E você tem meia hora apenas, ou eu vou começar só com o que tenho aqui, e se eu fizer isso, ele vai sentir mais dor.
- Se eu sentir mais dor eu estouro a cabeça de alguém – Sasuke resmungou fechando os olhos e Kiba deu as costas rapidamente.
Sakura voltou para ele e ajeitou o cabelo no alto da cabeça, limpou as lágrimas e olhou para os dois homens que ficaram em sua sala – Eu vou precisar da ajuda de vocês o tragam para minha cama, não posso fazer nada aqui no sofá.
- Que médica mais atrevida – Sakura levantou dando espaço aos homens – Me levando para seu quarto. – Ela balançou a cabeça indo na frente, tirou os travesseiros para que o colocassem ali, foi até o banheiro pegando uma caixa de primeiros socorros e se aproximou da cama de novo – Esse quarto tem um cheiro enjoado.
- Para de falar Sasuke, você não pode falar muito – ela limpou uma tesoura com álcool e algodão e cortou sua camisa, abriu a mesma se deparando com o ferimento, uma bala, uma droga de bala em seu abdome. – Isso está horrível.
- Eu malho todo dia. – Sakura revirou os olhos e fitou o Uchiha – Ainda está péssimo?
- Por um momento eu prefiro fazer tudo sem anestesia você vai sentir muita dor.
- Cara, se seu sentir mais dor do que isso, eu vou matar alguém e depois o Gaara. – Sakura acenou ajeitando os travesseiros para erguer um pouco a cabeça de Sasuke, ajeitou sua cabeça bem no meio e o fitou de cima.
- Você não vai matar ninguém agora. Tem uma bala no seu abdômen e ela está espalhada, entrou em alguns pedaços e se o Kiba não trouxer tudo em menos de vinte minutos eu vou ter que arrancar tudo com uma tesoura ou um alicate – Sasuke franziu o cenho – Então você cala a boca um momento ou eu vou fazer você calar.
- Não sabia que era tão mandona. Que merda, isso tá doendo de verdade.
- Está doendo porque você está falando muito – Sakura voltou aos preparativos de seu quarto, pegou toalhas e lençóis. Enquanto terminava de arrumar, Naruto apareceu praticamente correndo e parou diante da cama, Sakura ergueu o olhar para ele, assustada – Vocês precisam sair da minha casa.
- Cala a boca – Ele se aproximou de Sasuke – o que foi que aconteceu? Achei que estava tudo bem.
- A gente não saiu do bairro ele atacou na entrada tinha crianças, aquele filho da puta – Sakura parou olhando de Sasuke para Naruto apertando as toalhas contra o peito. – A Temari entrou no bairro para visitar o Shikamaru, aquela vaca loira está tentando matar o meu irmão.
- E o que você está fazendo que ainda não começou a tirar isso dele?
- Eu não tenho o que é preciso para retirar os pedaços da bala de dentro dele, Kiba foi ao hospital ele precisa trazer tudo.
- Você é uma droga de médica devia ter essas coisas na sua casa.
- Mas é claro que eu tinha que ter. Porque eu moro com uma droga de traficante que acha que manda em tudo por aqui, e a qualquer momento ele pode chegar com uma bala em pedaços dentro do corpo e eu vou ter que dar meu jeito ou serei a próxima morrer depois dele – Gritou para o loiro que ficou calado – Que merda! Para de gritar comigo ou eu mesma me mato – Colocou as mãos na cabeça respirando fundo, nem ela mais sabia o que tinha que fazer. – Quer dizer... Nossa, desculpa, - virou para Sasuke – Desculpa.
- Naruto, vaza – Sasuke mandou e fez uma grande careta, Sakura foi a sua caixinha pegar um analgésico e deu a ele – Que isso?
- É pra passar um pouco da dor, é sério, você vai precisar.
- Não tem um para eu dormir de vez? – Sakura o encarou de lado.
- Naruto tem uma arma na cintura, com certeza fará você dormir para sempre.
- Eu tenho uma na minha perna, vamos dormir nós dois para sempre, Cherry?
- Que bom que disse – Ela foi até o fim da cama levantando sua calça e tirou a arma erguendo-a – Eu vou esconder isso.
- Não. É minha arma preferida, com o que eu vou matar o Gaara?
- Você não vai matar ninguém por enquanto. - Colocou dentro de sua gaveta e assim que ela deu dois passos, Kiba apareceu jogando uma bolsa enorme contra a Haruno – Obrigada.
- Obrigada nada, uma enfermeira me mordeu – Sakura segurou a bolsa com força e parou em sua frente.
- Você a machucou?
- Claro que não. Um soco foi o suficiente para ela desmaiar – Sakura fechou os olhos respirando fundo.
- Sai. Eu preciso ficar sozinha. Agora... – Pediu entre os dentes e Kiba obedeceu só depois de Sasuke o mandar. – Muito bem, você só precisa de uma linda anestesia – Sakura começou os procedimentos que faltava, preparou a seringa com tudo que precisava, ajeitou o soro e deu outro remédio ao Uchiha. Esterilizou seus materiais e respirou profundamente.
- Não me deixa morrer Cherry. – Sasuke pediu a desconcentrando completamente, ela parou e encarou o Uchiha que sorriu de canto, fazendo uma careta graciosa antes de gemer.
- Eu vou tentar.
- Se você me deixar morrer nunca vai saber o que eu estou pensando agora – Ele foi fechando os olhos devagar e Sakura deixou uma lágrima cair.
- É algo bom? – Ainda perguntou, esperando a anestesia fazer efeito.
- Algo de quando eu ainda ia pra escola – Sakura olhou para o ferimento começando seu trabalho, - Algo bem rosa, e gracioso, Cherry.
- Para de falar, está me atrapalhando. – Sasuke deu apenas mais uma risada e apagou.
Depois de quase duas horas e meia encarando a pele de Sasuke e retirando os pedaços de bala que entrou em frangalhos, Sakura ergueu a cabeça tirando a máscara de seu rosto e encarou com dor a imagem a sua frente. Ele ainda dormia tranquilamente com o efeito da anestesia. Ainda bem que dormia, ou sentiria ainda uma dor insuportável. Limpou ao redor da ferida e fez um curativo com tanto cuidado como se estivesse salvando uma pessoa de bem, e ela sabia que Sasuke não era o mesmo desde que subiu aquele morro. Mas enfim, ela não o deixaria morrer, não importa se era Sasuke ou qualquer outra pessoa.
Depois de terminar com louvor, Sakura levantou da cama dando um sorriso de canto. Tirou as luvas ajustando o ar-condicionado e deu as costas ao homem saindo do quarto. Assim que tirou a touca da cabeça ergueu a mesma deparando-se assustadoramente com quase vinte anos em sua sala e cozinha. Ela parou de súbito e encarou um a um, a maioria ela não conhecia já outros...
- Ele está vivo? – A voz de Naruto não mudou as expressões de nenhum daqueles. O loiro levantou do sofá ainda mostrando sua arma na cintura e Sakura engoliu a seco. – Você o salvou não é?
- Sim. – Disse e viu metade daqueles deixar o ar sair de seus corpos como se tivessem presos em seus próprios mundos. – Eu consegui tirar os pedaços da bala, e... Foi tranquilo. Eu só preciso de mais curativos, eu tenho que ir ao hospital.
- Não. Você não vai mais sair daqui até ele está recuperado – Kiba quem disse, se aproximando da rosada novamente – Ele tem que ficar bom logo, porque a gente ainda tem uma vingança pra terminar.
- Naruto – Ignorou o homem dando alguns passos para frente e parou diante de Naruto. – Eu preciso que esse monte de homem saia da minha casa antes do sol nascer. Você sabe, eu moro sozinha e o que os vizinhos vão dizer se virem tudo isso? Ainda mais armados? Minha casa não é ponto de encontro ou de droga, então, sumam – Pediu, seu cabelo estava solto, a franja caindo na esta e alguns fios cobriam seus olhos. De braços cruzados, ela ergueu a cabeça e empinou o nariz.
- Você parece mais mandona do que eu me lembra.
- Você não sabe de nada, Naruto Uzumaki, não sabe de nada. – Se irritou mais ainda ao desviar o olhar e encarar sua cozinha bagunçada e sua geladeira furtada. – Estou falando sério.
- Kiba, você e seu grupo vão voltar para o galpão. Muita gente sabe que o Sasuke está ferido, mas eles não precisavam saber onde ele estar. Se ficarmos todos aqui, vamos dar mancada. – Kiba assentiu – Eu vou ficar aqui, nunca se sabe quando um idiota vai aparecer depois de descobrir seu paradeiro, entendeu? – Ele confirmou com a cabeça novamente e saiu da sala levando metade dos homens.
- Vocês voltem pra rua. Vigiem como se nada tivesse acontecido, e se perguntarem de Sasuke, ele está bem, e lá no morro. – Os homens assentiram e saíram seguindo seu caminho. – E agora, está bom para você, Dra. Haruno?
- Nem tanto a minha sala está destruída e parece que não tem mais comida na geladeira e eu preciso sim sair daqui ou você acha que não vão me procurar? – Naruto virou o rosto – Ele está bem. Eu tirei todos os pedaços da bala o que precisamos agora é aguardar ele acordar entendeu? – Naruto balançou a cabeça. - E... E Hinata? – Naruto ergueu o olhar em direção a rosada que deu um sorriso simples.
- Está bem. E Boruto também. E você devia tomar banho está suja de sangue e parece que não dormiu de noite – Virou para o outro lado e vestiu a camisa estirada no sofá – Eu vou sair e volto em vinte minutos, qualquer coisa, grita, grita bem alto.
Sakura assentiu a contra gosto e o viu partir de sua casa, foi até a porta fechando à mesma e respirou fundo voltando ao quarto. Parou diante da cama assistindo o sono do Uchiha, ele parecia tão sereno e tranquilo, tão bonito, lindo demais para ser real. Sorriu de canto indo para o banheiro e tirou a camisola e o robe que cobria seu corpo, ambos sujos de sangue. Olhou-se no espelho grande e respirou mais fundo ainda.
- Tudo vai dar certo. Tudo vai dar certo. Sasuke está bem ele está vivo... – Murmurou e sorriu para si mesmo – E está lindo, como antigamente – Deixou o espelho para encarar o chuveiro e entrou debaixo dele tomando um banho quente e gostoso para começar seu dia. Viu o sol nascer pela pequena janela do banheiro e só saiu do mesmo quando sua cabeça estava melhor. Enrolou-se na toalha lembrando-se da roupa que estava no quarto, e bom, Sasuke estava dormindo, não teria problemas pegar alguma coisa.
Entrou no mesmo olhando para a cama, ele ainda dormia, e parecia está mais cansado ainda. Parou diante do guarda-roupa escolhendo um vestido rodado e florido, seu sutiã e uma calcinha cor de rosa... Ok, a cor rosa sempre foi sua preferida. Voltou para o banheiro vestindo tudo com muito gosto e ainda penteava os cabelos, ela escutou um gemido baixo. Deu alguns passos e olhou de longe se Sasuke estava acordando, e para seu alívio, sim, estava.
Saiu do banheiro voltando ao quarto e se aproximou de Sasuke parando diante dele, cruzou os braços o vendo acordar, um sorriso apareceu antes dos olhos se abriram completamente.
- Esse quarto cheira mal; é tão doce. – Confessou virando o rosto e encontrou Sakura, com seus enormes olhos verdes e os cabelos molhados caindo em cima do ombro – Céus, eu morri? Que merda! – Ele revirou os olhos achando tudo aquilo uma droga.
- Você não morreu... Não ainda. – ele voltou os olhos para ela – Acho que você não se lembra do que aconteceu apenas – Sakura colocou uma mecha atrás da orelha e sentou na cama, ao lado do Uchiha – Você e seus amigos entraram numa de se vingar do Gaara e quando chegaram na saída do bairro, ele estava lá, algo do tipo, você tentou proteger alguém e acabou levando um tiro, e enquanto ainda estava acordado, você mandou que seus homens te trouxesse para minha casa. – Ele analisou as palavras dela e revirou os olhos os fechando em seguida. – E eu consegui tirar os pedaços da bala que entram no seu abdômen.
- Isso está doendo – Se remexeu tentando levantar e Sakura o impediu tocando em seu peito e o fez deitar segurando seus braços – Que foi?
- Você acabou de acordar, passei a madrugada toda tentando fazer uma cirurgia aqui, então você não vai se mexer como um louco e simplesmente abrir os pontos, entendeu? – Ele assentiu deitando sua cabeça no travesseiro, a encarando de perto. – Vou procurar um remédio para você se sentir melhor. E Naruto está por aqui, saiu apenas por vinte minutos – Olhou o relógio – E já deve está voltando em três.
- Você me salvou – Ele disse calmo quando Sakura o fitou outra vez – Mesmo que eu não merecesse.
- E porque você não iria merecer? – Sorriu.
- Porque eu estava planejando a morte de alguém. E eu não sou mais a mesma pessoa de antes. E você mais do que ninguém devia saber disso – Sakura se afastou um pouco - Eu não merecia, cherry sorridente – Comentou e a viu parar o sorriso.
- Sua arma ainda está na minha gaveta – Ela apontou para a mesma e Sasuke franziu o cenho – não se lembra de nada do que aconteceu ontem à noite e de madrugada? – Ele negou.
- É algo importante? Você me beijou? A gente fez algo a mais? – Sakura revirou os olhos levantando da cama e arrumou o vestido no corpo – Eu não vou totalmente odiar se isso tiver acontecido.
- Cala a boca – Ela se virou para ele preparando um enorme sermão quando escutou uma batida na porta seguida de muitas outras. – Eu dei uma chave para o Naruto.
- Porque ele tem uma chave da sua casa? – Sasuke indagou, erguendo a cabeça, sério.
- Porque ele invadiu a minha casa com mais trinta homens quando te trouxeram aqui – Escutaram novamente mais batidas e Sakura se afastou da cama – Não se mexa.
- Claro Cherry!
Sakura fechou a porta do quarto e atravessou a sala chegando a porta da frente abrindo em seguida e seu coração acelerou duas ou três batidas ao ver Ino, ela entrou sem ser convidada e Sakura fechou a porta virando para a mesma.
- Ino, o que aconteceu?
- Ele sumiu. – Gritou virando para Sakura – Ele sumiu, entendeu? Ele foi ferido e sumiu. Kiba disse que ele foi baleado, mas não sabe onde ele se meteu.
- Ah – Sakura olhou para a porta de seu quarto e encarou as janelas ao lado. Ino precisava saber onde Sasuke estava pelo menos, horas, era a namorada dele – De quem você está falando?
- Do Sasuke, Sakura, do Sasuke, você não sabe? Ah, mas é claro, você não sai de casa – Ino se aproximou jogando seu cabelo para o outro lado do ombro. – Ontem ele saiu com os meninos para se vingar do Gaara, mas o Gaara estava o esperando na entrada do bairro, Temari estava aqui dentro e houve um tiroteio, ele se feriu e sumiu, entendeu, sumiu.
- Ah Ino – A Yamanaka passou pela rosada jogando as mãos para cima gritando alguma coisa puxou seus cabelos brigou consigo mesmo e enquanto ela entrava em surto, Sakura só pensava se diria ou não a Ino que Sasuke estava em seu quarto, ela precisava saber era a namorada dele, e ela seria a última pessoa no mundo que diria para alguém onde Sasuke estava se pudesse o esconder dentro do seu corpo Ino esconderia, e ela seria mais uma ajuda, afinal, mesmo com Sasuke dentro de sua casa, Sakura precisava sair para ir trabalhar, e ele não podia ficar sozinho, respirou fundo e virou para a amiga, iria contar tudo... – Ino o...
- Voltei – Naruto apareceu na sala assustando as duas mulheres e Ino parou no meio da sala, Naruto encarou as duas e focou os olhos em Ino – Que merda está fazendo aqui?
- Horas, eu que pergunto o que você veio fazer aqui? – Ela cruzou os braços em frente aos peitos e Naruto encarou Sakura antes de voltar para a loira – Sua casa fica na rua de cima.
- Sakura me pediu ajuda para uma coisa que você não precisa saber, agora sai.
- Naruto, onde ele está?
- Com certeza fugindo de você. Ele sempre faz isso.
Ele sempre faz isso?
Sakura estreitou os olhos sem entender.
Porque Sasuke fugiria de sua linda namorada? Ino disse que ele tinha até um anel para lhe dar?
Porque ele fugiria dela?
21 октября 2018 г. 4:51:58 0 Отчет Добавить 0
Прочтите следующую главу Cap. 2 - Nós Somos Iguais

Прокомментируйте

Отправить!
Нет комментариев. Будьте первым!
~

Вы наслаждаетесь чтением?

У вас все ещё остались 3 главы в этой истории.
Чтобы продолжить, пожалуйста, зарегистрируйтесь или войдите. Бесплатно!

Войти через Facebook Войти через Twitter

или используйте обычную регистрационную форму