Короткий рассказ
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Não posso mais te perdoar

- Eu não apoio isso.
Sans se pronunciou seriamente, sentado no sofá e com a face em branco, seus olhos azuis fitando Papyrus e seu mais novo namorado, Mettaton, estes permaneciam de pé.
- Por que...? - A voz de Papyrus saiu trêmula, sua expressão abalada atingindo no fundo da alma de seu irmão, mas Sans não voltava atrás em um julgamento e ele não via nada de bom naquele relacionamento, por mais que tentasse. Mettaton passou o braço pelos ombros de Papyrus, fazendo-lhe carinho antes de fixar seus olhos em Sans, dando-lhe um olhar confuso.
- Sans, querido, por que está dizendo isso? - E apesar de tentar ser gentil, Mettaton não conseguiu deixar seu tom menos rude aos ouvidos do mais velho, que estreitou os olhos em sua direção.
- Eu não confio em você. - A resposta veio sincera, mas o moreno não parecia satisfeito com ela. - Não me leve a mal, eu só não te acho uma boa companhia para o Paps, você tem cara de quem atrai confusão.
- O que você está dizendo?! Eu não faço essas coisas! - Soltando o mais novo, Mettaton se abaixou na altura do mais velho, colocando as mãos na cintura para segurar o impulso de levantá-lo pelo casaco. - Você não percebe que está apenas magoando seu irmão?!
- Você perguntou se o namoro de vocês tinha o meu apoio, não, não tem.
Sans falou secamente, se levantando e andando até a porta, dignando-se a olhar uma última vez para seu irmão antes de se lançar pelas ruas congeladas de Snowdin.


(1, 2, 3 vezes) (Duas semanas depois)


- Me desculpe Papy querido, eu juro que não vai acontecer novamente. - O moreno implorava, parado em frente a porta da casa dos irmãos, e com um buquê de flores em mãos. Impossível ser mais clichê, Sans pensou, assistindo a cena de esguelha. - Foi apenas um acidente, eu e Blocky temos tantas histórias juntos que não deu para evitar.
- M-Mettaton... - Papyrus murmurou surpreso, depois da traição ser comentada por todos os humanos do Underground não chegou a achar que ele voltaria para se desculpar. - E-Eu...
- Por favor! Eu juro que não vai se repetir! - Mettaton pegou as mãos de Papyrus, colocando o buquê entre elas. - Eu amo você, Papyrus.


"Ok, chega de drama, coloque-o para fora Papyrus", Sans se mantinha atento na conversa, mas continuava fingindo assistir televisão.


- O Grande Papyrus perdoa você! - O mais jovem sorriu com o rosto corado, apertando o buquê com mais força.
Sans quase caiu, sentindo sua alma queimar de raiva ao ver o abraço feliz que o casal compartilhava na porta. Não que ele quisesse ver o irmão triste, mas perdoar uma traição assim, tão rápido? Sem nenhuma punição? E as noites que seu maninho passou chorando (e as que ele próprio passou acordado, consolando o mais novo), Mettaton compensaria isso?!
- Obrigado Papy querido! Preciso ir agora, gravar um programa, nos vemos mais tarde! - E o astro do subsolo foi embora saltitante, depois de depositar um selinho na boca do namorado.
- Tchau Metta. - Fechou a porta, ainda sorrindo para o buquê. Mas quando estava indo para seu quarto, ouviu um comentário de seu irmão.
- Melhor acabar com isso agora, enquanto ninguém está muito machucado.
- Nyeh, ele disse que não vai acontecer novamente Sans, eu confio nele. - Dito isso, Papyrus subiu as escadas, sustentando um sorriso esperançoso. Sans apenas revirou os olhos no sofá.


    (4, 5, 6 vezes)


- Não seja tão cara de pau, todo mundo sabe que foi por querer! - Sans exclamou, se preparando para bater a porta, quando Papyrus a segurou, ainda se mantendo atrás do irmão e de cabeça baixa.
- Vamos ouvir o que ele tem a dizer Sans. - Soltou num murmúrio quase inaudível.
- Você não pode estar falando sério! Você... Está...? - O mais velho franziu a testa, resmungando contrariado antes de voltar a olhar o ser a sua frente - Bem, então, qual a desculpa da vez?
- Papy, querido, olhe para mim. - Mettaton fez menção de tocar em Papyrus, mas recuou um pouco quando viu o olhar de Sans. Continuou falando com um suspiro descontente. - Eu estava bêbado, era uma festa, eu não consegui me controlar.
- E-Então não foi por querer? - A voz geralmente animada soou fraca e baixa, fazia os ossos de Sans tremerem e a pele se arrepiar de raiva e medo, aquele não era seu irmão, seu Papyrus não era assim.
- Mas é claro que não docinho, eu nunca faria isso com você por querer! - Mettaton falou, mais confiante de seu perdão, viu o mais novo levantar o olhar, o fitando com os grandes olhos laranjas e limpando as manchas de lágrimas com as luvas. - Você me perdoa?
- Mas é claro que nã... - Sans já estava voltando a fechar a porta quando ouviu a resposta de seu maninho.
- S-Sim. - Papyrus assentiu, e viu o irmão se virar em sua direção com um olhar confuso e conflituoso, mas, acima de tudo, ele parecia extremamente chocado, as orbes azuis transmitindo tantas coisas que o mais novo precisou desviar o olhar.
- Papyrus, que merda você está dizendo? Esse idiota te traiu com um monstro da superfície, DUAS VEZES! Não uma, duas! Fora todas as outras vezes com pessoas daqui!
- Eu sei Sans, mas...
- Não parece saber! - Cortou irritadiço.
- Hey, não fale assim com ele! - Mettaton se meteu, entrando na casa para se colocar entre os irmãos. - Ele já é um adulto, já pode decidir o que ele quer, e ele decidiu me perdoar!
- Isso é simplesmente absurdo. - Sans negou com a cabeça, bagunçando os cabelos platinados com a mão - Papyrus, você quer mesmo isso?
- Eu... Gosto dele irmão. - O mais novo sussurrou, encolhendo os ombros. O mais velho ficou estático por alguns segundos, antes de encarar o sorriso vitorioso que Mettaton sustentava. - E ele gosta de mim.
- Isso é mentira e você sabe disso.
- Não é, eu o amo irmão, você não pode interferir nisso! - Falou exaltado.
- Tsc. De qualquer forma isso não responde minha pergunta. - Sans retrucou, sumindo logo depois, pegando um atalho para o Grillby's, local que se tornou sua casa desde então.


(7, 8, 9 vezes) (Um mês depois)


- Você não pode estar sério sobre isso. - Falou incrédulo, vendo o rosto do mais novo se avermelhar gradativamente de raiva. - Paps, um relacionamento não dá certo só porquê você quer que dê, não é assim que funciona, não depende só de você. Aquele idiota traiu você com...
- Pode parar de falar sobre isso um segundo?! - Gritou irritado, vendo o irmão recuar um passo, aquela cena lhe trazia uma sensação tão ruim que fazia seu estômago se revirar. - É muito fácil colocar defeito no meu namoro quando você nunca teve um, nunca foi capaz de amar ninguém!
Por algum motivo, aquela frase deixou um gosto amargo em sua boca, mas Papyrus decidiu não se preocupar com isso naquele momento.
- Eu amei você, Papyrus! O meu irmãozinho! - Sans retrucou com a voz embargada, tensão não chegava nem perto do que sentia naquele momento. - Não o você de agora, o você de verdade, aquele que está sofrendo aí dentro e não me deixa ajudar!
- Você adora sentir que sabe de tudo não é irmão? - Papyrus estreitou os olhos e cruzou os braços, repetindo aquilo que Mettaton sempre lhe dizia sobre Sans - Mas deixa eu te dizer uma coisa, eu quero que você pare de se meter na minha vida só porquê a sua é horrível.
Talvez um ataque mágico tivesse sido mais fácil de aguentar.
Sans permaneceu parado, os olhos arregalados e a boca abrindo e fechando várias vezes até que seu cérebro finalmente assimilasse que aquelas palavras haviam vindo de Papyrus, que seu maninho tinha dito aquilo para si em retaliação a sua proposta de ajuda.
- Heh. Você está completamente certo, vou te deixar em paz. - Se virou, indo a porta com passos pesados. - Lembre-se, você foi avisado.
E quando saiu de casa, Sans soube que tinha perdido a coisa mais importante de sua vida.
.
.
.
- Deixa eu adivinhar, ele perdoou? - Grillby ajeitou os óculos, vendo o albino quebrar o vidro de ketchup com a magia que saía de sua mão. - Eu imaginei.
- Só me deixa, okay?
- A coberta está no lugar de sempre. - Avisou, deixando a chave no balcão junto com um pano e um produto de limpeza, saindo do estabelecimento.


(10, 11, 12 vezes)


- Ele perdoou de novo! Eu não consigo acreditar!! - Sans gritou, a voz saindo exaltada em meio a mais um gole de ketchup. Ele estava bêbado.
- Você precisa ir para casa, Sans. - Grillby aconselhou, embora tivesse muitos comentários a fazer sobre a situação, a notícia saíra no jornal afinal.
- Eu não tenho casa, não agora que aquele maldito está sempre lá!
- Talvez se você tentasse ver o lado positivo...
- Ele traiu o meu irmão. Dez vezes, até onde eu sei. - Sans murmurou, pegando um dos jornais que estavam sobre o balcão e apontando para a foto de manchete, que consistia em Mettaton se agarrando com um humano qualquer - Não tem lado positivo.
- Sans...
- Você não o viu, ele está tão triste, tão... Infeliz. Quando eu entrei no quarto dele ontem, para pedir desculpa, tudo estava escuro e silencioso, ele não se moveu o dia inteiro, ficou dizendo frases de músicas depressivas e me mandando sair. Eu nem soube o que dizer, eu só... Fui embora.
Papyrus estava parecendo um Sans. E ninguém quer ser um Sans.
- Certo. O que você vai fazer a respeito? - O ruivo se apoiou no balcão, se perguntando por que estava dando corda ao amigo bêbado.
- Estou considerando matar aquele maldito idiota. - Sans confessou, e mesmo com o rosto corado pela embriaguez Grillby sabia que ele falava sério. - Mas Paps ficaria mais triste e eu não quero isso.
- Vá para casa e converse com ele seriamente, você é o irmão mais velho, não mande nele, apenas dê a sua opinião. Você sabe, matar Mettaton não vai resolver seu problema com Papyrus.
- Todo mundo sabe a minha opinião e eu não quero ir para casa, não hoje.
- Tudo bem, fique aqui mais esta noite então. - Disse em meio a um suspiro. - Mas você vai resolver isso.
- Obrigado Grillby~~


(15 vezes, etc.)


Papyrus se encolheu entre os lençóis, o rosto molhado pelas lágrimas, e o quarto um pouco mais bagunçado que o normal. Ele não se sentia bem para se levantar e limpar qualquer coisa.
Não, sentindo a alma afundar de tristeza, a única coisa que o jovem fazia era chorar e murmurar desculpas sem sentido para si mesmo, as mesmas que Mettaton lhe dissera no dia anterior. Honestamente, nem ele conseguia mais acreditar naquelas palavras.
1. É mentira.
2. Seu irmão diz isso porque gosta de você e quer te tirar de mim.
3. Foi um acidente.
4. Foi uma encenação para um programa.
5. Foi um mal entendido.


Papyrus não era idiota.


Ele sabia muito bem o que estava acontecendo, sabia que Mettaton estava mentindo para si, que o estava deixando de lado aos poucos e que aquele relacionamento não era mais saudável, tinha conhecimento de que seu irmão não entrava em casa há dias por sua culpa, que seu celular provavelmente tinha milhões de chamadas perdidas de Undyne e que se isolar não traria nenhum bem. Sabia inclusive - Por meio de Grillby -, que Sans nutria sim alguns sentimentos a mais por si, mas que nenhum deles interferiam em seu julgamento. Não que esses fatos tornassem mais fácil tomar qualquer decisão.


Pioravam tudo, na verdade.


Com um bolo de informações no crânio, Papyrus se sentou na cama, sentindo dor em praticamente todos os músculos de seu corpo, era a recompensa por ficar deitado por... Quanto tempo fazia?
Enfim, juntando o pouco de coragem que lhe restava se deslocou até a cozinha, com o intuito de comer o suficiente para se manter vivo e voltar ao seu quarto, mas acabou dando de cara com Sans, que terminava de colocar algum tipo de comida num prato fundo. Não era espaguete, nem aveia, então não tinha muita certeza do que poderia ser.
- S-Sans? - O mais velho se virou ao ser chamado, dando um sorriso fraco, embora a preocupação brilhasse em seus olhos e as olheiras abaixo deles apenas reforçassem o quanto ambos estavam mal com aquela situação.
- Heya, Paps.
- O que é isso? - Apontou para a comida estranha.
- Ah, se chama sopa, é para você. - Sans puxou o irmão pelo pulso suavemente, receoso em se aproximar, o guiou para sentar na mesa, colocou o prato na frente dele e se sentou também. - Não olhe assim.
- Isso não é espaguete, Sans. - Com a colher em mãos, Papyrus cutucou o líquido várias vezes.
- Yep, mas vai te fazer se sentir melhor.
- Eu estou bem!
- Não parece. - Replicou e logo se repreendeu mentalmente.


E o silêncio reinou na sala, enquanto Papyrus comia e Sans tentava pensar em algo para dizer que não piorasse a relação que tinham.


- Papyrus, eu posso perguntar uma coisa?
- Hã... Pode.
- Por que você continua perdoando ele?
- Ele quem? - Papyrus tentou desconversar, parando de comer e desviando o olhar.
- Não se faça de desentendido, você vive me dizendo que não é um idiota, mas agora está agindo exatamente como um. - Gesticulou nervosamente.
- Sans! Eu não sou um idiota!
- Então por quê? Hein? Por que continua perdoando Mettaton? Agindo como se ele fosse mudar?
- Eu... G-Gost...
- Não, não gosta! Você acha que ele gosta de você e fica tentando retribuir para não magoar ele, só que isso não faz mais sentido agora! - Sans apertou os dedos uns nos outros para tentar não gritar, sentindo seu estresse se multiplicar e aumentar sua dor de cabeça.
- Você não pode dizer de quem eu gosto ou não! - Papyrus se exaltou, se levantando da cadeira rapidamente. Ele não queria ouvir mais nada, porque ele sabia que aquilo fazia sentido e que seu irmão tinha razão.
- Claro que posso, eu te conheço desde sempre! Vamos, confia em mim, você não pode continuar se afundando assim!
- E-Eu amo o Mettaton, e...
- Não mente para mim, Paps, para mim não... - Sans o encarou firmemente, seus olhos brilhavam menos agora, o azul céu ficando escuro como uma noite sem estrelas, suas mãos se apoiavam na mesa e seu rosto mostrava uma emoção que Papyrus não se lembrava de ter visto antes, medo? Remorso? Ele não sabia dizer, mas era dolorido de ver.
- Sans, desculpe, eu não quis... Eu... - Voltou a se sentar, sentindo os olhos arderem. - Eu só não sei o que fazer.
- Me deixa ajudar, por favor, eu não aguento mais te ver assim. - O mais velho segurou as mãos do mais novo por cima da mesa, apertando-as de leve para tentar transmitir segurança.
- Eu não sei se...
- Por favor, Paps. - Papyrus riria amargamente da cena se não estivesse tão emocionalmente abalado, via Sans lhe implorar para fazer algo com uma expressão tão cansada e preocupada, como se não soubesse mais o que fazer, ver isso o fazia se sentir um pouco culpado mas ao mesmo tempo o fazia bem, saber que o irmão se importava tanto consigo lhe trazia um alívio que Papyrus não imaginou que precisava até ter.
- Está bem. - Deu um sorriso pequeno, se sentindo mais tranquilo ao ver Sans sorrir larga e genuinamente, se levantando e envolvendo-o em um abraço apertado. - Mas não vai machucar Mettaton.
- Mas ele...
- Sans. - Fitou-o seriamente.
- 'kay, 'kay.
- Prometa para mim que não vai machucar Mettaton! - Exigiu. Sans sentiu a garganta arranhar quando as palavras saíram de sua boca.
- Como você quiser. - Não era o ideal, mas era o suficiente.
Mais aliviado e com um sorriso leve no rosto, Papyrus puxou o irmão para seu colo, algo normal entre eles mas que já não acontecia há muito tempo, começou um afago nos fios claros, notando como haviam crescido e quase alcançavam o pescoço do irmão, desceu o carinho para a nuca, vendo Sans resmungar satisfeito, se inclinando na direção do toque gentil.
Observando atentamente o rosto suave e visivelmente mais feliz do mais velho, Papyrus não pôde evitar se aproximar, roçando suavemente sua boca nos lábios finos, sentindo o corpo abaixo do seu se retesar para relaxar em seguida. Após o quase-selinho, ambos se separaram corados, o coração batendo rápido contra o peito, deixando-os mais nervosos.
- P-Paps? - Sans fez menção de se afastar, mas Papyrus o segurou com mais força contra seu corpo.
- Eu já sabia irmão, descobri faz um tempo. - Voltou a acariciar o cabelo alheio, o mais velho ainda o olhava surpreso, apesar de parecer mais calmo com aquilo. Os toques de seu maninho sempre foram seu ponto fraco.
- Como...?
- Você não é muito bom escondendo coisas de mim, pelo menos não essa. - Riu da careta do irmão, que se dividia entre surpresa e indignação, beijou-o mais uma vez, sendo retribuído imediatamente, sentia uma plenitude e uma felicidade tão grandes, algo que não conseguira sentir em nenhum momento de seu namoro com Mettaton. Naquele momento, olhando no fundo daqueles olhos tão azuis, Papyrus soube que aquilo ali era o certo. - Obrigado por continuar aqui, Sans, por continuar comigo.
- Igualmente. - Sussurrou, ainda com a respiração desregulada pelo beijo anterior, passou os braços pelo pescoço do maior, apoiando sua cabeça no pescoço dele, aproximou sua boca do ouvido dele apenas para provocar. - Eu vou cuidar de você de agora em diante. Eu prometo.
O mais novo sorriu, pois sabia que naquelas palavras ele podia acreditar.
.
.
.
Mettaton seguia a passos calmos pela cidade, o sorriso brilhante e sedutor atraindo cada vez mais atenção pelas ruas geralmente tranquilas do lugar, não que o moreno se importasse, ser o centro das atenções era seu sonho afinal.
Parou na frente da casa de madeira, franzindo o rosto levemente, nunca ia entender por que o namorado insistia em morar naquele lugar, era tão... Humilde e sem graça. "Sem nenhum glamour", pensou, apertando a campanhia. Em um primeiro momento nada aconteceu, mas nos segundos seguintes a porta se abriu lentamente e o homem deu de cara com a face neutra de Sans.
- Heya.
- Onde está o Papy? - Perguntou, estranhando a tolerância e a calma que emanava do mais baixo.
- Hun. Vou chamar ele. - Fechou a porta, indo até o quarto do mais novo para avisar de sua visita.
- Eu já vou. - Papyrus sorriu confiante, dando um selinho em Sans antes de descer as escadas, vendo o menor permanecer na varanda do segundo andar, provavelmente para ver como tudo terminaria.
Abriu a porta devagar, a expressão indiferente não refletia o nervosismo de encarar novamente o moreno. Engoliu em seco antes de sorrir cordialmente para o maior, decidiu não o deixar entrar.
- Papy! Eu precisava te pedir desculpas... - Mettaton se pronunciou, mas ao notar a falta de emoção no rosto do namorado se sentiu inquieto. - Papy querido, está tudo bem?
- Claro, por que não estaria?
- Eu... Então, você não se importa? - Perguntou, curioso com a súbita mudança. Papyrus suspirou, reunindo toda a sua coragem.
- Mettaton, estou terminando com você. - Falou confiante, observando o olhar incrédulo que o moreno lhe direcionou.
- Do que... Está falando?
- Estou falando que não somos mais namorados. Acabou.
Sans quis rir da cara do canalha, quis do fundo de sua alma, mas sabia o quanto ser frio deveria estar sendo uma missão árdua para seu maninho, assim como sabia que provavelmente havia alguém filmando aquilo, já que Mettaton não andava sem alguém atrás, por isso se contentou em arquear a sobrancelha quando o moreno lhe fitou com raiva.
- Foi ele, não foi?! Esse anão te envenenou contra mim!
- Não, ele apenas me mostrou o que eu não estava conseguindo enxergar. - Respondeu, dando de ombros e desviando o olhar da figura irada do outro.
- Você não pode fazer isso comigo! Eu sou uma estrela! - Mettaton berrou ainda mais alto e as ruas sempre calmas de Snowdin se amontoaram de monstros e humanos curiosos.
- Eu não gosto mais de você, não tem porque continuarmos com isso.
- Como você ousa?! - Iria avançar contra o mais novo, porém foi empurrado para fora á força por magia, Sans lhe fitou sério, como se o avisasse que bater em Papyrus não era uma boa opção. - Tch. Fique aqui com esse fracassado então.
Mettaton saiu andando com passos pesados, abrindo caminho entre a multidão, os irmãos ignoraram o escândalo e entraram em casa, trancando a porta quando as pessoas ameaçaram se aproximar, sentaram-se no sofá juntos e foi a vez de Papyrus deitar no colo do irmão, aceitando de bom grado os carinhos que lhe foram oferecidos.
Aquilo sim parecia o amor que ele tanto procurara, sem ofensas torpes ou mãos brutas prendendo-o no lugar, era apenas... Doce, intenso e agradável, quem diria que esse amor estaria ali, dentro dos abraços de Sans.



25 сентября 2018 г. 19:18:41 0 Отчет Добавить 0
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