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[ABO | GaaSasu | NaruSasu | UA | Short-fic | +18] Ser considerado uma decepção por sua família não o faria voltar atrás em suas ações. Tampouco o faria desistir de suas aspirações. Por mais torpes que fossem assim julgadas. Afinal, era somente a sua vontade que contava... Ou, pelo menos, era no que gostaria de acreditar.


Фанфик Аниме/Манга 18+.

#yaoi #omegaverse #lemon #gaara #naruto #sasuke #narusasu #abo #GaaSasu
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O Melhor

Foi Sasuke quem ditou o ritmo dessa vez. Lenta, mas intensamente.

Sentindo-se contrair de forma involuntária quando Naruto o atingiu com aquele sorriso lascivo, provocando-o; duvidando de sua capacidade de alcançar o próprio orgasmo sozinho, sem tê-lo lhe maltratando a pele com as mãos quentes. Estas soltas, pendidas propositalmente ao lado do corpo. Bem diferente das de Sasuke, que estavam imobilizadas atrás das costas por cordas finas e vermelhas. Todo o seu corpo, na verdade, estava envolvido por aquelas malditas amarrações que o apertavam e o fazia se lembrar do quanto estava indefeso perante a aura quase sádica de Naruto.

Mas não seria ele o submisso ali.

Com um brilho perverso nos olhos, Sasuke desceu gostosamente sobre Naruto e por um momento parou, o mantendo dentro de si, abrigado por completo.

Fez pressão ao redor do pênis do amigo, quase sorrindo satisfeito com o desconforto visível no semblante dele. Naqueles olhos azuis nublados pelo desejo ardente de poder voltar a fodê-lo com força. Mas Naruto tinha de seguir as próprias regras e suportar ver Sasuke jogar sujo com sua pessoa. O sangue fervilhava sob a pele e ele sentia a respiração descompassar ao ser apertado de forma tão covarde, e quase engasgou com a visão de um Sasuke rebolando em seu colo devagar. As veias saltadas em seu pênis sendo esfregadas contra o reto do outro.

Sasuke, porém, não estava melhor que ele.  Já sentia os músculos das pernas protestarem de exaustão. Suas forças se iam depressa uma vez que seu orgasmo estava logo ali, mas que não queria vir à tona por falta de estímulo o suficiente. A próstata atingida enviando ondas de prazer através de seu corpo que estremecia, febril e sensível. Tentando a muito custo não fazer uma careta e entregar sua situação deplorável. Naruto na certa iria zombar dele.

Ambos sofriam a seu modo. E pelo olhar faiscante que trocavam, percebiam que ninguém ali ia dar o braço a torcer. Por mais tentador e necessário que fosse. Naruto não iria tocá-lo; Sasuke muito menos iria pedir que o fizesse. E foi xingando o amigo teimoso em pensamento que Sasuke caiu sobre seu colo. As pernas já no limite. Naruto não ficou alheio quanto a isso, reprimindo o rosnado ao ir fundo dentro dele e permanecer no enclausuramento gostoso.

— Aguentou bem mais do que eu esperava – Naruto comentou sorrindo, exalando presunção e se esforçando para não revelar seu desconforto em não poder se mover. Ele podia sentir as pernas fracas do amigo tremerem contra seu corpo. — Desistiu?

— Nunca – Sasuke respondeu imbatível, apesar do cansaço no rosto. A expressão mais erótica que Naruto tinha o prazer de contemplar. — Só andei demais hoje. E essas cordas aqui não estão ajudando.

— Mesmo? – Naruto atreveu-se a enroscar um dedo entre a corda e a pele de Sasuke na região do quadril, e puxou. Os nós que interligavam a corda em várias direções como uma teia grudada ao tronco do outro repuxaram com força, maltratando sua pele branca, agora avermelhada. — Fico feliz que esteja gostando do novo estimulante, Sasuke.

— Não sou eu quem está precisando de um novo estimulante aqui. – Um vislumbre de sorriso tocou seus lábios, sentindo cócegas onde a corda apertava quando Naruto puxou com mais força em resposta àquela provocação.

— Ah, quase ia esquecendo: meus pais querem que você vá jantar com a gente hoje – Naruto lembrou de repente, falando com tranquilidade enquanto brincava com um dos mamilos do amigo. — Minha mãe disse que até vai fazer o seu prato favorito.

— E você quer falar sobre isso agora? – Sasuke questionou, a sobrancelha arqueada. Ignorando o toque das mãos atrevidas do outro.

Naruto sorriu sem graça, aproveitando que Sasuke não fizera objeção alguma até então para passear as mãos por seu tórax e ir para as costas. Adorando o contraste que a pele macia do amigo tinha com as cordas apertadas.

— Provavelmente vou esquecer de te avisar depois.

— Provavelmente... – concordou Sasuke sardonicamente. — Mas seus pais não sabem mesmo disfarçar o quanto querem isso, não?

Naruto deu de ombros.

— Eles só estão empolgados com a ideia de assistirem de perto uma linda história de amor ser contada. Palavras estas ditas pela minha mãe ontem.

— Sua mãe é uma visionária – Sasuke declarou fingindo admiração, atento às mãos que desciam perigosamente para suas nádegas. — Um Alfa tão perfeito como você ficar de quatro logo por um Ômega-Lúpus ordinário como eu... Realmente, uma linda história de amor essa.

— Ela diz isso porque pensa que você é como os outros; um pobre coitado.

— E não sou?

Naruto deteve as mãos. Estas agora posicionadas sobre a lombar do amigo, ameaçando chegar ao cóccix. Um de seus pontos erógenos. Sasuke mal teve tempo para se preparar. Um arrepio já lhe subia pela espinha, eriçando sua pele, e o pênis de Naruto o lembrando de que ainda estava lá, aguentando firme e forte suas contrações.

O corpo todo estremeceu com o sorriso perverso lançado sobre si.

— Você é uma vergonha para a sua raça, Sasuke – Naruto disse, quase preguiçosamente. Sustentando o olhar penetrante enquanto sua destra ia até o pênis do amigo e acariciava sua rigidez curiosa. Mas descendo o toque ainda mais abaixo apenas para lembrá-lo da ausência de testículos. — Está para nascer um Ômega mais insolente. Nem posso sentir seus famosos feromônios de Lúpus. É simplesmente imoral o que você está fazendo. Se não criminoso.

Com aquelas palavras descabidas saindo de forma arrastada dos lábios risonhos de Naruto sobre sua pessoa, Sasuke notou o coração acelerando no peito. A petulância diante do julgamento hipócrita do amigo causando cócegas nas bochechas, o incitando a sorrir tão ardilosamente quanto a resposta que queria saltar da ponta de sua língua afiada. A empolgação ácida renovando suas forças. Ele se endireitou o máximo possível diante de Naruto, olhando-o sempre nos olhos. Ambos bem próximos um do outro; suas auras brigando sobre quem era o cretino mais arrogante ali.

— Que morte horrível a de vocês, Alfas, ter ao alcance das mãos o seu maior sonho de consumo e não conseguir dobrá-lo à sua vontade.

Ele agora sustentava um sorriso cruel nos lábios; seus olhos reluziam.

— Com sorte, você será o único – Naruto rebateu sem medo, fechando as mãos grandes com vontade nas nádegas alheias. Adorando a nova contração ao seu redor. — Tenho até pena de quem decidir tentar te domar.

— Você já desistiu?

A pergunta veio num tom de divertimento malicioso. Sasuke zombava de sua pessoa. Ele estava ciente, afinal, quanto a sua opinião particular perante tal proposta... E também quanto a seus outros gostos peculiares.

— Meus pais me matariam se eu desistisse – Naruto disse, compartilhando do mesmo sorriso ardiloso. — Você já pensou em como seriam os nossos filhos? Meus pais já. Foi bizarro.

— Com tanta torcida, estou quase revendo meus conceitos – ele considerou, observando as sobrancelhas grossas de Naruto se unirem e seus olhos o encararem incrédulos. — Eu disse quase. Não fique esperançoso só com isso. Achei que fosse mais ambicioso.

— Me zoa mais porque está pouco – Naruto grunhiu, desencostando-se da cadeira e se endireitando apropriadamente. Seu costumeiro sorriso torto sumiu por um momento, dando lugar a uma determinação flamejante em seus olhos claros e sérios. — Mas eu ainda vou conseguir o que eu quero. E até um cético como você vai reconhecer isso.

Sasuke estudou seu rosto em silêncio por alguns segundos, e então inclinou-se para frente, encostando a testa na do amigo e permanecendo nessa postura. Olhando-o profundamente nos olhos. Naruto encarou tal atitude como uma demonstração de apoio muito bem-vinda. Chegou a se emocionar. Mas o larápio tinha que estragar o momento...

— Você vai começar a chorar de novo?

— Não fode.

— Porque se começar a chorar como da última vez, eu te deixo na mão pelo resto do semestre.

E foi com aquele tom de voz suave que Sasuke proferiu palavras embargadas em uma frieza implacável. Naruto ainda estava sentindo calafrios devido a ameaça sinuosa quando o amigo o beijou, não demorando a esquentá-lo e trazê-lo de volta para o clima, fazendo-o devolver o beijo com a mesma fome.

Suas línguas como velhas amigas se reencontraram naquelas carícias já manjadas mas que nem por isso tornava a coisa monótona. Continuava tendo a mesma sensação avassaladora, assim como na primeira vez em que se tocaram quando deixaram a curiosidade falar mais alto.

Era profundo, molhado, delirante. Do jeito que Sasuke gostava. Do jeito que fazia tudo ao seu redor desaparecer.

Naruto bebeu de sua boca feito um animal sedento. Lhe amassando a carne onde apertava e enterrando-se dentro dele, sentindo-se endurecer ainda mais enquanto ouvia Sasuke gemer desesperado contra seus lábios, enlouquecendo mais um pouco a cada novo orgasmo que agora sofria com facilidade. Um após o outro, em curtos intervalos de tempo.

Para a satisfação de um Naruto presunçoso, Sasuke, mesmo com toda aquela soberba, ainda tinha o corpo sensível de um Ômega.

As investidas brutas de Naruto o dobravam, sim. Ele podia até negar tal fato o quanto quisesse naquelas farpas que sempre trocavam quando estavam juntos. Mas bem no fundo sabia que aqueles medicamentos estranhos que tomava não eram páreos para a selvageria de um Alfa, mesmo este não podendo ser influenciado por seus feromônios potentes. E vendo como Sasuke parecia satisfeito pelo modo como reverberava os gemidos obscenos e exigia mais velocidade e força de sua parte, Naruto concluiu que ele não tinha objeções a fazer quanto a isso.

O ar ao redor deles tornava-se mais quente e úmido como numa bolha.

Sufocante, mas suportável.

O ápice final veio devastador. O corpo já enfraquecido sofreu uma nova onda de espasmos violentos e o orgasmo seco tão intenso o fez perder a sanidade por segundos. Sasuke sentiu aquelas cordas rasgarem sua pele, atingindo diretamente seus músculos doloridos por dentro. A leve impressão de tê-las criando vida própria e se encolhendo propositalmente para esmagá-lo naquele abraço apertado, segurando-o com firmeza quando tentou se libertar numa necessidade angustiante. O pênis de Naruto dilatou dentro de si. O sêmen sendo jorrado em abundância contra o preservativo.

E o cansaço os consumindo instantaneamente.

Sasuke aos poucos recobrou os sentidos ao mesmo tempo que roçava a ponta do nariz no pescoço de Naruto, embriagando-se com seu perfume misturado ao suor. Ele sorriu.

Mesmo imobilizado por aquelas cordas vermelhas, sentia-se confortável. Exausto, mas deliciosamente confortável. Antes vilãs as amarrações agora pareciam lhe pedir desculpas, acariciando todo o seu corpo suavemente com suas fibras macias. Abriu os olhos devagar. A sala de aula ao seu redor banhada pelo brilho e calor daquele pôr do sol majestoso lá fora. As mesas e cadeiras de modelo simples e ultrapassado enfileiradas milimetricamente, e mais ao fundo os armários e quadros de aviso nas paredes, vazios.

Ele nunca se cansaria daquela visão que aos seus olhos preguiçosos era sublime. Os tons de vermelho e laranja sobre os móveis eram excitantes. A própria cor o aduzia a tudo o que tinha de mais depravado em sua mente. E só alimentava ainda mais a sensação gostosa do êxtase fluindo através de seu corpo após Naruto fazê-lo alcançar o orgasmo mais do que pudera contar.

Naruto regulava a respiração abaixo dele. Seus braços fortes envolviam Sasuke num abraço aconchegante, mantendo colados os corpos molhados. Seu pênis, ainda dentro de Sasuke, convulsionava levemente contra o íntimo estreito e aconchegante dele. Sentia todos os seus músculos relaxados. Um sorriso escapando sem querer de seus lábios. A sensação era boa.

Sexo com Sasuke após as atividades do clube era bom. Era bom pra caralho!, como sempre emendava em sua mente. Momentos como aquele compensavam todo um cronograma estressante que ambos tiveram no decorrer do dia. Seu cronograma, entretanto, era de longe mais tranquilo se comparado com o de Sasuke. Porque enquanto ele era só o capitão da equipe de Atletismo, Sasuke era o presidente do Conselho Estudantil. E o presidente do Conselho Estudantil tinha tantas responsabilidades que Naruto não se cansava de ficar admirado com a maestria do amigo em lidar com os diversos pepinos que jogavam para ele.

Sasuke mais do que ninguém merecia aquela atenção especial depois de ter se esgotado mais um dia por Alpha Academy. Um colégio da Elite que não teria um Conselho Estudantil tão indispensável sem a total entrega de Sasuke, e que, ironicamente, repudiava pessoas como ele – Ômegas. E tal lembrança carregava consigo uma sensação desagradável que sempre ameaçava vir à tona. Naruto sequer percebeu que estava envolvendo Sasuke mais forte contra si, sentindo um aperto no peito. O desconforto repentino foi um aviso para ele parar de divagar sobre o passado e focar no presente; naquele corpo todo amarrado em seu colo.

Balançou a cabeça para afastar memórias tristes, e, com um sorriso matreiro, baforou seu hálito quente contra a orelha do amigo. Foi instantânea a reação de Sasuke. Contorcendo-se todo e fazendo força para soltar os braços presos às costas. Ele começou a murmurar um palavrão, mas parou no meio da palavra suja. Naruto e seu péssimo linguajar já começavam a influenciá-lo.

E o filho da mãe continuou. Respirando contra sua zona erógena sensível, segurando-o firme e cruelmente retirando o pênis de dentro dele. A falta de algo em seu interior fez os olhos marejarem e Sasuke os direcionou para Naruto, sentindo seu canal vazio contrair com força quando se deparou com aquele sorriso torto terrivelmente sexy.

Sasuke sempre fora fraco para aquele sorriso.

— Naruto... – ele balbuciou excitado, seduzindo-o, a voz rouca e arrastada. O rosto sério, de olhar felino, indo de encontro ao pescoço de Naruto, aninhando-se ali mais uma vez... e impedindo o amigo de ver o sorriso maquiavélico tocar seus lábios.

Naruto por sua vez sorriu satisfeito. Até arriscaria dizer que Sasuke estava em pleno cio.

— O que foi, Sasuke? – indagou baixinho, as mãos quentes se fechando sorrateiramente nas nádegas redondas e firmes do outro, empinadas para si. Ah, como adorava colocar as mãos ali... — O que você quer, hein?

Sasuke deu uma fungada em seu cangote, provocando arrepios em sua nuca e ombros. Naruto então o viu voltar a subir o rosto e o encarar profundamente nos olhos. A expressão sensual na face bonita. Os cabelos úmidos colados à pele vermelha. Seus lábios quase se tocando. E o tesão de Naruto dando o ar de sua graça mais uma vez, fazendo-o crescer lentamente lá embaixo. E em momentos como esse ele agradecia aos Céus por ser jovem e saudável, consequentemente tendo estamina de sobra. Sempre mostrando-se disposto para mais um round.

E Sasuke sempre o submetia a mais de um round.

— Naruto... – Sasuke chamou por ele novamente, num fio de voz. Mordendo o canto da boca ao ter a bunda apertada com mais vontade. Naruto agora parecia hipnotizado por seus lábios, inclinando-se em sua direção sem perceber e... Foi aí que Sasuke ficou sério. Sua frieza interceptando toda a luxúria em seus olhos. — Já chega dessa palhaçada. Me desamarre logo.

Naruto levou alguns segundos para absorver a queda drástica no clima. Olhou bem para Sasuke, aflito pelo banho de água fria e buscando em seu rosto algum indício de que ele estava apenas brincando e que logo iria pedir para ser fodido mais uma vez.

Acabou ganhando uma testada violenta, com Sasuke jogando a cabeça contra a sua.

— Argh, tá bom! Já entendi! Como você é chato! – ralhava grogue pelo golpe enquanto tirava a contragosto as mãos daquela bunda que considerava perfeita e desfazia com facilidade os nós estratégicos das cordas atadas a Sasuke. Em poucos segundos, o amigo estava livre... e o encarando com ar ameaçador. — O que foi agora?

— Não está vendo? – perguntou com rispidez, ignorando as pontadas de dor nas articulações ao voltar a mexer os braços. Naruto desceu os olhos sobre o seu corpo nu, parecendo finalmente entender o seu mau-humor. — Eu não vou usar essas cordas de novo.

— O quê? Por quê?

Parecendo entender uma ova!

Naruto ignorou o que ele disse por um instante apenas para presenciar a cena engraçada em que Sasuke se levantou todo irritadiço de seu colo para rapidamente o olhar assustado ao notar a dormência dominando seu corpo. Ele teve de apoiar as mãos na mesa mais próxima, prendendo a respiração, os olhos arregalados, enquanto tentava se acostumar àquela debilitação.

Ele jurou ódio a Naruto, naquele momento. Em que suas pernas bambas ficavam cada vez mais sensíveis com o retorno da circulação do sangue. Um espasmo no músculo da panturrilha o obrigou a morder a língua. Sua voz num tom vergonhoso teria saído de seus lábios se não o fizesse. Já Naruto estava adorando tudo. Segurava a risada, controlando-se para não estender a mão e lhe bater nas coxas brancas só para vê-lo sofrer mais um pouco com a forte sensibilidade.

Mas o que o manteve quieto naquela cadeira foi saber o quanto Sasuke podia ser impiedoso com sua pessoa quando estava com raiva.

— Já acabou com o drama aí?

Entretanto, obviamente, uma provocaçãozinha leve de vez em quando ainda valia correr o risco de ser morto.

— Eu já decidi como vou te matar – Sasuke sibilou entre dentes, voltando-se para ele numa lentidão dramática. — Vou te enforcar com essas cordas.

Foi demais para Naruto aguentar e a gargalhada veio sonora. Ele tinha lido algo sobre asfixia erótica em algum lugar na Internet. E lembrar-se disso enquanto tinha o amigo o encarando tão assustadoramente era o que tornava a situação ainda mais cômica.

— Ah, vai. Você curtiu até esse negócio de bondage.

— Curti o caralh– Não, Naruto. Não gostei, mesmo. Eu não gosto quando minha pele fica marcada – Sasuke o lembrou, vendo a expressão levemente contrariada dele. — E não adianta fazer essa cara. Você deveria saber que esse seu fetiche provocaria isso. – Expôs o corpo mais uma vez.

As linhas rosadas e profundas atravessavam seu torço, braços e coxas. Naruto cruzou os braços. A mão direita subindo para cobrir a boca numa tentativa de esconder o sorriso enquanto fingia avaliá-lo com seriedade. Ele já estava ciente sobre como o corpo do amigo iria ficar no final do dia no momento em que o amarrou logo que chegaram ao colégio pela manhã. Apertando os nós forte o suficiente com a desculpa de que assim não iriam transparecer no uniforme, quando na verdade ele só queria se deliciar com a visão das gordurinhas extras de Sasuke escapando entre as cordas finas.

Sasuke estava erótico demais com aquelas marcas espalhadas pelo corpo atraente. Naruto não se arrependeu nem por um momento de ter comprado as cordas caras no seu site favorito de acessórios para fetiche. Mas seria mais seguro manter tal informação apenas para si, por ora. Afinal, Sasuke costumava ficar ainda mais bravo quando Naruto tentava persuadi-lo a gostar de algo que veementemente tinha detestado.

Tentando ignorar os olhares sugestivos do amigo sobre seu corpo, Sasuke pegou as roupas jogadas próximo às bolsas e começou a se vestir.

Naruto tinha seus muitos fetiches. Sasuke até então não tinha nada contra. Na verdade, até gostava de experimentar sensações novas. Mas quando Naruto ousava machucar sua preciosa pele – feri-la com algum brinquedo bizarro que tinha comprado pela Internet – Sasuke perdia a paciência e, nos piores casos, o castigava impiedosamente com greve de sexo.

Ele podia se dar a esse luxo. Mesmo quando seu cio se manifestava. Quando tudo levava a crer que ele desabaria e rastejaria até Naruto, lhe implorando para que o engravidasse. Mas esse não era o caso de Sasuke. E se Sasuke não era normal como outros Ômegas, e tinha esse estilo de vida imoral, se não criminoso, era tudo graças à sua medicação bizarra e cara pra caramba, segundo Naruto. Fornecida a ele por um perfumista, ou algo do tipo, amigo de seu tio.

 Seu tio. Que sempre surgia em sua mente em momentos inapropriados como aquele – em que Sasuke subia as calças – e o encarava com o rosto esculpido em pedra e com os olhos queimando em fogo gélido. O julgando por mais uma vez arriscar tudo naqueles seus encontros casuais com o amigo de infância. E furioso por mais uma vez ter suas preocupações banalizadas. Estas consideradas pelo sobrinho um tanto exageradas.

Até porque Sasuke sabia que seus medicamentos supriam totalmente suas necessidades. Encontrar-se com Naruto após as atividades dos clubes era só um dos poucos recursos que tinha à sua disposição para fazer com que se esquecesse pelo menos por alguns minutos o peso das muitas responsabilidades que pesava sobre seus ombros. Ainda mais quando seu subconsciente teimava em trazer à tona a todo momento que ele era um empecilho para sua família. Desde seu nascimento. Quando descobriu-se ainda na sala de parto que ele era um Ômega-Lúpus.

Logo ele.

Um Uchiha.

Cuja família era conhecida e respeitada por sua linhagem pura de homens Alfa.

Felizmente Sasuke tivera o tio que rapidamente interveio a seu favor. Não que este se importasse realmente com o sobrinho, como fora o caso do restante da família que resolvera abraçar seu segredo, se dispondo a lhe dar o mundo se assim desejasse. Afinal, mesmo sendo o que era, Sasuke jamais deixaria de ser da família, e de carregar o peso desconfortável daquele sobrenome. Seu tio pensava o mesmo, embora com uma visão menos sentimental, beirando a frieza.

O que seu atencioso tio não sabia era que mesmo com aquele medicamento forte inibindo seus feromônios – impedindo que o olfato apurado dos Alfa com que convivia diariamente o descobrisse – em raras oportunidades Sasuke conseguia se flagrar atraído por Naruto mais que o normal. Não o bastante para deixar que instintos primitivos falassem mais alto. Mas o leve formigamento sob a pele era o suficiente para atiçar sua curiosidade quanto a seu cio.

Algo que nunca experimentara de verdade.

Naruto também tinha tal curiosidade. Ele nunca chegara a ser afetado por seus feromônios. Sequer os tinha sentido pelo menos uma única vez, mesmo ele sendo seu amigo inseparável desde sempre. Mas enquanto Naruto não tinha sua curiosidade saciada, inclusive Sasuke, ele gostava de passar o tempo brincando de fazer experiências com o amigo e com seu corpo. Submetendo Sasuke a seus diversos fetiches com a intenção de descobrir até onde ia o poder de seus medicamentos. Apenas por curiosidade. E também porque gostava de pesquisar sobre fetiches. Mais ainda de submeter Sasuke a eles.

O da vez fora bondage.

E aquelas cordas bonitas agora jogadas no chão só serviram para mostrar que Sasuke não gostara da coisa.

A pele na região do quadril e das costelas formigava. Sasuke ainda sentia a textura firme porém maleável das cordas finas em seu corpo, e iria demorar para que o desconforto passasse, uma vez que as esteve usando por baixo do uniforme durante todo o dia. Inclusive durante a reunião com a Diretoria e a inspeção com os arquitetos aos novos dormitórios.

Aquilo fora um estorvo. Ele tinha uma pele tão sensível, e senti-la sofrer naquele abraço sufocante, retraindo-o, tendo a sensação de ser forçado a se encolher até mesmo ao fazer mínimos movimentos, ou quando andava e sentia a pele dos ombros e mamilos ser beliscada, fazia com que tornasse ainda mais difícil levar ar para os pulmões. O corpo esquentava, queimando onde lhe era apertado, e ele se via febril, desatento dos assuntos de extrema importância por diversas vezes.

Naruto ainda fantasiava com seu corpo quando terminou de ajeitar a calça e vestir a camisa social sem abotoá-la. Teve vontade de pegar aquelas malditas cordas e esganá-lo por ser tão pervertido. Mas o fato de não ter a quem recorrer quando queria desestressar o fez abandonar a ideia tentadora. Naruto tinha os braços soltos ao lado do corpo novamente. O uniforme aberto deixando exposto o torço trabalhado na musculação e nos exercícios diários no clube.

O zíper abaixado junto da cueca escura deixava para fora o seu brinquedo próprio, e o favorito de Sasuke. Ele já estava um tanto flácido e o preservativo cheio na ponta forçando a inclinação para frente. Com os olhos fixos ali, Sasuke se aproximou de um Naruto intrigado e se pôs de joelhos diante dele.

Tinha a sua completa atenção, constatou ao olhar para cima.

— Quer que eu tire o preservativo?

Sasuke quase sorriu ao ver a face do amigo se iluminar na mesma hora. Seus olhos claros brilharam e um sorriso beirando a infantilidade aumentou em sua boca.

Sentindo aquele olhar cheio de expectativa pesar sobre si, Sasuke levou as mãos ao pênis de Naruto e desenroscou o preservativo, tomando cuidado para não deixar nada cair. Naruto acompanhou seus movimentos, vidrado, engolindo em seco quando, diante de seus olhos, Sasuke levava a língua para a entrada do látex e deixava todo o sêmen acumulado ali dentro deslizar para sua língua e sumir no interior de sua boca.

— Puta merda – Naruto deixou escapar, embasbacado.

Aquela sim era a melhor parte do seu dia.

E como um bônus, Sasuke ainda voltava a chupá-lo, sugando o restante do sêmen em seu pênis e dando uma atenção especial aos testículos. Naruto podia pegar no sono ali mesmo, naquela cadeira dura e abrigado confortavelmente dentro da boca do amigo. Mas a alegria durou pouco. A sucção leve logo teve fim e Sasuke ajeitou sua cueca, colocando seu pênis muito bem-agradecido para dentro.

Ao perceber que ele ainda o encarava absorto, como que hipnotizado, Sasuke avançou para a boca de Naruto, que teve o descuido de deixá-la entreaberta, enfiando a língua atrevida e o obrigando a provar do próprio gosto. Os resquícios ainda presentes davam um sabor a mais ao beijo forçado. Coisa que Naruto odiava. E o beijo perdurou por mais alguns longos segundos enquanto segurava com firmeza a cabeça do amigo que protestava para que o largasse.

— Mas que porra, Teme!

De fato, que porra.

— Esse foi o seu castigo – Sasuke o avisou despreocupadamente quando o soltou, voltando a arrumar o uniforme. — Você devia me agradecer por pegar leve com você hoje, seu idiota.

Naruto ensaiou abrir a boca para retrucá-lo, mas Sasuke o fez emudecer com um único olhar. O olhar de mil metros. Aquele que dizia que Naruto iria se arrepender muito se abrisse a boca para falar alguma merda irritante, principalmente porque Sasuke estava com a razão em querer castigá-lo.

E bater de frente com ele, era pedir para ficar sem sexo por um longo tempo.

Não querendo jamais passar por essa frustração de novo, voltou a engolir suas reclamações, preferindo observar em silêncio o amigo ajeitar o cabelo, pegar a bolsa do chão e caminhar para a porta.

Naruto não se moveu, esperando Sasuke sair por aquela porta sem lhe dirigir a palavra da forma mais fria que só ele conseguia fazer. Um bico chateado, entretanto, surgiu em seus lábios. Não gostava de ter Sasuke bravo consigo, mas por experiência própria decidiu que era melhor deixá-lo se acalmar e voltar a procurá-lo depois. Até porque Naruto era péssimo em tentar fazer as pazes. Ele sempre metia os pés pelas mãos, talvez por causa do nervosismo, e no fim tinha a proeza de piorar o que era para ter sido um momento de reconciliação.

E se Sasuke ainda se considerava seu amigo era porque conhecia e entendia seus defeitos e personalidade desastrosa. Com isso, Naruto podia até dizer com tranquilidade que aquela amizade era para sempre. O que não queria dizer que consequentemente ele podia agir com tranquilidade sempre que acontecia uma desavença; até a mais simples. Para ele, era impossível simplesmente deixar pra lá quando se desentendia com Sasuke. Tanto que foi num impulso súbito de urgência que ele abriu a boca para chamar pelo amigo antes que saísse da sala. Mesmo não sabendo o que iria dizer assim que tivesse sua atenção.

Para sua surpresa, porém, Sasuke parou antes que fosse chamado e se virou para ele, a mão segurando a porta.

A visão de um Naruto relaxado sobre aquela cadeira, próximo às janelas, o uniforme ainda aberto e aquele olhar intrigado direcionado a ele fez Sasuke perder a linha de raciocínio por um breve instante.

— Em... alguns dias vai acontecer uma vistoria nos vestiários dos clubes – ele conseguiu falar, ignorando o calor nas orelhas. — Se for encontrada qualquer coisa ilegal, o clube todo será punido. Sugiro que avise seus amigos.

E sendo estas suas palavras finais, Sasuke saiu fechando a porta atrás de si e sem dar chance ao amigo de agradecê-lo pela informação.

Naruto se endireitou na cadeira. Os olhos ainda fixos na porta enquanto absorvia aquelas palavras. O sorriso foi surgindo gradativamente, e por fim virou o rosto para as janelas. O céu escurecendo lá fora.

Sasuke era mesmo o melhor.

Se não fosse por ele também, provavelmente estaria em algum outro clube chato, sendo obrigado a fazer atividades-extracurriculares chatas, cercado por pessoas chatas.

O clube de Atletismo era livre de tudo aquilo. Mas estava indo de mal a pior. Tudo porque a Diretoria simplesmente resolveu concluir que Atletismo era inútil para o colégio. No entanto, segundo algumas normas impostas pela própria Diretoria – e trazidas à tona por Sasuke como quem não quer nada –, o fechamento do clube só era possível caso não tivesse o número mínimo de membros.

Curiosamente, o clube antes com mais de vinte membros agora só tinha oito. O número mínimo era oito. Os que saíram alegavam estar mais interessados em algum outro clube. Mas Naruto bem sabia que aquilo não era verdade. Era tudo parte do plano sujo da Diretoria que parecia estar de marcação sobre os membros, atenta a qualquer deslize que justificasse uma possível chantagem e consequentemente ganhando assim com a desistência deles.

Se o clube ainda existia, era graças aos seus amigos próximos que gostavam tanto quanto ele dos privilégios que o clube dispensável fornecia, e, claro, ao Sasuke que mexia uns pauzinhos aqui e ali para transparecer a disciplina invejável dos membros restantes.

O que era quase uma missão impossível para o presidente do Conselho Estudantil.

Naruto estava ciente do trabalhão que dava ao amigo por querer manter o Atletismo. De fato o clube não tinha tantas responsabilidades, e o de Futebol era mil vezes mais popular. Mas, ainda assim, eles ganharam todos os campeonatos intercolegiais em que participaram. Já não era o suficiente para deixá-los em paz?

Por que pegar tanto no pé de quem só queria “ficar de boas”, como dizia Naruto, e dar umas voltas descompromissadas pela pista de Atletismo; ou de quem só queria poder usufruir da academia privada do clube; ou do espaçoso vestiário para tirar um cochilo sem ser incomodado; ou até mesmo matar treino e ir embora mais cedo?

Naruto e seus amigos podiam até não levar o esporte muito a sério, mas o colégio tinha que admitir que eles eram bons no que faziam. Diferente do de Futebol que tinha perdido nas finais duas vezes vergonhosamente. Mas futebol é futebol, certo?

Grato, Naruto prometeu agradecer Sasuke apropriadamente no próximo encontro. Com um pouco de sorte, o novo brinquedo que comprara já terá chegado até lá. E só de imaginar as possíveis expressões de Sasuke ao usar aquilo nele, sentia-se ficar animado.

Seus pensamentos, contudo, o traíram e vagaram para outra pessoa inesperadamente. O celular pesou no bolso da calça e, pegando-o, Naruto abriu a galeria de fotos. Seus olhos se encheram com a beleza majestosa daquele cara que nunca soube que era fotografado, fosse na sala de aula, ou na sala do Conselho, ou simplesmente andando pelos corredores. Dando a Naruto ângulos maravilhosos para o celular discretamente posicionado no blazer de seu uniforme.

Eram tantas fotos. Uma mais linda que a outra. E Naruto parecendo sempre descobrir um novo detalhe fascinante nele ao rolar o dedo sobre a tela, avançando para a próxima imagem. E ele já colecionava dezenas delas, todas muito bem protegidas em seu celular. Só para seu deleite.

Naruto se tocou por cima da calça, e o vento frio do fim de tarde que entrou pela janela aberta ajudou a enrijecer seu pênis, voltando a ficar duro em instantes. Aquele cara mexia com ele de uma forma perturbadora. Nem com Sasuke seu corpo reagia com tão pouco. E, um tanto frustrado por ter que se contentar mais uma vez com uma foto, Naruto fechou a mão sobre si e trocou Sasuke por aquele cara nas lembranças eróticas que tinha armazenado na mente.

Sentiu-se ficar quente. O calor subindo pelo corpo e arrepiando a pele. Ele jogou a cabeça pra trás e curtiu o momento, automaticamente aumentando a velocidade aos poucos. A voz rouca escapando entre grunhidos e palavrões baixinhos. Era difícil imaginar que tipo de expressão aquele cara reservado faria quicando sobre si, ou o fodendo por trás, mas Naruto era criativo e na maioria das vezes se surpreendia consigo mesmo nesse quesito.

Numa súbita onda de excitação, ele se levantou e colocou o celular sobre a mesa mais próxima. Na tela, deu zoom no rosto daquele cara e sorriu, apertando sua ereção pulsante entre os dedos. Ele só podia estar enlouquecendo de vez para fazer aquilo.

Inclinou-se para frente, a mão esquerda espalmada ao lado do celular. Os olhos vidrados na tela. Os músculos dos braços salientados contra o tecido da camisa pelo duro esforço na busca do orgasmo que vinha depressa. O abdômen se contraindo. Naruto imaginou ele presente ali, de joelhos à sua frente, bem perto de sua glande intumescida, esperando para ser coberto por seus fluídos.

— Caralho...!

Seu corpo colapsou. Sua mente ficou em branco.

Os olhos fechados com força e o maxilar travado enquanto jorrava-se sobre a tela do celular. Sobre o rosto dele. Ofegante, Naruto apoiou a outra mão na mesa e deixou a cabeça tombar para frente, sentindo-a girar e ouvindo o coração bater desenfreado em seus ouvidos. Olhando para aquela cena na mesa, sorriu, imaginando como aquele cara iria reagir se o visse tratando uma foto sua daquele jeito.

Provavelmente o socaria até a morte.

E foi pensando no quanto era um depravado pervertido que o sorriso de Naruto foi murchando. O término do torpor do orgasmo também lhe trazendo uma realidade repugnante.

— Ah, não! Eu gozei no meu celular! Que nojo!

 

—xXx—

12 февраля 2019 г. 14:53:58 0 Отчет Добавить 0
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