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txemin mandy

Park Jimin sempre quis adotar um gatinho e, quando realizou esse sonho, pode conhecer uma pessoa que o ajudou a quebrar certos esteriótipos.


Фанфик Группы / Singers 13+.

#romance #slash #bts #jimin #taehyung #v #vmin #punk #taehyungveterinário #gatinho
Короткий рассказ
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Capítulo Único

Desde criança almejava ter um gato como bichinho de estimação, porém, para minha infelicidade, meus pais sempre foram completamente contrários a esse desejo. Até mesmo quando fui ficando mais velho e tendo mais responsabilidade, não mudavam de ideia. E, por incrível que pareça, entendia o porquê. Minha mãe sempre foi alérgica — descobriu isso quando morava com meus avós e eles tinham um lindo felino todo preto — e meu pai, bem, ele concordava com sua esposa porque não tinha o que fazer.

Restou-me aceitar que enquanto morasse na casa deles: nada de gato.

Por conta disso, dois anos após sair de casa para fazer faculdade — fui obrigado a deixar Busan para estudar na Universidade Nacional de Seul —, realizei meu tão desejado sonho.

Eu, Park Jimin, estudante de Arquitetura, adotei um maravilhoso gatinho!

Em uma manhã de quarta-feira — estudo no período da tarde — fui caminhando para o petshop mais próximo de onde moro com meu melhor amigo, sabendo que ali teria o que eu sempre quis — não é à toa as vezes em que fiquei admirando a vitrine vendo os filhotinhos esperando para terem novos donos. É legal saber que alguns petshops aceitam receber animais de rua, para que eles possam encontrar pessoas que os queiram.

O dia estava um tanto frio e nublado e nem por isso minha animação diminuiu um décimo. Entrei no estabelecimento e logo fui atendido por uma moça simpática, que me ajudou com algumas informações sobre rações e brinquedos, assim que me entregou o filhote — o qual escolhi — em meus braços. Como uma bolinha de pelos feito aquela poderia ser tão fofa? Tinha os olhinhos azuis e uma pelagem cinza bastante macia. Havia mais como ele ali, pois algumas pessoas sempre acabam abandonando esses bichinhos indefesos, no entanto, acabei escolhendo-o por ser o menor entre os outros e por estar encolhido em um canto.

— É uma cortesia nossa oferecer aos clientes a primeira vacina que deve ser aplicada. — A atendente ia explicando, enquanto finalizava o pagamento, entregando-me uma sacola com a quantidade necessária de ração e mais outros pertences que acabei escolhendo. — Temos um veterinário que fará isso, e o senhor pode voltar daqui uma semana, já que esse gatinho tem pouco mais de 40 dias e a dose da vacina V4 deve ser aplicada quando os felinos têm de 50 a 60 dias.

— E para o que serve a vacina?

— Para prevenir algumas doenças que eles são mais suscetíveis a terem em tão pouco tempo. Pode ser numa quinta às 8 horas? — Apenas concordei, vendo que ela anotava algo em um cartão para me entregar. — Tem o horário junto do telefone daqui para qualquer dúvida. Tenha um bom dia, senhor.

Acredito que não preciso contar como foi a primeira semana com Rony — sim, sou um grande fã de Harry Potter — e como aquele gatinho fez eu e meu melhor amigo, Sungwoon, cairmos de amores em tão pouco tempo. Parecia até que os dias na faculdade ficaram mais leves por saber que, quando chegasse em casa, seria recebido por quatro patas absurdamente fofas e macias.

Na quinta de manhã — enquanto Sungwoon estava na faculdade —, enrolei Rony em uma cobertinha e não muito tempo depois, cheguei no horário certo no petshop. Quando a atendente me viu, deixou-me na sala do veterinário, que tinha uma decoração adorável: sendo patinhas de todos os tipos como papel de parede, uma mesa branca e em cima dela algumas miniaturas de cães e gatos, um computador em cima da mesma e uma outra ‘’mesa’’ retangular de aço, onde deve ser o lugar em que os animais são examinados.

— O veterinário já virá atendê-lo. — Foram as palavras da mulher antes de sair pela porta.

Ali dentro estava um pouco mais quente, tanto que Rony começou a se mover inquieto. Felizmente, a porta foi aberta em poucos minutos, fazendo-me agradecer silenciosamente por logo poder voltar para o meu apartamento.

— Desculpe fazer esperar, estava apenas organizando algumas coisas e preparando a dosagem correta. — Uma voz grave se fez presente. Tive que segurar o impulso de arregalar os olhos ao ver o homem à minha frente, ele era tudo o que eu não imaginava: cabelos pintados em um vermelho vivo, rosto jovial e belo, um jaleco branco e simples, que parecia cobrir mais tatuagens do que aparentava mostrar, visto que dava para notar alguns desenhos em seu pulso. — Me chamo Kim Taehyung. — Ofereceu-me um sorriso bonito e tranquilo, me deixando sem reação por alguns segundos.

Eu estava chocado. Não que eu cuidasse da vida dos outros, longe disso, mas desde sempre escutei meus progenitores falando o quão errado é ter desenhos incrustados na pele e que pessoas que os têm são consideradas de má índole. Sinceramente, nunca acreditei cem por cento, porém, sempre fiquei receoso quando via alguém assim pelo campus ou nas ruas.

Retomei a compostura, oferecendo um sorriso discreto.

— Sou Park Jimin e antes que dê a vacina no meu gato, quero saber se ele irá precisar de algum remédio, me parece um pouco fraco. — Acariciei Rony enquanto via Kim Taehyung sorrir docemente para a bolinha de pelos em meu colo.

— Fico contente em saber que esse filhote conseguiu ser adotado, alguns nem sempre têm essa sorte. E bom, eu mesmo me encarrego de cuidar de todos os animais de rua que chegam aqui, então já iniciei a vermifugação nele e, por isso, o senhor deve retornar no próximo mês para a segunda dosagem. É extremamente importante, a frequência de filhotes com vermes é grande. Outra coisa, antes que eu aplique a V4, recomendo que compre um produto anti pulgas que deve ser aplicado mensalmente. — Ele ia me explicando calmamente, conforme se levantava e aproximava-se de mim, indicando Rony com as mãos, onde pude ter um vislumbre maior de mais algumas tatuagens. — Posso?

— Ah, claro. — Entreguei o filhote em suas mãos, vendo-o levá-lo para a mesa de aço. — Essa vacina dói? — Meu coração apertou um pouquinho ao ver o tamanho da agulha.

— Acredite em mim, pode doer mais em você do que neste pequeno. — O Kim me respondeu divertido.

Ele foi hábil em aplicar a vacina, tive que controlar o impulso de tapar meus olhos e, mais uma vez, fiquei um tanto sem reação ao ver o veterinário acariciando Rony com muita delicadeza, como se tentasse consolá-lo pela dor. Era estranho como um homem daquela aparência parecia ter uma personalidade tão tranquila. Geralmente, as pessoas que vi com o mesmo estilo eram agitadas e viviam em bares enchendo a cara.

— Pronto, agora só mês que vem. — Taehyung retornou a falar, assim que me entregou meu gato e sentou-se em sua cadeira. — Como ele se chama?

— Rony. — Respondi com um pouco de vergonha, meu melhor amigo havia tirado sarro de mim pela escolha do nome.

— Ah, o melhor amigo de Harry Potter! Muito bom! — Riu divertido e estendeu-me a mão. — Até breve, Park Jimin. — Retribuí o cumprimento, com os olhos fixos em uma tatuagem num dos dedos de sua mão direita. Eram dois triângulos pequenos e um tanto diferentes. — Algumas pessoas se sentem desconfortáveis quando veem minhas tatuagens, sempre tomo o cuidado de escondê-las para evitar incômodos.

Arregalei os olhos ao escutá-lo. Senti meu rosto ferver na hora. Claro que ele poderia perceber meus olhares para seus desenhos, sem contar que já devia estar acostumado a perceber esse tipo de coisa.

— M-Me desculpe, não quero parecer grosseiro, apenas fiquei curioso. — Ajeitei o filhote em meus braços, sem encarar o Kim.

— Tudo bem, não tem problema. Pelo menos você não gritou comigo ou exigiu que outro profissional o atendesse. — Fitei-o surpreso, notando que tinha um semblante um pouco triste ao revelar isso. Não que eu nunca imaginasse que algo assim poderia acontecer, viver na Coreia do Sul significa que você tem que lidar com muitas opiniões padronizadas, todavia, escutar um relato desses tornava a situação pior do que apenas aparentava.

— Sinto muito que tenha tido que passar por algo assim. — Disse sincero, afinal, mesmo que eu tivesse certo preconceito, discordo de muitas atitudes que alguns têm só porque alguém pensa ou age de maneira diferente do considerado normal.

— É decepcionante, mas o que posso fazer? Parece ser mais fácil julgar a aparência do que o profissionalismo. — Tornou a sorrir calmo, ainda que seus olhos aparentassem tristeza.

[...]

Faz um mês desde a primeira ida ao veterinário. Desde então, Rony foi se acostumando cada vez mais comigo e com Sungwoon, também crescera um pouco mais, ficando bem mais forte e um tanto atrevido. Mas não foi só isso que mudou, a fala de Kim Taehyung sobre as pessoas julgarem mais o que viam, permaneceu em minha mente e por causa disso, tive várias e várias conversas com meu melhor amigo em como julgávamos algo sem antes ter conhecimento do que se trata.

Inclusive, passei a ver certas coisas de outro ângulo, quando meu companheiro de apartamento disse que mesmo eu e ele sendo homossesuxais — algo que poucas pessoas a nossa volta sabiam por justamente haver muito preconceito — e termos a mente mais aberta com relação a determinados assuntos, ainda sim não fugíamos de ter a mente fechada para outras situações. O que pode ser um pouco óbvio, visto que somos humanos e estamos aprendendo constantemente com nossos erros.

E chegar a essa conclusão me fez ficar um pouco mal e, ao mesmo tempo, curioso e ansioso para saber mais sobre o veterinário tatuado e bonito.

Talvez por isso eu tenha ficado com os nervos à flor da pele no dia em que retornaria ao petshop. Minhas mãos soavam constantemente e como consequência, segurava cada vez mais firme Rony em meus braços. Minha sorte foi que ele gosta de colo, apenas o meu.

Não demorou para que eu fosse atendido. Fui recebido com o mesmo sorriso bonito de Taehyung, que logo estava com meu gatinho em seus braços, examinando-o com todo o cuidado e fazendo todos os procedimentos que eram necessários. Eu apenas o observava, vendo que também tinha algumas tatuagens em seu pescoço, mal apareciam, seu cabelo era muito bem cuidado e era nítido a paixão pelo o que exercia. Ele era um pouco mais alto e esguio do que eu, tinha mão grandes e finas. Lindo.

— Rony está saudável e crescendo nas medidas ideais. Está sendo um ótimo cuidador, Jimin-ssi. — Pisquei um par de vezes ao notar que falava comigo. Estava entretido, fitando-o.

— Obrigado. — Respondi um pouco envergonhado. — Seria muito estranho perguntar o porquê cursou veterinária? — Questionei tímido e peguei Rony de volta ao que o Kim me entregou por ter acabado de examiná-lo.

— Tudo bem em querer saber, penso que se eu tivesse no seu lugar, também estaria curioso. — Taehyung voltou a se sentar, indicando que eu fizesse o mesmo. — Meus pais sempre foram liberais e contrários a muitas coisas que as pessoas julgam, acabei simpatizando com suas ideias e as ideias que seus amigos tinham e me juntando a uma tribo, os punks. Sempre gostei do jeito despojado de se vestirem e dos significados das tatuagens, assim como gostava de saber que eles iam atrás de maneiras de empregos mais justas, customizando até as próprias roupas. Mas enfim, sempre amei cuidar dos animais e quando terminei o ensino médio, minha mãe adoeceu. Não tínhamos condições de pagar um tratamento e, não muito tempo depois, ela faleceu. E eu decidi que tentaria uma vida melhor depois daquilo, corri atrás de me formar numa boa faculdade e estou aqui, mantendo meus gostos e fazendo o que amo. — Mais um de seus sorrisos tranquilos retornaram aos seus lábios bem desenhados. Levei um tempinho para absorver o que me foi dito, compreendendo enfim, o quão podemos nos enganar com as pessoas apenas pelo o que vemos ou queremos ver.

— Mais umas vez, peço desculpas se pareci que estava te julgando, não te conheço e confesso que tinha em mente algo completamente diferente sobre pessoas que possuem tatuagens. — Ponderei se deveria seguir com o que estava em mente, ele permanecia com os olhos atentos em mim e acenou que estava tudo bem. — Estive enganado por pensar que tinha a mente mais aberta que a maioria por eu ser homossexual, então agradeço, de verdade, por ter me contado isso. — Falei um tanto depressa, com certo receio de como reagiria.

Kim Taehyung apenas sorriu, aproximou o braço para fazer um carinho em Rony — que ressonava como um anjinho — e retornou a me olhar um pouco mais sério.

— Não precisa pedir desculpas e fico feliz em poder encontrar pessoas como você, aqui na Coreia, que fogem dos padrões. — Desta vez, parecia que ele estava ponderando sobre o que falaria, ou não, a seguir, pois mordeu os lábios em um gesto inquieto. — Acho que é minha vez de te perguntar algo estranho. — Disse por fim, parecendo, pela primeira vez, um pouco envergonhado.

— E o que seria? — Questionei um tanto ansioso. Não fazia a mínima ideia do que o Kim gostaria de saber ao meu respeito.

— Pode me passar o número do seu telefone?

[...]

Nove semanas haviam se passado. Minha faculdade andava nos conformes e Rony crescia forte e saudável, tornando-se um gatinho ainda mais atrevido e carinhoso. No entanto, Kim Taehyung pareceu ter surgido em minha vida para dar um sacode no meu dia a dia de estudante universitário.

Nunca passaria pela minha mente que eu e o veterinário nos daríamos tão bem e em tão pouco tempo. Trocávamos mensagens diariamente e saíamos sempre que tínhamos um tempo disponível. Ele me contou mais sobre seus gostos peculiares como: apreciar música clássica, mas também, o famoso heavy metal; usar coturnos e jaquetas de couro quando não estava a trabalho; e ajudar em causas ambientais quando era possível. Taehyung era bastante inteligente e doce, sua companhia era mais que agradável.

Tinha noção de que o que sentíamos um pelo outro não era apenas amizade. Havia atração e um novo sentimento envolvidos também. Tanto que, após eu tomar a iniciativa de beijá-lo — depois de tantas mensagens trocadas e passeios pela cidade — o Kim me convidou, oficialmente, para um encontro.

Ele me levou a um restaurante que servia frutos do mar — descobrimos ter este gosto em comum — e, pela primeira vez, me contou e mostrou mais sobre suas tatuagens, assim que decidimos ir para sua casa depois de jantarmos.

Taehyung retirou a jaqueta que usava, revelando uma regata branca e seus braços completamente cheios de desenhos. Parecia uma obra de arte. O primeiro que me explicou, foi os triângulos em seu dedo, dizendo que as pessoas que os tatuam costumam criar suas próprias realidades. Em seguida, mostrou-me um flecha em seu pulso esquerdo, dizendo significar superação e conquista. Foram bons minutos o ouvindo falar com sua voz rouca sobre o restante das formas bem delineadas, ora de cores mais escuras, ora de cores mais vivas, deixando-me cada vez mais hipnotizado.

Contudo, minha tatuagem preferida foi, sem dúvida alguma, uma mariposa toda estilizada em seu tronco. Além de ser linda, simboliza a morte que transforma, ou seja, mesmo que Taehyung tenha perdido sua mãe, por causa desse infeliz acontecimento, ele resolveu mudar o rumo de sua vida para algo melhor. Seus olhos — e os meus também — se encheram de lágrimas quando começou a explicar sobre a mariposa e ao revelar algumas lembranças de quando era criança.

Após um bom tempo nos encarando fixamente, sorvendo da companhia um do outro, trocamos alguns beijos demorados — sabendo que as coisas ficavam cada vez mais intensas entre a gente — e optamos por ficar em sua sala assistindo a um filme qualquer. Era tão gostoso tê-lo ao meu lado que eu só sabia agradecer ao céus por poder conhecê-lo.

— Sabe qual será a minha próxima tatuagem? — Arrepiei ao escutar sua voz sussurrando em meu ouvido. Apenas balancei a cabeça, indicando que continuasse. — Um lindo filhotinho de gato.

Não pude evitar sorrir, sentindo meu coração aquecer e bater como um louco.

— E posso saber o porquê?

— Se não fosse esse seu desejo de adotar um felino, talvez eu não te teria na minha vida.

28 августа 2018 г. 23:12:44 0 Отчет Добавить 3
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