Em teus braços Подписаться

garotaestragada Isa

Seu lar era aquele abraço. Com cheirinho do frutas cítricas e chá verde.


Фанфик Аниме/Манга Всех возростов.

#sasunarusasu
Короткий рассказ
10
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Ao seu lado

As costas doíam, as pernas estavam dormentes, os ombros e o pescoço tensos e a cabeça latejava.

Naruto sentia os olhos pesados da noite mal dormida, mas se forçou a abri-los. E percebeu estar no escritorio do Hokage, com o rosto apoiado na mesa e a coluna envergada.

Levantou a cabeça esfregando a nuca em uma falha tentativa de fazer a dor diminuir, indireitando a postura.

Olhou para a grande janela e percebeu estar amanhecendo. Suspirou, havia pegado no sono no trabalho de novo - o que havia se tornado frequente nos últimos anos.

Ouviu sua barriga roncar, nem havia percebido que estava com fome. Outro suspiro - outra coisa que havia se tornado frequente -, levantou da cadeira e estalou a coluna, podia sentir agora toda os músculos doloridos como se tivesse acabado de sair de uma batalha, e caminhou até a porta esticando a mão para puxar a maçaneta - hesitação.

Se estivesse em batalha seria morto.

Não sabia exatamente quando havia se tornado tão difícil sair daquela sala, ela havia se tornado seu refúgio. Se afundava nos papéis, sob a desculpa de serem documentos muito importantes para acalmar sua consciência pesada e culpada.

Saiu do prédio e, aproveitando que não havia ninguém ali, caminhou calmamente para seu lar.

Não, aquele não era seu lar. Era apenas a casa oficial do Hokage.

Observou as ruas vazias de Konoha, era tão diferente de quando era garoto. Tecnologia, lojas novas, casas novas. Havia sido o responsável por aquilo mas se sentia tão aparte daquilo tudo. Era como se ele não fizesse parte de nada alí.

E talvez realmente não fizesse.

Olhou para os rostos dos kages, e o seu estava lá. Se fosse em outros tempos aquilo lhe causaria um orgulho e felicidades inexplicáveis, mas hoje o causava apenas apátia.

Sentiu uma leve frisa balançar seus cabelos, respirou fundo o aroma de sakuras que o começo da primavera trazia. E seguiu caminho.

Mais uma vez se estivesse em batalha seria morto. A hesitação em abrir a posta paralisava seu corpo, gostaria de saber quando havia se tornado tão covarde.

Encontrou a casa no andar inferior vazia, iluminada apenas pela luz natural que entrava pelas janelas. Subiu as escadas e com a leveza do ninja que era, abriu a porta do quarto da filha. Ela dormia um sono pesado toda esticada na cama com a boquinha aberta. Naruto riu, leve.

Depois foi ao quarto do filho. Dormia igualmente esticado na cama com a boca aberta e os cabelos loiros espalhados pelo travesseiro, se aproximou, fez um carinho leve nos cabelos tão iguais aos seus.

E um súbito sentimento de tristeza o abateu, a aura do quarto que antes era calma e tranquila pesou, tornando-se soturna. Sentiu os olhos marejados e os lábios formarem um bico de choro.

Saiu do quarto do menino antes de deixar as lágrimas de fato caírem, e se dirigiu ao seu quarto. Não olhou para a cama, a culpa não deixava. Seguiu direto para o banheiro e entrou no box, deixando a água morna levarem as lágrimas e lavaram sua alma tão machucada.

Se aproximou devagarinho da cama e se deitou. Não ousou se mexer, ficou apenas observando as curvas da mulher deitada do outro lado da cama. Qualquer homem amaria aquela imagem.

Não ele.

Não esperava dormir, mas realmente acabou pegando no sono. Um sono pesado de um corpo implorando por descanso, por uma cama de verdade e conforto, por um lar que o acolhece de verdade.

****

Acordou de súbito, sentindo as lágrimas molharem seu rosto. Sentia um braço forte abraçar sua cintura. Era tão quente, o fazia se sentir acolhido, em casa.

Se virou dentro do abraço devagar e se deparou com dois olhos negros o encarando com uma intensidade só dele.

– Tá tudo bem, amor? 

Naruto sorriu e deixou o outro limpar suas lágrimas com delicadeza. Se aninhou naquele abraço, escondendo a cabeça no peitoral forte, e se permitiu respirar fundo, aspirando aquele cheirinho famíliar de frutas cítricas com chá verde.

Cheiro de lar. 

– Sim, amor. Agora tá tudo bem.

E foi ali, naquele abraço quente, que lhe lembrava proteção, que o fazia se sentir tão bem, tão amado que adormeceu novamente, apenas apreciando o carinho gostoso que era feito em seu cabelo, e sorrindo com as juras de amor que lhe eram ditas ao pé do ouvido, como uma forma de o lembrar que ele não estava só.

2 июля 2018 г. 5:30:28 0 Отчет Добавить 4
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