Amor Bandido Подписаться

kawa-chans2 Kawa-chan Santos

Essa é mais uma versão da história de amor de Oikawa Tooru e Iwaizumi Hajime, nela Oikawa e Iwaizumi estão envolvidos com a Interpol e com assassinatos. Preparem os corações e venham.


Фанфик 18+.

#policial #haikyuu #iwaoi #Oikawa-Tooru #Iwaizumi-Hajime
Короткий рассказ
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O amor que move montanhas

Ele chegou chorando

Me dizendo sobre sua vida

E foi ali que o amei pela primeira vez.

Iwaizumi Hajime era um ladrão que nasceu e foi criado nas ruas escuras e perigosas de Nova York, perdeu os pais para um traficante de armas aos 4 anos. Os capangas do tal traficante se apiedaram do pequeno menino moreno com olhos de predador e o levaram consigo, a ele foi alimentado e treinado para ser o mais inteligente e o mais mão leve de toda a gangue.

Aos 10 fez seu primeiro roubo, foi em uma pequena joalheria onde o dono, sem o mesmo saber, era seu avô. Deu tudo certo, ele roubou o colar que lhe foi mandado sem vítimas e sem testemunhas mas, o pequeno Hajime se apavorou ao saber que a loja de quem roubou era de sua família e de noite foi até um parque que havia perto da casa que ele ficava. Sentado no balanço deixou que as lágrimas caíssem, ele se sentia mal e naquele momento quis decidiu que sairia dessa vida, ouviu um galho se quebrar ao seu lado e olhou naquela direção. Encontrou olhos castanhos cheios de tristeza e raiva, o menino deveria ter sua idade, porém era mais baixo que ele, parecia ser mais indefeso e inocente que o mesmo e seu cabelo castanho ondulado, assim como ele estavam sujos e bagunçados. Ficaram se analisando em silêncio por longos minutos.

- Quem é você? -Perguntou por fim.

-Oikawa. Oikawa Tooru. -Disse com os punhos cerrados.

-Iwaizumi. Iwazumi Hajime. -Disse e estendeu a mão para o mesmo.

Oikawa com receio pegou em sua mão.

-Por que você está chorando? -Questionou curioso.

-Eu fiz besteira e você? Por quê está chorando? -Desviou do assunto, como lhe foi ensinado.

-Eu acabei de perder meus pais. -Confessou se sentando no balanço ao lado de Iwaizumi. -Ouvi os policiais dizendo que foram bandidos da gangue mexicana que tem aqui no bairro.

-Entendi. -Respondeu frio. Iwaizumi odiava os mexicanos, eles eram arrogantes e exibidos além de se comportarem como porcos. -O que você vai fazer agora?

-Os policiais queriam me levar pra delegacia pra me devolver pra uma tia que morra em Portland. -Suspirou fundo. Hajime naquele momento viu o quanto o menino ao seu lado estava tentando ser forte, o quanto ele não queria quebrar talvez por isso ele gostou do mesmo ou talvez porque ele se identificou com ele.

-Um pouco longe não?

-Muito.

Ficaram em silêncio por um tempo. Durante esse tempo Iwaizumi pensou como suas histórias se pareciam tanto, e ele sentiu algo que não deveria e que se arrependeria futuramente, ele criou afeto pelo jovem ao seu lado.

-Posso de chamar de Iwa-chan? -Perguntou Tooru timidamente. Hajime fez careta arrancando uma risada de Oikawa.

-Claro que não, que nome horrível. -Respondeu mal humorado.

-Pois bem, agora será Iwa-chan.

-Eu vou te bater. -Disse irritado. Tooru se limitou a mostrar-lhe a língua.

Depois disso conversaram inutilidades até altas horas da noite, Hajime descobriu muito sobre Oikawa e o mesmo aconteceu com o jovem moreno. Na despedida eles trocaram números de telefone porque não queria perder contato, eles realmente gostaram um do outro. Com um abraço, um desejo de boa sorte e um sorriso eles se despediram, quando Iwaizumi se deitou naquela noite seu coração estava calmo e seu objetivo gritava para ser concluído.

Vivendo de rótulos, pressões e angústias

Ás vezes nos esquecemos de quem somos

São nesses momentos que temos que nos lembrar

De onde viemos e como chegamos até aqui.

Mais 10 anos de passaram, e nesses 10 anos Iwaizumi se tornou aquilo que o líder da gangue queria o que ele fosse um ladrão completo e de quebra conseguiu um assassino frio e implacável. Por quê? Porque ele não tinha o que perder já que Oikawa simplesmente sumiu depois do quinto ano. Iwaizumi era como uma arma passada de mão em mão, de país em país e a cada missão que fazia mais ele se esquecia quem era.

Até que um dia ele o viu na TV, ele estava falando pela Interpol sobre o caos que um assassino internacional estava causando. De primeira Iwaizumi pensou que era mais um assassinozinho idiota que se deixaria ser pego, até que ele viu sua marca na tela. A flor de cerejeira desenhada com sangue no peito de mais um dos seus trabalhos queimava seus olhos, ele mal acreditou no que via e amaldiçoou o destino por ter armado aquele palco.

Naquela noite ele mal conseguiu pregar os olhos, estava feliz por saber que Oikawa estava bem, naquela noite ele se permitiu lembrar das suas conversas, da noite que se conheceram e da sua jornada até o presente momento.

Oikawa no entanto se sentia estranho ao encarar o desenho da flor de cerejeira muito comum do seu país natal. Mas não deixou que esse sentimento incomum o dominasse, começou a investigar cada caso do assassino, e constatou que em todos ele fora rápido e eficiente.

Passou-se uma semana e Oikawa e Hajime estavam cada vez mais próximos de se encontrarem, Hajime sabia que esse seria seu último trabalho, ele era esperto e sabia que Oikawa não descansaria enquanto ele não estivesse preso. Ao embarcar para Nova York mandou uma mensagem no celular de Oikawa, nela ele confessava o que queria ter dito a 5 anos no encontro em Portland ante do mesmo simplesmente sumir.

“Eu te amo Trashkawa.”

Em meio ao caos a melhor coisa a se fazer é

Lutar.

Lutar, com todas as forças

Porque assim quem sabe um dia

O destino te recompensa.

O jovem vestido com roupas pretas, coturnos da mesma cor e na cintura uma pistola e uma faca de caça se esgueirava entre os prédios que conhecia como a palma de sua mão. Entrou pela janela de seu antigo quarto, notou que quase nada havia mudado seus adesivos de dinossauros continuavam lá assim como o saco de pancadas que aguentou muitos acessos de raiva e sua cama que fora palco de tantas conversas com seu amor. Sorriu e continuou seu caminho, notou com surpresa que as fotos que tirara com Oikawa na vez que fora a Portland o ver ainda estavam coladas atrás de sua porta, seu coração se apertou. Então ele decidiu tirar a que ele mais gostava, que era uma onde eles estavam abraçados ele sorria e Oikawa beijava sua bochecha direita, colocou no bolso traseiro da calça e saiu do quarto.

Sua missão tinha sida dada por uma gangue japonesa, ela era justamente vingar os dois agentes mortos em Nova York a 16 anos atrás. Iwaizumi escolheu bem sua última missão. Não encontrou nenhum membro no seu caminho até a sala de reuniões achou estranho, claro, mas continuou. Do lado de fora do prédio Oikawa estava paralisado ao ver as imagens de segurança do prédio, depois de 5 anos ele encontrou seu Iwa-chan do pior jeito, mas encontrou. Seus colegas o chamavam, mas ele não ouvia, estava em choque pelo soco nas suas memórias que aquele rosto lhe deu. Assistiu ele abrir a porta da sala em que o líder da gangue estava, seu peito se apertou e lágrimas descerram ao ver e ouvir ele dar o primeiro disparo contra os 5 homens naquela sala.

-Oikawa-san temos que ir, agora. -Um de seus colegas o avisou. Respirou fundo e saiu seguiu seu caminho.

Assim como o amor proibido de Romeu e Julieta

Eu lhe digo Oikawa

Eu te amo, mais que a mim mesmo

Mais que minha sanidade permite

Me desculpe por não ser o que você esperava

Mas infelizmente nem todos dão sorte.

Antes de matar o homem que o acolheu como um filho ouviu de sua boca que ele estava honrado de ser morto por sua própria cria, e que Hajime se tornou aquilo que ele esperava que viraria. Admitiu também que fora ele quem separou Oikawa de si, ele mandou Oikawa para o Japão depois do encontro de Portland, ele deu a oportunidade de emprego a tia dele, ele ameaçou Oikawa para que não contasse nada a ti e que sumisse de sua vida.

-Sabe do que mais Hajime, eu adoraria ver o quão maravilhoso será ver ele te prender daqui a poucos minutos, eu amaria ver o seu olhar destruído... -Não pode terminar a frase pois uma bala de 5 mm atravessou o vão entre suas sobrancelhas.

Chorando de joelhos com as armas e corpos caídos ao seu redor. Fora assim que Oikawa o encontrou, mal acreditou em seus olhos, vendo que seu líder estava travado seus fiéis colegas foram até Hajime, algemaram seus pulsos e o carregaram para fora da sala, entranharam não haver resistência, mas seguiram seu rumo. Antes de ser colocado na viatura seus olhares se cruzaram e um viu a alma do outro como naquela primeira noite.

Não consigo chorar mais

Meu corpo não tem mais lágrimas pra derramar

Socorro policial estou em crise

Eu quero ir pra casa.

Hajime estava na cela sentado em posição fetal com os braços algemados às costas quando Oikawa entrou na mesma. Em suas mãos havia um cacete de em seus olhos havia mágoa. Iwaizumi sabia que tinha culpa e que agora seus erros e sua covardia o cobrariam, sem quebrar o contato visual, Oikawa o puxou pelos cabelos se o ajoelhou no chão aos seus pés. Pousou o cacete em sua bochecha, analisaram-se e Hajime constatou que Oikawa estava implacável.

-Olá Trashkawa. -Disse antes de levar uma cacetada na cara. Caiu de barriga para baixo pela força do impacto e sentiu o sangue preencher sua boca.

Depois da primeira Oikawa não parou, as cacetadas viam uma atrás da outra e Iwaizumi as aguentou com a coragem que não teve quando mais jovem. Aos poucos elas foram perdendo a força, até que por fim Oikawa o colocou de joelhos novamente e puxou uma pistola de sua cintura e colocou em sua boca. Os olhos do policial estavam encharcados por lágrimas e suas roupas sujas por seu sangue, havia dor correndo por suas veias. Iwaizumi sentiu suas próprias lágrimas descerem e formarem um caminho nos dois lados de seu rosto.

-Iwa-chan você é um idiota. -Disse Oikawa antes de retirar a arma da boca de Iwaizumi e cair de joelhos a sua frente. -Eu te amo seu ladrãozinho idiota.

Tooru finalmente se confessou, não foi como ele imaginou que seria a 5 anos, mas finalmente ele disse e ver o olhar surpreso de Hajime valeu a pena.

-Tooru, me desculpe por ser covarde. -Disse soluçando. -Eu fui fraco, me rendi ao destino que aquela cobrar desenhou para mim e agora você vai ter que me prender.

Tooru simplesmente o calou com um beijo, primeiramente fora apenas um leve selar de lábios, até que os anos de necessidade bateram à porta e Iwaizumi tomou sua boca com selvageria e brutalidade.

Hajime o queria tomar ali mesmo, naquele chão sujo com seu sangue. Ele não se importaria nem um pouco mas ouviram outros agentes entrando na ala. Então Tooru se separou, o soltou, levantou, recolheu suas coisas e saiu da cela.

-Eu vou te tirar daí Iwa-chan. Assim como você me salvou eu vou te salvar.

Eu te machuquei, meu príncipe

Me desculpe por isso, mas eu não me arrependo

Pois se não fosse meus erros não estaríamos aqui

Tu não conseguirias esse futuro promissor

É por isso que mesmo que amanhã eu esteja morto

Pelo menos durante uma pequena parte da minha vida eu pude ter o prazer de ter você em meu coração

E o prazer de entregar-lhe meu coração.

Durante duas longas semanas Hajime ficou preso esperando seu julgamento ás vezes Oikawa vinha lhe ver e dizia que o tiraria daquela situação mas nunca dizia como iria fazê-lo.

No décimo quinto dia, um guarda entrou em sua cela, o algemou e mandou ele o seguir, Hajime o fez desconfiado. Andaram por longos corredores até chegaram em uma sala onde havia um tribunal o esperando. Respirou fundo e sentou-se no lugar indicado, não viu Oikawa em lugar algum, o juiz e seu advogado de defesa o olhavam com pena e então, deu-se início ao julgamento.

Após várias perguntas do advogado de acusação, a apresentação de provas e testemunho de legistas, o advogado de defesa finalmente pode fazer seu trabalho, que era muito bom, Hajime constatou mentalmente. O advogado de defesa explorou o fato de ele ter sido manipulado desde criança por criminosos para justificar seus atos apesar de ser um bom argumento não era convincente. Hajime sabia, todos sabiam. Não demorou para que a defesa terminasse. O juiz estava para dar sua sentença quando um furacão castanho abriu a porta correndo.

A primeira coisa que Hajime notou foi que Oikawa estava péssimo, ele tinha olheiras enormes abaixo dos olhos, suas roupas estavam amassadas e bagunças e ele parecia que desmaiaria a qualquer momento. Felizmente Tooru estava motivado o suficiente para aguentar aquelas condições.

-Mil desculpas Excelência, mas eu gostaria de apresentar algumas coisas. -Pediu, torcendo para que o juiz o permitisse.

O juiz estava perplexo pelo estado do famoso e prestigiado agente da Interpol, então deduziu que seria importante ouvir o que ele tinha a dizer, por isso permitiu. Oikawa sorriu de alívio e começou:

-Como todos sabem Iwaizumi Hajime foi treinado para matar e roubar desde seus 4 anos, ele cometeu diversos furtos e assassinatos, e se meteu com praticamente todas as gangues do mundo. Mas isso pode ser uma vantagem para nós. -Iwaizumi arregalou os olhos, Oikwa só pode ser louco pensou.

-Como assim? Você está louco Oikawa? -Argumentou exaltado o advogado de acusação.

-Claro que não, pensem bem, ele pode nos passar informações valiosas de todas as gangues influentes do mundo, ele tem ótimos contatos, podemos usá-lo ao máximo.

-O que sugere agente Oikawa? -Perguntou o juiz.

-Eu sugiro que a Interpol faça dele seu agente.

Um silêncio mortal fez-se no tribunal, todos ao fim chegaram a mesma conclusão: não era má ideia, mas era arriscado.

-Excelência isso é um absurdo. Isso nunca funcionou antes.

-Meu caro colega é aí que se engana. -Ele distribuiu então os papéis que estavam em sua mão para o juiz e os advogados que trabalhavam no caso. -Isso já aconteceu antes com Satori Tendou, ele foi acusado de matar 300 criminosos e ser uma importante arma da Yakuza, quando ele foi preso há 20 anos, o advogado de defesa apresentou essa sugestão e o juiz aceitou, até hoje Tendou-san é considerado um dos melhores agentes que já passaram pela Interpol.

Iwaizumi queria levantar e beijar Oikawa ali mesmo, ele era simplesmente genial. O advogado de acusação simplesmente se calou e o juiz vendo que não havia mais nenhum pronunciamento declarou:

-Faremos uma pausa de 10 minutos.

Durante os 10 minutos Oikawa e Hajime apenas se olharam, eles estavam tensos demais para dizer algo, Hajime nunca pensou em entrar para a Interpol, mas se deu conta que não seria tão ruim assim.

Ao término da pausa a sala estava tensa, Hajime suava frio e Oikawa tremia.

-Vendo as provas e os testemunhos julgo Iwaizumi Hajime culpado dos assassinatos cometidos. – A garganta de Oikawa fechou e seus olhos queimaram com lágrimas não derrubadas, já Iwaizumi, estava com o peito comprimido e sua respiração falhava. -Sua sentença serão 6 meses em regime fechado. -Com a cabeça baixa Iwaizumi deixou as lágrimas descerem e Oikawa mordia os lábios segurando as suas. -Após esses 6 meses ele receberá o treinamento padrão e fará o teste para ver aprovado ou não na Interpol, caso não seja aprovado sua pena será a morte por cadeira elétrica. Declaro essa sessão encerrada. -Ditou e bateu seu martelo.

Hajime mal acreditava em seus ouvidos, Oikawa tinha conseguido, ele o livrou, estava desacreditado. Já Oikawa permitiu suas lágrimas caírem e, correndo, foi ao encontro de Hajime que já estava sendo levado de volta para sua cela. Pulou sobre ele, o derrubando no chão, e roubando-lhe um beijo ali mesmo em meio ao tribunal.

Obrigada príncipe

Você me salvou como disse que faria

Devo a ti mais que minha vida

Quando eu sair daqui te darei o tratamento que você merece

Afinal eu sou seu Romeu.

Os seis meses se passaram rápido e logo chegou o dia do teste. Haviam duas provas, a prática e a teórica. A prova teórica Hajime passou sem problemas. E hoje bem, seria feita a prática. Oikawa não deu lhe nenhuma dica do que o esperava e a curiosidade estava o matando.

Entrou na sala de metal vestindo apenas a roupa de campo que lhe foi dada. Nessa sala haviam diversos tipos de armas, alvos e um tatame que possivelmente era usado para lutas corporais. Do outro lado da sala Oikawa entrou trajando as mesmas roupas que si e com um sorriso travesso de quem faria coisa errada. Hajime riu, mal acreditando que ele seria seu oponente.

-Iwa-chan primeiro as armas, você tem que acertar pelo menos um tiro nos alvos. Você tem três tentativas e pode trocar de arma.

-Sim senhor. -Respondeu com ironia.

Foi até as diversas armas na mesa e escolheu a sua favorita, uma Glock. Os alvos estavam dispostos em posições semelhantes a de fuga, ou seja estavam difíceis de se acertar de onde ele estava. Porém Iwaizumi empunhava armas desde seus 4 anos, ele já atirou em todas as posições possíveis e para ele, foi fácil acertar pontos vitais dos 10 alvos em apenas uma tentativa. Do outro lado da sala, os comandantes da Interpol estavam boquiabertos, nunca haviam visto alguém atirar tão limpamente como Iwaizumi. Oikawa apenas sorriu, tinha pesquisado o suficiente sobre o passado de Hajime pra saber que ele apenas passaria tranquilamente por esse teste.

-Parabéns Iwa-chan.

-Você não parece surpreso Trashwaka.

-Eu já sabia que você passaria nesse teste.

-Convencido. -Disse irritadiço, Oikawa se limitou a mostrar-lhe a língua.

-Vamos ao último teste. -Disse subindo no tatame. -Você tem que me fazer me render, ou me imobilizar ou me tirar do tatame.

-Que moleza Trashkawa. -Debochou subindo no tatame. -Quando quiser. -Disse com a guarda baixa.

Sem anunciar um começo, Oikawa partiu pra cima de Hajime se aproveitando da guarda baixa, tentou dá-lhe um soco com a mão direita, mas foi interceptado pela mão esquerda do mesmo.

Oikawa aproveitou e deu uma cabeçada que lançou dois passos pra trás, aproveitou da situação e deu uma rasteira fazendo-o cair sentado. Sentou em sua barriga e começou a dar socos um atrás do outro, alguns acertavam outros ele defendia. Hajime com a força do seu quadril, desestabilizou Oikawa e o virou de barriga para baixo, ele se contorcia tentando tomar o controle novamente, mas Hajime colocou o pé nas costas do mesmo, se abaixou e pegou seu braço direito e dobrou-o num ângulo fora do comum.

-EU ME RENDO. -Gritou por conta da dor.

Iwaizumi o soltou na hora, saiu de cima dele e o ajudou a levantar.

-Iwa-chan isso vai ter volta. -Disse mexendo o braço segurando o ombro.

-Vai sonhando Trashkawa.

Os comandantes que estavam apenas observando a luta, entraram na sala e parabenizaram Iwaizumi pelo empenho na luta e por ter sido aprovado como agente e dupla de Oikawa.

Sabe, na vida humana há pequenos lampejos da plena felicidade

Hoje, quando fui liberto, eu pude senti-la

Hoje, meu rei,

Hoje você será meu e eu serei seu

A partir de hoje nada nos separará

Nem mesmo a morte

Porque onde você for eu irei.

Oikawa Tooru, obrigada por me dar esse amor que move o meu mundo.

Ao chegar no apartamento de Tooru em Tokyo, a primeira coisa que ele notou foram seus adesivos de dinossauros na porta, se perguntou como eles estavam ali.

-Depois de Nova York eu trouxe suas coisas pra cá. -Respondeu Oikawa atrás de si.

Sentiu lágrimas subirem, mas não deixou que elas caíssem. Oikawa abriu a porta e entrou, largou as chaves na mesinha ao lado de um cabide e retirou seus sapatos, Iwaizumi copiou seus movimentos e o seguiu pela casa. Eles estavam famintos, então juntos cozinharam uma janta digna de comemoração. Comeram, foram até a sala e deitaram no sofá. Iwaizumi estava por baixo abraçando a cintura de Oikawa que estava com o rosto enfiado na curva do seu pescoço. Ficaram nessa posição por muito tempo, eles trocavam carícias vez ou outra, estavam apenas matando a saudade um do outro.

Oikawa tomou a iniciativa de beijar Hajime, o beijo era calmo e apaixonado, as mãos de Iwaizume corriam pelo corpo de Oikawa e as mãos do mesmo apertava-lhe os braços. Não demorou para que ambos ficassem excitados, logo a blusa de Tooru estava no chão, seguida da de Hajime.

Iwaizume segurava o cabelo de Oikawa enquanto afundava o beijo na lava fervente de prazer, Tooru se ajeitou no colo de seu amado atritando seus membros e gemendo entre o beijo. Depois disso não demorou muito para que as calças, cuecas e meias fossem jogadas longe, e quando se depararam expostos um para o outro disseram ao mesmo tempo:

-Você é lindo.

Riram e retomaram o beijo, dessa vez Hajime escorregou os dedos pela entrada de Tooru, um a um, com calma e carinho e, ao som dos gemidos de Tooru, entraram os três dedos de Hajime. Eles exploravam o interior do homem com curiosidade, assim não demorou para que encontrassem a próstata do mesmo que gemeu longamente e deitou a cabeça no ombro de Hajime enquanto rebolava sobre os dedos.

-Iwa-chan já está bom, pode entrar. -Pediu manhoso ao pé do ouvido do moreno.

-Como quiser. -Disse retirando os dedos. -Olhe para mim. -Pediu.

E se olhando profundamente Hajime tomou Oikawa pela primeira vez de muitas, inicialmente a dor foi profunda pelo menos para Tooru, já que Hajime se segurava ao máximo para não gozar com o aperto ao redor de seu membro.

As respirações se misturavam, o suor descia às costas e a dor já passava. As reboladas de Tooru eram sensuais, as quicadas certeiras em sua próstata, os tapas ardiam-lhe a bunda. O vento frio da janela aberta atritava com o corpo quente dos amantes aumentando a sensação de prazer.

Hajime tomou o membro de seu amado e fazia uma masturbação ritmada com as quicadas de Oikawa. Logo gozaram, primeiro veio Hajime no interior de Oikawa gemendo alto um “Eu te amo” e depois veio Tooru entre os dois e clamando o nome de Hajime.

Iwaizumi se deitou novamente no sofá com Oikawa acima de si, se retirou de dentro dele e sentiu seu esperma descendo da entrada do mesmo e sujando a si e ao sofá abaixo de si. Acariciou Tooru enquanto as sensações do orgasmo recente dominavam o corpo. Acabaram adormecendo ali mesmo e a Lua Cheia que acompanhou a história dos dois amantes hoje, testemunhou o desfecho daquela história.

Obrigada Iwa-chan, por me deixar esses bilhetes e seu amor que queima em meu peito mais forte que nunca.

Não deixarei nossa história morrer.

Por mais que hoje você não esteja mais aqui.

Sabe, a Lua está linda, ela está igual a daquele dia que nossos caminhos se cruzaram.

Talvez seja um sinal dizendo para que eu vá me juntar a ti nas estrelas.

Hoje fazem 2 anos que você se foi, ainda sinto sua falta.

Aqueles mercenários que te mataram foram presos e mortos na cadeia por uma gangue rival.

Parece que o destino não cobrou só a nós.

Hoje eu publiquei nossa história, mas não verei os resultados.

Iwa-chan me aguarde, eu estou chegando.

Hoje, dia 2 de Junho de 2018 foi encontrado o corpo do agente Oikawa Tooru ao lado do túmulo do agente Iwaizumi Hajime com uma carta e uma flor de cerejeira em mãos. A causa da morte foi a ingestão de doses cavalares de calmantes.

O agente Oikawa com 30 anos de idade deixou um livro que relata sua jornada na Interpol e sobre seu caso com o agente Iwaizumi. O livro se chama “Amor Bandido” e pode ser encontrado nas livrarias de todo o país. Numa parte da carta o agente pede que todo o dinheiro das vendas vá para instituições de caridade.

É com muito pesar que nós da DailyTokyo damos nossos pêsames aos amigos de Oikawa Tooru.

2 июня 2018 г. 5:30:08 0 Отчет Добавить 0
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