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Capítulo 1 - Clair de Lune

Já entardecia em Forks e Jacob Black ainda estava trabalhando em sua na oficina. Ultimamente passava mais tempo preso entre limpar engrenagens e reparar motores velhos do que em casa. Soltou tudo que estava fazendo e correu para pegar seu celular que tocava freneticamente entre algumas peças de carro que estavam espalhadas no chão. Do outro lado da linha estava Alice Cullen super empolgada:


— Você não pode deixar a Bella na mão, além do mais vai ser legal, eu mesma preparei tudo! — a vampira o convidara para uma pequena recepção de boas vindas para Isabella e Edward Cullen que chegavam do Brasil, um pouco mais à noite, lugar que os dois passaram a lua de mel.


— Eu sei Alice, vai ser m-u-u-i-t-o legal — falou com ironia e revirando os olhos, confirmando assim a sua presença no local.


Alice com sua voz de fada, convencera Jake a comparecer no local, o deixando sem muita escolha. Já que para ele, ir até a casa dos Cullen era uma má ideia.


Ao perceber que estava completamente sujo de graxa, tomou banho bem demorado. E enquanto a água batia em seu corpo, o pensamento que ele não deveria ter aceito o convite o assolava. Se perguntava o porquê de ter realmente aceitado. Será que ele ainda estava, assim, tão apaixonado por Swan? Não bastava os dias que ficara completamente abatido? Ele tinha que ir mesmo ver a mulher que amava com outro cara?


— Tô saindo – foi o que disse em poucas palavras para evitar perguntas de seu pai. Caminhou a contragosto e a passos largos até sua moto. Queria ir o mais rápido o possível antes que se arrependesse de sua decisão. Decisão essa que ele julgava ser idiota.


— Não chegue muito tarde! — gritava o velho Billy Black da porta de sua casa, Jacob assentiu sem muito humor. Seu rosto mostrava um ar de amargura. Como diria Jared: Jake estava se tornando uma espécie de Leah 2.0 da matilha.


Alguns minutos na estrada, nada além de pinheiros e mais pinheiros à sua frente. Black estava cada vez mais longe da reserva, ali naquele momento não tinha como voltar atrás. Estava decidido, ele iria tentar superar de uma vez por todas ter sido trocado pelo o sanguessuga metido a hipster.


Arfou profundamente, soltando o ar dos pulmões que nem percebeu que segurava, quando avistou ao longe a mansão dos Cullen.


Jake deu dois toques na campainha nervoso. Os meses que se passaram fora deveras solitário. Embora, tivesse voltado a estudar, e fizesse algumas rondas com os garotos da matilha nada parecia o bastante. Nada parecia preencher o vazio que Bella deixara. Tudo que mais queria no momento era abraçá-la novamente depois de tanto tempo.


Alice quem o atendeu na porta, saltitante como sempre.

— Olá Jacob!! Pensei que não viesse — disse a pequena vampira, o puxando pelo braço. — Vamos! vamos! Todos já estão na sala. — Alice saiu rodopiando e dançando pelo meio da mansão.


Quando Jake entrou na sala houve um silêncio sepulcral. Havia ali um aglomerado de vampiros vindos de todas as partes do país. Eles o olhavam perplexos, como se não acreditassem no que viam ali. Alguns se remexiam nos seus lugares e pigarreavam desconfortáveis. Carlisle veio depressa amenizar a situação falando que o lobo era amigo de longa data da família, mas não foi o bastante para evitar que todos o olhassem e cochichassem entre si.


Rosalie tentou desviar a atenção deles, pedindo que Edward tocasse mais uma música, e atendendo ao pedido, o vampiro tocou Clair de Lune, de Debussy, foi só então todos os olhares se voltaram para o vampiro no piano, esquecendo por um instante a presença de Jacob ali.


Rose passou por Black, o empurrando com o ombro e com ar superior.

— Me agradeça depois, cachorro — sussurrou de maneira quase inaudível.


— Não costumo me intimidar com um covil de vampiros, loira. Acabaria com todos em questão de segundos — disse jogando um pedaço das madeixas de Rose pra cima, mas antes que ele pudesse falar mais alguma coisa, a vampira loira retrucou:

— Não seja tão generoso consigo mesmo! Cachorro. — ela bufou e saiu em passos fortes.


Jacob sorriu vitorioso, mas logo fecharia a cara, pois notou de longe que Edward o fitava dos pés à cabeça. Black sabia que sua presença ali o incomodava. “Arrancaria um pedaço dele se eu pudesse”, pensou. Edward deu um sorrisinho de canto de boca, pois já sabia de todos os pensamentos infames de Jake com relação a ele.


— Ora, ora. O que temos aqui? O menino lobo saído da floresta. — falou Emmett, dando gargalhadas feito uma criança malcriada.


— Há-há — Jacob sorriu em um tom de deboche.


— Não seja tão cruel, Emmett — Jasper se divertia com a situação. — Vamos lá, melhor de três! Apenas uma pequena disputa de agilidade. Você vem, Black? — O vampiro Hale ficou em posição de ataque, ele levantava as mangas, enquanto fazia uma posição cômica de kung fu.


Jasper e Emmett rolavam pelo chão, sem se preocuparem com a presença das visitas, que os olhavam entusiasmados, como se tudo fizesse parte de uma grande apresentação teatral. “Dois loucos”, pensou Jacob. Não duvidaria que após a luta, eles reverenciassem a “plateia” como se fossem dois majestosos atores.


Resolveu sair em direção à cozinha. Lá se encontravam Esme e Bella, que preparam um pequeno jantar.


— Venha Jacob, sente-se. — disse Esme com sua voz aveludada e com um tom maternal

 — Eu e Bella passamos a tarde decidindo o que faríamos pra você no jantar. — falava com um sorriso angelical.


— Não precisavam se incomodar comigo — Jacob falou tentando se ajeitar em um das cadeiras da mesa.


— Sendo assim, se não se importarem, vou olhar se os convidados precisam de alguma coisa — Esme saiu deixando o Lobo e a Swan a sós.


— Então, o que você andou fazendo esses meses que eu estive fora? — disse Bella, puxando uma cadeira e ficando de frente com Jake.


— Voltei a estudar, mas ultimamente, tem sido basicamente alcateia, oficina e mais alcateia — falou com um sorriso abobalhado de orelha a orelha, enquanto olhava fixamente nos olhos de Bella.


— Não vai comer? — ela perguntou


— Não estou com fome, não queria que vocês tivessem trabalho comigo. — ele disse afastando a cadeira pra mais perto de Bella.


— Não foi trabalho nenhum. Esme adora cozinhar, ela até me ensinou alguns truques culinários — sorriu — Sei que ainda não tem idade pra beber. Mas, encontrei essa garrafa de Whisky. Não vai fazer mal nós experimentarmos um pouquinho.


Bella pegou o copo de Jacob enquanto ele ainda o segurava, por um momento os dois ficaram com as mãos “grudadas” e se olhavam como se estivessem em uma espécie de transe. Carlisle entrou na cozinha e sem querer acabou os assustando, fazendo que o copo que estava na mão de Jacob virasse apenas estilhaços no chão.


— Me desculpem, eu os vim chamar pra escutar algumas histórias de nossos antigos ancestrais — disse Carlisle com uma voz complacente com o que acabara de acontecer.


— Pode ir na frente Bella, deixa que eu limpo esta bagunça. — disse Black já pegando uns pedacinhos de cacos de vidros do chão. — Tenho andado distraído — falou tentando parecer menos indignado com tudo aquilo. Bella disse que ficaria para o ajudar.


— Carlisle!! Já vão começar — Falou Edward olhando Bella e Jacob tentando limpar o chão. — Parece que coordenação motora não é uma habilidade dos lobos, não é mesmo? — Edward falou com um sorriso cínico estampado no rosto. O vampiro não podia perder a oportunidade de deixar Jacob ainda mais furioso.


— Sério, Conde Drácula? Deixa eu te most.... — Jacob falou com tanta raiva que acabou se cortando em um dos cacos de vidro. O corte fez uma pequena fenda em sua mão, mas foi o suficiente para que bastante sangue jorrasse.


Todos naquela cozinha se olharam apreensivos. O cheiro de sangue logo se espalhariam pelo os cômodos da casa. Edward e Bella foram rapidamente até a sala avisar discretamente os outros de sua família que todos deveriam está em alerta. Preparados para conter qualquer vampiro ali presente. Enquanto isso, Carlisle pegou um pano que estava em cima da pia e estancando o ferimento de Jacob e o levou o mais rápido o possível para o seu pequeno ambulatório na mansão.


Alguns minutos e mais alguns pontos depois.

— Pronto, só mais esse ponto e poderá e se juntar aos outros. — O Doutor lhe sorria de maneira cordial.


Quando Jacob finalmente chegou na sala. Uma história sombria era contada por um vampiro de rosto robusto, que se assemelhava em muito com uma gárgula empoeirada, daquelas que se encontrariam no alto de uma igreja gótica. Ele tinha uma aparência misteriosa, e que se fosse possível somar as idades de todos que estavam ali, ainda assim não chegaria nem perto de seu tempo na Terra. O velho vampiro contavam da possibilidade real de vampiros terem filhos biológicos com humanos, e de que como essas crias eram fortes, habilidosos e belos ao mesmo tempo. Por se tratar da única mulher humana no local e, que por coincidência casada com um vampiro. Todos voltaram os olhares curiosos para Bella.


— Você deveria tentar doce criança — disse uma vampira desconhecida no canto da sala, enquanto os outros diziam: "sim, ela deveria tentar", todos com olhares ardilosos e maquiavélicos.


Por um momento, ela se sentiu maravilhada com a história. Por que até aonde sabia, vampiros não poderiam conceber. — Seria bem estranho, mas não me negaria caso acontecesse comigo e com Edward, seria uma chance de poder termos um filho. — Bella respondeu um pouco tímida com todos a olhando, mas ainda sim com entusiamo na voz.


Jacob escutava tudo boquiaberto e totalmente horrorizado. Não acreditava no que acabara de ver e ouvir, se perguntava se Bella realmente teria coragem de trazer ao mundo aquele tipo de aberração, pois não sabia qual seria o resultado de uma geração entre um vampiro e uma humana. "Nada menos que algo maléfico", imaginou.


Carlisle então, entrou no meio da conversa.

— O que o nosso amigo não nos contou é, que quase não há registros de um feito como esse. O que se sabe, é que as humanas não resistia a gestação, levando consigo o fruto dessa relação. – disse ele com sua voz gutural.


— Eles podem estar lá fora agora, escondidos, Senhores! — O velho vampiro tinha uma entonação melodiosa como um contador de histórias — Ou será que dia teremos um prazer de ver um pisar na Terra pela primeira vez? Seríamos nós os priveligiados de ver o primeiro híbrido surgir no meio vampírico caso esse adorável casal tentem por isso em pratica — sorriu malicioso — É uma possibilidade! E eu aguardo ansiosamente por isso! — O velho vampiro parecia desafiá-los com sua voz cavernosa.


Todos sussurravam inquietos entre si, até que o silêncio no local se fez constante. Emmett entrou no meio da sala quebrando totalmente o gelo que havia se instaurado no local e falou:

— Ok, ok. Vocês se lembram quando nosso primo Czar viajou à Paris pela primeira vez... — Logo, alguns já davam gargalhadas e outros tentavam chegar mais perto para poder ouvir a história.


Black caminhou até o outro lado da sala com as mãos em punho e puxou Edward pro canto, e o confrontou:

— Me diga Edward que não fará isso com Bella, não tentará engravidá-la. Estará colocando a vida dela em risco! Não só a dela como a de todos nós!! — falou entredentes — Você não sabe que tipo de monstruosidade esse tipo de híbrido pode ser! — esbravejou enquanto apontava o dedo contra o peito do vampiro.


— Olha aqui, Lobisomem! Bella é MINHA esposa o que nós fazemos não disse respeito a você. Além do mais são só histórias. — Edward encarava Jacob, o peitando. — E aliás, você não supera nunca, né? — debochou claramente dos sentimentos que Jake ainda tinha por Bella — Quem sabe eu coloque em prática as histórias que foram contadas aqui hoje, só pra saber se é verdade? – provocou o lobo ainda mais, cuspindo cada palavra.


— Eu mato você, sanguessuga!! — Jacob praguejou estar em uma sala rodeada de vampiros. Era como se tivesse caído em um ninho de cobras, sentia que seu lobo explodiria a qualquer momento. Sua respiração era forte. Tomava fôlego para não acabar com Edward ali mesmo.


— Está vendo, você não aguenta perder — o vampiro respondeu com sarcasmo, dando de ombros caminhando até Bella a agarrando pela cintura a fazendo girar em uma valsa. Black cerrou os punhos, enquanto o seu corpo estremecia, poderia jurar que um dos pontos em sua mão havia cedido. Não havia mais alternativa, com o sangue fervendo, saiu correndo o mais rápido que pôde para longe da mansão, já não poderia mais segurar sua transformação.


Trovejava e relampejava muito, o céu ameaçava desabar, mas Jake corria sem rumo em sua forma lupina. Não saberia dizer há quantas horas havia deixado a casa dos Cullen. Ele só queria fugir de tudo e principalmente dos seus pensamentos mais inquietantes. Sim, agora ele tinha certeza que não deveria ter ido até lá.


O vento forte e gélido passeava pelo seus pelos, e os pingos da chuva, intensificavam o cheiro da floresta da floresta ao redor. Corria com velocidade impressionante entre uma árvore e outra, e durante seu trajeto pôde sentir uma tempestade torrencial desabar sobre si, de modo que lhe encharcara todos os pelos, fazendo com que seus movimentos se tornassem cada vez mais mais lentos. Entretanto, sua fúria era tanta que não pensava em parar, nem mesmo com os galhos secos que lhe feriam todo o corpo à medida percorria a mata densa. Quando já se aproximava da praia de La Push, a chuva já dava espaço para nuvens espaçadas no céu noturno. Tudo era iluminado somente pelo o clarão da lua cheia.


Em forma desfecho daquele dia. Podia-se então, ouvir ao longe, uma lamúria em forma de uivo de um lobo solitário que ali fazia residência, pelo menos naquela noite.

10 мая 2018 г. 23:40:36 0 Отчет Добавить 1
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