O Imaginário de Vincent Allen Подписаться

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Vincent Colegard é um garoto solitário que vive imerso em seu próprio universo. Não se sente igual aos que o cercam, por viver em meio a burgueses preconceituosos - incluindo sua família - O Imaginário de Vincent Allen conta uma parte crucial em sua vida, onde tudo muda e seu imaginário mostra-se mais real do que a sociedade poderia entender e, mesmo ele sendo apenas um garoto, abriria mão facilmente do seu "sangue nobre" para viver uma vida de aventuras, para ser infinito, para ser o Vincent Allen.


Короткий рассказ Всех возростов.

#magia #halloween #ficção #drama #aventura
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O Menino no Guarda-Roupas

   Era noite. Um castelo horripilante fora pintado na mata completando um cenário funesto. Na parte de trás encontrava-se um grande cemitério coberto por uma bruma misteriosa e na frente havia um rio que borbulhava exalando o aroma da morte. Em uma das janelas via-se o contorno de um homem que de tempo em tempo levava um cigarro á boca e soltava numa espessa fumaça no ar da noite. Postava-se com classe em posse de um sobretudo preto e dono de um olhar mórbido. 

   O constante crepitar das velas espalhadas por todo canto é a única coisa que se ouve no imenso castelo e o homem caminha sozinho no breu imerso em sua própria loucura. Solidão. Tristeza. Melancolia. Ele sempre se arrasta pelos corredores do castelo cantarolando algo que se parecia com Lux Aeterna de Clint Mansell. Não parecia triste, na verdade via-se um sorriso malicioso no canto de seus lábios.

   - Vincent Allen - Ouvia-se uma voz estranha chamar atrás de uma porta. 

   Vincent então jogou o cigarro que fumava pela janela, caminhou até a porta e abriu-a. Alguns morcegos voaram para fora e seguiram pelos corredores do castelo. O homem então entrou no aposento, estava completamente escuro.

   - Vincent Colegard - Ele ouviu sem enxergar nada. Não era mais aquela voz estranha, era uma voz enjoada de mulher. Ele conhecia muito bem aquela voz e a odiava. 

   Um clarão repentino fez arder-lhe os olhos e duas mãos ossudas puxaram-no para fora do guarda-roupas no qual Vincent passou as últimas horas. 

   - O que você estava fazendo aí? Quer saber garoto... 

   Vincent na verdade não tinha um castelo e nem era um homem, pelo menos por enquanto... Vincent tinha oito anos. Magrelo, nariz fino e alongado, olhar triste e dono de um cabelo extremamente bagunçado. Ele era feliz, normalmente não aparentava, mas era. Pelo menos quando estava mergulhado em sua própria mente.

   "Você não coopera". 

   Ele não queria escutar sua mãe, mas ela não parava de falar. 

   "Você tem suas obrigações, Vincent". 

   No momento o garoto estava achando mais interessante olhar o pequeno esquilo que estava num galho de uma árvore próxima á janela de seu quarto. Parecia sorrir para Vincent e por um instante ele podia jurar que o animal lhe acenou e ofereceu uma noz. 

   Foi ai que veio um tabefe que fez com que o garoto caísse no chão. 

   - Preste atenção em mim - Disse a mulher tentando manter a calma. Vincent tinha nojo daqueles cabelos loiros - Se arrume e desça para jantar, você sumiu a tarde toda. Os Addams vieram aqui para socializar conosco. Uma amizade como essa, Com pessoas tão importantes para a cidade, é fundamental para nós. E você está mesmo precisando de um amigo - Disse a mulher olhando para o guarda-roupas de Vincent com certo nojo - O pequeno Duda Addams parece ser um bom menino. 

   Vincent alegrou-se quando soube que os Addams os visitariam, mas ele imaginou que seriam figuras como Mortícia, Lurch, Tio Fester, Primo Coisa. "quem sabe eles têm uma mão decepada que tem vida própria" - Pensou ele. 

   Mas os Addams não eram como os do filme. Duda era um garoto gordo e mimado, o senhor Addams era um filhinho de papai aos quarenta anos e a senhora Addams, coitada, não passava de uma pobretona que enriqueceu com o casamento e finge ser da mais alta classe. 

   Durante o jantar Vincent ficou batendo o garfo no prato produzindo aquele som que sua mãe odeia. Olhava o "pequeno dudinha" comer feito um porco faminto e sentia repugnância daquele chapeuzinho idiota do garoto e principalmente daquele cabelo ruivo estupidamente lambido e partido ao meio.  

   Vincent não queria as riquezas que seus pais lhe ofertavam. Queria aventuras. Queria ser algo que ele jamais teria se continuasse ali, queria ser feliz. Sair por ai, ter contato com as pessoas, salvar princesas e matar dragões, ele também queria ser astronauta e dar saltos gigantescos na lua até sentir fome e comê-la, pois obviamente era feita de queijo. O pequeno sonha também com o dia em que terá seu próprio castelo próximo a um vilarejo ao qual ele visitaria sempre de madrugada atrás de sangue para se alimentar, pois obviamente era um vampiro. Ele queria ser tudo. Ser infinito. 

   Certo dia seu pai lhe dissera que era impossível ser infinito, mal sabia ele que Vincent adorava desafios. E em seu mundo ele era Vincent Allen.

18 апреля 2018 г. 15:55:15 0 Отчет Добавить 0
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