O Amante do Hokage Подписаться

agmars A. G. Mars

A ascensão do novo Hokage trouxe consigo boatos que, pouco a pouco, se espalharam por Konoha. Até mesmo Sasuke já sabia das afirmações. Desta vez, porém, foram obrigados a encarar suas consequências.


Фанфик Аниме/Манга 21+.

#spoiler #sexo #yaoi #sns #naruto-sasuke
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O que você acha que está fazendo?

Notas do autor:

História com direitos autorais reservados, só que não para mim! No entanto, enredo meu, folks! E ideia minha também! Mas bem que poderia ter acontecido né? Seria um enredo melhor que Boruto u.u

Imagens da capa tiradas de: https://br.pinterest.com/pin/794392821742581377/

https://dailyanimeart.com/2017/03/23/naruto-and-hinatas-wedding-naruto-shippuden-500-end/naruto-and-hinata-married/

Conteúdo bem viado, com pegação e limonada, pra quem curte ver Naruto e Sasuke pegar fogo. NaruSasu, SNS.

Separada em capítulos para não pesar a leitura, mas originalmente é uma oneshot.

Contém spoilers (?) e a história se passa em algum momento de Boruto, meio que logo depois que Naruto virou Hokage.

Eu achei essa fic no eu PC. Achei que tava um lixo, pq n sou boa em escrever de fandons, fui ler e MEO DEOS COMO EU AMEI! Então, acho que é a melhor SNS que eu me arrisquei a fazer, até porque se passa em Konoha na época do Naruto Hokage.

Só pra deixar falado, é minha visão dos personagens, ok? Uma releitura do que eu acho que seria mais cool de ter acontecido. Pode soar OOC pra alguns, mas eu gosto de ver os personagens assim depois de adultos, dar um ar de maturidade a eles e, principalmente, tirar toda a merda que fizeram com suas personalidades por falta de saber desenvolver. Eu gosto, não sei se vão gostar!

Anyway, espero que gostem pq, puts, como eu amei reler pra corrigir! Logo posto o final, pq ta td escrito, só vou postar aos poucos pra não cansar a leitura (são 7k, qm aguenta ler 7k de uma vez?).

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O amante do Hokage

Capítulo I - O que você acha que está fazendo?

Praticamente, colecionava adjetivos. Tímida. Introvertida. Fofa. Os mais comuns que ouviu durante a infância, adolescência e, comicamente, até na vida adulta. Inútil. Fraca. Falha. Também foram palavras que a acompanharam ao longo dos anos, preenchendo as lacunas de sua personalidade e aumentando aquela bolha na qual se enfiou com o tempo. No fundo, sabia, não era nenhuma destas descrições. Quis ser, por muito tempo, o que esperavam de si, e até o que não esperavam, mas jamais conseguiu passar das palavras que outros criaram. Até mesmo para Neji, muitas vezes, não passava de um adjetivo invisível. Porém, de todos o que aguentou durante sua vida, o único que jamais aceitaria era aquele vindo das rodas de fofocas de Konoha: coitadinha.

Costumava a ser calma e bastante submissa ao marido, tentando soar um modelo de esposa ideal. Limpava, passava, cozinhava, cuidava das duas crianças e guardava consigo sonhos e desejos como se não passassem de infantilidades femininas. Para quê? Para, ao cair da noite, cansada dos dias monótonos que recebeu em troca de um casamento ruim, ter sua caçula questionando os boatos que ouvira na cidade. Ignorou até aquele ponto. Mas nem toda sua paciência conseguiu segurar o ódio quando encarou a filha.

 A pequena se encolheu, como se esperasse um ataque ou um castigo. Suspirou. Jamais iria ferir a própria filha! Não por causa dos erros de Naruto. Respirou fundo, buscando calma no fundo da própria alma, ainda que encontrasse o olhar de pena das amigas.

— Ignore as fofocas que ouve — disse séria e a pequena concordou, mais por medo do que por aceitação. Não era como se costumasse a ver a mãe irritada. — Vá deitar, Himawari! — ordenou, apenas porque precisava ficar sozinha.

E sozinha, saiu de casa. Não! Não deixaria aquilo passar! Não daquela vez! Segurou muito nas costas ao longo dos anos para se rebaixar à piedade de Konoha. Submeteu-se a fragilidade, a feminilidade, a ser a esposa perfeita e a mãe dos sonhos, mas aguentar aquele tipo de afronta feria além do orgulho que nunca teve. Naruto só podia estar brincando!

Não que buscasse o marido quando saiu pela noite em Konoha. Ele nada diria. Umas negações bobas, algumas mentiras patéticas, quem sabe estaria falando com a merda de um clone! Não iria adiantar colocá-lo contra a parede. Precisava ir direto a fonte das fofocas. Ir até aquele lampejo de desgraça de sua vida.

Passou os últimos doze anos tentando gostar do homem. Ignorou o quão péssimo pai ele era – até porque Naruto e Hiashi não eram exemplos. Ignorou tudo o que ele fez por Konoha e o quão destrutivo sempre fora. Ignorou até que seu marido se perdia mais olhando a foto dele do que a da própria família. Porém, jamais iria engolir ser alvo daquele demônio amaldiçoado! Já fazia tempo que devia a ele uma conversa séria. Olhá-lo nos olhos malditos e questionar o que diabos, afinal, ele queria?

Fingindo que não sabia o quão tarde era, bateu na porta da casa de Sakura. Não que esperasse encontrar o maldito lá, mas ela certamente saberia seu paradeiro. Precisou bater algumas vezes, com força, ainda que não usasse nem metade de seu ódio.

— Céus! — A porta fora aberta bruscamente. — Hinata? — Sakura não conteve a surpresa ao ver a mulher ali.

— Hey! Oi! — Sorriu docemente, gentilmente, colocando uma mecha do próprio cabelo atrás da orelha — Sasuke está em Konoha, certo?

— Uhum... — Sakura não pode evitar a desconfiança.

— Sabe onde ele está? — Sorriu timidamente. — É... é meio que uma emergência... — Abaixou o olhar.

— Aconteceu algo com as crianças? Com Naruto? — Arqueou as sobrancelhas. Emergência para Sasuke, apenas algo que envolvesse o loiro.

— Só posso falar para ele... — Sorriu nervoso, mantendo os olhos baixos. — Sabe onde ele está?

— Tem a ver com Naruto, não é? – O Uzumaki seria o único a mandar que achassem Sasuke pela vila. Hinata apenas concordou com a cabeça, ainda sem erguer o rosto para Sakura. — Vou ver se a Sarada sabe.

Sem deixar abertura para Hinata entrar, Sakura avançou para dentro de casa. Não que a Hyuuga se importasse. Sakura poderia evaporar instantaneamente naquele segundo que não lhe faria diferença na vida. Apenas queria olhar fundo nos olhos de Sasuke – talvez não tão fundo – e lhe indagar o que estava acontecendo. Não que fosse dizer isso a amiga, pois sabia que ela defenderia o Uchiha até o fim.

— Hinata?

Por sorte não fora necessário ir muito longe. A voz que veio de suas costas seria reconhecível se estivesse do outro lado do mundo. Engoliu a vontade de rir e virou-se docemente para o homem confuso logo atrás. Assim que Sakura tinha sumido da casa, conseguiu vê-lo se aproximar pelas ruas da vila, aumentando seu nervosismo com o que faria. Precisava engolir aquela maldita timidez e enfrentar aquele demônio logo! Precisava de um pouco da coragem que Naruto tinha... que Neji tinha...

— Sasuke... — murmurou sem coragem de encará-lo, apesar de estarem de frente. — P-pode me acompanhar? — Odiou-se por gaguejar, mas sabia que iria soar normal para qualquer um dali.

— Aconteceu algo?

— Por favor... — murmurou nervosa, sem querer iniciar a discussão na frente da casa de Sakura.

— Tudo bem.

Por uma sorte divina, ele aceitou. Sorriu para esconder o suspiro aliviado e começou a caminhar, sendo seguida pelos passos firmes do Uchiha. Sequer sabia para onde ir ou como iniciar a conversa, porém precisava. De alguma maneira, precisava. Então, tentou planejar à medida que avançava para qualquer lugar.

Pensou em falar gentil e doce como sempre fizera. Pensou em soar irritada e dominadora, mas seria engraçado. Pensou até em não dizer nada, desistir da ideia e voltar para casa, chorar sozinha no banho como vinha fazendo os últimos dozes anos. Então, lembrou-se de Neji e do quanto ele suportou para ter aquele fim patético por ter sido fraca! De todas as vezes que fraquejou, perder o Neji fora a pior de todas. E por ele jurou nunca mais falhar. E continuou falhando. Era um desastre e esse certamente era o melhor adjetivo para descrevê-la. Merecia mesmo ir chorar no banho e aguentar todos os olhares de piedades que recebia.

Contudo, não naquela noite.

Ao menos uma vez na vida teria um pouco da força de Neji para fazer algo com sua vida.

— Que história é essa de você ser amante do meu marido? — soltou séria, parando de andar repentinamente, no meio da vila, para virar-se para o Sasuke. — O que você acha que está fazendo, Uchiha? — E nunca antes soara tão austera.

~~//~~//~~

De todos os apelidos que recebeu, costumava a gostar de O Último Uchiha. Em sua cabeça infantil, soava imponente, principalmente por excluir Itachi, o grande vilão, de sua família. Não que demonstrasse haver orgulho em sua existência, não queria soar feliz pela perda de seus familiares. Mas sim, havia certa graciosidade em ser o único a sobreviver ao massacre, sendo o mais fraco, o mais patético, o último Uchiha que carregaria o fardo de reerguer a família após vingá-la. Era tão estúpido! E precisou de dezessete anos para entender que não havia beleza alguma nas palavras das outras pessoas. Todas, de alguma forma, o desprezavam, senão por quem era, o faziam por não o conhecer de verdade.

Até o dia que chegou em Konoha, cansado de uma missão, querendo dar uma última olhada naquele sorriso estonteante de Naruto antes de dormir, e ouviu múrmuros de um lugar qualquer.

O amante do Hokage?

Demorou para perceber que falavam de si. E demorou ainda mais para conseguir parar de rir. Não que alguém tenha visto, pois se afastara. Amante do Hokage. Seria trágico, se não fosse tão cômico.

Em qualquer outro momento de sua vida, teria se irritado. Ser associado àquele tipo abominável de sujeira lhe soaria ofensivo. Não naquele dia. Não naquela época. Parecia uma dedução tão óbvia que passou o caminho inteiro, até a sala de Naruto, perguntando-se porque Konoha demorou tantos anos para perceber aquilo. Não que tivesse tido algo além de beijos acidentais com Naruto, mas o loiro perdera sua vida para resgatá-lo do inferno e ninguém achou estranho? Até Orochimaru, no âmbito íntimo, costumava a fazer piadas sobre os sentimentos deles.

Assim que adentrou a sala do Hokage, na costumeira expressão séria, fechou a porta num baque, apenas para assustar o loiro que dormia à mesa. Naruto reclamou, resmungou, limpou o babo e só então percebeu a seriedade em seu olhar.

— Quer dizer que me tornei seu amante? — indagou extremamente sério.

— Quê? — Naruto perguntou assustado, antes de sumir em fumaça.

Sasuke rolou os olhos, porém, assim que o loiro surgiu por outra porta, voltou ao olhar sério. Naruto parecia atordoado, com os olhos arregalados e a boca suja de molho.

— Onde ouviu isso, Sasuke?

— Responda, Naruto! — ditou sério, aproximando-se do loiro apenas por querer intimidá-lo. Achava graça no desespero dele. — Sou seu amante? — Parou próximo o suficiente para sentir a respiração desesperada do loiro contra a própria face.

— N-não... — murmurou nervoso, sem saber se encarava os intimidantes olhos ou os chamativos lábios tão próximos dos seus.

Já fazia um bom tempo que a intimidade entre os dois se tornava uma coisa incômoda. Os olhares se perdiam, sem saber até onde era certo olhar, e as palavras se confundiam, sem saberem ao certo o que poderia ser dito. Porém, dos encontros, o pior eram os toques acidentais, desde roçar de dedos a brincadeiras que os deixavam um sobre o outro. Não sabiam mais o que era permitido ou não fazer a apenas dois amigos. Por mais que Sasuke soubesse não se sentir apenas como amigo, e Naruto ter certeza de que estava ficando louco.

Então, para impedir que o incômodo se instalasse, Sasuke se afastou, rindo baixo da expressão de Naruto e do próprio desespero. Mais um segundo com aqueles olhos lhe encarando os lábios, e o beijaria. Algo que, definitivamente, deveria estar fora de cogitação.

— Idiota! — Naruto suspirou aliviado ao notar que era uma brincadeira. Acabou rindo baixo, deixando-se observar a beleza diferenciada que havia na leveza de Sasuke. Era sempre singular vê-lo sorrir e tinha certeza de que jamais perderia o encanto.

— É o que dizem por aí — Sasuke explicou-se, deixando-se encostar na parede mais próxima. O corpo estava cansado.

— Que você é meu amante? — Riu nervoso, como se a ideia não lhe trouxesse outros tipos de pensamentos.

— Que o Uchiha é amante do Hokage. — Riu divertido mais uma vez, adorando como a frase soava absurda. Não que a ideia de se deitar numa cama com Naruto lhe soasse mal, mas ser amante seria o cúmulo!

— Pode ser de qualquer Hokage! — Naruto argumentou em brincadeira.

— Tem razão, Kakashi é mesmo lindo.

— Quê? — gritou, precisando que Sasuke risse para perceber a brincadeira.

~~//~~//~~

— Do que está falando, Hinata? — Estava extremamente sério, inabalado pela explosão dela.

— Não se faça, Sasuke! Não é de hoje que coisas vem sendo ditas pela vila! — Ofegou, exasperada.

— Então deveria falar com seu marido.

— Como se ele falasse comigo!

— Hinata, os problemas do seu casamento não são da minha conta.

— É, quando você começa a causar eles! Eu... — Respirou fundo, encarando fixamente o único olho de Sasuke amostra. — Eu não me importo com o que faz da sua vida! Se você se deita com homens, com mulheres ou com o Orochimaru o problema é seu! — Sasuke arqueou as sobrancelhas. — Mas, a partir do momento que se interfere na minha família, eu não vou me calar. Então, vou ser bem clara: quem você pensa que é para ficar... ficar... ficar se esfregando com Naruto?

Me esfregando? — Sasuke queria rir apesar da seriedade.

— Você entendeu! Não se faça de bobo, Uchiha! Não é de ontem que as pessoas vêm dizendo coisas de você. E eu mesma já notei que é estranho! Essa coisa de você com a Sakura, ninguém nunca engoliu. Ninguém sequer viu vocês se beijando! — Negou com a cabeça. — Não que eu me importe, é só que...

— Na verdade, parece se importar muito sim.

— O quê? — Exasperou-se. Em anos jamais tinha falado tanto, era difícil controlar o que sairia da boca e o que permaneceria um pensamento.

— Hinata, já disse, seu casamento não me interessa.

— Então porque fica dando em cima do meu marido?

— Eu não fico.

— Não se faça de... de... de idiota, Uchiha! Eu vi você se atirando para ele. Eu sei das coisas que acontecessem na vila, Sasuke! — Apontou para os próprios olhos. — Isso não serve apenas de enfeite!

— Em você, talvez.

— O quê? — Tremeu de ódio e sabia que não faltava muito para começar a chorar com aquela discussão. Agora soava tão estúpida! Mas não queria voltar atrás e soar ainda mais patética do que já se sentia.

— Hinata, por favor, vá conversar com Naruto.

— E dizer o quê? — gritou e, agora, já não segurava as lágrimas. — Para ele voltar para casa? Para ele dormir comigo, pelo menos? Para ele não nos esquecer? Que ele tem família? Dizer o que, Sasuke? Para ele me amar como ama você? Para ele me olhar como olha para você? Para ele gemer meu nome na cama. Meu nome! Meu nome, Sasuke, não o seu! É isso o que quer que eu diga para ele? — Fechou os olhos com força, virando-se de costas para o Uchiha com vergonha das próprias palavras. Que tipo de mulher havia se tornado?

— Diga o que quiser, Hinata. Só não me importune com seus problemas.

Definitivamente Hinata não sabia o que Naruto vira em Sasuke. Ele era rude, insensível, cruel. Um verdadeiro demônio traidor. Não sabia de uma só coisa boa que ele tenha feito, no máximo Sarada, e ainda precisara de Sakura. Ainda assim, era ele o escolhido. Pois se Naruto não voltava para casa, deveria estar na cama dele, com ele. Sentia nojo apenas de os imaginar se tocando. A mesma boca que beijava, beijaria Sasuke? Nunca tinha visto algo, mas o estômago embrulhava com as possibilidades. E, sozinha no meio de Konoha, chorava ainda mais.

Preferia mil vezes ter sido amante de Naruto por uma noite, que ser a eterna esposa traída.

17 апреля 2018 г. 0:04:27 0 Отчет Добавить 8
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