Névoa Подписаться

ayzu-saki Ayzu Saki

"Um psiquiatra forense procurando vingança Um garoto com um passado traumático que é amigo dos mortos E um assassino procurando seu último ato. O bem, o mal, e o homem entre o bem e o mal."


Фанфик Аниме/Манга 21+.

#abuso-sexual #suicídio #abuso-infantil #pedofilia #naruto #itachi #violência #bisexualidade #serial-killer #itanaru
28
6.7k ПРОСМОТРОВ
Завершено
reading time
AA Поделиться

Prefácio – 3:30

Um sentimento que era um misto de horror e remorso; mas não passou de um sentimento superficial e equívoco, pois minha alma permaneceu impassível.
Edgar Allan Poe

Ele corria pela floresta escura, pisando em folhas secas enquanto uma névoa leitosa cobria sua visão. Apenas a voz o guiava, os gritos distantes e desesperados:

- Nii-San! Me ajude!

Ouviu a exclamação dolorosa e aumentou o passo, caindo, erguendo-se com as mão esfoladas. Seu irmão precisava de si, tinha que conseguir alcançá-lo.

- Não!

O grito estava mais perto, podia ouvi-lo, mas nada via.

- Sasuke! - gritou com todo o fôlego que possuía. A resposta foi um grito mais desesperado.

- Nii- San! Nii-San!

Mais um grito de dor. Estavam o machucando! Correu mais desesperado, e os gritos foram diminuindo, ficando mais baixos. Alcançou uma clareira e parou de forma abrupta ao sentir a água em seus pés.

Era um rio.

- Sasuke!

Ouviu o choro baixo do irmão. Vinha do outro lado.

- Por favor, faça parar. -ele implorava. - Pare. PARE! ITACHI!

Entrou no rio em desespero e começou a nadar para a outra margem, em direção aonde sabia que Sasuke estaria.

- Sasuke! - chamou. - Aguente!

Ele ia acabar com quem estava machucando-o, tinha que salvá-lo!

Estava perto da margem quando foi puxado para o fundo. Lutou para subir, sufocando com a água escura ao seu redor. Sentiu a mão fria em sua perna, o arrastando, e mesmo com toda a água, ouvia ainda os gritos de Sasuke em sua cabeça.

- Nii- San, por favor... Me ajude...

Lutou contra as mãos em sua perna. Sentiu-as o largar e se preparou para subir quando encontrou os olhos negros dentro da água, bem perto de sua face.

- Me ajude... - a água começou a ficar vermelha de sangue e sentiu a mão gelada que estivera em sua perna tocar seu rosto.

Era o rosto de Sasuke.

...............................................................................................................................

Itachi acordou de supetão suado e arfando. Sentiu como se a escuridão do quarto estivesse prestes a engoli-lo e demorou instantes para lembrar onde estava e quem era, ainda dentro da atmosfera sufocante de seu pesadelo. Passou a mão nos cabelos longos e úmidos, tentando controlar a respiração e a dor em seu peito. Olhou para o celular, que buscou apalpando as cobertas, estava ao lado da sua arma.

Eram 3:30 da manhã. Tentava entender isso, sempre o mesmo pesadelo, e sempre despertando no mesmo horário, há cinco anos.

Segundo o legista, aquele fora o horário aproximado da morte de Sasuke, e desde então, Itachi acordava sempre nesse mesmo tempo, todas as madrugadas. Mesmo quando não tinha o pesadelo, erguia-se de supetão e sufocando sem ar.

Ergueu-se da cama do hotel e foi até a bolsa que largara no canto, procurando o remédio. Atenolol, para o coração. O tomava desde que começaram as arritmias e descobrira o problema cardíaco grave. E aqueles pesadelos só pioravam.

Buscou a água e tomou o comprimido, recostando a cabeça e os braços na parede fria, tentando respirar e acalmar o coração. Eles haviam parado há um ano, mas agora retornavam com todo o vigor, cheio de detalhes. Até mesmo a voz de seu irmão, era igual como sempre lembrava.

Esmurrou a parede, querendo chorar.

- Droga Sasuke!

Foi interrompido pelo toque de seu celular. Voltou a cama e atendeu. Sabia quem era antes disso. A única pessoa que sabia que ele estaria acordado naquele horário.

- Fala Kurenai.

A voz que o respondeu era sonolenta.

- Tomou o remédio?

- Sim. - respondeu baixo, ainda respirando com dificuldade.

Ouviu um suspiro.

- Você sabe o que eu penso sobre tudo isso Itachi... Os pesadelos voltaram não foi? Eu sabia que você voltar para Konoha não seria uma boa ideia...

Ele riu sem humor sentando na cama e olhando pela janela para as luzes da cidade que começavam a apagar. Da sua cidade natal, que não via há cinco anos.

- Eu sou psiquiatra Kurenai, o que diria a meus pacientes se não pudesse enfrentar meus medos? - zombou e ouviu a respiração exasperada da outra.

- Nem todos reagem da mesma forma. - Ela bocejou. - Já sabe aonde vai morar?

- Na casa dos meus pais, a antiga. Se nenhum parente indesejado houver tomado posse. - falou com desgosto.

- Uhum. Mas chegou bem não é?

- Claro, mãe. – zombou, direto. Kurenai era o única pessoa que fazia-o ser livre para isso. Ela já sabia todos os seus monstros, era uma das únicas pessoas que lhe restavam no mundo e que podia entender o que sentia.

Talvez por que os monstros de ambos fossem tão parecidos.

- Ok. Vou dormir então. Me liga qualquer coisa Sinatra.

Bufou com o velho apelido, mas só ouviu a risada sonolenta e a linha muda antes que pudesse xingá-la.

Ficou olhando para a luz do celular. Kurenai sabia bem manipulá-lo quando ele tinha os pesadelos, com essas coisas pueris. Mas no fundo, tudo o que o atormentava continuava ali, dentro de si. Como uma semente que germinava na escuridão, e apenas crescia, ameaçando engoli-lo.

Afinal, seu irmãozinho, que ele cuidara quando os pais morreram, sua família, havia sido cruelmente assassinado. E a culpa era sua.

A culpa, e também o arrependimento faziam parte daquela semente que germinava.

Se houvesse sido mais forte, mais rápido. Menos cego. Se houvesse o ouvido, quando ele mais precisou....

Fechou os olhas caindo na cama.

- Eu sinto muito... - murmurou. - Me perdoe, me perdoe...- repetiu o mantra como sempre fazia. Por não ter estado lá quando ele gritou por ajuda, por não tê-lo protegido como sempre prometera, por não ter pego o desgraçado que fizera aquela atrocidade.

E como sempre, quando voltava a adormecer, quase podia senti-lo ali, perto de si novamente. Quase podia acreditar que tudo fora realmente um pesadelo, e que seu irmão ainda estava ao seu lado.

E não que sobrevivia dia após dia apenas de arrependimentos, amarguras e dor.

........................

1.Nii-san: irmão mais velho.

2.Sinatra: refere-se ao músico Frank Sinatra.


16 апреля 2018 г. 0:30:56 0 Отчет Добавить 5
Прочтите следующую главу Capítulo I - Distrito Uchiha

Прокомментируйте

Отправить!
Нет комментариев. Будьте первым!
~

Вы наслаждаетесь чтением?

У вас все ещё остались 33 главы в этой истории.
Чтобы продолжить, пожалуйста, зарегистрируйтесь или войдите. Бесплатно!

Войти через Facebook Войти через Twitter

или используйте обычную регистрационную форму