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O Feitiço

"Muito bem, Draquinho. Quero que você me diga qual é o seu problema."

Draco olhou mal humorado para Pansy. A morena tinha a petulância de aparatar no meio da sua sala de estar sem avisá-lo da visita, chamá-lo pelo irritante e ridículo apelido de 'Draquinho' e cobrar que ele assumisse ter um maldito problema?

"Boa tarde, Pansy. O que a traz aqui?"

Sem se abalar pelo tom irritado, Pansy esparramou-se no sofá, ficando de frente para Draco. O loiro segurava uma xícara de porcelana muito fina. Degustava seu delicioso e tranqüilo chá das três, até ser interrompido pela amiga de colégio.

"Estou preocupada com você.", Pansy se tornara uma mulher mais bonita do que fora em adolescência, mas a voz continuava quase com o mesmo tom que incomodava os ouvidos.

Respirando fundo, Draco replicou:

"Por que estaria preocupada comigo? Por que acha que tenho um problema?"

Sem hesitar mais, a jovem meteu a mão no bolso da capa escura e retirou sua varinha juntamente com uma minúscula caixa, que Draco logo reconheceu.

"Ah! Entendo... Você não gostou do presente que eu te mandei..."

Pansy olhou pra ele de forma penetrante, depois bateu com a ponta da varinha sobre a caixa e a fez retornar ao tamanho normal. Sendo fixamente observada pelo loiro, a bruxa abriu a caixa e retirou um rebuscado vestido de dentro. Era rodado, cheio de babados e laços, as mangas eram bufantes, feitas em renda trabalhada. O detalhe principal era uma pedra preciosa vermelha que brilhava no meio do decote.

"Draquinho... O vestido é lindo... Eu adorei, apesar de nunca ter visto um vestido de noiva na cor vermelho sangue-de-dragão. O único problema, meu bem, é que eu não pretendo me casar em um futuro próximo. Então, por favor, pare com as indiretas e chega desses presentes!", ela respirou fundo, enquanto guardava a varinha, antes de finalizar: "A não ser que esteja querendo mudar de time... De novo... E resolveu pedir a minha mão..."

Draco bufou indignado.

"Qual o problema com vermelho?", Malfoy ignorou a provocação final. "Pansy, você mora com a Granger há dois anos! Não pretende casar de branco... Pretende?"

"Não. Se a Weasley não teve essa cara de pau, eu também não terei."

Os dois Slytherins pensaram no casamento de Ginny Weasley e Neville Longbottom durante o fim da primavera passada. A única Weasley casara-se de amarelo claro exibindo uma barriga de oito meses...

"Não.", Pansy apertou o vestido entre os braços. "Você não entendeu. Eu não pretendo me casar."

"Então devolva pra Madame Malkin! Venda... Doe... Sei lá..."

Pansy observou Draco por longos segundos antes de responder:

"É sério, Draco. O que tem acontecido? Potter e você brigaram?"

O loiro terminou de beber seu chá e imediatamente um elfo doméstico surgiu, pegou a xícara e se foi o mais silenciosamente possível. Com a saída dele, Draco e Pansy voltaram a conversar.

"Estou preocupada com você. De verdade... Quer falar sobre isso?"

"Hunf. Poupe-me, Pansy. Eu só te mandei um presente. Se você não quer, problema seu. Não tem por que ficar me perturbando só por causa de um vestido."

"Ora, Draco! Não é apenas um vestido. É um vestido de noiva vermelho sangue-de-dragão!"

"Repito: e...?"

"E? Quer saber? Semana retrasada você me enviou um buquê encantado que não murcha. Semana passada você me enviou um vale alianças de ouro duende. Hoje foi esse vestido... Concluindo: ou você tem um grave problema com casamento ou é melhor Potter te mandar passar uns dias em St. Mungo..."

"Ah... Hum... Está bem. Nunca mais te mando nada."

Pansy rolou os olhos e respirou pesado.

"Potter fez alguma coisa?"

"Não.", Draco respondeu, parecendo desconfortável. "Ele não fez nada."

"Deixa ver se entendi: à toa você surtou e resolveu presentear seus amigos com vestidos de noiva, buquês e pares de alianças?"

"Do jeito que você fala parece que fiz algo terrível."

A morena levantou-se e foi sentar-se ao lado de Draco.

"Eu o conheço faz tempo. Sei quando tem algo errado."

Totalmente desconfortável, Draco desviou os olhos e remexeu-se no sofá parecendo pensar em algo. Dando-se por vencido resolveu desabafar.

"Não é nada demais... Não é que esteja me incomodando... Mês passado eu estava arrumando algumas bugigangas e sem querer encontrei um par de alianças nas coisas do Harry..."

"Oh! Ele vai te pedir!", Pansy arregalou os olhos e agitou-se toda, a voz animada ficou mais estridente. "Ele vai te pedir, Draco!"

"Sossega, Pansy", Draco fez uma careta impaciente.

"Eu sabia que tinha acontecido alguma coisa! Parabéns!"

"Tsc. Ele não pediu nada! E... Eu não pretendo aceitar."

"Como assim?", surpresa, Pansy voltou a arregalar os olhos. "Não vai aceitar porque?"

"Não sei se estou preparado.", Draco passou a mão pelos cabelos e levantou-se. Começou a andar de um lado para o outro parecendo nervoso. "Não temos nada muito profundo... Nem sei se o conheço direito..."

"O que?", a medida em que ia ouvindo as palavras, a jovem bruxa teve que se segurar pra não morrer de dar risada. "Você mora há mais de quatro anos com Potter e não o conhece direito? Fala sério, né?"

"Se vai rir de mim é melhor ir embora..."

"Sinto muito. É que isso soa como uma desculpa."

"Por que acha que é apenas desculpa?"

Pansy deu de ombros.

"Vocês vivem bem. Estão juntos a bastante tempo. A ordem natural seria se casarem. Não precisa ter medo disso."

"Não tenho medo. Só não sei se amo Harry..."

"Ah, tá certo. Então você está todo esse tempo com o Potter só porque ele é uma boa transa?", Pansy recostou-se no sofá e riu baixinho, fazendo a indignação do loiro atingir níveis perigosos.

"Pansy...", Draco advertiu em voz fria, mas a morena fez de conta que não ouviu.

"Acorda Draquinho. Ninguém mora com alguém por quase cinco anos apenas pelo sexo, o que por si só é um bom motivo, mas não o único. Uma boa transa a gente pega nos fins de semana, se tiver sorte. Se você sai aos fins de semana e volta pra casa mais cedo porque tem alguém esperando é sinal de alguma coisa mudou."

"Você decorou isso?", Draco riu meio desdenhoso.

"É a convivência com Hermione.", Pansy deu de ombros. Estava mudada sim, não havia motivos para mentir.

O loiro fez uma careta pensativa e ficou em silêncio por alguns instantes, antes de resmungar.

"Amar Harry? Eu...? Porque eu o amaria?"

Com ar de quem sabe das coisas, Pansy recitou:

"Existem muitos motivos para não se amar uma pessoa, mas apenas um para amá-la."

"Pansy...", Draco franziu as sobrancelhas enquanto olhava para a garota - Granger está te deixando irreconhecível.

Corando um pouco, a morena admitiu:

"É... Tenho lido livros Muggle. Alguns são bons... O que falta em magia lhes sobra em imaginação."

"Harry tem alguns também. Ele gosta de romances. Prefiro ler livros bruxos sobre feitiços... São mais úteis. O que me interessa saber que um cara deu a volta ao mundo em 80 dias? Podemos fazer isso aparatando ou com uma Chave de Portal."

"Mas Muggle não podem. Por isso compensam escrevendo livros. Pensei que Potter te deixaria com a mente mais aberta..."

Draco sorriu zombeteiro, como se achasse aquilo um absurdo. Ele jamais admitiria para Pansy Parkinson que tinha devorado "O Morro dos Ventos Uivantes" e "O Retrato de Dorian Grey". Nunca deixaria a garota saber que ambos eram seus livros de cabeceira e que, inclusive, fizera diversas anotações às margens de ambos. Pansy também não precisava saber que ele sentira arrepios ao ler "O Iluminado" e "O Exorcista", dois excelentes livros Muggle de terror... Esses lera apenas uma vez, na cama, sempre com Harry ao lado e as luzes bem acesas, obrigado.

"Mas livros Muggle não é a questão.", a voz de Pansy trouxe Draco de volta a realidade.

"Você está insistente hoje..."

"Pode parecer estranho, mas realmente me preocupo com você."

Draco relaxou um pouco, abandonando a postura totalmente defensiva. Voltou a sentar-se no sofá, deixando Pansy perceber que ele realmente estava preocupado. Ela o conhecia bem demais para saber que quando Draco franzia as sobrancelhas daquele jeito era porque tinha algo o intrigando. A confirmação veio na pergunta inusitada.

"Acha que eu amo Potter?"

"Como é que eu vou saber?", a surpresa de Pansy foi visível. "Isso só você pode dizer."

"E como é que eu sei quando amo alguém? Como é que você sabe que ama Granger, apesar dos pesares?" ­

"Justamente pelos pesares.", Pansy lançou um olhar agudo para o loiro enquanto respondia. "Ela tem aquele jeito de sabe-tudo, é detalhista e irritante às vezes. Mas é diferente de todas as pessoas que eu conheço.", Pansy parou e pensou um segundo. "Hermione tem uma garra que me impressiona. Ela superou mais barreiras do que você pode imaginar. E ao mesmo tempo é doce... Ai, Draco. Não dá pra explicar o que sinto."

"Que droga de ajuda, Pansy.", desanimado, Draco afundou no sofá. "Eu estou confuso e você só piora as coisas."

"Desculpa. Vamos tentar de novo."

"Quer beber alguma coisa?", o loiro passou a mão pelo cabelo e respirou fundo. Ele percebeu que estava sendo um tanto deselegante. "Comer algo?"

"Aceito um chá.", Pansy sorriu. "Sabe que eu adoro sua cozinha."

Draco rolou os olhos e levantou-se, sendo seguido pela jovem bruxa que voltou a encolher o vestido e guardar a miniatura no bolso. Ambos foram até a cozinha da casa que o loiro dividia com Harry Potter. Não era nenhuma Mansão, mas os cômodos eram espaçosos, e Draco descobrira que podia se sentir à vontade naquela casa. A cozinha também era ampla, arejada e muito branca. Havia alguns aparelhos Muggle que Draco desconhecia o manuseio, mas que faziam a felicidade de Harry. Enquanto Pansy acomodava-se na mesa de mármore Draco enchia duas xícaras com chá quentinho. O elfo doméstico Dodds surgiu no meio da cozinha de piso branco mostrando-se todo solicito.

"Mestre algo deseja senhor? Biscoitos, senhor? Senhor bolo deseja, senhor?"

"Não. Se precisar, eu chamo.", imediatamente o elfo desapareceu. Sem saber como começar, Pansy desconversou.

"Potter não chegou ainda?"

"Não... Foi acertar alguns detalhes com o Weasley. Mas volta a tempo de me pegar pra irmos a festa."

"Ah, você também irá. Não escapamos dessa...", a morena parecia desgostosa. "Festa na casa dos Weasley é uma chatice, mas a Hermione faz questão de ir. E sabe o que é pior?", Pansy apontou um quadro na parede, onde a pintura exibia um casal de crianças bruxas tentando se proteger debaixo de um guarda-chuva super colorido. O vento forte fazia o mesmo virar do avesso de vez em quando, e os garotinhos pareciam assustados diante da força da chuva que inundava a noite escura e sem estrelas. "Vai chover hoje a noite. Eu não tenho uma roupa boa pra ir."

"Usa o vestido que eu te dei...", um olhar atravessado foi a resposta que Pansy lhe enviou. Impaciente, Draco continuou. "Olha, não é essa a questão, é? Chuva, sol, festa, enterro. Não quero falar sobre isso..."

Depois do desabafo, Pansy resolveu rasgar o verbo e ser direta:

"Draco, meu bem, você precisa se abrir."

"Harry e eu temos algum problema, Pansy. Eu não sei se o amo... Você acha que ele me ama?" Draco agarrou-se a deixa que Pansy lhe deu.

O tom ansioso mostrava claramente o quanto àquela dúvida o perseguia. Pansy deu um gole no chá. Achou meio amargo por isso completou com duas colherinhas de açúcar, na verdade ganhava tempo para pensar no que responder. O loiro apenas olhou, tentando não parecer tão ansioso quanto se sentia.

"Eu acho que Potter te ama."

"Acha mesmo? Por quê?"

Pansy preocupou-se com o que diria a seguir. Sua intenção era das melhores. Queria ajudar Draco naquele momento. Ele era seu amigo, sempre fora. Mesmo que todos julgassem os Slytherins de forma depreciativa, existia lealdade entre eles. Porém, isso não a impedia de ser sincera.

"Bem, Potter não ficaria com você esse tempo todo se não sentisse algo. Você pode ser insuportável em alguns momentos, Draquinho."

Imediatamente Draco emburrou:

"Eu sou adorável, Pansy. Deixe de despeito."

"Sim. Mas quando você quer, pode infernizar a vida de alguém."

"É. E porque Harry ficaria comigo, depois de tudo o que fiz em Hogwarts?"

"Evidentemente, alguma coisa mudou."

"Nada mudou, Pansy. Somos os mesmos desde aquela época."

Pansy passou a mão pelos cabelos extremamente negros. Draco estava realmente confuso, mas ele era manhoso o bastante para embirrar com alguma coisa que não quisesse enxergar. Mesmo que fosse para o próprio bem ou felicidade. Ele tinha que abrir os olhos. Mas abrir os olhos de um Malfoy não era coisa fácil...

"Meu bem, antes de mais nada, precisa sair dessa negação. Pessoas mudam, elas amadurecem. Não vai entender os sentimentos de Potter, se não consegue compreender a si mesmo. Admita que o ama."

"Mas não amo!"

"Então porque se preocupa com isso tudo? Por que não termina essa farsa?"

Draco não soube o que responder. Tomou um gole do chá totalmente sem vontade, evitando encarar os olhos negros de Parkinson.

"Você está mesmo confuso.", a garota continuou de modo pensativo. "Devia pedir um tempo para Potter."

"Fora de questão.", Draco foi taxativo. O tom de voz do loiro fez Pansy erguer as sobrancelhas. Era tão óbvio que Draco nutria sentimentos por Potter. Ele só não queria dar o braço a torcer. E pelo jeito desconfortável do loiro, havia mais alguma coisa.

"Está apenas perdendo tempo..."

"Sempre tempo!", o loiro resmungou.

Sorrindo como quem não quer nada, Pansy arriscou:

"Já pensou em perguntar para Potter, o que ele sente?"

"Ficou louca?", Draco quase engasgou com chá. "E dar essa demonstração de fraqueza? Se ele não se declara, eu que não vou me declarar!"

"Você está inseguro!", Pansy compreendeu tudo de uma vez. "Não acredito Draquinho!"

O queixo de Draco tremeu um pouco, mas ele não negou:

"O que esperava?", reclamou num tom de voz cortante. "Achei aquelas alianças já faz um tempão! Porque ele não me pediu até agora?"

"Oh..."

"Deve ter mudado de idéia. Maldição..."

Pansy recostou-se na cadeira. As coisas eram mais complicadas do que imaginara a princípio. Nem podia ser diferente, afinal, era a respeito de Harry Potter e Draco Malfoy. Nada podia ser simples quando envolvia aqueles dois.

"Talvez ele esteja tão inseguro quanto você. Já tentou ver as coisas pelo lado de Potter? Coitado... Ter que conviver com você e essa sua postura de não-amo-ninguém-além-de-mim..."

"E você se diz minha amiga? Desculpe se não moro com a Sabe-Tudo do colégio e não consegui ampliar minha sabedoria. Eu queria que as coisas fossem mais simples...", Draco suspirou e tomou fôlego. Em seguida completou em voz baixa. "Seria tão fácil se houvesse um feitiço para me ajudar."

"E há!", Pansy respondeu animada.

"Há?", Draco se interessou. "Qual?"

"Imperium..."

"Ah, claro. Serei mandado para Azkaban. Isso com certeza resolve todos os meus problemas."

"To brincando, Draquinho. Cadê seu senso de... Ei!", Pansy arregalou os olhos, parecendo surpresa consigo mesma. "Acho que conheço um feitiço que pode ajudá-lo!"

"Se for outra Imperdoável nem precisa dizer."

"Eu aprendi um feitiço em Runas Antigas que talvez o ajude a ficar menos confuso. Quer tentar?", subitamente esperançosa, Pansy sacou novamente a varinha.

Draco considerou por um segundo, antes de perguntar hesitante:

"Tem certeza de que isso resolve?"

"A professora disse que é um feitiço muito útil."

"Não sei não..."

"Ora, Draco. Por que não? Piorar as coisas não vai. E se te ajudar mesmo, melhor."

Nervoso, Draco tamborilou os dedos pelo mármore frio. Pansy tinha razão. Não havia nada a perder, então por que não arriscar? Talvez o feitiço ajudasse mesmo com seus sentimentos. Ele precisava saber o que Harry sentia por si, mas pra isso, como Pansy deixara claro, tinha que entender seu próprio coração.

"Esse feitiço não dói, dói?"

Pansy rolou os olhos e não respondeu. Ao invés disso concentrou-se e buscou a palavra mágica no fundo de sua mente, afinal fazia muito tempo desde que usara aquele feitiço pela última vez. Ficando em pé, lançou a magia:

"Recludo!"

Draco fechou os olhos no momento em que a luz dourada o atingiu. Sentiu um arrepio por todo o corpo e só. Um tanto curioso abriu os olhos e mirou Pansy de modo interrogativo.

"Deu certo?"

"Acho que deu.", Pansy não parecia convencida daquilo.

"Acha? ACHA? Eu não me sinto menos confuso!"

"Não é assim que o feitiço age, Draco. Ele funciona de forma diferente para cada pessoa. Lembro que uma Hufflepuff teve dor de barriga por uma semana inteira."

"E como é que uma dor de barriga vai me fazer entender se amo Harry ou não?", àquele ponto Draco parecia muito perto de voar no pescoço da morena.

"Tsc. Eu disse: o feitiço age de modo diferente pra cada pessoa. Ele se aciona no momento certo, quando você mais precisar dele. Foi o que a professora disse."

"Ah. E no que ele ajudou a Hufflepuff?"

"Sei lá. Desisti de Runas Antigas antes do fim do curso. Era muito difícil pra mim."

"O que? E você me lança um feitiço que nem sabe como funciona? Ficou louca, Pansy?"

"Você não me deixaria usar o feitiço, se eu dissesse que não o conheço direito.", a moreninha deu de ombros, como se não fosse importante. "Mas pra que se preocupar? Eles não ensinariam nada perigoso em Hogwarts, não é?"

"E aquele asqueroso do Moody no quarto ano?", Draco bufou, mal contendo a raiva. "Ele nos ensinou as Imperdoáveis! Esqueceu disso?"

"Ah, é... Puxa vida... Sabe, Draco, está tarde... Hermione vai chegar e eu tenho coisas pra fazer... Tchau."

O loiro abriu a boca para gritar com Pansy, mas a garota desaparatou antes que Draco tivesse o ataque de nervos. Respirando muito rápido, o Slytherin desviou os olhos do espaço vazio onde Pansy estivera a momentos atrás e olhou para as próprias mãos. Não sentia nada estranho.

"Droga, Pansy!", teria que esperar o maldito feitiço fazer efeito, mas... Poderiam os efeitos desconhecidos ajudá-lo a entender o que sentia por Harry Potter?

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Nota: continua em breve :D

29 марта 2018 г. 14:32:22 2 Отчет Добавить 1
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Thinia Mary Thinia Mary
10 апреля 2018 г. 18:46:37

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