Deveria Me Lembrar? Подписаться

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[HIATUS] Light Yagami sofreu um acidente de carro pouco tempo depois de ficar acorrentado a L Lawliet, por conta do acidente suas memórias dos dois últimos anos foram perdidas. E agora ele está tentando descobrir se ele realmente precisa dessas memórias ou se deveria apenas criar novas para que preencham o vazio que ele sente em sua mente.


Фанфик Аниме/Манга 13+. © Os personagens pertencem a Tsugumi Ohba e a Takeshi Obata.

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Um. - L Lawliet

L LAWLIET


   Ainda não podia acreditar no que haviam me informado, menos ainda conseguia acreditar que aquilo realmente fora um acidente. Mas tinha que aceitar que sim, aquele acidente de carro era um acidente sim. Ninguém em sã consciência sofreria um acidente de carro e pararia na UTI em coma apenas para provar que não era o Kira. Sim havia sido cruel muitas coisas que eu havia feito, prendê-lo longe da civilização por tanto tempo, e depois acorrentá-lo a mim. Tudo para tentar provar que ele era o culpado de todas as mortes, que ele era o Kira.

   Contudo, já haviam se passado dois dias que ele estava em coma, as mortes continuavam como se Yagami estar consciente ou não, não fizesse diferença. Ele poderia ter sido Kira antes, ele podia ter começado tudo, ter sido o primeiro Kira, mas agora ele não era. Ele era apenas um garoto em uma cama de hospital, entubado por aparelhos, inconsciente do mundo a sua volta. Misa Amane havia ficado com ele no hospital o máximo que tempo que pôde, ela apenas não estava presente quando estava fazendo algum trabalho. Foi necessário ameaçar a garota para que ela descansasse um pouco.

   Eu não podia parar tudo o que estava fazendo para me preocupar com Light, ele não iria ter sua consciência de volta apenas porque eu fui visitá-lo. No primeiro dia que ele estava em coma eu fui ao hospital vê-lo, apenas para confirmar que sim, era mesmo Light Yagami que estava naquela cama de hospital. Infelizmente as investigações não andavam, eu estava preocupado com o mais novo, e também havia voltado a estaca zero. Eu era o melhor detetive do mundo, e não sabia por onde voltar a procurar pelo dono do caderno.

   - L, Light Yagami retomou a consciência. - Informou Watari enquanto colocava uma xícara de café com muito açúcar ao lado de mim.

   - E ele já pode receber visitas? - Perguntei. De nada adiantaria ir até o hospital se ele não pudesse receber ninguém ainda.

   - Sim, o médico já permitiu visitas, o senhor Yagami preferiu não falar muito do quadro do filho. - Explicou Watari.

    - Deseja visitá-lo?

   Se eu quisesse ver como o Light estava teria que ir pessoalmente ao hospital, e como sabia que a investigação não andaria enquanto eu não conseguisse ter a minha mente cem por cento focada. Acabei por aceitar o convite do Watari para visitar o garoto.


[...]


   Eu demorei um tempo para chegar no hospital, então os policiais da investigação, até mesmo o senhor Yagami, já não estavam mais no hospital. Misa tivera que ir a uma sessão de fotos, mesmo querendo estar grudada ao namorado. Quando finalmente adentrei o quarto do menor pude confirmar que a conversa seria apenas entre nós dois, Watari já havia estado no hospital mais cedo, então já havia visto o menor.

    - Como se sente Yagami? Com muita dor? - Perguntei ao menor enquanto pega o prontuário médico que estava preso em frente à maca.

   O menor não me respondeu de imediato, ele apenas me encarava com um olhar estranho, como se eu fosse um completo estranho. E meus olhos que correram rapidamente pelo prontuário médico confirmaram os motivos disto.

   - Quem é você…? - Perguntou o menor com o olhar mais confuso do planeta.

   Amnésia temporária ou permanente? Não se sabia. Pelo que dizia o prontuário ele havia passado por uma cirurgia na cabeça para retirar a pressão do cérebro depois do acidente. A parte com a maior pressão era a que estava ligada à memória, o que claramente causou a amnésia. Se fosse apenas temporária, conforme voltasse ao dia a dia ele se lembraria das coisas, mas se fosse permanente, não saberíamos dizer o quanto ele realmente conseguiria se lembrar.

   - Eu sou o detetive L, mas atualmente as pessoas me chamam de Ryuzaki por ser um nome mais apresentável socialmente. - Respondi a pergunta do menor com calma, e por sua expressão ele com toda a certeza não fazia a mínima ideia de quem eu era.

   - Me desculpe, eu não me lembro de você, minha memórias mais recentes foram perdidas, de acordo com que os médicos disseram… - Explicou o menor. Provavelmente ele já deve ter tido que dizer isso inúmeras vezes para todos que ele conheceu recentemente.

   - Não se preocupe, não nos conhecemos a muito tempo, pouco mais de seis meses… - Respondi, mas eu estava curioso, qual exatamente era sua última memória? Ele tinha conhecimento do Death Note? De ser o Kira? Dúvidas que facilmente seriam sanadas com poucas perguntas. - Qual a última coisa que se lembra?

   - Ah… Do fim do ano quando eu estava no segundo ano da escola secundária… - O menor suspirou, provavelmente eu não era o primeiro a perguntar isso, e também não seria o último, ele deveria estar cansado de responder às mesmas perguntas, ainda pelo seu olhar que se desviou à janela. - Nós éramos próximos?

   Sua pergunta me pegou de jeito, eu continuava de pé em frente a cama dele, se sentasse perderia parte da minha capacidade cognitiva. E mesmo assim, eu não sabia dizer se éramos próximos, talvez? Bem ficamos acorrentados juntos por um bom tempo, eu sabia qual posição ele dormia, que shampoo ele usava, quantos cubos de açúcar colocava em seu café, e muitas outras informações.

   - Pode-se dizer que sim, trabalhamos juntos em um caso de assassinato em série. - Amigos, não sei se era isso que nos considerávamos. Mas eu tinha um apego pelo menor, ele era o único que conseguia competir com minhas capacidades mentais, perdê-lo seria como voltar ao mundo entediante que eu vivia antes de conhecê-lo.

   - Eu realmente gostaria de me lembrar… - O menor disse com um sorriso no rosto. - Você foi o único que não entrou aqui comovido, ou gritando por conta da minha recuperação. Você parece realmente me conhecer. Posso fazer algumas perguntas?

   - Sim, se eu tiver as respostas vou te responder. - Provavelmente era normal que ele tentasse saber o que acontecia ao seu redor, provavelmente dois anos haviam sido apagados de sua mente, talvez permanentemente.

   - A garota chamada Misa, ela é mesmo minha namorada? - Realmente não esperava isso dele, de tantas coisas a se perguntar, perguntar se uma garota era a namorada dele. - Ela é diferente de todas as pessoas com quem me envolvi. - Pessoas? Por que ele não disse mulheres?

   - Você apresentou ela como sua namorada a alguns meses atrás… Mas… - Eu não deveria tocar no assunto, mas estava curioso, normalmente nos referimos a um gênero específico quando tratamos disso. Talvez ele prefira não mentir, e também não revelar informações que ele não sabe se já contou a mim ou não. - Pessoas? Com que tipo você se envolvia?

   - Ahm… Pessoas mais discretas, como posso dizer… Menos extravagantes, e com toda a certeza com mais do que dois neurônios… - Light fez uma pausa antes de continuar falando. - Ela não é o tipo de pessoa que preciso agora…

   O menor ficou quieto e voltou seu olhar para a janela, havia grandes chances de que sua mente não tivesse sido corrompida pelo mal que era ser Kira. E mais chances ainda de que ele não fosse corrompido se ficasse longe da mais provável segundo Kira. Sendo assim não duvidava que uma amizade genuína pudesse brotar em meio a todos os fatos terríveis que o levaram a estar deitado em uma cama de hospital agora.

   - E que tipo de pessoa você precisa agora, Light? - Perguntei, querendo ouvir dos lábios dele o que já imaginava que iria ouvir, mas da boca dele as palavras seriam melhores.

   - Alguém como você, Ryuzaki, uma pessoa que não está em prantos pelo que aconteceu, que não está desesperado por eu não lembrar de quem é, ou melhor, quem era na minha vida. - Light fez uma pausa para respirar, provavelmente ainda não estava bem. O acidente não havia apenas machucado sua cabeça e bagunçado suas memórias, ele havia quebrado duas costelas e a tíbia esquerda. De acordo com o prontuário médico. - Se não for pedir muito, você se importaria em me visitar? E me ajudar a tentar relembrar as coisas que esqueci?

   - Não posso prometer nada, as investigações me tornam muito ocupado. E sem a sua ajuda eu serei o único cérebro pensante da investigação. - Disse com calma.

   Acabei dando a volta na cama do menor, ficando mais próximo dele. Antes eu não havia notado o curativo em sua cabeça, grandes chances de ser o local que tiveram que operar para diminuir a pressão no cérebro. Um dos Kira quase morreu, mas como foi provado por todos os dias que ele esteve no hospital de forma inesperada, as mortes não cessaram. Light Yagami foi Kira, agora outra pessoa era. Provavelmente a melhor forma de parar Kira não fosse pegar o primeiro, mas sim impedir que o método usado para assassinar as pessoas.    Impedir que o Death Note continuasse na terra, destruí-lo era a real forma de impedir que tudo isso acabasse. Fora algo que eu nunca notei, não antes de todas as tragédias quase impossíveis de serem calculadas acontecerem.

   - Quando você terá alta do hospital? - Perguntei, era algo importante de se saber, mantê-lo em vigia era importante, principalmente porque Amane poderia dar informações cruciais à ele.

   - Os médicos disseram que ficarei poucos dias, apenas para terem certeza que a pressão em meu cérebro está estabilizada, e que nenhum órgão do meu corpo foi afetado. - Ele respondeu não muito animado.

   - Algum problema, Light? - Ele provavelmente ainda estava confuso, era como se ele tivesse acordado dois anos depois, com as costelas e a tíbia quebrada. E não sabia em quem podia ou não confiar.

   - Muitos… - O menor disse, desviando o olhar do meu, e parecendo corar, talvez. - Acho que estou apenas confuso, hoje eu vi tantas pessoas que diziam me conhecer, mas que não me lembro de ter visto antes. Talvez apenas precise descansar.

   - Sim, descansar… Seu cérebro está recebendo muitas informações novas e está tentando fazê-las ter sentido com as antigas. - Disse com calma, evitando forçar qualquer coisa ao menor, e por algum motivo eu sentia a necessidade de tocar o menor, mas sabia que não seria bom para a recuperação dele. Não deveria forçar nada. - Voltarei amanhã, se precisar pode me ligar, se não tiver meu número em seu celular. - O que é impossível, porque sei que você tem. - Peça ao seu pai, ele tem. Descanse Light Yagami.

1 марта 2018 г. 13:39:02 0 Отчет Добавить 2
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