Se eu tivesse que dizer Подписаться

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Se Sasuke tivesse que dizer um nome que representasse toda a sua chateação, esse nome seria Naruto Uzumaki. Aquele fedelho loiro era o único na face da Terra que conseguia tirá-lo do sério com uma facilidade invejável, o que não era uma tarefa fácil. Ainda assim, se Sasuke tivesse que dizer o nome de um amigo, esse nome também seria o de Naruto. Isso porque, de algum modo, durante as brigas e discussões, os dois se entendiam. No entanto, já fazia algum tempo que os dois sentiam-se estranhos na presença um do outro. Um sentimento novo vem nascendo entre eles e, bem... Se eu tivesse que dizer...


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#Lemon #Yaoi #Naruto/Sasuke #Naruto
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GENTE

Essa é uma twoshot. Foi o primeiro Yaoi que escrevi com o meu lindo OTPzinho. O próximo cap já vem.

Espero que gostem...

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Se Sasuke tivesse que dizer um nome que representasse toda a sua chateação, esse nome seria Naruto Uzumaki. Aquele fedelho loiro era o único na face da Terra que conseguia tirá-lo do sério com uma facilidade invejável, o que não era uma tarefa fácil.

Sasuke “sem expressões” Uchiha não era do tipo que perdia tempo com discussões fúteis ou brincadeiras infantis. A não ser, é claro, que o galego estivesse envolvido, porque, por algum motivo, o moreno não conseguia evitar chatear-se com ele.

Ainda assim, se Sasuke tivesse que dizer o nome de um amigo, esse nome também seria o de Naruto. Isso porque, de algum modo, durante as brigas e discussões, os dois se entendiam. De forma torpe, insana e questionável, haviam criado um laço extremamente forte. Afinal, não importava que se batessem, xingassem ou bradassem o quanto se detestavam, um não saía do lado do outro sob nenhuma condição.

O motivo que os levou a brigar foi o mesmo que os manteve ligados por anos. Foi um acidente – como eles costumavam dizer – ainda na infância. Tudo porque o hiperativo Uzumaki não conseguia parar quieto em lugar algum e não sabia como caminhar, apenas correr. Se ele ao menos reparasse no caminho, já seria um bom começo. Teria evitado uma baita comoção no meio da quadra.

A lembrança ainda era bem clara na mente dos dois, ainda que evitassem falar sobre isso. Sasuke estava apenas caminhando com as mãos nos bolsos quando viu uma rajada loira a todo vapor em sua direção. Esbarrou nele com tanta força e velocidade, que apenas quando ambos estavam no chão, Naruto sobre Sasuke, perceberam seus lábios estranhamente encostados. Afastaram-se assustados, aborrecidos, iniciando sua primeira discussão. Aquilo desencadeou diversas outras ao passar dos anos, mas uma estranha sensação de vazio se apoderava daqueles dois se, por acaso, não se encontrassem.

Foi quando Sasuke ficou doente, certo dia, que os dois perceberam que sua implicância estava sendo invadida por um sentimento mais acolhedor.

Você está bem? - Naruto perguntou quando Sasuke voltou a escola depois de alguns dias.

Estou. Por que?

Fiquei sabendo que estava doente. Já melhorou?

Sim.

O Uchiha estava sentado, tentando ignorar a presença do outro. Só que ele não saiu do seu lado naquele dia, nem começou a brigar com ele por qualquer motivo.

Seu rosto está vermelho – Naruto puxou assunto outra vez – Tem certeza de que está melhor?

Tenho. O que você quer?

Nada – o loiro franziu o cenho – Nossa. Você é mesmo muito idiota. Só anda sozinho para todo lado. Se passar mal não vai ter ninguém pra te ajudar, sabia?

Eu não preciso de ajuda.

Naruto repetiu a frase de forma malcriada, mas não saiu de perto. Em vez disso, puxou um pouco o tecido da calça e sentou-se ao lado de Sasuke, apoiando os cotovelos sobre os joelhos depois.

Qual o seu problema? - Sasuke acabou perguntando.

Você. Você é meu problema – respondeu, aborrecido – Não vou te deixar sozinho. Não quando está com essa cara.

Que cara?

Naruto bufou. Agarrou a gola da camisa de Sasuke e o puxou para perto de si de forma brusca. O moreno puxou o ar, os olhos se arregalaram de susto. Provavelmente foi a surpresa que fez o coração dele se acelerar. Sim, só podia ser isso. Não tinha nada a ver com o fato daquele garoto idiota ter colado suas testas e o encarado diretamente com aqueles olhos azuis… Tão… Intensamente.

Eu sabia – Naruto disse.

Sa-sabia o que?

Você está com febre. Vem.

Não havia margem para uma discussão. Naruto apenas segurou o braço de Sasuke e o arrastou da arquibancada até a enfermaria. Aquela foi a primeira vez que Sasuke passou o intervalo inteiro ao lado de alguém. Foi também a primeira vez que alguém além de sua mãe e irmão demonstrava alguma preocupação com ele. Talvez tenha sido por isso que, mesmo brigando com o loiro, ele não conseguia mais ficar longe dele. Não conseguia deixar de procurá-lo nos intervalos e, com o tempo, sua rivalidade transformava-se em brincadeiras e vice-versa. Ele só sabia que no fim, eles passaram a direcionar mais do que caretas emburradas um ao outro. Estavam compartilhando sorrisos.

Isso era bem fácil para Naruto, que estava sempre exibindo uma fileira de dentes por onde quer que passasse. Mas para o Uchiha isso era quase um milagre. Enquanto o tempo passava, não apenas eles, mas todos ao redor sabiam que Naruto Uzumaki não era o mesmo sem Sasuke Uchiha e Sasuke também não era o mesmo sem Naruto. O loiro era o único que conseguia extrair alguma emoção do amigo, que conseguia se aproximar dele, ter alguma liberdade.

Sempre foi assim e parecia que isso nunca ia mudar.

Bem… Pelo menos até a primavera dos seus dezesseis anos.

Sasuke ficou surpreso quando foi chamado para a festa na casa de Gaara. Ele era do último ano, não falava direito com o ruivo, mas tinha quase certeza de que havia sido chamado porque Naruto fazia amizade com o mundo inteiro. A intenção do veterano deve ter sido chamar apenas o loiro, mas como todos bem sabiam, Naruto não ia a lugar nenhum sem Sasuke.

O galego decidiu passar o dia da festa na casa de Sasuke e provavelmente dormiria na casa dele também. Não era algo anormal, na verdade, Naruto tinha o costume de passar o fim de semana inteiro na casa do amigo. Eles conheciam bem os padrões de amizade entre os rapazes da idade deles. Podiam dizer isso observando outros amigos que fizeram pelo caminho, como Chouji e Shikamaru, mas eles não costumavam seguir padrão algum.

Quando experimentaram a presença um do outro, mesmo com seus constantes desentendimentos, não conseguiam abrir mão disso. Todo e qualquer momento que tivessem livre, passavam um com o outro. Quando não estavam juntos, trocavam mensagens, mandavam vídeos, memes, marcavam-se em publicações nas redes sociais. A maioria das fotos que tiravam eram em dupla e, ainda que não fosse, o outro certamente estava presente no momento em que a fotografia foi tirada.

O que tem para o almoço? - Naruto perguntou assim que passou pela porta da frente.

Oi pra você também – Sasuke respondeu.

Naruto passou um dos braços pelos ombros do amigo e saiu arrastando-o para a cozinha.

Se não tiver nada pronto, eu te ajudo a preparar.

Tem onigiris de ontem a noite e um pouco de rámen.

Ah, eu adoro a tia Mikoto. Parece que ela sabe quando eu vou vir.

E ela sabe mesmo. Você está aqui sempre.

Ela volta ainda hoje?

Não. Só segunda.

Naruto sorriu abertamente, largando o amigo e abrindo a geladeira sem nenhuma cerimônia. Tirou de lá as coisas que iriam comer e Sasuke puxou as mangas da blusa escura que usava. Colocaram tudo para esquentar e depois se sentaram lado a lado na mesa da cozinha.

Animado pra festa? - Naruto perguntou sorridente.

Não tanto – Sasuke deu de ombros.

Ah, fala sério. Fomos chamados pra uma festa do pessoal do último ano. Isso é importante.

Não. E você foi convidado. Eu só serei aturado – falou abocanhando um bolinho de arroz.

Não fala isso – Naruto estendeu o braço e pegou um grão de arroz grudado no canto da boca de Sasuke, colocando na própria boca depois – Você tem que parar de ser tão negativo. Pode ser bem legal.

Aqueles gestos… Eram sempre tão despretensiosos. Nenhum dos dois tinham restrições em seu relacionamento, não se importavam em manter contato físico e, para serem bem sinceros, gostavam desses contatos.

Eu vou, não vou? Isso já é positivo o suficiente.

Naruto rolou os olhos e quando terminaram de comer e limpar a bagunça que fizeram, foram até o andar de cima, entrando no quarto de Sasuke e ligando o video-game. Começaram a jogar imediatamente e Sasuke ganhou a primeira partida. Naruto pediu revanche e perdeu outra vez.

Não, isso não podia ficar assim.

Mais uma – pediu, aborrecido e tirou a camisa.

Precisa ficar nu?

Cala a boca e joga.

Ele estava suando, a camisa grudava no corpo, por isso decidiu tirá-la. Por algum motivo, Sasuke começou a ficar com calor também. Depois de dar uma última olhada nos braços e no abdômen do amigo, voltou sua atenção ao jogo de novo. Dessa vez ele perdeu.

Isso – Naruto ergueu os braços – Rá. Eu sabia que dessa vez eu ia conseguir.

Você ainda perdeu duas vezes.

Ah, cala a boca.

Naruto largou o controle. Mesmo querendo parecer aborrecido, não tinha conseguido esconder o sorriso e fez o moreno largar o controle também. Tinha segurado Sasuke pelos pulsos e uma perna passou sobre ele. Tentou forçar o punho do amigo contra o próprio rosto.

Para de se bater.

Para com isso, dobe.

Sasuke forçou o braço, puxando Naruto mais pra baixo. Provavelmente não foi uma boa escolha. Agora os olhos azuis estavam muito próximos dos dele, encarando-o divertidamente, com aquele brilho que parecia estar sempre lá.

O sorriso… Aquele grande sorriso estava aberto e, de repente, os olhos deixaram de encarar os ônix de Sasuke e passaram a analisar sua boca. O Uchiha engoliu com dificuldade, sentindo a boca seca. Olhou para os lábios do loiro também, curioso com a queimação que crescia dentro de si. Naruto se aproximou um milímetro mais e, mesmo sentindo-se estranhamente afetado pela presença do melhor amigo tão perto, tirou forças de algum lugar para virar o rosto e soltar uma risada anasalada enquanto tentava levantar.

Vem – ele se afastou um pouco – Vamos jogar outra coisa.

Depois de escolher outro jogo, virou para o loiro, notando que ele não havia se mexido muito e que estava um pouco mais sério que o normal. Mesmo assim deu um sorriso em sua direção, mas se Sasuke tivesse que dizer, aquele não se parecia nada com seu sorriso verdadeiro.

Naruto não era nenhum idiota.

Bem, não como achavam que ele era. Ele sabia que podia ser bem infantil, às vezes, principalmente quando o assunto envolvia Sasuke e sabia que era incapaz de entender sobre certos assuntos. Mas começava a achar que um assunto em particular não se tratava de conseguir entender, e sim de querer.

Naruto conhecia o Uchiha desde os dez anos de idade e, desde então, não importando sob qual circunstância, os dois não se separaram mais. Ele era arrogante, frio, metido, mas quando eles discutiam ele parecia tão… Vivaz. Quando ele arregalou os grandes olhos escuros pra ele a primeira vez, era como se uma luz se pusesse bem sobre sua cabeça. Aquela expressão de raiva… Ah, isso era impagável. Sim, irritar Sasuke era tão maravilhosamente gratificante que Naruto viu-se dedicando-se a isso sempre que podia.

Mas com o passar do tempo, ele percebeu algo em Sasuke além da máscara de desdém e desprezo. Ele era vulnerável em tantos sentidos, sozinho, reprimido que tudo que o Uzumaki queria era tirá-lo daquela casca e mostrá-lo como viver. Passou a prezar tanto a companhia dele que não se importaria de andar ao lado dele para sempre.

Eram melhores amigos.

Não só o loiro como todas as pessoas sabiam que Sasuke não deixava ninguém se aproximar, mas com ele era diferente. Justo ele, que parecia seu eterno rival e inimigo tornou-se a pessoa mais íntima do moreno mais azedo de Konoha. Só que já havia algum tempo que algumas coisas estavam mudando.

Quando Sasuke tornou-se mais receptivo a toques, Naruto não poupou em nada a sua necessidade de contato. Como naquela tarde da festa, por exemplo. Quando o Uchiha encostou-se a cabeceira da cama, o Uzumaki logo sentou-se ao seu lado. Abriu o livro de cabeceira do moreno, fazendo uma expressão de desdém.

Como consegue ler isso. Não tem nenhuma figura.

Você é muito idiota mesmo.

Não se importando com a ofensa, Naruto puxou uma perna de Sasuke e colocou-a entre as suas para que ficassem mais próximos. O moreno não recusou.

Eu nem sei ler essa palavra.

Onde esteve durante as aulas de literatura japonesa? - revirou os olhos.

Que raiz é essa?

Vamos do início.

Sasuke se ergueu um pouco mais e recolheu um pouco as pernas, colocando a outra sobre o loiro também, só que meio dobrada. Naruto parecia totalmente perdido em todas as regras e não passou muito tempo até que ele coçasse a cabeça e fizesse um bico de irritação.

Ai chega, teme – fechou o livro, colocando-o sobre o criado outra vez – Já está na hora da gente se arrumar.

Sasuke revirou os olhos. Preferiria ficar ali com Naruto a ir numa festa cheia de gente com quem não falava direito, mas sabia que ele queria muito ir e que só iria se Sasuke também fosse. Portanto, tirou as pernas de cima do amigo e foi tomar um banho.

Depois de devidamente limpos e com as roupas íntimas colocadas, começaram a se arrumar. Foi nesse momento que a tensão de Naruto cresceu, deixando-o estranhamente confuso. Ele sabia que Sasuke fazia sucesso entre as garotas, como objeto de desejo inalcançável, já que ele nunca demonstrou interesse em ninguém. Sabia que ele tinha uma aparência agradável porque… Bem, porque isso não era nenhum segredo. Ainda assim, ele devia estar reparando nisso?

Não era a primeira vez que pegava a si mesmo olhando as formas do outro, notando os gestos mais furtivos e desinteressados. Como o modo como ele escondia as mãos nos bolsos, como tirava o cabelo do rosto, como a boca se repuxava levemente para o lado quando ele estava chateado com algo e não queria dizer o que era, como o canto dos lábios se erguia sempre que o Uchiha via ele chegar.

Agora, naquele quarto, estava novamente reparando nesses pequenos gestos e em outras coisas. O corpo esguio e forte movia-se devagar enquanto Sasuke ajeitava suas roupas. Percebeu que o moreno estava prestes a olhá-lo então virou o rosto. Balançou levemente a cabeça, mas sentia que o olhar do outro também queimava sobre si. Quando, exatamente, aquilo havia começado?

Ele não sabia dizer.

Não sabia se queria que aquilo continuasse também.

Arrumaram-se o mais rápido que puderam. Sasuke ajeitou a gola da camisa de Naruto antes de saírem pela porta da frente. Era dia de festa, não precisavam mais ficar remoendo aquilo.

Chegar a casa de Gaara foi fácil.

Difícil mesmo foi entrar no meio de toda aquela gente e sair cumprimentando todo mundo. Sasuke estava visivelmente desconfortável, mas Naruto, mais acostumado a lidar com as pessoas, apenas puxou o amigo pelo mão, direcionando acenos e sorrisos e encontrando um lugar respirável.

Tudo bem? - Naruto perguntou entre risos.

Sim. Podemos ir embora?

Vai ter que passar por todo mundo de novo. Tem certeza?

Sasuke repuxou os lábios, irritado e Naruto riu outra vez. Passaram alguns minutos ali, alguns rapazes paravam e conversavam com eles, até mesmo o dono da festa, que mais dava atenção ao loiro do que ao Uchiha. Algumas garotas passaram, observando os dois, cochichando entre si, mas nenhum dos amigos ligou pra isso.

Vou pegar algo pra beber – Naruto disse – Você quer?

Quero – o amigo ia se afastando quando Sasuke segurou sua camisa – Não demora.

Era quase uma ordem. Sasuke não queria ficar ali sozinho. Naruto sorriu e saiu de perto indo até a cozinha.

Ficar sozinho não era mesmo uma boa coisa naquele lugar infestado de gente.

Ei – uma voz aguda chamou a atenção de Sasuke – Você… É Sasuke Uchiha, não é?

Sasuke estreitou os olhos para aquela pergunta idiota e se limitou a confirmar com a cabeça.

Você está sozinho? - a menina perguntou sorrindo.

Não.

Mas eu não te vi com nenhuma garota.

Não estou com uma garota.

Então…

Você perguntou se eu estava sozinho, não se eu estava com uma garota.

Ahn…

A garota ruiva deixou escapar uma risada sem graça, que não foi acompanhada.

Bem eu…

Diga logo o que você quer.

Sasuke sempre foi muito direto. Não seria diferente agora. O que ele não esperava era que aquela pergunta, em vez de desmotivar a garota, fosse impulsioná-la a tomar uma atitude. Quando ela se inclinou sobre ele, tocando seus lábios com os dela, o Uchiha arregalou os olhos e empurrou-a pelos ombros. Mas não antes que outra pessoa visse.

Naruto estava parado, com duas bebidas nas mãos, encarando atônito a garota se afastar com o rosto tão vermelho quanto seus cabelos. Não sabia dizer o que estava sentindo naquele momento. Por um instante, era como se ele não pudesse respirar. Foi estranho e… Doloroso ver outra pessoa tão perto de Sasuke. Foi como se tivessem invadido um espaço que pertencia somente a ele e, pela primeira vez, Naruto não queria dividir.

Acabou baixando os olhos e seguindo para perto do amigo que parecia aborrecido e perplexo. Naruto entregou a ele uma bebida que desapareceu num único e longo gole.

Quem era aquela garota?

Não faço ideia – soltou, fazendo pouco caso.

Hum.

Se Naruto tivesse que dizer como se sentia naquele momento, seria magoado. Não queria ligar os pontos em sua cabeça para descobrir o motivo daquilo, mas sua expressão não passou despercebida.

Ei, dobe. O que foi?

Eu… Eu acho que quero ir pra casa – disse, dando um sorriso amarelo – Os meninos estavam fumando algo suspeito na cozinha e agora eu estou com dor de cabeça.

Vamos. Eu só estava esperando você se cansar mesmo.

Foi a vez de Sasuke puxar a mão de Naruto pelo caminho até o lado de fora. Quando estavam longe da multidão, Sasuke ia soltar a mão da dele, mas Naruto a apertou, impedindo que desfizessem o contato. O Uchiha não teria estranhado se não tivesse notado aquele olhar distante e aquela expressão tão séria.

Entraram no carro, finalmente se separando e Naruto não abriu a boca. Chegaram em casa, ainda em silêncio e subiram as escadas para o quarto. Ainda era relativamente cedo e os dois fizeram o mesmo ritual de muitas outras vezes em que saíam juntos. Tiraram os casacos, desabotoaram as calças, despiram-se das camisas e estavam prontos pra dormir quando Naruto parou, sentando a beira da cama, de costas para a cabeceira. Deixou que os ombros caíssem, remoendo a pergunta que se repetia em sua mente sem ter certeza se devia ou não fazê-la.

Sasuke – chamou, mesmo incerto.

O que foi?

Quem era… Aquela garota que te beijou?

Eu já disse que não sei.

Então por que ela fez isso?

Porque ela é louca. Acha que eu queria isso?

Não seria nada estranho, né? Você tem dezesseis, está no ensino médio. É normal ter interesse em outras garotas.

Mas eu não tenho interesse nela.

Então você não… Sentiu nada?

Não – Sasuke deu ombros – Ela só encostou a boca na minha. Não é como se isso fosse super excitante.

E quando… E quando fui eu? Você sentiu alguma coisa?

Sasuke paralisou no mesmo lugar, olhando o amigo de costas pra ele. Naruto havia mesmo tocado no assunto proibido. Aquilo era novidade e Sasuke não sabia bem o que pensar sobre isso.

Dobe – soltou uma risada nasal – Aquilo foi um acidente. Éramos crianças.

E daí? - Naruto virou-se um pouco – Eu toquei na sua boca assim como ela.

Mas não dá pra comparar. Foi diferente.

Diferente como?

Eu não sei.

Sasuke estava de pé ao lado da cama, sem saber o que dizer. Viu Naruto se levantar e andar decidido em sua direção parando em sua frente.

Então eu vou te dar algo melhor pra comparar.

O q…

Antes que conseguisse terminar a pergunta, o loiro alcançou sua boca, tomando seus lábios de forma afoita. Por mais que estivesse totalmente despreparado para aquele ataque, ele não fez nenhuma menção de se afastar. Não poderia… Não conseguiria. Sentiu uma energia crescente se espalhar de sua boca para o resto do seu corpo, gradativamente, fazendo-o corresponder aos poucos. Em alguns minutos, os dois estavam abraçados, os dedos estavam nos cabelos um do outro, a língua, que nunca havia se aventurado com a de ninguém mais, era experimentada de forma doce, necessitada, desesperada.

Nenhum dos dois tinha experiência em relacionamento. Na verdade, o único beijo que guardavam na memória ainda era aquele fatídico acidente. Agora, ambos estavam provando algo novo.

Naruto deu um passo na direção de Sasuke e o moreno caiu sobre a cama com o loiro sobre si. Os dois se separaram o suficiente para se encararem. O Uzumaki novamente colou suas testas e prendeu as mãos do outro com as suas.

E então? Consegue compara agora?

O Uchiha forçou a perna, ficando por cima dessa vez.

Não brinque comigo – agora, foi ele quem tomou a iniciativa do beijo.

Naruto puxou o corpo dele para que ficasse colado ao seu. Sentiu quando suas excitações se chocaram e deixou a boca de Sasuke, dando uma última mordida em seu lábio inferior antes de passar a beijar o seu pescoço. Novamente moveram-se e o loiro ficou novamente por cima.

Esses joguinhos vão durar até quando?

Se eu tivesse que escolher, diria que até de manhã.

Não vou te deixar no comando, dobe.

Então acho que essa será mais uma briga nossa – beijou o pescoço do moreno outra vez – Mas pretendo ganhar de oura forma.

Ele não sabia o que estava fazendo. Não sabia bem como aquilo funcionava, mas queria beijá-lo todo. Inteiramente. Sentiu o corpo do Uchiha se contorcer quando ele alcançou seu mamilo. Um ponto sensível. Que agradável. Conseguiu aproveitar do corpo alheio por algum tempo, antes que ele enfiasse uma das mãos dentro de sua calça e agarrasse seu falo sobre a cueca. Naruto soltou um gemido rouco e aquela foi a deixa para Sasuke novamente tentar tomar o controle. Puxou as calças do loiro, exibindo a boxer preta que ele o viu usando mais cedo. Passou as mãos sobre o membro, vendo o rosto do Uzumaki se contorcer. Colocou a mão dentro da cueca do amigo, mas a ação não ficou por isso mesmo. Naruto ergueu-se, imitando o gesto do outro. Sentaram-se de frente um para o outro, as pernas enlaçadas, as excitações expostas, trocando beijos enquanto estimulavam um ao outro.

Um dos dedos de Naruto parou na boca de Sasuke que o chupou com gosto, aumentando a velocidade dos movimentos. Encostaram suas testas outra vez, encarando-se, aproveitando aquele olhar desejoso e carinhoso.

Chegaram ao clímax quase ao mesmo tempo, sujando-se, cansados, resfolegantes.

Se eu tivesse que dizer… - Sasuke ofegou – Diria que dificumos um pouco as coisas – soltou uma risada.

Naruto sorriu também, puxando-o novamente pra si, beijando-o outra vez.

Eu diria que, como iniciantes a gente foi bem. Teremos tempo pra experimentar mais.

Não sabiam quando aquilo tinha começado, mas não podiam negar que estavam satisfeitos com aquele fim. Se bem que, se tivessem que dizer, diriam que aquilo era um começo.

Decidiram tomar um banho e, depois de limpos, deitaram sobre a mesma cama. Já tinham o costume de dormir juntos, mas daquela vez era diferente. Seus corpos estavam quentes e próximos, tomados por novos desejos. Seus dedos se entrelaçaram. Estavam frente a frente, encarando-se, tentando entender o que era aquilo que sentiam. O que era aquilo que tinha nascido e que havia acabado de ser confirmado. Ambos pensavam a mesma coisa, embora ainda não quisessem admitir em voz alta.

Se eu tivesse que dizer… Diria que é amor.

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O próximo já vem.

BEIJINHO

26 февраля 2018 г. 21:10:14 0 Отчет Добавить 3
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