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(...) Livre dos grilhões daquele maldito nome, daquelas malditas tradições, daquela maldita organização, havia forças para correr de encontro a sua felicidade. Finalmente… Finalmente… E distante dali, a cor laranja vibrante o libertava mais uma vez, adornada com dourado e azul. Era o oposto da desgraça que assistia e diferentemente do fogo que ardia em sua pele pálida, a chama que inflamava em seu peito era gentil, suave, amável, porém forte, como o próprio sol. E sentindo-se como a criança que um dia fora, queria apegar-se a luz que cortou o seu caminho de escuridão e jamais deixá-lo partir outra vez (...)


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#Lemon #Yaoi #Naruto/Sasuke #Naruto
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Deixa-me te curar

Fogo.

A pedra que compunha as regras preciosas a amaldiçoadas de sua família atrás de uma cortina incandescente. Sobraria carvão, cinzas, pó. Restaria uma lenda de um nome que nasceu da desgraça e viveu no topo do mundo, mas levou cada membro ao fundo do poço.

Havia o crepitar, o calor, a fumaça e os olhos negros observavam tudo com um gosto amargo. Era gosto de despedida. Um adeus a tudo que havia maculado sua alma e coração. As mãos suavam, o coração batia acelerado, mas não estava com medo. Sua ansiedade não tinha a ver com a cena gloriosamente trágica que se desenrolava diante de si.

Livre dos grilhões daquele maldito nome, daquelas malditas tradições, daquela maldita organização, havia forças para correr de encontro a sua felicidade. Finalmente… Finalmente…

E distante dali, a cor laranja vibrante o libertava mais uma vez, adornada com dourado e azul. Era o oposto da desgraça que assistia e diferentemente do fogo que ardia em sua pele pálida, a chama que inflamava em seu peito era gentil, suave, amável, porém forte, como o próprio sol.

E sentindo-se como a criança que um dia fora, queria apegar-se a luz que cortou o seu caminho de escuridão e jamais deixá-lo partir outra vez.

***

Quatro meses antes


Sasuke estava acostumado a ouvir o som de seus passos ecoando no ambiente vazio e frio. Havia poucas luzes acesas e aquele corredor por onde passava estava escuro, mas não fazia diferença. Seus olhos haviam se acostumado às sombras. Não poderia ser pior do que as trevas em seu interior.

Perambulando pelos cantos, sem ânimo ou vontade, seguia até o andar de baixo, sabendo que encontraria a única companhia silenciosa que tinha. Kakashi era o único que restara em sua vida, mas mesmo ele não conversava muito consigo. Havia tentado quando tudo aconteceu, tentou de todas as maneiras que pôde estender a mão e puxá-lo do fundo do poço. Mas Sasuke havia se entregado à frieza e, depois de todos aqueles anos, também se acostumara a ela.

Havia café, porque nunca devia faltar cafeína naquela casa. Nem tomates. O homem mais velho de cabelos grisalhos achava que o jovem Uchiha tinha dificuldades para dormir por causa disso. Descobriu algum tempo depois que eram os pesadelos, as lembranças. A culpa.

Não havia mais lágrimas naqueles olhos tão escuros. Havia apenas o fosco de alguém que viu muito, fez muito, perdeu muito e já não tinha mais nenhum brilho no olhar. Nenhuma faísca de esperança.

Era quarta-feira.

Um dia irritante, na opinião de Sasuke. A noite sem lua deixava tudo numa penumbra conhecida, quase agradável. A sopa de tomates estava quente. Kakashi lia, calado. Tudo num perfeito silêncio.

Até que o som de algo se quebrando do lado de fora da mansão atrapalhou a refeição. Isso seria apenas algo corriqueiro. Algum animal perambulando pela propriedade, que logo sairia. No entanto, agora o som vinha da porta da frente. Batidas.

Batidas incessantes e desesperadas.

Quem será? - Kakashi perguntou retoricamente, porque raramente recebia uma resposta.

Sasuke levantou-se, aborrecido, cruzando a sala de mármore quase vazia e abriu a porta com força. A sua frente, alguém caiu de joelhos. Sangue. As mãos tinham sangue e manchavam o chão claro. A cabeça se ergueu, como se quisesse observar quem havia o atendido. Feridas pelo rosto, marcas feitas a navalha, manchadas pelo líquido escarlate.

Mas isso não foi o que chamou a atenção de Sasuke. Foi aquele olhar. Apesar da dor que parecia sentir, havia ali um azul brilhante e vívido. Um olhar lacrimoso num rosto cansado. Era como se agradecesse. Como se o Uchiha o tivesse salvo.

Ninguém nunca o olhara daquela forma.

***

Kakashi observava o jovem Uchiha, desconfiado.

Quando a criatura apareceu em sua porta, acreditou que sobraria para si a tarefa de jogá-lo de volta na rua. Ficou surpreso a ver o moreno abaixar-se perto do corpo pequeno, cuidadosamente e levantar seu rosto. O rapaz desmaiou imediatamente. Seus membros pareciam não aguentar mais, esgotado por cansaço e feridas abertas. A essa altura o Hatake não mais se movia. Esperava pelas atitudes do jovem mestre que ainda segurava o estranho invasor nos braços, um tanto irritado por estar sujando suas roupas.

Ainda assim, puxou o rapaz para si, pegando-o no colo com dificuldade e levando-o para o andar de cima.

Limpe a bagunça. Veja se não há mais ninguém.

O mais velho não discutiu. Apenas seguiu as ordens como sempre fizera.

Sasuke subiu as escadas com cuidado. Levou o estranho até o banheiro, deixando-o sentando dentro da banheira. Pegou álcool, levando até perto do seu rosto, tanto para limpar as feridas como para induzi-lo a voltar a consciência. As roupas estavam rasgadas, assim como partes da pele.

Água. Precisava lavá-lo. Por que precisava?

Não sabia. Mesmo assim, ligou o chuveiro e a ducha móvel, deixando que toda a sujeira e sangue deixassem o pequeno corpo. No meio do processo, ele acordou. Loiro. Sasuke notou os fios dourados agora limpos. O estranho levantou o rosto mais uma vez, exibindo os globos azuis. Mordeu o lábio machucado, como se quisesse muito dizer algo, mas não o fez. Esperou que Sasuke terminasse de lavá-lo. Olhou para baixo, vendo as impurezas que deixavam suas vestes e franziu o rosto. O Uchiha só percebeu que o garoto chorava porque, de repente, deixou escapar um soluço.

O moreno não sabia lidar muito bem com isso. Na verdade, nunca teve que consolar ninguém que chorava a não ser a si mesmo, sufocando as próprias tristezas. Geralmente lágrimas eram sinal de vitória pra si e para todos que carregavam seu nome.

Mas ali, naquele momento, naquela situação… Era tristeza, não desespero. Era amargo e intenso e Sasuke não desejava fazer nenhum mal.

Puxou o corpo menor mais para perto, puxando a camisa de mangas longas sem tanto cuidado. O loiro se deixou levar, tentando segurar as lágrimas e gemendo inconscientemente pela dor de ter os machucados magoados. Estava realmente ferido, mas o que mais deixou o Uchiha preocupado foram as feridas do rosto. Agora, lavadas, percebeu se tratarem de três riscos em cada lado do rosto, como bigodes de gato.

Saiu do banheiro por alguns minutos, deixando o garoto confuso, mas voltou com uma muda de roupas.

Vai ficar meio grande – Sasuke disse com a voz grave e baixa – Mas vista. Chame quando acabar.

Saiu novamente deixando o outro sozinho para se trocar. O rapaz se levantou com dificuldade, puxando uma toalha e tirando a calça molhada para se secar. Ficou nervoso por estar deixando manchas na toalha e decidiu colocar só a calça larga que o outro trouxera. Caminhou devagar até a porta, abrindo uma fresta, vendo o dono da casa de pé no corredor com um cigarro entre os lábios. Tragava rapidamente, querendo acabar logo com aquilo e, quando viu a porta se abrir, entrou outra vez no cômodo, apagando a ponta em qualquer lugar e jogando o cilindro fora.

Pegou no armário uma caixa de primeiros socorros e com um menear de cabeça, pediu para o outro se sentar sobre a privada. O loiro obedeceu.

Por que não botou a camisa?

Eu não queria manchar – respondeu – Desculpe pela toalha. Aliás, desculpe por estar na sua casa. Eu não queria invadir, eu só… - a voz foi sumindo e ele parecia já não saber o que dizer.

Sasuke pegou o álcool esquecido sobre a pia e algodão na pequena caixa e abaixou-se na frente do rapaz. Ele mirou novamente os olhos em si, marejados.

O que você aprontou? - perguntou, porque queria ouvi-lo falar mais.

Havia gostado da voz do garoto. Era rouca, forte, embora não estivesse tão firme naquele momento. Passou o algodão pela ferida nas bochechas. O loiro apenas apertou os olhos, como se estivesse sentindo dor e crispou os lábios. Não queria responder.

Pode me dizer seu nome?

Naruto – falou, abrindo os olhos outra vez – Naruto Uzumaki.

Tudo bem, Naruto – levantou-se, pegando outro pedaço de algodão e esparadrapos para fechar os machucados – Você vai me dizer quem e por que fizeram isso com você?

O loiro puxou o ar e o soltou longamente.

Já sentiu como se… Mesmo deixando coisas no passado, elas continuem te perseguindo? - Naruto perguntou, em vez de responder.

O tempo todo.

Mais um olhar, dessa vez mais intenso. Um sorriso triste, mas, ainda assim, bonito.

Então deve saber sobre as feridas da alma, senhor. Eu agradeço por cuidar desses machucados, mas não abra outros que não possa curar.

Sasuke deixou os movimentos pararem, observando o rosto do rapaz. Cuidar. Estava cuidando dele. Por que? Foram aqueles olhos, achava. Os anises o encaravam com aquela mesma gratidão e isso era… Quente. Era um raio solar invadindo a penumbra.

Passaram os minutos seguintes em silêncio a não ser pelos chiados baixinhos de Naruto. Colocou a camisa escura depois de estar devidamente remendado e andou devagarinho, seguindo o maior pelo corredor. Estava certo de que seria mandado embora naquele momento, depois da ajuda que recebeu. Em vez disso, o moreno parou no meio do grande corredor e abriu uma porta.

Pode ficar aqui. Você está ferido e as pessoas que te fizeram isso ainda estão soltas por aí. É melhor que fique por um tempo.

O-o que? - arregalou os olhos, surpreso – Fala sério?

Não vou desperdiçar o trabalho que tive em que fazer esses curativos em você – resmungou, irritado – Entre. Pedirei para trazerem algum remédio a você.

Naruto se apressou até a porta do quarto, vendo o dono da casa lhe dar as costas.

Ei – chamou segurando-se a soleira – E o seu nome, qual é?

Virou-se, deparando-se com os olhos azuis ansiosos.

Sasuke – respondeu – Uchiha.

Sasuke podia jurar ter visto um brilho de reconhecimento passar pelo rosto do loiro. Mas diferente do que pensou que ele faria, Naruto abriu um sorriso, dessa vez mais verdadeiro.

Obrigado, Sasuke – pediu, simplista.

A voz rouca ressoando por cada canto do corpo do moreno, porque seu nome pronunciado por ele parecia… Certo. Foi a primeira vez, em muito tempo, que não se irritava em escutar a sonoridade de sua benção. Ainda estava petrificado com a sensação quando Naruto fechou a porta.

As noites em sua mansão já não pareciam tão assombradas.

***

Você não acha que isso aqui ‘tá muito escuro? - o loiro perguntava, caminhando pela sala.

Sasuke estava sentado no sofá, fingindo ler alguma coisa. Fazia três dias que Naruto estava ali. As feridas começavam a fechar gradativamente, mas não queria mandá-lo embora. Na verdade, o Uzumaki não parecia querer partir também.

Depois de tê-lo ajudado, Kakashi tentou dissuadi-lo da ideia de manter o garoto em sua casa. Não sabia de onde ele vinha, nem quem era e nem o que tinha feito. Mas ainda havia algo em si do qual Sasuke não conseguira se livrar. Seus instintos. E estes não só lhe diziam que Naruto era uma boa pessoa, como despertavam em Sasuke um desejo que jamais pensou que teria.

Queria protegê-lo.

Enquanto via o rapaz contar quantas lâmpadas funcionavam em sua casa, com aquela expressão tão inocente mesmo com o rosto cheio de curativos, imaginava meios de mantê-lo ali. Sob sua vista.

Eu gosto do escuro – respondeu, simplesmente.

Naruto fez uma careta.

Eu também gosto. Mas pra dormir, ou algo assim. Como consegue ler desse jeito?

Existem coisas que impedem muito mais a minha leitura do que o escuro – resmungou.

Naruto o encarou, meio confuso. Os olhos negros se ergueram, encarando-o de volta e o loiro pareceu um pouco envergonhado. Estava o distraindo com o falatório.

Desculpe.

O mais velho soltou um muxoxo. Ajeitou-se no sofá e chamou o rapaz para perto com um aceno. Naruto sentou-se ao seu lado e Sasuke, cuidadosamente, puxou o curativo, querendo espiar como estavam os machucados do rosto.

Ainda dói muito?

O Uzumaki negou.

Só um pouquinho – sussurrou.

Sasuke não era gentil, muito menos cuidadoso. Mas Naruto não sabia disso, já que desde que chegara, o outro parecia rodeá-lo com preocupação.

Sasuke – chamou baixinho, já que estavam frente a frente. O moreno desviou o olhar do curativo para os olhos do mais novo – Por que… Por que está fazendo tudo isso… Por mim?

O Uchiha recuou um pouco com a pergunta. O que responder a ele, se não sabia responder essa pergunta nem a si mesmo?

Você parecia… Perdido – deu de ombros – E está na minha propriedade. Só quis ajudá-lo a resolver isso.

Eu… Desculpe, não quero parecer ingrato. Na verdade, eu nem sei como poderia agradecer por tudo. É que eu… Sempre ouvi coisas muito diferentes a respeito dos Uchiha.

A essa altura, ambos já estavam mais distantes, sentados lado a lado. O contato visual desfeito. O corpo de Sasuke tensionou com aquela frase. Então Naruto realmente sabia sobre sua família, ou ao menos a lenda em volta dela.

Tenho certeza que ouviu coisas muito interessantes sobre nós – o moreno levantou, deixando o menor para trás – Vou me retirar. Se quiser algo peça ao Kakashi.

Sasuke, des…

Não me chame até anoitecer – pediu, seguindo para o segundo andar.

***

Naruto estava parado na porta do quarto de Sasuke. Sentia-se culpado por ter tocado no assunto de sua família. Não devia ter aberto aquela boca grande, isso sempre foi um problema para si. Depois de tudo que o Uchiha fez por ele, não queria trazer à tona os fantasmas que o sobrenome possuía.

Bateu à porta com dificuldade, segurando uma pequena bandeja com uma tigela de sopa de tomate. Esperava que ele não o odiasse. A porta se abriu devagar. Sasuke vestia calça de moletom preta e tinha um cigarro entre os lábios. Os olhos escuros encararam a figura loira, soltando a fumaça para cima.

Eu só vim trazer o jantar – Naruto disse, mordendo o lábio.

Pensou que o moreno pegaria a sopa e lhe daria as costas. Em vez disso, abriu mais a porta para que ele entrasse. Naruto obedeceu. Deixou a bandeja sobre uma mesinha e ajeitou a manga da blusa comprida demais.

Eu queria me desculpar… Por hoje cedo – pediu de cabeça baixa – Eu não queria te chatear. Ainda mais depois de tudo…

Sasuke se sentou sobre a cama e puxou a tigela com sopa para si. Não respondeu o Uzumaki, apenas começou a comer em silêncio. O cigarro foi parar em algum lugar. Naruto olhou para os cantos do quarto. Ainda não havia entrado ali. Havia uma garrafa de bebida aberta e pela metade.

Preferiu não falar nada. Já tinha dito coisas demais, então mordeu o interior da boca, de pé, calado, observando o outro jantar. Os cabelos negros estavam meio compridos, o corpo pálido era forte e isso era ainda mais notável graças ao peito nu. O jeito dele, ainda que estivesse apenas comendo, era tão firme, preciso.

Você já limpou seus machucados? - o moreno perguntou sem olhar pra ele.

Hum? - deixou sua análise, ainda meio perdido, racionalizando a pergunta imediatamente depois – Ah, sim.

Me deixe ver.

Naruto se aproximou e sentiu o outro puxar seu pulso, fazendo-o se sentar ao seu lado. Soltou um muxoxo descontente enquanto analisava os curativos.

Vou refazê-los, você não fez direito.

Ei, não implica comigo – o loiro fez um bico – Eu fiz muito bem. Para de ser chato.

Sasuke riu. Uma risadinha curta, de canto, mas ainda um sorriso e isso fez os olhos azuis se arregalarem. Aquilo era novidade e tinha gostado disso.

Não era como se o Uchiha pudesse evitar. Naruto era… Fofo. Engraçadinho. O jeito como ficava quando estava irritado era realmente adorável.

Me espere aqui.

O moreno saiu e retornou com outro kit de primeiros socorros. Começou a desfazer os curativos mal feitos e refazê-los corretamente. Silêncio.

Sasuke passou a falar.

Você quer saber sobre minha família?

Naruto o encarou, surpreso.

Se não quiser falar eu…

Você quer saber? - perguntou outra vez.

Naruto assentiu uma vez apenas. Sasuke suspirou. Já tinha terminado o trabalho e deixou a caixa de lado, ajeitando-se na cama e mirando algum ponto qualquer sem realmente enxergar. Seus pensamentos agora eram tomados pelas lembranças. Tudo que via era o passado.

A família Uchiha nasceu de um acordo entre pessoas poderosas. Todos os membros sempre tiveram tudo que queriam e dessa forma nasceu o primeiro grupo mafioso de Konoha.

Até ali, Naruto sabia. Aquela parte da história era conhecida. O que vinha depois é que se divergia em lendas.

Meu irmão era um prodígio. Ele sabia lutar, atirar e manipular como ninguém ainda muito jovem. Você deve saber quem ele é. Uchiha Itachi. - Naruto escondeu um pouco da surpresa, porque saber que o nome icônico por trás da lenda era o irmão de Sasuke foi realmente assustador – Mas ele era bom. Era uma pessoa gentil e cada vez que era obrigado a fazer algo ruim, era como se o estivessem matando. Nós crescemos. Eu e ele, assim como todos os membros do grupo, fizemos muitas coisas… Coisas das quais não posso me orgulhar, embora na época eu tenha achado que isso me fazia um homem de verdade, digno de ser membro da Máfia. Mas Itachi… Ele… Ele enlouqueceu.

Sasuke parecia cada vez mais distante. Naruto aproximou uma das mãos da dele, em dúvida se deveria ou não pegá-la. Esperou que ele continuasse antes de tomar uma atitude.

Certa noite, ele foi atrás de um memrbo de cada vez. Matou um por um. Ele disse que estava livrando Konoha de nós. Disse que não suportava mais matar como um criminoso e que nós éramos os únicos monstros. Ele estava insano. Matou nossos pais nessa casa, mas quando chegou até mim… - foi nesse momento que Naruto decidiu apertar sua mão levemente. Sasuke apertou de volta, sem perceber – Ele não conseguiu. Ele chorava tanto, parecia tão perdido. Ele me abraçou e me pediu desculpas, disse que me amava, que não podia fazer isso comigo. Então ele se afastou, colocou a arma na própria boca e puxou o gatilho.

Naruto estremeceu com aquilo. Agora, segurava a mão do Uchiha com suas duas, sem saber o que falar.

Se eu tivesse – o moreno voltou a murmurar – Se eu tivesse percebido… Talvez pudesse convencê-lo. Mas eu era monstro também. Era ruim como todos eles, mesmo que ele tenha escolhido me salvar.

Não é, não – Naruto puxou o rosto do Uchiha para si, forçando-o a encará-lo – Você me salvou, Sasuke. Você não sabe nada sobre mim, sou apenas um estranho que caiu na sua porta e você me salvou mesmo assim.

Eu não posso me livrar dos meus erros só porque fiz uma única coisa certa, Naruto.

O loiro riu levemente.

Acha que só você fez coisas das quais se arrepende? - perguntou, passando os dedos pelo rosto alvo do mais velho – Todos nós temos essa parte monstruosa dentro de nós e talvez nunca consigamos nos livrar dela. Mas isso não define quem você é.

Sasuke focou os olhos naqueles azuis profundos, brilhantes, sinceros, gentis. O calor das mãos morenas em seu rosto era agradável. A voz rouca disparando aquela sensação deliciosa dentro de si mesmo.

Eu não tive quem cuidasse de mim. Estive perdido no mundo e, pra sobreviver, eu tive que fazer coisas que não queria. Eu tentei deixar tudo para trás, mas às vezes, encontramos pessoas como as que me machucaram. Mas você estava aqui. Você não ligou para o fato de não saber quem eu era e cuidou dessas feridas. E foi… A primeira vez…

Naruto, que costumava deixar seus sentimentos expostos, já tinha os olhos marejados. Sasuke segurou a mão dourada sob a sua.

A gente não vai conseguir fazer a coisa certa todas as vezes, Sasuke – o loiro prosseguiu, tentando a voz controlada – Mas isso não quer dizer que não podemos tentar fazer o nosso melhor sempre que tivermos oportunidade.

Um sorriso. Um sorriso gentil e lindo. Tão lindo, que Sasuke não sabia olhar para mais nada, a não ser aquela boca. E seu desejo, no momento seguinte, se cumpriu quando projetou o corpo para frente, tomando os lábios do loiro nos seus. Um selo demorado, surpreso. Estavam quietos, experimentando a textura da boca um do outro. Mas diferente do que se esperava, foi Naruto quem entreabriu os lábios, puxando os do Uchiha.

Ainda tinha o gosto da sopa. Os olhos tinha uma fina brecha para observar o rosto bonito do outro. Os dentes rasparam pela pele macia. Os braços, antes imóveis, envolveram-se devagar. Calor. Queriam aquele calor. Os beijos tornaram-se mais ousados, escapando dos lábios, descendo pelo queixo e pescoço.

Alguém bateu a porta. Os dois pararam e naquele momento, Sasuke percebeu que estava prestes a magoar ainda mais os machucados ainda não curados do loiro. Respirou fundo, tentando manter o controle e deixou o mais novo ofegante sentado em sua cama, indo abrir a porta.

Era Kakashi.

Desculpe – o grisalho falou – Eu só vim ver se tinha jantado.

Eu estou bem, Kakashi – bufou – Precisamos de mais algodão e esparadrapos.

Certo.

Boa noite.

Kakashi franziu o cenho com o tratamento inusitado. Sasuke não era do tipo que fazia tais cumprimentos.

Boa noite, senhor.

A porta foi fechada. Sasuke observou Naruto, parecendo envergonhado.

É melhor eu ir agora – o loiro disse antes de se levantar e passar por Sasuke rapidamente – Boa noite, Sasuke. Durma bem.

Saiu de lá com pressa, fazendo Sasuke rir de novo. Ele também era uma graça quando estava com vergonha.

***

As feridas estavam cicatrizadas.

Mesmo assim, nenhum dos dois dizia absolutamente nada sobre a partida de Naruto. Na verdade, o loiro havia descoberto o jardim de trás da mansão e perturbou tanto Sasuke quanto Kakashi para ajudar a tomar conta do lugar. Passou vários dias limpando o terreno, chegando dentro da casa exausto e suado, fazendo o Uchiha brigar consigo porque ainda não estava totalmente bem. Entretanto, tudo que Naruto fazia era lhe dirigir um enorme sorriso, dizendo que se sentia melhor tendo alguma tarefa.

Sasuke não discutiu mais depois disso. Deixou que ele se ocupasse com seu jardim, satisfeito com a alegria do outro. Os dias se passavam rapidamente e Sasuke já não sabia mais como era caminhar sozinho pela casa. Agora, em vez dos passos solitários ressoando pelo ambiente, ele ouvia a voz rouca animada, o andar apressado, as risadas contagiantes e a calorosa sensação de Naruto por perto.

Ficou tão facilmente viciado naquele contato, que mal se reconhecia.

Certa noite, foi desperto pelos sons insistentes na porta do quarto. Caminhou lentamente, vestindo apenas a calça de moletom e o roupão, deparando-se com Naruto parecendo animado usando suas roupas grandes demais.

Vem – o loiro puxou sua mão, arrastando-o pelo corredor e escada abaixo – Eu tenho que te mostrar uma coisa.

Sasuke não resistiu, deixando-se ser levado até o jardim de trás, num dos canteiros que Naruto tinha arrumado. Os dois pararam em frente as flores claras e doces observando, apenas, até que o Uzumaki quebrou o silêncio.

São damas-da-noite. Vão se abrir logo.

Voltaram ao silêncio. Sasuke olhou em volta, vendo que ele tinha feito um ótimo trabalho ali. Algumas vezes ficava na varanda dos fundos, observando-o em seu trabalho, mas, agora, com as flores crescendo, percebia a beleza de tudo.

As flores nasciam naquela noite. Os olhos azuis brilhavam intensamente. Sasuke olhava seu rosto com cicatrizes recentes, ainda assim, feliz. Naruto estava cultivando muito mais do que flores em sua casa.

Alimentava algo em seu coração com intensidade muito maior.

O som dos pequenos insetos eram uma sinfonia tranquila ao seu redor. As mãos pálidas correram até os cabelos loiros enquanto o corpo se aproximava e os lábios finos colavam-se à testa bronzeada.

Sentiu o Uzumaki arfar, surpreso, mas as suas mãos correram para os lados do corpo do Uchiha. Seu coração batia acelerado, transbordando sentimentos tão intensos que mal conseguia reconhecê-los. Suas mãos afagavam os fios claros, apertando o corpo menor com tanta vontade, tanta paixão… Tanto medo.

Não queria perdê-lo.

Jamais tinha se permitido depender de alguém depois de todo o horror entre os Uchiha. A única pessoa que sempre achou que fosse precisar era Itachi e tudo depois disso foi tão vazio, tão sem sentido. Pensar que poderia acontecer o mesmo com Naruto era desesperador. Havia se descuidado com seus sentimentos, ligado-se a ele daquela forma e não podia deixá-lo partir.

Os lábios desceram da testa, caminhando pelo nariz até alcançar seus lábios. O beijo foi novamente lento, retribuído como uma carícia. O aperto em seu roupão o fez soltar um suspiro.

As flores se abriram.

Eu… Queria te mostrar – o loiro tentou falar – as flores desabrocharem…

É lindo – Sasuke sussurrou contra seu rosto – Você é lindo.

Dessa vez, o suspiro saiu da boca de Naruto. A boca foi novamente tomada com um pouco mais de vontade. Os braços de ambos se prenderam no corpo um do outro, com a necessidade daquele contato. Desde o beijo no quarto de Sasuke dias antes, não haviam tido nenhuma aproximação como aquela. A memória daquela sensação queimava entre os dois e reviver aquilo estava sendo muito melhor do que esperavam.

Um dos braços de Sasuke puxou a cintura do loiro fortemente, guiando-o aos tropeços para dentro de casa novamente. Os passos eram confusos e apressados até o quarto do Uchiha. A porta foi trancada, o roupão foi parar no chão. Os beijos desceram pelo pescoço, Sasuke por cima de Naruto.

Devagar.

O ritmo mudou quando o moreno observou os olhos azuis nublados em luxúria. A boca entreaberta com a respiração entrecortada. Livrou-se da blusa do loiro, lentamente. Os beijos retornaram, como um carinho, passando pelas bochechas cicatrizadas com tanto cuidado que mais parecia um sopro. Naruto encolheu-se.

Não olhe pra elas – pediu com a voz embargada.

Aquelas marcas estariam para sempre em seu rosto, lembrando-o da maldade existente no mundo.

Eu daria tudo para que você nunca precisasse se ferir – Sasuke sussurrou – Mas você veio até mim. E eu amarei cada uma das suas feridas. Cuidarei de cada uma delas.

A respiração voltou a falhar com aquelas palavras. Negros sobre azuis, brilhantes, exalando algo muito maior do que era capazes de compreender. Os lábios desceram, necessitados, percorrendo cada linha do corpo, memorizando cada pequena parte, relevo, traço, tudo. A sensação quente da boca envolvendo a intimidade, os gritos ecoando pelo cômodo escuro, as mãos enterrando-se nos cabelos. Logo depois os dedos invadindo o corpo com vigor, capturando os gemidos manhosos em seus beijos. As pernas douradas erguidas sobre os ombros enquanto o falo encontrava o caminho de seu paraíso particular.

Êxtase.

A boca cheia e rosada aberta num grito mudo enquanto se movimentava. A velocidade aumentou, os dedos das mãos se entrelaçaram, enquanto o prazer aumentava. O clímax cada vez mais próximo antes dos últimos estímulos e um beijo ávido até se derramarem.

A visão do corpo moreno sob o seu era estonteante. Pela primeira vez Sasuke sentiu-se realmente pleno, como se pertencesse a algum lugar.

Como se pudesse trancafiar a besta dentro de si mesmo.

***

Eu estava pensando – Naruto começou a dizer – Faz tempo que não saio. Podíamos ir em algum lugar nos divertir.

O loiro tinha a cabeça deitada sobre o peito pálido de Sasuke. O indicador fazia círculos sobre a pele, enquanto falava.

Não saio daqui – Sasuke respondeu, simplesmente.

Eu sei que você não é de sair – O Uzumaki ergueu os olhos para encarar o amante – Mas desde que eu cheguei a gente não colocou os pés lá fora nenhuma ‘vezinha. Só o Kakashi sai pra fazer compras de vez em quando…

Eu não saio, Naruto – a sentença foi mais firme, chegando a assustar um pouco Naruto.

Eu… Só queria dizer que sinto falta do mundo lá fora.

Não sei o que poderia ter lá fora de tão bom.

A vida, Sasuke – o menor sentou-se sobre a cama, agora um pouco irritado – Há quantos anos está aqui, no escuro, sem ver nenhuma pessoa além do Kakashi? Acha que isso é normal?

Nada na minha vida é normal – respondeu no mesmo tom irritado, levantando-se e indo até janela, puxando um cigarro do maço que estava sobre a mesinha.

Não pode ficar preso aqui pra sempre. Isso é…

Se quiser ir, vá – a resposta foi rude, ríspida e fez Naruto se encolher – Eu não estou te mantendo em cativeiro. Mas aqui é meu lugar.

Por que diz isso?

Porque eu sou um Uchiha – revolveu ao Uzumaki, olhando-o de uma maneira que Naruto jamais pensou vê-lo. Seus olhos pareciam vermelhos – Aqui, nesse lugar, está tudo que eu sou, toda a minha história e toda a minha desgraça.

Naruto mordeu o lábio, impedindo que as lágrimas caíssem, mas não pôde esconder os olhos marejados. Levantou da cama, andando a passos lentos e parou perto da porta.

Aqui não está você, Sasuke. Aqui está a máfia.

A porta bateu. Sasuke sentiu o frio inundar cada pedaço do seu corpo apenas porque não estavam mais no mesmo cômodo.

***

Naruto havia decidido ir embora.

Havia chegado de mãos vazias e, mesmo depois da insistência distante de Sasuke e dos protestos de Kakashi, ele partiu exatamente como chegou.

As feridas no corpo cicatrizadas, mas uma aberta em seu coração, que demoraria muito mais para se curar.

Cada um dos dias seguintes era vazio, frio, triste, porque não mais havia o brilho ofuscante do sorriso, nem o calor da presença, nem a alegria da voz. A mansão Uchiha parecendo ainda maior sem o Uzumaki ali e parecia que Sasuke tinha caído de vez no poço em que estivera antes de sua chegada.

A sala tinha apenas uma das lâmpadas amarelas acesas. A cabeça escorada no encosto do sofá, olhando para o teto, lembrando-se da expressão curiosa de Naruto em seus primeiros dias ali.

Você já amou alguém? - Sasuke perguntou a Kakashi.

O homem mais velho estava cada vez mais preocupado com o jovem mestre.

Sim. Uma vez.

Os olhos negros encararam os do grisalho.

E o que houve?

Ele morreu.

Hum.

Podia dizer que sentia muito, mas isso não era de seu feitio. Voltou a encarar o teto.

Posso fazer uma pergunta, senhor? - Kakashi voltou a falar, sabendo que o silêncio era uma confirmação – Por que não foi atrás dele?

Aqui é meu lugar, Kakashi. Você sabe.

Não sei.

Claro que sabe – Sasuke soltou exasperado – Tanto sabe que está aqui comigo.

Estou aqui porque te vi crescer, garoto – o grisalho deixou transparecer a indignação que vinha guardando por todo aquele tempo – Eu também não pude fazer nada pelo seu irmão, nem por ninguém. Eu perdi todos, mas pude cuidar de você. E quando Kami finalmente lhe deu a oportunidade de seguir em frente e viver outra vez, você o deixou sair pela porta da frente.

Ele quer ver o mundo. Eu não posso prendê-lo comigo.

Você precisa ver o mundo também – Hatake aproximou-se do mais jovem, apoiando a mão em seu ombro – você, finalmente, experimentou como é esse sentimento, Sasuke. Seu irmão desejava que pudesse viver uma vida normal, longe da máfia. Longe de crimes. Ele queria que você se apaixonasse, fosse um homem honesto e feliz. E você ainda pode. Não é tarde.

Sasuke encarou o homem por longos segundos, engolindo a nó em sua garganta.

Se obrigar a ficar longe dele não machuca só você, sabia? Desse modo, você também o faz sofrer. Aqui está todo o passado e quem você foi. Mas está na hora de deixar isso pra trás e viver o seu futuro. Deixe que os fantasmas dos Uchiha desapareçam e construa a honra desse nome, Sasuke.

As palavras martelavam em sua mente, insistentes, misturando-se aos sentimentos que tentava sufocar sem êxito.

E quanto a você?

Kakashi riu.

Eu vou ficar bem, garoto. Eu sempre fico.

Sasuke, pela primeira vez em todos aqueles anos, puxou o mais velho para um abraço. Nunca tinha deixado seus sentimentos transparecerem depois da morte de Itachi. Não até Naruto chegar. Ele havia se tornado seu farol para sair do meio da tempestade em que vivia.

Precisava encontrar seu porto.

***

Tudo que restava na mansão Uchiha eram cinzas. O único lugar que, estranhamente, ainda estava intacto era o jardim dos fundos. A notícia sobre o desastre se espalhou como fogo e foi uma surpresa quando não encontraram ninguém na mansão mal assombrada.

Não havia restado nada.

O local se tornaria patrimônio público e Sasuke riu ao pensar que aquilo ainda geraria muitas lendas com as quais ele já não se preocupava. Toda a sua atenção estava na frente do pequeno bar de onde sua felicidade sairia em breve.

Quando os cabelos loiros surgiram, atravessando a porta, Sasuke sentiu o coração acelerar. Sentia falta de tudo nele. Apenas de olhar suas mãos bronzeadas esfregando-se uma na outra fez um sorriso brotar no rosto. O olhar azul se ergueu.

Presos. Azul no ônix, encarando-se tão firmemente que mal respiravam.

Sas… - a voz morreu na garganta.

E aquela sílaba era como música aos ouvidos do Uchiha.

Eu preciso de ajuda com meu novo jardim – Sasuke tirou pétalas brancas do bolso do grosso casaco que usava – Não conheço ninguém melhor que você pra me ajudar.

O que faz aqui? - a voz trêmula denunciava o nervosismo.

Eu deixei a mansão Uchiha para trás – respondeu olhando-o nos olhos – E vim até você.

Você… Como sabia onde eu estava trabalhando?

Kakashi conhece muita gente – deu de ombros.

Naruto olhou para os lados, sem saber o que dizer. Abria e fechava a boca várias vezes e Sasuke decidiu quebrar o silêncio.

Eu te amo, Naruto – aproximou-se mais, vendo o loiro arfar – Estou aqui por você.

Você… Você me machucou, sabia?

Sasuke deixou um sorriso escapar e isso fez o estômago do Uzumaki se contorcer.

Você lembra do que me pediu quando nos conhecemos? - um passo mais perto – Você pediu para que eu não abrisse feridas que eu não pudesse curar. - Os olhos azuis se encheram – E quando fizemos amor pela primeira vez, eu prometi que cuidaria de cada uma das suas feridas – A mão tocou o rosto bronzeado com as cicatrizes – Me deixe fazer isso. Me deixe curar seu coração como você curou o meu.

Uma lágrima correu pelo rosto de Naruto antes dos braços passarem em volta de seu pescoço. Era saudade. Desejo.

Eu também te amo – murmurou contra os lábios de Sasuke – Bastardo.

Não vou te deixar partir dessa vez.

Não vou a lugar nenhum.

Entregaram-se novamente aos beijos, sem intenção de parar. Era noite e o único calor era aquele que dividiam, correndo de um para o outro.

Estavam cheios de sentimentos belos dentro de si mesmos, dividindo espaço com as partes das quais se envergonhavam. Isso não os tornava indignos. Tornava-os humanos. Deixariam que o tempo lhes ensinasse, a lidar com ambas as partes de si mesmos.

Mas naquele momento… Consumiam-se com amor transbordando dos poros, tão ávidos quanto feras.

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ESSA ONE foi feita pra um desafio Máfia no grupo no facebook. AMÉM OTACONDA

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO

BEIJO NO KOKORO E JA NEE

26 февраля 2018 г. 20:41:31 5 Отчет Добавить 6
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KL Kitsune Lyra
Que lindo Lory! Mais uma fic linda sua, percebeu que To maratonando suas SasuNarusasu ne? Kkkkk achei muito interessante o desenvolvimento que vc deu pro Sasuke, a escuridão da casa, as luzes apagadas, o Jardim, tudo foi um ponto que me mostrou algo, Naruto chegou pra aquecer e iluminar. Kakashi como sempre cuidado do Sasuke e colocando juízo nessa cabeça dele. E esse reencontro? E essa promessa de citar as feridas? Eles são o bálsamo um do outro e eu to apaixonada!
vitori a vitori a
QUE LINDOOOOO!! Adoro esses pontos de vista diferentes sobre a família uchiha... Ah gostei muito. Obrigada por escrever essa maravilha

  • Lory Cake Lory Cake
    AAAA OBRIGADA XUXU. FICO FELIZ QUE TENHA GOSTADO ❤❤❤ March 13, 2018, 00:07
Palloma Vieira Palloma Vieira
meu deus. essa foi, provavelmente, a MELHOR fic de sasunaru que eu já li, eu to muito apaixonada. sua escrita me prendeu do começo ao fim. parabéns, amei de verdade 💕

  • Lory Cake Lory Cake
    aaaaaaaaaa nossa, eu fico muito feliz e honrada hauhauha ainda bem que gostou <3333 February 27, 2018, 03:18
~