Sai do armário, Castiel! Подписаться

bbaka Lia Dantas

Para todo o arrogante, egocêntrico e orgulhoso Castiel, insegurança era uma palavra que deveria permanecer longe de seu vocabulário. Bem, deveria. ☆ Yaoi ☆ Amor Doce ☆ Castiel X Lysandre


Фанфик Всех возростов.

#Amor_Doce Castiel Lysandre lGbt Yaoi Romance Conto Homossexualidade Gay Tabu Preconceito
Короткий рассказ
1
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Завершено
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único

Notas do Autor:


Minha primeira fanfic que posto aqui. Espero que gostem! ♡



☆ Capítulo Único ☆



— Castiel.


Ouviu-se a voz firme do professor o chamando. Como mal prestava atenção na aula – como quase nunca fez –, deduziu que seria mais uma das reclamações que levara diversas vezes. Ajeitou sua postura e manteve seu rosto virado para frente, embora estivesse tão ocupado com seus pensamentos que não viu o professor esticar um papel que continha sua prova corrigida, fazendo sinal para que ele fosse buscá-la.


Percebendo a situação, Castiel caiu em sí. Seria muito simples apenas se levantar e ir buscar o papel que, provavelmente, teria uma nota em vermelho, mas ele não podia. Não depois do que havia feito antes das aulas, do que havia imaginado fazer se o sinal não tivesse o imterrompido, e no que planejava fazer após as aulas.


E tudo isso por culpa do Lysandre.


Sim, Lysandre. Seu, aparentemente, melhor amigo. Que na verdade, não eram apenas isso. Castiel e Lysandre mantinham um relacionamento maior do que uma forte amizade há algum tempo. Um relacionamento que não era aberto, pois só envolviam-se um com o outro. Não era apenas ficar, já que com meses de relação já haviam ultrapassado esse patamar. Mas também não era namoro, embora envolvesse cineminha em casa com chocolate quente em dias chuvosos e sexo violento em noites calorosas.


Uma relação confusa, discreta, e até estranha para alguns olhares. Principalmente os maldosos, afinal, eram dois homens se envolvendo amorosamente. Tinha motivo melhor para a sociedade julgar e reprimir? Por tais e tantos motivos que os dois decidiram se amarem apenas de baixo dos lençóis, pois era o único lugar que eles tinham sossêgo e poderiam ser eles mesmo, sem medo, preocupações, vergonha, nem nada.


E justamente por tais envolvimento na cama – às vezes, até nas paredes e no chão – que Castiel estava impossibilitado de levantar-se e ir à frente da sala. Por assim dizer, culpa do Lysandre, que havia arrastado-o até o vestiário masculino minutos antes do sinal tocar, tê-lo beijado num anseio que a adrenalina do risco de serem pegos alí tinha causado, feito-o sentir suas mãos envolvendo seu corpo, acariciando sem tanto aquela delicadeza típica do vitoriano, escorrido para lugares estratégicos, como seu peitoral, costas, nuca, virilha...


Castiel era como um forno à lenha: demorava para ser aceso, mas quando entrava em chamas... Era difícil de apagar. E quando Lysandre o acendia, corria o risco de se queimar. E Castiel manteve essa ideia durante o dia inteiro na escola; em como queimar Lysandre em uma determinada região de um modo que ele ficasse incapaz de sentar direito.


Sem poder conter seus pensamentos – e sequer ter feito esforço para isso –, Castiel encontrava-se em uma situação deveras constrangedora, e o que era pior: não sabia como sair delas. Permaneceu com o maxilar trincado, quieto em seu lugar, mas o professor insistia para que ele fosse pegar a bendita prova.


Tanto que sua persistência chamou atenção dos outros alunos, e o que era ruim, ficou ainda pior. Lysandre, que sentava-se numa carteita atrás dele, estranhou seu comportamento e inclinou-se em sua direção para perguntar se estava tudo bem. Quando aproximou-se do ruivo, viu o volume alavancando da calça de Castiel, e entendeu imediatamente sua impotência – ou o contrário disso.


Castiel encarou-o, e bastou apenas um milésimo de segundo trocando aquele olhar para que Lysandre entendesse seu recado. Tentou disfarçar a risada com as costas da mão e buscou o papel no lugar de Castiel, que permanecia duro em seu lugar – Literalmente.


— Eu vou te matar! – Castiel sussurrou para Lysandre assim que ele voltou ao seu lugar. Lysandre lançou um olhar confuso, mas Castiel não deu mais detalhes.


Quando o sinal tocou indicando que a última aula havia terminado, os alunos saíram correndo em disparada. Exceto Lysandre, que vagarozamente organizava seus pertences e Castiel o aguardava, ainda sentado na carteira, com uma carranca dura e feia. Aproveitando que a sala se esvaziava, Lysandre decidiu abordá-lo:


— O que deu em você?


Castiel virou-se imediatamente na direção do platinado e lançou-lhe um olhar enfurecido.


— O que deu em mim?! O que deu em você! Como acha que eu iria ficar com você me provocando durante o dia inteiro?


Duro, pensou ele. Como se a pergunta havia sido retórica.


— Eu mal toquei em você, Castiel. Como poderia provocá-lo à ponto de te fazer ficar excitado no meio da aula?


— Nos meus pensamentos!


Lysandre revirou os olhos, pegou sua mochila e seguiu até a saída.


— Ei, seu bastardo! Não me ignore!


— Castiel – lysandre parou para encará-lo – Você está me culpando por você ter imaginado coisas indecentes comigo?


— Óbvio! Digo, não exatamente…


— Você está sendo infantil. – Lysandre olhou-o impaciente – Você ser imaturo eu sou capaz de tolerar, mas não a esse ponto.


Lysandre ia dando as costas para o ruivo, mas ele o impediu empurrando suas costas contra um dos armários que ficavam no corredor da escola. O lugar jazia aparentemente vazio, a não ser por um ou dois funcionários da limpeza que passavam sem se importar com a presença dos dois alí.


Castiel encarou Lysandre com um olhar enfurecido. Por ser alguns centímetros menor que Lysandre, sua boca ficou um pouco abaixo da dele. O heterocromado olhava-o por cima com um semblante despreocupado, porém curioso pela sua reação. O que era comum, já que impulsividade era uma das características mais fortes de Castiel. O perfume forte e amadeirado do ruivo invadia as narinas de Lysandre, que fazia sentir vontade de aprofundar-se naquela essência até sugar cada molécula do cheiro que impregnava aquele corpo definido e repleto de rebeldia.


— Quando você me toca, é culpa sua que meu corpo reaja. Quando você me beija, é culpa sua que meus lábios fiquem molhados e ansiosos por mais. Quando você me arranha, é culpa sua que meus pêlos se arrepiem. Quando eu sinto vontade de tê-lo em meus braços, de todas as maneiras imagináveis… – Castiel hesitou por um momento antes de continuar e deu-lhe um curto sorriso tímido – É sua culpa por ser terrivelmente sedutor. Então, Lysandre, quando você me deixa duro, é inteiramente, completamente, absolutamente culpa sua!


Lysandre permaneceu imóvel, inexpressivo. Enquanto Castiel ficava cada vez mais nervoso, irritado. Seus olhos cinzentos invadia os heterocromados do outro numa mistura de irritação e desejo. Um pequeno sorriso formou-se no rosto do platinado quando suas mãos foram em direção à cintura de Castiel, puxando-o para si.


Encostou sua testa na dele e fechou os olhos para sentir; Sentir a respiração levemente ofegante de Castiel esquentando a sua. Sentir as mãos ásperas de Castiel indo de encontro à sua nuca, enquanto as suas macias escondiam-se entre a pele quente das costas de Castiel e o tecido de sua camiseta fria. E sentir a distância de seus lábios diminuirem ao puxá-lo para um beijo molhado e calmo.


Perdiam-se no ósculo de um modo que tudo o que estivesse ao redor parecesse não existir. Era assim como se sentiam quando estavam juntos. Era como se todos os problemas do mundo evaporassem com o calor causado pelo atrito da pele um do outro. Suas mentes esvaziavam-se e seus olhos não exergavam mais nada além do parceiro que tanto amavam. Porém, o beijo mal durou meio minuto e Castiel interrompeu, parecendo atordoado.


— Alguém pode nos ver. – preocupação era nítida em sua voz.


— E daí, Castiel? – deu de ombros – Qual o problema?


— E daí!? E daí que nós somos dois caras se beijando no meio do corredor da escola!


— Você não se importava em beijar a Debrah na escola. – Lysandre disse incomodado, mas não pelo ciúme.


— É diferente, cara. – estalou a língua e afastou-se mais de Lysandre, dando-lhes as costas.


— É diferente porque eu sou um homem?


Castiel permaneceu em silêncio, assim, respondendo a pergunta do outro.


— Castiel, não me diga que você… Está com vergonha de mim?


— Não, idiota! – respondeu imediatamente – Não tenho vergonha de você, Lysandre. Eu só…


— Tem vergonha de si mesmo.


Um silêncio ensurdecedor ecoou o corredor vazio. Castiel cerrou os punhos ao lado do corpo com força, temendo que aquela conversa o afetasse.


— Você tem vergonha por ser gay, Castiel. – afirmou – Tem medo de que as pessoas te julguem. De que elas te vejam como uma aberração ou um doente. De que elas tenham nojo de você e te evitem. Tudo isso porque você sabe que as pessoas são preconceituosas, que não conseguem ver a felicidade alheia sem pôr o pé no meio para interferir. Você sabe e vê em todo lugar o quanto é sofrido querer amar livremente alguém e não poder porque esta pessoa é do mesmo sexo que você.


Lysandre aproximou-se de Castiel pondo a mão em seu ombro de um modo caloroso.


– Você sempre aparenta ser forte, Castiel, mas você é inseguro.


— Cale a boca! – exasperou.


— Acredite, eu entendo perfeitamente você, e não te condeno por se sentir assim. Mas pelo menos aqui, nesta escola, você não tem com o que se preocupar. – a voz de Lysandre permanecia suave e doce, a fim de aquecer os nervos do ruivo. Em vão.


— Como você tem certeza disso!? As pessoas são cretinas, Lysandre! Elas nunca irão nos deixar em paz se souberem o que fazemos escondidos. Elas irão nos condenar e nos tratar feito lixos imundos!


Lysandre sorriu entristecido, abriu os braços e Castiel não pensou duas vezes antes de se jogar neles. Lys passou seus braços em volta dele e o abraçou forte, afagando seus cabelos com uma das mãos. Castiel pressionava seu corpo ao de Lysandre num desespero como se fosse a última vez que o faria.


— Confie em mim. Não há com o que se preocupar. – depositou um beijo no alto da cabeça rubra do menor.


— Eu queria. Muito… – Castiel sussurrou abafado pelo tecido da roupa de Lysandre.


— Mas você pode, Castiel! – uma voz feminina ecoou de algum lugar, fazendo o ruivo dar um pulo para trás.


— Aff, Lynn! – outra voz, agora masculina, veio da direção do corredor ao lado. Era Alexy, que puxava Lynn para o lugar de onde estavam escondidos, ouvindo a conversa.


— Seus idiotas! – berrou Rosalya correndo em direção deles – Lynn e Alexy – e puxando a orelha de cada um, repreendendo-os – Vocês estragaram tudo!


— Ai! Me solta, Rosa!


— Solta eles, Rosa! – Kim interveio, seguida de Armin, Violette, Nathaniel, Íris e até a Bia, que se juntou à eles mesmo sem ter sido convidada.


Lysandre e Castiel se entreolharam, assustados e confusos. Bastou meio segundo para que Castiel entendesse a situação e querer punir os planejadores daquilo. Já Lysandre, apenas observava tudo com um ar distraído.


— Vocês não têm nada melhor pra fazer ao invés de ficaram ouvindo a conversa dos outros!? Vão cuidar de suas vidas antes que eu acabe com elas de uma vez por todas!


— Castiel, mantenha a calma... – Lysandre aconselhou.


— CALMA O CARALHO! – cospiu. Seus olhos acinzentados agora tinham uma cor avermelhada, como os seus cabelos.


— É culpa minha, Castiel. – Lynn confessou, dando um passo para frente em direção ao Castiel – M-mas não fiz por mal, eu juro!


— Ah, só podia ser uma intrometida feito você. – Castiel riu, mas não achou nada engraçado – Qual o seu problema, garota?


— Ei! – Alexy interveio – Olha o jeito que você fala com a minha amiga, Castiel!


— Gente… – Violette falou, baixinho, acompanhada da Íris – Por favor, não briguem…


— Briguem sim! – Armin exclamou e seu irmão, Alexy, deu um tapa na sua cabeça. Bia, que estava no canto assistindo tudo, foi a única que riu – Ai! Foi brincadeira, Al!


— Espera – Lysandre protestou – Vocês estavam nos espiando?


— O que você acha, Lysandre? – Castiel ironizou.


— Não! – Lynn respondeu, interrompendo aquela discussão inútil – Nós havíamos ficado no pátio para fazer um trabalho de Artes, mas precisamos entrar na escola para pegar alguns utensílios… Foi quando vimos vocês aqui e eu não pude deixar de ouvir parte da conversa. E… E… Eu simplesmente não sou capaz de deixar esse tipo de coisa passar! Eu sinto muito!


Lynn se aproximou de Castiel com cautela, como se um mínimo movimento em falso poderia trazer-lhe a morte. Castiel a encarava furioso, com os braços cruzados a fim de deixar suas mãos presas e evitar que elas façam alguma besteira.


— Não posso deixar que você mantenha esse tipo de pensamento, Castiel. – ela suspirou fundo, escolhendo cada palavra com extremo cuidado – Eu quero que você saiba, Castiel, que não importa os seus gostos e o que você seja, nós nunca iremos mudar o que pensamos e sentimos a respeito de você. Não é sua orientação sexual que vai fazer nos afastar de você. Nós aceitamos e amamos você do jeito que é, não é pessoal?


Todos os outros assentiram com gritos e assobios, exceto por Nathaniel, que ficou quieto no lugar dele. Kim o cutucou com uma cotovelada e ele assentiu com um aceno de cabeça.


— Corretamente. O fato de você ser um completo estúpido insuportavelmente arrogante não tem absolutamente nada haver com sua sexualidade.


— Nathaniel! – Rosa o repreendeu, recebendo um olhar entediado do loiro.


— Enfim… – Lynn prosseguiu, um pouco confusa – Apesar de não haver nada de errado em ser homosexual, nós aceitamos você como quer que seja, então por favor, Castiel, se aceite também.


— É! Sai do armário, Castiel – Alexy gritou. Todos os outros começaram a rir, inclusive o Lysandre, que acenou positivamente com a cabeça para o ruivo na intenção de incentivá-lo a fazer.


Castiel, calado e ainda irritado, olhou atentamente para cada face presente naquele local. Todos elas sorriam abertamente para ele, diziam frases calorosas de incentivo e tentavam ao máximo demonstrar que estavam do lado de Castiel, e que ninguém iria julgá-lo, ofendê-lo ou o que quer que Castiel esperava deles. Todos apoiavam Castiel e seu namoro com Lysandre, e queriam vê-los felizes às suas maneiras.


— Tsc, vão pro inferno.


Castiel deu as costas e saiu batendo os pés da escola. Lysandre se desculpou com o pessoal pela atitude de Castiel e agradeceu, depois saiu em disparada atrás do ruivo. Castiel, orgulhoso do jeito que é, não iria deixar que alguém se intrometesse em sua vida e mudar sua opinião a respeito de algo, apesar de ter sido isto que aconteceu. E, felizmente, foi o que todos os seus amigos perceberam, deixando suspiros e sorrisos de alívio escaparem de suas bocas.


— Viu? – Lysandre sussurrou em seu ouvido assim que se distanciaram do prédio da escola – Eu avisei que não precisava se preocupar.


E Castiel não se preocupava, não mais. Pois sabia que seus amigos o aceitavam do jeito que ele era. E se até eles aceitavam, por que continuar negando a si mesmo? Sendo gay, bi, hetero ou trans, Castiel continuava sendo Castiel, e nada nem ninguém iria mudar isso.


E, naquele longo fim de tarde, junto à pessoa que ele mais ama, Castiel sorriu – mesmo que minimamente – alegre e agradecido por ser ele mesmo. 


26 февраля 2018 г. 21:50:15 1 Отчет Добавить 1
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Lua Inoue ☽ Lua Inoue ☽
Aaaah que fanfic linda, amei! Uma pena ser capítulo único. Primeira vez que leio uma fanfic de AD (sendo sincera), e logo yaoi uahsuahsa~ Tenho certeza que Castiel sendo marrento do jeito que é, não daria o braço a torcer tão fácil, mas logo perceberia que o que importa mesmo é o amor <3
28 февраля 2018 г. 2:10:30
~