The Coronet's Murder Подписаться

lasaphyra Lasaphyra

O teatro Coronet é conhecido por suas peças intrigantes e brutais, recheadas de intensidade, porém, uma recente notícia assolou suas estruturas tornando seus corredores palco de uma cena de crime... O assassinato de sua melhor atriz Jieun, levou mais dinheiro e intrigas para trás de suas cortinas, e resta agora para um dos mais prestigiados detetives de Londres desvendar o responsável antes de se aposentar. (Seungbae x Choker Boy) (Sangwoo x Bum) (Seungbae x Lee)


Фанфик Комиксы 18+.

#romance #drama #gay #yaoi #murder #assassinato #policial #lgbt #violencia #sexo #lemon #estupro #universoalternativo #killingstalking #hard #killing-stalking
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O show não pode parar

Londres

1950


...


Um garotinho em sua boina marrom, gritava numa esquina movimentada sobre as notícias em seu jornal. Seu colete abotoado e camisa social o faziam parecer uma miniatura dos homens que circulavam por ali, debaixo de seu braço várias paginas impressas eram apertadas enquanto algumas moedas pagavam uma nova edição vendida atrás da outra. Eram tempos calmos porém vez ou outra uma tragedia assolava a cidade, como em qualquer outro lugar. Ele voltava a gritar com sua voz aguda e treinada deixando seu sorriso que havia perdido um dente de leite aparecer dentre suas sardas.


- EXTRA! EXTRA! GRANDE TRAGÉDIA NO TEATRO CORONET ! ATRIZ AMADA POR DUAS GERAÇÕES MORTA BRUTALMENTE! EXTRA! EXTRA!


Segurando o chapéu em sua cabeça o investigador Seungbae observa mais um homem comprando o jornal do pequeno. Ele fita a criança sorridente e aperta seus negros olhos por trás dos óculos quadrados, enquanto volta a caminhar em sua rota diária até a delegacia.

Seungbae é um grande investigador de londres, casualmente famoso entre os oficiais e respeitado por todos. Inumeros casos foram solucionados graças a sua intuição… como costumam chamar “infalível”, e vários criminosos já relataram seus pecados por seu poder de persuasão inabalável, sendo capaz de fazer ate mesmo um sociopata imerso em ego confessar seu crime.

Os homens que caminhavam no caminho oposto do investigador pareciam ter comprado suas roupas no mesmo lugar, a moda atual fazia todos parecerem a mesma pessoa em certa distancia, porém era facil distinguir as classes, de um simples olhar ou jeito de andar, ate o tipo de tecido e corte de seus paletós e coletes era o suficiente para saber o quanto aquela pessoa poderia pagar por uma jóia ou um álibi. As ruas de londres naquela hora do dia eram movimentadas mas na da que impedisse alguém de chegar no horário em seu trabalho, e no caso de Seungbae, rapidamente estava abrindo a porta da construção que tinha acima de sua entrada um brasão com ramos de planta escrito “Estação Policial, Londres” duas lamparinas pretas tambem com o nome “Policia” foram penduradas acima das duas janelas nos extremos da entrada, um visual tipico das construções inglesas daquela época.

A porta é aberta fazendo um sino pendurado acima dela balançar e tilintar. Alguns homens vestindo camisas sociais brancas com as mangas arregaçadas até os cotovelos e calças escuras que pareciam ser identicas presas aos suspensórios pretos miram seu olhar até ele, que por sua vez tira seu chapéu e levanta seu olhar naturalmente calmo a todos.


- Bom dia investigador Seungbae! - Um recém contratado do escritório clamava num sorriso

- Bom dia. - Ele respondia com um leve sorriso enquanto continuava o caminho ate seu escritório.


A maioria dos homens na sala principal acenam e trocam sorrisos com Seungbae que atravessa os boxes com divisões baixas de madeira, dentre alguns relances de fumaça de cigarro. Ele segue até o elevador, onde um acessor de escritório, mais baixo que ele mas com a pele mais bronzeada, fecha a porta como se esticasse uma sanfona e então aperta um botão fechando a porta em bronze e madeira. Assim que subiam o recém chegado finalmente pudera tirar seu olhar do investigador que admirava, e mais uma vez seu olhar se iluminava.


- Um dia serei como ele! - seus olhos brilhavam

- Talvez! - um homem mais velho com o bigode cheio e aparado batia em sua cabeça com um jornal enrrolado, bagunçado seu cabelo castanho claro – Mas se não conseguir pode tentar ser a noiva dele!

Todos na grande sala soltam grande risadas caçoando do menor que por impulso segura seu próprio rosto para esconder as bochechas coradas enquanto retruca em voz alta.

- Não diga isso! Não diga isso! - balançando sua cabeça em negação

- HAHAHA não aja como se não gostasse! Pequeno choker boy! – um outro mais velho caçoava de longe

- Wuaa! Já pedi para pararem de me chamar assim! E também não é como se eu gostasse! - ele gritava com todas as suas forças e logo depois, dentre as risadas dos demais, abaixa sua voz para que apenas ele mesmo se ouvisse, enquanto fitava o elevador – É apenas por ele… só serve se for ele… - a frase em tom de teimosia fazia um biquinho fofo trocar de lugar com suas bochechas coradas enquanto ele se recupera do leve bully sofrido, e então todos voltam a seus trabalhos casualmente.




A porta do escritório pessoal do investigador Seungbae tinha uma janela de vidro embaçado na qual em seu centro havia uma placa com seu nome em letras maiúsculas. Ele adentra na sala e coloca quase que instateneamente seu paletó no cabideiro de madeira onde seu chapéu tambem é guardado em seguida, seus passos vao ate sua escrivaninha onde o jornal do dia estava aberto em frente a sombra da cadeira, feita pela janela aberta atrás da mesa dando luz natural a toda aquela área, ele esboça um sorriso e pega uma das folhas a levando ate seu rosto.


- Faz tempo que está me esperando? - sem desviar seu olhar da folha seu sorriso surge.

- huhu você tem melhorado, detetive. - uma sombra no canto da sala se revela, e o homem alto que espreitava com os braços cruzados caminha calmamente ate o investigador, com o corte de cabelo levemente espichado e um sorriso largo em sua pele branca, ele e seu aparente amigo se encaram em frente a mesa. - Nem parece aquele novato que eu protegia dos ferozes homens do escritório.

- não me diga que você ainda acha que o meu sucesso é sua culpa. - provocou

- hahaha eu não poderia! Se não fosse por você aquele caso do mendigo seria mais um fiasco. Mas você tem que admitir que eu ajudei bastante.

- é claro, carregando meu paletó – num ato desafiador, o moreno oferece a pagina do jornal que havia pego para o “veterano”, que o lançando um olhar sorridente, consente a sua frase.

- eu suponho que já saiba desse caso então. - ele admirava a pagina que falava justamente sobre a morte da atriz Jieun, muito famosa na cidade porém recentemente divulgada.

- a cidade não fala sobre outra coisa, e além do mais… não é como se fosse um segredo. A “Morte de uma atriz” sempre vende bem os jornais. - Falou casualmente, sentando-se na poltrona

- Tem razão. Mas ainda assim, você se surpreenderia.

- como assim?

- este caso, não é apenas recente. Ele aconteceu ontem.

- Ontem?! - num pequeno salto de surpresa, seungbae sai de sua postura relaxada

- huhu, parece que… algum tipo de informante levou a noticia aos jornais, antes mesmo da polícia.

- isso significa…

- que o corpo ainda está no teatro.

- huh – ajeitando seus oculos, um sorriso de canto surge em seungbae, que passeia com seu olhos sem destino pensando em algo.

- Ficou empolgado? No que esta pensando?

- Que uma noticia assim rende dinheiro antes mesmo de se por nas paginas.

- aaah sim… o que me faz pensar em que tipo de pessoa se importaria mais com dinheiro do que com um ser um humano não é?

- hahaha…

- hm? O que foi?

- nada… é que descreveu praticamente toda londres.

- hah

Os dois trocam alguns sorrisos onde pareciam entender o que o outro estaria pensando, e logo em seguida se preparam para sair dali.

Alguns minutos depois os dois estavam conversando com o comissário Kwak, supervisor dos investigadores. Ele prepara alguns papéis junto a outros dois homens enquanto discutiam.

- Esse rumor de informante sempre nos dá trabalho, quase sempre é algum funcionário aleatório que precisa de um troco a mais e esquece de seus princípios como ser humano. - O já cansado apesar da hora do dia, resmungava como um velho enquanto terminava de organizar os papéis, e se virava para encará-los – Mas é como dizem… “Nenhum fato pode ser descartado”

- quem diz isso? - o veterano resmugava

- eu digo! Algum problema com isso? - o já cansado dizia, ajeitando seus oculos

- cla-claro que não senhor…

Após um pequeno riso de canto, Seungbae finalmente toma as rédias da conversa e se dirige ao supervisor.

- Então, já encaminharam alguém até lá chefe?

- Sim, mas apenas a equipe de reconhecimento, nenhum detetive foi encaminhado oficialmente ainda, e na verdade… eu estava esperando por você se interessar pelo caso

- por mim?

- tsk… - o resmungo do veterano vinha com um sorriso de canto.

- sim, esse caso pareceu alavancar toda a cidade da noite pro dia! Não podemos deixar algo assim passar por um investigador qualquer… - ele movia seu olhar por um segundo

- isso foi uma indireta?

- Carapuças servem fácil em quem se ofende fácil! - o tom rude voltava a um mais calmo quando voltava seu olhar para o moreno – Preciso que você faça isso Yang Seungbae. Seja rápido, e preciso. Não podemos deixar a mídia tratar do caso, são tempos rápidos esses.

- huhu… Está literalmente dando o caso pra você.

- huh. Como eu poderia recusar então?

- você adora isso, isso sim… - ele lança um sorriso falso

- Então está decidido! Andem logo! A esta altura vários inxiridos já devem estar fuçando por lá! - (Com “inxeridos” ele se refere aos jornalistas e fotografos com seus grandes flash’s)

Seungbae levanta uma sobrancelha ao encarar seu veterano e então os dois se despedem de Kwak, segurando uma folha com o endereço do teatro eles voltam a sala principal e se preparam para a saída. O moreno veste um coldre de couro marrom escuro com suporte para duas armas, ele combina com seu suspensório trançando um “x” em suas costas com as tiras de couro ajustáveis, seu veterano faz o mesmo. Alguns dos homens observam casualmente aquela preparação até que um olhar se destaca fazendo com que um arrepio tome conta das costas de seungbae como se, se sentisse observado, mas sua sensação é interrompida pela fala de seu veterano.


- Aqui - ele o ofereçe um revolver carregado.

- Sabe… - respondia segurando a arma - … Estive pensando que, depois de mais alguns casos, eu devesse parar.

- parar com os casos de mídia?

- parar de investigar.

- o que? … - o maior parava de se aprontar

- Me aposentar.

- gasp! - aquelas palavras atingiram o pequeno recém contratado do escritório que juntava alguns documentos em uma das mesas. Ele continuava olhando para eles mas seus ouvidos estavam atentos apenas para a voz de seu admirado seungbae.

- como pode dizer esse tipo de coisa? O que o seu pai pensaria?

- meu velho viveu pelo trabalho, e morreu por ele tambem. Eu não sou… eu não quero ser igual a ele.

- mas…

- eu não estou dizendo que vivi tudo isso apenas pelo meu pai, eu gosto de trabalhar e sou bom nisso mas, chega um momento na vida de um homem em que ele precisa apenas…

- apenas?

- apenas…? - sussurrava o pequeno pra sí mesmo

- ah… hahahaha… Viver.

- hah, você está falando como uma mulherzinha presa num porão

- num porão? Hahaha quem faria algo assim?

- Eu não sei! O que eu sei é que precisamos de você aqui! E não saltitando por campos de grama saciando essa sua sede por “liberdade pessoal”, o que você precisa mesmo é de uma esposa! Apenas faça isso e terá algo pra fazer após o trabalho!…

- oh! - O pequeno fitava seu olhar nos dois homens que ainda converssando, vestiam seus paletós em direção a saída, ele podia ouvir a continuação da conversa enquanto corria até eles.

- … Talvez assim pense menos nessas besteiras da meia idade!

- com linçesa!

- hm? - os dois viraram o rosto ao mesmo tempo

- ah… bem…

- ora! Estava nos ouvindo escondido? Parece que você tem um perseguidor Seungbae!
- hahaha não fale assim do pequeno…
- ah na verdade… - tentava interromper
- haha mas ei você não é o… o … - estalava os dedos tentando lembrar de algo - o pequeno choker boy!
- ah! Meu nome não é esse! - ele pisava com um dos pés teimosamente

- ah… é Choi Sook não é? - o moreno dizia se virando

- ah… Seungbae você… sabe meu nome… - colocou a mão no peito

- porque não saberia? Desde que você começou a trabalhar aqui sempre é o primeiro a me dar “bom dia” - um sorriso sincero abre no moreno, fazendo o coração do pequeno se surpreender

- ooowwwn…

- o que vocês dois são? Namoradinhos? - dizia provocando – diga logo o quer choker boy!

- ah! Bem… eu gostaria de pedir para ir com vocês dois!

- aaaahn? Você ao menos tem um caso sequer nas costas?

- não … mas é por isso mesmo! Estou aqui ha mais de 5 meses e ainda não me designaram a nada! Eu mereço uma chance!

- E quer sua primeira vez justamente num caso com o Seungbae? Da pra acreditar nesse…? Seungbae…? - ele parava assustado para o sorriso de seu colega

- porque não? - sorria ao veterano

- POR-QUE-NÃO?!

- Todos precisam de uma primeira vez. Ele até me lembra um pouco como eu era quando começei, e quer saber… - faz uma pausa ao vestir completamente seu paletó – quem sabe não seria bom ter um “aprendiz” antes de… você sabe.

- la vem você de novo…

- aprendiz? - os dois olhavam novamente para o pequeno que mal podia se controlar de empolgação– POR FAVOR! SIM! Me torne seu aprendiz!

- hahahaha viu só?

- aarrrrg, tá mas, VOCÊ! - cutucava o peito do moreno - Cuida dele.

- haha… então o que me diz Choi … - seu olhar se surpreendia ao se virar novamente – nossa, você já se vestiu. - os olhos do pequeno reluziam e suas mãos estavam fechadas perto do rosto como uma psoe automatica de determinação

- SIM! VAMOS! - seus olhos brilhavam

- ahahahaha… sim, vamos!






Era um grande caminho até o teatro Coronet, e como esperado varias pessoas estavam tumultuadas em frente a sua faixada. A noticia se espalhou rapido, e tanto quanto fans da atriz ate mesmo curiosos sem saber o que realmente acontecia ali, se reuníam.

O Volvo PV444 preto, um dos carros que a delegacia disponibiliza para casos de emergencia desta vez com Seungbae na direção, estacionava em frente ao tumulto numa freiada suave. Os três dentro dele observavam tudo com calma durante alguns minutos ate que o menor, imprenssado pelos dois corpos maiores quebra o silencio.

- ahn… não deveríamos sair logo? - seu corpo estava pressionado de forma incômoda já que o carro havia sido feito para acoplar apenas duas pessoas de estatura média. E arrependido de ter pedido para ir junto no mesmo carro antes, agora suplicava que saissem logo para poder respirar direito.

Logo, os três saiam do carro e iam em direção a entrada do teatro. A grande faixada parecia dividir a construção em duas já que sua entrada era exatamente numa esquina, então suas continuações tomavam conta de duas ruas formando uma visão triagular da sua frente. Por sua vez, a torre do meio que marcava a grande entrada continha colunas que sustentavam o teto até a pequena bilheteria que escondia sem intenções a porta principal de toda a construção. Com facilidade, eles passam pelo tumulto mostrando seus distintivos ao mesmo tempo que afastavam todos ao anunciar que aquele local agora era uma cena de crime e que ninguém poderia entrar ou se aproximar até segundas ordens.

Alguns atores circulavam pelo interior do local, todos com expressões assustadas e alguns ate mesmo chorando desesperadamente. Os investigadores adentravam cada vez mais naquela construção, chegando até o palco principal, cadeiras incontáveis numa plateia construída para a classe média alta, o veludo vermelho escuro dos estofados combinava com a enorme cortina abaixada ao chão de madeira do palco principal, que se destacava em frente a tudo aquilo. Caminhando por um dos corredores dentre as cadeiras, os olhares do investigador seungbae se perdiam na grandiosidade do local ate que chegaram aos pés do palco, ali podiam ver o segundo andar interno em aberto da construção, lá se acoplavam mais cadeiras em ladeira, arrodeando propositalmente as colunas de sustentação que davam um charme a mais ao local.


- Fiiiiiiiu~ - O veterano assobiava em respeito aquela construção.

- É enorme… - o pequeno recitava em voz baixa

- Vamos, não podemos perder tempo. - Seungbae dizia tirando os outros dois do meio do transe.





Alguns oficiais da estação afastavam duas atrizes que queriam ver a todo custo o corpo da falecida e idolatrada Jieun, ainda em seu camarim, que aparentemente era o local principal do crime.

O camarim, assim como alguns outros, ficava num corredor longo e parcialmente estreito, com paredes claras e portas de madeira, não havia sido construído para multidões, e sim para os atores principais terem privacidade e fácil acesso ao palco.

Ao se aproximarem da pequena confusão uma das mulheres parece se ofender com a negação a seu pedido de entrar, e sai correndo escondendo seu rosto em lagrimas, seguida por sua amiga que esbarrando nos tres homens ao passar, derruba algo no chão perto de Sook.


- ah! Senhorita…! - ele se abaixa rapidamente pegando um pequeno camaféu e corre ate ela sem pensar duas vezes, deixando os outros dois para trás.

- pff… mal começou e já…

- não fale mal dele pelas costas, é um reflexo comum devolver algo perdido assim.
- ele deveria focar em seu primeiro caso isso sim! Principalmente depois que implorou por isso!
- ele voltará logo. Não seja um velho chato.

- hah, você não devia trata-lo assim, acorbertar um mais novo dessa forma… que deselegante

- olha só quem fala! - Relembrando que o mesmo fazia o mesmo com ele antigamente, o moreno arranca um sorriso com seu veterano que dizia “okay, eu entendi.”

Os dois se aproximam do oficial que esfregava sua testa em preocupação, mas o mesmo logo recupera o folego e os recebe. Eles estao perto da porta do camarim que fora deixada aberta para que nada fosse tirado do lugar desde o momento do encontro do corpo.

- Bom dia … Investigador Yang.

- Oficial. - O moreno o saúda enquanto seu veterano acena com a cabeça. - Qual é a situação até agora?

- Bem, uma das faxineiras entrou hoje mais cedo para limpar o camarim e encontrou o corpo, saiu correndo até o dono do teatro que por sua vez acionou a policia. Porém como já devem saber, os jornais sabiam do corpo desde ontem a noite, o que nos faz acreditar que algum cumplice ou o próprio assassino foi o responsável por divulgar a noticia.

- Hm… Porque o próprio assassino faria isso? - o veterano revidava

- Sede de fama talvez? Muitos casos envolvem uma certa necessidade de atenção do causador, talvez ele goste dos holofotes… mas seja como for, vamos investigar antes de deduzir algo supérfulo. - recitava enquanto entra no camarim.

- Ele é demais né? - o oficial falava baixinho e animadamente para o veterano que o respondia com uma risada sarcastica e em seguida seguia o moreno.

- Como estao as coisas aqui? - ele observava o moreno ajoelhado ao lado do corpo.


Os longos cabelos castanho claro haviam desenhado vários circulos com suas ondulações no chão, acompanhando seu rosto que parecia em perfeita calma e ainda com vestígios de algum tipo de maquiagem artistica. Em sua maçã do rosto, um coração havia sido desenhado com uma tinta brilhante como um batom cintilante e muito brilho estava salpicado em suas bochechas como sardas, a gargantilha brilhante tambem fazia juz a seu visual, ela estava com um esfoaçante e aparentemente caro vestido cor-de-rosa claro, se estendia por uma saia longa e rodada com camadas transparentes que seguiam ate sua cintura fina que parecia estar extremamente apertada, em seu torso, o busto se divida em suas mangas curtas que apenas cobriam seus ombros e desciam como duas faixas ate os seios… onde se encontrava uma grande mancha vermelha de sangue que percorria toda sua barriga e se estendia pelo chão até chegar em seus braços manchando suas luvas longas brancas que tambem continham pulseiras brilhantes que combinavam com sua gargantilha, além de anéis de grandes pedras em vários dedos.


- ela realmente parece uma atriz.

- o que quer dizer com isso?

- veja só a posição em que ela caiu... - ele juntava os indicadores nos polegares imitando um enquadramento de foto em frente a seu rosto – quase parece ensaiada… - suspirando, o moreno se levantou

- não desrrespeite a morta. Ela deve ter desejado que ate em seu ultimo momento, pudesse fazer o que ama.

- huhu, isso é só outra maneira de se dizer… “ela realmente parece uma atriz”


Os dois trocam olhares desafiadores. O clima ainda que de companheirismo, soava como uma competição particular entre eles.

Os olhos entre-abertos da garota eram acompanhados por vestícios de lagrimas, e observando de perto, seugbae podia ver que no canto de sua boca escorria uma linha de sangue, fina o bastante para não criar nenhuma poça abaixo da cabeça. Já seu veterano, que havia colocado luvas de algodão, estava remexendo em alguns frascos de perfume em cima de uma comoda onde varias lampadas foram fixadas ao redor do espelho. O camarim era parcialmente pequeno mas havia espaço o suficiente para um sofá em tons pasteis que fora colocado ao lado duma pequena mesa onde havia um vaso de flores. O moreno que analisava o corpo encarava a barriga ensanguentada perdido em pensamentos.


- Foram mais de 12 vezes…

- hm? - o mais alto se distraía com os resmungos do menor

- Na barriga dela, não foi apenas um golpe…

- não? - ele se paroximava – bem que eu estava estranhando tanto sangue assim, mas porque será que não tem uma grande mancha no vestido?
- hm – cuidadosamente, as mãos do moreno que tambem vestia luvas finas, tocavam o tecido cor-de-rosa – está vendo aqui? - ele toca duas vezes no local que apontava – existem dois rasgos no vestido, mas os dois golpes criaram uma grande perfuração, não podemos ver bem porque o tecido esta muito colado ao corpo e se misturou com o sangue, mas existem vários golpes seguidos e aparentemente… enfurecidos…

- então foi algo pessoal – o maior se agachava também

- sim, em casos de raiva pessoal ou crimes mais sexuais vemos muito esse tipo de repetição. E se foi pessoal… então foi alguém com um relacionamento bem significativo com esta garota, e por julgar a bagunça na cena e descuido com o corpo, ela pode ter sido a primeira vez do assassino, mesmo não sendo um caso aleatório.

- huh… - o mais velho fitava o mais novo em admiração – “relacionamento signifivo”… “primeira vez” …





Em um dos outros corredores do teatro, Sook finalmente encontra as mulheres que haviam deixado o camafeu. Elas o agradecem ainda em prantos então ele aproveita para fazer algumas perguntas sobre a vitima, mas elas não eram na além de coadjuvantes e admiradoras, não sabiam nada sobre ela pessoalmente, apenas recitavam o quanto a mesma atuava bem e que ate mesmo sua morte parecia um “grand finale” digno de seu talento.

Decepcionado, ele suspira e caminha de volta ao camarim onde estava antes mas sem perceber se perde por alguns minutos dentre os corredores. Alguns passos a frente e finalmente ele se lembra do corredor em que está mas assim que começa a apertar o passo seu corpo automaticamente para ao ouvir uma voz preocupada sair por trás de uma das portas fechadas em seu lado. Os corredores tinham varias portas, e aparentemente aquela seria de uma sala menos importante, já que a distanica entre ela e a próxima era grande, Sook julgou que ela fosse maior, tambem visto a placa escrito “Coadjuvantes” fora pregada nela, que o fazia se intrigar, ele checava as extremidades do corredor com sua cabeça e então se aproximava da porta… E podia ouvir com dificuldade duas vozes conversando.


- Você devia contar a eles…

- Sabe que não posso fazer isso…
- Não é uma questão de poder…
- Como assim? Você está pensando em contar? Não ira contar não é?

- … Olha, eu não contaria antes de você mas…

- Nao diga “mas” porfavor… Você não disse que faria tudo por mim?

- mas isso já é… isso é loucura… eu não posso mais fazer isso!

- espera! aonde você vai?
- eu vou… vou contar a eles! - um barulho estranho ressoa pela porta - Arg! Me solta! O que esta fazendo?! Não! Não!

- Gasp! - num impulso o pequeno se afasta da porta e em seguida ouve um grande estrondo fazendo a porta tremer com um impacto violento, algo como um corpo parecia ter sido jogado nela, o que fez o pequeno cair para trás, ao abrir os olhos ele via a porta entre aberta apenas segura por uma pequena corrente que a trancava por dentro, ele observava claramente um pequeno corpo masculino no chão com cabelos pretos e um olhar assustado, seu rosto estava escancarado no chão entre a brecha da porta e seu olhar parecia implorar por socorro mas apesar disso, parecia mais morto do que vivo. Aquilo meche instantaneamente com o pequeno que ao levantar seu olhar nervoso via um corpo maior e bem mais forte que segurava uma faca ensanguentada apontada se aproximando da porta, e que logo após perceber sua presença do observador o fita duma maneira selvagem e ameaçadora, jogando seu rosto um pouco para a lateral como se tentasse identificar quem está vendo tudo aquilo, e isso é o bastante para fazer-lo tremer e sair correndo dali num impulso de sobrevivencia.

Ele se apressava e não olhava para tras, suas pernas corriam numa velocidade absurda que mal conseguiam fazer as curvas estreitas dos corredores, ele podia se lembrar em como era aquele homem que o fitava, bastante alto, olheiras fortes, ombros largos e com cabelo castanho num tom caramelo que cobria uma parte de sua testa… e o corpo no chão… ele havia visto claramente seu olhar morto e cabelos negros divididos ao meio, mas logo seu pensamento era interrompido, precisava correr ate seus superiores antes de qualquer coisa – Onde eles estão?! – Pensava repetidas vezes.

Tudo parecia vazio, ele não entendia como e quando todos pareciam ter ido embora, então quando finalmente chegou ao camarim da atriz, entrou abrutamente sem pensar duas vezes… - Seungbae!GASP ARRGH!! - Seu estomago não aguentou… assim que viu o corpo no chão, ainda ensaguentado e vestido com aquele clima fúnebre, sentiu um embrulho em sua barriga e caiu de joelhos cobrindo a própria boca com uma das mãos enquanto a outra tentava segurar seu estomago de alguma forma, ele sentia o vomito subir e então tentava se controlar, pensou que estivesse preparado para aquilo mas não sabia que o corpo estava toa a amostra assim, ele podia ver um grande lençol negro ao lado das pernas da garota, eles ainda não haviam a coberto então ainda estavam checando vestígios do assassino. - Então eles ainda estão aqui… não foram embora… - Num ultimo suspiro de controle interno, ele engolia o restante do vomito que havia subido ate a boca de sua garganta e com os olhos fechados, saia da frente da porta, e recostando na parede ao lado ele respirava fundo.


- Eu achei que vir com o seungbae poderia me aproximar dele… mas… gh! Eu vi…

Sua cabeça latejava de strees e adrenalina ate que ele se forçava a se acalmar.

- Preciso encontrá-los…!


Rapidamente ele se levanta de novo e volta a correr, ainda sentindo alguns arrepios em sua nuca pela cena que havia presenciado, pensava que todos estavam mais em perigo do que ele que havia visto o rosto de um agressor e possível assassino, pela conversa que tivera. Alguns minutos depois tentando encontrar alguém sem sucesso, começava a pensar no que poderia estar acontecendo… nem mesmo os oficiais estavam ali então aonde…


- Certo! Atenção todos! - A voz ecoava, direcionando o pequeno até a porta que dava em frente ao palco, fazendo o pequeno seguir o ruído do eco até abrir abrutamente a porta de acesso ao palco.

O estrondo da porta totalmente aberta fazia todos os atores e atrizes virarem a cabeça para Sook que havia caído no chão num tropeço, rapidamente seungbae corre até ele deixando todos confusos.

- Sook! Você esta bem? O que é isso?

- Seungbae! Eu vi o assassino!

- O Que?!!

- Como assim!!? - o veterano descruzava os braços e seguia ate o menor

Todos se espantavam e se abraçavam, alguns davam pequenos gritos e as atrizes começavam a tremer com aquele anuncio.

- Faz ideia do que esta dizendo garoto?!! - o tirando dos braços do moreno, o veterano o sacode ate que o mesmo se solte e levante

- Eu sei sim! Eu o vi! Ele estava segurando uma faca ensanguentada e havia matado aquele garoto ali! - ele apontava para um garoto magro e palido que limpava sangue falso de seus braços. - ah… aquele… garoto… ali…? - um grande suspiro de decepção saia do mais velho que lançava um olhar de “eu avisei” para seungbae, que por sua vez se levantava e segurava o ombro do menor.

Sem entender bem o que acontecia, o pequeno abaixava sua mão enquanto ouvia todos murmurando.


- Meu deus que susto!
- E pensar que eu acreditei por um momento!
- Ele é um oficial?!
- Parece tão novo… deve ser filho de algum deles!
- Que irresponsavel! Não tragam crianças em cenas do crime!
- No que este garoto estava pensando?
- Logo agora com a morte da querida Jieun
- Que deselegante!
- Meu coração ainda esta acelerado!


Enquanto todos chigavam Sook, o garoto que limpava os braços se aproximava do mesmo como um fantasma.


- eu … eu não entendo … ah! Seungbae eu! - interompido pela mão morena afagando sua cabeça, ele gagueja mais um pouco ate que recupera a sua sanidade – Eu vi! Eu vi ele… você… - o garoto estava em sua frente e guarda o lenço manchado de vermelho

- Eu peço desculpas, acabamos de explicar a todo mundo que alguém nos viu encenando o espetáculo de hoje…

- encenando?! A-acabamos?! - o tom de voz do garoto era agudo e irritado mas isso só fez o palido rir um pouco.
- huhu sim, você me viu com o Sangwoo não foi? E então saiu correndo logo em seguida, nós vimos você tambem

- quem diabos é Sangwoo?!

- ahahaha… ele é… “o assassino” - fazia aspas com as mãos em tom de brincadeira – que você viu, mas ele foi trocar a camisa, estava muito suja pelo sangue falso – estendendo suas mãos vermelhas

- sangue falso… mas… - ainda gaguejando ele segurava o próprio rosto para esconder a vergonha de começar a entender o que havia acontecido

- Tudo bem Sook, foi culpa deles fazerem algo assim em um momento como este. - seungbae tentava acalmar o pequeno que naquele momento só queria se enterrar vivo em algum lugar

- não passe a mão demais na cabeça dele, vai ficar mal acostumado. - saindo de perto de todos e voltando a falar com os atores, o veterano bufa em irritação.

Em meio aquela confusão parcialmente resolvida, o magro garoto se aproxima mais de Sook.

- Olha, me desculpa mesmo, mas é como meu tio diz “o show tem que continuar”

- seu tio?

- Sim, é o dono do teatro. Não importa o que acontece aqui dentro, para ele nada é motivo para parar de ensaiar, ele não tolera atrasos nos espetáculos, e sangwoo é acostumado a ensaiar comigo então insistiu para que eu fosse com ele mesmo tudo isso acontecendo

- … - ele franze o as sobrancelhas – ele não ficou nem um pouco… abalado com isso? Nem você? Nem eles? - apontava para os outros atores

- Bem… sim mas, sabe… não é como se tivessemos tempo para nos preocuparmos tanto com isso.

- o que quer dizer? O que seria mais preocupante do que uma morte?

- ah… hm… - olhando para trás por um momento, o palido confere se todos estão distraídos e então volta a olhar Sook - … Sabe, os tempos mudam – ele falava baixo – E parece que querem transformar o teatro num cinema, então… a morte de uma atriz é o que menos nos preocupa quando praticamente todos os atores daqui perderão seus empregos com essa mudança, nem todos fazem filmes mas… o teatro sustenta muitos aqui. Eu sei disso porque… eu sou o contador.
- ah! Você não é um ator?
- ah não não hahaha eu só ajudo alguns atores quando precisam de alguém pra ensaiar, eu controlo as finanças a mando do meu tio, ele é meio biruta com dinheiro e como eu sou formado bem… decidiu deixar o controle do dinheiro dentro da família

- entendo… isso é… uma boa informação… ( - e sobre o teatro virar cinema, é quase um motivo para algum informante vender a notícia antes de qualquer coisa ) obrigado senhor…

- ah, Yoonbum – ele oferece sua mão

- Choi Sook – eles apertam as mãos – E me desculpe tambem por toda essa confusão, mas afinal… você realmente não é um ator? É que eu ouvi vocês e… você é bom

- ah hahahah eu realmente só ajudo meu tio com a contabilidade e organização aqui dentro, mas obrigado.

- hehe – via as bochechas do palido rosarem um pouco com o elogio, isso o fez voltar a postura mais calma - então… porque só estava com esse tal de sangwoo?

- ah… bem… é que nós dois…

- hm…? - soltando as mãos, o pequeno podia perceber que as bochechas palidas de seu novo conhecido rosavam instantaneamente

- huhu, eu não posso contar – dizia num sorriso brincalhão

- ahn?! Co-como assim?

- BUM! Venha aqui! O detetive quer falar com você tambem! - Um homem grande e gordo gritava perto dos atores, seu rosto era quadrado e a voz parecia ter intimidade o bastante para gritar com todos ao seu redor

- ah! Já estou indo tio! … Me desculpe, eu preciso ir! - ele se despede num sorriso brincalhão e corre ate os investigadores que faziam perguntas a todos reunidos perto do centro do palco.


Sook observava todos de longe com certo receio de atrapalhar mais, porém seus olhos analisavam cada um dos atores presentes, ele ainda se perguntava quem era o Sangwoo que estava com aquele frágil garoto e porque o mesmo não podia contar qual a sua relação com o ele. A medida que as atrizes e atores falavam com os detetives, iam se disperçando e tomando caminhos diferentes, algumas choravam, outras apenas se abanavam e algumas até mesmo chigavam a falecida com grande satisfação. “Talvez não seja só o dono do teatro que pense que o show deve continuar...” Pensava o pequeno. “Artistas são realmente imcompreensíveis vistos assim… Nunca sabemos o que…” Seus pensamentos eram interrompidos por uma figura que reconhecia, o homem mais forte do camarim, ele chegava correndo e seu cabelo estava molhado, e parecia se desculpar por algo enquanto apertava a mão de Seungbae, logo depois o frágil garoto que conversava antes aparecia ao seu lado como um cachorrinho que vira o dono chegar em casa “ - Eles parecem íntimos” pensava Sook enquanto via o menor passar a mão no cabelo do maior que se abaixava um pouco para faze-lo alcançar sua cabeça, os dois trocam sorrisos enquanto o veterano mostra um documento a Seungbae que parece confuso com alguma informação errada.


- Será que… - recitava internamente quando de repente o pequeno de cabelos pretos cochichava algo no ouvido do maior e então apontava para ele – Gasp!

Logo o maior acenava com um sorriso meio sem jeito, e em seguida tirava uma faca que estava guardada em suas costas.

- Ahn? A faca falsa?

O menor arracava a arma das mãos do maior e se virando com um sorriso em direção a Sook entortava toda a lamina o mostrando que era feita com algum tipo de borracha, ele soltava a ponta e então a mesma voltava pro lugar como um brinquedo e os dois sorriam.

- ah… hahahaha… - sem jeito, o pequeno sorria em resposta aos dois e então coçava a cabeça enquanto seu superior começava a fazer perguntas aos mesmos. Mas ao contrário dele, o veterano o fitava com um olhar de desdém, decepcionado e visilvemente irritado com sua presença ali. O que o faz suspirar e desviar o olhar deles por um momento.

Ao terminarem as perguntas para o ultimo a aparecer, Sook se aproxima de seus superiores e sem perceber se esconde atrás de Seungbae quando Sangwoo tenta se desculpar da mesma forma que Yoonbum fez com ele.

- hahaha por favor não tenha medo! Eu só quero pedir desculpas por mais cedo, eu te vi espiando a gente mas… eu estava no personagem sabe? então lancei meu “olhar assustador”, acabei achando que fosse só uma das meninas daqui haha você é tão feminino não é? Hahahah…

- ah… não tem problema ha ha – saindo de trás das costas do moreno

- enfim, foi realmente uma pena o que houve com Jieun, ela estava em seu auge e… foi uma grande perda.

- Tambem lamentamos sua perda senhor Oh. Faremos o possível para encontrar o assassino.

- perdão… sua perda?

- ah sim, eu e Jieun eramos grandes amigos na verdade… eramos mais que isso.

- ah… entendo, vocês eram algo como noivos?

- quase… isso…
- quase? - repetia Sook

- quase? - repetia Seungbae

- hahahaha bem, é que ela tinha uma queda por mim mas…

- Sangwoo. - a conversa é interrompida pelo fragil garoto que agora já havia se trocado, chegava com uma prancheta com vários papéis com horários e vestindo um colete azul escuro por cima da camisa social preta. - Meu tio disse que você terá que assumir o papel de Kailan hoje tambem então…

- ah? Eu? Por que eu?!

- gh…! - o menor parece estremecer com a voz irritada do maior, mas seu tom parecia-se mais como “indignação” com “ameaça”, todos observam aquilo em sielncio ate que o mesmo desvia o olhar enquanto abraça a prancheta contra o peito. - Não grite assim comigo, reclame com meu tio.

Seu tom frio assustava o maior que num suspiro parecia ceder.

- desculpe… - ele coçava a cabeça arrependido – não é culpa sua afinal.

- huhu, claro que não é – um sorriso maroto surge no rosto do menor quebrando a leve tensão da cena e fazendo o maior soltar um leve sorriso de canto.

- eu preciso ir agora, por favor se precisarem de mais alguma coisa de mim podem me chamar pelas manhãs, é geralmente quando fico livre.

- Agradedemos sua cooperação senhor Oh. - Sangwoo sai caminhando após acenar se despedindo.

- Então – o pequeno se vira aos oficiais – eu tambem preciso ir

- certo, tambem agradecemos sua colaboração senhor Yoon.

- Tudo bem, façam das palavras de Sangwoo as minhas! Alias, irão levar o corpo de Jieun agora não é?

- sim – respondia o veterano se levantando da beirada do palco onde estava sentado – alguns oficiais já estão a caminho para leva-lo.

- fico aliviado, será melhor que o corpo dela possa ser levado o quanto antes. Minha mãe costumava dizer que quanto mais se demora a enterrar um morto, mais demora pra sua alma descansar.

- ( huhu, ele é meio fofo) – pensava Sook.

- Então vamos indo. - Seungbae se despedia do frágil e fofo contador do teatro, e então seguia de volta ao carro com todos.

Já em frente ao volvo, o veterano ascende um cigarro e caminha se afastando dos outros dois.

- Vão na frente – ele recita em voz alta – vou passar na grafica do jornal que publicou a noticia essa manhã, faze-los falarem algo sobre esse tal informante.

- Certo, vamos então Sook?

- ah! Sim! Certo…


Eles entram no carro e o mais velho dá a partida. O menor observa o teatro de fora, seus olhos acompanham os cartazes de próximas estreias, Jieun estava na maioria deles. Era facil supor que esse sucesso chamasse tanto a atenção quando ódio a ela, mas ao mesmo tempo mata-la faria o teatro perder publico, e lembrando do que Yoonbum disse sobre, era o que eles menos precisavam naquele momento. Então isso significaria…


- No que está pensando?

- ah! - a voz suave de seu superior quebrava seu pensamento – eu só, olha, me desculpa MESMO por aquilo eu não queria

- não se preocupe, foi uma boa cena. - dizia com um sorriso no rosto

- cena?

- por você ter feito aquilo, pude observar a reação de todos quanto a possibilidade do assassino ainda estar no teatro.

- … co-como assim?

- Eles podem ser atores mas apenas alguém perfeitamente treinado, ou cumplice agiria calmamente naquela situação. Ou no pior dos casos, o próprio assassino.

- ( wow, é como se ele já estivesse na metade do caminho pra resolver tudo ) e o que você observou? Alguém estava agindo de forma suspeita?
- Não, ninguém esboçou um comportamento fora do padrão mas…

- mas…?

- Sangwoo e Yoonbum. Não pude observa-los direito porque eles já sabiam que você ainda poderia estar assustado.

- entendo… - admirando o perfil do moreno, sook suspirava em quanto contemplava suas palavras – ah, sobre eles…

- hm? - dizia sem tirar os olhos da rua

- O menor, Yoonbum, ele me disse que queriam transformar o teatro num cinema, e que isso faria muitos funcionários perderem o emprego, acha que isso causaria algum motivo para matarem Jieun?

- hm… talvez…

- eu penso que – sem perceber ele interrompe o maior que o ouve intrigado com sua animação – talvez alguém quisesse tira-la do pedestal de atriz principal logo, já que poderia ser a ultima chance de atrizes secundárias brilharem! Isso poderia ter gerado um instinto assassino em alguma delas!

- huhu é uma boa suposição

- mesmo? - seus olhos brilhavam

- sim, mas…

- mas? - parando o carro, o moreno vira seu olhar para o menor que cora instataneamente

- está esquecendo de algo importante.

- e o que é?!


A porta do carro abre e o maior sai de lá fazendo com que seu parceirinho se altere e o siga apressadamente, eles entram na estação novamente e continuam a conversar enquanto caminham lá dentro.


- seungbae! O que é? O que eu esqueci?

- de quem mais se beneficiaria com a morte de uma grande atriz. - ele dizia entrando no elevador

- quem…? - observando-o do lado de fora do elevador o pequeno se sente confuso

- O próprio teatro.

O olhar surpreso do pequeno é coberto pelas portas do elevador ao se fecharem. Colocando uma mão no queixo, o moreno imergia em pensamentos.

- Ele pensou rapido sobre as consequencias da morte da atriz, não foi pelo caminho mais facil que geralmente seria “ela foi morta por um fan ou um perseguidor” huhu , realmente esse garoto me lembra quando começei…

Ainda com o olhar para o elevador, o pequeno tentava controlar o impacto da fala de seu superior

- Ele é tão legal…

- Sonhando acordado choker boy? - um outro oficial o tirava de seu transe enquanto balançava em sua cadeira

- ahn? - ele desviava o olhar

- está como parceiro do seungbae agora?

- ah… parceiro?! - suas bochechas coram – ahahaha eu não diria “parceiro” sabe hahaha

- ei… to falando de trabalho

- ah. - ele para de rebolar – Não. É que eu pedi para ele me levar no primeiro caso então

- finalmente então!

- finalmente? Como assim?

- estavamos apostando quanto tempo ia levar pra você finalmente parar de balançar o rabinho e correr atras de sua primeira vez em campo! - ele apontava o polegar para um outro mais velho que concordava com a cabeça

- aaaaaa? Era um teste?! Estavam se divertindo as minhas custas?!


Todos na sala riem juntos, o clima era pacifico porém bem instavel lá dentro quando se tratava de brincadeiras. Os homens que corriam atras de seus objetivos eram aclamados mas os que apenas esperavam sentados eram desafiados dia após dia, como Sook era o mais novo da estação, eles não pegavam muito pesado, mas ainda assim brincavam com sua personalidade sempre que podiam.





Era um caso intrigante, as pessoas da cidade começavam a falar sobre cada vez mais. Dois dias se passaram desde o anuncio da morte da grande atriz Jieun e como consequencia, o teatro coronet nunca foi tão requisitado. Mesmo com a noticia tragica varias pessoas ficaram curiosas para saber aonde havia acontecido tal fato, e outros apenas visitavam as peças em luto e homenagem. Realmente, o dono do coronet deveria estar bastante satisfeito mesmo com a perda de sua mais estimada atriz.

O boato de que um informante havia vendido a noticia por debaixo dos panos fora esclarecida após o relato de um dos editores, que confirmou que uma carta havia chegado na noite anterior a edição com sua morte na primeira pagina ser lançada, sem assinatura, e feita numa maquina de escrever. E como não havia remetente e nem nenhuma pista de caligrafia, nenhum dinheiro havia sido envolvido.

Haviam se passado dois dias desde a visita ao teatro, e materias antigas sobre o Coronet envolvendo Jieun foram levadas a Seungbae por seu recém parceiro Sook. O menor já tinha permissao a entrar no escritório particular de seu admirado investigador e o ajudava a encaixar as peças daquele quebra cabeças já que naquela tarde entregariam o relatório de suspeitos para interrogatório.


- Então isso descarta a possibilidade de terem a matado por dinheiro… - O pequeno Sook resmungava enquanto segurava o queixo e encarava o chão do escritório particular de Seungbae.


Sentado no sofá marrom de couro que ficava escostado numa das paredes da sala, ele murmurava enquanto seu superior tecia linhas vermelhas em algumas fotos penduradas no quadro negro na parede inversa a do acolchoado. A mesa principal ficava exatamente no meio da sala mais a frente dos dois espaços, fazendo o grande tapete escuro que cobria boa parte do meio da sala se destacar, as persianas estavam abertas, deixando a luz natural daquela tarde entrar, junto ao leve frio de londres aproveitava para acompanha-los também.

Seungbae observava o pequeno imerso em pensamentos por cima de seu ombro, esboçando um leve sorriso antes de interrompê-lo.


- Isso significa que foi um ato de vingança, ou pessoal.

- oh sim! Tem razao! Isso só comprova ainda mais sua teoria sobre ter sido um crime pessoal…

- sim, o perfil desse assassino esta relacionado a alguém próximo a ela por enquanto

- hm tecnicamente metade do teatro tinham algum tipo de relação com ela… - disse o pequeno se levantando – não é como se todos fossem suspeitos? - ele chegava ate o quadro negro parando ao lado do maior

- todos sempre são suspeitos. Vivemos num mundo onde você é culpado ate que provem o contrário… - sua voz soava decepcionada.

- então… - o pequeno tentava anima-lo instititvamente – temos que analisar quem mais era próximo a ela. Como ele – ele toca a foto em preto e branco de Sangwoo, recortada de um folheto de uma peça antiga do teatro.

- Sangwoo, esconde algo sobre seu relacionamento com a vítima – dizia o maior enquanto se aproximava do menor sem perceber – estava ausente durante boa parte das perguntas gerais ao elenco do teatro… e também é um dos mais prestigiados atores do Coronet… depois de Jieun.

- e-ele teria um motivo? - perguntava o menor, sentindo o peitoral de seu superior roçar em seu braço

- Um ator inferiormente famoso porém com seu próprio holofote garantido em cada peça… Talvez

- ele não parecia tão feliz tendo mais tempo em palco não é? Lembra? - o maior acentia – e tambem… O dono do teatro – ele apontava dessa vez para a foto retirada de um outro jornal

- Ele tem recebido bem mais publico agora do que antes da morte da vitima – novamente, o moreno sem perceber se aproxima, apenas por abaixar um pouco para ver a foto melhor, fazendo seu rosto chegar perto do menor – mas não a indícios de desentendimentos dos dois, pelo contrário, tinham uma relação saudavel onde um precisava do outro… pelo menos ate onde conseguimos descobrir

- E se ela estivesse planejando sair do teatro? Por causa dos rumores de transforma-lo num cinema? Talvez ela quissesse continuar atuando e decidira substituir os palcos pelas cameras...

- … E isso o faria fazer de tudo para mante-la lá. - completava

- exatamente… - dizendo isto devagar, o pequeno observa pelo canto do olho o queixo do moreno e num impulso por testar essa proximidade casual entre os dois, escolhe uma foto que o faria ter que encostar nele por completo se quisesse manter o diálogo, ele estica o braço e aponta para a foto de Yoobum, que havia sido tirada duma maior onde todo os relacionados com o teatro estavam presentes - … e temos ele, o garoto pequeno…

- você tambem não é tão grande.

- eu estou em fase de crescimento! Ao contrario dele!

- huhuhuhuh… Espere… ao contrario dele? Ele parece ter a mesma idade de sangwoo…
- Não tem
- o que? - dizia o maior confuso
- eu pesquisei sobre ele, ele é mais velho que sangwoo, na verdade 5 anos mais velho, parece ate que quando sangwoo chegou ao teatro como um adolescente em ascensão ele meio que ficou em baixo da asa do yoonbum por um tempo, sabe… sobrinho do dono do teatro… organizava o dinheiro… era uma boa amizade a se firmar… eu acho…
- entendo… – admirado com aquela dedicação, seungbae se viu alguns segundos fitando-o e então saindo do pequeno transe passou seu braço por cima do braço do pequeno e tirou a foto de Yoonbum do quadro, num segundo as costas de sook recebem o calor de seu superior o que o faz ter um leve arrepio antes que o mesmo segurasse a foto em frente ao rosto dos dois que estavam encostados dessa vez. - Contador do teatro, contratado pelo tio após a morte de sua mãe… nada de especial além do fato de que sempre que Sangwoo esta por perto, ele tambem está, e pelo o que você disse eles parecem ter uma relação realmente próxima. Ele disse algo suspeito quando falou com você? - o pequeno respirava pesadamente

- ahn… sim, bem ele… é que… haha – se arrependendo de testar seus próprios limites ele refutava, literalmente estava sendo abraçado por trás – é que, não acha que estamos perto demais chefe?

- ahahaha você finalmente disse isso! - se afastando

- an?! Como assim? - se arrependia um pouco de ter reclamado

- desde ontem quando o chefe kwak lhe encaminhou para ser oficialmente meu parceiro, estive esperando para você me chamar assim tambem sabe… “chefe” haha

- hahaha… ah não! não é como se…

- mas me desculpe. Eu não sabia que você se incomodava com contato fisico

- ah! Eu não me importo! Eu só… admiro muito você então… bem – desviava o olhar tentando esconder seus tropeços com as palavras

- hmmm? Quer dizer que quando você dizia que sua admiração era “apenas profissional” era mentira?

- VOCE ME OUVIA?!

- a estação toda ouvia você. - um sorriso de canto surgia

- aaaarrr… - o pequeno segurava o próprio rosto escondendo as bochechas coradas – eu não estava mentindo… - ele falava com o rosto ainda abafado pelas mãos

- huhuhuu não se preocupe com isso, eu não tenho preconceito a esse tipo de coisa.

- preconceito? - ele tirava seu rosto das mãos, vendo o sorriso sincero do moreno

- deve ser dificil afinal, não é? Ter que esconder esse tipo de coisa?

- oh… - com um olhar de admiração, o pequeno vai ate o sofá onde o maior havia sentado, por um momento se perguntava se valeria a pena discordar mas já havia percebido que seu superior o havia desvendado. Não era o mínimo que esperava dele, um investigador tão aclamado, conseguiu desvendar facilmente sua mascara de mero admirador, e sem conseguir se expressar de outra forma apenas parou em frente a ele - … Obrigado.

- huhuhu – o sorriso sincero e acolhedor de Seungbae atingia o pequeno

- (agora é que eu estou caidinho por ele mesmo… hahahaha) – ele ria internamente para disfarçar seu nervosismo.


Observando a foto de yoonbum, seungbae se perguntava ate onde ia a relação dele com sangwoo e tambem com seu tio, apenas por ele parecer fragil não podia descartar a hipotese dele ser suspeito. Seus pensamentos foram interrompidos pelo veterano que atravessava a porta sem avisar, o mesmo parou em frente aos dois e levantando uma sobrancelha ergueu alguns papéis


- estou… interrompendo algo? - ironicamente provocou os dois, seungbae ria esportivamente mas sook logo desviava o olhar e voltava ao quadro negro onde as fotos e anotações estavam penduradas.

O veterano foi andando ate se sentar no sofa ao lado do moreno o entregando alguns papeis enquanto falava.

- O corpo passou pela perícia… você vai adorar isso

- Vou? - curiosamente se aproximou dos papeis

- foram encontradas marcas de corda por baixo das luvas, o que significa que ela pode ter sido morta fora do camarim e arrastada ate lá depois disso.

- interessante – pegou alguns papeis para analisar tambem – temos que checar quem tem acesso a cordas dentro do teatro

- sim, e também… - apontava para um dos paragrafos no papel – depois de retirarem as roupas, além das marcas de faca, também encontraram hematomas e marcas de unhas na barriga

- o que? Quer dizer que…

- é… nossa perfeita atriz renomada tinha problemas com o próprio corpo.

- hah… isso muda algumas coisas.

- muda? - sook comentava inocentemente do outro lado da sala

- huhu sim sook, disturbios alimentares as vezes vem com a pressao de ser tão admirada, e como consequencia a auto flagelação acontece, e se ela se machucava quer dizer que tambem poderia ter tirado a própria vida.
- um suicídio?! Mas e as marcas de facas e…?!
- um de nossos suspeitos aleatoriamente poderia apenas ter visto seu corpo num comodo, e ter aproveitado para descontar sua raiva já que estava morta de qualquer forma. - dizia o veterano soberanamente

- ou o contrario, ela poderia ter planejado se matar, e a própria carta enviada aos jornais poderia ter sido seu pedido de socorro ou seu adeus mas antes que tivesse chance de fazer por si só, ocorreu seu assassinato.

- …………. Incrível… - observava admirado os dois superiores rebatendo seus argumentos


- sua hipotese seria perfeita seungbae! Se não fosse por isto – retirou um ultimo papel do bolso do paletó – além das cordas, facas e hematoma, a perícia encontrou resíduos de veneno de rato e açúcar de confeiteiro na cavidade oral da vitima.
- Ah! Ei! É injusto quando você esconde algo de mim!

- Hahaha eu tenho que jogar sujo com você as vezes! haha

- hahaha mas você falou tão sério… haha


O pequeno os observava em silencio, os dois pareciam ter tantos casos nas costas que coisas assim já não os surpreendiam mais, pra ele saber sobre os hemotomas, corda e veneno de rato era algo absurdo, quem poderia morrer de tantas formas de uma só vez? Mas para eles eram como detalhes comuns a serem desvendados ao longo do tempo… Ele via o veterano continuar a conversar com seungbae e ajeitar seus oculos entre os risos trocados, aquele movimento chamou sua atenção, o moreno tomava os papeis e lia as informaçoes neles enquanto seu veterano o observava com um leve sorriso após ajeitar seus oculos, mas aquele olhar não parecia o fraternal…


- hm? - Percebendo o olhar de sook, o veterano o encarou rapidamente o fazendo desviar o olhar como se houvesse visto algo que não deveria. - hm… então seungbae, o veneno foi encontrado aos fundos da cozinha do teatro, haviam varias caixas e algumas estavam ate vazias .

- cozinha… e quanto a cozinheira?

- Havia acabado de terminar alguns bolos redondos para comemorar o sucesso da recém peça onde nossa Min Jieun estava estreando.

- intrigante… - seungbae se levantava com os papeis chamando a atenção do menor e de seu veterano. Caminhou ate o quadro negro enquanto falava – E apenas jieun provou desse bolo? Elas tinham alguma relação então?

- parece que a cozinheira queria que ela provasse antes de todos porque o sucesso da peça era graças a ela – disse o veterano se aconchegando no sofá

- hmmm isso é bem suspeito…
- realmente é… - sook dirigia seu olhar a seungbae levava ao quadro mais uma foto no quadro tirada dos papéis trazidos, uma mulher com o rosto doce e uma trança grossa caindo em seu ombro esquerdo com um leve sorriso no rosto enquanto segurava um bolo redondo em alguma antiga comemoração dentro do teatro numa foto em preto e branco ate um pouco recente. -… mas se for… ela realmente teria um motivo? - seungbae pendurava a foto

- É o que vamos descobrir…


Mais tarde naquele mesmo dia, os quatro suspeitos foram chamados para a delegacia para depor sobre o caso e expor seus possíveis álibis.


O dono do teatro… O contador… O coadjuvante e ... A cozinheira…




Notas Finais

Eu só gostaria de agradecer a escritora de Acting Loving que me fez curtir essa parte do universo onde as fanfictions estão localizadas, eu casualmente citei um personagem dela como homenagem/agradecimento nesse primeiro capítulo. E caso ela esteja lendo isso (o que eu duvido muito então posso falar) "Olá escritora de Acting Loving... veja só o que voce me fez fazer... está satisfeita agora?" Eu não costuma gostar de fanfictions até ler a dela e me apaixonar então... Obrigada Victoria. Bem, eu vou ser breve nessas notas porque provavelmente não fazer muitas delas, só quando necessário.
Este meu pequeno romance policial, com investigação e romance gay é uma parcela que eu gosto de fazer que é criar roteiros e histórias, é a minha primeira fanfiction mas eu escrevo há muito tempo então, me sinto meio responsável por ela. Enfim, espero que tudo tenha ficado claro até agora e que você esteja gostando.



25 февраля 2018 г. 21:32:11 2 Отчет Добавить 2
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Désir Coelho Désir Coelho
Esta muito interessante a história ansioso para ler o resto.
26 февраля 2018 г. 19:40:39

  • Lasaphyra Lasaphyra
    Muito obrigada, espero que goste do próximo capítulo também 26 февраля 2018 г. 20:22:53
~

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