Uma Nova Visão Подписаться

emily-christine8811 Emily C Souza

O Deus solar desgostava de humanos, contudo, esse sentimento mudou quando ele conheceu um ser pequeno e bondoso. O Deus decidiu então atender o pedido deste humano. Alfas, Betas e ômegas foram criados. E a paz reinou na terra. Isto é, antes de um Alfa cruel e ambicioso botar seus desejos a cima de tudo e todos. Cabe, agora, a familia Uchiha e Namikaze impedi-lo.


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#Romance #LGBT #Naruto #Yaoi #SasuNaru #HashiMada #ItaDei #TobiIzu #KakaObi.
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Vovô Babão

Detestava aquele lugar. Detestava as regras impostas, o uniforme, seus colegas riquinhos que acreditavam ter algum poder sobre os outros somente por ter mais dinheiro. Detestava o fato de não voltar para casa e de não poder contar para seu Papa o que realmente acontecia ali.

Entrou na sala ampla e bem iluminada. E, acima de tudo, odiava ele. O homem de meia idade sentado na mesa enfrente a todas as outras mesas. Shimura Danzou, seu professor de biologia. O olhar daquele homem lhe dava nojo. Um olhar sujo e corrompido que lhe prometia as mais diversas perversidades que um homem podia imaginar.

A alguns meses atrás Minato entrou em um cio provocado. Ele usou seus feromônios para induzir o cio do louro, causando dor e alucinações. Minato não sabia dizer se realmente consumou o cio com ele ou não. Sua mente sempre apagava, lembrava apenas de sentir a dor e a lubrificação descendo, lembrava e ser pego e levado para outro lugar, se lembrava de sentir toques, mas não lembrava do ato em si.

Mas tinha ranço só de pensar.

Danzou pegou os testes e passou a distribuir, a sala em silêncio. Cada aluno tinha seu nome na prova, e sempre sentavam em ordem alfabética. Então porque Minato fora o último a receber o teste?

A prova estava extremamente difícil. Passou as duas aulas para responder e quase não conseguiu a terminar a tempo. Sentiu o cheiro e o desconforto. Estava concentrado então não se atentou ao Alfa que trancou a porta da sala. Nem havia percebido que era o único ali com ele.

_ O tempo acabou garoto.

O louro suspirou e pegou suas coisas. Seguiu e cabeça baixa e entregou o papel, seguindo então para porta. Percebeu então que ela estava fechada e trancada.

Sentiu a cólica forte e perdeu o equilíbrio. Ouviu os passos tranquilos. Se ele entrasse em outro cio induzido poderia ficar com sérios problemas de saúde. Quando o seu maldito professor parou próximo a si, Minato jogou a mesa nele e passou a tacar a cadeira na porta. O barulho era imenso e o professor não chegou perto de si, pois sabia que logo alguém apareceria. Minutos depois, a diretora apareceu, horrorizada com o sangue na testa do Alfa e na porta quase destruída. Minato não quis saber, não disse absolutamente nada. Somente correu para longe daquele pesadelo.

Estava na floresta, percebeu assim que parou de correr para respirar. Não conhecia nada ali fora, estava perdido e faminto, as cólicas ainda despontando no seu ventre.

Rodou em círculos no que pareceram horas. Sujo e sem forças, viu ao longe luzes que pareciam faros de carro. Andou mais uns metros e logo viu a rodovia. Mas não havia carro ali. Como faria agora? Não tinha mais forças.

Perdeu-se em pensamentos, voltando quando ouviu a buzina.

_ O que faz aqui garoto?

Minato não conseguia ver a pessoa com perfeição, as vistas embaçadas.

_ Está perdido?

Minato assentiu, vendo tudo ao seu redor girar.

_ Entra que vou te dar carona.

Sem perguntar nada, o louro abriu a porta e entrou, os olhos fechados e a mão na cabeça. Sentia muita dor de cabeça. Encostou sua cabeça no banco e passou a controlar a respiração, tentando ignorar a dor.

Ao longe sentia alguma coisa mexer em suas roupas. Segurou atordoado impedindo sua calça de ser tirada. Suas vistas demoraram alguns instantes para focar. Era uma mão. Alguém tocava no seu membro adormecido.

_ O que... esta fazendo?

Não fora nada além de um sussurro. Sua garganta arranhava e queimava. Sentia dor no corpo todo.

_ Caladinho _ o homem sibilou em resposta.

O pânico cresceu em seu peito. Minato passou a se debater, tentando se livrar das mãos sujas que lhe tocavam sem permissão.

_ Quieto se não mato você aqui mesmo! _ esbravejou o homem desconhecido.

Era um beto, caso contrário ele usaria a voz de comendo em si, ou induziria um cio, o que era mais fácil já que o ômega acabava receptivo e não lutaria tanto contra.

O louro passou a gritar também. Estava em um lugar escuro, parecia abandonado e sem construção por perto. Seria morto e a única coisa que queria era o colo do seu Papa.

Passou a chorar, lutando para sair daquele carro.

Sentiu os cacos e vidros, olhando para a janela assustado. Um moreno alto puxou o homem pelos cabelos, o arrastando para fora do carro.

_ Como ousa forçar um garoto? Iria estuprar ele?

O moreno gritava enquanto socava sem dó o homem desprezível. Minato tremia assistindo a fúria do rapaz moreno. Descontrolado, seu cheiro pairou pelo ar, fazendo com que o rapaz parasse de bater no homem e olhasse para si.

Minato estava fascinado. O cabelo negro estava quase que perfeitamente arrumado, apenas alguns fios caiam na testa branca. A pele pálida estava vermelha pelo esforço, as veias do pescoço despontavam pela ira que ele estava sentindo. Os olhos negros lhe fitavam intensamente.

Seu Alfa estava ali, na sua frente.

Minato liberou seus feromônios, seduzindo. Fugaku o tirou do carro, o carregando até seu carro, em seus braços. Cheirando seu pescoço. Minato gemeu baixinho, a lubrificação descendo. Queria o Alfa, queria ser tomado por ele, queria ser marcado, queria uma família e iria seduzi-lo até que ele não pudesse mais resistir.

~~~***~~~

O dia encontrava-se nublado, o que não era realmente uma novidade. O prédio, provavelmente o prédio mais alto de toda a cidade, era composto por janelas espelhadas e cores sóbrias, como o cinza, o preto e o bege.

O dono do lugar não se encontrava diferente. Vestido com um terno preto com a camisa social branca e a gravata cinza, sua aparência também era de sobriedade e seriedade. Seu semblante estava como sempre estivera. Expressão fechada e olhar afiado, pose arrogante e inteligência soberba.

Este era Uchiha Fugaku, o dono da maior rede de tecnologia futurista do mundo, onde a sede encontra-se em Konoha, Japão.

Uchiha Fugaku é conhecido não apenas por seu sobrenome ou sua muito bem-sucedida empresa, é conhecido também pela personalidade arrogante e pelo estoicismo que fora criado pela família tradicional japonesa que é a família Uchiha.

No mundo em que vive, Fugaku sabe que pode ser o rei, pois era descendente de um clã forte de Alfas, os mais poderosos e mais fortes Alfas, sua riqueza cobria o resto.

Mas tudo isso não fazia o moreno feliz. Sua felicidade tinha sido tirada de si quando sua Ômega morrera ao dar à luz ao seu filhote. Hoje sua única alegria era ver o bebe que sua esposa morrera para proteger e dar a vida, crescer cada vez mais saudável, forte e alegre.

Nitidamente, Sasuke viria a ser um Alfa tão poderoso quanto Madara, pai de Fugaku.

Olhando o dia com pesadas nuvens e neblinas, o moreno lembrou que devia uma visita ao velho. Madara era, provavelmente, o Alfa mais duro e arrogante da família Uchiha, mas o que aquele velho ranzinza tinha de arrogante ele tinha de vovô babão. O moreno morria de amores pelos netos, e os mimava sempre que possível.

Tomou mais um gole do seu whisky duplo com duas pedras de gelo. Madara insistia que estava na hora de encontrar outra Ômega e lhe dar mais netos, era filho único e sabia que o velho não tinha mais nada para fazer a não ser mimar os netos.

Fugaku nunca diria em voz alta, pois respeitava seu pai e por que levaria a maior surra, mas o velho que deveria marcar logo o Ômega que é obviamente dono do coração dele e parar de choramingar quando ele arranjava outro pretendente. Mas ser um Uchiha sempre era sinônimo de ser orgulhoso de mais para implorar por amor.

_ Uchiha-sama _ o moreno virou-se para a entrada de sua sala ao ouvir a voz suave e melodiosa o chamar.

Era Namikaze Minato, seu assistente.

O rapaz era mais jovem que si dois anos, louro dos olhos azuis, é dono de um semblante calmo e tranquilo, sempre sério, mas sempre simpático. A suavidade de suas expressões eram um mistério para o moreno.

O rapaz com toda certeza era um beta, mas o seu temperamento era curioso. Minato possuía a delicadeza e as atitudes de um ômega, e um bem manhoso quando queria, mas ao mesmo tempo tinha aquela aura de sabedoria e de imponência sempre quando era necessário o louro tomar uma decisão importante.

_ Sim, Minato-san? _ perguntou suavemente.

Era curioso também o instinto que o loiro despertava em si. Sempre que Minato aparecia, Fugaku suavizava a expressão e amansava a voz, sempre lhe tratando com gentileza e delicadeza.

Não importa quantas vezes o moreno tentou ser mais duro com o loiro, sempre que o via, seu corpo relaxava e seu temperamento sumia. O louro era cercado por mistérios.

Minato sorriu abertamente e o moreno sentiu seu coração aquecer. Se não fosse totalmente impossível, diria que seu instinto queria conquistar o loiro e tomá-lo para si. Mas Fugaku sendo um Alfa e Minato um beta, isso era impossivelmente impossível. Afinal, instintos de Alfa era despertado somente por ômegas.

_ Uchiha Madara-sama está na sala de reunião, ele alega que precisa puxar a orelha do filho desnaturado que tem.

Aquela voz suave o colocava nas nuvens. Isso quase foi o suficiente para não ligar para o fato do seu pai estar ali para lhe perturbar as ideias.

Suspirou de forma audível, provocando uma risada contida do loiro.

_ O que será que o velho quer aqui? _ se perguntou de cabeça baixa e corpo tenso.

_ Provavelmente ele quer conversar sobre o fato de não ver os netos desde semana passada.

Fugaku olhou surpreso para o loiro que lhe olhava com doçura.

Era um sortudo, tinha de admitir, tinha o melhor assistente pessoal de todos os tempos.

_ Ora, você tem razão Minato-san, o velho viajou muito contrariado por eu não ter autorizado o Sasuke e o Itachi a irem com ele.

O loiro sorriu contidamente e acenou em concordância.

Fugaku suspirou e pôs-se a caminhar em direção a porta que dava acesso à sua sala de reuniôes pessoal.

_ Poderia levar um chá para o velho e um whisky…

_ Duplo com duas pedras de gelo _ o loiro completou desgostoso _ Infelizmente, Uchiha-sama, o estoque de whisky acabou para o senhor. Farei um café forte e amargo como o senhor gosta.

O loiro fez a reverência e saiu sem mais delongas.

Fugaku ficou alguns minutos olhando para a porta onde o loiro havia saído.

Se fosse qualquer um, seu pai também, ele teria respondido altivamente e colocado a pessoa em seu lugar. Mas era Minato-san, e ele poderia dizer que a partir de agora Fugaku usaria apenas rosa, que o moreno usaria apenas rosa. Foi assim quando quis impor sua vontade a Itachi em qual curso este deveria fazer e o louro lhe disse que a vida era do seu filho e ele deveria fazer o que desejasse, e foi assim quando Sasuke disse que não iria para aula de artes marciais pois não conseguira descansar na noite anterior e o louro sorrindo disse que ele poderia retornar a cama e dormir ate esta descansado.

Franziu o cenho e empertigou-se. Estava sendo controlado pelo loiro e não via como poderia ser diferente. Balançando a cabeça, virou para a porta que levava a sala de reunião deixando as especulações do porque o louro o controlar tanto para depois.

Ao entrar na sala de reuniões e ver seu velho pai sentado de pernas cruzadas brincando com o anel da família no seu dedo anelar direto soube que teria que lhe dar com um Alfa emotivo pela falta do seu Ômega.

Suspirou novamente e armou-se, se preparando para a batalha que viria a seguir.

_ Bom dia para você que não se lembra do seu pai.

E lá estava. O velho, emotivo e dramático sem amor do seu pai. Ele estava daquele jeito desde que Tobirama, irmão de Hashirama, o ômega companheiro do seu pai, revelou para Izuna, irmão de Madara e companheiro de Tobirama, que Hashirama estava saindo com Sabaku Yuna, um alfa de outra cidade, e que agora era provável que seu irmão fosse finalmente mordido.

Agora seu velho estava no modo dramático e deprimido, mas era orgulhoso o bastante para não ir atrás do que é dele.

_ Pai _ reclamou Fugaku _ O senhor já está com quase 60 anos…

_ Tenho 56 _ interrompeu irritado o moreno mais velho.

Tudo bem, pensou Fugaku, o velho não gosta de que falem da sua idade.

_ Se a sua idade não for o bastante para que o senhor tome uma atitude, pense no que o senhor vai perder por causa da teimosia e do orgulho.

O moreno que mantinha a carranca de desagrado suspirou e virou o rosto para janela.

_ Eu sei _ respondeu mais calmo _ Mas como posso passar por cima do meu orgulho se aquele maldito ômega não me dá trégua?

_ Ele é seu companheiro _ pontuou Fugaku _ Sabe que esta ferindo-o com o distanciamento que o senhor impôs?

Madara ficou em silêncio. Não admitiria que ficara furioso quando sentiu o cheiro daquele ômega e descobriu que ele escondia o fato de serem companheiros. Não admitiria que se escondia à dois anos em sua mansão para não cometer a loucura de marcar aquele ômega ingrato. Agora estava ali. Carente de mais para conseguir ficar quieto na sua mansão.

_ Preciso dos meus netos _ desconversou _ Não aceito não como resposta _ avisou assim que Fugaku abriu a boca provavelmente para negar _ Eles irão para escola e serão bem alimentados, Izuna está lá em casa por uns dias, então não vou estragá-los em tão pouco tempo, você não pode negar, quero meus netos comigo por essa semana.

Fugaku teria rido, se não fosse o olhar dilacerado do seu pai. Era nítido que o mais velho já tinha aceitado a perca do seu companheiro.

_ Tudo bem _ suspirou derrotado. Pelo menos tio Izuna estaria lá para ficar de olho no velho _ Mas nos dois sabemos que eles não ocuparão o lugar do seu Ômega.

O olhar de Madara não fora somente de ódio pelo comentário. O olhar estava mais para machucado. Seu pai estava ferido, a situação estava complicada para os dois.

Madara levantou-se da cadeira que ate o presente momento estava sentado e caminhou em direção ao filho. Fugaku sabia que levaria um puxão de orelha pelo comentário insensível.

_ Uchiha Madara-sama perdoe a indelicadeza do Uchiha-sama _ Minato, que acabara de entrar e presenciou a indelicadeza do seu chefe, falou serenamente acalmando os ânimos na grandiosa sala _ Uchiha-sama tem a sensibilidade de uma porta, Uchiha Madara-sama, mas posso afirmar que mesmo insensível, o comentário fora para seu bem.

Minato serviu o chá para o mais velho e o café para seu chefe.

_ Perdoe minha intromissão, Uchiha Madara-sama, mas se for de seu desejo, eu ficaria satisfeito em conversar com Senju Hashirama-san para resolver este impasse.

Fugaku não sabia se ficava orgulhoso pelo loiro, ou se ficara horrorizado por tamanha ousadia com a qual o loiro se portava.

Madara, por outro lado, sorriu mordaz.

_ Fugaku, estava pensando que está no momento de trocar de assistente.

Fugaku olhou para o pai com os olhos sobressaídos e depois olhou para o loiro que se mantinha a pose calma e serena de sempre.

_ Como? _ Perguntou assombrado _ Não pode vir na minha empresa e demitir meu assistente _ bronqueou.

Madara, no entanto, riu alto.

_ Apenas quero seu melhor _ afirmou e voltou a sorrir mordaz _ Minato-san ficaria muito melhor sendo meu assistente particular, não acha?

O choque percorreu seu corpo ao perceber que seu pai queria roubar SEU assistente.

_ Pai _ advertiu _ Não ouse tentar persuadir meu assistente, seus netos você pode ficar com eles pelo tempo necessário para suprir sua carência, mas Minato-san não é nenhum Ômega para que você tente algo com ele.

O sorriso no rosto do mais velho sumiu e seu semblante tornou-se vazio. Estava brincando, mas acabara de sair magoado pela única pessoa que achou ter o apoio.

_ Uchiha-sama, acho que deveria medir suas palavras _ Minato avisou suavemente _ Acho que está no momento de se portar como o homem adulto que o senhor deveria ser e pedir perdão ao seu pai pela indelicadeza e pela falta de tato para com os sentimentos dele.

A fala era tão suave que não parecia uma reprimenda. Mas só aquela frase fez com que seu corpo respondesse.

Se aquele loiro fosse um Ômega, Fugaku tinha a plena consciência que estaria perdido e completamente a mercê dele.

_ Desculpe pai, apenas me exaltei, pois estou preocupado com sua constante queda emocional _ desculpou-se sinceramente fazendo uma reverência.

_ Tudo bem, devo medir minhas palavras _ Madara respondeu com um biquinho insatisfeito.

Minato sorriu e bateu palmas alegre.

_ Vamos, tomem suas bebidas.

Com um aceno duplo, os dois morenos Alfas beberam em silêncio, cada um se perguntando como o loiro podia se portar como Ômega e ser mandão como Alfa.

~~~***~~~

O vento estava forte naquela noite, mais do que normalmente é. A noite fria lhe trazia algum conforto. A noite estava exatamente da forma que seu Alfa mais gostava. Estava sombria e fria, mas isso só a fazia mais aconchegante e convidativa. Era exatamente isso que seu Alfa diria sobre essa noite.

Seu…

Bom, essa afirmação estava longe de se tornar realidade. Sabia que estava agindo de forma incorreta quando escondeu que eram companheiros, mas se aquele moreno cabeça dura ouvisse sua explicação entenderia que ele tinha que fazer isso para proteger não apenas a si mesmo como ao seu filhote e todos do seu clã.

Sempre encontrava-se com os melhores Alfas, mas fazia isso por seu filhote e por seu irmão que não para de reclamar o quanto estava pálido, triste, deprimido, isolado e um monte de informações obvias sobre seu eu atual.

O que poderia fazer? Fora e continua sendo rejeitado por quem realmente amava e pertencia, como poderia estar bem?

Já sofria antes por esconder de seu companheiro o que eles eram, agora sofre com a rejeição.

Enrolou-se mais na coberta de lã que foi feita por suas mãos e sentou-se no sofá em frente a lareira. Não sabia dizer o que estava mais frio, seu corpo por falta do toque de quem mais ama, ou seu coração pela falta do calor de um amor recíproco.

Encolheu-se enquanto as lágrimas caiam. Seu cio estava chegando e sem ele para ajudá-lo…

_ Senju-sama, Minato-san está no rall solicitando sua presença.

Hashirama levantou-se animado. Minato estava ali? Ora, isso era mesmo raro de se acontecer.

_ Diga que estou a caminho _ respondeu animadamente.

Em questão de minutos, o moreno estava devidamente apresentável e sem a expressão de choro que devia habitar o seu semblante a alguns momentos atrás.

_ Minato, em que devo sua presença inesperada?

O loiro reverenciou o mais velho e sorriu acanhado.

_ Desculpe minha presença sem ser avisada, mas o assunto é de extrema urgência.

Hashirama abaixou a cabeça e sorriu.

_ Minato, porque nunca vem me visitar sem precisar de tanta urgência?

O loiro desviou o olhar, não queria fitar os olhos sem brilho do moreno.

_ Creio que não tenho tempo para amenidades _ murmurou acanhado, não queria machuca-lo.

Hashirama se sentiu ofendido por tal comentário, mas nada disse.

_ Ora essa, não fique parado como um poste, esta uma noite fria, venha se aquecer enquanto conversamos.

Com outra reverencia, o loiro adentrou a luxuosa casa.

_ Então, qual o assunto de tamanha urgência a ser tratada que o fez vir ate minha residência.

O loiro olhou-o sorrindo de modo forçado.

Tudo bem, talvez tenha ficado magoado com o comentário anterior e estivesse descontando no loiro que nada tinha a ver com isso. Não podia evitar, estava incrivelmente mais sensível e irritadiço, tanto pela falta do seu Alfa, quanto pelo cio que logo mais chegaria.

_ Hashirama-san, vim até sua residência, por ordens superiores.

_ E de quem seria essa ordem?

_ Uchiha Madara-sama.

Hashirama não pode continuar sentado depois dessa revelação. Madara havia mandado Minato ali para falar com ele. Seu corpo retesou ao entender no que essa ação do Alfa implicava.

Não! Ele não poderia saber, não tinha como saber. Era impossível que ele tivesse descoberto. O moreno virou de costas ao loiro e puxou os fios bem tratados. Se ele realmente descobriu, a mais remota chance que tinha dele perdoá-lo e aceitá-lo havia acabado nesse exato momento.

_ Quando ele descobriu? _ murmurou temeroso.

_ Não há nada que o Uchiha Madara-sama saiba sobre tal assunto que lhe aflige _ o loiro assegurou _ Estou aqui por seu cio e pelo impasse que os dois criaram diante da situação criada.

Hashirama suspirou aliviado e voltou a sentar-se.

_ Não há nada a ser feito neste caso, ele não voltara atrás de sua decisão, para ele é imperdoável o que fiz, e realmente é, não podemos forçá-lo a me aceitar. O meu fim esta decretado, só diga que o amei mesmo ele não acreditando nisso.

O loiro suspirou e reverenciou o Ômega, saindo logo em seguida da aconchegante sala de estar.

Hashirama perdeu-se em pensamentos sem ao menos notar a reverência e o fato do loiro ter saído. Lagrimas caiam de seus belos olhos castanhos. Aceitara o fato de que era o fim, mas isso não tornava a dor mais suportável.

~~~***~~~

_ Vovô, porque o senhor nos buscou em plena semana?

Madara abaixou o livro que lia concentradamente e olhou ameno para o pequeno neto.

Depois de sair da empresa de seu filho, fora imediatamente buscar o neto da escola e Itachi na livraria, o trabalho de meio período do neto mais velho. Estava tão ansioso para ver os netos que não suportaria passar mais nenhum dia sem vê-los.

_ O vovô estava com saudade dos netos dele _ respondeu, logo mais tomando o pequeno Uchiha no colo.

_ Não acredito no senhor _ o pequeno acusou com um biquinho na pequena boca rosada enquanto brincava com as longas madeixas do mais velho _ O senhor viajou e não me levou _ acusou com a feição fechada e as bochechas coradas pela exaltação.

_ Mas não foi porque eu quis _ o mais velho se defendeu _ Papai avisou que você teria uma competição importante e Itachi uma prova na faculdade que pretende ingressar.

O pequeno não se deixou convencer e cruzou os braços mostrando que não estava contente com a explicação do Avô.

_ Otouto não faço isso com o vovô _ o moreno em fase final da adolescência bronqueou _ Você sabe que ele terá um ataque de autodestruição se continuar a pressioná-lo, não sabe?

O pequeno desfez o bico e relaxou a expressão. As palavras poderiam ser difíceis para uma criança comum, mas Sasuke era um gênio como o pai e o irmão e entendia perfeitamente o que o irmão quis dizer naquele momento.

_ Tudo bem _ falou relaxado _ Mas se acontecer de novo não o perdoarei _ avisou ao avô, descendo do seu colo e dirigindo-se ao seu quarto de jogos.

Itachi balançou a cabeça negativamente para o comportamento extremamente mimado do irmão mais novo.

_ O senhor sabe que vai estragá-lo com todo esse mimo, não sabe?

Madara riu alegre com toda a situação. Nunca ficava entediado quando os netos estavam consigo. Itachi o acompanhou com uma leve risada e sentou-se ao lado do avô no enorme e confortável sofá.

_ Ele tem apenas seis anos, Tachi, pode ser muito inteligente, mas continua sendo uma criança.

Itachi apenas concordou com um sorriso brincando nos lábios.

_ Como foi a prova?

_ Estava ridiculamente fácil _ reclamou desgostoso _ A maioria das pessoas estavam desesperadas, não consigno compreender qual a dificuldade em questões tão simples.

Madara sorriu orgulhoso, tinha os melhores netos do mundo.

_ Seu pai deve estar uma fera por ter escolhido letras em vez de engenharia da computação como ele queria.

Itachi concordou e sorriu malicioso.

_ Ficou, mas curiosamente, Minato-san disse que a vida era minha e eu que deveria escolher meu curso e milagrosamente papai aceitou e agora está muito entusiasmado com a perspectiva de ser pai de um romancista.

Madara concordou olhando para a chuva que batia fria contra a grandiosa janela com vista para o jardim. Uchiha Yane amava aquele jardim, plantara e cuidara de todas as plantas e flores existentes ali, a Ômega mãe de Fugaku podia não ser sua Ômega, e seu casamento pode ter sido pelo herdeiro, mas fora bom, ela era calma e serena e foram bons amigos.

_ Melhor do que aquele Ômega ingrato _ murmurou como o velho ranzinza que era.

Itachi gargalhou e levantou-se para conter o ímpeto de se jogar no chão e se contorcer pelo comportamento infantil do Alfa mais velho.

_ Vovô, pare de ser tão infantil e morda logo o seu Ômega, o seu comportamento pode ser engraçado agora, mas quando perdê-lo, seja para morte ou para outro Alfa, não será nada divertido.

Madara, no entanto, continuou mirando a chuva. Não conseguia, mesmo que pensasse em como perderia aquele moreno ingrato, não conseguia simplesmente levantar e procurá-lo. Mordê-lo seria um ato de fraqueza mostrando que o Ômega poderia fazer o que quisesse que ele continuaria a perdoá-lo. Não poderia fazer isso, não com uma afronta tão grande quanto esconder que são companheiros.

Itachi suspirou triste ao ver o quanto seu vovô estava destruído.

Sasuke apareceu naquele momento correndo fazendo bagunça como um furacão.

_ Vovô, venha _ chamou o mais velho animadamente enquanto puxava-o pelo braço _ Venha ver, eu finalmente consegui passar aquela fase vovô!

Madara riu diante da alegria infantil do menor.

_ Ora, essa fato merece uma comemoração _ disse o mais velho enquanto seguia o neto para o segundo andar.

_ Né, o senhor vai me levar para tomar sorvete? _ perguntou o menor.

_ Só se o papai não ficar sabendo.

_ Não contarei, prometo _ afirmou o menor.

_ Será nosso segredinho.

Itachi ria alegre enquanto as vozes desapareciam. Seu avô podia esta sofrendo, mas Sasuke sempre seria o melhor remédio para aquele velho babão.

_ Nada de sorvete Madara!!

Sem poder impedir, Itachi gargalhou enquanto subia as escadas em direção ao seu quarto. Seu avô teria maior trabalho para mimar Sasuke enquanto tio Izuna estivesse lá.

_ Vamos assim que ele sair para encontrar aquele Alfa idiota _ ouviu seu avô sussurrar para o pequeno assim que passou pelo quarto de jogos do mesmo.

_ Eu ouvi isso em_ exclamou Izuna do quarto enfrente ao de jogos _ Não sairei hoje, estou de olho em você.

Fugaku falou algo que o moreno não pode escutar e o pequeno Sasuke exclamou feliz.

Essa família louca que eu tenho, pensou Itachi enquanto fechava a porta do seu quarto.

~~~***~~~

Sua máscara escondia quem era. Escondia suas marcas, profundas marcas feitas para lhe lembrar o que devia fazer e a quem devia obedecer. Seu tempo estava contado, sempre soube disso. Assim que deixasse de ser útil, sua vida seria findada.

Não realmente importava. Não tinha direito a nada, nem mesmo a ser quem era. Tudo o que fazia era calculado. Cada passo. Nasceu sem escolha, foi criado para aquele proposito.

Sua importância estava ali, naquela habilidade que viera consigo. Morreria de acordo com o plano.

Conheceu o amor para viver na ruina. Sentiu o cheiro dele para deixa-lo ir. Roubou seu casaco para não enlouquecer ou acabar com a própria vida. Não que pudesse fazer tal coisa.

O via dia e noite, sentia seu cheiro e enlouquecia de saudade quando ele não aparecia. O que podia fazer? Não podia sair dali. Era um prisioneiro.

Era um prisioneiro apaixonado pelo guarda da sua cela.

25 февраля 2018 г. 19:00:15 0 Отчет Добавить 5
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