Modelo Particular (2012) Подписаться

alicealamo Alice Alamo

Sua boca era macia, um gosto de pastilha de laranja, sua língua não queria uma disputa, Sasuke simplesmente impunha a sua vontade, não queria uma guerra ou batalha, ele queria dominar, somente isso, e eu não via mal algum em me fazer submisso.


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#ua #sasunaru #naruto #naruto-sasuke #yaoi #lemon
Короткий рассказ
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Capítulo Único


Não sabia seu nome ou qualquer informação sobre ele, mas não me importo muito com isso, pois o mais importante eu conquistei: sua atenção.

Começamos com esse jogo há um mês, é, durante um mês eu não soube sua idade, telefone ou qualquer outro dado que normalmente eu deveria saber.

A vocês posso dizer o meu nome, Naruto, sobrenome não é necessário por enquanto, curso faculdade de Artes Cênicas e foi na faculdade que encontrei a tal pessoa, infelizmente não no mesmo curso.

Sou solteiro, e agradeço por isso, não vejo “namoros” com bons olhos, maus antecedentes, sabe? O problema disso é a carência, desculpem-me se não concordam, mas ninguém fica muito tempo sem querer sentir-se amado, desejado ou até tocado... Isso na minha situação é até que menos problemático, já que sou bissexual, ou seja, tenho muito mais escolha.

Bem, recordo-me que quando o vi pela primeira vez eu havia sido expulso da sala de aula, o professor de maquiagem não ia muito com a minha cara. Eu fui até a cantina, ou pretendia ir, pois fui obrigado a parar para assistir uma cena que desencadeou toda essa história. Eu não sabia quem eram, mas não consegui sair dali, era como um filme e eu fosse o único telespectador.

Um garoto prensava um outro na parede com força, eu diria até desespero ou desejo, os corpos se chocavam por querer, o garoto de cabelo curto, o que prensava, beijava com fervor o outro enquanto esfregava as ereções que já davam um grande sinal de vida. Resolvi me esconder, uma atitude óbvia que ainda não tinha tomado.

O garoto de cabelo preto e curto passou a beijar o pescoço do outro, o prensado gemia, abrindo os olhos perolados nublados de prazer. Olhos perolados... Um Hyuga certamente, cheguei até a rir, pois a família Hyuga era umas das famílias mais preconceituosas e arrogantes que eu tive o desprazer de conhecer.

A cena era excitante, visto que os garotos praticamente se devoravam, o Hyuga gemia um nome que não pude ouvir porque o menor lambeu-lhe os lábios enquanto passava as mãos pela cintura do maior, alisando a pele por baixo da blusa branca e descendo para o jeans escuro, brincando com o zíper da calça, olhando diretamente para o Hyuga arfante.

A mão dele foi descendo, entrando pela calça e com certeza pela cueca, já que o rosto de alguém excitado à espera do toque muda drasticamente quando é enfim tocado.

O Hyuga parecia que desabaria, o menor o segurou contra a parede, soltando um riso irônico e um sorriso malicioso, ele não parecia se importar com o que fazia ou com quem, muito menos aonde.

Eu sabia que deveria sair dali, não era muito ético ver os outros se agarrando pelos corredores, muito menos ficar excitado com isso. Ouvi uma outra risada irônica e voltei a olhar a cena, mas dessa vez fui atraído por um par de olhos negros que me encaravam com malícia e divertimento, e o melhor, ele não parou o que antes fazia, muito pelo contrário, ele aumentou o ritmo, não desviando o olhar de mim e muitas vezes sorrindo ao reparar em meu lastimável estado de surpresa.

O olhar meio que debochava de mim, mas não deixava de me atrair, era como um convite mudo ao prazer. Ele passou a língua nos lábios, eu ouvia os gemidos do outro, um mais alto e mais desesperado que o outro, as mãos puxando o menor pelo cabelo a fim de beijá-lo enquanto se derramava nas mãos dele.

Aquilo tinha sido... Excitantemente maravilhoso.

Eu vi o menor erguer a mão melada, levando aos lábios, sob o olhar atento do outro e do meu, lambendo da palma aos dedos, lentamente, para depois parar com os lábios entreabertos, a mão ainda melada estendida para o Hyuga que a puxou, colocando os dedos, um a um, na boca, atiçando o menor a beijar-lhe, chupando os lábios. Eles riram, o Hyuga arrumou a calça e saiu pelo corredor puxando o tal garoto junto, na direção contrária a minha.

O menor virou-se para mim sorrindo, mordeu o lábio inferior e sinalizou com a mão “cinco e um”, um jeito mais educado de me mandar ir ao banheiro me aliviar. Patético. O pior é que eu estava com uma puta vontade de fazer isso. Deprimente...

Até lembrar dessa cena, mesmo um mês depois, me desconcerta....

Eu voltei para a cantina, o lugar onde eu já deveria ter ido... O resto das aulas não valem a pena contar, são entediantes, mas acho que depois da cena que presenciei, tudo passou a ser menos interessante.

* * *

Além da faculdade de Artes Cênicas, faço teatro. Teríamos uma apresentação naquele dia logo após a última aula. O bom era que eu conhecia um pessoal do terceiro ano que fazia a mesma peça que eu e por isso eles me dariam uma carona.

A platéia já estava sentada, todos em seus lugares. As luzes acesas, havíamos chegado atrasados e perdemos o último ensaio.

– Boa merda, Naruto. – Hinata me desejou, dando-me um abraço no camarim.

– Merda. – eu respondi enquanto terminava de passar o lápis de olho branco. Posso dizer que a pior parte é a maquiagem, complicada demais, porém sempre algumas garotas nos ajudavam.

Não era uma peça famosa, mas era modestamente boa, meu papel era bom, primeiro papel importante que eu recebia, eu seria a consciência que dialogava com o personagem principal, ou seja, eu também era principal.

O espelho a minha frente já não me mostrava o Naruto, mostrava-me Kyubi, a consciência maligna e arrogante, e era assim que eu saía do camarim e pisava no palco.

Os flashes das câmeras atrapalhavam, mas já tínhamos experiência para ignorá-las, os focos de luz sobre minha cabeça não era nenhum incômodo, mas eu sabia que devia pensar que eles não existiam. A sensação de estar em um palco era indescritível, todos os olhares em você, nessa hora você só pensa se sua roupa está bem arrumada, se a imagem da raposa estava aparecendo, pois essa era a maquiagem. A roupa era um jeans surrado, mostrando a pobreza espiritual do ser, a maquiagem composta de preto, branco e laranja, muito laranja, uma cor forte, forte o suficiente para que o branco nos olhos conseguisse chamar atenção da última fileira.

Era fascinante ouvir os aplausos após aquela cena, um esplendor que até me constrangia. Atuar revigorava a mim mesmo, cada fim de personagem que eu fazia era como uma mudança, uma melhora, uma reafirmação de quem eu era.

Eu corria os olhos pela plateia, como sempre, os aplausos, as pessoas que até se levantavam para aplaudir, o elenco todo no palco na hora do agradecimento e lentamente as cortinas se fechando. Os principais no centro, vendo muitos se levantaram dos assentos e se dirigirem às saídas, mas posso jurar que antes da cortina se fechar totalmente, eu vi, ou senti, um par de olhos conhecidos, recentemente conhecidos, olhando diretamente para mim com um sarcasmo igual ao de algumas horas atrás.

* * *

Sete da manhã, atrasado de novo só para variar...

Não tive sonhos, nunca tenho, mas meu sono foi meio abalado, prefiro nem comentar.

Não estava de bom humor, muito menos com vontade de levantar, mas o fiz. Minha classe é normal, se é que possamos dizer, mas pelo menos não chega a ser ignorante ou tão chata.

Um trabalho foi pedido, um trabalho de fotografia para a próxima semana. Mais um, né? Eu já não aguentava isso. Pelo menos esse era mais interessante do que os anteriores. Baseava-se em escolher alguém para se fazer de deus grego ou algum ser da Grécia antiga. O único infortúnio era que o trabalho era individual, além de termos que reservar a sala, câmera e outros afins...

Como havia três salas do nosso ano, cada sala focaria em um modelo de outro curso de nosso prédio. A primeira pegou medicina, a segunda ficou com jornalismo e a sobrou para a minha, administração. Nós, artistas, temos um preconceito enorme com o “povo” de administração. Eles eram sempre sérios, calculistas, frios e rudes, economicamente falando, porém nós somos o inverso, completamente o inverso, e eles sabem disso.

A sala toda migrou para o campo de administração sob protestos e de má vontade, pelo menos a parte masculina, porque a feminina retocou até a maquiagem antes de sair da sala.

O sinal soou, o professor de economia saiu de uma das salas de ADM e nós entramos, aproveitando que nenhum deles havia saído da sala ainda.

Nosso representante deu o recado, eles também não gostaram da ideia, mas toparam escrevendo seus nomes em tiras de papel para que nós sorteássemos e definíssemos os pares.

– Sabaku no Gaara. – a menina sorteou sorrindo mais do que necessário. Ino sempre me assusta, sério.

– Aburame Shino. – sortearam e passaram o saco plástico para outro.

– Nara Shikamaru. – Temari sorteou e passou para mim.

– Uchiha Sasuke. – eu falei.

Ouvi uma sonora reclamação das garotas ao meu lado. Olhei para a sala, procurando o garoto sorteado que só depois entendeu que deveria se anunciar.

O saco plástico passou para o próximo, mas eu ainda não tinha parado de olhar o maldito garoto. Lei de Murphy, feita especialmente para mim.

O sorriso de deboche no rosto, os mesmos olhos sarcásticos, um ar superior... Só podia fazer ADM mesmo... O único lado bom era que eu já sabia exatamente que personagem ele faria no meu trabalho...

* * *

– Preciso que me passe o dia e o horário que terei que vir. – o Uchiha falou.

Ele se sentou comigo à mesa, carregando um Starbucks super caro que eu abominava. O jeans largo, uma blusa com a estampa de uma banda de rock qualquer, ele não fazia jus ao curso e isso com certeza fez com que eu o olhasse demais.

– O que é? – ele perguntou com desdém.

– Nada. – eu respondi sem jeito. – Podemos ver isso ainda hoje, tem algum problema?

– Hoje? – ele perguntou surpreso. – Acho que a sala de fotografia vai estar bem lotada, não?

– Não irei usar lá.

– E o equipamento?

– Eu arranjo. – falei sacudindo os ombros.

A verdade era que quanto antes terminássemos o trabalho, melhor eu me sentiria, sem contar que ainda teria uma apresentação no dia seguinte.

– Tudo bem ser hoje? – eu repeti.

– Ah.. Tudo. – ele respondeu mandando uma mensagem no celular. – Que horas? – perguntou indiferente.

– Depois do almoço.

– Vai almoçar aqui mesmo?

– Eu não almoço. Se quiser, fique à vontade, eu vou estar preparando as coisas no anfiteatro. – eu falei e ele riu quando terminei.

– Depois nós que somos os metódicos. Eu só vou comprar um lanche e te encontro lá. – ele falou se levantando e arrumando suas coisas na mochila. – Isso, é claro, se você não ficar espiando os outros, certo? – ele caçoou irônico, deixando-me sem palavras e saindo do refeitório.

Eu sabia que ele não iria deixar aquele assunto morrer e infelizmente agradeci por não tê-lo feito, porque, querendo ou não, essa situação além de me agradar, me deixava ansioso, sedento de mais...

Se eu pudesse, eu diria tudo o que aconteceu nesse meio período, mas nenhuma aula vale mesmo tal narração, posso até dar um exemplo: fiquei durante a aula de cenografia inteira fazendo um desenho bizarro no meu caderno. Não que não gostasse do meu curso, mas especificamente nesses dias eu não suportava pensar.

Não se sabe o porquê, mas o curso de Artes Cênicas sempre sai meia hora antes que os demais cursos, e é isso que nos dá a fama de “vagabundos” ou coisas do gênero.

Aproveitando esse tempo, fui para o anfiteatro, larguei a bolsa sobre o palco e aspirei aquele ar cômico e dramático que eu amo. Arrumei o plano de fundo branco necessário, a câmera e os equipamentos já estavam ajustados no centro e só faltava a roupa do modelo, que não foi muito difícil de arranjar. Como faço parte dos atores da faculdade, eu podia retirar qualquer figurino dos camarins, e, vejam bem, montar um Hades não era lá um grande desafio.

Ouvi um barulho oco, algo havia caído no palco. Que não seja a maldita câmera de cinco mil reais por favor.

– Alguém? – eu perguntei saindo das colchias e vendo, graças a Deus, a câmera intacta.

Não havia nada de anormal, apenas uma outra bolsa largada em um canto e o Uchiha saindo da sala. Provavelmente para comer.

Sei que pode parecer estranho ou rude, mas eu duvidava que ele fosse realmente comer.

Maldita curiosidade!

Saí com cuidado, vendo-o virar o corredor com pressa e eu o segui. Errado ou não, foda-se, era o que tinha acontecido de mais interessante naquelas duas semanas.

Odeio me vangloriar, mas eu acertei. Com um sorriso travesso, eu o via entrando em uma das dezenas salas que tinha no segundo piso. A porta, ele fechou, mas nada que não desse para resolver, já que depois de uns quatros minutos se agarrando com alguém, não se presta atenção no que acontece ao redor.

Abri a porta bem devagar, sem fazer barulho, tentando ser discreto, coisa que eu não sou. A lousa estava de frente para a porta, não havia uma mesa para os professores, e agora, quem era prensado era o Uchiha.

Não diria prensado, mas ele estava de frente para mim, sorrindo de forma até que canalha enquanto a garota de cabelo rosa se abaixava para o meio das pernas dele. Ele deixou um suspiro escapar quando ela começou a chupá-lo, olhando para mim e movendo os lábios em um “de novo você?”.

Depois dessa, eu deveria fechar a porta e fingir que nem o conhecia, mas não... Aquele olhar, cada suspiro, cada sorriso maldoso e malicioso que ele me direcionava, tudo me instigava a continuar ali, parado, observando e desfrutando de tal cena.

As mãos dele desceram para os fios rosas, sem tirar por um minuto os olhos de mim, forçando a cabeça dela ir cada vez mais rápida ao seu encontro. A expressão de prazer no rosto era diferente da expressão da última vez, agora, ela estava muito mais excitante. Os lábios entreabertos, puxando o ar com força, a respiração descompassada, o rosto corado, os olhos banhados de desejo e cravados em mim, que lutava intensamente contra a vontade de descer a mão e fazer o que ele tinha insinuado no dia anterior.

Sasuke Uchiha, o que ele tinha de gostoso, tinha de atrevido.

Abri um pouco mais a porta, olhando para aqueles olhos escuros, ouvindo-o gemer um pouco mais alto. “Bate” ele me sussurrou, deixando a cabeça tombar na lousa e aumentando o ritmo das estocadas. Pobre garota... “Bate” ele repetiu, fechando os olhos e sorrindo de prazer.

Eu arfava junto dele, esquecendo-me que estava em um corredor, mesmo que um corredor esquecido por Deus, mas que ainda poderia ter gente circulando por ele.

Fiz. Desci as mãos sob meu jeans, meus olhos presos a cena, a ele, mas as mãos já em um movimento rápido.

Era tão bom, tão motivante que quando o ouvi gemendo e olhando para mim, tive que morder o lábio com força para não deixar qualquer som escapar. Mas que porra de moleque!!

Ele não olhava para a garota, nem se importava com ela, afinal, não havia muito que ela pudesse fazer, não é mesmo? “Goza”, ele mandou. “Vamos, goze.”

Sem voz, eu não o ouvia, ele apenas mexia os lábios, discreto para que a garota não percebesse. As minhas mãos obedeciam a ele, não a mim. Aumentavam o ritmo, circulavam a glande e apertavam com mais força meu membro.

Sasuke sorriu, riu atraindo os olhos da garota que tentava erguer a cabeça.

Cadê o senso de decência nos jovens de hoje? Um minuto... Nós temos algum?

O meu braço no batente da porta, tomando cuidado para não a abrir...

Era tão bom, delicioso, prazeroso. Os olhos dele reviravam, os gemidos ficando mais fortes e altos, tudo aquilo que eu não poderia fazer no momento, porém, embora eu não pudesse gemer tão à vontade quanto ele, o meu gozo foi tão intenso quanto.

A garota se engasgou com o gozo dele e enquanto Sasuke tentava se acalmar. Preferi sair dali antes que seus olhos voltassem a me encarar. Corri ao banheiro do anfiteatro e lavei a mão. Bufei e ri em seguida, ainda teria que o encarar na hora das fotos, só não sabia como.

Fazendo uma análise rápida das minhas atitudes, posso dizer que nunca fui tão idiota na minha vida e olha que nem vivi muito. Lavei meu rosto, a água gelada contra a minha pele quente... Meu Deus...

Fui ao palco, a roupa que ele vestiria estava no chão, a maquiagem estava dentro de uma mala em cima de uma das cadeiras, tudo pronto, menos o modelo e muito menos o fotógrafo.

– Desculpe o atraso. – ele falou normalmente. – Meu lanche acabou virando almoço. – ironizou. – Acho que alguma coisa abriu meu apetite.

– Tudo bem. – eu respondi rápido, cortando-o. – Eu preciso que vista aquela roupa. – eu apontei para o chão, fingindo arrumar a câmera para não olhá-lo. – O camarim é depois da colchia.

– Certo. – ele falou pegando as roupas e saindo.

Respirei fundo. Peguei a maleta e a abri, escolhi a maquiagem, um misto de preto e vermelho, algo que demonstrasse poder, autoridade e sensualidade. Apontei o lápis de olhos, tanto o preto quando o branco, deixei tudo na beirada do palco e ali sentei, esperando novamente pelo Uchiha.

Sasuke apareceu com uma cara de desgosto, embora a roupa tivesse combinado com ele. A calça um pouco justa e preta, ressaltando a pele branca que havia ficado à mostra.

– Por que a blusa é sem manga? – Sasuke perguntou.

– Vou fazer uma falsa tatuagem no seu braço. – falei pegando o pincel e a tinta acrílica. – Senta aqui.

Ele sentou do meu lado, eu abri um pouco mais sua blusa e ali estava a minha visão de um Hades perfeitamente belo, diferente daquelas versões decadentes dos filmes atuais.

– Eu quero que nas fotos você represente a autoridade. Sabe quem é Hades, não? – eu perguntei enquanto começava a fazer desenho.

– Sei.

– Então... Eu vou fazer sua maquiagem, mas preciso que você se mostre superior, a imagem que tem de transmitir é de poder, aquele que causa medo, mas sem deixar de ser sensual. Você é o deus do submundo e, para você, não há nada mais belo que a morte. Alguma dúvida?

– Eu vou ter que usar maquiagem? - ele perguntou surpreso.

– Ah... Sim.

Com tudo o que eu tinha falado, a única dúvida era sobre a maquiagem... Incrível.

– Terminei. – avisei quando tinha finalizado o desenho.

– Já? - ele estranhou.

– Sim. Só não o borre.

– Está me ignorando. – ele falou do nada. – Nem está me olhando direito. – ele riu. – Mas vai ter que me encarar para me maquiar.

– Só que você estará de olhos fechados. – eu sorri devolvendo o sarcasmo. – Feche os olhos, Sasuke. – mandei sorrindo e sentindo o peso que seus olhos faziam sobre mim irem diminuindo à medida que ele os fechava.

Os lábios úmidos, uma provocação direta. Abaixei com cuidado sua blusa, a tinta felizmente sacava rápido. Sua pele era macia, pálida, pálida demais até para que eu precisasse passar pó em seu rosto.

– Isso é desconfortável. – ele falou sem abrir os olhos.

Será que ele não podia parar de falar por um minuto? Ou ele estaria fazendo isso só para me irritar?

– Preconceito agora?

– Não estou falando da maquiagem. É só estranho me sentir sendo analisado. – ele confessou sorrindo.

– Preciso te olhar para saber onde devo fazer as correções.

– Isso é o que você mais fez nesses dias. – Sasuke acusou. – Me diga, Naruto: você gostou tanto assim de me assistir? – ele perguntou abrindo os olhos.

Minha boca ficou seca, eu sabia que meu rosto estava vermelho e que a descarga elétrica que seus olhos me proporcionaram foi suficiente para acelerar meu coração. Que piegas.

– Preciso terminar a maquiagem, já você precisa fechar os olhos e a boca. – eu queria ter dito com convicção, mas a insegurança na minha voz chegava a ser palpável.

– Pensei que artistas conseguissem controlar suas emoções. – ele falou sarcástico.

Passou a mão no meio das minhas pernas, apertando a droga da minha semi ereção e, ainda que eu quisesse, não gemi. Coloquei minha mão sobre a dele, tentando inutilmente tirá-la dali.

– Vamos, Naruto... – ele pediu com a voz rouca.

Movimentando a mão lentamente, sentando sobre os joelhos e se inclinando sobre mim, deixando o seu rosto colado ao meu, sorrindo e atiçando-me.

– Tira a mão. – pedi.

– Você me disse para ser Hades, não é? – ele perguntou, encostado os lábios na minha pele, no pescoço, subindo até meu ouvido. – Então eu sou. Naruto, há algo mais prazeroso do que a morte?

A mão dele aumentou a pressão no meu membro, acariciando minha coxa, afastando ainda mais uma perna da outra.

Eu gemi, os seus lábios receberam o gemido com gosto. Meus braços puxaram-no ainda mais, intensificando o beijo.

Sua boca era macia, um gosto de pastilha de laranja, sua língua não queria uma disputa, Sasuke simplesmente impunha a sua vontade, não queria uma guerra ou batalha, ele queria dominar, somente isso, e eu não via mal algum em me fazer submisso.

O peso dele ia forçando-me a deitar, ele sorria, eu sabia que ele sorria. As mãos subiam pela minha cintura, passando sobre a blusa com força, apalpando a pele, com certeza querendo deixá-la marcada. As ereções se roçavam, minhas pernas abertas aumentavam o contato mesmo com as calças presentes. Ele rebolava, insinuando movimentos, endurecendo-nos mais do que já estávamos. Céus.. Ele sabia o que estava fazendo.

– Pera... Estamos em um teatro... – eu falei, ou tentei pelo menos.

– Então, melhor ainda... Vai ser o nosso espetáculo!

A boca dele causava sensações no meu corpo todo, era excitante pensar que alguém chegaria e nos veria...

Sua perna pressionava meu membro, eu ondulava meu quadril, o contato era vicioso. Sasuke acrescentava um pouco de desespero à situação e isso só aumentava o meu desejo.

A maquiagem borrara, eu mesmo tinha danificado o desenho no braço dele, mas naquele momento, o que menos me preocupava era o maldito trabalho de fotografia. Arranquei a blusa do figurino, torcendo para não tê-la estragado, ele se sentou sobre minha cintura com as mãos espalmadas no meu peito.

Sasuke respirava ofegante, a mão subiu para o meu rosto, puxou meu cabelo para o lado enquanto ele terminava de tirar a minha camisa.

O corpo dele era definido, não musculoso, mas definido. Decidi me erguer, sentei o puxando para o meu colo, apertando seu corpo contra o meu, pois eu precisava senti-lo, eu precisava do contato. Ele gemeu, abrindo o zíper da minha calça com dificuldade, tirando o meu membro, deslizando a mão da base à glande, rindo ao sentir o pré-gozo já molhando sua mão.

– Tão sensível... – ele sussurrou aproximando seus lábios dos meus, passando a língua neles, mordendo meu lábio inferior e o sugando.

– Assim eu vou gozar antes de você... – eu gemi tentando tira-lo do meu colo.

Ele riu, levando as mãos à sua calça e a abrindo, tirando apenas o pênis para fora. Gemi de antecipação e o toquei, olhando suplicante para que ele voltasse a dar atenção à minha ereção.

As mãos se fixaram em um ritmo extremamente prazeroso, nossos gemidos e frases totalmente desconexas podiam ser ouvidos por todo o teatro.

O nome dele saia pela minha boca a cada segundo, ele gostava, seu corpo se arrepiava ao ouvir minha voz e, eu ao ouví-lo, podia sentir como se meu clímax ficasse cada vez mais próximo.

A velocidade aumentou.

– Naru... – Sasuke pediu baixinho, não deixando de sorrir.

– Ah! – eu gemi alto, gozando na sua mão, melando ambos os corpos.

Não agüentei vê-lo tão entregue, e poderia até voltar a ficar duro, pois ele aproveitou do meu gozo para fazer com que nossas mãos deslizassem pelo seu membro, deixando o movimento mais rápido e com certeza mais prazeroso.

Os gemidos roucos dele, tão próximos ao meu ouvido.

– Sasuke... Goza... – eu mandei.

As mãos dele deixaram o membro para segurar nos meus ombros enquanto eu sentia o líquido quente escorrer pela minha mão.

O meu sorriso era de puro êxtase, já o dele...

Sasuke tinha nos lábios a vitória, o triunfo. Uchihas... Acho que fazem sim jus à fama de sádicos.

– Você gozou antes do mesmo jeito. – ele sussurrou rindo.

Puxou meu rosto para perto do seu, dando-me um beijo calmo e lento. Uchihas... Bem, acho que eles podem ser sádicos educados, não?

– Vamos. Você ainda tem um trabalho para apresentar. Ele falou levantando e estendendo a mão para mim, com um sorriso irônico.

Maravilhoso, perfeito.... Mas vale lembrar que isso tudo ocorreu há um mês?

Durante um mês, nós voltamos a nos encontrar e situações parecidas com a dos corredores e a do teatro aconteciam.

Sasuke podia ser descrito como a confusão encarnada, mas eu gostava, até demais. O problema nesse nosso jogo sem regras, é que o clichê já dita que estou sempre fadado a me apaixonar pelo primeiro imbecil metido a garoto mau que aparece.

Idiota sim, mas verdade seja dita: não há como não se apaixonar por alguém como ele, pois Sasuke era ao mesmo tempo um bom relacionamento, ele era minha liberdade, frio, ousado, possessivo, autoritário, mandão, despreocupado.

– Pensando em mim? – eu ouvi-o perguntar.

–Não. – menti.

Recostei na cadeira vendo que ele vinha na direção da plateia, vindo se sentar junto a mim.

– Sei... – ele respondeu sorrindo.

Diferente do que eu pensava, ele se sentou no chão, ignorando as cadeiras, apoiando a cabeça na minha perna.

Nesse momento o teatro estava quieto, vazio.

O meu coração acelerava só por tê-lo ali, encostado em mim, mesmo que seus pensamentos estivessem em outro lugar, ou em outro alguém.

Eu não sabia o que fazer, para onde olhar. Era como se eu perdesse o meu chão temporariamente, como se o fato dele estar sentado comigo fizesse o mundo girar um pouquinho mais devagar, e aí dele se não o fizesse.

A expressão fria, claramente entediada, os fones de ouvido em um volume tão absurdo que eu conseguia entender toda a letra da música.

– Sabe, Naru... – ele começou a falar com uma sobrancelha arqueada – Você fica me olhando demais. – ele levantou.

Começou a ir em direção ao palco, e claro, me arrastava junto.

– Por quê? – ele perguntou.

– O que é belo, deve ser apreciado, não é?

– Está romântico hoje?

– Um pouco.

– Quer que eu finja também? – ele perguntou caçoando.

Seus braços na minha cintura, possessivo, a mão sobre a minha pele, os dedos deslizando pelo meu rosto, contornado meus olhos fechados. Acariciava, contornando meus lábios, fazendo uma pressão sutil.

– Não. – respondi. – Gosto de você mal educado mesmo.

O dedo ainda em meus lábios, pedindo passagem. Eu permiti, deixei que seu dedo entrasse na minha boca, suavemente, brincando com a minha língua.

– Se quer que eu responda, que eu fale o que você quer ouvir... – ele sussurrava com os lábios colados ao meu ouvido, apertando-me, tocando-me por debaixo da blusa. – Se quer ouvir aquela frase, afaste-se agora, porque eu não irei dizê-la.

Os olhos negros estavam sérios, sem a costumeira malícia. Meus batimentos aumentavam, pelo toque, pelas palavras, pelos carinhos, pela voz, pelos olhos...

– Isso foi um fora? – perguntei passando a mão pelo peito dele, indo à sua nuca, arranhando-na.

– Sabe que não.

– Isso foi uma declaração?

– Você sabe a resposta. – ele bufou.

Sasuke era impaciente, mimado e queria tudo na hora que ele determinasse.

Ele beijou meu pescoço. O beijo dele era veneno, ou uma anestesia das mais eficazes, pois quando ele me beijava, eu simplesmente perdia o foco, a linha de raciocínio e meus pensamentos era redirecionados a somente ele, em como ele me tocava, em como ele me fazia sentir...

Sem perceber, eu já estava sendo puxado novamente para trás do palco, para os camarins e nem me dei conta de que a porta já estava trancada.

– Desculpe por não ser bom com as palavras.... – ele pediu antes de tomar meus lábios com intensidade.

Quente, o toque dele queimava minha pele. Com lentidão, Sasuke tirava minha roupa, a sua já jazia em algum canto. O sofá do maldito camarim não era espaçoso, mas nós sempre dávamos um jeito. Aliás, livros como Kama Sutra servem para isso, não?

Ele sentou e me puxou, sentando-me em seu colo, chocando nossas ereções e fazendo-nos gemer.

As sensações eu não podia prever, cada vez com ele era diferente da anterior, Sasuke era único.

De repente e sem prévio aviso, ele me penetrou. O suor descia-lhe pela pele, os olhos sempre abertos vendo cada expressão de prazer que fazia enquanto eu cavalgava.

Os meus braços envolveram seu pescoço e deixei minha cabeça se apoiar enquanto ele aumentava o ritmo das estocadas. Nossos gemidos, segredo nosso que confessávamos um no ouvido do outro e que marcava a brasa em nossas mentes.

– Sasuke!!!

Eu me segurei com mais força nele, deixando minha cabeça tombar e permitindo-me gozar sentindo os espasmos de prazer por Sasuke ainda se movimentar.

– Eu te amo....- eu sussurrei com os olhos fechados e meus lábios prestes a tocar nos dele.

– Naru! – ele me beijou enquanto seu gozo me completava.

Os meus olhos pesavam, mas somente os olhos, pois eu me sentia mais leve do que nunca.

Sasuke permanecia dentro de mim, seus lábios roubavam-me breves beijos, deitou-me no sofá. Ele me olhava de uma forma mais carinhosa, não parecia em nada ao moleque rebelde que faz ADM por obrigação...

– Sas... – ele colocou um dedo sobre meus lábios antes que eu começasse a falar.

Ele deitou do meu lado, um de frente para o outro, seus olhos me diziam o que sua boca não conseguia pronunciar. Sorri e toquei seus lábios de leve, deixando que ele me abraçasse e que meus olhos se fechassem um pouco.

Aliás, eu poderia parar por aqui, mas tenho realmente que dizer que eu não dormi abraçado com o Sasuke ali no camarim, que depois nos vestimos e fomos embora e vivemos felizes para sempre. Metade disso é verdade, se não fosse a droga daquela garota de cabelo rosa entrando no camarim, que não sei como ela tinha a chave, e nos encontrasse ainda apenas de jeans.

Não ligo para castigos, detenções e suspensões, mas como diria a raça ADM: minha probabilidade de ser expulso da faculdade por culpa do Sr. Uchiha aumentou em muito, devido ao fato que, estatisticamente falando, o número de monitores é muito maior do que o número de alunos se agarrando. Resumindo, a culpa é do Sasuke eu estar na diretoria agora, escrevendo essa história bizarra enquanto espero pela diretora. E agora que ela chegou, dou fim a esse monstro que escrevi.

25 февраля 2018 г. 0:10:26 0 Отчет Добавить 2
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Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

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