jhully_t Jhully T.

A história é baseada em 7 fatos ou lições sobre o Amor. Tentei me lembrar de lições essenciais sobre o amor e fiz o máximo que pude para trazer todo esse aprendizado em histórias de amor.


Фанфикшн Группы / Singers Всех возростов.

#jk #jungkook #jeonjungkook #v #kimtaehyung #jimin #parkjimin #jhope #junghoseok #suga #yoongi #minyoongi #jin #kimseokjin #rm #kimnamjoon #sete #bts #bangtanboys #fanficbts
0
591 ПРОСМОТРОВ
В процессе - Новая глава Каждое воскресенье
reading time
AA Поделиться

Amor próprio

____________________________________________


#1: Ame A Si Mesmo Antes De Amar Alguém.

Jornalistas


____________________________________________


Me olhar no espelho se tornou tão difícil agora. Sempre que me olho, penso: “sou suficientemente bonito?”. Não consigo ver minha beleza, minhas qualidades, nem nada de bom que possa ter em mim. A única coisa de bonita, ou ao menos arrumada, são as minhas roupas. Consigo me arrumar bem, combino algumas roupas e só. Mas me sentir bonito ou algo do tipo, se tornou difícil pra mim. Queria conseguir ver minhas características, minhas qualidades.


Eu já tenho essa falta de auto-estima a muito tempo, mas nunca ficou tão sério ao ponto de me deixar deprimido como me sinto ultimamente.


Ao chegar no trabalho, adentro as portas de vidro indo em direção ao elevador.


— Bom dia, Namjoon!


Lee, um dos meus colegas de trabalho, se pronuncia, me fazendo voltar minha atenção a ele e o responder com o mesmo comprimento.


— Bom dia, Lee.


Passado alguns minutos, o elevador para no meu andar. Saio e vou para a minha mesa, para o meu azar acabo esbarrando em alguém.


— Desculpe, senhor. - ela diz e levanto meu olhar para a encarar.


— Tudo bem. Não me chame de senhor, sou muito jovem pra isso. Me chame de Namjoon. - digo e ela levanta seu olhar para me encarar.


Faço uma pequena reverência e volto a fazer o que eu estava fazendo. Mas sou impedido novamente, não pela mulher que eu acabara de esbarrar, e sim por uma outra mulher que eu nunca vi por aqui.


— Desculpa! - ela parecia meio nervosa, talvez tímida ou envergonhada.


— Tudo bem? Precisa de ajuda? - pergunto.


— Não! Quer dizer, sim! É... Fiquei sabendo que tava tendo vagas para funcionários aqui, queria me candidatar, sabe? Entregar meu currículo.


— Ah, certo. Vou colocar minhas coisas na minha mesa e te levo pra sala do dono daqui. - ela sorri.


— Obrigada!


— De nada. Me acompanhe. - sorrio para ela e ela faz o que peço.


Coloco algumas pastas que estavam em minhas mãos junto com alguns pertences e um copo de café na mesa. Logo me direcionando para a sala do senhor Kang.


— Qual o seu nome? - pergunto afim de quebrar o silêncio.


— Park S/n. E o seu?


— Kim Namjoon. Lindo nome, S/n. - sorrio e ela faz o mesmo em um gesto tímido, dando um sorriso leve.


— Obrigada. O seu nome também é lindo, Kim. - ela continua com o sorriso no rosto por um bom tempo.


— Bem, é aqui. - digo em frente a porta com o letreiro escrito "CEO". Dou algumas batidinhas na porta e escutamos um "entre", abro a porta com cuidado pondo apenas a minha cabeça pra dentro.- Senhor, temos uma candidata pro emprego de jornalista.


— Ah, deixe-a entrar. - Senhor Kang diz e ajeita sua postura na cadeira.


Olho para S/n fazendo sinal para que ela entrasse e assim ela faz, fecho a porta com cuidado e volto para o meu local de trabalho. Me sento em minha cadeira em meu cantinho, minha pequena sala. Dou um gole no café morno e passo a vasculhar minhas pastas que eu trouxe comigo. Iniciei meu trabalho de digitação no computador, meus dedos tocaram as delicadas teclas do computador e comecei a escrever.


De algum modo me sentia incomodado. Estava me sentindo como se fizesse isso pra não pensar nos meus problemas pessoais e psicológicos, e não é mentira, eu gosto de me distrair com isso e não pensar em mas nada, todo o meu foco apenas em terminar de escrever aquilo.


Longos minutos, longos minutos.


— Namjoon, o senhor Kang está te chamando lá na sala dele. - Lee diz se encostando no lugar aonde deveria ser uma porta, mas é vazio sem nem uma cortina.


— Certo. - me levanto salvando minhas anotações e me dirigindo até a porta do senhor Kang.


Algumas batidinhas na porta.


"Entre" escuto a voz do mais velho do outro lado da porta. Abro a porta, S/n ainda estava lá com um pequeno sorriso em seu rosto.


— Me chamou, senhor? - pergunto entrando na sala e fechando a porta.


— Sim. Por favor, mostre a sala quatorze pra ela. - ele fala gentilmente.


— Ah, claro, senhor Kang. Por aqui, senhorita Park. - saímos da sala e eu mostro sua sala de trabalho que era do lado da minha. A minha era o número treze.- Vai começar hoje? - pergunto.


— Não. Eu fui aceita, mas vou começar amanhã. - ela passa a ponta dos dedos pela madeira fria da mesa da sala, depois pelas teclas do computador, pela cadeira com pés de rodinhas, por cada cantinho.- Bem, eu te vejo amanhã. - ela diz e vai embora.


Fico a olhando ir embora. O elevador se abre e fecha logo em seguida.


____________________________________________


NO OUTRO DIA

Colegas de Trabalho


Caminhando até o trabalho novamente, cabelos um pouco bagunçados e um terno preto. Café na minha mão direita. Atravesso a rua e finalmente chego no meu aclamado trabalho. Subo até o quarto andar com a ajuda do elevador, chegando lá vou direto para a minha sala. Número 13. Mas, antes de entrar em minha sala, vi alguém muito pontual sentada na cadeira da sala quatorze. Digitando, lendo, bebendo um gole de chá, concentrada.


— Vejo que é pontual. - digo colocando minhas coisas na mesa e me sentando logo em seguida.


— Namjoon. - ela sorri.- Gosto de chegar cedo. - sua atenção vai novamente para a tela do computador, lendo o que havia escrito.


— Pelo visto não sou o único que pensa assim. - faço uma pausa.- Mas ainda não são sete horas, trabalho começa de sete e dez.


— Tô adiantando.


— Mais uma coisa que temos em comum. - sorrio ladino dando um gole no meu café.- Quanto mais cedo, melhor.


— Sim. - ela diz.


Assim como ela, começa o meu trabalho de digitação. Digitando Todas aquelas notícias boas, trágicas, lamentáveis, sociais, etc.


As horas se passam tão rápido que nem percebi quando deu a hora do almoço. Desligo o computador e me levanto. Meu olhar cai diretamente na sala 14, essa que não tinha ninguém, é claro que ela deve ter ido almoçar no andar de baixo. Me dirijo até o elevador com mais algumas pessoas, todos estavam indo almoçar. As portas do elevador se abrem e todos saem. Sem muita enrolação eu coloco meu almoço e me sento a mesa para comer. Quando estou prestes a levar minha comida a boca, vejo alguém se sentar na minha frente.


— Oi. - S/n diz baixinho.


— Oi. - silêncio.- O que tá achando do trabalho?


— Ah, até que tá sendo bem legal.


Tivemos uma conversa agradável sobre o trabalho. Inclusive, descobri que ela gosta de ler livros, gosta de ver caso solucionados e não solucionados, gosta de filmes de terror, não tem medo de baratas, prefere calças do que saias, gosta de roupas largas — blusas —, não gosta de saltos, apesar de preferir calças e blusas largas, ela usa saias e vestidos muitas vezes, tem uma autoestima frequente, gosta de muitos estilos de roupa, incluindo o dark. E é lógico que a gente teve uma conversa muito interessante. Também contei algumas coisas sobre mim. Após o almoço, pegamos um copo de café e um de chá e voltamos para as nossas salas.


No final do expediente, arrumei minhas coisas, peguei tudo e saí da sala. S/n saiu na mesma hora que eu.


— Estamos em sincronia? - perguntamos ao mesmo tempo, rimos logo após isso.


É, estamos em sincronia.


— Parece que sim. - ela diz rindo. Sua mão estava em sua boca, tapando-a.


TEMPOS DEPOIS


Lendo, lendo, lendo e...

!!!

Me assusto com o barulho em cima de minha mesa e olho para o lado, vendo S/n ali com uma xícara de chá em sua mão e olhando o meu trabalho no computador.


— Ficou bom. - ela bebe um gole de seu chá.


Meu olhar ainda estava fixado nela. Quando ela se virou para me encarar, tudo ficou em câmera lenta, balanço minha cabeça voltando a realidade. Meu olhar vai para a mesa, sua mão estava ali, daí eu me dou conta de onde veio o barulho que eu me assustei a alguns segundos atrás.


— Obrigada. - olho novamente para ela e sorrio, ela faz o mesmo.


— Eu já acabei o meu trabalho, até que hoje foi bem pouco pra mim. Ainda são cinco horas. - ela fala olhando a hora no seu relógio de pulso.


— Eu também acabei, só tava revisando essa. - olho para o computador novamente.


— Entendi. Quer ajuda? - ela coloca sua xícara em cima da minha mesa e olha para o computador.


— Não precisa, eu já est- ela corta a minha frase.


— Tem um erro aqui. - ela aponta para uma parte no texto que estava no computador.


— Oh... Verdade. - eu já tinha olhado aquela parte e não tinha percebido o erro.- Obrigada.


Ela sorri em resposta.


Ela me ajudou nos próximos minutos a revisar o texto. Estava arrumando minhas coisas, ela fazia o mesmo em sua sala. Peguei minha pasta e saí da minha sala, olho para dentro da sala de S/n, ela estava pegando sua bolsa.


— Vamos, madame. - digo a olhando.


— Já estou indo. - ela vem até mim e vamos até o elevador.


Ela parecia estar procurando algo enquanto nos dirigiamos até o elevador. Decido perguntar o que era que ela estava procurando.


— O que tá procurando?


— Não vi mais a Helena por aqui. - ela continuava olhando para os lugares.


— Eu soube que ela foi demitida. - disse. Entramos no elevador e eu aperto o botão para o primeiro andar.


— Demitida? Por quê? - ela parecia espantada.


— Parece que ela tava namorando o Lee. - faço cara de tacho.


Regra Número 1:

É proibido relacionamento entre funcionários da empresa. Isso pode afetar no desenvolvimento da empresa, causar problemas dentro da empresa, além de que afetaria significativamente a empresa. Isso não seria nada lucrativo para a empresa.


— Wow... Isso... Nossa. Nunca imaginaria isso. - ela coça a clavícula sem jeito.- Sei lá, essa regra parece tão idiota pra mim. Não acho que isso afetaria em alguma coisa da empresa, a não ser que a pessoa não ligasse pra empresa depois disso.


— Sim, concordo. - o elevador para e abre as suas portas. Vamos para a garagem do prédio.- Você quer carona? Tô de carro hoje.


Sim, eu tenho carro, mas prefiro vir a pé muitas vezes já que não é tão longe de casa.


— Sério? - faço que sim com a cabeça.- Bem, se não for pedir demais. - sua mão vai até a sua nuca.


— Não é pedir demais, eu que me ofereci pra te levar, vamos. - ela me segue até meu carro. Destravo o mesmo e entramos, eu no banco do motorista e ela no banco do lado.


Ela coloca sua bolsa em seu colo e imediatamente coloca seu cinto de segurança sobre o seu corpo, faço o mesmo e ligo o carro. Saímos da empresa e ela me diz onde morava.


— Sabe aonde é a rua Soul? - ela pergunta.


— Sei.


— Eu moro lá. O primeiro apartamento da rua.


— Tá certo. - digo e dirijo até lá.


O percurso foi calmo, conversamos um pouco, mas a maioria do caminho ela estava prestando atenção na paisagem pela janela de vidro. Os prédios, casas, restaurantes, lojas, até chegarmos na rua Soul.


— É aqui? - pergunto ao estacionar na frente de um apartamento de nome “Forever”.


— É. - ela retira o cinto de segurança e me encara.- Obrigada, Nam. - ela sorri e sai do carro.


Fico a observando entrar no prédio, na porta ela se vira e acena para mim. Sorrio e aceno pra ela também, ligo o meu carro e faço um percurso para a minha casa.


____________________________________________


As Minhas Inseguranças


Me deito em minha cama, esparramado. Hoje o dia foi cheio como sempre, a escuridão parece crescer cada vez mais em mim. Camisa desabotoada, deito na cama. Meus olhos se fecham lentamente e um suspiro pesado sai de meus lábios, meu coração acelera repentinamente com a minha respiração que parece ficar cada vez mais pesada a cada minuto.


A minha imagem vem em mente. Meus cabelos recentemente tingidos de loiro em uma tentativa falha de não ter receio de minha própria aparência. Olhos vazios e negros. Nariz arrebitado bem pouco. Boca seca e um pouco rosada. Minha aparência parece tão feia aos meus olhos. Um rosto magro demais, nariz muito fino, olhos grandes demais, isso me atormenta.


Meus olhos se abrem. Me levanto vagarosamente e me dirijo até o espelho. A imagem magra refletida no espelho me dava agonia. Tudo em mim me dava um tipo diferente de agonia, um tipo diferente de enjoo, me dava nostalgia, me fazia me sentir insuficiente por um momento, me fazia tão mal.


Meus ombros, dou uma olhada, talvez largos demais e caídos, curvados. Abdômen, nem tenho o que falar, me sinto feio. Braços e mãos longos demais, finos como um osso. A medida que vou me olhando, um sentimento angustiante cresce em meu peito, uma vontade de chorar com angústia, dor. Pernas, a mesma coisa dos braços, feios e finos. Pés, nem se fala.


Aquela angústia vai subindo até chegar em meus olhos, aonde tomam a forma de lágrimas e escorrem pelas minhas bochechas, queixo, até caírem no chão e se desmancharem com o impacto. Meus olhos que estavam nos pés, sobem e me olho nos olhos através do reflexo do espelho. Vermelhos e com uma cascata cristalina que escorria por todo o meu rosto.


Esse era eu? Me perguntei mentalmente. Minha mão vai até o meu próprio reflexo, como se fosse outro alguém na minha frente, minha mão esfrega o local da minha bochecha no reflexo, como se pudesse enxugar minhas lágrimas. Eu quero alguém do meu lado que faça isso por mim quando eu chorar e me sentir triste. Minha face é inexpressiva, quase sem sentimentos.


Lágrimas caem, mas minha respiração é tão calma. Tudo que eu faço parece tão desprezível.


Eu quero... Eu não sei o que eu quero.


____________________________________________


Segredos, Inseguranças Reveladas Apenas á Você


Com o passar do tempo, eu e S/n nos tornamos muito amigos, eu poderia até dizer que somos como melhores amigos. Contamos segredos um para o outro, saímos juntos, mas eu nunca a disse sobre minha insegurança para comigo mesmo. Nunca disse para ela sobre o quanto que eu me acho insuficiente, desprezível, feio, horroroso, insignificante e afins.


Talvez fosse o melhor a se fazer, eu confio nela, porque não? Eu realmente confio nela e sei que se eu falasse isso pra ela, ela não sairia falando isso pra ninguém.


Agora, já no final do expediente, exatamente as seis horas, arrumo minhas coisas, desligo o computador e me dirijo até o elevador. Quando chego perto da porta de metal do elevador, ouço alguns passos apressados atrás de mim, S/n.


— Me espera, senhor apressadinho. - ela passa sua mão pelo cabelo que estava em seu rosto os ajeitando.


— Desculpe, eu me distraí com meus pensamentos e me esqueci que você vinha comigo. - o elevador se abre e entramos nele. Aperto o botão para baixo do elevador e ele fecha suas portas.- Acho que temos que conversar.


— Já estamos fazendo isso. Mas sobre o que exatamente? - a olho.


— Haha, muito engraçado. Você devia ser comediante. - falo a última frase segurando o seu nariz e soltando logo que termino de falar.


Ela ri.


— Mais é sério, sobre o que?


— Quando chegarmos no carro você vai saber, apressadinha. - falo com o mesmo tom de voz dela quando me chamou de apressado. Ela sorri e revira os olhos.


O elevador finalmente abriu suas portas. Saímos e fomos até a garagem. Chegando no carro, ficamos de frente um para o outro.


— Por onde eu começo?... - olho para qualquer outro lugar que não fosse para seus mirantes olhos.- Tenho muita coisa pra falar pra você, coisas que eu nunca disse pra ninguém.


— Pode falar, sabe que eu não vou falar nada pra ninguém.


— Ok... Pra começar, eu não sei quando isso começou. Foi algo que eu passei a sentir e tá comigo até hoje. Quando eu era jovem, as pessoas me diziam: “você é tão bonito, Namjoon” e eu sempre negava isso. Eu não sei quando começou, mas eu nunca me achei bonito, sabe? Mesmo com todos os elogios, nunca me senti bonito. Aí começou a crescer muitas inseguranças em relação a mim, ao meu corpo, a minha aparência, isso é muito ruim, eu não consigo me sentir suficiente pra ninguém. Eu não sei se você tá conseguindo entender, eu quero só desabafar com você porque eu sei que você não vai me humilhar ou falar isso pra mais ninguém.


— É claro que eu te entendo, Nam. - ela sorri.


“você é tão precioso”. - pensou S/n.


Ela se aproximou de mim e me abraçou, sua cabeça estava em meu peito. Retribui o abraço. Acho que ficamos ali por muito tempo, meu coração acelerado, não sei se é porque desabafei com alguém ou se é porque estou com ela. Um suspiro saiu de meus lábios carnudos.


— Eu tô aqui para o que você precisar... - ela sussurrou.- Eu tô aqui pra você.


DIAS DEPOIS


Coloco um moletom, uma calça folgada e quando estou colocando um gorro na cabeça, escuto alguém tocando a campainha. Me apresso saindo do quarto e indo até a porta. Olho pelo olho mágico e fico intrigado, giro a chave na fechadura da porta e abro.


— Como foi que achou meu endereço? - pergunto á garota a minha frente.


— Sou detetive. - ela pisca o olho pra mim e sorri ladino.


— O que é que você quer? - pergunto rindo.


— Então... Gosta de andar de bicicleta?


[Quebra de Tempo]


O vento batia contra o meu corpo, balançando meus cabelos, naquela tarde quente. Meus pés eram suaves nos pedais da bicicleta, minha franja estava grande, batia abaixo dos meus olhos. Paro na praça, S/n para com a sua bicicleta do meu lado.


— Então?


— É bom ficar ao ar livre. - digo e a olho.


— Sim. Vamos até ali. - ela aponta para o outro lado da praça.


Sorrio ladino e coloco o pé no pedal. Começamos a pedalar, chegamos do outro lado da praça e sorrimos um para o outro.


— Legal, podemos andar por aí. - ela sugere.


— É. Não tenho nada pra fazer hoje mesmo.


Passamos todo o resto da tarde andando de bicicleta. Quando chegou a noite, caminhavamos para o meu apartamento.


— Que bom que gostou, Nam. - ela sorri me olhando e faço o mesmo.


Já estávamos perto do meu apartamento quando eu senti um pingo no meu nariz. Olhei para cima.


— Também sentiu? - faço que 'sim'.


Mais pingos começaram a cair, cada vez mais forte. Por sorte conseguimos entrar no meu apartamento antes que a chuva nos pegasse.


— Eu não trouxe guarda-chuva. - ela diz olhando a chuva forte que caía do lado de fora.


— Você pode ficar no meu apartamento enquanto a chuva não para. - ela me olha em concordância.


Guardamos as nossas bicicletas no quartinho do prédio e fomos para o meu apartamento. Entramos e ela vai para a enorme janela que tinha na sala, olhando a vista.


— Acha que vai demorar muito? - ela pergunta.


— Não sei, tá muito forte. Bem, você quer alguma coisa? - me aproximo dela.


— Tipo? - ela me olha.


— Café? Chá? Água?


— Aceito um chá. - ela dá um pequeno sorriso e volta seu olhar para a janela novamente.


— Okay, eu já volto. - saio da sala e vou para a cozinha.


Coloco o chá no fogo e volto para a sala. Ela ainda estava na janela, vou para o seu lado na janela e observo a chuva caindo, batendo e escorrendo pela janela. Queria poder falar alguma coisa mas não sabia o que falar. De repente, a luz se apagou, fazendo nós dois olharmos para a lâmpada que fica no teto da sala. Volto meu olhar para ela que ainda olhava para a sala, a luz azulada da lua batia em todo o seu ser, ela era magnificamente linda, quando ela virou para me encarar, observei seus olhos que tinham ganhado o tom de azul da luz da lua, brilhantes. Meus olhos analisam cada detalhe de seu rosto, lábios entre abertos.


PERSPECTIVA S/N


Meus olhos encontraram os seus. A mesma sensação mágica e eufórica começou em meu peito. A luz azul da lua ficava ainda mais linda refletida nele. Ele é tão lindo. Eu não podia sentir isso por ele, mas eu sinto, e é tão real. Vejo seu olhar parar na minha boca, me fazendo prender a respiração, meu coração acelerou intensamente e junto com isso minha respiração ficou descompassada. Como é possível ser tão lindo e não ver isso?


Nossos rostos vão se aproximando.

Aproximando... Aproximando...


Nossos narizes finalmente se tocam e fecho meus olhos. Sinto suas mãos tocarem meu pescoço, seus dedos gélidos. Um suspiro saiu de meus lábios ao sentir seus dedos gelados em contato com a minha pele quente. Nossas respirações se fundiram em uma.


PERSPECTIVA NAMJOON


Eu estava em uma guerra interna dentro de mim. Eu quero beijá-la, mas eu não posso beijá-la. Eu quero tanto isso, nunca me senti tão necessitado e sedento por algo como me sinto agora. Sua respiração bate contra o meu rosto me arrepiando, me sinto tão tentado a isso. A pele macia de seu pescoço, apenas isso, estava me fazendo ficar louco. Ela inclinou sua cabeça, fazendo seus lábios roçarem nos meus. Pouquíssimo de distância, eu tinha que tomar uma decisão. Beijá-la ou não beijá-la.


Minhas mãos sobem para o seu rosto, o segurando. A beijo com vontade, vontade essa que eu já almejava a muito tempo. Suas mãos, suas delicadas mãos, sobem por cima do tecido da minha camisa para a minha cintura, barriga, abdômen e param quando chegam em meu pescoço. Um carinho é distribuído em meu pescoço, clavícula e bochechas. A luz azul me fazia questionar se isso não era apenas mais um dos meus sonhos em que nos beijamos.


Com pequenas pausas, não queríamos parar. O barulho de nossas bocas se tocando me deixava cada vez mais dopado. Era como um remédio, um relaxante, eu não me sentia na terra, eu me sentia nas nuvens. Aquele toque macio que só a boca dela tinha, aquele gosto de menta que só a boca dela tem, a sensação que apenas ela podia me proporcionar, o jeito como apenas ela me fazia sentir quando me tocava, a forma apaixonada de como ela me beijava, as borboletas que só ela me fazia sentir no estômago, seu cheiro adocicado de amora, meus olhos brilham sempre que á vê.


Nossos lábios se afastam, lentamente se separando. Eu já queria sentir novamente seus lábios grudados aos meus, um suspiro saiu de meus lábios, o ar que eu nem fazia ideia que estava segurando por todo o beijo.


____________________________________________


Você Me Ajudou Quando Eu Mais Precisei


Quero fazer um breve resumo de todos esses meses em relação a mim e aos meus sentimentos nesses últimos meses.


Abro em uma folha em branco em um caderno de anotações velho, comecei a escrever tudo.


Primeiramente, no início eu apenas á ajudei como eu faço sempre que aparece alguém lá na empresa, pensei que ela seria apenas mais uma pessoa qualquer, com o tempo percebi que ela foi diferente desde o início. Sempre causando alguma coisinha diferente em mim.


Segundo, me lembro de quando ela ficou toda feliz por ter conseguido o emprego de jornalista, foi gratificante ver sua alegria.


Terceiro, em dias que eu me sentia cabisbaixo, mesmo sem saber, ela me alegrava, e me fazia sorrir e rir, isso me fazia deixar meus pensamentos ruins de lado.


Fecho os olhos e suspiro, mas logo os abro rapidamente.


Última coisa, meu coração começou a palpitar, depois de um tempo de amizade, sempre que eu via ela.


Fecho o caderno e o coloco na pequena cômoda ao lado da cama com a caneta em cima. Me deito na cama imerso em meus pensamentos. Pensamentos esses que só girava em torno dela.


Quando nos conhecemos...

“— Park S/n.”


Quando ela me elogiava...

“Namjoon, você é tão bonito”

“Que lindo... Você é muito bonito, sabia?”

“Que fofinho”

“É sério, Namjoon, porque você é tão bonito?”

Eu sempre fico envergonhado quando ela me elogia.


Quando ela me abraçou pela primeira vez...

“Suas mãos rodearam meu corpo em um abraço apertado, foi repentino, não consegui distinguir o que estava acontecendo. Ela logo foi rapidamente para o táxi que a esperava. Enquanto isso, eu continuava parado, sem entender nada.”


Da vez em que ela me ajudou a revisar uma matéria mesmo eu falando que não precisava...

“— Entendi. Quer ajuda? - ela coloca sua xícara em cima da minha mesa e olha para o computador.


— Não precisa, eu já est- ela corta a minha frase.


— Tem um erro aqui. - ela aponta para uma parte no texto que estava no computador.


— Oh... Verdade. - eu já tinha olhado aquela parte e não tinha percebido o erro.- Obrigada.


Ela sorri em resposta.”


Quando ela foi na minha casa e andamos de bicicleta pelo parque...

“—Vamos até ali. - ela aponta para o outro lado da praça.


Sorrio ladino e coloco o pé no pedal. Começamos a pedalar, chegamos do outro lado da praça e sorrimos um para o outro.”


E... Aquele beijo naquela mesma noite. Me lembro perfeitamente da sensação, daquele momento. Depois disso se seguiram mais episódios assim.


Quando eu menos percebi, minha imagem — que antes era horrenda para mim — agora era a coisa mais linda aos meus olhos. Eu conseguia ver a minha beleza. Minhas inseguranças? Aprendi a controlar elas, ter mais pensamentos positivos, com o tempo as minhas inseguranças viraram apenas um pequeno medo, nada com que eu deva me preocupar. Uma coisa que S/n me disse uma vez: “Você não pode amar alguém, sem antes se amar primeiro.” Assim como ela mesma disse: “Como eu poderia amar alguém e não me amar? Se eu não me amo e digo para alguém ‘eu te amo’, pense comigo, o que eu estou dando para a outra pessoa? De uma coisa eu sei, não é amor.”


Acho que agora eu posso dizer que me amo, que amo minhas falhas, qualidades e todo o resto. O que importa é que eu finalmente me sinto bem comigo mesmo, e essa é uma sensação maravilhosa. Agora que eu achei meu amor próprio, eu posso dizer que á amo, não posso?


Passamos por muitas aventuras nessa de “se beijar escondido”.


“— Desculpa, eu não aguento mais.


Ela estava sentada em sua cadeira da sala quatorze, eu tinha ido a ajudar com a revisão de uma matéria. Uma de minhas mãos envolveu o seu pescoço e a puxou para perto, colando nossos lábios.”


“— Espera! Namjoon! - ela ria enquanto falava.


A levo para um lugar mais vazio e afastado da empresa. Estava um pouco escuro. Me escoro na parede e a puxo, ela sorria lindamente, o que me fez sorrir também.


— Porque me trouxe aqui? - ela pergunta, suas mãos vão para a minha cintura.


— Ah, sei lá. Pra gente se beijar? - falo como se não fosse óbvio o bastante.


Ela sorri, fica de ponta de pé e beija meus lábios. Meus braços a puxam e a apertam contra o meu corpo.”


“Os seus braços se entrelaçam no meu pescoço. Seguro sua cintura.


— Você tá tão bonito hoje, Nam. - ela sela os meus lábios rapidamente. Estávamos na garagem da empresa.- Sempre está bonito na verdade.


— Obrigado. Você também está muito bonita. - beijo sua testa e depois sua bochecha.


— Obrigada. - ela diz. Suas bochechas estavam rosadas.”


Um sorriso bobo escapa de meus lábios ao lembrar de tudo que aconteceu depois daquele nosso primeiro beijo no meu apartamento.


Você me fez tão bem e em tão pouco tempo...


____________________________________________


Explosão de Sentimentos


Estava de noite. Penteio meu cabelo, coloco um perfume e uma roupa confortável com um casaco leve por cima. Logo ouço a campainha. Vou até a porta e olho no olho mágico, um sorriso bobo se abre em meus lábios. Abro a porta.


— Oi. - digo sorrindo.


— Oi. - S/n sorri me olhando. Brilhantes, seus olhos eram brilhantes.


—Vamos? - pergunto e ela faz que 'sim' com a cabeça.


[Quebra de Tempo]


Estávamos em uma ponte que ficava em um pequeno rio. Sentados nas escadas da ponte, o ar frio batia contra os nossos corpos.


— Aqui é tão bonito. - ela diz olhando para o horizonte a frente.


— Sim... - um silencio se iniciou.- S/n, eu tenho que te falar uma coisa. Olha, eu não quero que você pense que eu estou te usando para o meu próprio benefício, sobre os nossos beijos, sabe? Eu... Eu realmente sinto uma coisa por você, meu coração palpita sempre que eu te vejo. Eu...


Sua mão vira o meu rosto para a encarar. Nossos olhares se cruzam, ela está tomando toda a iniciativa. Queria saber o que se passa pela sua cabeça nesse exato momento. Ela me encara tão intensamente, tão profundamente, tão... Ela junta nossos lábios quando eu não esperava, me fazendo engolir em seco. Macios, seus lábios eram macios, pareciam estar me deixando embriagado. Nos separamos, meus olhos ainda estavam fechados. Os abri vendo que ela me olhava da mesma forma que antes, olhos brilhantes — como se estivesse vendo a coisa mais preciosa da sua vida.


— Kim Namjoon, eu acho que te amo. Eu sinto o mesmo que você... - ela diz.


Sorrio, minha única reação foi a beijar. Apaixonado, era assim que eu me sentia.


____________________________________________


A Tempestade Passou


Já no primeiro dia da semana, me arrumei e me dirigi até o trabalho em meu carro enquanto tocava uma música animada, eu diria até que era romântica. Quando parei no sinal vermelho, minha mão foi para o meu cabelo o penteando e bagunçando de leve. Meus cabelos ainda tinha uma cor amarela, continuavam lindos e sedosos. Sorrio ladino e logo me dou conta do quanto que eu mudei, eu agradeço á ela por essa mudança. Muito obrigada...


Os carros começam a andar e eu faço o mesmo. Cheguei no trabalho e subo pelo elevador até o meu andar. Quando cheguei lá, as pessoas estavam meio que me olhando e um pouco amontoadas olhando para algum lugar. Me aproximando mas, vi S/n olhando na mesma direção que as pessoas com a face inexpressiva, a parede. Me virei para olhar o que havia na parede. Algumas fotos nossas... Nos beijando. Também fiquei inexpressivo assim como ela.


“Quer um escândalo? Eu posso fazer melhor que isso.” - S/n pensou.


S/n pegou em meu braço e me puxou para a frente, bem em frente as fotos. Ela se virou para mim e me virou para a encarar, em frente a todas aquelas pessoas, ela me beijou. Retribui o beijo com ternura, minha mão foi até a sua clavícula fazendo o beijo ficar ainda melhor. Era como se houvesse fones em meus ouvidos, o barulho que as pessoas faziam cochichando entre si parecia estar longe e meu foco era outro, meu foco era S/n.


Nossos lábios se separaram e nos entreolhamos. Sabíamos as consequências disso e mesmo assim estávamos felizes com isso, sem ligar pra opinião dos outros. Ouvimos nossos nomes serem chamados e olhamos em direção a voz.


— O senhor Kang está chamando vocês.


Nos olhamos uma última vez e entrelaçamos nossas mãos, assim seguimos de mãos dadas até a sala do senhor Kang. Bato na porta e sinto sua mão apertar levemente a minha, faço o mesmo.


— Entrem. - escutamos a voz do senhor Kang do outro lado da porta e entramos.


Senhor Kang conversou com a gente e por fim decidiu conversar apenas com S/n pra ver se iria deixar termos esse relacionamento que não atrapalhou em nada na empresa. Eu saí da sala e fechei a porta, meu olhar estava um pouco baixo, me sentei em uma cadeira próxima, algumas pessoas que ainda estavam pelo local me olhavam, não liguei pra isso. Olho para a parede que estava com nossas fotos e dou um leve sorriso. Me levantei indo até elas e apreciando cada mínimo detalhe.


Voltei para a cadeira que eu estava e me sentei. Calmo por fora, explodindo por dentro. Foram longos minutos, a porta da sala do senhor Kang se abre e vejo S/n e ele saindo da sala. Me levantei e fiquei a olhando, ela sorri e vem até mim apressada, me abraçando logo em seguida, retribui seu abraço.


— O que foi que aconteceu? Vai ficar tudo bem? - perguntei segurando seu rosto a fazendo me olhar. Ela apenas sorria.


— Por favor, pessoal! - Senhor Kang diz chamando a atenção de todos os funcionários.- Bem, como eu percebi que a primeira regra podia não fazer muito sentido e vi que uma relação poderia não atrapalhar na área de trabalho, decidi quebrar a primeira regra. De agora em diante a primeira regra caiu no poço do esquecimento. - ele faz uma pausa e olha para as fotos na parede.- Nunca vi um amor tão grande, quanto o que eles dois sentem um pelo outro. - seu olhar vai para mim e S/n.- Mas, sem ficarem se agarrando pela empresa em horário de trabalho e se eu ver que o relacionamento está causando problemas, terei que pedir educadamente para que saia da empresa, ok?


— Ok. - respondemos em uníssono.


— Ótimo, voltem aos seus trabalhos. - Senhor Kang volta para sua sala e eu olho para S/n.


Nossos olhos brilhavam de tamanha felicidade, sorrimos um para o outro.


____________________________________________


Agora Você Está Comigo

[Perspectiva da Escritora]


Mãos e dedos entrelaçados, grama abaixo dos sapatos, o céu azul sendo admirado por conta de suas variadas cores e tons, as nuvens que passeavam pelo céu azulado.


— Aqui é muito bonito, Nam. - ela o olha.- Hoje foi maravilhoso. - ela o abraça apertado e ele retribui ainda olhando a vista.


— Feliz um ano de namoro pra você, amor. - Namjoon sussurrou e beijou sua testa vagarosamente.


— Pra você também. - ela levanta o olhar para o encarar e beija seus lábios rapidamente, logo voltando sua atenção para a vista do céu azul.


____________________________________________


O amor que eu sinto por você me fez vencer minhas inseguranças, meus medos, meus maiores temores, é a famosa frase: "o amor move montanhas". No meu caso, o amor realmente moveu montanhas, montanhas essas que eu nunca imaginei que conseguiria passar. Seu jeito espontâneo me fez tão bem, mas tão bem que quando eu estava triste você mesmo assim conseguia tirar um sorriso de mim. Você se tornou meu antidepressivo, minha cafeína e todo tipo de droga que possa existir. Me deixando em órbita sempre que chamava pelo meu nome. Seus braços acabaram se tornando meu maior refúgio em dias de solidão, você sempre me abraçava e isso — por mínimo que seja — me fazia me sentir bem, alegre e motivado. Você me ensinou sobre o amor próprio depois que eu te falei minhas inseguranças, amei ter aquela conversa com você, se não fosse com você, eu não teria aprendido a me amar e nem aprendido o que é o amor. Obrigada por ter me mostrado minhas qualidades. E mesmo que em um futuro distante você acabe me deixando, está tudo bem, eu sei que não vou voltar a ser o que eu era antes. Mas eu tenho você aqui, e agora, comigo, pra mim você é tudo que me importa agora, você me salvou de um poço sem fundo apenas sendo você e eu nem tenho palavras pra descrever. Eu estou te dando todo o meu amor e em troca estou recebendo todo o seu amor.


____________________________________________



10 сентября 2022 г. 23:54:56 0 Отчет Добавить Подписаться
0
Прочтите следующую главу Verdade

Прокомментируйте

Отправить!
Нет комментариев. Будьте первым!
~

Вы наслаждаетесь чтением?

У вас все ещё остались 1 главы в этой истории.
Чтобы продолжить, пожалуйста, зарегистрируйтесь или войдите. Бесплатно!

Войти через Facebook Войти через Twitter

или используйте обычную регистрационную форму